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Modelo ficou mais refinado, espaçoso e até ganhou uma versão aventureira. Mas sua chegada ao Brasil é incerta

Acabou o mistério! Finalmente, a Ford revelou a quarta geração do Focus, que promete ser a melhor e mais tecnológica e dinâmica de todas. E não dá para ser diferente depois da atualização do principal concorrente: o Volkswagen Golf.

Dá para ver que o visual foi completamente renovado. As linha ficaram mais arredondadas e a dianteira mais alongada. A carroceria, no entanto, ganhou mais vincos, que deixaram o perfil do carro mais musculoso, apesar de suas dimensões nem terem crescido tanto. Os faróis ganharam uma nova assinatura em LED, a grade mudou, os para-choques foram redesenhados e a traseira também mudou por completo.

Mais seguro e espaçoso

O Focus é o primeiro modelo global da Ford a ser construído sobre a nova plataforma C2. Segundo a marca, essa arquitetura garantiu uma melhoria de 20% na rigidez torcional do carro, que promete continuar a ser referência quando o assunto é comportamento dinâmico. Falando nisso, a suspensão independente pode ganhar ajuste eletrônico para ser configurada segundo os modos de condução.

Além disso, essa nova base permitiu um melhor aproveitamento do espaço da cabine, até então, considerado um dos pontos fracos do carro. Na fita métrica, no entanto, até que o carro não espichou muito. Medindo 4,37 metros de comprimento, ele cresceu apenas 1 cm de uma ponta a outra. Já o entre-eixos teve um incremento de seis centímetros em relação à atual geração vendida no Brasil,e agora mede 2,70 metros.

Motores

O novo Focus continua a oferecer motores turbinados e cheios de tecnologia (como injeção direta, comando duplo de válvulas e até desativação de cilindros). O 1.0 Ecoboost três cilindros é oferecido com 85 cv, 100 cv e 125 cv. Já o 1.5 Ecoboost pode render 150 cv e 182 cv.  Há também duas opções de motores diesel: 1.5 EcoBlue de 95 cv e 120 cv e 2.0 EcoBlue de 150 cv. Dependendo do motor, o câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de oito velocidades. Pois é, nada de câmbio Powershift!

Segurança

O novo Focus também quer ser referência em segurança, por isso ganhou diversos sistemas semi-autônomos de condução. O Ford Co-Pilot360, por exemplo, é um conjunto de sistemas que conta com detecção de pedestres e ciclistas, frenagem automática de emergência e diversos sensores e câmeras para evitar ou mitigar acidentes, além de auxiliar a estacionar o carro (Active Park Assist). O controlador automático de velocidade e frenagem (ACC) que acompanha o fluxo do trânsito, pode também funcionar até 200 km/h. Ele funciona combinado ao sistema de leitor de placas e assistente de permanência em faixa.

Versões

Parece que essa história de versão aventureira não é coisa apenas no mercado brasileiro.  Acredite ou não, a grande novidade na gama do novo Focus é a versão aventureira Activ. Além das molduras plásticas nas caixas de rodas, parachoques emborrachados, o modelo também conta com suspensão 30 mm mais elevada.

Já a versão ST-Line possui um apelo mais esportivo. Além de elementos no visual, nesses caso, a suspensão foi rebaixada em 10 mm.

Vem para o Brasil?

É com pesar que informamos que o futuro do Focus no mercado brasileiro é incerto. A Ford do Brasil desconversa sobre a atualização do modelo por aqui, mas tudo indica que o Focus europeu e o argentino, que hoje pé vendido no Brasil, terão um grande descolamento.  A produção do projeto europeu até chegou a ser cotado na região, mas está paralisado, segundo a nossa apuração.

Sistema não identificou presença de caminhão em rodovia nos EUA, mas NHTSA aponta que motorista poderia ter evitado batida

O departamento de transportes dos Estados Unidos (NHTSA) concluiu as investigações do acidente que matou o motorista de um Tesla Model S em maio de 2016, apontando que não há evidências de falha no veículo. Na ocasião, o acidente foi classficado como o primeiro com vítima fatal causado por um carro rodando em modo de condução semiautônoma.

