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Qualidade da gasolina no Brasil – Nova resolução da ANP promete melhorar para atender novos motores e desempenho

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última quinta-feira (16), nova resolução que visa a elevar a qualidade da gasolina vendida no Brasil.

A nova deliberação é focada principalmente na fixação de faixa de valores de massa específica da gasolina, o que resultaria em um menor consumo e maior rendimento do produto.

O documento ainda versa sobre os parâmetros de destilação do combustível, que afetam questões como dirigibilidade, desempenho e aquecimento do motor.

O último ponto abordado é a fixação de limites para a octanagem RON.

Isso porque existem dois parâmetros de octanagem, MON e RON. Anteriormente o Brasil só especificava a octanagem MON e o chamado índice de octanagem (IAD), que é a média entre MON e RON.

Agora, de acordo com a ANP, a limitação se faz necessária para atender às novas tecnologias de motores e resultará num melhor desempenho dos novos veículos.

A nova resolução passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União e substitui a Resolução ANP nº 40, de 2013.

Sete parceiras das principais montadoras que abusam da tecnologia para melhorar a qualidade do áudio

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Carros de luxo possuem muitos atrativos que os diferenciam de modelos populares de massa. Um deles é o sistema de áudio, que precisa seguir o alto padrão dos demais itens do veículo, oferecendo qualidade cristalina de som sem agredir os ouvidos dos ocupantes. Por isso, montadoras como Ferrari, Lamborghini, Porsche e Bentley costumam ter parcerias com empresas especializadas em áudio em vez de fazer seus próprios dispositivos. Abaixo, você vê uma lista das mais conhecidas e renomadas da atualidade.

Harman International

A marca é muito tradicional. Começou produzindo simples rádios FM, mas foi aos poucos aperfeiçoando seu portfólio até chegar a sistemas bastante complexos, como o que equipa a Ferrari 488 GTB Spider, por exemplo, criado em parceria com a JBL.

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O equipamento traz 12 alto-falantes com uma potência total de 1.280 watt, amplificador de alta performance, QuantumLogic Surround (tecnologia que introduz novos algoritmos nas faixas de músicas para garantir o máximo possível de qualidade) e Auravox Tuning, permitindo máxima imersão dos ocupantes no som ambiente.

Bowers & Wilkins

Conhecida não apenas pelos produtos relacionados a carros, mas também por aparelhos de som de uso doméstico e fones de ouvido, a empresa já teve várias grandes montadoras como parceiras, como a Maserati. No entanto, o projeto que mais chamou atenção recentemente foi aquele envolvendo a nova geração do BMW Série 7.

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Isso porque três tweeters utilizados no sistema de som do carro tinham diamantes! De acordo com a Bowers & Wilkins, a pedra preciosa é o material ideal para oferecer leveza e rigidez, entregando o som mais cristalino possível. O restante do conjunto é composto por 16 alto-falantes, quatro tweeters de alumínio, dois subwoofers e um amplificador de dez canais.

Bang and Olufsen

A quase centenária companhia dinamarquesa é uma das queridinhas do trio de grandes montadoras alemãs. Mas, apesar de ter tido produtos inseridos em modelos de topo da BMW e da linha AMG da Mercedes-Benz, é inegável que a menina dos olhos da empresa é a Audi, com quem mantém uma parceria mais extensa.

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Alguns dos novos modelos da montadora, como A4 e Q7, já têm sido lançados com o sistema 3D Advanced Sound, que entrega 1.900 watt por meio de 23 alto-falantes. Além da potência por si só, o sistema traz a interessante função Vehicle Noise Compensation, que ajusta o volume de acordo com o nível de ruído interno e externo, permitindo que os ocupantes não percam qualidade do áudio.

Mark Levinson

Desde 1990, a empresa criada em 1972 faz parte da Harman International, mas isso não fez com que ela deixasse de ter vida própria. O braço automotivo da Mark Levinson tem um longo histórico de relacionamento comercial com a Lexus, marca de luxo da Toyota, criando sistemas de áudio opcionais de alto padrão para seus carros desde 2001.

