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NOVO TOYOTA COROLLA XEI 2.0

A esperta tática do preço abaixo de R$ 100 mil (no aperto) foi utilizada pela Toyota com o lançamento do Corolla reestilizado. E nada melhor que adotá-la para a versão mais vendida do sedã médio, batizada de XEi, com motor 2.0 e oferecida por R$ 99.990. Finalmente com controles de tração e estabilidade em toda a gama, além dos retoques no visual e de sete airbags, será que o carro (de tiozão, como o povo costuma dizer) é uma boa opção de compra? Descubra a seguir.

Impressões ao volante

Mesmo sem os recursos eletrônicos de segurança, o Corolla já era um carro muito bem acertado e que dificilmente desgarrava nas curvas. Mas é bom saber que agora o ESP está lá para eventuais problemas e também para reforçar a comodidade. Com ele, o Corolla passa a ter assistente de partida em rampa, muito útil para ladeiras ou descidas. Pena ainda não haver o chamado Brake Hold, que permite ao motorista tirar o pé do freio quando o carro está parado.

Abusando um pouco da velocidade nas entradas de curva, o Corolla não titubeou em qualquer momento. É preciso, aliás, exagerar muito para o controle de estabilidade corrigir a trajetória. Nota dez para o sedã nesse quesito.

Ponto positivo também para nova calibração das suspensões e amortecedores, que tornou o Corolla extremamente confortável sem abrir mão da estabilidade. Acrescente ao pacote de conforto os reforços feitos no isolamento acústico da cabine e a atualização do software do módulo da direção elétrica… o resultado faz qualquer um crer que o carro tem potencial para vender ainda mais no país.

Por dentro, o estilo sóbrio do painel ainda é menos sedutor que o do Honda Civic e o do Chevrolet Cruze, mas a aparência ficou mais agradável com a maior presença de partes de toque suave, nova tela multimídia (usada em outros Toyota como Hilux e SW4), o novo design das saídas de ventilação e dos comandos do ar-condicionado digital.

O que poderia ter melhorado: a central multimídia touchscreen merecia alguns botões físicos e um sistema operacional mais rápido; o freio de mão garantiria maior refinamento e praticidade se fosse elétrico; e a ausência de uma segunda entrada USB. Ah, os novos difusores de ar circulares deixam o vento “vazar” mesmo quando estão fechados.

Desempenho

Não houve alteração mecânica na linha reestilizada do Corolla; a versão XEi (assim como a XRS e a Altis) manteve o motor 2.0 flex de até 154 cv e 20,7 kgfm muito bem pareado com o câmbio CVT de sete marchas virtuais.

O conjunto agrada com acelerações e retomadas eficazes mesmo sem usar o botão de modo Sport, que faz o carro trabalhar em rotações mais altas. As médias de consumo também são boas para um dois litros. Segundo o Inmetro, foram 10,6 km/l de gasolina na cidade e 12,6 km/l na estrada, médias que descem para 7,2 km/l e 8,8 km/l com etanol nas mesmas provas.

Itens de série

Bem equipada, a versão XEi incorporou rodas de liga leve de 17 polegadas, botão de partida e chave presencial. Mas poderia ter ganhado os faróis de led, presentes só na XRS e na Altis, além de um básico sensor de chuva. Sensor de ré seria muito útil também (em toda linha!) em vez de só câmera de ré.

Vale a compra?

Sim. O Corolla está ainda mais gostoso de dirigir, ficou mais elegante, é muito espaçoso e confortável. Com controle de tração e de estabilidade agora? Vai vender mais que pão quente.

Ficha Técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16V, comando duplo, flex

Cilindrada: 1.986 cm³

Potência: 154 (E)/143 cv (G) a 5.800 rpm

Torque: 20,7 (E)/19,4 (G) kgfm a 4.800 rpm

Câmbio: Automático CVT, 7 marchas virtuais

Direção: Elétrica

Suspensões: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás

Pneus: 215/50 R17

Tração: Dianteira

Comprimento: 4,62 m

Largura: 1,77 m

Altura: 1,47 m

Entre-eixos: 2,70 m

Tanque: 60 litros

Peso: 1.335 kg

Porta-malas: 470/507 litros

Consumo Inmetro (etanol)

Urbano: 7,2 km/l

Rodoviário: 8,8 km/l

Média: 8 km/l

Autonomia em estrada: 528 km

Recall do Corolla no Brasil

Ação abrange modelos produzidos de março de 2008 a dezembro de 2010.
Sistema de partida a frio pode ter defeito; risco é de vazamento de gasolina.