O acidente aconteceu enquanto Joshua Brown rodava com a função Autopilot ativada em uma rodovia de pista dupla. Em um cruzamento, um caminhão entrou à esquerda e atravessou na frente do veículo. Na ocasião, a Tesla afirmou que a altura e o brilho refletido pelo caminhão confundiram as câmeras e os sensores de radar do sedã elétrico, que identificaram o baú como sendo parte do céu iluminado.

Desde então, a montadora realizou algumas melhorias e atualizações no Autopilot. Uma das maiores mudanças é a desativação do sistema caso o motorista não responda aos sinais sonoros emitidos pelo carro e indique que está pronto para assumir o controle a qualquer momento.

O NHTSA ressaltou que, mesmo que um carro esteja temporariamente no sistema de direção semiautônoma, ainda cabe ao motorista a responsabilidade de ficar atento às condições de tráfego e estar preparado para intervir em situações de emergência.

Após o acidente, foi especulado que Brown não estava prestando atenção no trânsito ao redor, fato confirmado pela investigação. Segundo o NHTSA, houve um período prolongado de distração do motorista antes do acidente, de pelo menos 7 segundos.

Além disso, dois minutos antes da batida, o condutor aumentou a velocidade do piloto automático para 119 km/h, sendo que o limite da via era de 104 km/h. Considerando as condições climáticas e da via, a investigação apontou que o motorista deveria conseguir enxergar o caminhão pelo menos 7 segundos antes da colisão.

Por fim, o relatório ainda afirma que Joshua não esboçou reação para evitar o acidente, seja acionando o freio ou simplesmente retomando a direção do veículo. Vale lembrar que o modo Autopilot emite sinais sonoros assim que identifica a possibilidade de acidente.

Destaque Ford New Fiesta entre os hatches premium, ele oferece estilo, desempenho, segurança e muitos equipamentos

foto-imagem-fiestaInaugurada pelo VW Polo em 2003, a categoria dos hatches compactos premium sempre cativou pelo acabamento acima da média e bom nível de equipamentos. Até que a Ford chacoalhou o segmento no final de 2011 ao apresentar o New Fiesta.

Importado do México e com três anos de garantia, ele pegou carona na boa aceitação do New Fiesta Sedan: tinha as mesmas virtudes (dirigibilidade) e defeitos (espaço interno), mas era embalado pelo competente motor Sigma 1.6 16V flex (115/110 cv, álcool/gasolina).

Oferecido na versão única SE, o New Fiesta tinha três pacotes de opcionais: o básico trazia direção, ar, rodas de liga aro 15, som com Bluetooth e trio elétrico. Airbag e ABS só no pacote intermediário, que adicionava a central multimídia Sync, controle de estabilidade e auxílio para partida em rampas. O melhor estava no pacote mais caro: sete airbags, couro, rodas de aro 16, repetidores dos piscas nos retrovisores e leds diurnos no para-choque.

Reestilizado com a cara de Aston Martin, em 2013, ele virou nacional: a versão S oferecia motor Sigma 1.5 16V (111/107 cv), airbag duplo, rodas de aço com calotas, ABS, ar-condicionado, direção elétrica, som com MP3 e Bluetooth e trio elétrico. A intermediária SE ganhava rodas de liga e faróis de neblina, tendo como opcional o novo motor Sigma 1.6 16V (130/125 cv), vinculado à oferta do controle de estabilidade, auxílio para partida em rampas, ar digital, fechamento remoto dos vidros e volante multifuncional. Quem priorizava a segurança optava pela Titanium 1.6 16V, com pacote completo que tinha até couro e sete airbags. O único opcional era o câmbio PowerShift de seis marchas e dupla embreagem.

Potente, bem equipado e seguro, o New Fiesta ainda é fácil de manter: tem consumo moderado e peças de reposição fáceis de achar a preços acessíveis. Atenção no acabamento e nos problemas mecânicos recorrentes: muitos donos desistem de brigar com o pós-venda da Ford e anunciam seus carros ainda na garantia.


NÓS DISSEMOS

foto-imagem-revista,OUTUBRO DE 2011
“O teto é baixo e o interior passa uma incômoda sensação de confinamento. Se o motorista tiver mais de 1,80 metro, fca difícil até para instalar uma cadeirinha infantil. O motor trabalha com suavidade e em silêncio. (…) Tudo conspira a favor de uma condução mais esportiva, com o motor girando mais alto.”


