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Peugeot – Será que os carros da marca francesa desvalorizam mesmo?

Atualmente ela vende os modelos 208, 2008, 408, 3008 e 5008, além dos comerciais leves Partner, Jumpy e em breve novamente o Jumper. Mas, há alguns anos atrás, a marca vendia por aqui diversos modelos, que iam do 106 ao 807. Primeira fabricante de carros a desembarcar no Brasil com um automóvel, isso em 1891, a Peugeot chegou de forma oficial ao mercado brasileiro nos anos 90.

Como uma das “newcomers”, ela ajudou a moldar o mercado automotivo brasileiro, que antes era centrado em quatro marcas que sobreviveram ao fechamento das fronteiras para produtos estrangeiros. Com chegada oficial em 1992, a Peugeot começou a vender seus carros importados da França num momento em que o consumidor começava a experimentar veículos com tecnologias mais modernas. Obviamente, nem todo mundo estava preparado para tanta sofisticação.

O problema, no início, não estava exatamente no produto, mas nos consumidores. Ainda cercados pela cultura dos carros das duas décadas anteriores, que estavam muitos anos atrás de seus semelhantes no mercado exterior, fez com que muita gente acreditasse que poderia manter um carro importado como se fazia com um nacional. Por conta disso, muito gente deixou de fazer as manutenções necessárias em seus carros, buscando oficinas no mercado que não tinham a experiência nas tecnologias envolvidas, logo ficou evidente que os problemas começariam.

Além disso, de forma geral, os carros importados não estavam exatamente adaptados ao clima e condições de rodagem no Brasil. Assim, duas coisas básicas começaram a falhar com o tempo (refrigeração e suspensão). Logicamente nem todo mundo enfrentou isso, mas mesmo aqueles que recorreram aos revendedores, parte teve problemas, pois os depoimentos na internet revelam que as peças eram caras e o serviço ruim.

As queixas contras as revendas se tornaram comuns e ainda hoje, fala-se muito mal de algumas marcas nesse quesito e a Peugeot não é exceção. Em 2001, a marca francesa abriu sua fábrica no Brasil, em Porto Real-RJ, junto com a irmã Citroën. A produção do 206 veio com algo inusitado, seu motor era de origem Renault. Com esta e a parisiense, elas formavam um trio de marcas francesas com a Peugeot.

Em depoimentos na internet, clientes começaram a reclamar do atendimento nas revendas e dos problemas nos carros. Como toda a reclamação coletiva ganha força, com ou sem fundamento, imediatamente a preocupação com pós-venda e com a manutenção dos veículos foram repassados ao mercado. A ideia de que o Peugeot 206 feito em Porto Real era um importado se espalhou, assim como a fama de ruim nos serviços de revisão e em defeitos do produto.

Com isso, o preço do Peugeot usado começou a despencar e a desvalorização acentuada se tornou uma característica infeliz da marca, que assim teve sua imagem arranhada profundamente no Brasil. Peças caras, problemas não resolvidos, clientes insatisfeitos, tudo somou para que a fabricante francesa entrasse em declínio diante do consumidor brasileiro, algo bem diferente da imagem vista na vizinha Argentina, onde hoje ela vende o dobro daqui.

Dessa forma, os carros da Peugeot passaram a ser revendidos com preços abaixo do mercado, indicando alta desvalorização. Em termos de produto, o veículo da marca sempre teve diferenciais enormes de conceito para os carros vendidos pelas montadoras mais antigas e pelas japonesas ou coreanas, por exemplo. Mas, tratava-se de um produto feito para a Europa e que aqui não aceitava as condições que clima, pavimento e proprietários impunham.

Haviam reclamações quanto ao funcionamento com gasolina e excesso de alertas, algo bem diferente das marcas mais populares, que omitiam boa parte do que estava acontecendo com o veículo. Esse excesso de zelo em informar tudo ao condutor, irritou muita gente. Além disso, os carros não toleravam a má conduta de muitos clientes, que se retiraram da rede autorizada para fazer a própria manutenção. Fugindo de preços altos e mal atendimento, caíram na inexperiência de muitos profissionais independentes, que acabaram prejudicando ainda os carros, os clientes e a Peugeot.

Após mais de 10 anos, a Peugeot decidiu virar a mesa e criou diversas formas de mudar a imagem da marca, começando pelo descredenciamento de boa parte da rede autorizada. Os que restaram, passaram por uma reformulação, que unificou o pós-venda com a Citroën e obrigatoriamente as lojas.

Nacionalizou 208 e 2008, bem como criou um programa chamado Total Care, onde a marca descreve 10 compromissos com o cliente. Além disso, o Renova Peugeot promete pagar 85% da Fipe em carros usados da marca e estendeu o reboque gratuito para todos os donos de Peugeot com até oito anos de uso, estando ou não na garantia.

