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IPI prorrogado – A presidente Dilma Rousseff diz que governo vai deixar até o fim do ano a taxa do IPI reduzido

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (24) que o governo vai prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, que acabaria no dia 31 de outubro, até o final do ano. A declaração foi feita ao final de seu discurso no Salão Internacional do Autómóvel, no Anhembi, em São Paulo.

“Queria fazer um anúncio para vocês antes de encerrar: eu hoje vim aqui também anunciar que nós vamos prorrogar a redução do IPI até 31 de dezembro de 2012”, disse.

É a segunda vez que o governo prorroga a redução do benefício neste ano, que foi anunciada inicialmente em maio. Em agosto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a primeira prorrogação da redução do imposto, que, a princípio, venceria no dia 31 daquele mês.

Desde o início da redução do IPI para o setor, houve aumento significativo na venda de carros novos e redução dos estoques das montadoras. Em agosto, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou que as vendas de veículos tiveram o melhor mês da história da indústria automobilística. A marca recorde é de 420.101 unidades e representa aumento de 15,3% sobre julho e de 28,3% em relação a agosto do ano passado, com 327.360.

Um mês após o recorde, contudo, as vendas caíram 31,5% em setembro sobre agosto. O recuo aconteceu justamente porque, no mês anterior, houve uma “corrida” às concessionárias porque o prazo para o desconto no IPI terminaria no dia 31 daquele mês.

Redução do IPI

O corte do IPI depende da potência do motor e do local em que ele é produzido (se nacional ou importado). Para carros novos com motor de mil cilindradas (1.0) e fabricados no Brasil, que são os mais vendidos, a alíquota normal do imposto foi de 7% para 0%. Já para os importados com o mesmo tipo de motor, a alíquota foi de 37% para 30%.

Discurso da Dima

“Nossa indústria automobilística é sofisticada, representada por grandes empresas mundiais. Somos um mercado extremamente atraente”, disse a presidente no seu discurso no Salão do Automóvel.

A presidente também falou em seu discurso sobre o novo regime automotivo, o Inovar Auto, que vigorará entre 2013 e 2017, acrescentando que sentiu grande força por parte dos empreendedores em criar produtos que são atraentes para o mercado. O objetivo do regime é ter carros melhores, mais eficientes, modernos, com menos emissão de carbono e a preços mais baixos.

Redução do IPI carros – Procura por seminovos “completos” em revendas aumentou

O garçom Vagner Félix de Araújo, 32 anos, chegou a uma concessionária de Ribeirão Preto (SP) interessado em comprar um carro completo e espaçoso, mas sem gastar muito. Com a recente redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos, os preços dos seminovos também sofreram quedas: oportunidade ideal para esse perfil de consumidor.

Araújo se interessou por um Renault Scénic, modelo 2006, com ar condicionado, travas e vidros elétricos, direção hidráulica, bagageiro e bancos de couro. Tudo por R$ 20 mil, R$ 4 mil a menos que o valor de mercado. “Vai ficar bem mais barato pra mim. Se eu comprasse um desse novo pagaria o dobro”, disse o garçom de Batatais (SP), que tem renda mensal de R$ 2,5 mil e queria trocar seu Fiat Palio básico modelo 2004.

Ele exemplifica um comportamento comum nas concessionárias depois que o governo federal anunciou os descontos do IPI para veículos zero-quilômetro em 21 de maio. Com a queda de até 7% para automóveis novos, as lojas tiveram que se adaptar para garantir rotatividade do estoque de usados.

“Como reduziu o preço do zero-quilômetro, o seminovo despencou”, afirmou o gerente de vendas Luciano Henriques, que aplicou o mesmo percentual de desconto do IPI sobre os valores previstos na tabela Fipe para carros usados, logo após o anúncio da redução do imposto.

Com o desconto, um carro com vários itens de série como um Honda Civic 1.8, modelo 2008, com ar condicionado, freios ABS, bancos de couro e câmbio automático teve o valor reduzido de R$ 54 mil para R$ 48 mil, segundo Henriques.

A estratégia, segundo ele, deve garantir um aumento de 65% nas vendas de seminovos em junho se comparado a maio. “O cliente enxerga a oportunidade de comprar um carro mais completo por conta dessa redução”, afirmou, ainda que as taxas de juros mensais para os usados sejam mais altas – de até 1,79% – em relação aos novos – até 1%.

Procura tão acentuada que fez Araújo, citado no início da reportagem, perder o negócio. Foi só na hora de fechar com o vendedor que ficou sabendo: o carro escolhido tinha sido vendido minutos antes para outro cliente. “Não deu certo”, lamentou.

Tabelas de IPI dos carros(redução válida até 31 de agosto)

Redução no IPI dos carros – Momento é bom para comprar, e ruim para vender o veículo

O governo anunciou nesta semana a redução de impostos para carros, o que deixou bem feliz quem estava pensando em comprar um veículo 0KM. De fato, o momento ficou propício para as compras, não apenas por conta do corte de taxas. As empresas estão com muitos veículos em estoque e as vendas têm sido mais fracas, dizem especialistas. “Agora, o comprador pode conseguir um bom preço nos feirões e, assim, minimizar o impacto da prestação do financiamento em seu orçamento,” diz.

