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Versão aventureira tem preço próximo de concorrentes mais potentes como o Fiat Argo Trekking

Faltava pouco para o Ka cobrir 100% da sua faixa de mercado, apenas um câmbio automático e a versão Freestyle. Os aventureiros representam uma boa parcela das vendas e nenhum fabricante quer abrir mão dessa forcinha. Se o Freestyle 1.5 (confira o teste) responde por 10% do total, o novo motor 1.0 vai encorpar esse número para tentar tirar a vice-liderança do HB20 entre os hatches compactos. As entregas começam em junho.

O Ka aventureiro parte de R$ 56.690 (o 1.5 manual parte de R$ 64.090), próximo dos R$ 58.990 pedidos pelo Fiat Argo Trekking 1.3. A despeito de o Ford ter motor menor, a diferença talvez seja justificada pelo fato de o Freestyle 1.0 oferecer controle de estabilidade e de tração com hill holder (segura o freio automaticamente em subidas e descidas), itens de segurança não presentes no rival.

O Ka Freestyle 1.0 segue as alterações feitas no modelo 1.5: suspensão elevada e controle de estabilidade com função anticapotagem em razão do centro de gravidade alto — acentuado pela possibilidade de levar até 50 kg no rack do teto.

Os pneus Pirelli Cinturato P1 185/60 R15 foram mantidos e prejudicam um pouco a agilidade — são necessários 14,7 segundos no zero a 100 km/h —, mas compensam na boa estabilidade.

O grande senão é que o Argo Trekking tem motor bem mais forte. O Fiat conta com o conhecido 1.3 Firefly, um quatro cilindros de 109/101 cv e 14,2/13,7 kgfm de torque a 3.500 rpm. Bem mais que os 85/80 cv e 10,7/10,2 kgfm de torque do Ka.

Na pista, o rival da marca italiana foi de zero a 100 km/h en 12,2 segundos. Além de cumprir a mesma meta em 2,5 s a menos, o concorrente ainda agrada nas retomadas. Foram 10,8 s para recuperar de 60 a 100 km/h, prova que exige 14,3 s do Ka Freestyle.

Do Ka Freestyle 1.5 também vem o conjunto de freios mais forte, com discos maiores na dianteira. O resultado de frenagem na pista agradou: foram apenas 25 metros para estancar vindo a 80 km/h, contra 25,6 m do modelo mais potente – a diferença de peso entre eles é mínima (cinco quilos).

O consumo médio de 9,9 km/l (etanol) poderia ser um pouco melhor. São 8,5 km/l na cidade e 11,3 km/l na estrada, números que não chegam a encantar entre os 1.0 aspirados.

Nem sempre as versões aventureiras conseguem manter o bom equilíbrio dinâmico das convencionais. Porém, a Ford fez um bom trabalho. A despeito de ter 18,8 centímetros de altura (só 1,2 cm a menos que o EcoSport), o pessoal da engenharia aplicou algumas mudanças para compensar isso. À frente, a barra estabilizadora é 2,3 cm mais espessa e o eixo de torção traseiro é 30% mais rígido. Até as bitolas (distância entre as rodas) ficaram três centímetros mais largas.

Resultado: o Ka continua a ser bom de dirigir. O objetivo de superar as trilhas urbanas foi atingido: os amortecedores dianteiros com stop hidráulico (que impede batidas secas da suspensão) ajudam a encarar lombadas, buracos e valetas com destreza. O para-choque escapa ileso ao passar pelas mesmas provações. O único senão é o ruído advindo do tampão do porta-malas, que fica apenas encaixado — sem pinos de fixação.

O desempenho no dia a dia é decente. O bom torque do 1.0 permite engatar uma terceira em situações que alguns 1.0 pediriam uma redução para a segunda marcha. Falando nela, a caixa MX65 da Getrag substituí com louvor a antiga transmissão. Os engates são curtinhos e contam com sincronização dupla na primeira, segunda e terceira, uma suavidade que facilita as trocas e, de quebra, evita aquelas vergonhosas arranhadas.

Na hora de se atirar nas curvas da vida, o Ford também segura a inclinação da carroceria. A direção é bem calibrada: as manobras são levinhas e a tocada em alta é precisa. O volante deve ajuste de profundidade (há apenas de altura), mas tem pega bem definida para as mãos e comando para som.

Por sua vez, o espaço é bom para até quatro adultos. O teto em arco ajuda a acomodar as cabeças com alguma folga e permite uma posição elevada para os ocupantes, uma maneira de compensar um pouco o entre-eixos de apenas 2,49 metros.