Mas e o consumidor? Em opiniões publicadas na internet, a maioria dos clientes atualmente se mostra confortável com o produto Peugeot e até com a nova rede autorizada, mas o estigma continua em muitos compradores. As alterações surtiram efeito e no ano passado a Peugeot vendeu 26.855 unidades, sendo a 11ª no ranking e à frente da Citroën e Mitsubishi. Até abril de 2018, a marca se mantém na mesma posição.

Será que desvalorizam mesmo?
Cerca de um ano e meio atrás, fizemos um Top 10 sobre os 20 carros que mais se desvalorizavam no mercado nacional. Desse total, três modelos eram da Citroën e não havia nenhum Peugeot, o que surpreendeu alguns leitores. Na mesma época, outra pesquisa de mercado – Prêmio Maior Valor de Revenda, da agência Auto Informe – apontou apenas o 408 numa lista de 38 carros com maior desvalorização.

O sedã perdia 16,90% de seu valor em um ano. O 208 se posicionou em 14º entre os que menos perdem com 9,4%. Na mesma pesquisa, realizada no ano seguinte, em 2017, o 208 perdia 10,8% em 12 meses, mas o Gol perdia 10,9%! Ou seja, no ranking dos 20 mais, o Peugeot ficou em 17º e o VW em 18º lugar. No caso dos SUVs, o 2008 ficou em sétimo lugar com 12,4% de depreciação, mas o Renegade ficou em nono com 12,7%.

No Top 10 dos carros com maior desvalorização, publicado em abril, não havia nenhum modelo da marca. Então, atualmente, os carros da Peugeot não estão mais tão desvalorizados assim, embora seja possível encontrar modelos a venda abaixo do preço de tabela Fipe.

Com preço inicial de R$ 157.490, novo SUV da Peugeot repete a fórmula de sucesso do 3008, mas agora tem espaço para sete passageiros e porta-malas até 780 litros

Era meados de 2009 quando estreou a primeira geração do Peugeot 5008. A base da Citroën C4 Grand Picasso e os contornos de minivan reuniam todos os predicados de carro de família: farto em espaço, até sete bancos individuais, muitos recursos eletrônicos bacanas e, como de costume em modelos franceses, uma cabine bem construída e com materiais de bom gosto. O problema é que esse mercado foi encolhendo. E com as vendas cada vez menores, não havia outro caminho senão transformar o 5008.

Pois foi o que fez a Peugeot. Em vez de encerrar a produção, transformou o modelo em SUV nesta segunda geração, que acaba de chegar às lojas a partir de R$ 157.490. Na ponta do lápis, só 20 centímetros separam o 5008 do 3008, lançado há um ano. A dupla é igualzinha vista de frente. Aliás, até a coluna central, os modelos são literalmente idênticos. Mas dentro da cabine, o cenário muda bastante. É como se o novo 5008 ainda fosse uma minivan, porém, com o desejado casco de utilitário dos tempos modernos.

Espaço e conforto

A segunda fileira tem três bancos individuais e modulares forrados em couro, que podem ser dobrados, deslocados à frente sobre trilhos ou recolhidos para ampliar o bagageiro, que é dos maiores da categoria. São 700 litros em posição normal e até 780 litros com a segunda fila posicionada mais à frente. Há duas mesinhas do tipo aviação e a coluna traseira, mais alta e “quadrada”  em relação ao 3008, deixou o vão das cabeças maior, para manter o bom espaço na terceira fileira, cujos assentos são escamoteáveis.

Naturalmente, o espaço para pernas lá no fundão não é generoso como na segunda fileira. Também não há saídas de ventilação e controles do ar-condicionado para a turma de trás. Mas não dá para reclamar a bordo do 5008. Tal como seu irmão quase gêmeo, o SUV médio-grande é cuidadoso nos detalhes, desde o couro nos bancos com costura pespontada e ótima ergonomia, aos detalhes metálicos e em tecido nos forros das portas e no painel. Não é exagero dizer que sua cabine é uma das mais ricas da classe em acabamento.

Para além do material empregado, o 5008 vai encantar muitos casais que buscam um veículo familiar sofisticado. O i-Cockpit, que a Peugeot lançou no compacto 208 e depois espalhou pela gama, é o ponto alto. O volante ovalado de diâmetro reduzido fica posicionado abaixo do quadro de instrumentos em estilo único, mantendo conta-giros, velocímetro e visor do computador de bordo sempre à vista, em primeiro plano. A telinha exibe o velocímetro digital, o que acabou tornando o Head Up display desnecessário.

