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Quinta geração do hatch renasce sobre plataforma modular, tem design moderno e, segundo a marca, terá o maior porta-malas da categoria

Ícone da Renault, o Clio acaba de renascer. A montadora divulgou nesta terça-feira (29) as primeiras imagens externas da quinta geração do hatch, que será apresentada em março no Salão de Genebra. Parecido com o SUV cupê Arkana, o novo Clio tem o visual mais recente da marca francesa e conta com recursos de última geração que prometem mexer com o segmento de hatches compactos — Ford Fiesta e VW Polo que se cuidem!

Inteiro reformulado face o modelo de quarta geração, o novo Renault Clio usa a plataforma modular CMF-B, versão ligeiramente maior que a CMF-A utilizada pelo subcompacto Kwid. A arquitetura é maleável e permite um melhor aproveitamento de espaço na cabine, quesito em que o hatch mais deve surpreender. Segundo a Renault, o compacto terá o maior porta-malas da categoria, com até 391 litros — são 26 litros a mais que antes.

Apesar disso, o novo Clio é 3 centímetros mais baixo e tem 1,4 centímetro a menos no comprimento. Estes são os únicos números divulgados até o momento. Nem mesmo os motores foram detalhados. Há cerca de 24 horas, a montadora liberou imagens do painel, para mostrar como o modelo foi modernizado. Segundo a Renault, o Clio terá a maior tela multimídia da categoria, com 9,3 polegadas. A tela é vertical e curvada.

Já o quadro de instrumentos será em tela digital que poderá ter diferentes tamanhos — os visores terão de 7 a 10 polegadas. Nas versões mais caras, as telas serão capazes de reproduzir mapas do GPS, tal como o cluster digital do Volkswagen Polo, um de seus principais concorrentes. Haverá ainda recursos sofisticados como carregador de celular por indução (sem fio) e iluminação ambiente com leds que oferecem até oito opções de cor.

Outro aspecto do novo Clio que promete impressionar é o acabamento. Algumas peças do painel e do forro das portas possuem superfícies macias ao toque, algo pouco visto na classe. Tal como o VW Polo e outros rivais, o hatch da marca francesa também apostará na customização. Também está confirmado que o modelo terá recursos semi-autônomos, como frenagem automática de emergência, além de uma inédita versão híbrida.

Novo Clio no Brasil?

É cedo para cravar a chegada do novo Clio no mercado brasileiro, até porque a Renault trabalha no momento na atualização da dupla Sandero e Logan. Sem mudanças de estilo há alguns anos, os compactos receberão um derradeiro facelift neste ano para seguir firme na disputa até a troca de geração, por volta de 2021. É aí que o Clio pode ressurgir.

Em meados de 2017, Sylvain Coursimault, gerente global de marketing da Renault, afirmou ao jornal Le Figaro que a francesa não faria mais carros derivados de modelos da Dacia. O último remanescente será o novo Duster, que ganhará um facelift nos próximos meses. Se o reposicionamento acontecer, o Clio pode voltar como sucessor o Sandero e encerrar um hiato de duas gerações — a terceira e a quarta nunca vieram. Já pensou?

SEGUNDA GERAÇÃO DO CLIO FOI VENDIDA NO BRASIL ATÉ 2017

Proprietários de modelos Renault equipados com os motores 1.0 e 1.6 SCe reclamam que o lubrificante some misteriosamente

Checar o nível do lubrificante deveria ser uma tarefa simples e corriqueira, mas não é assim para alguns proprietários de modelos da Renault, equipados com motor SCe, 1.0 e 1.6.

O taxista Edielton Pichum, de São Paulo (SP), conta que o lubrificante de seu Duster 1.6 SCe 2017 simplesmente sumia do motor. “Não era queima e nem vazamento, mas o óleo desaparecia”, afirma.

“O carro gastava um litro de óleo a cada 3.000 quilômetros rodados”, recorda. Antes de o problema ser resolvido, Pichum teve de levar o Duster seis vezes à concessionária.

