Arquivo da tag: velocidade

Entenda como a velocidade afeta seu bolso. Reduzir o tempo de viagem em 33% pode significar um aumento de 103% no gasto com combusível

foto-imagem-velocidade

Este é um teste tão diferente quanto os quatro carros convocados para protagonizá-lo: Fox 1.0 três-cilindros (82 cv), Grand Siena 1.6 (117 cv), Fusion 2.0 turbo (240 cv) e Azera 3.0 V6 (250 cv). A ideia da reunião: descobrir o quanto o aumento da velocidade de cruzeiro influencia na elevação do consumo e, consequentemente, dos gastos com combustível.

Numa viagem simulada de 200 km, o teste analisou o consumo médio em três velocidades constantes (80, 100 e 120 km/h). A partir dos resultados criamos tabelas cujos indicativos podem fazer com que você repita o teste com seu carro e reveja o ritmo de suas próximas viagens.

Antes de iniciar o teste, abastecemos os carros no mesmo posto: etanol para os flexíveis Fox e Grand Siena e gasolina para Azera e Fusion. Em seguida, os pneus foram calibrados com a pressão recomendada pela fábrica. As medições foram realizadas no mesmo padrão dos testes da QUATRO RODAS: ar-condicionado e demais equipamentos desligados, vidros fechados e apenas o piloto a bordo.

Os números apresentados abaixo refletem a média de duas passagens em cada velocidade. Para percorrer os 200 km, claro, o tempo gasto é o mesmo independentemente do carro: 2h30 minutos a 80 km/h; 2 horas a 100 km/h; e 1h40 minutos a 120 km/h. Para as tabelas abaixo, consideramos o preço médio da gasolina (R$ 3,40) e do etanol (R$ 2,25) na cidade de São Paulo durante o mês de agosto de 2016.

A maior diferença no bolso foi a encontrada no Fusion 2.0. A 80 km/h, foram consumidos 8,26 litros de gasolina, o equivalente a R$ 31,48. Se a velocidade for aumentada para 120 km/h, a conta sobe para R$ 67,34. O gasto adicional de R$ 35,84, porém, traz como vantagem uma redução de 50 minutos no tempo de uma viagem de 200 km.

Por outro lado, além da economia em reais, outra vantagem de aliviar a pressão sobre o acelerador está no aumento da autonomia. Se a 120 km/h a distância até o seu destino for maior que a nossa viagem imaginária e exigir uma parada para encher o tanque (algo que raramente consome menos que 15 minutos), talvez seja mais vantajoso reduzir a velocidade para 100 km/h (aumentando o tempo de viagem em 10 minutos a cada 100 km) e passar direto pelo posto.

Com 48 litros de capacidade, o tanque do Grand Siena, por exemplo, garante autonomia de 422 km a 120 km/h, mas sobe para 619 km a 100 km/h.

Volkswagen Fox 1.0 três cilindros

foto-imagem-fox

FOX 1.0 TRÊS CILINDROS – 200 KM – ETANOL
Velocidade 80 km/h 100 km/h 120 km/h
Tempo 150 minutos 120 minutos 100 minutos
Custo R$ 21,33 R$ 28,84 R$ 43,26
Consumo total 9,48 litros 12,82 litros 19,23 litros
Consumo médio 21,1 km/l 15,6 km/l 10,4 km/l
RPM 2.450 3.200 3.800

Fiat Grand Siena 1.6 16V

foto-imagem-grand-siena

GRAND SIENA 1.6 – 200 KM – ETANOL
Velocidade 80 km/h 100 km/h 120 km/h
Tempo 150 minutos 120 minutos 100 minutos
Custo R$ 30,82 R$ 34,87 R$ 51,14
Consumo total 13,7 litros 15,5 litros 22,73 litros
Consumo médio 14,6 km/l 12,9 km/l 8,8 km/l
RPM 2.100 2.600 3.200

Ford Fusion 2.0 EcoBoost

foto-imagem-fusion-2-0-titanium

FUSION 2.0 TURBO – 200 KM – GASOLINA
Velocidade 80 km/h 100 km/h 120 km/h
Tempo 150 minutos 120 minutos 100 minutos
Custo R$ 31,48 R$ 44,16 R$ 67,32
Consumo total 9,26 litros 12,99 litros 19,8 litros
Consumo médio 21,6 km/l 15,4 km/l 10,1 km/l
RPM 1.500 2.000 2.400

