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Jerry Dias, novo presidente do Denatran, traça as principais metas da nova gestão e explica o que pode mudar na CNH, na placa do padrão Mercosul e nas metas para redução de mortes no trânsito

O Denatran, órgão que coordena os Detrans de todo o país e faz parte do Ministério da Infraestrutura, está sob novo comando e, de fato, estuda propostas para alterar os limites de pontuação por multas na CNH e o prazo de renovação do documento.

Porém, essas medidas só serão adotadas caso não representem riscos à segurança no trânsito. É o que garante Jerry Dias, presidente do Denatran desde o início do ano, em entrevista exclusiva à Autoesporte.

“Não existe nenhuma posição [do Denatran sobre isso], mas certamente o assunto vai ser estudado com o cuidado devido. Precisamos discutir a efetividade de algumas autuações e pontuações em relação à segurança no trânsito”, afirma. Ele explica que o principal estudo hoje em dia é de manter o limite em 20 pontos, porém determinar que certas infrações administrativas não devem somar pontos na CNH.

“Essa análise vale tanto para discutir se o sistema de pontuação hoje tem infrações que não precisaria pontuar, quanto para o outro, de uma possível elevação da pontuação”, diz Dias.

Os técnicos do órgão também querem entender se é possível ampliar o prazo de renovação do documento sem tornar o trânsito mais perigoso. O objetivo é deixar as regras de trânsito mais “simples e desburocratizadas”, o que seria uma “premissa básica” do governo.

Apesar de não existir um prazo para que qualquer dessas medidas tenha uma definição, o presidente do Denatran afirma que uma das prioridades será permitir que alguns cursos possam ser feitos online, não presencialmente.

É o caso de cursos de reciclagem exigidos, por exemplo, quando o motorista tem o direito de dirigir suspenso. “Já existe regulamentação prevendo que eles sejam via Educação à Distância (EAD), sem precisar estar sentando no banco de um cursinho”, garante. Mas, o curso inicial de formação de condutores continuará sendo sempre presencial.

Quando o assunto é a segurança no trânsito, porém, ainda não há um consenso sobre metas de redução de mortes. Dias afirma que isso acontece porque o Denatran não tem um banco de dados que concentre todas essas medidas e não descarta mudar as metas atuais.

“Vamos analisar e verificar se as metas estão factíveis. A previsão da legislação é de que até 2028 nós teremos uma redução de 50% nas mortes no trânsito no Brasil. Nós temos que ser realistas em relação ao que temos”, afirma Dias.

Nas últimas semanas, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional do Governo Federal,Augusto Heleno, comparou o potencial de letalidade das armas ao dos carros. “Se for considerar isso [número de vítimas de acidentes de trânsito], vamos proibir o pessoal de dirigir. Ninguém pode dirigir. Ninguém pode sair de casa com o carro, porque alguém está correndo o risco de morrer, porque o motorista é responsável”, disse.

Segundo ele, o número de vítimas do trânsito no Brasil “está em torno de 50 mil vítimas” por ano. Porém, dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, apontam que em 2016 houve cerca de 38 mil mortes no trânsito.

Leia a entrevista com Jerry Dias, presidente do Denatran, na íntegra:Autoesporte: 

O que podemos esperar da atuação do Denatran nos próximos quanto à segurança no trânsito?

R: O Denatran tem um impacto muito grande na sociedade e a gente tem consciência plena disso. Nós estamos mapeando a realidade do órgão, como estão os processos internos, além de quais normas e processos que causam maior impacto tanto no cidadão quanto na iniciativa privada. Até porque a diretriz de simplificação, de desburocratização, de diminuir o peso do estado sobre a sociedade é uma premissa básica. É lógico que com todo o cuidado para que a gente não comprometa o trânsito seguro.

AE: Quais medidas são consideradas prioritárias?

R: Nós temos algumas questões que buscam a simplificação do processo por parte do cidadão. Por exemplo, aqueles cursos de reciclagem e outros, como o que o motorista precisa fazer quando tem o direito de dirigir suspenso, já existe regulamentação prevendo que eles sejam via EAD, sem precisar estar sentando no banco de um cursinho. Esse é um assunto que está na nossa meta para facilitar a vida de quem precisa fazer esses cursos. Mas, não o curso de formação inicial.

