Arquivo da tag: SUV

Exeed: Novo carro de luxo que a Caoa Chery trará ao Brasil – Detalhes do SUV

A Caoa Chery pretende ampliar seu portfólio de produtos no mercado brasileiro. O grupo deve iniciar a produção de carros da Exeed, marca de luxo da Chery, a partir de 2021.

A informação foi confirmada pelo CEO da empresa, Marcio Alfonso, em entrevista ao “Estado de Minas”

Veja as informações sobre a nova marca Exeed e seus planos para o Brasil e outros mercados importantes pelo mundo.

Divisão de luxo.

Exeed foi revelada ao mundo no Salão de Frankfurt de 2017 Imagem: Divulgação

A Exeed é uma marca de luxo criada pela Chery em 2017 para rivalizar com as prestigiadas montadoras alemãs. A ideia é seguir o modelo das japonesas, que hoje possuem Lexus, Infiniti e Acura, controladas por Toyota, Nissan e Honda, respectivamente.

A estreia internacional da Exeed aconteceu no Salão de Frankfurt daquele ano, quando o TX foi um dos modelos mostrados no evento.

SUV deve ser o primeiro.

O LX é um forte candidato a ser o primeiro modelo da Exeed fabricado no Brasil. Além de já estar registrado no país, o SUV compartilha plataforma com o Tiggo 5X e Tiggo 7, o que facilitaria sua produção na fábrica da Anápolis (GO). O TX, modelo mais requintado e com tecnologia híbrida, também tem boas chances de virar nacional.

Tecnologia de ponta.

Mesmo sendo um SUV compacto premium, o LX tem tecnologias de modelos mais caros. O painel de instrumentos é holográfico e o veículo conta com uma tecnologia de reconhecimento facial. O motor deve ser um 1.6 turbo de 200 cv, o mesmo que equipa o Tiggo 8 – que será lançado no Brasil até o fim do ano.

Sonho antigo.

Não é de hoje que a Caoa Chery sonha em produzir os carros da Exeed no país. Há dois anos, a empresa fez uma peça publicitária com imagens de um modelo da divisão de luxo. Conta-se, inclusive, que a marca foi um dos motivos pelo qual o grupo CAOA adquiriu a Chery no Brasil.

Naquele mesmo ano, em entrevista ao jornalista Silvio Menezes, do canal “Carro Arretado”, o presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade revelou que lançaria “outra marca que fica sob o chapéu da Chery, que é a Exeed”. Na ocasião, o executivo disse que “vai ser uma marca de altíssimo luxo, de altíssima qualidade, para brigar na linha da Mercedes e BMW”.

Metas ambiciosas.

Além do Brasil, a Chery pretende lançar a Exeed em mercados mais competitivos como Estados Unidos e Europa. Se tudo der certo, o TX será lançado nos EUA em 2021 como Vantas TXL. Os carros serão montados por lá no regime de CKD (Completely Knocked Down, ou Completamente Desmontado, em tradução livre), com 50% das peças vindas da China e os 50% restantes de fornecedores locais.

Nada de Chery.

Até agora, poucos chineses se aventuraram no Velho Continente e nenhuma marca se arriscou na América do Norte. O nome Vantas, inclusive, foi escolhido porque a General Motors vetou o uso da marca Chery por conta da semelhança com “Chevy”, apelido dado aos carros vendidos pela Chevrolet nos EUA.

Vendas de carros em época de COVID19 – Carro seminovo fica até 27% mais caro

 

A pandemia do novo coronavírus afetou toda a cadeia automotiva durante os últimos meses. A venda de carros, por exemplo, caiu 67,03% em abril, comparado a março.

No entanto, esta não foi a única mudança que atingiu o mercado de veículos. Veja o que aconteceu através dos estudo feito pela parceira KBB Brasil, consultoria especializada em precificação de carros, durante a crise da Covid-19.

De acordo com o levantamento, os veículos seminovos (com até dois anos de uso) estão se valorizando durante a quarentena.

Além disso, os zero-quilômetro, que embora tenham valores maiores no papel devido ao dólar estar quase R$ 6, na prática, com adição de todos os bônus e descontos, apresentam leve desvalorização.

A análise feita abrangeu a variação diária de preços no período de 14 de março a 30 de abril – ou seja, da última quinzena antes das medidas restritivas até o fim do primeiro mês de isolamento.

