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Saiba se as paradas sucessivas do motor, devido ao uso do sistema start- stop prejudicam o funcionamento do veículo

Imagine estar parado no semáforo e de repente o motor do carro desliga. Você pode pensar que há algo errado, mas nos automóveis com o sistema start-stop isso é comum. O recurso foi desenvolvido para desligar o motor quando o condutor pisa no freio e faz pequenas paradas. Para religar, basta tirar o pé do freio ou acionar a embreagem (no caso dos carros com câmbio manual). A ideia é economizar combustível e reduzir as emissões. O uso do sistema é controverso e levanta a dúvida: carros que realizam partidas sucessivas exigem mais cuidados? Saiba mais informações nesta matéria!

Segundo Francisco Satkunas, engenheiro mecânico e conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, a bateria, o alternador e o motor de partida dos veículos com start-stop foram reforçados para aguentar as partidas e paradas constantes. “É uma bateria bem mais potente com capacidade maior que essas baterias convencionais”.

Caso a bateria do carro esteja descarregando, o  sistema start -stop não irá funcionar. “Mesmo que você acione, ele vai se negar a parar para deixar o sistema carregado”, explica Satkuna. Além disso, como a partida constante é feita com o motor quente, o consumo de energia é menor. Com o motor frio, não há muita lubrificação e o veículo consome mais energia para funcionar.

Alguns veículos vêm com um motor de arranque normal para dar partida, enquanto o carro está parado e um outro usado para realizar partidas mais rápidas. “Nos carros com dois sistemas de partida, você sente menos o start -stop”, diz Walter Abramides, engenheiro mecânico e proprietário da oficina Garage WEB, em São Paulo.

Ele afirma também que apesar do sistema elétrico do carro estar preparado, é importante que os materiais usados na reposição sejam da mesma qualidade que o fabricante instalou. “Tem que conferir a amperagem da bateria e as suas características.”

Descubra o que é real e entenda porque algumas crenças disseminadas no mercado são meras lendas urbanas

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Na hora de trocar de carro, sempre nos deparamos com diversas “verdades absolutas” que ecoam entre amigos e parentes, vendedores ou fóruns de internet – muita coisa, inclusive, acaba sendo transmitida de geração para geração. Mas… será que elas realmente são verdadeiras? Colocamos à prova alguns mitos tradicionais quando o assunto é compra de veículos.

1 – Veículos das cores branco, prata e preto são mais fáceis de vender
VERDADE – Modelos dessas cores são mesmo mais fáceis de vender, mas o motivo é mais simples do que você pode imaginar: a “pureza” desses tons.  “Não há variações, como preto claro. A cor prata também segue um padrão. Ou você gosta ou não gosta”, explica Amos Lee Harris Junior, CEO da Aval Consultoria, especializada no setor automotivo, que tira nossas dúvidas até o mito número 11. “Já as outras cores possuem muitas variações e geram discussão. Afinal, gosto não se discute. Por exemplo, o verde. Tem verde oliva, abacate, claro, escuro…”

2 – Carros de um “único dono” são mais valorizados
MITO – Há donos e donos. Se o primeiro proprietário do veículo não costumava ser zeloso com ele, não adianta nada que ele também tenha sido o único. Por isso, siga sempre as nossasrecomendações para avaliar um carro usado, ainda que o anúncio informe que se trata de um carro com único dono. Dependendo da maneira de dirigir, a forma como foi utilizado no dia a dia e a manutenção aplicada, pode ser até que um veículo com apenas um dono esteja em pior estado de conservação do que aquele que já passou por mais de um dono, se estes forem mais cuidadosos.

3 – Carro “de mulher” é mais valorizado, pois é mais bem cuidado
MITO – É fato, segundo as seguradoras, que as mulheres são mais cuidadosas ao dirigir, se expõe menos ao perigo, comentem menos infrações e se envolvem em menos acidentes. Mas, o raciocínio é o mesmo para os carros de único dono. Ou seja, nada disso garante, por exemplo, que as manutenções preventivas foram realizadas.

4 – Veículos sinistrados e recuperados têm menor valor de mercado
VERDADE – O negócio parece tentador, afinal, os preços são bem inferiores aos praticados pelo mercado. Mas a realidade que envolve a aquisição de um carro sinistrado é bem diferente, pois mesmo que tenha sido recuperado de forma excepcional e esteja em perfeito estado de conservação, ele não retoma sua originalidade. Os sinistros são registrados pelas seguradoras e quando os serviços são realizados em concessionárias, também são inseridos no dossiê do veículo.

5 – Ao colocar o seu carro atual na compra de um novo, você sempre perderá dinheiro
MITO – Tudo é uma questão de negociação. Ainda que a oferta na troca pode ser menor que o valor de mercado, mas você deve tentar compensar na negociação pedindo desconto no carro novo. Basicamente, é um toma lá dá cá. Além disso, o usado é uma excelente moeda quando é parte de pagamento de um veículo novo, pois em geral você corre menos riscos do que ao tentar vender em outro lugar ou para terceiros particulares.

6 – É possível comprar um veículo de modo parcelado com juro zero
MITO – Tome muito cuidado com o que a publicidade dissemina por aí. Não existe parcelamento sem juros. Quando o valor da entrada é equivalente à metade do bem, as prestações, mesmo sendo de valor pequeno e longo prazo para pagar, geralmente estão com os juros embutidos.