Hyundai Azera 3.0 V6

foto-imagem-hyndai-azera

AZERA 3.0 V6 – 200 KM – GASOLINA
Velocidade 80 km/h 100 km/h 120 km/h
Tempo 150 minutos 120 minutos 100 minutos
Custo R$ 41,20 R$ 51,13 R$ 64,77
Consumo total 12,12 litros 15,04 litros 19,05 litros
Consumo médio 16,5 km/l 13,3 km/l 10,5 km/l
RPM 1.450 1.750 2.150

Sabendo ler as letrinhas que há na lateral, você vai descobrir até se ele dura muito

foto-imagem-pneu-legislacao

Na parte lateral dos pneus existem várias indicações úteis para orientar a escolha do tipo certo para cada veículo, como as características de construção, a estrutura e as medidas. Veja quais são as principais informações indicadas na foto acima:

1) 245 – Largura da banda de rodagem em milímetros

2) 45 – Altura do perfil do pneu em porcentagem da largura (neste caso, 45% de 245 mm)

3) R – Indica que o modelo é radial

4) 18 – Tamanho do aro em polegadas

5) 100 – Índice de carga máxima (vai de 70 a 122. Veja exemplos abaixo)

CARGA MÁXIMA PARA CADA PNEU
100 800 kg
101 825 kg
102 850 kg
103 875 kg
104 900 kg
105 925 kg

6) W – Índice de velocidade máxima (vai de M a Y. Veja exemplos abaixo)

VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA
S 180 km/h
T 190 km/h
U 200 km/h
H 210 km/h
V 240 km/h
Z + 240 km/h
W 280 km/h
Y 300 km/h

7) Tubeless ou TU – Pneu sem câmara (quando há câmara, aparece TT ou Tube Type)

8) DOT – Atende aos padrões do Department of Transportation (DOT) dos EUA

9) 731K – Código da fábrica onde ele foi produzido

10) 2511 – Data de fabricação: no caso, 25ª semana de 2011

11) Treadwear 560 – Indica a durabilidade do pneu, variando de 60 a 700, sendo 700 a melhor (leia mais sobre o índice Treadwear clicando aqui).

12) Traction A – Capacidade de frenagem em asfalto ou concreto molhado, com quatro categorias: AA, A, B e C, sendo C a pior

13) Temperature A – Indica a capacidade do pneu de dissipar calor, com três categorias: A, B e C, sendo C a pior

Quando um carro bate, a tendência é o ponteiro travar na velocidade da hora da colisão. E nos modelos com velocímetro digital?

foto-imagem-velocimetro

Para começar, não é verdade que o ponteiro sempre trava na velocidade em que houve o acidente. É fato que a folga entre o ponteiro e o marcador é bem pequena, o que favorece seu travamento na posição em que estava na hora da colisão. Mas está longe de ser uma prova definitiva. Já no velocímetro digital, a tela só reproduz as informações de velocidade, portanto não pode ocorrer o “travamento” de imagens no visor. É como um relógio digital: se ele sofrer um impacto e quebrar, as horas não ficarão congeladas no display mostrando a hora da queda.

Resultado impressiona e torna impossível burlar o sistema de fiscalização de velocidade

foto-imagem-sistema-de-velocidade É possível dirigir rápido o suficiente para não pego pelo radar de velocidade? Estudantes de física da Universidade de Leicester, na Inglaterra, decidiram investigar a questão. Eles basearam seu estudo no Efeito Doppler, um fenômeno físico que diminui ou aumenta as frequências de som ou luz emitidas por um objeto em movimento sob a ótica de um obervador.

O princípio é que quanto maior for a velocidade de um objeto, maior será a alteração de frequência de luz e som. Na prática, para escapar do radar, o carro teria de estar rápido o suficiente para para se tornar “invisível” para as câmeras.

O resultado surpreende. Os estudantes descobriram que, para escapar das lentes superpotentes dos radares, é preciso estar apelo menos a uma velocidade de 191.000.000 km/h. A marca equivale a cerca de 1/6 da velocidade da luz, que é de 1.079.252.848 km/h. Nenhum carro conseguiria atingir tal velocidade. Portanto, é impossível ser mais rápido do que um radar. A melhor maneira de escapar das multas de velocidade é, também, a mais fácil e simples: respeitar os limites de velocidade.

Carro da Audi quebra recorde de velocidade – Esportivo R8 de 1.680cv chegou a 360km/h em prova de “standing mile”

R8 V10 tem biturbo e componentes forjados no motor, câmbio e diferencial

Com 5 km de extensão por 100 m de largura, a pista da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), está acostumada a receber aeronaves para pousos e decolagens. Mas no último sábado, outras máquinas “voaram” por ali. Cerca de 180 automóveis se reuniram para ver qual seria o mais rápido no “standing mile“, prova em que o piloto larga parado e acelera o carro ao máximo por uma milha (1.609 m). Ao fim da distância, um Audi R8 atingiu 360,407 km/h e tornou-se dono do recorde brasileiro.