Foram coletadas informações de 22.440 versões de veículos zero-quilômetro e com até dois anos de uso, separados em dez categorias: Coupe, Furgão, Minibus, Hatchback, Minivan, Roadster, Sedan, SUV e Station Wagon.

Analisando o saldo total dos quatro segmentos mais emplacados do Brasil, pode-se observar uma tendência média de alta entre os modelos seminovos.

A categoria picapes registrou a maior variação frente as outras três, com 1,43% de alta no saldo total do período. O crescimento dos hatches, segmento que lidera o ranking de vendas nacional, foi o segundo maior com elevação de 0,76%.

Os SUVs registraram um crescimento mais tímido com 0,03% no final do período, enquanto o segmento de sedãs teve queda de 1,13% em seus valores. Ainda assim, na média, a precificação das categorias destes veículos indicou alta de 1,09%.

De acordo com a KBB Brasil, a “tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos”

Um dos exemplos de alta durante o período é o Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que registrou um aumento de 10% em seu valor durante o último mês.

Além do modelo da Ford, o Chevrolet Onix Plus seminovo também registrou crescimento em seu valor durante o período, ficando impressionantes 27% mais caro na versão intermediária LTZ 1.0 Turbo com câmbio automático.

A KBB Brasil ainda afirma que os veículos com quatro anos ou mais de uso sofreram forte depreciação no período. Segundo eles, esses veículos “acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa.”

O destaque foi do segmento hatchback, que registrou crescimento de 5,39% no saldo total do período. A categoria picape veio logo em seguida, com valorização de 0,9%. Os SUVs registraram elevação mais contida, 0,09%, enquanto os sedãs, novamente, apresentaram queda de 1,13%.

O principal motivo para o aumento é o repasse da elevação de custos de produção durante a pandemia, segundo a KBB Brasil.

“Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6. Observações preliminares já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final”, analisou a KBB.

No entanto, pode-se observar também que três das quatro principais categorias vendidas no Brasil registraram desvalorização em seu valores especificamente no mês de abril.

De acordo com a KBB, tal desvalorização se deu nesse período porque “algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoques adquiridos pré-crise, numa tentativa de manter as vendas aquecidas”.

Com mesma plataforma do futuro Corolla, SUV aposta em tecnologias semiautônomas e mecânica híbrida. Versão mais cara custa R$ 179.990

Pouco mais de um ano depois de surgir no Salão de Nova York, nos Estados Unidos, a quinta encarnação do Toyota RAV4 já tem data para estrear no Brasil. Em meados de junho, o SUV chega importado do Japão em duas configurações repletas de itens de série, motorização exclusivamente híbrida e com o design afiado.

O preço? A S Hybrid custará R$ 165.990 e SX Hybrid, R$ 179.990. Os valores bem mais competitivos do que os do compatriota e arquirrival Honda CR-V, que é importado dos EUA e vendido em versão única no Brasil por salgados R$ 194.900.

Mas a nova geração do RAV4 chama atenção, inicialmente, pelo desenho. A marca deixa o conservadorismo de lado e aposta em linhas mais geométricas e cheias de vinco. O design final ficou bastante fiel ao do conceito FT-AC. O objetivo foi dar mais robustez ao RAV4, cuja frente ficou mais incisiva e imponente.

A traseira conta com para-lamas ressaltados, enquanto o recorte da coluna traseira apela ao efeito tridimensional para dar uma sensação de largura maior. Repleta de superfícies côncavas, a porção de trás é mais tradicional e ostenta lanternas horizontais de LED. As rodas de 18 polegadas colaboram para dar uma pose mais agressiva.

O RAV4 tem a primazia de usar a nova arquitetura global da Toyota, a TNGA. A plataforma é a mesma do Camry e futuramente estará no Corolla nacional — que terá o primeiro motor híbrido flex do mundo. A plataforma é versátil e dá dimensões mais avantajadas ao SUV. O entre-eixos, por exemplo, pulou de 2,66 metros para 2,69 m, e o comprimento tem 1 cm a mais — são 4,60 metros. Já o porta-malas passa de 547 litros para 580 l.