7 – É mais vantajoso comprar um seminovo após os dois primeiros anos do modelo
VERDADE – Nos dois primeiros anos acontece a desvalorização mais acentuada do automóvel. E outro fato que torna o negócio atrativo é que boa parte dos modelos, após esse tempo, ainda possui mais algum tempo de garantia de fábrica – algumas marcas chegam a oferecer seis anos.

8 – Veículo de uma pessoa com deficiência só servem para quem tem a deficiência
MITO – Existem 52 patologias que, pela legislação, classificam alguém como PcD (Pessoa com Deficiência). E a esmagadora maioria não demanda adaptação do veículo. Nesses casos, os automóveis são absolutamente iguais aos demais e a única diferença é que eles foram adquiridos com isenção de impostos e, obrigatoriamente, precisam ficar no nome da PcD por, no mínimo, dois anos antes de serem revendidos.

9 – É mais vantajoso comprar carros no fim do mês do que no início
MITO – O senso comum diz que ao final do mês os vendedores ficam mais afoitos para baterem suas metas de vendas e, assim, são mais flexíveis e oferecem melhores condições de negócio. Não é bem assim, afinal, você pode muito bem se deparar com um vendedor que já atingiu a meta. Indo além, no começo do mês um vendedor pode estar pressionado por um resultado ruim do mês anterior e, por isso, disposto a começar o mês fechando negócio. Não há fórmula certa. O importante é ter paciência para pesquisar e negociar. Vasculhe na web, não se esquive de fazer leilão e valorize seu dinheiro. E, lembre-se que, se tiver condições de pagar à vista, você terá ainda mais poder de barganha.

10 – Carros blindados se desvalorizam mais
VERDADE – O motivo da desvalorização de um blindado é dificuldade de revenda.O principal ponto é que eles sofrem modificações estruturais que não são reconhecidas tecnicamente pelos fabricantes, e assim, ficam desprotegidos de garantia. Mas, evidentemente, não é o caso dos blindados originais de fábrica.

11 – Não vale a pena comprar um veículo de locadora
MITO – Locadoras de grande porte costumam renovar suas frotas constantemente e os veículos tendem a ainda estar em garantia e com pouca quilometragem. Além disso, após cada devolução é feita uma perícia/revisão para torná-lo apto a ser utilizado por uma nova locação. As manutenções preventivas também costumam ser seguidas à risca. Assim, são veículos confiáveis quanto a sua procedência”. Evidentemente, como em qualquer aquisição, é imprescindível fazer uma avaliação criteriosa.

12 – Carros com acessórios e equipamentos não originais são mais desvalorizados
VERDADE – Se você é adepto do “tuning” e possui um veículo com pintura, suspensão ou motor modificados, é uma boa idéia tentar vendê-lo para pessoas da mesma comunidade. Se não houve mudanças mecânicas ou de pintura, retire os equipamentos não originais – até mesmo adesivos dos vidros – antes de anunciar. “Uma situação comum entre os lojistas é a de, após receberem um carro com rodas de liga, só conseguirem vender o carro depois de substituí-las pelo modelo original em aço, mesmo estas sendo mais baratas”, conta Vitor Meizikas Filho, analista chefe da Molicar.

13 – Carros cheios de acessórios e opcionais originais são mais valorizados
MITO – Incrementar o veículo com acessórios e opcionais originais não se reverte em lucro no momento da revenda, salvo algumas raras exceções, como os modelos compactos premium. Mas pode acontecer de a ausência de determinado item provocarr uma grande rejeição no mercado. Até alguns anos atrás, era comum que os carros compactos de entrada viessem sem ar-condicionado. Hoje, sem esse item, haverá uma dificuldade enorme para ser vender qualquer modelo. Outros exemplo são sedãs médios sem câmbio automático ou esportivos sem teto solar. Leia mais sobre os acessórios

14 – Comprar veículos de frota é um mau negócio
MITO – Em geral, carros utilizados numa frota empresarial são tratados com grande atenção. “Não é raro carros de frota apresentam um estado de conservação acima da média, uma vez que geralmente eles são submetidos a todas as manutenções programadas”, explica Felipe Silva, supervisor técnico e de Qualidade da Super Visão Vistorias Automotivas.

15 – Seminovos com baixa quilometragem são sempre melhores
MITO – Um carro com baixa quilometragem pode ter ficado muito tempo parado, sem receber a manutenção adequada, explica Silva. Muitos componentes precisam de uso contínuo para que se mantenham funcionais, como, por exemplo, a bateria, fluídos, entre outros. Além disso, veículos que rodam poucos quilômetros diariamente são os que submetem o motor a um estresse maior, pois andam a maior parte do tempo abaixo da temperatura ideal de funcionamento. E o oposto acontece de um carro que andou a maior parte da sua vida útil em estrada, que anda a maior parte do tempo em condições ideais de funcionamento. Além disso, um carro com maior quilometragem, se recebeu todas as manutenções e seu uso, pode perfeitamente estar em melhores condições que o veículo menos rodado.

16 – Um consórcio automotivo equivale a um investimento
MITO – “Você não paga juros de financiamento no consórcio, mas desembolsa uma taxa de administração”, explica Caio Ribeiro, diretor do Mercado Livre Classificados. Dessa forma, em um consórcio você paga um valor superior ado que o bem realmente vale. Se investir o mesmo montante todo mês em uma aplicação financeira, você certamente terá o valor total do veículo em um prazo menor que o consórcio.