Ademais, o Ka Freestyle 1.0 repete os pontos positivos do mais forte como a central Sync 3 de 6,5 polegadas. Embora não seja tão grande quanto a utilizada pelo EcoSport, a telinha é um diferencial em termos de design e intuitividade, além de ser compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

O acabamento também tem a mesma tonalidade marrom, sem superfícies macias ao toque. Mas o que dá o arremate “premium” é o conjunto de bancos com revestimento misto de tecido e uma imitação de couro. Falando em itens de série, há também ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, volante e banco do motorista ajustáveis em altura e sensor de estacionamento traseiro (com indicação gráfica).

Mas a nova versão também replica o que há de negativo, caso do porta-malas pequeno (216 litros) e sem botão de abertura externo ou interno, o que pode ser feito apenas pela chave — ainda bem que há banco bipartido. Afora isso, pena que o modelo não tem os airbags laterais e do tipo cortina presentes no Ka Freestyle 1.5, isso ajudaria o Freestyle 1.0 a se afastar mais do Argo Trekking 1.3, que não conta também com os airbags, contudo tem espaço maior e pneus mistos.

Teste

Aceleração
0 – 100 km/h: 14,7 s
0 – 400 m: 19,6 s
0 – 1.000 m: 36,0 s
Vel. a 1.000 m: 145,2 km/h
Vel. real a 100 km/h: 98 km/h

Retomada
40 – 80 km/h (3ª): 9 s
60 – 100 km/h (4ª): 14,3 s
80 – 120 km/h (5ª): 23,6 s

Frenagem
100 – 0 km/h: 39,7 m
80 – 0 km/h: 25 m
60 – 0 km/h: 23,6 m

Consumo
Urbano: 8,5 km/l
Rodoviário: 11,3 km/l
Média: 9,9 km/l
Aut. em estrada: 583,1 km

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 3 cil. em linha, 1.0, 12V, comando duplo, injeção multiponto, flex

Potência
85/80 cv a 6.500 rpm

Torque
10,7/10,2 kgfm a 4.500/3.500 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)

Pneus
185/60 R15

Dimensões
Compr.: 3,95 m
Largura: 1,91 m (1,69 m sem espelhos)
Altura: 1,56 m
Entre-eixos: 2,49 m

Tanque
51,6 litros

Porta-malas
216 litros (Autoesporte)

Peso
1.081 kg

Central multimídia
6,5 pol., sensível ao toque; Android Auto e CarPlay

Garantia
3 anos

Público com deficiência pode comprar carro com desconto direto da montadora

Agora, o compacto Fiat Mobi é mais um modelo a ser fabricado em versão específica para atender às regras de isenções de impostos para pessoas com deficiência (PCD). Ela é baseada na configuração 1.0 Drive GSR, ou seja, com câmbio automatizado. O valor cobrado pela versão PCD é de R$ 35.990.

A versão tradicional do Mobi 1.0 Drive GSR (sem o desconto para o público PCD) é tabelada em R$ 47.590. Ou seja: o valor da configuração especial é 24% menor do que o de tabela. Esse preço também é 7% abaixo do que seria se essa versão contasse apenas com a isenção de impostos direcionada a este público por lei.

O Mobi foi o primeiro da Fiat brasileira a trazer a combinação de motor 1.0 flex e câmbio automatizado. Ele é equipado com travas, vidros e direção elétricos, volante com regulagem de altura, volante com regulagem de altura e alelas  para trocas de marcha manuais e quadro de instrumentos com tela central de TFT. O motor gera 77 cv e 10,9 kgfm de torque, enquanto o câmbio automatizado tem cinco velocidades.

Confira todas as versões e preços do Fiat Mobi

Fiat Mobi 1.0 Easy: R$ 32.990

Fiat Mobi 1.0 Drive GSR automatizado PCD: R$ 35.990

Fiat Mobi 1.0 Comfort: R$ 36.990

Fiat Mobi 1.0 Like: R$ 40.590

Fiat Mobi 1.0 Way: R$ 41.990

Fiat Mobi 1.0 Drive: R$ 44.990

Fiat Mobi 1.0 Drive GSR automatizado: R$ 47.590

Confira nossa avaliação da inédita versão EQ Boost, além de saber tudo que muda na linha 2019 do Mercedes Classe C

Na linha 2019, o Mercedes Classe C ganhou varias tecnologias. A que mais chama atenção é a do sistema quase híbrido da versão EQ Boost. Mas, faltam alguns recursos semi-autônomos pelo preço do carro.

Dê play no vídeo para saber tudo o que mudou, como o sistema do EQ Boost funciona e o que falta para o Classe C ser mais tecnológico.