A TNGA ainda possibilita a instalação da mecânica híbrida. Pela primeira vez no Brasil, o RAV4 será oferecido exclusivamente nesta opção. A marca promove a volta do veterano motor quatro cilindros 2.5 16V a gasolina de 178 cv e 22,5 kgfm de torque, que já foi oferecido outrora por aqui.

A Toyota instalou um sistema de injeção direta e indireta de combustível para ter potência quando necessário e baixo consumo ao mesmo tempo. Só que agora esse motor trabalha em conjunto com outras três unidades elétricas — duas na dianteira e uma na traseira que, juntas, somam 120 cv e 20,6 kgfm. O motor elétrico traseiro é exclusivamente responsável pela tração AWD.

Combinados, o motor a combustão e os elétricos fornecem 222 cv ao SUV. Tudo é comandado pela transmissão automática CVT. A tração é 4X4 sob demanda, porém os motores traseiros eliminam a necessidade do eixo cardã, o que ajuda no espaço.

De acordo com a Toyota, as médias de consumo são de 14,3 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Por não ser híbrido do tipo Plug-in, a bateria que alimenta os motores elétricos é recarregada durante as desacelerações e frenagens — funciona como no Prius.

Em equipamentos, o modelo de “entrada” é bem fornido. Destaque para a central multimídia de 7 polegadas (que inexplicavelmente não oferece as interfaces Android Auto e CarPlay), botão de partida, bancos dianteiros ventilados e com ajustes elétricos para o motorista, freio de estacionamento eletrônico e ar-condicionado de duas zonas com saídas para trás.

O painel de instrumentos em tela TFT de 7 polegadas é outro destaque. No quesito segurança, há sete airbags, controles eletrônicos de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa e sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, com câmera de ré.

Os R$ 14 mil a mais pedidos pela SX Hybrid se justificam pelos extras: este traz teto solar panorâmico, carregador de smartphone sem fio (por indução), porta-malas com abertura elétrica e borboletas no volante para trocas de marcha manuais.

A versão topo de linha também oferece o Safety Sense, um pacote de tecnologias semiautônomas que reúne frenagem de emergência, sistema pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistente manutenção de faixa de rodagem (que faz pequenas correções no volante) e faróis altos adaptativos.

Testado pelo Latin NCAP, o novo RAV4 obteve as cinco estrelas máximas nas provas de impacto tanto para adultos quanto para crianças.

Quinta geração do hatch renasce sobre plataforma modular, tem design moderno e, segundo a marca, terá o maior porta-malas da categoria

Ícone da Renault, o Clio acaba de renascer. A montadora divulgou nesta terça-feira (29) as primeiras imagens externas da quinta geração do hatch, que será apresentada em março no Salão de Genebra. Parecido com o SUV cupê Arkana, o novo Clio tem o visual mais recente da marca francesa e conta com recursos de última geração que prometem mexer com o segmento de hatches compactos — Ford Fiesta e VW Polo que se cuidem!

Inteiro reformulado face o modelo de quarta geração, o novo Renault Clio usa a plataforma modular CMF-B, versão ligeiramente maior que a CMF-A utilizada pelo subcompacto Kwid. A arquitetura é maleável e permite um melhor aproveitamento de espaço na cabine, quesito em que o hatch mais deve surpreender. Segundo a Renault, o compacto terá o maior porta-malas da categoria, com até 391 litros — são 26 litros a mais que antes.

Apesar disso, o novo Clio é 3 centímetros mais baixo e tem 1,4 centímetro a menos no comprimento. Estes são os únicos números divulgados até o momento. Nem mesmo os motores foram detalhados. Há cerca de 24 horas, a montadora liberou imagens do painel, para mostrar como o modelo foi modernizado. Segundo a Renault, o Clio terá a maior tela multimídia da categoria, com 9,3 polegadas. A tela é vertical e curvada.

Já o quadro de instrumentos será em tela digital que poderá ter diferentes tamanhos — os visores terão de 7 a 10 polegadas. Nas versões mais caras, as telas serão capazes de reproduzir mapas do GPS, tal como o cluster digital do Volkswagen Polo, um de seus principais concorrentes. Haverá ainda recursos sofisticados como carregador de celular por indução (sem fio) e iluminação ambiente com leds que oferecem até oito opções de cor.