AE: O que o Denatran pode fazer para evitar idas e vindas de decisões, como as que acompanhamos nos últimos anos?

R: O Contran deve passar por uma reformulação por diretriz de governo. Ele até agora é formado por representantes dos Ministérios, mas deve passar por uma regulamentação, sendo composto por Ministros, com a presidência do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Ele tem falado muito nesse assunto e há uma preocupação muito grande de alguns setores, mas eu vejo essa mudança de forma positiva porque leva a discussão a nível estratégico, da alta administração brasileira.

Com relação à preocupação das constantes alterações, uma das primeiras medidas que a gente deve fazer logo em seguida é que todos os temas que tem grande impacto social sejam discutidos e abertos a sugestões. Vão ser ouvidos todos os setores, vamos ver de que forma a gente pode facilitar essa discussão sem travar o processo.

Queremos que a norma saia com uma maturidade tal que evite constantes alterações. Que a norma olhe para a realidade e não pense no ideal, sem lembrar que temos a sociedade com sua realidade, seus problemas. A gente não pode desconsiderar isso na hora de elaborar qualquer norma.

AE: A mudança na composição do Contran já está definida?

R: Ainda está se aguardando a formalização da proposta. Depende de uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro e nós estamos aguardando essa decisão até para poder verificar como ficará a composição. Via de regra, continua com os Ministérios que já compõem o Contran.

AE: As Câmaras Temáticas, que hoje têm a participação de representantes da sociedade, também passarão por alterações?

R: São 6 câmaras temáticas que apoiam o Contran e que são compostas por representantes dos Detrans, de órgãos estaduais, federais e municipais, há a participação de representantes das entidades ligadas ao trânsito e às vítimas de trânsito.

Isso vai ser mantido e a gente vai ampliar essa forma de comunicação, tornando mais transparente o processo de regulação. Mas, vamos elevar o nível decisório para o nível ministerial.

AE: O Denatran estuda ampliar o limite na quantidade de pontos por multas na CNH? E alteração no prazo de renovação do documento?

R: Não existe nenhuma posição [do Denatran sobre isso], mas certamente o assunto vai ser estudado com o cuidado devido. Até porque antes do Código de Trânsito Brasileiro atual, a habilitação valia até 40 anos. A validade passou para 5 anos e a gente precisa ver todo o impacto que isso teria no sistema de trânsito.

A gente não pode fugir da discussão porque ela é interessante, até para avaliar qual impacto essa redução para 5 anos teve em relação à segurança no trânsito. Não podemos descartar de pronto porque dependemos de um estudo mais apurado. Com relação à pontuação, existe a discussão que ainda é bastante forte em relação a algumas condutas que não gerariam grandes consequências em nível de segurança viária, mas geram pontuação.

Como por exemplo você deixar de transferir seu veículo no prazo de 30 dias: isso gera pontuação na carteira, mas qual é o risco efetivo à segurança viária? A nossa análise em relação ao aumento na pontuação vai estar ligada muito a se a pontuação na forma como está, para todas as condutas, seria necessário.

Um segundo aspecto é a questão de que a CNH pode ser um meio de mobilidade para boa parte das pessoas, mas também é um meio de trabalho. É lógico que não se pode usar isso como argumento para que a pessoa fique cometendo infrações de qualquer forma. Mas, precisamos discutir a efetividade de algumas autuações e pontuações em relação à segurança no trânsito.

Ainda é incipiente dar uma resposta efetiva a respeito desse assunto. Vamos precisar estudar e trabalhar, e aí vai haver alguma definição do governo sobre esse assunto, mas com todo o cuidado, certamente.

AE: Independente da decisão, a segurança do trânsito vai ser priorizada?

É. Essa análise é tanto para um lado quanto para o outro. Hoje você tem situações como a que eu citei que geram risco de suspensão do direito de dirigir, mas qual é o risco se alguém esquece de fazer a transferência do carro em 30 dias?