Mas não se trata de um R8 qualquer. O conceito da Dubai Motors, importadora de Ribeirão Preto (SP), ganhou turbo duplo, além de componentes forjados no motor, câmbio e diferencial. Com isso, passou a ter potência de 1.680 cavalos no motor – 1.500 deles são despejados diretamente nas rodas. Para se ter uma ideia, o R8 GT 5.2 original entrega 525 cv de potência! A preparação foi feita pela empresa norte-americana Underground Racing, que passou dez dias aqui para “afinar” o esportivo – que correu com gasolina de corrida (com 105 octanas) no tanque.

Ao volante do R8 envenenado estava o piloto Daniel Malzoni, de 34 anos. A Autoesporte, Malzoni disse que o R8 ainda conta com um “cool box” no compartimento do motor. “Ele ajuda a resfriar o ar da admissão, deixando a molécula de oxigênio menor. Com isso, mais oxigênio entra na câmara de combustão, o que aumenta a potência”, explica. A expectativa do piloto e dos preparadores era de que o Audi R8 ultrapassasse os 400 km/h. Porém, alguns detalhes atrapalharam. “Estava muito quente e a área de preparação ficava longe da pista em si. Com isso, o motor esquentava e os pneus esfriavam. Vamos acertar melhor a configuração para os próximos eventos”, garante Malzoni.

A prova seguiu os padrões determinados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e o resultado foi homologado pela Confedereção Brasileira de Automobilismo (CBA).

Cuidados com rodas maiores

Um dos itens mais desejados entre os amantes de carros são as rodas com desenhos diferenciados e aros maiores que os originais. Dentro da prática do tuning, então, é quase uma obrigatoriedade trocar o conjunto original por um estilizado, cujo modelo se adapta ao gosto e ao perfil do dono do carro.

Mas, antes de trocar seu jogo original de pneus e rodas, são necessários alguns cuidados. O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) proíbe que o diâmetro das rodas ultrapasse os limites externos dos para-lamas do veículo. Ou seja, o tamanho total do conjunto roda/pneu não pode ser alterado nestas condições. Não respeitar esta regra é uma infração grave. O condutor perde cinco  pontos na carteira, paga multa de R$ 127,69 e  pode ter o carro retido.

Além de infringir a lei, alterar o tamanho original pode afetar o desempenho do seu carro. “Se o diâmetro máximo do pneu superar o original, vai aumentar a inércia na roda, prejudicando a aceleração”, explicou o professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Ricardo Bock. “A mudança entre a relação final da rotação do motor e a da roda é alterada e a cada volta que ela der o percurso será maior”, disse.

Outro ponto negativo é o conforto dos passageiros. Uma roda maior significa um pneu menor e, com isso, menos absorção dos impactos. “O pneu tem comportamento visco elástico e colabora na absorção das vibrações. Se o perfil do pneu for muito mais baixo, aumenta o nível de vibrações dentro do carro”, afirmou Bock.

Esportividade e beleza

Há também benefícios para os amantes da velocidade que desejam uma roda personalizada com um aro maior. Além da estética, o item ajuda na estabilidade de quem gosta de dirigir de maneira esportiva.

O gerente comercial da Mangels do Brasil, Sidney Martinho, explicou que um aro superior é muito mais que um equipamento bonito. “O aro maior, geralmente, proporciona uma sensação maior de estabilidade do veículo, em função de uma resposta mais precisa de direção”, afirma. Mas ele reconhece que a procura pelo acessório, na maioria das vezes, está ligada à aparência do veículo. “ O apaixonado por carro gosta de deixá-lo com a cara dele; a roda é parte deste processo”, complementou.

Recomendações

A recomendação para quem deseja trocar o conjunto original é ter cuidado nas modificações, no local da instalação e na marca do produto. “Quem quiser trocar, é aconselhável respeitar o diâmetro máximo externo deixando próximo ao original e tomar o cuidado de verificar se o fabricante das rodas é devidamente homologado”, complementou o professor Bock. Outro conselho é ficar atento às recomendações do fabricante. “É importante lembrar que as características técnicas devem ser respeitadas, conforme critérios de cada fabricante de veículo”, lembrou Martinho

Fonte: MSN

Saiba o que é mito sobre o uso do carro e o que não é

‘Lendas’ vão da lavagem do motor até a cor do veículo.

Quando o assunto é a mecânica dos automóveis o que não falta é mito. Tudo começa quando ouvimos de um amigo, que ouviu de outra pessoa e por aí vai. Por isso, é importante estar atento ao que é realmente verdade e o que não passa de “lenda”.