Outro aspecto do novo Clio que promete impressionar é o acabamento. Algumas peças do painel e do forro das portas possuem superfícies macias ao toque, algo pouco visto na classe. Tal como o VW Polo e outros rivais, o hatch da marca francesa também apostará na customização. Também está confirmado que o modelo terá recursos semi-autônomos, como frenagem automática de emergência, além de uma inédita versão híbrida.

Novo Clio no Brasil?

É cedo para cravar a chegada do novo Clio no mercado brasileiro, até porque a Renault trabalha no momento na atualização da dupla Sandero e Logan. Sem mudanças de estilo há alguns anos, os compactos receberão um derradeiro facelift neste ano para seguir firme na disputa até a troca de geração, por volta de 2021. É aí que o Clio pode ressurgir.

Em meados de 2017, Sylvain Coursimault, gerente global de marketing da Renault, afirmou ao jornal Le Figaro que a francesa não faria mais carros derivados de modelos da Dacia. O último remanescente será o novo Duster, que ganhará um facelift nos próximos meses. Se o reposicionamento acontecer, o Clio pode voltar como sucessor o Sandero e encerrar um hiato de duas gerações — a terceira e a quarta nunca vieram. Já pensou?

SEGUNDA GERAÇÃO DO CLIO FOI VENDIDA NO BRASIL ATÉ 2017

Crossover compacto é parente do Jeep Renegade e já conta com o novo motor 1.3 turbo da FCA

A vinda do Fiat 500X para o Brasil é condicionada ao dólar: ele será importado somente se a cotação chegar ao patamar de R$ 3,30. Caso isso ocorra, o crossover tem boas chances de ser bem-sucedido no mercado brasileiro, principalmente pela reestilização, feita recentemente na Europa, e pelas motorizações, com os novos Firefly turbo da Fiat.

Exibido junto com a Toro no Salão do Automóvel e não muito longe do Jeep Renegade e do Compass, o 500X compartilha sua plataforma com a trinca fabricada em Goiana, Pernambuco. Tal fato poderia, a princípio, encorajar sua nacionalização, mas a Fiat tem planos de fazer ali um SUV de cinco lugares com base na Toro.

Inspirado visualmente no simpático Cinqüecento, o 500X ostenta medidas bem mais imponentes: são 4,25 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,57 m de entre-eixos.

Externamente, os novos faróis full LED, disponíveis como opcionais, chamam a atenção. O conjunto de lanternas traseiras também foi redesenhado e agora se parece muito com o do novo Cinqüecento.

No interior, o volante é novo e mais ergonômico, e o painel gráfico foi atualizado. A central Uconnect tem tela de 7 polegadas e passa a oferecer suporte para as plataformas Google Android Auto e Apple CarPlay.

Paralelamente ao facelift, foram adotados dois novos motores turbo a gasolina da família Firefly — que usam o mesmo bloco do motor fabricado no Brasil com um novo cabeçote para proporcionar o trabalho com turbo. O propulsor 1.0 de três cilindros alcança 120 cv e 19,4 kgfm de torque, enquanto o de quatro cilindros, 1.3, vai a 150 cv e 27,5 kgfm de torque. No mercado europeu, o preço do 500X parte de 19.250 euros (R$ 74.700) e chega a 22.750 euros (R$ 109.600).

Se o 500X ainda é dúvida, os motores Firefly turbo estão confirmados para o Brasil. As versões aspiradas já são fabricadas em Betim (MG); porém, a adaptação ao turbo deve ser um pouco diferente da realizada na Europa. Por aqui, o cabeçote MultiAir (com controle elétrico das válvulas de admissão) pode dar lugar a um convencional, mas o turbo e a injeção direta serão mantidos. A estreia nacional das motorizações é esperada somente para 2020 e pode fazer a sua estreia no Renegade.

Sob o capô, o 500X tem uma boa lista de opções de motorização. No caso de propulsores a gasolina, além dos Firefly há o 1.6 eTorq de 110 cv acoplado a uma caixa de cinco velocidades. Já para o diesel, as opções são o 1.3 de 93 cv e o 1.6 de 120 cv, ambos da família MultiJet. Dependendo da versão, é possível acoplar uma transmissão de dupla embreagem e seis velocidades. Toda a gama já atende aos padrões de emissões do programa europeu Euro 6.