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Assim, a tecnologia conhecida primeiramente nos aparelhos domésticos e profissionais passou a agregar valor em modelos como o novo RX. Nele, o sistema de áudio opcional traz 15 alto-falantes, potência de 835 watts e funções como o Automatic Sound Levelizer (ASL), que impede distorções, e a Clari-fi Music Restoration, para “limpar” as imperfeições das faixas musicais.

Burmester

Falou em Burmester, falou em alto padrão. Além de uma grande linha de produtos para uso que externo ao ambiente automotivo, a empresa é conhecida por suas parcerias com marcas de grande renome no universo automotivo, incluindo Mercedes-Benz e Bugatti. Apesar disso, os laços mais firmes existem com a Porsche, chegando a cinco modelos da marca.

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Tomando como exemplo o sistema de áudio do cupê de quatro portas Panamera, são 16 alto-falantes oferecendo mais de 1.000 watts de potência. Segundo a Burmester, a disposição de cada um desses dispositivos foi coordenada de modo a entregar os melhores níveis de graves, com sons naturais mesmo nos volumes mais altos.

Naim

A Bentley produz alguns dos carros mais luxuosos (e caros) do mundo e, como parte do recheio, era necessário que houvesse um sistema de áudio de topo. Por isso, desde 2008, a montadora britânica tem uma parceria com a Naim, empresa com mais 40 anos de mercado e que fez um dispositivo automotivo que, à época, foi considerado o melhor do mundo.

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O Naim for Bentley utilizado no Mulsanne Executive, apresentado em 2012, tem nada menos do que 20 alto-falantes dispostos de modo a oferecer 2.220 watts. Segundo a empresa de som, a experiência para os ocupantes é equivalente à de um concerto assistido ao vivo num espaço com acústica preparada para esse tipo de espetáculo.

 

Desafio dos sedãs médios de entrada dá ao estreante Jetta Trendline 2.0 a chance de medir forças com os consagrados Corolla GLi 1.8 e Cruze LT 1.8

foto-imagem-sedasO calor do lançamento passou, o pacote de equipamentos é insosso para quem busca conectividade
máxima e a mecânica está longe de ser o que há de mais moderno na indústria. Mas o preço na casa dos R$ 70 000 tem efeito hipnótico sobre quem não pode ou não quer gastar muito. E foi por isso que o anúncio do Jetta na versão 2.0 Trendline (R$ 69 990) serviu de inspiração para o comparativo. A pergunta que queríamos responder: “Esses sedãs baratos valem a pena?”. Para fazer companhia ao VW, convidamos os três modelos mais vendidos em 2014. De cara, só o Corolla GLi 1.8 (também R$ 69 990) confirmou presença. O Civic LXS 1.8 (R$ 73 900) ficou de fora, pois a Honda alegou não ter o carro em sua frota de imprensa. Explicou ainda que a versão tem participação mínima no mix de vendas: apenas 4%. Na GM, o Cruze LT (R$ 78 090) também não figura na frota de imprensa, mas conseguimos uma unidade cedida para fotos pela concessionária paulistana Anhembi. Estes sedãs querem chamar sua atenção mostrando que se desprenderam dos luxos excessivos. Mais do que elegância, um gesto que denota uma questão de etiqueta – de preço.3º VW Jetta Trendline 2.0 8V
A nova versão de entrada tem motor e câmbio obsoletos. O seguro (R$ 5 662) é o mais caro, assim como a cesta de revisões até 60 000 km (R$ 3 887)Apesar de não fazer frente ao todo- poderoso Corolla, o Jetta se defende bem diante do Cruze. Para quem gosta de um carro mais firme, obediente aos comandos rápidos do volante e capaz de contornar curvas longas com extrema competência, o Jetta é a melhor indicação. O problema é a obsolescência do motor e do câmbio, capaz de dar ao sedã um fôlego dissonante da ótima suspensão (com multilink na traseira). De concepção antiga, o 2.0 8V rende somente 120/116 cv. Ou seja, é um motor maior que o dos rivais (Corolla e Cruze são 1.8), mas com potência muito menor: respectivamente, 144/139 cv e 144/140 cv.