 

O som do motor é uma das características centrais de um carro. Mas o que você escuta quando pisa no acelerador pode não ser real

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Para andar no dia a dia, a maioria das pessoas quer um veículo dócil, que rode com tranquilidade e sem muito barulho ou vibração. Quem gosta de dirigir quer isso, mas também quer o contrário: um motor que, quando é um pouco mais exigido, responda com um ronco encorpado, cheio de força e personalidade. Se o motor é o coração do carro, o ronco é seu batimento cardíaco. O som que o veículo emite quando você dá a partida e acelera é uma parte central da satisfação de dirigir.

As montadoras sabem disso, e projetam esse som tão minuciosamente quanto as outras características do carro, como o design da carroceria ou o comportamento do volante. Esse capricho todo acabou levando à adoção de um truque: em alguns modelos, o que você ouve quando pisa no acelerador não corresponde ao verdadeiro som do motor. É um ronco artificial, gerado por uma tecnologia que várias montadoras foram adotando, discretamente, nos últimos anos. Ela é bem surpreendente – e divide opiniões. Mas, para entender como funciona, antes é preciso saber o que determina o barulho de um motor.

Frequência natural

Pense em um muscle car, como o Corvette, e você se lembrará de uma coisa: o ronco típico, bem grave e encorpado. Agora pense numa Ferrari. O som dela é completamente diferente, certo? Como explicar isso? Por que um V8 de Corvette soa tão diferente de um V8 Ferrari? “São muitos fatores, desde o número de cilindros do motor até o comprimento do escapamento”, explica Marcelo Alves, professor do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP.

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Tudo começa dentro dos cilindros. Quando os pistões se movimentam, geram vibrações que deslocam ar – e esse deslocamento de ar se propaga até chegar aos ouvidos do motorista, cujo cérebro interpreta aquilo como som. Todo motor tem uma frequência natural, ou tonalidade sonora, e você mesmo pode calcular a do seu carro. É só fazer uma continha simples: rotações por segundo vezes número de cilindros dividido por dois.

Vamos supor que o nosso motor esteja girando a 1?800 rpm. O primeiro passo é dividir esse valor por 60, para chegar ao número de rotações por segundo – que, no nosso exemplo, é 30. Agora, vamos contar quantos cilindros o nosso motor tem. Vamos supor que ele seja um V6, com seis cilindros. Os motores de carro quase sempre funcionam no esquema quatro tempos, em que os pistões são acionados alternadamente, metade deles a cada giro do motor. Por isso, para descobrir o som natural do motor, temos que dividir esse número pela metade: 3. Agora é só fazer a continha: 30×3 = 90. Pronto. A frequência natural do nosso motor, quando ele está girando a 1800 rpm, é 90 hertz – um ronco forte. Se o motor tivesse quatro cilindros, por exemplo, a frequência natural seria mais baixa: 60 Hz, que corresponde a um som bem mais chocho.

Mas a frequência natural dos pistões não é o único componente do ronco de um carro. Voltando ao nosso exemplo inicial. Por que o V8 da Ferrari soa tão diferente do V8 de um Corvette? A chave dessa resposta está no virabrequim. No motor italiano, ele é plano. Todas as manivelas, os pontos de encaixe entre os pistões e o virabrequim, são alinhadas lado a lado. E isso determina a ordem de disparo dos pistões: acionados de forma regular, eles geram um fluxo de gases com pulsos e espaços bem definidos, que vão para o escapamento e produzem o típico barulho Ferrari. No Corvette, o virabrequim é cruzado – as manivelas formam ângulos de 90 graus entre si. Isso muda totalmente a ordem de disparo dos pistões, que passa a ser irregular, com picos de emissão de gases que aumentam temporariamente a pressão no escapamento – o segredo do som típico dos V8 americanos.

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O motor boxer da Porsche também tem marca sonora própria. Nele, os pistões estão dispostos três de cada lado, mas alinhados no mesmo plano; não formando um ângulo, como nos motores em V. Esse layout gera menos vibração e resulta em outra ordem de disparo dos pistões – o que afeta diretamente o ronco.

O DNA do som

Em 2015, a notícia de que a Porsche passaria a adotar motores turbo fez fãs temerem que o som natural da marca fosse descaracterizado. Mas ele foi razoavelmente preservado, em parte graças a uma tecnologia inteligente (mais sobre ela daqui a pouco). No ponto mais extremo, estão carros como oMcLaren P1, o hiperesportivo híbrido que alcança 916 cv de potência, graças à combinação de um V8 a gasolina, com dois turbocompressores, e um motor elétrico. Essa combinação exótica dá a ele um som bem diferente de qualquer outro automóvel.

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O som que cada carro vai ter é definido de acordo com a categoria a que pertence. Se for uma minivan, por exemplo, provavelmente o comprador deseja o máximo de silêncio possível. Quem compra um esportivo, por outro lado, quer ouvir o ronco do motor. Em certos casos, os fabricantes tentam conciliar ambas as características num mesmo veículo. “Alguns modelos BMW possuem válvulas dentro do tubo de escape, que abrem de acordo com a potência demandada pelo motorista”, afirma Emilio Paganoni, gerente sênior de projetos da marca. Isso significa que, em baixas rotações, o motor trabalha em silêncio. Mas, quando o motorista pisa mais fundo no acelerador, essa válvula se abre – e o ronco gerado pelo escapamento fica mais forte, mais esportivo. É a mesma solução usada pela Jaguar no F-Type. Em alguns modelos da Porsche, como o 911, existe uma válvula que é aberta, quando o motorista pressiona o botão Sport, e deixa passar mais ruído do motor para dentro da cabine. O Focus ST, da Ford, também utiliza uma tecnologia semelhante.