“Na última, pediram que eu deixasse o carro por 18 dias para eles analisarem o caso, mas, como sou taxista, acabaram trocando o motor antes do fim do prazo, cinco dias depois,” lembra. Mas nem todos têm a mesma sorte, como relata a motorista Meri Jane Melo, do Rio de Janeiro (RJ), dona de um Captur 1.6 2017 automático.

“Descobri que não havia lubrificante e levei o carro à concessionária,” conta. “Lá, trocaram o óleo, lacraram a vareta e pediram que eu rodasse mais 3.000 quilômetros e voltasse para observarem. Ao retornar, não me deixaram sair com o Captur. Me forneceram um carro reserva manual. E estou sem o meu carro desde de março”, afirma.

O problema é conhecido, como demonstra o comunicado CGR 012/2017, que a Renault emitiu em maio de 2017, reconhecendo a falha e orientando como fazer o reparo em garantia. E na rede autorizada ainda existem as circulares Tech Line 006 e 007 de abril de 2018, padronizando as tratativas para resolver a falha.

Quando ocorre a troca do motor, os problemas não terminam, porém, porque é necessário regularizar os documentos do veículo, como diz o vendedor Guilherme Marino, de São Bernardo do Campo (SP), dono de um Sandero 1.6 2017. “Troquei o motor em agosto de 2017 e só agora, em maio, recebi os documentos.”

Procurada, a Renault informou que: dos sete casos levantados e enviados por nós, ela atendeu três proprietários individualmente.

O POVO RECLAMA

“Meu carro estava com menos de 8.000 km quando o frentista me disse que não havia óleo. Na concessionária, lacraram a vareta, mas o lubrificante continuou a sumir. Então, lacraram o bujão e pediram que eu observasse.” – Cláudio Boanerges, advogado (MG), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2016.

“Trocaram o motor do meu carro depois que eu abandonei o veículo na frente da loja, após a oitava visita. Depois, devolveram o carro sem sequer me dizerem o que fizeram para solucionar o problema.” – Luciano Marsário, gerente comercial, Campinas (SP), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2017.

Picape média é baseada no Duster, mas traz uma série de modificações e aperfeiçoamentos

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A Renault acaba de divulgar os preços da Duster Oroch, sua picape intermediária derivada do SUV Duster. Os valores começam em R$ 62 290 (Expression 1.6) e chegam a R$ 72 490 (Dynamique 2.0). Ao todo, serão três versões: Expression 1.6 16V e Dynamique 1.6 16V e 2.0 16V. Com motor 1.6, o câmbio será manual de cinco marchas e no 2.0 terá o manual de seis marchas. Por enquanto, não haverá câmbio automático, e a tração será sempre dianteira.

A Dynamique vem equipada com rodas aro 16, piloto automático, sensor de estacionamento e a central multimídia Media NAV. Entre os itens opcionais, há apenas bancos de couro. Mas existem ainda acessórios que serão vendidos na rede de concessionárias, como o kit visual Outsider, que inclui protetor frontal com faróis adicionais, alargador de para-lamas, capota marítima e grade de proteção no vidro traseiro.

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Baseada na plataforma do Duster, a Oroch é quase completamente nova da coluna central para trás. A suspensão traseira agora é multilink, para suportar melhor o peso carregado na caçamba sem prejuízo da dirigibilidade. Com chassis alongados e reforços nas colunas e travessas, o monobloco ganhou robustez e, melhor, ficou 15,5 cm maior na distância entre-eixos. Na nova traseira, há mais espaço para pernas, ombros e cabeça.

Atrás, no lugar do porta-malas, há a caçamba com maior capacidade volumétrica: são 683 contra 475 litros. Com um extensor de caçamba, que permite esticar o espaço útil até o limite da tampa aberta, esse volume sobre para 989 litros.

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Em relação ao acabamento, a Oroch segue o padrão Duster. Há detalhes menos vistosos, como o plástico duro (na parte superior do painel), que revela a localização dos airbags, e o acabamento preto fosco dos raios do volante, que se desgasta com o tempo (e se torna preto polido). Por fim, ela herda ainda falhas do projeto do Duster, como a posição ruim dos botões do ar-condicionado e o puxador interno das portas traseiras, que não dão apoio suficiente.