Versões e preços:

C180 Avantgarde: R$ 187.900
C180 Exclusive: R$ 188.900
C200 EQ Boost: R$ 228.900 (Versão do vídeo)
C300 Sport: R$ 259.900

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 1.5, 16V, comando duplo, turbo, injeção direta de gasolina
Potência: 197 cv entre 5.800 e 6.100 rpm
Torque: 44,8 kgfm entre 3 mil rpm e 4mil rpm
Câmbio: Automático de 9 marchas, tração traseira
Direção: elétrica
Suspensão: Independente, braços sobrepostos (dianteira) e multilink (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e sólidos (traseira)
Pneus: 225/45 R17

Dimensões:
Comprimento: 4,68 m
Largura: 1,81 m
Altura: 1,44 m
Entre-eixos: 2,84 m

Tanque: 41 litros
Porta-malas: 435 litros (fabricante)
Peso: 1.430 kg
Central multimídia: 10,2 polegadas, não sensível ao toque
Garantia: 2 anos
Cesta de peças: N/D

Revisões:
10 mil km: R$ 1.150
20 mil km: R$ 2.100
30 mil km: R$ 1.150

Picape compacta da Volkswagen agora tem preços entre R$ 49.440 a R$ 82.180

As concessionárias da Volkswagen já estão vendendo a linha 2019 da Saveiro. Com a atualização de ano/modelo, os preços da picape compacta ficaram um pouco maiores, aumentando até R$ 1.620. Além disso, a gama de versões ficou mais enxuta e agora conta com seis configurações.

A versão de entrada da Saveiro, a Robust de cabine simples, motor 1.6 com 104 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas, aumentou R$ 1.050, passando de R$48.390 para R$ 49.440. Tanto ela quanto a opção com cabine dupla receberam calotas com novo design. O modelo 2019 da Saveiro Trendline ganhou o mesmo “mimo”, além do novo valor de R$ 61.190, R$1.300 a mais do que antes.

Já a Saveiro Pepper, com cabide dupla, motor 1.6 de 104 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas, teve o maior aumento. Se antes o modelo saia por R$ 73.290, agora passou a custar R$ 74.920. Tanto ela quanto a opção com cabine estendida (agora valendo R$ 71.610) não receberam atualizações.

A última mudança ficou por conta do modelo topo de linha da gama. A Saveiro Cross 2019 agora pode ser equipada com revestimento dos bancos em Native na cor marrom. Com um aumento de R$ 1.490, a picape passou de R$ 80.690 para R$ 82.180.

Todos os preços da Volkswagen Saveiro:

Saveiro Robust Cabine Simples 1.6 – R$ 49.440 (+ R$ 1.050)

Saveiro Trendline Cabine Simples 1.6 – R$ 61.190 (+ R$ 1.300)

Saveiro Robust Cabine Dupla 1.6 – R$ 61.780 ( + 1.330)

Saveiro Pepper Cabine Estendida 1.6 – R$ 71.610 (+ R$ 1620)

Saveiro Peppers Cabine Dupla 1.6 – R$ 74.920 (+ 1.630)

Saveiro Cross Cabine Dupla 1.6 – R$ 82.180 (+ R$ 1.490)

Linha mais enxuta

A gama de versões da Volkswagen Saveiro ficou mais enxuta em 2019. Com a atualização, o modelo perdeu três configurações: a Saveiro Trendline com cabine dupla e motor 1.6, Saveiro Highline com cabine dupla  a Saveiro Cross com cabine estendida.

Fiat Toro chega à linha 2019 com várias mudanças na linha

A Fiat ainda não fez o anúncio oficial, mas em seu site já consta várias mudanças na linha 2019 da Toro. Sim,já estamos em 2019, minha gente! A picape encareceu, perdeu as opções com câmbio manual e ganhou uma nova versão de entrada: a Endurance, sugerida por R$ 90.990.

Equipada com motor 1.8 flex e câmbio automático de seis marchas, a Toro Endurance oferece controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa (hill holder), sistema start-stop (desligamento/acionamento automático do motor), direção elétrica, ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros e traseiros com um toque (antiesmagamento apenas do lado motorista) controlador de velocidade, quadro de instrumentos digital com tela de 3,5 polegadas, revestimento de caçamba e rodas de aço estampado de 16 polegadas.