São maneiras de produzir um ronco mais esportivo sem comprometer o silêncio em baixas rotações – que na Europa é exigido por lei, inclusive. As soluções citadas até agora são totalmente naturais, ou seja, apenas manipulam ou redirecionam o barulho que o motor realmente produz. Mas nem sempre é assim. E é aí que tudo fica mais interessante – e controverso também.

Ronco eletrônico

Os BMWs da série M são esportivos de fato. Têm motores turbo de 6 ou 8 cilindros, que desenvolvem mais de 500 cv. Quando acelerados, deixam isso claro, emitindo um ronco gutural e imponente. Mas parte dele é artificial. É uma gravação, tocada pelos alto-falantes do rádio do carro. “O ruído é gerado com base em vários parâmetros do motor, como velocidade e aceleração”, explica Paganoni. A tecnologia se chama Active Sound Design, e está presente em toda a série M. Grosso modo, o computador de bordo vê a rotação do motor e reproduz o ruído correspondente àquele patamar. O resultado é impecável, o motorista não percebe nada de anormal. Mas se o reforço eletrônico for desligado, o que pode ser feito desconectando um cabo do sistema de som, o M5 se transforma. Fica bem mais silencioso, quase um sedã familiar.

A Ford também usa a tecnologia de ronco artificial. Ela está presente no Mustang EcoBoost, de 4 cilindros. O sistema foi batizado de ESE (Electronic Sound Enhancement), e funciona da mesma maneira. Conforme você acelera, os alto-falantes do carro emitem sons gerados eletronicamente para reforçar o ronco natural do motor. “O sistema serve para dar uma assinatura sonora mais esportiva ao modelo”, diz Geri. É uma maneira de fazer o motor EcoBoost soar mais parecido com os 310 cv de potência que entrega. Nos Lexus IS300 e NX, que também usam ronco eletrônico, o sistema pode até ser controlado ou desabilitado pelo painel (a opção se chama Active Sound Control).

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O ronco eletrônico não está presente apenas em super­esportivos ou modelos de luxo. A Volkswagen emprega uma versão dele, batizada de Soundaktor, no Fusca Turbo, no Jetta TSI e no Golf GTI. O Soundaktor capta o som do motor e o amplifica eletronicamente. Mas não usando os alto-falantes do rádio: ele tem um falante próprio, que mede aproximadamente 10 centímetros de diâmetro e está localizado entre o compartimento do motor e a cabine. Sem ele, o ronco fica menos grave.

Ao descobrir que seus carros usam um truque eletrônico para aumentar o ronco do motor, alguns proprietários ficam desapontados – tanto que o assunto é bastante comentado em fóruns online, onde é possível encontrar instruções de como desabilitar os sistemas de ruído artificial e gravações mostrando o resultado. Os fabricantes, por outro lado, alegam que ele é uma forma legítima de entregar a sensação de esportividade sem comprometer outras características do motor, como consumo de combustível e emissão de poluentes. “É um instrumento para garantir um som típico de cada marca, que talvez não pudesse mais ser reproduzido porque é preciso atender a outros requisitos, como o controle de emissões”, diz o professor Alves, da USP.

O ronco eletrônico é uma maneira sensata e ecológica de incrementar o som do motor. No futuro, ele tende a se tornar cada vez mais comum (inclusive por causa dos carros elétricos, que a partir de 2019 serão obrigados, nos EUA e na Europa, a emitir algum ruído de motor artificial para alertar os pedestres e evitar atropelamentos). Mas, na próxima vez em que você pisar um pouco mais forte no acelerador para ouvir o ronco de um carro, lembre-se. Talvez ele não seja exatamente o que parece.

Batidas – Carros deve ser retirados da rua imediatamente após acidente

batida-de-carros-foto-imageA retirada, ou não, de um veículo da pista em caso de colisões leves é um questionamento antigo de muitos condutores cearense. Seja por omissão ou por desconhecimento das leis de trânsito, diversos motoristas cometem a infração de não adotar providências para remover o carro do local do acidente, gerando congestionamentos de minutos (e até horas!) em vias de Fortaleza.Mas, afinal, o condutor pode ou não remover o veículo da pista? A resposta depende da natureza do acidente. Em caso de colisões leves e sem vítimas, o carro deve sim ser retirado do local, conforme orienta a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Já em acidentes com vítimas, o veículo pode ser removido apenas sob orientação de um agente policial.Nas colisões simples, o indicado é que as partes entrem em um acordo e liberem a via de imediato. Entretanto, muitos optam por aguardar a AMC ou a Perícia do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), apesar de não ser necessário, em caso de negociação. O longo tempo de permanência dos veículos na pista acaba favorecendo os extensos engarrafamentos na cidade, já que as viaturas demoram, em média, 40 minutos para chegar ao local.“O Código de Trânsito diz que o condutor envolvido em colisão sem vítima deve liberar a via. Ele tem a obrigação de retirar o carro, porque o interesse coletivo se sobrepõe ao particular. Em seguida, os envolvidos negociam em relação aos danos”, explica o chefe de operações da AMC, Disraeli Bezerra. O Juizado Móvel também pode ser acionado, em caso de necessidade de formalizar um acordo.

Perícia

Mas, conforme o Detran, a retirada do veículo do local sem a marcação do posicionamento do carro dificulta a realização da perícia, caso acionada. “O que a perícia do Detran tem combinado com a AMC é que seja feita a marcação onde os carros estavam posicionados para que a perícia possa fazer o trabalho dela. A demarcação pode ser feita por um dos dois órgãos”, informa a assessoria do Detran.