Essa análise vale tanto para discutir se o sistema de pontuação hoje tem infrações que não precisaria pontuar, quanto para o outro, de uma possível elevação da pontuação. Já existe a diferenciação de condutas que independem de pontos, por exemplo a embriaguez. Embriaguez ao volante não tem pontuação, se você dirigir sob influência de álcool, já gera a suspensão por 12 meses. É o caso também do uso de drogas e do racha.

AE: Isso não muda?

R: Não, não, até porque a discussão está na pontuação, não em relação às infrações de alto potencial de risco à segurança.

AE: As placas no padrão Mercosul vão entrar em vigor no meio do ano, como está previsto, ou existe algum estudo para rever isso?

R: A gente tem recebido uma série de questionamentos em relação à visibilidade da placa, aos custos e ao material. Isso tudo já está em análise. É lógico que a gente não pode gerar uma instabilidade porque toda hora muda de um lado ou de outro.

A gente precisa ter cuidado na segurança da produção da placa para evitar que haja tanta facilidade para clonar. Temos que verificar o processo, tanto das empresas que fazem o serviço (fabricantes, estampadores), quanto os usuários. Nós já verificamos que, em alguns casos, aquela previsão que havia de redução, não houve.

Pelo contrário, houve aumento, e isso gera um transtorno para a população. É lógico que não é o Denatran, não é a União que estabelece o valor de uma placa. Mas, a gente tem que verificar se a regulamentação não estimulou esse aumento de custos. Precisamos fazer essas avaliações técnicas e certamente vamos trabalhar dentro do prazo previsto para que ela entre em vigor.

AE: A princípio, então, o prazo de 30 de junho está mantido?

R: Não. Qualquer tipo de alteração que vier a ser feita em qualquer norma do Contran, seja em uma nova norma ou seja em uma que está em vigor, será feita com muita transparência, com muito cuidado e que haja estabilidade na discussão da norma.

AE: O Denatran tem alguma meta concreta para diminuir a quantidade de mortes no trânsito nos próximos anos?

R: O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito é uma legislação recente e que já tem regulamentação do Contran. Existem algumas metas e estamos em fase de revisão desse plano para verificar se ele está adequado ou se existem dificuldades no cumprimento.

Se um município não está integrado ao Sistema Nacional de Trânsito, como é que nós vamos fazer para avaliar essa realidade? O Denatran tem a responsabilidade pelo controle dos dados de acidentalidade no Brasil, mas não tem um banco de dados com essas informações.

Essa é uma das nossas prioridades: trabalhar e conversar com os demais órgãos de trânsito para que a gente tenha essas informações dentro do banco de dados do Denatran, para que a gente possa analisar e para que as políticas públicas sejam fundamentadas não somente numa teoria ou numa impressão que nós temos. Mas, que ela seja realmente baseada em dados que possam ser provados, para que a gente possa fazer uma política efetiva.

AE: Rever essas metas significa torná-las mais rígidas ou talvez elas possam ser consideradas rigorosas demais e tenham que ser afrouxadas?

R: Eu não posso nem te dizer que vai ser um caminho ou outro, certamente a gente vai analisar e verificar se as metas estão factíveis. A previsão da legislação é de que até 2028 nós teremos uma redução de 50% nas mortes no trânsito no Brasil. Nós temos que ser realistas em relação ao que temos.

Primeiro, precisamos desses dados materializados em um sistema para que a gente possa analisá-los com segurança. Hoje, eles estão compartimentalizados em bancos de órgãos estaduais. Nós não temos esses dados no Denatran, temos que trazer esses dados para cá. Isso vai demorar um pouco, mas com esses dados aqui nós vamos ter mais condições de avaliar se algum local ou outro está fazendo uma política adequada ou se é preciso algum ajuste, e em que medida o Governo Federal pode contribuir para que ele possa atingir as metas.

A sociedade precisa entender que cada um de nós precisa fazer a nossa parte. Compreender que o valor de uma vida não é medido por metas ou indicadores. A gente só mede o valor de uma vida quando a gente conversa com o parente de alguém que morreu ou ficou com lesões permanentes.

