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O Silêncio do Hyundai HB20

foto-imagem-Hyundai-HB20Uma volta de menos de 30 km foi suficiente para que o diretor de redação Sérgio Berezovsky se impressionasse com a silenciosa cabine do nosso HB20 de Longa Duração. “Em ponto morto, a ausência de ruído e o baixo índice de vibração se destacam”, disse. Assim como defeitos, elogios também servem de ponto de partida para uma apuração mais aprofundada de sua origem.Solicitamos um HB 1.6 à Hyundai e rumamos para o campo de provas, em Limeira (SP) – nosso HB de Longa foi junto. Submetemos ambos ao nosso teste de ruído padrão, com medições em ponto morto, rotação máxima, a 80 km/h (em quarta marcha) e 120 km/h (em quinta). Primeiro a ser medido, o HB de fábrica apontou, respectivamente, 34,5/69/63,3 e 68,4 dBA. Confirmando a boa impressão do diretor de redação de QUATRO RODAS, o HB20 de Longa registrou, na mesma ordem, <34/68,2/62,1 e 67,2 dBA. Ou seja, nosso HB é mais silencioso que o da Hyundai, com um nível de ruído em marcha lenta abaixo do mínimo detectável pelo nosso decibelímetro, 34 dBA. O resultado é surpreendente, pois o modelo cedido pela Hyundai faz parte de uma frota de imprensa, que costuma ser atendida por uma manutenção especialmente caprichada.

A análise também incluiu algumas passagens pela pista de paralelepípedos. Cercada por paredes, ela permite a detecção de ruídos não apenas provenientes da própria cabine, mas especialmente da suspensão. Novamente, o carro de Longa teve vantagem.“O modelo emprestado pela Hyundai apresentou um ruído na suspensão. Era algo muito sutil, como uma pequena folga de bucha de bandeja. Nas passagens com os vidros fechados, para avaliação do ruído interno, os dois HB20 se mostraram bem silenciosos”, disse o editor Péricles Malheiros, responsável pelo teste.

O designer Gabriel Caetano, que fez uma viagem até o Rio de Janeiro (RJ), elogiou a boa dirigibilidade e, assim como a maioria, o baixo nível de ruído.

Consumo

No mês (24,9% na cidade) – Etanol 9,4 km/l

Desde dez/12 (25,6% na cidade) – Etanol 8,5 km/l

Principais Ocorrências

8 597 km – Trepidação da palheta do limpador de para-brisa esquerdo
10 067 km – Pneu com banda de rodagem cortada por linha de pipa com cerol

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Revisão do carro após viagem – Após percorrer grandes distâncias, desgastes podem afetar o veículo e prejudicar rotina diária


Feriadão de Semana Santa chega ao fim amanhã e, na segunda-feira, todos retornam às suas atividades. Muitos aproveitaram esses dias para realizar viagens ao interior do Estado ou mesmo fora, para visitar parentes, amigos ou mesmo para relaxar, enfrentando chuvas, barro e mesmo poeira em determinados locais. Assim como para viajar é importante algumas precauções, no retorno, o proprietário do veículo não deve se descuidar de alguns detalhes, como dar uma boa lavada no carro.

De acordo com o engenheiro André Vieira, gerente de Serviços Regulamentados da Dekra, é importante fazer uma inspeção de diagnóstico no veículo após transitar longas distâncias, atitude preventiva que pode poupar dinheiro e aumentar a segurança.

Com o ano recheado de feriados, oportunidades não faltarão para aproveitar o período de folga para viajar. Como de costume, é essencial antes de qualquer viagem fazer uma revisão no carro. Mas outro ponto importante e, às vezes ignorado, é fazer uma revisão no veículo após as viagens.

Depois de grandes distâncias trafegadas, desgastes podem afetar o carro e trazer avarias. Pensando nisso, André Vieira, gerente de Serviços Regulamentados da Dekra, fornecedor internacional de serviços para o setor automobilístico, aponta algumas dicas para manter o veículo em ordem. As irregularidades das vias e autopistas podem prejudicar a condição dos pneus, das rodas e da suspensão do carro. Por isso, após uma viagem é importante checar o estado dos amortecedores, molas, bandejas e sistema de direção (alinhamento).

Alinhamento

Manter o alinhamento em dia é necessário, pois um carro desalinhado perde estabilidade e aumenta o espaço necessário para frenagens, acarretando riscos ao motorista. Realizar um rodízio entre os pneus compensa o desgaste e ainda preserva a durabilidade do produto.

Freios

Os freios merecem uma atenção especial, já que são itens imprescindíveis para a segurança do motorista. Pastilhas, sapatas, discos e tambores de freio também devem ser verificados, principalmente pelos motoristas que viajaram pelas serras e enfrentaram subidas e descidas, acionando constantemente o freio, gerando um desgaste maior dessas peças. É preciso estar atento ainda ao nível do fluido de freio, que deve ser substituído a cada dez mil quilômetros rodados ou a cada ano. A estrutura do escapamento também deve ser verificada, pois pode sofrer danos ao se chocar com pedras e buracos.

Catalisador

Vale averiguar as condições do catalisador, já que danos a essa parte podem ocorrer sem que o motorista perceba. Quebrado, causa o aumento da emissão de poluentes, que além de prejudicar a atmosfera, levam à reprovação na inspeção ambiental. Além do catalisador, é importante verificar outros sistemas do automóvel que influenciam na exaustão de gases poluentes, como o de ignição, que engloba velas, cabos e bobinas; o de arrefecimento do motor e, finalmente, o sistema de alimentação de ar e combustível. Por fim, mas não menos importante, é preciso checar os itens de segurança como palhetas de limpador de vidros, que podem ressecar e perder a qualidade, e as luzes de freios e faróis, itens de funcionamento obrigatório, que podem queimar sem que o motorista perceba.