Os envolvidos tem de aguardar, então, a equipe que chegar mais rápido ao local. “As vezes o Detran demora duas horas, em razão do engarrafamento, mas outras vezes pode chegar em 30 minutos, depende muito”, acrescenta.

Infração

Caso o motorista se recuse a retirar o veículo da via após a marcação, será autuado, terá de pagar multa de R$ 85,13 e perderá quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Conforme estabelece o artigo 178 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), há infração média para o condutor que deixa de adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e a fluidez do trânsito.

“Se não remover, a infração é bloquear a via. Às vezes as pessoas ficam discutindo, ligam para os parentes, enquanto os carros estão parados no meio da rua, prejudicando toda a coletividade. Tudo por causa de um simples dano material, que pode ser negociado”, conta Disraeli Brasil.

O CTB leva em consideração a retirada do carro, principalmente, com o objetivo de evitar um mal maior. Por exemplo, uma colisão traseira cujos veículos bloquearam a faixa da esquerda de uma via de trânsito rápido gera freadas bruscas ou diminuição acentuada de velocidade, ocasionando outras possíveis colisões e congestionamentos desnecessários.

“Só em Fortaleza ainda existe essa prática de não retirar o veículo depois de uma colisão leve. É uma coisa absurda. Em todas as cidades, independente da retirada ou não do carro, logo que acontece o acidente fica claro saber quem teve a culpa ou não”, reclama o chefe de operações da AMC.

A dúvida que fica nos condutores, em razão do impasse entre a AMC e o Detran, pode ser respondida pelas seguradoras de veículos. O corretor de seguros Valdir Queiroz garantiu que não é obrigatório deixar o carro na via. Em batidas leves e sem vítimas, a orientação é a mesma do Código de Trânsito, ou seja, os veículos envolvidos devem ser retirados, de imediato, para liberar o tráfego, sem necessidade de documentação oficial dos órgãos de trânsito.

De acordo com Queiroz, o segurado precisa conseguir o maior número de informações sobre o outro envolvido no acidente, como nome completo, endereço e placa do carro. “Também é preciso anotar o endereço onde aconteceu a colisão e fazer um Boletim de Ocorrência com a versão pessoal, caso a seguradora solicite. Nem todas pedem, mas é bom garantir”, explica.

Segundo disse, no Rio de Janeiro e em São Paulo a prática já é normal e deve ser seguida pelos moradores de Fortaleza. “Sou corretor dos mais antigos, e oriento dessa forma”, completa.

Número de acidentes

Segundo a AMC, foram registrados mais de 10 mil acidentes nas ruas de Fortaleza em 2013. Destes, 50 contabilizaram mortes, 3.923 com feridos e 7.102 sem vítimas. Os acidentes mais comuns são colisões traseiras, laterais e transversais.

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Recorde de vendas de veículos no Brasil em 2012

vendas-de-carros-ultimos-3-anos-tabelaA indústria automobilística nacional fechou 2012 com mais um recorde de vendas, com o total de 3.801.859 veículos emplacados, um crescimento de 4,6% sobre 2011, que tinha o marco de 3.632.842 unidades. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O mês de dezembro foi “coroado” com 359.339 veículos emplacados, número que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O segmento de motos é contado à parte.

Ao comparar com novembro (311.753 unidades), a alta no emplacamento de veículos em dezembro foi de 15,2%. Em relação ao mesmo período de 2011, que havia fechado com 348.414 unidades comercializadas, o aumento foi de 3,14%.

Para o setor, que temia queda neste ano devido às oscilações econômicas nacionais e mundiais, o resultado é uma prova de que as medidas do governo para preservar o setor deram certo. A principal foi a volta do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), determinada no fim de maio, quando os estoques de carros nos pátios e lojas atingiram altos níveis. A medida acabou prorrogada até julho de 2013.

Antes disso, para que os benefícios não ajudassem empresas ou fábricas fora do país (mais competitivas), o governo barrou a “invasão” de carros “gringos”. Para isso, aumentou o IPI dos importados de fora do México e do Mercosul, o que deu um “tombo” nas vendas das importadoras em 2012, e também estabeleceu limites às compras de carros do México, o que fez alguns modelos escassearem nas lojas bem antes do fim do ano.

Para impulsionar as vendas de caminhões e motocicletas, que enfrentaram um 2012 difícil, o governo criou linhas de crédito no segundo semestre, e esses setores começaram a esboçar reação nos últimos meses.

Automóveis e comerciais leves

Alvo do IPI menor, o segmento que puxou a indústria automobilística para cima foi o de automóveis e comerciais leves, que cresceu 6,1% em 2012 sobre o ano anterior, que teve 3.425.270 carros vendidos. Em 2012, o total chegou a 3.634.421 milhões de unidades, batendo o sexto recorde anual consecutivo.

O resultado superou as expectativas da federação, que tinha anunciado previsão de aumento das vendas de automóveis e comerciais leves entre 4% a 4,8%. “Estamos terminando com número bom, graças ao incentivo da redução do IPI. O resultado foi melhor do que poderíamos esperar”, afirmou o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, ao anunciar os números.

No último mês do ano, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 343.770 unidades, volume 15,7% superior ao vendido em novembro. Com o resultado, dezembro de 2012 foi o segundo melhor para o segmento, atrás somente do de 2010. Na comparação com o mesmo período de 2011, as vendas de automóveis e comerciais leves foram 4,4% maiores.