No que diz respeito aos números, o Jetta parece pertencer a outra categoria. Com 13,3 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h, é bem mais lento que o Cruze (11,7 segundos) e o Corolla (10,1). O VW também saiu de nossa pista de testes com os piores resultados nas provas de retomada de velocidade e consumo de combustível em ambiente rodoviário. Só conseguiu ser melhor (que o Cruze) no consumo urbano (10,4 ante 10 km/l) – mas ambos são piores que o Corolla, com 11 km/l. Na medição de ruído interno, equilíbrio. Apenas o Corolla se destacou positivamente, ao se apresentar muito silencioso na avaliação com o câmbio em Neutro.

Entre os equipamentos do Jetta, destaque para os sensores de estacionamento na dianteira e na traseira. A cabine é espaçosa como a dos concorrentes, mas o porta-malas é, disparado, o melhor: é fácil de acessar, as alças não invadem demais a zona das bagagens, o acabamento permite melhor aproveitamento do espaço e o volume é de excelentes 510 litros.

2º Chevrolet Cruze LT 1.8 16V
Rico em opcionais, tem preço de tabela alto (R$ 78 090). O valor de seguro está dentro do esperado (R$ 2 710), mas as revisões não são baratas (R$ 3 728)

Como o Jetta, o Chevrolet Cruze acabou de passar por uma suave reestilização. Com ela, o modelo 2015 ganhou dianteira com grade bipartida com novos contornos e porção inferior do parachoque redesenhada para abrigar os leds da iluminação diurna, destaque mais perceptível da nova linha.

A versão LT automática tenta justificar o preço mais salgado do comparativo (R$ 78 090) com um rico
pacote de equipamentos. Só o Cruze tem os importantes controles de tração e estabilidade. Arcondicionado com ajuste automático de temperatura, retrovisor interno com escurecimento automático e sensor de chuva são outras amenidades exclusivas. É um pacote de respeito – e uma das maiores virtudes do carro.

O painel é o único com desenho sinuoso, com a porção central projetada. Mais do que um recurso de estilo, o formato interfere na habitabilidade, proporcionando aos ocupantes da frente a sensação de espaços definidos para cada um – o efeito duplo cockpit, como os designers da marca costumam falar. Na prática, dão ao Cruze uma ótima posição de dirigir.

Quanto à mecânica, tem motor com a mesma cilindrada do Corolla (1.8) e câmbio com igual número
de marchas do Jetta (seis). Na pista, também ficou na zona intermediária, com resultados abaixo do Toyota e acima do VW (veja quadro na pág. 70). Fora do asfalto liso da pista de testes, o Cruze se mostra um pouco mais sensível às ruas esburacadas da vida real. Nesse tipo de ambiente, reclama mais ainda quem viaja atrás.

O porta-malas com 450 litros leva o equivalente a uma mala grande (60 litros) a menos que o do Jetta.

1º Toyota Corolla GLi 1.8 16V
Barato de ter e de manter, sedã anda bem e tem os menores custos de seguro (R$ 2 468) e revisões até 60 000 km (R$ 2 456). Mas poderia ser mais equipado

Os rivais surgem e se reinventam de olho no segmento em que o Corolla é rei, mas o radar ainda não detecta ninguém com atributos suficientes para tirar dele o trono dos sedãs médios de entrada. Aqui, como no ranking de vendas, ele reforça sua supremacia. Sua principal arma é o custo-benefício. Custa o mesmo que o Jetta e bem menos que o Cruze – e anda melhor que os dois.