Viagem de carro – Dicas de como acomodar a bagagem no carro

Excesso de malas e objetos soltos podem prejudicar a visibilidade.
Distribuição de peso é importante para evitar desgaste da suspensão.

Levar-objetos-em-cima-do-carro-interfere-na-aerodinamica-do-veiculo--Foto-Daigo-OlivaG1

As férias estão chegando e com elas as viagens de carro com a família toda passam a ser mais frequentes. Nesse período não se pode esquecer do porta-malas, que costuma ficar cheio de objetos de todos os tipos.

Pegar estrada exige alguns cuidados com a bagagem para garantir a segurança e conforto dos passageiros durante a jornada. O mais comum é o motorista colocar os objetos de qualquer jeito, sem a menor preocupação.

Desse modo, o que vemos nas estradas brasileiras são veículos trafegando abarrotados de sacolas, mochilas e malas por todos os lados. O vidro traseiro desaparece e muitos objetos ficam soltos, um pecado mortal. É importante que todo motorista saiba que segundo o artigo 105 do Código de Trânsito Brasileiro obstruir a visão do retrovisor interno de veículos de passeio é uma infração grave e sujeito a multa. Então, veja algumas dicas para aproveitar ao máximo o espaço do seu carro.

Para começar, faça uma lista com tudo o que será necessário para a viagem. Essa relação é importante para se ter uma noção do que vai ser transportado e assim saber onde colocar cada coisa, além de ter uma ideia real se haverá espaço suficiente para tudo. Lembre-se de avaliar o que deve ficar à mão e assim facilitar o acesso ao porta-malas. Outra dica bacana é não deixar para arrumar a bagagem somente no momento de partir. Muitas vezes tudo que é feito as pressas fica de qualquer jeito e isso é o que não deve acontecer com a bagagem do seu automóvel.

Tudo que puder deixar de levar é importante. Carregar objetos desnecessários além de dificultar a montagem da bagagem também consome combustível desnecessariamente. Saiba que qualquer quilo de sobra faz diferença.

Seja organizado

Organização é sempre bem vinda, assim organize sua bagagem por categorias. Fica a seu critério, mas poderia, por exemplo, ser assim: roupas, agasalhos, calçados, produtos de higiene, utensílios de camping, materiais de pesca, de praia e por aí vai.

Procure utilizar malas de formatos variados, pois o objetivo será aproveitar todo o espaço do porta-malas. Mas lembre-se, malas muito grandes são complicadas de encaixar, além de serem desconfortáveis para, por exemplo, subir escadas. Em uma viagem, independente da duração, é fundamental levar uma mochila pequena para acomodar uma troca de roupa em uma emergência, guardar documentos, artigos eletrônicos ou mesmo levar a praia, uma caminhada, etc.

Coloque os volumes mais pesados no fundo. As malas maiores e aquelas mais rígidas ficam embaixo.Por cima delas a bagagem mais flexível e os objetos frágeis. Procure dividir a bagagem pelo peso também, de modo que o carro fique equilibrado, sem peso em excesso num dos lados. Além de facilitar a condução também evite o desgaste de peças da suspensão.

Dentro do carro nenhum objeto pode viajar solto. Isso vale para as coisas que ficam no painel, nos bancos, nos portas-treco e principalmente em cima da tampa traseira, nos carros do tipo perua e naqueles em que se tem acesso ao porta-malas pelo interior do veículo.

Essa medida é fundamental, pois em caso de acidente um objeto que esteja solto no interior do carro pode se transformar em uma armadilha mortal, capaz de fazer um enorme estrago. Na pior das hipóteses, coloque em baixo dos bancos, nos eventuais bolsos na parte de trás dos bancos dianteiros, no porta-luvas ou mesmo nos portas-mapa das portas.

Tome cuidado com latas de refrigerante e garrafas de água. Se não estiverem bem encaixadas podem escapar e rolar para os pedais do motorista, o que pode ocasionar um acidente. No caso de brinquedos para as crianças, leve somente aqueles que cabem nos compartimentos internos do carro.

Mas vamos ser realistas. Muitos carros nacionais não esbanjam espaço no porta-malas. Então, o que fazer? No caso de uma perua, por exemplo, se tiver que avançar as bagagens e talvez colocar alguma mala pequena em cima da tampa do porta-malas, a dica é que fique presa, bem afixada. Isso é possível com cordas elásticas. Nos modelos hatch, que tem acesso ao porta-malas pelo interior do carro, a regra é a mesma. Não esqueça que não se pode atrapalhar a visão do retrovisor interno.

Se ficar na dúvida, faça antes de pegar a estrada um teste para conferir se a bagagem esta devidamente colocada no carro. De uma volta na quadra, vá sozinho de preferência e, sem exagerar, faça movimentos bruscos e uma freada mais acentuada. O objetivo é verificar se não ficou nenhum objeto solto, capaz de machucar algum ocupante.

Uma opção para solucionar a falta de espaço pode ser a instalação de bagageiros de teto, racks ou mesmo um porta-bicleta. Um detalhe importante a se considerar é que tal dispositivo vai interferir na aerodinâmica do automóvel e em consequência no consumo de combustível. Mas se não tiver outra opção, o jeito é esse. Vale lembrar que existe um limite de peso para transportar objetos, tanto para o bagageiro, quanto para o veiculo. Por isso é recomendável levar os itens mais leves nesse equipamento.

No mais é aproveitar as férias e relaxar com a família. Boa viagem!

Fonte: G1