No entanto, o “efeito IPI” deverá se enfraquecer daqui para frente: a partir deste mês de janeiro, o desconto será reduzido gradualmente até o imposto voltar ao “normal”, em julho. O IPI dos carros 1.0, por exemplo, que estava zerado, agora é de 2% (veja ao lado todas as categorias).

Caminhões e ônibus

As vendas de caminhões em 2012 somaram 167.438, uma de queda de 19,3%. O mau desempenho se deveu às antecipações de vendas em 2011, antes de começar a valer a obrigatoriedade de os caminhões com motores a diesel passarem a utilizar o padrão Euro5, menos poluente, e que, segundo as montadoras, encareceu os veículos. O segmento registrou seguidas baixas nas comparações mensais, mas, no fim do ano, começou a reagir. Em dezembro, foram emplacadas 15.569 unidades, 5,55% a mais do que em novembro.

O segmento de ônibus também registrou baixa na comparação com 2011: foram 29.716 unidades emplacadas, 14,9% menos do que naquele ano. Em dezembro também houve reação: foram vendidos 3.045 ônibus, 39,1% a mais do que em novembro. “Basicamente a redução ocorreu pela antecipação de compra em 2011, devido ao Euro 5. Nos últimos 3 meses houve uma retomada, devido a liberação de crédito pelo governo”, explicou o presidente da entidade.

Gol segue como carro mais vendido

O Volkswagen Gol, que passou por uma reestilização em julho, confirmou sua posição de líder de vendas no mercado brasileiro pelo 26º ano consecutivo. Foram 293.293 unidades comercializadas em 2012, pouco mais de 37,4 mil à frente do segundo colocado, o Fiat Uno, com 255.838. Vale lembrar que a Fenabrave soma das vendas do Gol G4 (Geração 4) e do Novo Gol, assim como faz com o Novo Uno e o Mille.

Em terceiro na lista dos carros mais vendidos no ano ficou o Fiat Palio, com 186.384 unidades, seguido por Volkswagen Fox/ Cross Fox (167.685), Chevrolet Celta (137.617), Fiat Strada (117.455), Ford Fiesta (113.546), Fiat Siena (103.547), Chevrolet Classic/Corsa Sedan (98.551) e Renault Sandero (98.442).

Ranking de montadoras

Por outro lado, a Volkswagen não levou a liderança ao considerar o volume total de vendas de automóveis e comerciais leves. O título ficou mais uma vez para a Fiat, que encerrou 2012 com participação de 23,6% (838.160 unidades). A Volkswagen teve fatia de 21,14% (768.338).

A General Motors fechou o ano passado a terceira maior fatia (17,68%) do mercado brasileiro (642.536). A Ford teve participação de 8,9% (323.642). Em expansão, a francesa Renault registrou 6,65% de “market share” (241.556). A japonesa Honda ficou com 3,71% (134.938), seguida de Toyota (3,13%, com 113.728 unidades), Hyundai (2,98%, com 108.351), Nissan (2,88%, com 104.791) e Citroën (2,05%, com 74.590).

Motocicletas

Calculado à parte, o segmento de motocicletas, que tem sofrido com as restrições de liberação de crédito para financiamentos, sofreu forte queda nas vendas em 2012. O ano encerrou com 1.637.481 unidades emplacadas, retração de 15,6% sobre as 1.940.533 de 2011.

Somente em dezembro, a queda chegou a 28,7% em relação ao mesmo mês de 2011. Em relação a novembro de 2012, houve, no entanto, alta de 13,31%, consequência das facilitações de crédito no mercado, especialmente para motocicletas de baixas cilindradas.

“O segmento que mais sofreu foi o de motos, fundalmentalmente por questões de crédito e renda. A expectativa de recuperação é mais pessimista, em 2013, O crédito continuará reestrito”, alerta Meneghetti.

Previsões

Para o presidente da Fenabrave, os três primeiros meses serão fracos. “Mas nossa expectativa é crescer próximo à previsão do PIB previsto para 2013, de cerca de 3%.”

Segundo a Fenabrave, as vendas do setor deverão crescer 2,8%, sendo que automóveis e comerciais leves devem ter alta de 3%; caminhões, 16%; ônibus, 4,1%; e motos, 1,3%.

Amortecedores – Saiba os mitos e verdades sobre a peça mais importante na suspensão do seu carro

O amortecedor é um dos itens mais importantes na suspensão de um veículo. As peças mantêm os pneus em contato permanente com o solo, proporcionado estabilidade e boa dirigibilidade. Apesar de sua importância, muitos conceitos incorretos ainda são divulgados. Por isso, a Monroe, líder mundial no desenvolvimento e fabricação de amortecedores, esclarece os mitos e as verdades sobre essa peça.

Passar por lombadas ou valetas na diagonal ajuda a preservar os amortecedores e a suspensão?

Mito. Passar por lombadas ou valetas com o veículo na diagonal faz com que os movimentos torcionais do carro gerem forças laterais na movimentação dos componentes da suspensão e do amortecedor, ocasionando folgas excessivas, ruídos, empenamentos e até mesmo o travamento total deles.

Os amortecedores devem ser trocados aos pares, mesmo que apenas um deles esteja desgastado?

Verdade. Se apenas um dos amortecedores de cada par (dianteiro ou traseiro) for trocado, a outra peça pode ter menor eficiência devido ao maior tempo de uso. Esse desequilíbrio prejudica a dirigibilidade. O ideal é substituir os quatro amortecedores em conjunto ou, ao menos, aos pares em cada eixo.