A gente tem que ter consciência da nossa responsabilidade, como cidadãos e como gestores também. Que as nossas políticas sejam políticas que a sociedade defenda. Que a sociedade não olhe como uma indústria de multas, que não veja a multa somente como um meio de resolver a acidentalidade. Existem muitas atividades que podem ser feitas para a redução de mortes e lesões no trânsito.

Não podemos olhar para a multa como um fator principal, existe educação, existe engenharia, existe a participação da mídia, dos canais de comunicação, das entidades que defendem a vida. São vários atores dentro desse processo. Se cada um deles fizer a sua parte, eu tenho certeza que a gente pode alcançar esse índice. Mas, nós vamos precisar conversar muito, e  nesse sentido o Denatran está de portas abertas.

AE: Falando sobre essas críticas a respeito da “indústria da multa”, você tem uma longa atuação na Polícia Rodoviária Federal e em outros órgãos do trânsito, qual é a sua percepção: a indústria da multa existe, de fato?

R: O papel do Denatran é ser um órgão fiscalizador de todo esse processo, então nós vamos analisar. Se houver abuso por parte de algum órgão de trânsito nós vamos buscar informações se estão cumprindo as normas de trânsito, porque as normas também visam proteger o cidadão. Se algum órgão eventualmente não está cumprindo alguma regra, a gente vai conversar com esse órgão e verificar quais medidas podem ser tomadas para impedir que ele adote como política aquilo que se convencionou chamar como “indústria da multa”.

Agora, é importante que o cidadão compreenda também que ele quando vê a sinalização, deve obedecer. A gente vai estar trabalhando para que essa sinalização, essa fiscalização, essa obra de engenharia, esse modelo de educação estejam dentro de uma política maior e que toda a sociedade possa ver como algo positivo para ela.

AE: A fiscalização também é considerada uma forma de estimular a população a seguir as regras do trânsito?

R: A fiscalização é um dos tripés, agora ela tem que estar em harmonia com a realidade social, não pode estar dissociada disso. A sociedade tem que entender e defender. Se toda a sociedade está criticando, o órgão público tem que fazer uma reavaliação dos seus processos e de suas ações também.

Multas de trânsito mais caras – Comissão do Senado aprova projeto que endurece multas

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Projeto prevê que multa por ‘racha’ passe de R$ 574,62 para R$ 1.915,40.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto de lei que aumenta as multas de trânsito para seis infrações gravíssimas, entre elas omitir socorro e participar de “racha”. O texto ainda terá que ser analisado pela Câmara antes de virar lei.

O relatório aprovado pela comissão, do senador Magno Malta (PR-ES), aumenta em até dez vezes o valor das multas para seis tipos de infrações e, em caso de reincidência dentro de um ano, duplica o valor das penalidades.

Projeto amplia de dois para três anos o prazo para o infrator com a habilitação cassada requerer o direito de voltar a dirigir

As infrações a que o projeto se refere são: dirigir sem possuir carteira de habilitação; disputar corrida por espírito de emulação (racha); promover competição e demonstração de manobras esportivas; fazer manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus; omitir socorro à vítima; e deixar de reduzir a velocidade quando se aproximar, por exemplo, de passeatas e aglomerações.

Valor das multas

Caso o projeto seja aprovado pela Câmara, a multa para participação em rachas passará de R$ 574,62 para R$ 1.915,40. Quem fizer exibição, eventos e competições esportivas sem autorização da polícia pagará multa de R$ 1.915,40. Pela legislação atual, o valor é de R$ 957,70.

A proposta aumenta de R$ 574,62 para R$ 957,70 a multa para quem dirige sem habilitação e de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 a penalidade para motorista que conduzir veículo com habilitação cassada ou suspensa.

Aumentará também a multa para quem deixa de reduzir a velocidade perto de passeatas, escolas, hospitais e estações de embarque e desembarque. O valor subirá de R$ 191,54 para R$ 957,70.
Cassação da carteira

De acordo com o projeto, motorista com habilitação cassada que for flagrado dirigindo poderá ter o direito de dirigir suspenso por até 24 meses, além de pagar multa e ter o veículo apreendido. Atualmente, a lei determina apenas multa e apreensão.

Entre os motivos que levam à cassação de carteira está dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

Outra novidade que o texto traz é sobre a suspensão do direito de dirigir, que poderá ser determinada de forma cautelar pela própria autoridade de trânsito.