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Hatch apimentado feito no Brasil tem motor de 150 cv, câmbio manual de seis marchas e controles de tração e estabilidade

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O Renault Sandero RS começará a ser vendido no Brasil em setembro com preço inicial de R$ 58.880. O hatch apimentado é equipado com um motor 2.0 de 150 cv e câmbio manual de seis velocidades e relações curtas. Segundo a Renault, com essa configuração o hot hatch de 1.162 kg acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e tem velocidade máxima de 202 km/h. Fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, este é o primeiro modelo da linha de esportivos da Renault fabricado fora da Europa.

Além das novidades mecânicas, a versão ganhou diferenciais visuais para reforçar o apelo esportivo. Por fora, há para-choque esportivo com luzes diurnas de LED, saída de escapamento dupla com detalhes cromados e imitação de extrator de ar. A cabine ganha pedaleiras cromadas, bancos com desenho exclusivo desta versão e volante de base achatada. Outro diferencial é que o Sandero RS ganhou central multimídia com comandos de voz, uma tecnologia até então inédita nos modelos da marca francesa no Brasil.

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Conforme Autoesporte havia adiantado, o modelo terá um seletor de modo de condução. O motorista poderá alternar entre Normal, Sport e Race, que mudam parâmetros de direção, acelerador e salvaguardas eletrônicas. Em relação ao Sandero padrão, além do novo motor e do visual esportivo, a linha RS é 2,5 cm mais próximo do solo.

O Sandero RS também conta com freios a disco nas quatro rodas, escapamento duplo e novo ajuste de suspensão, além de barra estabilizadora e eixo traseiro mais rígidos do que a versão tradicional. Outro detalhe importante é que esse passa a ser o primeiro Sandero vendido no Brasil com controles de tração e estabilidade. Além de evitar a perda de controle do carro, o sistema também oferecerá um ajuste esportivo para esses controles. A lista de opcionais é enxuta e oferece somente com rodas de 17 polegadas por R$ 1 mil a mais (as originais têm 16 polegadas). Os pneus são sempre 205/45.

Tabelado abaixo dos R$ 60 mil, o Sandero RS quer apimentar, também, a disputa contra o Fiat Punto T-Jet. O hatch é tabelado em R$ 67.010 e conta com motor 1.4 turbo de 152 cv, além de câmbio manual de cinco velocidades.

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Novidades da Renault devem estrear ainda em 2015

foto-imagem-sandero A Renault colocou em seu site oficial as páginas de Sandero R.S. e Duster Oroch. Atrações da marca no Salão de Buenos Aires, os modelos serão lançados no mercado brasileiro nos próximos meses. O Sandero R.S será movido por um motor 2.0 16V (o mesmo do Duster, mas recalibrado para entregar 150 cv) acoplado ao câmbio manual de seis marchas. Vários componentes foram preparados pela Renault Sport francesa, incluindo sistema de freios a disco nas quatro rodas, suspensão com molas mais rígidas e escapamento duplo com maior capacidade de exaustão de gases. O hatch fabricado em São José dos Pinhais (PR) virá também com o R.S. Drive, sistema de modo de direção com três opções de condução: Normal, Sport e Race. Externamente, o Sandero R.S. se diferencia pelas rodas de liga leve aro 17 e pelo kit aerodinâmico assinado pela Renault Sport, incluindo spoiler dianteiro, saias laterais e novos para-choques. O interior tem bancos com revestimento exclusivo, volante esportivo e saídas de ar-condicionado com detalhes na cor vermelha. foto-imagem-sandero A Duster Oroch também será feita no Brasil, com lançamento previsto para o fim deste ano. Baseado no Duster, a picape terá as mesmas opções de motorização do SUV (1.6 16V e 2.0 16V), mas ainda não se sabe se a Oroch contará com a opção de transmissão automática de quatro marchas – o diretor de marketing da Renault, Bruno Hohmann, afirmou que a marca ainda estuda esta possibilidade. Uma novidade exibida no site oficial é o extensor de caçamba, ampliando a área útil a ponto de permitir o transporte de uma moto.