Já a gama da versão Freedom ficou mais enxuta. A Fiat tirou de linha o câmbio manual e o motor 2.4 flex de 186 cv. Mudanças que também mexeram no preço da picape, que ficou até R$ 11 mil mais cara. Com motor 1.8 flex e caixa automática de seis marchas, ela custa R$ 102.990, mas sobe para R$ 131.590 com o motor 2.0 16V diesel de 170 cv e câmbio automático de nove marchas.  O pacote de equipamentos inclui o sistema multimídia Uconnect Touch, com tela sensível ao toque de 5 polegadas, sistema de navegação, conectividade Bluetooth, comandos de voz, rádio e audio streaming. Há também ar-condicionado digital duas zonas, câmera de ré, retrovisores externos elétricos com memória e rebatimento, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, volante multifuncional e alavancas de seleção das marchas tipo borboleta, além das rodas de liga leve de 16 polegadas.

Na versão diesel, que tem uma diferença de R$ 28.600, a picape ainda ganha assistente de descida,  tração 4×4 com seletor e rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus de uso misto.

Se por um lado a versão Freedom deixou de ser oferecida com motor 2.4 flex, por outro, a Volcano ganhou essa nova opção de motorização – combinada à transmissão automática de nove marchas. Sugerida por R$ 115.690, ela oferece capota marítma, retrovisor eletrocrômico, sensores de chuva e crepuscular, faróis com DRL, quadro de instrumentos com display de 7 polegadas colorido e partida remota.

Já a opção topo de linha Toro Volcano com o motor 2.0 diesel ficou R$ 8.600 mais cara e agora parte de R$ 142.990.

Confira os preços da Fiat Toro abaixo:

Fiat Toro Endurance 1.8 flex AT6 – R$ 90.990
Fiat Toro Freedom 1.8 flex AT6 – 102.990 (aumento de R$ 11 mil)
Fiat Toro Freedom 2.0 diesel AT9 4×4  – R$ 131.590 (aumento de R$ 9.000)
Fiat Toro Blackjack 2.4 flex AT9 – R$ 117.490 (aumento de R$ 2.200)
Fiat Volcano 2.4 flex AT9 – R$ 115.690
Fiat Toro Volcano 2.0 diesel 4×4 –  R$ 142.990 (aumento de R$ 6.800)

Picape ganha visual mais distante da linha Gol e chega às lojas em abril

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Quando a Volkswagen disse que a picape Saveiro se distanciaria do Gol, foi difícil de acreditar, mas a surpresa foi positiva ao ver o novo conjunto dianteiro mais agressivo e robusto – com inspirações claras na picape média Amarok. Oferecida em sete configurações, a novidade tem preços entre R$ 43.530 e R$ 69.250.

A verdade é que a vida nunca foi fácil para o modelo, já que a Fiat Strada praticamente dominou a liderança entre os comerciais leves nos últimos anos. Mas desde a chegada das novas Duster Oroch e Fiat Toro, foi preciso repensar o posicionamento da picapinha no mercado – apesar da marca negar qualquer intenção de brigar com as “médias-compactas”.

“Finalmente, temos uma Saveiro com identidade própria. Ela está mais robusta e com uma versão mais voltada ao trabalho [Robust]. Estamos certos de que vamos superar as expectativas dos nossos clientes”, disse Jorge Portugal, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen do Brasil.

Parece que a Saveiro tomou fermento para crescer? Acredite, não é apenas impressão. A dianteira ficou mais alta e agora o capô está menos inclinado do que nas versões anteriores, enquanto a suspensão elevada da configuração topo de linha Cross foi adotada por toda a gama, o que aumentou em 2 cm a distância em relação ao solo. Na configuração com cabine simples, a caçamba comporta 924 litros, com cabine estendida, leva até 734 litros, enquanto a Saveiro cabine dupla é capaz de transportar até 580 litros na compartimento de carga.

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A lista de equipamentos ficou mais recheada em todas as configurações (confira mais no fim da página), mas sob o capô não há nenhuma novidade: seguem em linha os motores 1.6 8V de 104 cv e 15,6 kgfm e 1.6 16V de 120 cv de potência e 16,8 kgfm de torque – a transmissão é manual de cinco marchas em ambos os casos, mas o propulsor mais potente é oferecido apenas na versão topo de linha Cross.