Mas antes de bater o martelo, é bom pesquisar, pois nem todas as concessionárias baixaram os preços. “É importante observar os preços e condições de financiamento, pois pode haver um período de tempo para ajuste,” diz Eduardo Coutinho, professor de finanças do Ibmec. Para Fernando Fleury, professor da Business School São Paulo (BSP), as melhores oportunidades podem aparecer daqui a 15 a 30 dias.

Além disso, algumas lojas podem ter mantido os preços anteriores, argumentando que antes da redução do IPI os carros estavam em promoção. Por isso, é importante pesquisar preços e taxas, inclusive em concessionárias de uma mesma montadora. “Mesmo na mesma bandeira há concorrência, então vale a pena ir de uma loja para outra, pois a diferença pode ser encontrada,” diz Nelson Beltrame, professor de Varejo na Fundação Instituto de Administração (FIA).

A redução dos preços dos veículos 1.000 cilindradas, em geral, deve acompanhar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que passou de 7% para zero nesta categoria. Mas ninguém deve comprar apenas por conta da redução dos impostos, dizem os especialistas, pois o carro é um bem caro, que compromete o orçamento. “É preciso ter consciência de que a partir do momento em que assumir o endividamento, a compra vai afetar seu futuro,” diz Nagami.

Anísio Castelo Branco, professor de finanças do Senac São Paulo e Presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), diz que o comprador é quem deve avaliar se tem ou não condições de tomar um financiamento de veículo, e não as empresas que concedem o empréstimo. “A forma que as financeiras avaliam o crédito não é adequada. Então a pessoa tem olhar detalhadamente seu orçamento doméstico para não se tornar inadimplente.

A redução do Imposto sobre IPI, comenta ele, foi uma forma de o governo melhorar a situação das montadoras, que não conseguiam vender seus veículos, principalmente os fabricados para as classes B e C. “Houve uma febre de financiamento de automóveis no Brasil, os bancos emprestaram muito dinheiro e sem muitas exigências. Mas a família brasileira não está preparada para este crédito, por não ter educação financeira. Mesmo com carros baratos, muitos não têm como assumir novas dividas, pois já estavam endividadas. Assim, as vendas caíram, e as montadoras pressionaram o governo,” explica Castelo Branco.

Para quem tiver certeza de que tem condições para pagar as prestações, o ideal é que tente dar a maior entrada e reduzir o número de parcelas para o menor possível. “Não existe um máximo, mas o melhor é conseguir o número de parcelas que deixa a compra isenta de juros. Pois quanto mais longo o prazo, mais se perde em juros. Muitos oferecem juro zero para 12 ou 24 vezes,” diz Nagami.

Para quem pode esperar, diz ele, há ainda a opção do consórcio. Outra opção é a compra do semi-novo, que na opinião de Beltrame, da FIA, é melhor do que o novo. “O semi-novo de dois meses de uso, por exemplo, é excelente, uma vez que tem pouca rodagem e está bom estado,” afirma.

Quer vender?

Para quem pretende vender o carro usado, o momento é bem ruim. Quando os preços dos novos caem, os usados também perdem valor rapidamente. No caso dos populares, que tiveram a maior redução do IPI, a tendência é de desvalorização ainda maior, comenta Otto Nagami, do Insper. “É justamente destes modelos que a indústria tem mais unidades em estoques e deve praticar as melhores taxas,” afirma.

Essa queda dos usados tem sido impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros, na avaliação de Fernando Fleury, da BSP. “O público comprador de usados teve aumento de renda e passou a se tornar potencial comprador de carro novo. Hoje, famílias que comprariam um carro de terceiros já acreditam ter a possibilidade de financiar o novo. Com isso, cai a demanda pelos usados, o que derruba os preços,” diz.

Na opinião dele, o Brasil caminha na direção de países desenvolvidos no mercado de usados. “Nos EUA e no Japão, por exemplo, o carro usado não tem mercado, de tão barato. O mercado aquecido é somente o dos novos. Não é agora, nem daqui a 10 anos, mas estamos indo nesta direção,” afirma.

Ficar segurando o carro antigo, entretanto, pode não ser a melhor saída. “É preciso avaliar a perda de valor do usado e nova condição de financiamento do novo. Se for um juro mais baixo, pode compensar,” diz Nagami.

Assim, pode ser melhor vender o usado com uma perda e usar o dinheiro para reduzir o valor do financiamento do veículo novo do que manter o carro na garagem na expectativa de que o IPI suba novamente. “Até porque pode acontecer de o governo prorrogar o prazo,” acrescenta Eduardo Coutinho, professor de Finanças do Ibmec. “Não acho que adiante esperar até agosto, pois existe um risco,” afirma.