Picape Oroch Duster, modelo terá tração 4×4 e motor flex

foto-imagem-renault-duster-orochEm 2014, a Renault anunciou o desenvolvimento de dois novos modelos. E, de lá para cá, muito se especulou sobre quais seriam esses veículos. Agora já se sabe que os eleitos foram uma picape média e um novo compacto.

A picape foi mostrada em forma de conceito no Salão do Automóvel de São Paulo, batizada de Oroch. O compacto ainda não foi revelado, mas já está rodando no país. O lançamento das novidades só acontece no segundo semestre. No Salão, a picape parecia pronta. Mas, por baixo dos exageros típicos dos show cars, havia um Duster 4×4.

A capacidade de carga do Duster é de 493 kg e, segundo fontes, a da picape deve chegar a 800 kg (isso indica que não haverá opção diesel, porque, pela legislação do Brasil, veículos diesel devem ter capacidade de 1 tonelada). O compacto é um projeto inédito, que usa a plataforma do Datsun Go e motor 1.0 de três cilindros, o mesmo que debuta no Nissan March, este ano.


Voando baixo: aceleramos o Renault Mégane RS

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A Renault quer vestir suas roupas mais sedutoras. E não só no exterior, onde as novas palavras de ordem da marca são simplicidade, sensualidade e calor. Também aqui, a “sensualização” deve ficar mais pesada com a chegada do Mégane RS. A importação não foi confirmada oficialmente. Afinal, a sedução passa pelo jogo do “vem mas não vou”, mas fonte ligada ao fabricante dá a vinda como certa. Será o retorno da marca a uma tradição esportiva que remonta aos antigos Alpines feitos por aqui sob licença pela Willys, sem falar nos Gordinis, todos pilotados por nomes como Bird Clemente, Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace.

Para quem curte esportividade, os preços do RS deverão ficar acima de R$ 120 mil.
Quem se dispuser a gastar tanto levará para casa um modelo de tração dianteira dos mais afiados. Para se ter uma ideia, as revistas estrangeiras costumam compará-lo a medalhões do naipe do Audi TT-RS e BMW M135i. Cacife para isso ele tem: em testes no desafiador traçado de 20,8 km do circuito alemão de Nürburgring, o Mégane RS bateu a marca de 8,07 minutos. Ainda que o recorde tenha sido cravado por Laurent Hurgon, piloto oficial da Renault após dezenas de voltas, é um resultado respeitável diante dos rivais bem mais potentes.

Como antecipação é uma forma de aumentar ainda mais a vontade, o primeiro contato que tive com o Mégane RS foi servido à francesa. Primeiro, a entrada apresentada sob a forma de um deslocamento rápido entre São Paulo e Itapirina, pouco mais de 200 km cobertos ao volante de um Fluence GT de 180 cv e 30,6 kgfm de torque.

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Bom aperitivo, já que o Fluence é parente de plataforma do Mégane. Porém, o projeto de origem sul-coreana não chega perto do apetite do esportivo montado em Palencia, Espanha. Para começar, o Mégane RS eleva a potência do 2.0 turbo para 265 cv a 5.500 giros. O torque de 36,7 kgfm é despejado entre 3.000 e 5.000 rpm, mas a 1.900 rotações já conta com 80% dessa força. Opeso é de 1.387 kg – relação peso/potência de 5,4 kg/cv.

Ao olhar para esses números, dá para ver que o lugar desse Mégane é em uma pista. Porém, no lugar de um autódromo, a Renault marcou o primeiro encontro para o aeródromo de Broa. Lá nos esperavam duas unidades do Mégane RS, um convencional preto e outro Cup amarelo. A empresa pensa em trazer ambas. O estilo ainda é sensual, mesmo tendo sido lançado em 2008. Ainda mais na versão apimentada, que acentua o jeito de kit car – aqueles carros recriados para ser debulhados nos ralis. A pista de 1.450 metros não seria o único lugar onde eles seriam colocados à prova. Em frente aos hangares, cones demarcavam uma pista travada para a demonstração das habilidades do esportivo.