Confira os preços de toda a linha

Volkswagen Saveiro Robust 1.6 8V Cabine Simples – R$ 43.530
Volkswagen Saveiro Trendline 1.6 8V Cabine Simples – R$ 47.970
Volkswagen Saveiro Trendline 1.6 8V Cabine Extendida – R$ 52.730
Volkswagen Saveiro Trendline 1.6 8V Cabine Dupla – R$ 52.270
Volkswagen Saveiro Highline 1.6 8V Cabine Dupla – R$ 63.070
Volkswagen Saveiro Cross Cabine 1.6 16V Extendida – R$ 66.110
Volkswagen Saveiro Cross 1.6 16V Cabine Dupla – R$ 69.250

Visual

Os novos faróis, bem maiores do que aqueles empregados no Gol e no Voyage reestilizados, chamam a atenção. Com dupla parábola, o conjunto ficou mais refinado e agora está integrado com a grade, que traz frisos cromados nas versões mais caras Highline e Cross. As lanternas também estão mais modernas e agora têm iluminação com efeito 3D, mas o formato da peça é o mesmo de antes.

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Por dentro, as novidades são as mesmas do restante da família Gol. Ou quase, já que apenas as versões mais caras da picape receberam o painel de linhas mais modernas, enquanto a inédita opção de entrada Robust traz na cabine o mesmo visual de antes – com exceção do volante, que agora tem desenho inspirado na peça utilizada pelo Golf, porém, simplificado.

Por que o valor dos carros só sobe mesmo com as vendas em queda?

alx_automoveis-concessionaria-loja-20110823-0180-original_originalO cenário de faroeste toma conta da maior parte das concessionárias. Recepcionistas olham o Facebook, grilos estridulam, alguns vendedores andam em círculos enquanto outros conversam entre si. O tempo demora a passar e o medo do desemprego ecoa num silêncio angustiante, que só é quebrado quando raros compradores surgem à porta. Na maior parte das vezes, não fazem negócio. “É um ano de tristeza e falta de perspectiva”, lamenta Odorico Damião, gerente comercial de uma concessionária Ford, a Avenida Francisco Morato, na zona sul de São Paulo.

Este cenário ilustra os números negativos que vêm sendo divulgados desde o ano passado sobre o setor automotivo. Caem a demanda, as vendas e a produção. Mas, curiosamente, não os preços. Enquanto as vendas recuaram 20% e a produção caiu 19% no acumulado do ano, os preços subiram 8%, em média, segundo a consultoria Jato Dynamics.

O economista Rodrigo Baggi, da consultoria Tendências, explica o movimento. Um dos argumentos é a recomposição das alíquotas do imposto sobre produtos industrializados (IPI), que entrou em vigor no início do ano. Em busca de elevar a arrecadação, o governo teve de recuar nas políticas de estímulo ao consumo implementadas nos últimos anos. Como o IPI incide diretamente sobre o preço ao consumidor, o impacto é sentido de imediato. Outro fator importante é o aumento dos custos, diz o economista. “Houve alta nos insumos importados, na energia, no transporte e nos combustíveis. Isso apertou as margens de lucro das empresas e elas decidiram repassar parte disso às revendas”. As montadoras vinham bloqueando os repasses desde 2012 na expectativa de que o mercado voltasse a crescer como nos anos anteriores. Em 2015, os reajustes foram inevitáveis – e coincidiram justamente com o ano em que o setor enfrenta a sua pior crise em mais de uma década.

Na concessionária Peugeot, em Indianópolis, bairro da capital paulista, um automóvel 208 top de linha está 5 mil reais mais caro desde o primeiro trimestre do ano, período em que ocorreram os reajustes no setor. Na Fiat da rua Sena Madureira, na Vila Mariana, a alta dos preços chega a 2.500 reais, dependendo do veículo. O Fiat 500 modelo 2015 passou de 57.500 reais para 59.500 reais – e o preço não cede nem mesmo com a demanda em queda. Na Chevrolet da rua da Consolação, o Onix passou de 33.990 reais para 36.990 reais, enquanto uma pick-up S10 ano 2015 teve reajuste de 5 mil reais (passou de 87 mil para 92 mil reais).

Os preços mais altos, o crédito mais caro e a incerteza do consumidor em relação ao próprio emprego fazem com que um círculo vicioso se forme no setor. Em maio, a unidade da Fiat da Sena Madureira teve uma queda de 50% nas vendas. Um estoque que antes servia para suprir 30 dias de comércio, agora dura pelo menos 50. “A tendência é que as montadoras reduzam a produção ainda mais”, avalia o gerente comercial da concessionária, Cyro Haydt. Na loja, eram vendidos cerca de 100 automóveis por mês no ano passado, quando a economia não estava lá muito aquecida. No final daquele ano, conta Haydt, o volume recuou para 60 carros por mês. Agora, se as vendas chegam a 30, comemora-se. Esses números ajudam a explicar porque durante uma hora de conversa com o gerente, nenhum cliente entrou na loja.