Verdade que o Toyota é um sedã espartano: a versão considerada para o comparativo é a GLi com bancos de tecido. A com couro, como a que foi cedida para fotos, sai por R$ 75 600 e acrescenta ainda banco traseiro bipartido e com apoio de braço rebatível, som com entradas USB e comandos
no volante e rodas de liga leve.

No campo da segurança, o representante da Toyota tem seus altos e baixos. Sai de série com airbags frontais, laterais e de joelho (para o motorista), mas não oferece controles de estabilidade e tração nem na versão topo de linha Altis, de R$ 99 990.

Ao volante, o Corolla supera a concorrência com folga. Seu motor 1.8 surpreendeu até mesmo a nós, que estamos acostumados ao nosso Corolla XEi 2.0 da frota de Longa Duração. Na pista, o 1.8 mostrou desempenho e consumo muito próximos dos do 2.0. Chegou, curiosamente, a realizar a prova de 0 a 100 km/h com tempo médio ligeiramente melhor: 10,1 segundos, ante 10,3. Todos os números se referem a unidades cedidas para teste pela fábrica e avaliadas com 100% de gasolina.

Com piso plano à frente da posição central do banco traseiro – uma boa sacada copiada do arquirrival Civic -, o Corolla é a melhor opção para quem sempre viaja com a família.


AVALIAÇÃO DO EDITOR

 

MOTOR E CÂMBIO
Os motores de Corolla e Cruze não são a última palavra em tecnologia automotiva. Por exemplo, não têm a injeção direta de combustível do Focus 2.0 nem turbo. Ainda assim, estão anos-luz à frente do ultrapassado 2.0 8V do Jetta.

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DIRIGIBILIDADE
O Jetta carece mesmo de um powertrain (conjunto de motor e câmbio) que não faça o motorista passar raiva nas ultrapassagens e acelerações. Mas, para quem aprecia uma tocada esportiva, a suspensão é a mais bem-calibrada.

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SEGURANÇA
Controles de estabilidade e tração são exclusividades do Cruze. No Corolla, a exclusividade fica por conta do airbag para o joelho do motorista. O Jetta, assim como o Cruze, oferece bolsas infláveis frontais e laterais.

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SEU BOLSO
Os custos pós-compra do Corolla são imbatíveis. Por R$ 2 468, suas revisões até 60 000 km são 34% mais baratas do que as do Cruze (R$ 3 728) e 37% do que as do Jetta (R$ 3 887). O seguro de um Jetta assusta: R$ 5 662, quase 130% mais que o
do Corolla, por R$ 2 468.

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CONTEÚDO
Eis o único ponto em que o Corolla perde. Para não ultrapassar a barreira dos R$ 70 000, a Toyota apertou o cinto pra valer: é até estranho ver um Corolla com rodas de aço e calotas e banco traseiro com encosto inteiriço por dentro. O Jetta tem rádio e sensor de estacionamento dianteiro e traseiro.

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VIDA A BORDO
Cada um tem seus destaques positivos. O piso plano traseiro do Corolla premia a família com muito espaço, o ar-condicionado automático do Cruze evita o liga e desliga manual do compressor e o ótimo acesso aos comandos e ajustes do Jetta garantem uma viagem confortável ao motorista.

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QUALIDADE
A qualidade de montagem de carroceria e elementos da cabine é equivalente nos três modelos. Jetta e Corolla têm discreta vantagem sobre o Cruze na seleção dos materiais, com aparência e toque que denotam um pouco mais de refinamento. No entanto, a pintura do Chevrolet é a mais livre de imperfeições.

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VEREDICTO

O consumidor de sedã médio costuma ser mais racional que os demais. Confortável, espaçoso, confiável e com bom desempenho, o Corolla está no topo do segmento por entender melhor as expectativas e as possibilidades de seu público. A rede competente e com preços justos é outro ponto forte.

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