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Famoso por seu equilíbrio, o Mégane RS se garante com alguns truques. Para começar, a suspensão dianteira mantém o esquema McPherson, mas separa a estrutura responsável pelo amortecimento (torre do amortecedor e bandeja inferior) da manga de eixo que traciona a roda. Assim, elimina boa parte do esterçamento por torque, aquela fisgada forte para o lado que os carros de tração dianteira dão quando se acelera fundo, saindo do rumo pretendido. Rivais como o Ford Focus RS e o Opel Astra GTC usam a mesma mágica. Atrás, um bem ajustado eixo de torção cumpre o serviço, enquanto grossas barras estabilizadoras, ainda mais parrudas no Cup, seguram a rolagem da carroceria.

Claro que o melhor é conferir isso na prática. Para começar, é hora de escolher o modus operandi. Nada do programa Normal de funcionamento, que limita o poderio a 250 cv e 34,7 kgfm de torque. Basta pressionar o botão à esquerda do volante para acionar o modo Sport. Isso muda o volume do escape e a resposta do acelerador, e deixa o controle de estabilidade mais permissivo. O ESP pode ser desligado no modo mais purista.

Quem ouve o Mégane RS acelerar dificilmente diria se tratar de um quatro cilindros. Com limite de 6.500 giros, o motor nunca se torna estridente. Mantém o tom de barítono até o final, escalada maliciosamente entremeada pelo espocar do escapamento nas mudanças. Basta arrancar forte para ele desembestar, devorando cada metro da pista. A direção elétrica tem respostas prontas (com relação direta de 14,75). Basta jogar que o carro aponta sem derrubar cones, enquanto os freios a discos ventilados, com pinças Brembo, respondem sem perder eficiência mesmo após dezenas de voltas.

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Tudo envolto no habitáculo que parece uma versão aperfeiçoada da cabine daquele Fluence que me levara até ali. Ar-condicionado dual zone, som Arkamys 3D, bancos elétricos com memória, faróis bixenônio e leds diurnos fazem parte do pacote. Não foi possível testar a suspensão sobre piso ruim, porém é certo que o conforto é algo relativo em um carro cujo acesso traseiro é mais voltado a praticantes experimentados de “le parkour”, talvez os únicos que entrem e saiam dali com desenvoltura.

Se ele foi feito mesmo para acelerar, havia ainda o preparado Cup. Nada de ajustes eletrônicos: aqui os engenheiros tiveram mais peso que os programadores. O eixo dianteiro conta com um diferencial de deslizamento limitado (LSD). A sigla já desvirtuou muitos, mas no Mégane serviu para deixá-lo no caminho certo. Com ele, a roda que tem maior tração recebe mais força e as trajetórias ficam ainda mais fechadas. Os pneus Continental 235/35 aro 19 no lugar do jogo Dunlop 225/40 aro 18 do Mégane RS básico também dão uma mão. Por dentro, bancos tipo concha deixam claro que aquele é um ambiente esportivo.

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Era chegada a hora de levar o RS para brincar na curta reta, onde ele triscou os 200 km/h no final do quilômetro lançado, ainda distante dos 254 km/h de máxima. Segundo a Renault, até os 100 km/h são gastos apenas seis segundos. As marchas são curtas, e a caixa parece mais certeira que no Fluence. O limite de giros chegava cedo e um alerta visual no conta-giros e um bipe e sonoro dava a deixa para as passagens. A superioridade terrestre era do Mégane Cup. Contudo, um Tucano T27 da Esquadrilha da Fumaça dominava o espaço aéreo, entre loops e peripécias. Cada um no seu território de domínio, mas com o mesmo caráter acrobático. E com a missão compartilhada de serem armas de exibição.

Novo Logan na Argentina

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A Renault aproveitou o Salão de Buenos Aires para apresentar a nova geração do Logan. Sua primeira aparição em solo latino-americano mostra um carro ligeiramente diferente do modelo europeu, principalmente nos detalhes.

Em relação ao carro vendido pela Dacia, o Logan traz a dianteira com a nova identidade visual da Renault – incluindo novos faróis, nova grade e para-choque redesenhado. O interior também será diferente, com difusores de ar retangulares em vez de circulares como no modelo romeno.