Os amortecedores duram apenas 40 mil quilômetros?

Mito. Este é o prazo médio indicado para a verificação e troca preventiva do equipamento, mas pode variar de acordo com as condições de uso do automóvel. Veículos que rodam apenas em estradas bem pavimentadas tendem a apresentar menor desgaste do que os carros que circulam somente na cidade. Testes realizados pela Monroe demonstraram que em média um amortecedor se movimenta 2.600 vezes aproximadamente por quilômetro rodado. Fazendo uma projeção de 40.000 km de uso, a Monroe afirma que os amortecedores se movimentaram cerca de 104 milhões de vezes durante o seu trabalho. Enfim, a vida útil do amortecedor está diretamente relacionada com as condições de uso do veículo.

Amortecedores desgastados aumentam a distância de frenagem do veículo?

Verdade. Amortecedores ineficientes aumentam sensivelmente a distância de frenagem do veículo. Testes realizados pela Monroe apontam que amortecedores com 50% de desgaste aumentam a distância de frenagem em até 2,6 metros, a uma velocidade de 80 km/h.

Amortecedores recondicionados possuem a mesma eficiência de uma peça nova?

Mito. Peças recondicionadas não têm eficiência e a recuperação em relação às novas. Muitas vezes a peça recebe apenas uma pintura externa, ou troca de fluído, recebendo um óleo totalmente diferente do especificado. O ideal é optar por marcas conceituadas no mercado e desconfiar de preços muito baixos.

Amortecedores desgastados aumentam o risco de aquaplanagens?

Verdade. Amortecedores ineficientes não garantem o contato permanente entre o pneu e o solo. Testes realizados pela Monroe apontam que carros com amortecedores com 50% de desgaste começam a aquaplanar a uma velocidade de 109 km/h, enquanto um automóvel com amortecedores novos aquaplanou apenas após os 125 km/h.

Amortecedores ineficientes aumentam o cansaço do motorista?

Verdade. Amortecedores em más condições comprometem o conforto provocando balanços e trepidações excessivas, tornando as manobras mais difíceis. Testes realizados pela Monroe indicam que um amortecedor com 50% de desgaste pode aumentar em 26% o cansaço do motorista, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.

Amortecedores desgastados atrapalham a visibilidade de carros que trafegam no sentido oposto?

Verdade. O balanço excessivo causado por amortecedores ineficientes produzem oscilações no feixe de luz dos faróis, atrapalhando os motoristas que trafegam no sentido oposto. Isso pode ofuscar a visão do condutor e provocar acidentes.

Aplicativo para carro – “Onde parei”?, app para Android ajuda você a encontrar o seu veículo

Estacionar o carro, muitas vezes, pode ser um problema. Lembra ronde estacionou ele é um problema maior ainda, principalmente se você morar em uma cidade grande ou em um local onde tenham muitos veículos. É natural se perder em um estacionamento de shopping por não se lembrar onde estacionou o carro.

Além das dificuldades apresentadas acima, é comum também você precisar controlar o tempo que ele fica na Zona Azul, pois deixar o carro no local depois que o tempo esgotou pode significar multa ou até mesmo ter o automóvel guinchado.

Pensando nisso, desenvolvedores de aplicativos para smartphones criaram programas gratuitos que usam recursos como geolocalização para mostrar onde você deixou seu carro. Por isso, depois de fazer alguns teste, resolvi trazer um desses aplicativos para vocês: Onde parei?.

Como funciona?

Ao parar o carro, basta abrir o aplicativo que ele identificará via GPS o ponto exato onde você se encontra. Com um simples toque na opção “marcar”, o local onde estacionou já está salvo.

Após marcar o local, o sistema irá perguntar, automaticamente, se você gostaria de configurar o tempo de permanência e receber alertas sonoros quando o tempo estiver próximo do fim. Se optar por “sim”, basta programar o alarme. Dessa forma, você poderá acompanhar quanto tempo passou, e não ser pego de surpresa com o preço do estacionamento ou uma multa no parabrisa do carro.

O app também permite que você captura a imagem de algum ponto de referência do local para facilitar sua vida na hora de procurar o carro. Assim, além da geolocalização você terá referências adicionais para lembrar detalhes do ponto onde você estacionou seu veículo.

Carro elétrico – Toyota terá veículo no Brasil em 2013


A montadora japonesa Toyota anunciou nesta segunda-feira, durante a coletiva de imprensa no salão de São Paulo, a chegada do híbrido Prius em janeiro de 2013.

De acordo com fontes da montadora, o sedã “verde” deve custar R$ 119.900. Um concorrente no mesmo nicho seria o Ford Fusion Hybrid. O Prius já vendeu 2,8 milhões de unidades em todo o mundo desde o seu lançamento, em 1997.