Ainda que as perspectivas de analistas prevejam melhora apenas em 2016, a tendência é de que os preços não cedam. “As concessionárias podem baixar os valores para aumentar a escala das vendas e desovar estoques. Mas, ao cortar preços, reduzem sua margem de lucro”, diz Baggi. Segundo o economista, descontos podem surgir com mais facilidade, desde que os consumidores barganhem. “A bola está do lado do consumidor. O problema é que as famílias têm travado seu consumo devido ao momento econômico difícil”, diz.

Na concessionária Ford da Francisco Morato, na zona Sul de São Paulo, ainda que os preços tenham subido para alguns modelos, houve promoções pontuais para atrair clientes. Mas nem isso melhorou as vendas, que recuaram 30% desde o início do ano. O gerente da loja, Odorico Damião, acredita que a queda se explica, sobretudo, porque os brasileiros não querem fazer novas dívidas. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa as montadoras nacionais, Luiz Moan, tem a mesma visão. Ele diz que os consumidores pararam de comprar por desconfiança em relação ao futuro, e não porque o preço subiu ou o crédito está mais caro. Segundo ele, a única forma de reavivar o ímpeto da população e do empresariado é a implementação do ajuste fiscal. “Somente com o ajuste as regras ficarão claras, o planejamento será mais preciso e a atividade será retomada”, afirma.

Ainda que não tenham sofrido os solavancos do IPI, os carros importados foram impactados pela alta do dólar. Mas a queda nas vendas do setor é menor: de 14% de janeiro a maio, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa). Importadoras dos automóveis Jeep, Jaguar e Volvo tiveram alta nas vendas no período. A BMW, que possui a segunda maior participação de mercado entre os importados, viu suas vendas recuarem apenas 2,9% – queda tímida, se comparada ao total do setor. Marcel Visconde, presidente da Abeifa, entoa o coro de Moan, da Anfavea: “Se não tivermos uma clara mensagem de que os ajustes fiscais necessários serão aprovados pelo Congresso, os resultados dos próximos meses seguirão ruins”, diz.

VOLKSWAGEN AMAROK HIGHLINE 2015

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A Volkswagen Amarok flerta com os carros de passeio mais caros em várias tecnologias, tais como o câmbio automático de oito marchas e a tração integral permanente. A linha 2015 a deixou ainda mais próxima dos carrões. Além da série especial Dark Label, feita sobre a versão intermediária Trendline, a top de linha Highline passou a trazer faróis bixenônio com luzes diurnas em leds e câmera traseira de estacionamento.  Com lançamento previsto para final de abril, a linha 2015 ainda não tem preço oficial. A Dark Label é baseada sobre a Trendline automática de R$ 134.910 e, em razão dos itens extras, deverá ser vendida por R$ 139 mil. Já a Highline deve manter a base de preço da linha 2014, R$ 152.550.

Como é de costume, a nova linha traz novidades para todas versões. A mais importante é o controle de tração e de estabilidade de série para as versões S, SE e Trendline. O pack inclui assistente de partida em rampa e controle automático de descidas. A Trendline também passa a ter regulagem elétrica dos faróis. Todas passam a contar com engate para reboque como opcional.

Com tiragem de 1.000 unidades, a série especial Dark Label vestiu o preto somente nos detalhes, já que as cores incluem branco sólido, prata  e cinza metálicos e, claro, preto perolizado. O nome da edição é justificado pelo tom fosco dos estribos, retrovisores, maçanetas, rodas (as escuras são opcionais) e lanternas escurecidas. Há também santoantônio com barra de proteção para o vidro traseiro. Por dentro, outros itens de personalização dão uma estampa diferente para a versão. Os tapetes ostentam a inscrição Dark Label e trazem presilhas. O melhor fica por conta dos bancos. Nem tanto pelas bordas em couro sintético e sim pela seção central em Alcantara. É aquele tecido artificial aveludado que costuma equipar esportivos, pois o material não deixa o corpo escorregar como o couro convencional e mantém a suavidade ao toque da camurça original.

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São itens estéticos que costumam ser instalados por grande parte dos compradores de picapes médias e sairiam por mais que os estimados R$ 5 mil de diferença, um chamariz de custo-benefício sempre usado por séries limitadas. O pack de opcionais inclui rodas aro 18 com pneus 255/60, rádio com navegador GPS, bloqueio mecânico do diferencial traseiro, pacote com sensores de chuva e de luminosidade e também pneus de uso misto R17 ou R18.