A Toyota do Brasil informou neste domingo que o recall do modelo Corolla atinge 145.466 unidades produzidas entre março de 2008 e dezembro de 2010. A campanha foi anunciada neste sábado e abrange as versões XLi, GLi, XEi, SEG e ALTIS.

De acordo com a fabricante, o problema está na mangueira do sistema de partida a frio do carro, que pode provocar o vazamento de gasolina. Há ainda a possibilidade remota de ocorrer incêndio somente se, simultaneamente ao vazamento de combustível, existir a presença de agente produtor de faísca.

Os proprietários dos veículos envolvidos devem procurar uma loja da rede de concessionárias a partir desta terça-feira (1º). A Toyota recomenda o agendamento prévio do reparo.

Confira os números de chassi dos carros envolvidos no recall
Código do chassi Últimos sete dígitos
9BRBB42E09 ~ 9BRBB42EX9 5000542 ~ 5055571
9BRBB48E09 ~ 9BRBB48EX9 5000541 ~ 5055592
9BRBB42E09 ~ 9BRBB42EXA 5055598 ~ 5116530
9BRBB48E09 ~ 9BRBB48EXA 5055594 ~ 5116529
9BRBD48E0A ~ 9BRBD48EXA 2500002 ~ 2500007
9BRBB42E0A ~ 9BRBB42EXB 5116534 ~ 5151708
9BRBB48E0A ~ 9BRBB48EXA 5116531 ~ 5126284
9BRBD48E0B ~ 9BRBD48EXB 2500008 ~2525074

Segundo o comunicado da Toyota, devido a uma não conformidade na fabricação da mangueira, esta pode vir a deteriorar-se, gerando pequenas fissuras através das quais podem ocorrer vazamentos de gasolina.

Para mais informações, a Toyota disponibiliza o Serviço de Assistência ao Cliente no telefone 0800 703 02 06 ou a página na internet www.toyota.com.br.

No ano passado, 117.428 unidades do Corolla foram convocadas no Brasil por problemas na fixação do tapete.

Fonte: G1

Honda prepara uma versão “pelada” do Civic

Versão LXL seria intermediária; LXS traz promoção de 12 vezes “sem juros”

Com a queda nas vendas pela chegada do City e a consequente perda da liderança no segmento dos sedãs médios para o rival Corolla, a Honda está preparando uma nova versão de entrada para o Civic. É quase a mesma estratégia da Toyota, que tirou alguns equipamentos do Corolla XEi e rebatizou-o de GLi.

No caso do Civic, a novidade, prevista para chegar em fevereiro, vai se chamar LXL (que será intermediária entre a de entrada LXS, que sofrerá um “downgrade”, e a top EXS), como na geração anterior. Os protótipos que rodam no entorno da fábrica da Honda, em Sumaré (SP), têm cobertos os logotipos traseiros e a grade. Os primeiros já são definitivos e guardam o nome da versão. A grade, ao que tudo indica, será da cor da carroceria e não cromada, como nas versões atuais.

As rodas não mudam: são as mesmas 16 polegadas que já equipam a LXS. No interior, é provável que perca alguns equipamentos, como o sistema de áudio, e tenha bancos de tecido, enquanto a LXL passaria a trazer revestimento de couro de série. A parte mecânica não deve mudar. O bloco 1.8 16V, que rende até 140 cv (cavalos) com etanol, segue sem alterações.

Há sinais claros de que existem mudanças no horizonte. Concessionárias vendem hoje a atual versão de entrada por preços a partir de R$ 59.900. Na TV uma campanha da Honda anuncia que o Civic de R$ 59.990 está saindo por uma entrada (segundo Interpress Motor apurou em concessionárias, deve ser de no minimo 60%), mais 12 parcelas “sem juros”. Ou seja, entrada de R$ 35.994, mais 12 mensais de R$ 1.999,66. Uma clara estratégia para desovar o estoque.

Fonte: InterpressMotor