O painel é voltado ao motorista e mantém a proposta de se fazer de cockpit, com o console entre os bancos também inclinado à esquerda, quase envolvendo o banco do condutor. Ao centro e no alto fica a tela multimídia de oito polegadas e com ótima sensibilidade ao toque. O equipamento oferece as interfaces Android Auto e Carplay, mas não traz GPS integrado e oferece apenas uma entrada USB no nicho à frente da alavanca do câmbio.

Talvez a Peugeot tenha achado suficiente colocar apenas uma USB porque o 5008 traz o sistema de carregamento sem fio para smartphones, que opera por indução. O problema é que poucos celulares já estão adaptados à tecnologia, e, sem a compatibilidade com o carregamento sem fio, o recurso é inútil. Mas o pecado capital da Peugeot foi ter descartado o sistema de tração integral no projeto. Nem mesmo o Grip Control, que ajusta a tração dianteira para o offroad, está no cardápio.

Há cerca de um ano, participei do lançamento do 3008 no Brasil. Lembro que o SUV fez um sucesso tremendo logo na estreia, principalmente por causa do visual ousado, com os elementos da nova identidade da marca, como a grade côncava cromada e os faróis recortados com LEDs diurnos pontilhados. Pois o 5008 repete o design de sucesso na dianteira, e muda apenas a traseira, que é mais alta. Isso o faz parecer mais utilitário que o irmão — as linhas quadradas dão esse teor.

Ao volante

Nosso primeiro contato foi curto, mas pude acelerar o crossover em ambiente urbano, que será seu habitat. O rodar é leve e firme como no 3008, com respostas diretas do volante e suspensão bem ajustada para encarar pisos rugosos sem transmitir trepidações à cabine. Nas curvas, o utilitário é equilibrado e tem rolagem suave e controlada, permitindo fazer manobras mais arrojadas com segurança e solidez. A ergonomia é agradável, permite várias posições, e o i-Cockpit é impecável nisso.

A mecânica é rigorosamente igual à do 3008, combina o premiado motor 1.6 16V turbo de 165 cv e 24,5 kgfm ao câmbio automático de seis marchas, com paddle-shifts para trocas manuais. Embora veterano, o conjunto entrega ótimo desempenho para o utilitário de 1,6 tonelada. Nos testes de pista de Autoesporte, o 5008, para ir de zero a 100 km/h, precisou de 10,3 segundos, e, para retomar de 60 km/h a 100 km/h, 5,5 segundos, ótimas marcas para um SUV encorpado — são 4,64 metros de comprimento por 1,64 m de altura e os mesmos 1,9 m de largura do 3008.

Números bem próximos aos obtidos pelo irmão, que fez de zero a 100 km/h em 9,4 segundos e levou 4,9 segundos para retomar de 60 km/h a 100 km/h. Quem olhar para o desempenho do Chevrolet Equinox, outro crossover médio-grande que estreou há poucos meses, pode achar que faltou um pouco de pulmão ao 5008. O modelo da gravata dourada, com seu viril 2.0 turbo de até 262 cv e 37 kgfm de torque, cravou 7,4 segundos no zero a 100 km/h e foi de 60 km/h a 100 km/h em rápidos 3,5 segundos.

Por outro lado, quando analisado o desempenho nas frenagens, o cenário é outro. O 3008 é referência, e o 5008 vem na cola, com números razoavelmente superiores aos do Equinox. Na frenagem total a 100 km/h, por exemplo, o 5008 precisou de 40 metros, contra 42 metros do Chevrolet e 37,7 metros do 3008. Já na frenagem completa a 60 km/h, o novo SUV da Peugeot percorreu 14,2 metros, ante 15 metros do Equinox e 13,9 metros do irmão menor. Para um veículo de apelo familiar, é um inegável trunfo. Há ainda os recursos do Griffe Pack, versão mais completa, que traz controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego, assistente de permanência em faixa, entre outros.

Vale a compra?
Sim. Embora seja caro para os padrões da marca, o SUV consegue transmitir o requinte e a sofisticação que se espera a bordo de um modelo que supera os R$ 165 mil. Do ponto de vista mecânico, entrega disposição na dose certa; e do de consumo, é elogiável — fez 9,1 km/l de gasolina na cidade e expressivos 14,8 km/l na estrada — , superando 800 km de autonomia. É um dos poucos da classe que oferece a terceira fileira de bancos, e o porta-malas é colossal. Se os utilitários ditam a moda, o 5008 chega com credenciais valiosas e familiares.