O projeto ainda amplia de dois para três anos o prazo para o infrator com a habilitação cassada requerer o direito de voltar a dirigir. Há possibilidade de o motorista punido por decisão cautelar recorrer na Junta Administrativa de Recursos de Infrações, órgão colegiado do Detran.

Multas na cidade de São Paulo em 2012 – Número de multas de trânsito cresce quase 5%

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Um agente da CET com um radar-pistola
(Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O número de multas em 2012 na capital paulista subiu 4,7% em relação a 2011 e chegou a 9,9 milhões. Com isso, a arrecadação subiu também de R$ 747 milhões para R$ 799 milhões. Os dados são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O número de multas é recorde e cresce a cada ano – em 2008, por exemplo, foram 4,6 milhões. Segundo a CET, o aumento está relacionado à ampliação da fiscalização eletrônica e à melhor tecnologia.

O aumento em 2012 foi impulsionado principalmente pelas infrações cometidas por caminhoneiros que circularam em local ou horário proibido, já que em março do ano passado a CET passou a fiscalizar o tráfego de caminhões em vias onde a circulação se tornou restrita, como a Marginal Tietê. O número de multas para caminhões circulando em local ou horário proibido saltou de 288,6 mil para 399,9 mil (aumento de 38,6%).

Também cresceram as multas que estão no quesito “outros enquadramentos”. É onde estão por exemplo as multas por desrespeito às faixas de pedestre e à preferência do pedestre para atravessar a rua – O Programa de Proteção ao Pedestre foi criado em maio de 2011. No total foram 1,6 milhão de multas em 2012, o que representa um aumento de 173,8%.

Queda

Por outro lado, o número de multas diminuiu em vários outros quesitos. É o caso das multas por excesso de velocidade, o tipo de infração mais comum. A redução foi de 3,3 milhões para 3,1 milhões (3,9%). Algo semelhante aconteceu em relação ao rodízio – as infrações caíram de 2,6 milhões para 2,1 milhões (17,7%).

A CET afirma que os resultados de 2012 refletem “a ampliação da fiscalização eletrônica implementada nos últimos anos e o aprimoramento tecnológico desses equipamentos”, o que permitiu um ganho na qualidade das imagens das infrações captadas, reduzindo o número de descartes por falta de legibilidade.

Atualmente, a cidade de São Paulo dispõe de 582 equipamentos de fiscalização eletrônica em operação. A diferença no número de radares no ano passado em relação a 2011 se refere apenas aos seis radares pistola adquiridos em março de 2012.

A CET afirmou ainda que os valores arrecadados com infrações de trânsito são depositados no Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito. O valor é utilizado em sinalização, treinamento dos agentes, programas de educação no trânsito e renovação da frota da CET, entre outras ações.

Sistema para reduzir congestionamento – IBM que transformar sistema de tráfego em um organismo inteligente que prevê acidentes e calcula rotas

No futuro, o trânsito das cidades pode ser mais suave graças a uma tecnologia que a IBM está desenvolvendo. A companhia informou nesta quarta-feira, 14, que está trabalhando com a cidade de Lyon (França) para criar um sistema inteligente de tráfego.

Utilizando informações em tempo real, o sistema batizado de “Decision Support System Optimizer” (DSSO) quer prever acidentes, o impacto que eles podem causar, e calcular a melhor rota para cada motorista.

De acordo com o Mashable, os faróis podem fechar e abrir de acordo com a quantidade de carros nas ruas, já que o próprio sistema de trânsito vai funcionar como um organismo inteligente, propondo soluções aos acidentes. Os algoritmos implantados ainda podem aprender com os planos bem sucedidos e com as falhas, tornando o tráfego cada vez mais fluido.

Tráfego em tempo real – Google Maps informará trajeto com base no tráfego em tempo real

O Google anunciou nesta segunda-feira que o Google Maps inclui a partir de agora um recurso que informa a duração do trajeto a ser percorrido considerando o tráfego em tempo real. “Este novo e melhorado sistema permite avaliar as condições reais de trânsito e é constantemente atualizado para oferecer a estimativa mais precisa possível”, afirmou Szabolcs Payrits, engenheiro de software do Google Maps em seu blog.