Em novidades, contudo, a Highline eleva a aposta. Os novos faróis bixenônio deram uma aura tecnológica, junto com as luzes de rodagem diurnas em leds. Não há limpadores de faróis, pois a potência de luminosidade os dispensa, mas há regulagem interna de altura. Para combinar, a grade dianteira passou a ser pintada em preto brilhante. Também novas, as rodas aro 19 com pneus 255/55 estava presentes na unidade testada. O sistema de entretenimento agora inclui câmera de ré, que trabalha em conjunto com os sensores dianteiro e traseiro.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Faróis bixenônio, rodas aro 19, câmera de ré, faróis de neblina capazes de iluminar esquinas ao virar, tudo remete a um automóvel de luxo. Será um opcional exclusivo da Highline, tal como é em outros mercados. O volante é ajustável em altura e profundidade, embora os bancos devam ajustes elétricos pelo preço. O visual também aproxima a Amarok dos automóveis da VW, tal como as regulagens amplas e milimétricas. Ao começar a rodar, essa impressão só é quebrada por constatações óbvias, como o tamanho do veículo, e pela rodagem mais pesada. Não tem jeito, a construção por longarinas é robusta e inclui o tradicional eixo rígido traseiro, conjunto pesado cujo balanço logo se denuncia nos buracos e imperfeições. É uma característica normal em um veículo feito para levar 1.280 l de volume na caçamba ou 1.126 kg de carga total.

Há um ponto, contudo, que a Amarok está bem distante da categoria: a tração integral permanente 4Motion. Ao dispensar o mecanismo temporário, a picape da VW apresenta uma compostura em curvas como normalmente não se vê no segmento. A carroceria pode se inclinar um bocado e o conjunto continua a exibir seu peso de 2.044 kg, porém o comportamento nas trajetórias é neutro, sem saídas de traseira temíveis sobre piso ruim. Durinha nas manobras, a direção hidráulica compensa em altas velocidades, onde a sensação de centro de volante passa consistência. As manobras são rápidas, no que ajuda a direção com taxa de 14,6:1 – mais rápida que muito sedã médio.

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Na pista, o conjunto do motor 2.0 biturbo de 180 cv a 4.000 giros e 42,8 kgfm de torque a 1.750 rpm não demora muito a reagir, no que ajuda muito o câmbio ZF automático de oito marchas – com trocas sequenciais na alavanca e modo esportivo. Até os 100 km/h, a Amarok Highline leva 11,4 segundos. As retomadas são cumpridas com pressa, de 60 a 100 km/h foram 6,6 s. O conjunto de freios a discos ventilados e tambores foi cumpridor. De 80 a 0 km/h, a VW precisou de apenas 26 metros para estancar.

A caixa se adapta rapidamente no modo automático, passar para o sequencial é quase dispensável. O giro a 120 km/h fica em confortáveis 2.000 rpm. Isso ajuda no conforto acústico e na economia. Foram 9,1 km/l de diesel na cidade e 13,1 km/l na estrada.

No fora de estrada, os elfos da eletrônica tomam conta das coisas para você. O bloqueio eletrônico dianteiro se soma ao mecânico traseiro. O blocante traseiro pode ser acionado por botão para dividir 50/50 a força para as rodas de trás. Outro comando permite configurar o carro para o off-road e atua em parâmetros de motor, freios e controles eletrônicos para dar uma mão. Esse sistema aciona o ABS offroad, capaz de bloquear um pouco as rodas em frenagens sobre a terra. Parece um contrassenso, mas isso cria pequenos montinhos para aumentar o atrito e parar a picape em menor espaço.
O controle de velocidade em descidas também faz parte e pode ter a velocidade regulada pela pressão no acelerador. Só não vale passar dos 30 km/h.

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CUSTO-BENEFÍCIO
O preço da Amarok Highline com todos opcionais ficará em torno de R$ 160 mil, o que inclui extras como as rodas de liga-leve aro 19 com pneus 255/55, rádio com GPS, airbags laterais dianteiros (que adicionam a regulagem lombar manual para os bancos da frente), faróis bixenônio, entre outros. Isso a deixa pouco acima das rivais Ford Ranger e Chevrolet S10 mais caras. Embora não esteja entre as três mais vendidas no geral de picapes médias,  isso se dá porque a VW dispensa os motores flex – ela é a terceira mais vendida no nicho diesel.

VALE A COMPRA?
Sim. A linha 2015 tornou a picape mais competitiva e segura. Totalmente equipada, a Amarok continua a ser competitiva em comparação aos modelos rivais top. Se você busca uma picape capaz de passar segurança como um automóvel na maioria das situações e, de quebra, levar carga e enfrentar o offroad de cabeça erguida, a Amarok pode ser o seu carro. Quero dizer, picape.