Andar na banguela

Deixar o carro em ponto morto, a famosa banguela , durante uma descida é uma assunto falado e comentado muitas vezes, mas sempre surge algum motorista com essa dúvida. Saiba que essa não é uma prática segura. Totalmente equivocada, essa prática não é nada recomendável. Apesar de economizar combustível em veículos sem injeção eletrônica, a segurança de motorista e passageiro é comprometida. O carro desengatado não conta com auxílio do freio motor, que contribuiu para uma melhor dirigibilidade e também não exige demais dos freios, que podem superaquecer e vir a apresentar falhas.

Álcool X gasolina

Sobre economia de combustível, o comentário geral aponta que o carro a álcool consome mais do que o mesmo modelo a gasolina. É uma verdade. Primeiro porque a gasolina produz mais energia e, para compensar, o álcool é injetado em maior proporção, além das características da combustão, que requerem mais compressão na versão a álcool. Porém, o motor movido a álcool torna-se mais potente.

Consumo do óleo é menor na cidade

De uma forma geral, a maioria dos motoristas acredita que o consumo do óleo do motor ou mesmo o período de troca do lubrificante na cidade é menor em relação ao uso na estrada. Trata-se de um grande equivoco. Nas rodovias a velocidade é constante, com períodos prolongados de funcionamento, o que proporciona o correto aquecimento e resfriamento do motor, ou seja, nada mais é do que o uso em condições normais. Já na cidade, o veículo faz inúmeras paradas e o motor não funciona como deveria, assim o uso é mais severo.

Outro detalhe é em relação ao nível, tanto do óleo quanto da água do motor. Não é preciso deixar sempre no máximo, mas situado entre a marca de nível mínimo e máximo. Portanto, se o seu carro está com os níveis abaixo do máximo, relaxe, pois está dentro da normalidade.

Lavagem do Motor

Quanto à lavagem de motor, o mito diz que pode trazer problemas. Essa informação é verdadeira. Com a invasão da eletrônica nos motores dos automóveis vieram também algumas restrições, sendo uma delas a lavagem do motor. Não que seja proibido, mas uma lavagem no motor deve ser feita com extremo cuidado e por pessoas habilitadas a esse serviço. A água pode danificar e, em alguns casos, até inutilizar diversos componentes eletrônicos instalados. Já ocorreram diversas panes em decorrência da lavagem do motor sem os devidos cuidados, tanto é que certos postos nem oferecem mais esse tipo de serviço.

Durante a lavagem, alguns postos de combustíveis, principalmente aqueles que ficam em cidades do interior, ainda adotam a pulverização de chassi. Essa pulverização é feita com óleo e a intenção é contribuir para a conservação, mas esse banho de óleo por baixo do carro não é recomendado porque colabora para a aderência de sujeira e, em alguns casos, pode corroer as borrachas de vedação.

Carro amarelo é mais seguro

Ainda sobre segurança no trânsito, existe o comentário sobre as cores dos veículos, sendo que umas são mais seguras e outras não. Será verdade? Pois saiba que se trata de uma informação verdadeira sim. Embora os tons como o amarelo e o laranja muitas vezes não sejam as cores preferidas dos motoristas, elas se destacam tanto durante o dia quanto à noite. Além disso, nos momentos mais críticos, como os dias de chuva e com neblina, essas cores também se destacam. Contudo, se você não faz a mínima questão de ter um carro nessas cores, também não tem problema. O importante é utilizar corretamente os instrumentos de sinalização.

Cinto de segurança e sinal vermelho

Algumas informações deixam as pessoas na dúvida pelo desuso, como por exemplo, o cinto de segurança para os passageiros do banco traseiro. Ainda são poucas as pessoas que usam e aqueles que não utilizam falam que não é preciso. Pois aí está uma grande mentira. O uso do cinto de segurança é obrigatório sim e para todos os ocupantes do veículo, tanto na cidade quanto na estrada. Consta do Código de Trânsito Brasileiro e sujeita o dono do automóvel a pagar multa e a levar pontos na carteira de habilitação.

O mesmo pode ser atribuído a história de passar semáforo fechado durante a madrugada. Apesar de o risco de assaltos ser elevado, principalmente nas grandes cidades, não existe lei que impeça a autuação por passar em farol vermelho em horário específico. Entretanto, alguns motoristas ainda preferem arriscar a vida e passar o sinal fechado sem tomar conhecimento. Nesse caso, o mais correto é diminuir a velocidade e aproximar-se vagarosamente do cruzamento até que o semáforo fique verde. Além de evitar a multa e os pontos na carteira, você escapa do risco de um acidente.

Fonte: G1