PENSE TAMBÉM NUM…

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PEUGEOT 208
Bonito e bem acabado como o Fiesta, o 208 oferece boa posição de dirigir, bancos confortáveis e tem como ar-condicionado digital bizona, teto solar panorâmico e cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes. Mas fica devendo ESP e seu câmbio automático conta com apenas quatro marchas.


 

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ONDE O BICHO PEGA

foto-imagem-cambioCÂMBIO POWERSHIFT
Revela ruídos e trepidações, que são eliminados com a reprogramação do módulo. Se persistir, devem ser feitas a troca do retentor e a limpeza da dupla embreagem, que patina quando está contaminada com óleo. Em casos extremos, só trocando o conjunto.

DIREÇÃO
Uma folga na caixa de direção causa barulhos e trepidações no volante. O ideal é solicitar a troca do conjunto em garantia, pois seu custo passa de R$ 4 000.

AMORTECEDORES TRASEIROS
Procure por indícios de vazamentos: não são raros os amortecedores que chegam ao fim de sua vida útil precocemente. Mesmo sendo itens de desgaste natural, nesse caso devem ser substituídos ainda em garantia.

PINTURA
São muitas as reclamações sobre a pintura, que descasca facilmente com o impacto de pequenas pedras e outros detritos, além do surgimento de bolhas.

BANCOS DIANTEIROS
Macia e fina demais, a espuma cede e o suporte do apoio lombar se rompe. Isso permite que as costas se apoiem diretamente sobre a estrutura metálica, provocando dores em viagens longas.


A VOZ DO DONO

NOME: José Eduardo Paravani Faillage
IDADE: 27 anos
PROFISSÃO: publicitário
CIDADE: São Manoel (SP)

O QUE EU ADORO

“O comportamento dinâmico é ótimo: o carro é muito bem assentado no chão, formando um ótimo conjunto com o desempenho do motor Sigma. E o pacote de itens de série se equipara ao de modelos superiores.”

O QUE EU ODEIO

“O pós-venda da rede autorizada deixa a desejar: são incapazes de sanar problemas como o desgaste prematuro da embreagem e falhas simples no acabamento interno.”

Hyundai Santa Fe 2016 tem alterações estéticas e novos itens de segurança

foto-imagem-santafeA Hyundai revelou na Coreia do Sul o facelift do Santa Fe 2016, conhecido no mercado coreano como Prime.

Por fora, o SUV recebeu novos para-choques, faróis, grade do radiador, rodas, lanternas traseiras, além de três novas cores para a carroceria.

Na parte mecânica, o Santa Fe 2016 teve chassis melhorado com o uso de aço de alta resistência, para melhorar a segurança em testes de colisão.

O novo SUV será oferecido com dois motores a diesel Euro 6: 2.0 com 186 cv de potência a 4.000 rpm e 2.2, que oferece 202 cv a 3.800 rpm.

O modelo 2016 também foi equipado com novos itens de segurança, como o sistema avançado de Smart Cruise Control, freios de emergência, detector de pontos cegos, sistema de estacionamento, câmeras, além de um novo sistema de áudio JBL.

Novo Volkswagen Passat

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Quando um carro muda de geração, seus engenheiros ficam felizes quando conseguem aumentar o entre-eixos em 3 ou 4 cm sem crescer por fora. Dá para imaginar o orgulho dos alemães da Volks quando atingiram 7,9 cm no novo Passat? Esse feito só foi possível graças à plataforma modular MQB, espécie de base multiuso para veículos de tração dianteira ou integral e motor dianteiro transversal da marca. No restante, as proporções mudam pouco: mesmo comprimento, mais 1,2 cm de largura e menos 1,4 cm de altura. As rodas foram aproximadas dos para-choques, contribuindo para o aumento da habitabilidade, atributo no qual o Passat já era um dos mais elogiados do segmento.