A segurança também foi melhorada na linha 2019, que agora inclui monitoramento da pista, função Speed Advisor — que ajusta a velocidade com base na leitura que a câmera faz da pista —, frenagem de emergência, alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e detector de tráfego transversal. Configurações mais completas podem contar ainda com abertura das portas e partida do motor sem chave, bancos e volante com aquecimento, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão dianteira e de mudança de faixa, entre outros mimos.

À venda em mais de cem países, o 500X poderia se chocar com a comercialização do Renegade no Brasil. Os dois compartilham a plataforma, mas o 500X tem foco na utilização urbana, enquanto o Renegade é um modelo de uso misto, na lama ou no asfalto, e que exalta suas características off-road. O Fiat até pega uma trilha leve e tem opção de tração 4×4 adaptativa, com gerenciamento de modos, mas sem aquele gosto pela lama do Renegade diesel.

Como a maioria dos proprietários vai utilizar o 500X na cidade, a melhor pedida é o 1.0 turbo, que tem potência mais do que suficiente e torque para ir de zero a 100 km/h em 10,9 segundos. Inclusive, é imerso no trânsito que o novo Fiat 500X mostra sua agilidade. O motorzinho de três cilindros é esperto e o câmbio manual ajuda com os engates precisos.Para aqueles que precisam de força extra, o 1.3 quatro cilindros é mais ágil. O torque supera o do 1.4 TSI da Volkswagen em 2 kgfm, já a potência é a mesma. A arrancada de zero a 100 km/h é feita em 9,1 s.

Ambas as versões, no entanto, são silenciosas e elásticas o suficiente para ultrapassar qualquer tráfego. Além disso, a Fiat espera que os novos motores consumam pelo menos até 20% a menos do que os da geração anterior.

O modelo turbo faz um bom trabalho nas ultrapassagens e tem fluência para viagens mais longas. Na estrada, o comportamento foi aprimorado pelos inúmeros sistemas de segurança ativa, que tornam a condução mais relaxante e proporcionam redução do consumo e das emissões por rodar em baixas rotações.

A caixa automática de dupla embreagem se mostra interessante. A direção é sempre precisa e a frenagem passa sensação de segurança. A bordo, o Fiat 500X agrada e é bem superior às expectativas — principalmente em função da boa habitabilidade e da capacidade de carga. Seria uma ótima opção para os órfãos de peruas compactas.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 1.3, quatro cilindros em linha, comando simples, turbo e injeção direta de gasolina

Potência
150 cv a 5.250 rpm

Torque
27,5 kgfm a 1.850 rpm

Câmbio
Automático de dupla embreagem e seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.)
e sólidos (tras.)

Pneus
225/45 R18

Dimensões
Compr.: 4,26 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,69 m
Entre-eixos: 2,57 m

Tanque
48 litros

Porta-malas
350 litros (fabricante)

Peso
1.320 kg

Central multimídia
7 pol., sensível ao toque

SUV compacto ganhou mudanças pontuais nos faróis, grades e lanternas; Renegade será reestilizado em breve no Brasil

Depois de ter sido flagrado em testes, o Jeep Renegade reestilizado foi revelado pela montadora em um evento na Itália. O modelo ganhou mudanças sutis no visual, especialmente nos faróis, grade dianteira e nas lanternas. No Brasil, o modelo também será reestilizado até o final do ano.

Na dianteira, a principal novidade fica por conta dos faróis, que têm visual um pouco mais moderno em relação ao da versão anterior. Além disso, a grade dianteira está mais larga, reforçando o visual de aventureiro do modelo. Já as lanternas ganhram luzes de LED.

Também há mudanças debaixo do capô: o modelo ganhou novos motores turbo. Um deles é um 1.0 de 120 cv, enquanto o outro é um 1.3 que pode render 150 cv ou 180 cv. Outra mudança é que o câmbio agora é um automático de dupla embreagem.

Mudanças no visual e na motorização do Renegade também são esperadas no Brasil. Mas, a reestilização pode ter algumas mudanças específicas para o nosso mercado. Por aqui, também esperamos que o SUV ganhe o motor 1.3 GSE turbo, que está em desenvolvimento. Uma dúvida é se o motor 1.0 turbo, que está confirmado para os compactos Fiat Argo e Cronos, também estará no Jeep.

Na cabine, a mudança deve se concentrar na central multimídia. Isso porque a atual UConnect é defasada e tem só 5 polegadas. Com a reestilização, a tela deve crescer para 7 polegadas.