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O novo Logan deve ser lançado na Argentina no começo de 2014. Apesar da nova carroceria, no Brasil as opções de motorização devem ser as mesmas 1.0 16V, 1.6 8V e 1.6 16V, todas flexíveis.

Conceito é prévia da próxima geração do Twingo e apresenta motor V6 de 316 cv

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A Renault revelou nesta sexta-feira, dia 24 de maio, o Twin’Run concept em Monte Carlo, às vésperas do Grande Prêmio de Mônaco da Fórmula 1. Conceito oferece uma prévia de como será a próxima geração do Renault Twingo.

O carro, de apenas dois lugares, é o irmão do conceito elétrico Twin’Z, apresentado em abril. Porém, enquanto o Twin’Z coloca ênfase nos atributos urbanos do futuro carro de rua Renault, o Twin’Run se destaca pelo dinamismo e mostra a inspiração dos clássicos esportivos da marca francesa, como o Renault 5 Turbo e o Clio V6.

Com velocidade máxima aproximada de 250 km/h, o conceito possui tração traseira e é alimentado por um propulsor V6 de 3.5 litros, emprestado do Mégane Trophy de corrida. Montado longitudinalmente na frente do eixo traseiro, o motor de 3.498 cc entrega 316 cavalos de potência a 6.800 rpm e apresenta um torque máximo de 38,71 mkgf a 4.850 rpm, fazendo de 0 a 100 km/h em 4.5 segundos, pesando apenas 950 kg.

Veja a galeria de fotos do Renault Twin’Run concept:

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Carro faz de 0 a 100 km/h em 4.5 segundos

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Motor foi emprestado do Mégane Trophy de corrida

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Seu torque máximo é de 38,71 mkgf a 4.850 rpm

 

Novo Sandero Stepway – Novos carros da Renault são confirmados para o Brasil

Novo Sandero Stepway deve ser vendido no Brasil com novo Logan até o fim de 2013
(foto: Ricardo Sant’Anna/Autoesporte)

Enquanto grande parte dos europeus voltam a atenção para a nova geração do Clio, os mercados emergentes crescem os olhos nas novidades da Dacia. A montadora romena do grupo Renault/Nissan apresentou na manhã desta quinta-feira (27) as novas gerações de Logan e Sandero. A grande novidade foi a estréia da versão Stepway do Sandero, com foco no visual aventureiro.

A Renault do Brasil não confirma, mas os modelos chegarão ao Brasil em 2013. Palavra do brasileiro mais badalado em Paris, o presidente do grupo Renault/Nissan. Rodeado por uma centena de jornalistas, Carlos Ghosn disse à Autoesporte que os modelos desembarcam no Brasil no ano que vem. “Eu acredito que eles chegam no final de 2013”, disse. Indagado sobre o atraso de gerações do Clio no Brasil, o executivo apenas sorriu e saiu andando.

Versão aventureira do hatch foi criada no Brasil e fez sucesso também na Europa
(foto: Ricardo Sant’Anna/Autoesporte)

Além de Carlos Ghosn, o presidente mundial da Dacia Carlos Tavares também confirmou a chegada dos novos Sandero e Logan ao Brasil. “Ainda é um pouco cedo para dizer quando, mas é obvio que eles chegarão ao Brasil”, disse em entrevista à Autoesporte. O executivo apontou que o modelo será fabricado primeiramente na Romênia e introduzido no mercado europeu. Fontes ligadas à Renault afirmam que a chegada será no segundo semestre de 2013, ou pouco mais de 6 meses após o lançamento na Europa.

“Ainda não está decidido quando exatamente chegará ao Brasil, é uma questão de estratégia do grupo no país, e adaptação na fábrica para produzir a nova geração”, afirma Tavares. Segundo ele, o sucesso dos modelos da Dacia no Brasil se devem ao preço competitivo e relação aos concorrentes, mas sobretudo à superiodade frente aos rivais. “A primeira razão do sucesso é a qualidade dos produtos Dacia. Há uma resposta muito boa por parte dos clientes”, finalizou.