foto-imagem-novo-passatÉ sem surpresa que percebemos que o habitáculo está mais espaçoso. Impressiona em especial a área livre deixada para as pernas dos passageiros traseiros. A largura é suficiente para cinco pessoas e, em altura, não existe qualquer restrição, a não ser para jogadores de basquete da NBA (e mesmo assim…). Sobrou até para o porta-malas, que cresceu 21 litros. Agora ele comporta generosos 586 litros – ganha inclusive dos 514 litros do enorme Ford Fusion, que é 10 cm mais comprido. Quanto ao design, saltam aos olhos os faróis e lanternas mais afilados e horizontais, o capô mais baixo, a grade frontal maior e o aumento da quantidade de cromados, sobretudo nas versões mais completas. O estilo da cabine conserva a mesma distribuição dos elementos que já conhecemos bem desde as duas últimas das sete gerações anteriores. As mudanças estão em detalhes sutis, como as saídas de ventilação que agora se prolongam por todo o painel. O elemento mais arrojado é o quadro de instrumentos todo digital, na verdade uma enorme tela – de layout multiconfigurável – à frente do motorista.

foto-imagem-novo-passatA direção com assistência elétrica de série pode ter um sistema de desmultiplicação variável (opcional) que deixa as respostas do volante mais diretas e facilita o contorno de curvas. No Brasil, esse desmultiplicador estreou no Golf GTI – nele e no Passat, são apenas 2,1 voltas do volante. Outra novidade é o seletor de perfis de motorista, que, em conjunto com o controle dinâmico de chassi (DCC), permite escolher entre cinco modos de condução: Eco, Sport, Normal, Individual e Comfort. O sistema ajusta parâmetros como a resposta do acelerador, o peso da direção, as relações de marchas, a ação dos amortecedores e até o funcionamento do ar-condicionado.

No Brasil em 2015

foto-imagem-novo-passatNosso encontro com o novo Passat aconteceu nas sinuosas estradas da Sardenha (Itália). Infelizmente, entre as versões disponíveis, não havia nenhuma com a motorização 2.0 turbo a gasolina, justamente a mais cotada para marcar a estreia da oitava geração no Brasil – o que, segundo uma fonte ligada à marca, acontecerá no segundo semestre de 2015. Então, focamos nosso test-drive no único motor a gasolina disponível, um 1.4 TSI de 150 cv.

Todos os modelos do evento estavam equipados com DCC e direção progressiva, o que se refletiu numa impressão mais positiva sobre o comportamento em estrada. A sensação de conforto é muito forte, especialmente pela capacidade da suspensão de engolir irregularidades no asfalto. Equilibrado, o Passat não se mostra oscilante no modo Comfort nem duro no Sport. Por outro lado, não se nota uma diferença clara de comportamento entre os diferentes níveis. E isso não é algo irrelevante. Em pouco tempo, a atuação limitada do sistema desestimula seu uso e, no lugar, fica a sensação de um investimento malfeito.

A resposta do motor de 150 cv é sentida com intensidade a partir de 1 600 rpm, prolongando-se até acima de 3 500 rpm. A alavanca do câmbio manual de seis marchas é rápida, silenciosa e suficientemente precisa. Fica claro que a sexta marcha, de escalonamento longo, visa à redução do consumo rodoviário. Com a caixa DSG, automatizada de dupla embreagem, há mais diversão ao volante no modo manual (seja trocando as marchas pela alavanca no console central, seja brincando com as borboletas atrás do volante), além de se ganhar em conforto quando o motorista resolve utilizar o modo automático.

Este motor tem sistema de gestão ativa dos cilindros (ACT), que desliga temporariamente os cilindros 2 e 3 quando o motorista levanta o pé do acelerador. Assim, ele consegue reduzir o consumo de combustível em até meio litro a cada 100 km. Aqui também ajudou a redução de peso de 85 kg do sedã, graças à aplicação de alumínio em carroceria, estrutura e motor. O ACT opera entre 1 400 e 4 000 rpm e a até 130 km/h. Mas, assim que o motorista acelera forte, os cilindros “adormecidos” despertam suavemente. Aliás, toda essa transição é quase imperceptível.

O fato é que a oitava geração do Passat está mais atraente, mesmo sem fazer palpitar o coração pelas formas que exibe – é a estratégia antienvelhecimento da Volkswagen. Mais espaçoso, seguro e completo, oferece melhor desempenho e baixo consumo. Aproxima-se claramente dos rivais, que passaram a ser os dominadores do segmento premium (Mercedes, BMW e Audi), compensando com espaço adicional e preços mais baixos o status que não ainda consegue dar ao dono.