Além disso, o novo programa do Google permite conhecer também o histórico de tráfego, dependendo da hora do dia, das estradas alternativas nas principais cidades.

Até agora o programa oferecia aos usuários um tempo estimado de viagem em estradas, mas baseado em dados históricos de trânsito e por isso o Google decidiu eliminá-lo no ano passado para trabalhar em um sistema em tempo real.

O novo recurso informará a estimativa de tempo do percurso, sem nenhum tipo de trânsito no trajeto, e a duração estimada para o tráfego em tempo real. Estes dados são recolhidos através de informação de serviços de trânsito e através de usuários do sistema operacional Android que tenham ativado a opção “Meu Local” no Google Maps.

Desta maneira, o Google poderá identificar vários usuários de Android que se desloquem mais devagar que o habitual em uma estrada por causa do tráfego intenso. Portanto, segundo Payrits, quanto mais usuários ativarem este serviço, maior precisão terá a informação sobre o trânsito do Google Maps.

China irá testar ônibus que permite que carros passem por baixo

Veículo se deslocará sobre trilhos para reduzir engarrafamentos em Pequim.
Transporte funcionará com motor elétrico e pode levar até 1.400 pessoas.

Uma linha de “ônibus aéreo” que se deslocará sobre trilhos em duas faixas de trânsito será testada em Pequim para reduzir os congestionamentos na cidade, afirmou à agência de notícias France Presse o inventor do transporte público que pretende revolucionar o tráfego na capital chinesa.

O chamado ‘super bus‘ não ocupa espaço na rua e permite que os carros passem por baixo.”Começaremos a construir os trilhos no fim do ano para uma linha experimental de seis quilômetros”, disse Song Yuzhu, diretor geral da empresa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment.

Os trilhos serão colocados sobre uma via em uma área do subúrbio na zona oeste de Pequim. “A partir do segundo semestre de 2011, pretendemos fazer o ônibus funcionar com passageiros”, explicou Song. Depois de um ano de testes, as autoridades devem decidir sobre o uso em maior escala deste novo meio de transporte que tem capacidade para até 1.400 pessoas.

O “ônibus aéreo” será um veículo limpo, que funcionará com energia elétrica, e em parte solar. Apesar da criação deste tipo de transporte ser mais barata que a construção de uma linha de metrô, requer um planejamento especial, como pontos de ônibus elevados e uma sinalização particular.

Segundo os inventores, o ‘ônibus aéreo’ pode reduzir os engarrafamentos em 30%, já que em Pequim poderão ser construídas até 180 km de vias para esse tipo de veículo.

Fonte: G1

Uso da Cadeirinha nos Carros

Uso será obrigatório em automóveis.
Objetivo é garantir maior segurança no caso de acidentes.

A partir do dia 9 de junho, o uso da cadeirinha em automóveis será obrigatório em todo o país. Pela nova lei, regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), quem não proteger as crianças corretamente será multado por infração gravíssima.

“Nenhuma criança de bom grado vai querer usar o cinto. Mas os pais têm de assumir essa autoridade, não só perante a lei. Perante os filhos, eles são autoridade máxima. Talvez, se os pais assumirem essa fiscalização, esse hábito, talvez a gente tenha daqui a 10, 12 anos, jovens que usarão cinto lá atrás”, sugere o especialista em educação no trânsito Eduardo Bivati.

De acordo com a psicóloga Virgínia Turra, ignorar o berreiro das crianças que não querem sentar na cadeirinha não é uma boa tática. “Isso é uma forma muito cruel de tratar uma criança, é importante conversar e ir acalmando. As crianças rapidamente detectam se os pais estão firmes e calmos na decisão ou se os pais estão inseguros na decisão. As crianças são ótimas pra detectar as inseguranças dos pais”, ensina.