Compras do governo dão preferência a veículo nacional

Para caminhões, margem será de 17% Veículos produzidos no Brasil terão margem de preferência em licitações do governo federal, segundo o decreto 7.816/2012, publicado no Diário Oficial da União última segunda-feira (1º). Para caminhões, a margem será de 17%; furgões terão 15%; e implementos rodoviários, 14%. Os índices serão aplicados apenas para produtos nacionais. A margem de preferência será calculada sobre o menor preço ofertado de produto manufaturado estrangeiro e será desconsiderada se o concorrente for nacional. A política de compras governamentais faz parte do Plano Brasil Maior, por serem indutoras do desenvolvimento da indústria, incentivando o investimento em inovação e o avanço tecnológico. As compras governamentais foram regulamentadas pela Lei 12.349/2010, que concede margem de preferência de até 25% para produtos manufaturados e serviços nacionaisque atendam às normas técnicas brasileiras e incorporem inovação. As margens de preferência são setoriais, definidas pela Comissão Interministerial de Compras Públicas (CI-CP), criada pelo Decreto nº 7.546/2011. A comissão é composta por integrantes dos ministérios da Fazenda; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Ciência, Tecnologia e Inovação; Relações Exteriores e Planejamento, Orçamento e Gestão. Os itens abrangidos pelo decreto são: caminhões – tratores rodoviários para semirreboque, caminhões para transporte de mercadorias, caminhões para usos especiais e veículos de combate; e implementos rodoviários – reboques e semirreboques para usos agrícolas, outros reboques e semirreboques para transporte de mercadorias e outros reboques e semirreboques. Na categoria furgões, foram incluídos “viatura ambulância, socorro médico e unidade odontológica”. Produtos – Outros bens com margem de preferência já definidas são confecções, calçados e artefatos. Nesse caso, a margem de 20%, até 21 de dezembro de 2013, foi determinada pelo Decreto 7.756/2012, que substituiu o Decreto 7.601/2011, por ter prazo de validade de apenas seis meses. O decreto de 2011 embasou editais de pregão eletrônico realizados pelo Ministério da Defesa – Comando da Aeronáutica (Pregão 032012 – jaqueta, boné e calça de educação física) e Comando do Exército (Pregão 12012 e 212011 – camiseta, agasalho, calça, manta, mochila, saco de dormir). O Ministério da Saúde também utilizou o critério em licitações para a compra de camisetas e bonés (Pregão 012012).

Mais Alimentos passa a financiar camionetas

Os agricultores familiares passaram a ter acesso ao crédito do Pronaf Mais Alimentos para comprar camionetas para transportar produtos até os mercados e feiras. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a inclusão desse tipo de veículo no programa foi uma reivindicação dos próprios produtores. Indicadas para o transporte de cargas, as camionetas financiadas pelo programa abrangem quatro modelos fabricados por empresas diferentes. Cada uma com capacidade de até 750 quilos. O financiamento oferecerá condições especiais, com descontos de aproximadamente 15% em relação ao preço praticado no mercado. Como fazer – O financiamento é efetivado nos bancos que operam a linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos. Mas, antes de ir ao banco, o agricultor interessado deve procurar as empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para desenvolver um projeto técnico simplificado, onde especificará como o veículo será usado. As especificidades técnicas dos modelos incluídos no programa estão disponíveis na página do programa na internet. “Com essa iniciativa, vamos diminuir a distância entre o agricultor familiar e o mercado. Esse tipo de veículo, próprio para transportar cargas, será usado para expandir as vendas dos produtores rurais”, explica o coordenador do programa no MDA, Marco Antônio Viana Leite.

Carros brasileiros serão identificados por chip RFID a partir de 2013


Estamos sendo vigiados!

O chip é polêmico: será possível ter acesso a localização exata do veículo.

A partir de janeiro de 2013, o Denatran vai exigir a instalação de chips de identificação por RFID em toda a frota de veículos do país. Os chips são parte do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), criado há seis anos com o objetivo de fiscalizar o tráfego no país em tempo real. O sistema ainda divide opiniões: alguns dizem que ele fere a privacidade do cidadão, um direito garantido pela Constituição.

O chip de radiofrequência carregará várias informações: número de série do chip, identificação da placa, categoria, espécie e tipo do veículo. Esses dados são automaticamente enviados para centrais de processamento, que verificam se o veículo não está irregular. Uma aplicação útil seria a possibilidade de localizar um veículo roubado — isto é, se o ladrão espertinho não remover o chip.

O Siniav também vai permitir o cruzamento de dados relativos ao veículo. Assim, seria possível verificar remotamente se o proprietário do veículo pagou os impostos e multas. Na cidade de São Paulo, a prefeitura poderia checar se um motorista está cumprindo o rodízio municipal, por exemplo. Existe também o exemplo dos pegádios: quando um carro se aproximar, a cancela se abriria automaticamente, diminuindo as filas.

Apesar dos possíveis benefícios trazidos pelo Siniav, alguns não apoiam o sistema. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acredita que conhecer a localização exata de um veículo em tempo real representa uma invasão de privacidade, tanto que a entidade pretende entrar com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.

Mas dois professores entrevistados pela Agência Brasil discordam da opinião da OAB. “Se o carro A ou B está em um local, isso não significa que a pessoa X ou Y esteja lá também. Os veículos devem ser monitorados, pois não há privacidade para o cidadão usar o carro como queira. É necessário haver controle do trânsito e de seus veículos por parte do Estado”, disse Marcelo Labanca, professor de direito constitucional da Unicap.

O maior problema seria se o governo divulgasse os dados para qualquer um, já que isso representa um risco de segurança — imagina se uma pessoa mal-intencionada conseguir descobrir onde está qualquer veículo do país? Henrique Miguel, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, garante que as informações serão confidenciais e transmitidas com chaves de proteção “extremamente modernas” (ainda que qualquer sistema de proteção, por mais forte que seja, possa ser quebrado).

Os carros, motos e caminhões começarão a ganhar os chips RFID em janeiro de 2013. O motorista deve pagar uma taxa estimada em R$ 5 — o valor ainda não está definido e depende de uma licitação pública. Todos os veículos devem ter o chip instalado até o dia 30 de junho de 2014. O investimento na tecnologia pelo governo federal foi de aproximadamente R$ 5 milhões.