VEREDICTO

Maior, mais bem equipado e tão discreto quanto as gerações anteriores, o Passat novo segue como uma das melhores alternativas aos conterrâneos premium de Audi, Mercedes e BMW.

Dodge Charger ganhou visual agressivo e novas ferramentas para ajudar as forças de segurança

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Combater o crime não é tarefa fácil, então a Dodge resolveu dar uma forcinha para os policiais norte-americanos e criou uma edição especial do Charger. Apelidada de Pursuit, que significa “perseguição”, em inglês, o muscle car ganhou visual mais agressivo e fio adaptado para ajudar as forças de segurança dos Estados Unidos.

Baseado no atual Charger e inspirado na versão produzida em 1960, o modelo ganhou saias laterais e mudanças no capô, nos para-choques, grade frontal, conjunto óptico e até nas portas dianteiras. Além disso, para ajudar em perseguições, o muscle car ganhou duas potentes lanternas, uma de cada lado do carro. A Dodge também explica que posicionou o pilar C mais para a traseira do carro para dar um ar de maior esportividade.

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Dentro da cabine, os policiais contam com uma tela de 7 polegadas que passa as informações do painel de instrumentos, e outra de 5 polegadas que dá acesso à central multimídia do carro, com conexão Bluetooth e outras tecnologias. Também foram incluídos novos espaços para acomodar os equipamentos dos policiais.

Debaixo do capô, as viaturas podem levar ou um motor V6 3.6 de 296 cv de potência e 36 kgfm de torque ou um V8 5.7 de 375 cv e 54 kgfm. Na configuração mais potente, o Charger Pursuit chega a 100 km/h em menos de 6 segundos. Equipado com freios a disco com ABS e controle eletrônico de estabilidade, o carro conta com pneus de alta performance de 18 polegadas. Quando o assunto é segurança, entram em cena sete airbags: dois dianteiros, dois laterais, dois de cortina e um para os joelhos do motorista.

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Recém-regulamentado, o Isofix facilita a fixação da cadeirinha e tira dos pais o peso de interpretar o manual

foto-imagem-segurançaEm tempos em que o formato dos manuais de instruções é abandonado em favor de soluções mais intuitivas, não há nada mais ultrapassado do que se debruçar sobre uma cartilha pouco didática que tenta ensinar a instalar a cadeirinha infantil utilizando um cinto de segurança de três pontos. Mas isso está para mudar. Desde janeiro o Inmetro incluiu em seu programa de certificação as cadeirinhas equipadas com Isofix, um sistema de ancoragem presente em equipamentos de retenção infantil, criado para facilitar a fixação do acessório ao banco traseiro dos veículos.Além de segurança, a tecnologia oferece um alento para pais de primeira viagem ou para aqueles com filhos hiperativos, que somem cada vez que o responsável demora mais de um minuto para conseguir prender corretamente a cadeirinha com o cinto.

Veja quatro pontos que você precisa saber antes de comprar a cadeirinha para os pequenos e compare os procedimentos para instalar corretamente o assento com o Isofix e com o cinto de segurança de três pontos:

foto-imagem-especial-cadeirinhasISOFIX OU CINTO DE TRÊS PONTOS?
Especialistas afirmam que a cadeirinha presa de forma adequada com o cinto de segurança é tão segura quanto uma fixada por meio do Isofix. “O problema é que a instalação com o cinto não é simples e há o risco de deixar a cadeirinha solta ou mal colocada. O sistema de ancoragem facilita muito a instalação e tira dos pais a responsabilidade pela fixação correta do dispositivo”, explica Dino Lameira, técnico da Proteste. No entanto, nos crash tests realizados pelo Latin NCAP – programa que mede a segurança de carros novos –, os veículos mais bem avaliados em segurança infantil possuíam Isofix, como Volkswagen up! e Ford EcoSport.

