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Coronavírus – O pneu do carro pode deformar na quarentena?

NORMALMENTE OS PNEUS LEVAM MESES PARA SE ESVAZIAREM POR COMPLETO (FOTO: FABIO ARO)

Algumas práticas simples garantem a durabilidade do composto durante o período que o veículo não é usado

A quarentena para ajudar a conter o novo coronavírus fez com que milhões de carros ficassem parados na garagem.

Isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.

Saiba em que casos é possível mudar a roda ou usar um pneu de outra medida sem comprometer a segurança

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Colocar um pneu mais largo para dar mais estabilidade, trocar o aro por um esportivo, aproveitar as rodas de outro carro… Há várias razões que levam alguém a substituir o conjunto original de fábrica. Mas, antes, é preciso tomar cuidados básicos para não colocar sua segurança em risco ou danificar o veículo.

Primeiro é importante entender as medidas envolvidas. No pneu 185/60 R14, o 185 é a largura da banda de rodagem em milímetros, 60 indica a altura do perfil (60% da largura), R diz que é radial, 14 é o diâmetro da roda que ele pode receber, em polegadas. Já no aro 5Jx15, o 5 revela a largura do aro em polegadas, o J é o tipo de perfil do aro (a área do seu encaixe com o pneu) e 15, o diâmetro.

O maior cuidado é tentar manter sempre o diâmetro externo do conjunto (tolerância de 3% para mais ou para menos). “Caso não faça isso, você corre o risco de ter a leitura do velocímetro errada, poderá aumentar demais a altura do automóvel em relação ao chão, causando um desequilíbrio e, no caso de ter pneus maiores, haverá aumento de consumo”, diz Vinícius Sá, gerente de marketing de pneus de passeio da Goodyear.

Assim, ao optar por um pneu mais largo para melhorar a estabilidade, há ainda outras duas restrições. A primeira: o pneu não pode ultrapassar o para-lama, sob risco de raspar na carroceria ou na suspensão.

Já ouviu falar no índice treadwear? Ele tem relação direta com a economia e pode ajudá-lo a escolher o melhor pneu para seu carro

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Apesar do nome complicado, o conceito do treadwear é muito mais simples do que parece. Trata-se de um número que vai na lateral do pneu e indica a velocidade com que ele se desgasta. É uma avaliação comparativa baseada na taxa com que esse pneu perde borracha quando testado sob condições controladas, em um circuito especificado pelo governo americano. O treadwear é um índice que é indicado normalmente em pneus que possam ser exportados para os Estados Unidos. Ele varia de 60 a 620, tendo 100 como valor de referência.

Quanto menor o número, mais rapidamente ele vai se gastar. Um exemplo: um pneu classificado com nota 200 teria um desgaste duas vezes menor na pista de testes do que um modelo com nota 100. O desempenho relativo dos pneus depende das suas condições reais de utilização, mas pode divergir muito da norma por causa de fatores externos aos do teste, como hábitos de direção do motorista, uso comercial ou particular e tipo do piso em que ele roda.

“A durabilidade de um pneu é influenciada por diversos fatores, como calibragem correta, com a pressão que consta no manual do proprietário, manutenção do veículo, alinhamento e balanceamento do conjunto roda/pneu e condições das rodovias, entre outros”, explica Vinícius Sá, gerente de marketing da Goodyear. “Dependendo das condições de uso, um pneu com treadwear inferior a outro poderá até ter um desempenho melhor”, diz José Carlos Quadrelli, gerente de engenharia de vendas da Bridgestone.

Também deve entrar nessa equação o objetivo do motorista. “Pneu com treadwear mais alto privilegia a durabilidade, ou seja, é feito para durar mais, portanto costuma equipar carros populares. Por outro lado, pneu para esportivos, por privilegiar outras características que não o desgaste, tem valores mais baixos.” Assim, cabe ao consumidor escolher o que quer: um pneu que dure mais ou que tenha mais aderência.

Para verificar se o pneu está careca, há o Tread Wear Indicator (TWI), que são ressaltos da borracha vistos dentro dos sulcos, em geral de 1,6 milímetro de altura. Quando o TWI está alinhado com o restante da banda de rodagem (foto acima, à direita), é sinal de que chegou a hora de trocar o pneu. Isso porque, nessa situação, aumenta muito o risco de aquaplanagem. Se não for trocado, pode ainda render numa blitz multa de R$ 127,69 e 5 pontos na habilitação.

Itens mais roubados no carro

Som, bolsa e estepe são os preferidos. Aprenda a se proteger.

Um estudo realizado pela Carglass Brasil na semana de 17 a 21 de outubro mostrou que o sistema de som é o objeto mais roubado dos carros. Mesmo com as melhorias em relação à segurança, como a remoção da frente do rádio e a integração do aparelho no painel do carro – o que dificulta o roubo – o sistema de som continua sendo o mais surrupiado. Ele representa 36% das razões das quebras de vidros laterais atendidas pela empresa no período.

A pesquisa considerou os clientes que solicitaram abertura de sinistro para vidros laterais das portas (foram 187 relatos, ou 19% do total de atendimentos em 60 cidades de 17 estados) e informaram o motivo da quebra sendo furto ou roubo de objetos do interior do veículo. Em segundo lugar na preferência dos ladrões está a bolsa, razão de 24% dos roubos e furtos.

A empresa considerou surpreendente o número de ocorrências de roubo do estepe: nada menos do que 14% do total. Aparecem ainda com altos índices de roubo com quebra de vidros laterais o GPS (9,6%) e o aparelho celular, com 6%.