Novo motor da S10 ganha motor flex

Com 206 cv, picape vira a mais potente da categoriafoto-imagem-s10-flex

A Chevrolet anunciou nesta quarta-feira, 24 de setembro, o lançamento de um novo motor flex para a S10. Desde 1995 ocupando o lugar mais alto do segmento, a picape começa a ser oferecida com uma motorização 2.5 flex, elevando-a ao posto de modelo mais potente de sua categoria.

O novo motor Ecotec rende 206 cv e torque máximo de 27,3 mkgf com etanol no tanque – com gasolina os números caem para 197 cv e 26,3 mkgf. Batizado com o sobrenome Sidi (de Spark Ignition Direct Injection), ele supera os 173 cv da Ranger 2.5 e os 163 cv da Hilux 2.7. O novo conjunto traz bloco de alumínio, comando duplo variável e bielas forjadas, além da transmissão manual de seis marchas. De quebra, a tecnologia de injeção direta de combustível eliminou o tanquinho de partida a frio.

A marca também reduziu as vibrações do motor e baixou o nível de ruído em 13% no interior do veículo, graças ao uso de novos isolantes acústicos entre o motor e a cabine. Já no quesito dirigibilidade a Chevrolet recalibrou a suspensão, colocando buchas mais rígidas nos braços de controle dianteiros. O motor 2.5 será oferecido nas versões LT e LTZ com opções de tração 4×2 e 4×4. Os preços da S10 2.5 flex começam em R$ 86.400 para a versão LT 4×2, chegando a R$ 103.700 na versão LTZ 4×4.

Veja abaixo a lista de preços da S10 2.5 flex:

S10 2.5 flex LT 4×2: R$ 86.400

S10 2.5 flex LT 4×4: R$ 92.400

S10 2.5 flex LTZ 4×2: R$ 97.700

S10 2.5 flex LTZ 4×4: R$ 103.700

Ford divulga preços dos novos Ka e Ka+

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O modelo será vendido nas carrocerias hatch (Ka) e sedã (Ka+). Inicialmente, em setembro, o Ka chega apenas com motor 1.0 de três cilindros (chegando a 85 cv com etanol) e o Ka+ com o motor Sigma 1.5 (até 110 cv com etanol). Posteriormente, em outubro, o Ka ganha motor 1.5 e o Ka+ vem com motor 1.0.

tabela de preços dos novos Ka e Ka+:

Ka SE 1.0: R$ 35.390
Ka SE Plus 1.0: R$ 37.390
Ka SEL 1.0: R$ 39.990

Ka SE 1.5: R$ 40.390
Ka SE Plus 1.5: R$ 42.390
Ka SEL 1.5: R$ 44.990


Ka+ SE 1.0: R$ 37.890
Ka+ SE Plus 1.0: R$ 39.890
Ka+ SEL 1.0: R$ 42.490

Ka+ SE 1.5: R$ 42.890
Ka+ SE Plus 1.5: R$ 44.890
Ka+ SEL 1.5: R$ 47.490

A lista de equipamentos para o Ka+ é a mesma das versões do novo Ka hatch, com ar-condicionado e direção elétrica oferecidos de fábrica em todas as versões, acompanhando os obrigatórios airbag duplo frontal e freios ABS. O modelo SE traz os itens supracitados mais sistema de som com rádio AM/FM, entrada USB e Bluetooth, rodas aro 14 com calotas, 21 porta-objetos, indicador de troca de marcha, abertura elétrica do porta-malas, coluna de direção com ajuste de altura, vidros elétricos dianteiros e travas elétricas.

A SE Plus se destaca por oferecer o sistema de chamada de emergência, um recurso inédito entre os veículos fabricados no Brasil. Em caso de acidente, ele aproveita o sistema multimídia SYNC para fazer uma ligação ao 192, o número de atendimento médico de emergência. Ele, então, aproveita as informações do GPS para informar as coordenadas de latitude e longitude do veículo e fornecer a localização exata do veículo acidentado. Por fim, o recurso mantém aberta a chamada no modo viva-voz para que a telefonista consiga conversar com o motorista ou, na ausência de resposta, deduzir a gravidade dos ferimentos e enviar uma ambulância. Além deste recurso, o Ka SE Plus acrescenta vidros traseiros elétricos e volante multifuncional.

Já a SEL investe nos itens de segurança, trazendo os controles de estabilidade e de tração, uma primazia em seu segmento. Assim como no New Fiesta e no EcoSport, há também o assistente de partida em rampas, que “segura” o veículo nos aclives por três segundos até que o condutor tire o pé da embreagem e pise no acelerador.