REGULAMENTAÇÃO
Antes de janeiro, as cadeirinhas com Isofix não eram certificadas pelo Inmetro devido à falta de regulamentação e critérios técnicos para a realização dos testes de qualidade. “Ainda não havia meios para testar esses produtos de forma adequada para comprovar sua segurança”, esclarece Gustavo Kuster, gerente de regulamentação do Inmetro. Os primeiros produtos com o sistema de ancoragem com selo do Inmetro devem comerçar a chegar ao mercado apenas em abril. Mas isso não impede os pais de adquirirem um modelo importado para usar por aqui.

CRIANÇA EM RISCO!
Cadeirinha presa com cinto abnominal (dois pontos) não assegura a integridade física dos pequenos. Para garantir a segurança em caso de colisão, o sistema de retenção deve ser fixado com o cinto de três pontos.

COMPRAS NO EXTERIOR
Para pais que pretendem comprar a cadeirinha infantil ou o bebê conforto no exterior, atenção: nos Estados Unidos o sistema de fixação é o Latch. Ele não é compatível com os automóveis vendidos no Brasil.

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Avaliação de segurança nos carros da Hyundai e Ford – HB20 ficou com uma estrela e Ecosport ficou com três

HYUNDAI HB20 OBTÉM TRÊS ESTRELAS NA PROTEÇÃO A ADULTOS E UMA QUANDO SE TRATA DE CRIANÇAS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

HYUNDAI HB20 OBTÉM TRÊS ESTRELAS NA PROTEÇÃO A ADULTOS E UMA QUANDO SE TRATA DE CRIANÇAS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina, Latin NCAP, divulgou hoje o resultado dos testes de segurança do Hyundai HB20 e do Ford EcoSport – ambos equipados com airbag duplo. O hatch da marca coreana obteve três estrelas no quesito que julga a proteção a adultos e apenas uma quando se trata de crianças. Para efeito de comparação, o VW Gol 1.6 Trend (versão avaliada pelo Latin NCAP) alcançou três e duas em igual condição (uma e duas quando não estava com airbag) e o Toyota Etios tem quatro e duas estrelas, respectivamente.

Para a instituição, o HB20 demonstrou boa estabilidade estrutural, mas seus cintos de segurança (e pré-tensionadores) não puderam evitar alta carga em determinadas áreas do corpo dos ocupantes, o que impediu a obtenção de quatro estrelas na segurança oferecida a adultos. O Latin NCAP aponta, ainda, que a proteção oferecida às crianças precisa ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção infantil se rompeu devido às altas cargas a que foi submetido pelo cinto de segurança. Com isso, o boneco que simulava a criança de três anos se chocou contra o assento do banco dianteiro. Além disso, o manequim que representava a criança no bebê-conforto (voltado para o sentido oposto ao do movimento) foi submetido a grande desaceleração.

FORD ECOSPORT TEM QUATRO E TRÊS ESTRELAS NA SEGURANÇA A ADULTOS E CRIANÇAS, RESPECTIVAMENTE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

FORD ECOSPORT TEM QUATRO E TRÊS ESTRELAS NA SEGURANÇA A ADULTOS E CRIANÇAS, RESPECTIVAMENTE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Ford EcoSport

Líder de vendas no segmento (veja o ranking de março), o utilitário foi tão bem avaliado quanto o New Fiesta na segurança oferecida a adultos e conseguiu quatro estrelas na avaliação. Na proteção a crianças, porém, ele recebeu uma nota a menos que o hatch, e ficou com três estrelas. De acordo com o Latin NCAP, o teste demonstrou mais uma vez a importância de sistemas de fixação como o Isofix, que facilitam a instalação dos dispositivos de segurança infantil – bebê-conforto, cadeirinha e/ou assento de elevação. Mas explicou que os resultados não foram ótimos em algumas leituras feitas pelos sensores, por isso a classificação não chegou a quatro.

Confira os vídeos que mostram os testes de colisão do HB20 e do EcoSport:

 

Novos testes e conclusões do Latin NCAP

A partir deste ano o Latin NCAP vai adotar um novo protocolo e iniciar testes de impacto lateral segundo a norma 95 das Nações Unidas. Outros requerimentos paralelos também serão incluídos para que se possa atingir a classificação máxima. Em julho e por volta de outubro e novembro, novos resultados serão divulgados.