Samantha Paiva, também psicóloga, conta como a família adquiriu o hábito: “Se precisam sair com a Bia, ou a gente troca de carro ou passa o cadeirão para o carro de quem precisar sair com ela. A gente vai deixar o cadeirão com a avó por uma questão de segurança da nossa filha”.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, reforça a importância do equipamento para a segurança das crianças. “Um lado é divulgar a legislação, mas por outro indicar que é sério risco, porque muitas pessoas dizem: ‘Ah, isso não acontece no carro com meu filho’. Eu já perdi um filho no trânsito, então posso dizer como é triste perder um filho. Não quero que isso aconteça com ninguém”, diz. “As pessoas não sabem que as crianças até 14 anos a principal causa de morte é acidente de trânsito. É bom lembrar que é muito perigoso e pode acontecer, infelizmente, com qualquer um”, ressalta.

Fonte: G1

Alto risco: som alto ao dirigir veículo

Especialistas falam sobre hábito de dirigir com volume do rádio nas alturas

Sair do trabalho e enfrentar horas de congestionamento. Carro parado, uma fila que só aumenta…O motorista procura passar o tempo ouvindo música. Começa a cantar, acompanha o ritmo batendo as mãos levemente no volante e decide aumentar o volume. A canção parece tomar conta do ambiente e, de repente, todo o restante é esquecido. A concentração está agora na melodia e não mais no trânsito. Essa atitude cotidiana pode causar danos à saúde do motorista e à segurança viária. “Nós já temos contato com muita informação nas ruas e o som alto só agrava essa situação”, afirma Salomão Rabinovich, psicólogo e diretor do Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito (CEPAT).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a frequência sonora superior a 55 decibéis (dB) é considerada nociva aos seres humanos. Uma conversa convencional alcança em torno de 30 dB, mas o trânsito das grandes cidades pode registrar cerca de 120 dB. “Para níveis acima de 65 dB, começa o estresse gradativo, causando fadiga, irritabilidade, perturbação do sono, falta de concentração, o que prejudica a saúde e o bom desempenho das atividades diárias”, diz Teresa Maria Momensohn Santos, diretora pedagógica do Instituto de Estudos Avançados da Audição (IEAA).

O volume sonoro não é o único vilão, conta com um aliado: o tempo de exposição. O número de horas que cada pessoa consegue suportar está diretamente ligado às questões físicas. “Costumamos chamar de ouvido de cristal, aquele indivíduo que tem grande sensibilidade ao som intenso. Pouco tempo de exposição já leva a uma perda auditiva. Em compensação, existem outros indivíduos, os chamados ouvidos de rocha, que suportam a exposição ao som intenso por anos, sem apresentar qualquer problema”, afirma Teresa. No Brasil, o Ministério do Trabalho criou uma norma reguladora específica para a exposição aos ruídos sonoros. A NR-15 mostra a quantidade por dia que cada ser humano deve escutar determinado nível de som.

Além de prejudicial ao organismo, o som muito alto também é contra as leis de trânsito. Em 2006, o Contran determinou que os carros que estiverem equipados com aparelhos que emitam sons acima dos volumes estipulados receberão multa grave e cinco pontos na carteira (a tabela abaixo mostra o volume sonoro e a distância mínima permitida).

Nível de Pressão Sonora Máximo – dB(A) Distância de medição (m)
104 0,5
98 1,0
92 2,0
86 3,5
80 7,0
77 10,0
74 14,0
Fonte: www.detran.sp.gov.br

A legislação não é tudo para Rabinovich. “Precisamos ter noções de cidadania. Devemos ter respeito com os outros e conosco na hora de dirigir”, afirma.
Mas nem sempre a preocupação com a saúde física e viária prevalece. Para algumas pessoas o hobby pode vir primeiro. “Adoro escutar som alto. Já é hábito. Aconteceu da polícia me parar e pedir para fechar o DVD, mas vale a pena”, diz a bicampeã de tuning, Jomar Ferreira, que tem um equipamento capaz de atingir 111,7 dB.

Assim como ela, Adriano Ferreira é outro adepto da potência máxima. Com um som avaliado em R$ 2 mil, ele garante que falta investir mais R$ 3 mil para o equipamento ficar como sonha. “Escuto o som sempre mais alto. Faço isso para chamar a atenção da galera”, conta ao apresentar o seu som de 96,4 dB.