Segundo a Carglass, o roubo do estepe tem surpreendido cada vez mais vítimas, que, na grande maioria dos casos, só dá conta da falta do equipamento ao precisar utilizar o pneu. Pelos relatos de clientes, os criminosos quebram o vidro lateral, desbravam o porta-malas e retiram o estepe.

Dez itens mais roubados após a quebra do vidro lateral

1) Aparelho de som 36,0%
2) Bolsa 24,0%
3) Estepe 14,0%
4) GPS 9,6%
5) Celular 6,0%
6) Notebook 4,0%
7) Roupas 4,0%
8) Óculos 1,0%
9) Cadeira de bebê 0,5%
10) Tênis 0,5%

Dicas de prevenção para evitar a quebra de vidro lateral

• Não deixe nenhum pertence à mostra. Isso serve tanto para o veículo em movimento quanto parado.

• Jamais permaneça dentro de um carro estacionado, nem quando estiver esperando alguém. A distração aumenta a posição de vítima para os crimes de oportunidade.

• Mantenha os vidros fechados em qualquer circunstância para aumentar sua segurança. Lembre sempre de que ladrões agem em semáforos disfarçados de ambulantes, pedintes, limpadores de vidros, acrobatas etc. Também se passam por guardadores de carros, os flanelinhas.

• A existência de película de controle solar nos vidros diminui sensivelmente a aproximação de estranhos. Como alternativa, a película de controle solar antivandalismo pode afastar o interesse de seu carro como alvo, ou dificultar o acesso ao seu interior.

• Se precisar estacionar em uma via pública procure um local que não tenha guardadores de carro, ou a presença de estranhos.

• Ao comprar um talão de zona azul preencha todas as folhas com a placa de seu carro.

• Ao deixar seu carro no estacionamento, ou com o manobrista, evite deixar pertences no interior. E ao retirar o veículo certifique-se que os vidros estejam inteiros e o estepe e seus pertences estejam no lugar.

Fonte: Webmotors e Carglass Brasil.

Estacionar com uma roda desnivelada faz mal ?

Estacionar com uma roda desnivelada pode deformar componentes

Perto de onde trabalho, noto alguns carros estacionados em finais de calçadas, deixando três rodas no nível da pista e uma delas (normalmente a dianteira direita) sobre a calçada. Isto empena o monobloco do carro?Ludimar Bruschi de Menezes

Pela explicação de Edson Orikassa, gerente de engenharia da Toyota, é muito difícil que a carroceria venha a se deformar. Isso só tem chances de ocorrer em casos extremos, não da maneira citada pelo leitor. Por outro lado, o especialista comenta que essa prática pode afetar a durabilidade de componentes importantes.

“Quando o veículo fica muito tempo nessa posição, o pneu estacionado sobre a calçada tende a ficar ‘quadrado’, ou seja, a parte em contato com o piso, por receber mais carga, se deforma demais. Se isso ocorrer, o motorista fatalmente sentirá pequenos solavancos quando colocar o carro em movimento” , alerta.

Orikassa explica que o pneu tende a voltar ao normal com o uso, mas o mesmo não ocorre, por exemplo, com a mola da suspensão. Deformada por ficar muito tempo em posição inadequada, a peça perde eficiência. O mesmo pode ocorrer com o amortecedor ou com as buchas da suspensão.

Também submetidos a uma posição inadequada, os terminais esféricos da barra de direção tendem a durar menos do que poderiam, apresentando folga prematura. Apesar do monobloco suportar o esforço, melhor evitar estacionar o veículo dessa forma.

Fonte: AutoEsporte

Pneu que não precisa calibrar

Goodyear desenvolve pneu que não precisa calibrar

Calibrar os pneus é algo incômodo para muitos proprietários de veículos e nem sempre vira hábito do motorista. No entanto, a calibragem correta é essencial para garantir o melhor desempenho do carro e gastos menores com combustível. Por isso, a Goodyear desenvolve um pneu que não perde a pressão por anos.

A empresa não divulgou quando essa tecnologia estará disponível para o consumidor, mas disse que o calendário dependerá dos subsídios governamentais em pesquisa dos Estados Unidos e da União Europeia.

Somente o Departamento de Energia do Instituto de Tecnologia de Veículos anunciou investimento de US $ 1,5 milhão na pesquisa desses pneus, mas como foco voltado para veículos comerciais. A verba será administrada pelo Laboratório Nacional de Energia Tecnologia e os trabalhos serão realizados no Centro de Inovação da Goodyear em Akron, Ohio.

Em julho, a Goodyear recebeu uma ajuda do governo de Luxemburgo para pesquisa e desenvolvimento do mesmo sistema, voltado para veículos de passeio. Esse trabalho será realizado no Centro de Inovação da Goodyear em Colmar-Berg.

“Embora semelhante em conceito, existem diferenças significativas nos sistemas para pneus de passeio e comerciais”, diz em nota o vice-presidente e chefe do departamento de tecnologia da Goodyear, Jean-Claude Kihn.

Além disso, o Departamento de Energia do Instituto de Tecnologia de Veículos dos Estados Unidos liberou US $ 1,5 milhão para um projeto conjunto entre a PPG Industries e a Goodyear para melhorar a resistência ao rolamento e eficiência de combustível dos pneus. O objetivo do projeto é aumentar a eficiência de combustível de frotas de veículos de passageiros através do uso de uma nova estrutura.

Fonte: AutoEsporte