O Renegade nacional reestilizado deve dar as caras por aqui durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2018, que abre as portas ao público em novembro. Os ingressos já estão à venda no site oficial do evento.

A mais recente aposta da marca alemã não sairá barata para quem quiser ter o novo SUV mais irado das estradas para chamar de seu

Se você ficou com água na boca para ter um novo Audi SQ5 para chamar de seu, a espera espera finalmente acabou. Mas como já havíamos adiantado em nossa avaliação do mais novo SUV esportivo da marca alemã na edição de dezembro de 2017 da Revista Autoesporte, pode preparar seu bolso. Como previsto, o emblema “S” faria diferença em relação ao modelo anteror, e, assim, o sucessor do Audi Q5 chegou ao mercado brasileiro com um preço salgado: R$397.990.

Mas o que você leva por esse preço? Nessa versão mais radical do SUV de luxo, os alemães não economizaram em potência: o SQ5 traz sob seu capô um motor 3.0 V6 turbo de 354 cv que pode ser controlado em diferentes modos de condução: Auto, Efficiency, Comfort e Sport. Além disso, o carro traz 50,9 kgfm de torque entre 1.370 e 4.500 rpm. Na prática isso significa que a aceleração até 100 km/h pode ser feita até 5,4 segundos (6,3 segundos a menos do que sua versão anterior), com velocidade máxima de 250 km/h, controlada eletronicamente.

Com motor 1.6 16V turbo de 177 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas, o SUV chega ao Brasil por R$ 138.900

foto-imagem-Hyundai-Tucson

A Hyundai apresentou nesta semana, durante o Salão do Automóvel, o New Tucson, que já é feito em Anápolis (GO) ao lado dos “irmãos” Tucson e ix35 – por ora, os dois continuam à venda. A fabricação nacional foi antecipada com exclusividade por Autoesporte em setembro de 2014. O SUV será oferecido em duas versões (GL e GLS), com preços a partir de R$ 138.900, mas haverá uma edição especial de lançamento, batizada Top, limitada a 30 unidades. A marca divulgou apenas o preço da configuração de entrada, mas é esperado que a opção intermediária avaliada chegue às lojas por aproximadamente R$ 150 mil.

foto-imagem-Hyundai-Tucson

Impressões ao volante

Por fora, o desenho da carroceria entrega a inspiração alemã do New Tucson, mas nos primeiros quilômetros rodados já dá para notar que o espírito europeu vai além do visual. A suspensão tem acerto firme e mantém o SUV sob controle nas curvas, assim como em velocidades mais altas, mas o conforto não ficou comprometido em favor da estabilidade.

Como já acontece com outros modelos da marca, a direção assistida eletricamente tem ajuste leve, o que facilita as manobras na cidade. Por outro lado, as percepções do asfalto são “absorvidas” quase que por completo, frustrando quem espera uma condução menos anestesiada.  O bom isolamento acústico da cabine também ajuda a criar um “mundo à parte”.

No que diz repeito à dinâmica, há uma boa evolução em relação ao antecessor ix35, mas é sob o capô que se esconde o principal trunfo do novo SUV: o motor 1.6 16V turbo com injeção direta de gasolina capaz de entregar 177 cv e 27 kgfm de torque entre 1.500 e 4.500 rpm associado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

O conjunto mecânico garante agilidade ao New Tucson no ambiente urbano, além de fôlego para retomadas e ultrapassagens em rodovias. As trocas de marchas são rápidas, mas borboletas atrás do volante seriam bem-vindas – as trocas manuais são feitas apenas por meio da alavanca. De acordo com a marca, a aceleração até os 100 km/h se dá em 9,1 segundos.

foto-imagem-Hyundai-Tucson

Custo-benefício

Bem equipado desde a versão de entrada, o modelo recebe alguns “mimos” a partir da configuração GLS, como teto solar panorâmico, maçanetas externas cromadas, luzes diurnas e lanternas de leds. Quer retrovisor eletrocrômico, bancos dianteiros com resfriamento e aquecimento, detector de ponto cego e assistência de estacionamento? O jeito é levar a Top.

Como já era de se esperar, o acabamento tem superfícies macias no painel e plásticos suaves ao toque por toda a cabine, mas os porta-objetos sem fundo emborrachado destoam. A nova central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas não tem GPS, ao contrário do ix35, mas é intuitiva e aposta por sistemas de espelhamento CarPlay e Android Auto.