No entanto, nem os técnicos de aparelhos automotivos recomendam ouvir música no último volume. “Essa frequência não é indicada. O som perde a qualidade e pode ficar distorcido”, declara André Bezerra, técnico da SP Som. Esse é um problema Rafael Toledo conhece bem. O gerente de recursos já gastou R$ 18 mil com os equipamentos sonoros e mesmo assim não consegue deixar a música muito alta. “A regulagem do alto-falante está em menos sete, senão eu não consigo ouvir, fica alto demais. Às vezes quando eu entro no prédio com o som ligado dispara todos os alarmes dos carros”, diz ao lado do seu companheiro de 109,7 dB.

O que toca no seu carro?
A preferência musical está declarada entre os veículos que carregam um som mais equipado. Nas primeiras posições aparecem as músicas com uma batida forte que exibem toda a potência do som automotivo. Veja o top 5 dos carros tunados.

1 – Eletrônica
2 – Black Music
3 – Rock Internacional
4 – Rock Nacional
5 – Dance

O tamanho do barulho
Estamos expostos há uma grande quantidade de ruídos diariamente. Mas qual será o nível que eles podem atingir? Abaixo seguem alguns dos elementos mais barulhentos das ruas.

Motocicleta – 90 dB
Sirene de ambulância – 90 dB
Sirene do caminhão de bombeiros – 98 dB
Caminhão – 100 dB
Buzina – 110 dB
Sirene do carro de polícia – 115 dB
Alarme do carro – 120 dB

Fonte: AutoEsporte

O que é seguro DPVAT e quem tem direito

Seguro obrigatório é pago por motoristas para indenizar vítimas de trânsito.
Valor cobrado anualmente para motos é 36% maior do que para carros.

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Todos os anos os donos de veículos são obrigados a pagar junto com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) o chamado DPVAT. Mas a maioria dos motoristas desconhece a finalidade da taxa e os direitos sobre o valor pago.

O seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre, ou DPVAT, é obrigatório por lei (6.194/74) e utilizado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito causados por veículos motorizados que circulam por terra ou por asfalto.

Ou seja, toda pessoa que sofre um acidente (seja motorista, passageiro do veículo ou pedestre) tem direito a ser indenizada – independentemente de quem seja a culpa – por morte, invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas.

Nos casos de morte, os herdeiros da vítima são indenizados em R$ 13,5 mil. Para invalidez, a indenização é de até R$ 13,5 mil e varia de acordo com a gravidade das sequelas. Em relação às despesas médicas, o valor reembolsado é de até R$ 2.700.

A própria vítima que dá entrada no pedido de indenização ou reembolso. Basta juntar a documentação necessária de acordo com cada caso e levar até o posto de atendimento mais próximo. Quando há vítimas fatais, os parentes que devem fazer o pedido.

As indenizações do Seguro DPVAT são pagas em até 30 dias, após a entrega completa da documentação. Caso o pagamento do seguro DPVAT não esteja em dia, o proprietário do veículo deixa de ter direito à cobertura, mas as vítimas estarão cobertas. Da mesma forma, um pedestre atropelado por um veículo não identificado terá cobertura.

Taxa X Acidentes

A taxa paga pelo DPVAT está diretamente relacionada ao tipo de veículo e o índice de acidentes de cada categoria. Para os carros, o valor pago anualmente é de R$ 93,84, enquanto as motos pagam por ano R$ 259,04. Segundo a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, administradora do seguro, embora as motocicletas representem 25% do total da frota nacional, elas são responsáveis por 56% do acidentes de trânsito e 47% do valor total das indenizações pagas.

De acordo com o último balanço feito pela Seguradora Líder DPVAT, referente ao primeiro semestre de 2009, o número de indenizações pagas aumentou 4,43% em comparação com o mesmo período de 2008, passando de 134 mil para 140 mil vítimas de acidentes de trânsito, um gasto total de R$ 977,5 milhões, dos R$ 3,02 bilhões arrecadados.
Segundo a seguradora, além do pagamento de indenizações, do total arrecadado 45% são destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) para despesas com assistência médica dos segurados vitimados em acidentes de trânsito e 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), para campanhas de prevenção de acidentes e educação no trânsito.

Fonte: G1