Beltrame, da FIA, concorda. “Infelizmente quem for vender não é o melhor momento, mas não vejo melhoria no curto prazo, não há tendência de alta do preços,” diz.

Governo divulga ranking dos carros mais poluente fabricados em 2009

Confira a nova classificação de emissão de poluentes por estrelas.
De 402 modelos avaliados, dez tiveram nota máxima e dez, nota mínima.

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Dez modelos de carros de passeio fabricados em 2009 receberam nota máxima no ranking de emissões de poluentes, divulgado nesta terça-feira (1) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ibama.

Os carros com cinco estrelas são os que menos poluem, segundo a lista. Os veículos classificados com uma estrela são os mais poluentes, de acordo com o ministério.

No ranking 2009, que reúne 402 veículos de passeio, inclusive alguns importados, os dez modelos que receberam cinco estrelas, ou seja, são menos poluentes, são Fiat Idea, Palio, Siena, Stilo, Ford KA, GM Prisma Celta, Citröen C3, Volkswagen Fox e SpaceFox.

Os classificados como mais poluentes, com apenas uma estrela, são modelos a gasolina e com motores mais potentes, acima de 2 litros: Mitsubishi Outlander, Pajero e L200 Triton, Citroën Berlingo, C4, Xsara Picasso, Picasso, Peugeot 407 e Volkswagen Jetta e Jetta Variant.

A medição de poluentes da nova classificação leva em consideração os níveis de emissões dos gases poluentes – monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (NMHC) e óxidos de nitrogênio (NOX) – e dos gases relacionados ao efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

No critério adotado para classificar os veículos, 3 estrelas são relativas aos poluentes CO, NMHC e NOx, e 2 relativas ao CO2. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, os carros que utilizam álcool já ganham automaticamente uma estrela, porque o CO2 liberado é absorvido no processo de cultivo da cana.

De acordo com MMA, a nova forma de classificação dos veículos foi debatida entre o orgão, o Ibama, Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) e Petrobras. “O ranking atual obteve mais consenso que o primeiro e está mais claro para o consumidor”, afirma Minc.

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Em setembro, o governo anunciou pela primeira vez uma lista dos veículos mais poluidores baseada em modelos fabricados em 2008, que não atendiam os novos limites de emissões em vigor desde janeiro deste ano. A primeira versão também atribuiu notas numéricas, de 0 a 10, aos modelos.

Nos sites do órgão federal e do Ibama, além da nova classificação, é possível também comparar marca, modelo e ano de alguns carros. O consumidor poderá, ainda, ter acesso aos dados de desempenho de consumo por litro de combustível dos veículos, por um link, na página do Ibama, que remete ao Inmetro.

Várias marcas e modelos podem ser encontrados, porém, como o envio dos dados pelas montadores é voluntário, nem todos os veículos foram relacionados.

Novos limites em 2013

A partir de janeiro de 2013 carros a diesel, como utilitários esportivos e picapes, terão que sair das linhas de montagem poluindo, em média, 33% a menos. A regra para os carros novos de passeio e de passageiros, movidos a gasolina e álcool, começa a valer em janeiro de 2014.

A redução nas emissões do monóxido de carbono, no caso dos veículos que pesam até 1.700 kg, será de 35% (passará de 2 g/km para 1,3 g/km). Já os modelos mais pesados passarão de 2,7 g/km para 2 g/km, uma queda de 26%.

Os novos limites de emissões do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) foram aprovados em setembro deste ano pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Fonte: G1

Defeito de fábrica – Carros da Volkswagen estão com problemas nos motores 1.0: motores VHT utilizados desde abril 2008 – Gol, Voyage e Fox

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A Volkswagen divulgou nota com o intuito de esclarecer as falhas identificadas nos motores VHT, utilizados desde abril de 2008. Mas a história aparenta estar pela metade. De acordo com a empresa, os defeitos são ocasionados por uma deficiência na lubrificação interna.

Para melhorar o rendimento dos carros novos equipados com o propulsor VHT, a montadora diz ter solicitado ao fabricante dos lubrificantes que alterasse a especificação do óleo utilizado no primeiro abastecimento. Segundo a Volks, a ação do álcool combustível provocou a perda das propriedades de lubrificação do óleo. A nota informa que a empresa voltará a utilizar o lubrificante utilizado anteriormente.

A empresa divulgou que irá estender a garantia dos motores VHT 1.0 produzidos após abril de 2008 de três para quatro anos para compensar a falha identificada.

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A maioria das queixas recebidas pela VW são referentes a motores 1.0 do Gol. Os primeiros sintomas são barulhos anormais vindo da peça. Ao verificar o problema, tem-se notado a redução excessiva no nível de óleo e, como conseqüência, problemas em componentes periféricos.

De acordo com a Volks, a estimativa de falhas é de uma para cada mil blocos VHT 1.0 fabricados. Os proprietários que notarem irregularidades de funcionamento devem procurar os concessionários da marca para verificação. Não há custo para o reparo.

Fonte ZAP