O Latin NCAP realiza os crash tests frontais de veículos cedidos por montadoras ou adquiridos a partir do patrocínio de instituições que apoiam o programa. A colisão é realizada a 64 km/h contra uma barreira deformável descentralizada, que atinge 40% da parte dianteira do veículo. Após o impacto, sensores medem os efeitos do choque sobre dois manequins de tamanho adulto (que ocupam os bancos dianteiros) e outros dois que simulam a presença de uma criança de três anos e outra de um ano e seis meses nos assentos traseiros. A nota máxima para cada avaliação é de cinco estrelas.

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RESULTADOS DA COLISÃO DO LATIN NCAP PARA HYUNDAI HB20 E FORD ECOSPORT (FOTO: DIVULGAÇÃO/LATIN NCAP)

Desde 2010, o Latin Ncap já realizou o test crash em 28 modelos. Na próxima fase, a instituição pretende incluir o teste de impacto lateral, e talvez o teste feito com pedestres, ambos já realizados pelo Euro NCap.

Na última bateria de testes, divulgada em novembro de 2012, os carros brasileiros foram criticados pela instituição por conta da defasagem em relação aos modelos europeus. Para o engenheiro Dino Lameira, especialista da área automotiva do PROTESTE Brasil, os modelos mais básicos comercializados aqui e no restante da América Latina estariam 20 anos defasados em relação aos similares europeus e americanos.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que as montadoras adotem, ou que lhes sejam impostas pelos governos dos países da América Latina, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95) e à adoção de sistemas de retenção como Isofix (regulamento R44 da ONU).

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Urban Pod – Carro compacto – Designer projeta conceito de veículo compacto para grandes cidades

foto-imagem-brasileiro-projeta-conceito-de-carro-futurista-para-grandes-cidadesCriação de Paulo Encarnação casa bem com a proposta de vida na cidade grande,
como São Paulo

O designer português Paulo Encarnação pensou num carro para o futuro. O Urban Pod é um veículo compacto, destinado para rodar no trânsito das grandes metrópoles. O projeto prevê o desenvolvimento do chassi com plásticos biodegradáveis, motorização híbrida e tecnologia de ponta para maior conforto e segurança.

As portas do carro foram criadas com o uso de sensores biométricos, que identificam as impressões digitais do usuário e só aí abrem. O interior revela um automóvel compacto, na configuração 1 + 2 (motorista à frente e dois ocupantes atrás). O painel digital muda de cor conforme a situação: fica vermelho em situações de emergência. O para-brisas projeta informações complementares, recurso presente em alguns modelos da BMW.

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Usando 80% de bioplástico na sua construção, o Urban Pod seria um carro com forte apelo ecológico. Apesar disso, a motorização do compacto aposta na queima de combustível, no caso a gasolina. Híbrido, o projeto do veículo foi desenvolvido para usar, também, uma unidade propulsora movida a energia elétrica.

Além das portas com sensores biométricos, Paulo pensou num conjunto de sensores no que seria o para-choques do Urban Pod. A ideia é que esses sensores mapeiem o percurso do veículo e identifiquem obstáculos no caminho, alertando o condutor. Já o teto é, na verdade, um grande painel fotovoltaico para converter a energia solar em eletricidade, a ser usada pelas baterias.

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Na parte traseira, o para-choques entrega espaço para recarga via tomada e a possibilidade de remoção da bateria. Dessa forma, o motorista pode ter duas baterias, uma para usar e outra reserva, carregada, e pronta para substituir a principal em emergências.

Placas Refletivas Uso Obrigatório

Desde 1º de abril, todos os carros emplacados têm de ter obrigatoriamente placas refletivas. A Resolução 231, de 2007, previa que a medida entrasse em vigor em janeiro deste ano, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou o prazo para o primeiro dia de abril.

A partir de agora quem for emplacar um carro zero ou transferir o modelo de município terá que adotar as novas placas, que podem ser até 200% mais caras em algumas cidades. Segundo a resolução, a película deve cobrir integralmente a superfície da placa sendo flexível com adesivo sensível à pressão.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), as novas placas aumentarão a segurança de motoristas em situações como, por exemplo, chuva, neblina ou escuridão.

Fonte: Car and Driver Brasil