O que decepciona é a falta de alguns itens de segurança que têm se tornado comuns entre os modelos importados da mesma faixa de preço, como frenagem de emergência, controle de velocidade adaptativo e assistente de permanência em faixa. Controles de estabilidade e de tração, assim como airbags laterais e de cortina vêm de série em todas as configurações.

foto-imagem-Hyundai-Tucson

Vale a pena?

Sim. Não há condução semi-autônoma, mas o conjunto mecânico garante ao New Tucson o comportamento de hatch médio e a lista de equipamentos tem bom recheio desde a versão de entrada. Comparado ao ix35 e até mesmo ao Santa Fé, a novidade é a melhor opção entre os SUVs de cinco lugares da marca à venda por aqui, mas o fabricante também quer brigar com as opções mais baratas do Audi Q3 e do Mercedes-Benz GLA – ainda que não tenha o mesmo prestígio das alemãs. Aí vai do comprador escolher conteúdo ou “status”.

foto-imagem-Hyundai-Tucson

Modelo deve chegar ao país em 2016, assim como a nova Hilux

foto-imagem-novo-toyota-sw4A Toyota mostrou oficialmente o visual final da nova geração do utilitário esportivo SW4. O modelo foi apresentado simultaneamente na Tailândia e Austrália, onde é chamado de Fortune e tem previsão de chegar às lojas em outubro.Baseado sobre a base da nova geração da Hilux, o modelo diferentemente de seu antecessor ganhou um visual bem diferente do irmão de plataforma. O SUV ganhou faróis de led mais estreitos e afilados e uma grade menor. O conjunto conferiu um ar mais moderno ao modelo. Os faróis de neblina, por sua vez, ganharam uma moldura cromada bem acentuada, integrada às saídas de ar do para-choque.

foto-imagem-novo-toyota-sw4-6

Com espaço para levar sete passageiros, o novo SW4 cresceu 9 cm no comprimento e 4 cm na largura, mas manteve os atuais 2,74 metros de distância entre-eixos. Além das novas proporções e curvas da carroceria, o utilitário também recebeu um novo coração. Na Austrália, ele será oferecido com o novo motor 2.8 turbodisel com injeção direta, capaz de entregar 177 cv de potência e 45,8 kgfm de torque. O quatro cilindros poderá ser acoplada a uma transmissão manual de seis marchas ou uma caixa automática, também de seis velocidades.

foto-imagem-novo-toyota-sw4

Além de espaçoso, o novo SW4, segundo a Toyota, conservou o DNA aventureiro. A tração 4×4 associada às habilidades offroad do carro, fazem dele uma opção versátil. De série, o modelo será oferecido com 7 airbags, assistente de partida em rampa, ar-condicionado de quatro zonas,  sistema multimídia com GPS e tela sensível ao toque e rodas de liga leve de 17 polegadas.

No Brasil, o SW4 chegará apenas no ano que vem. Assim como a nova Hilux, ele será produzido na Argentina, na fábrica de Zarate. O conjunto mecânico e os equipamentos, no entanto, ainda não foram confirmados. Mas é esperada a atualização do atual 2.7 flex, para atender às novas regras de emissões do país e tornar a Hilux mais eficiente.

Hyundai Santa Fe 2016 tem alterações estéticas e novos itens de segurança

foto-imagem-santafeA Hyundai revelou na Coreia do Sul o facelift do Santa Fe 2016, conhecido no mercado coreano como Prime.

Por fora, o SUV recebeu novos para-choques, faróis, grade do radiador, rodas, lanternas traseiras, além de três novas cores para a carroceria.

Na parte mecânica, o Santa Fe 2016 teve chassis melhorado com o uso de aço de alta resistência, para melhorar a segurança em testes de colisão.

O novo SUV será oferecido com dois motores a diesel Euro 6: 2.0 com 186 cv de potência a 4.000 rpm e 2.2, que oferece 202 cv a 3.800 rpm.

O modelo 2016 também foi equipado com novos itens de segurança, como o sistema avançado de Smart Cruise Control, freios de emergência, detector de pontos cegos, sistema de estacionamento, câmeras, além de um novo sistema de áudio JBL.