Ficha técnica – Peugeot 5008

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.6, 16V, comando duplo variável, injeção direta, turbo, gasolina
Potência: 165 cv a 6.000 rpm
Torque: 24,5 kgfm a 1.400 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás
Pneus: 235/50 R19 (diant. e tras.)
Dimensões: Compr.: 4,64 metros / Largura: 1,90 m / Altura: 1,64 m/ Entre-eixos: 2,84 m
Tanque: 56 litros
Porta-malas: 700 litros (fabricante)
Peso: 1.632 kg
Central multimídia: 8 pol., sensível ao toque
Garantia: 3 anos
Cesta de peças*: R$ 14.615
Revisões: 10 mil km: R$ 482/ 20 mil km: R$ 836 / 30 mil km: R$ 482

TESTES

Aceleração
0–100 km/h: 10,3 s
0–400 m: 17,2 s
0–1.000 m: 31,3 s
Vel. a 1.000 m: 169 km/h
Vel. real a 100 km/h: 97 km/h

Retomada
40–80 km/h (Drive): 4,4 s
60–100 km/h (D): 5,5 s
80–120 km/h (D): 7,0 s

Frenagem
100–0 km/h: 40 m
80–0 km/h: 25,8 m
60–0 km/h: 14,2 m

Consumo
Urbano: 9,1 km/l
Rodoviário: 14,8 km/l
Média: 11,9 km/l
Aut. em estrada: 828 km

Nova versão do Peugeot 3008 sairá em 2018


A Peugeot aposta pesado em sua linha de SUVs para 2018. Além do lançamento do 5008 e o facelift do nacional 2008, o fabricante francês aposta na ampliação da oferta do 3008. Vendido apenas na versão Griffe por R$ 142.990, o crossover tem oferta menor do que a demanda. E o sucesso pode ser ampliado no ano que vem, quando o 3008 receberá uma configuração mais completa.

Sem contar com opcionais, atual Griffe fica devendo alguns itens como o sistema de baliza automática Park Assist, câmera 360 graus Visio Park, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de distância do carro que vai à frente e sensor de ponto cego. Embora o pacote de série do 3008 seja bem completo, o fabricante sentiu que poderia vender uma configuração mais completa. Entre uma e outra adição, o valor final pode deixar o Peugeot 3008 mais próximo do preço pedido pelo Chevrolet Equinox Premier, comercializado a R$ 149.900.

A mecânica fica por conta do mesmo 1.6 THP (turbo com injeção direta) de 165 cv e 24,5 kgfm a 1.400 rpm, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas EAT6. A tração continuará a ser apenas dianteira, mas torcemos para que seja adicionado o sistema Grip Control, não presente no 3008 vendido por aqui. Disponível no menor 2008 Griffe THP, a tecnologia gerencia a tração para a melhor resposta em diferentes tipos de terreno, com modos normal, neve, lama e areia.

E quanto ao maior 5008?
Quase uma versão espichada do 3008, o 5008 não enfrentará a concorrência do 3008 mais completo. Segundo aponta fonte, o modelo maior pode ter a mesma base mecânica, mas tem a diferenciação dos sete lugares para conquistar o seu próprio lugar no segmento. O 5008 chegará no primeiro trimestre com preços possivelmente próximos dos R$ 150 mil e já aparece no site oficial da marca.

A plataforma é a mesma EMP2 usada no 3008, o que muda é o tamanho: são 20 centímetros a mais que o 3008, exatos 4,64 metros de comprimento. O entre-eixos de 2,84 m é 17 cm maior. Já o porta-malas comporta 780 litros com a terceira fileira rebatida, contra 521 l do 3008.

Peugeot apresenta crossover futurista no Salão de Paris

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Peugeot divulgou nesta quinta-feira (18) imagens de um novo crossover que estreia na forma de conceito durante o Salão do Automóvel de Paris, no começo de outubro. Na mesma linha dos demais conceitos anunciados para o evento, o Quartz tem sistema de propulsão híbrida que une motor elétrico e a combustão – dupla que parece ser unanimidade agora para os carros do futuro.

A potência total de 500 cavalos é despejada por meio de um propulsor de 1.6 litro THP, com 270 cv, e dois motores elétricos de 115 cv cada, que estão localizados na dianteira e traseira do veículo, trabalhando exclusivamente nos respectivos eixos. No modo totalmente elétrico, as baterias são capazes de mover o carro por até 50 km.

No interior, a Peugeot usou um inovador processo de fabricação digital de tecidos, sem recorte e desperdício, a partir de reciclagem de plástico de garrafas. Para complementar o visual esportivo, o couro também aparece.

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Peugeot Citroën, a maior montadora francesa, tem prejuízo de 5 bilhões de euros em 2012

simbolo-peugeot-imagemA montadora francesa Peugeot Citroën registrou um prejuízo recorde de 5 bilhões de euros nesta quarta-feira, mas disse que estava no caminho para se recuperar da crise, e o governo insistiu que a nacionalização não está na agenda.

A PSA Peugeot Citroën, a maior montadora francesa e a segunda maior da Europa, atrás da Volkswagen, chocou a França no meio do ano passado, quando anunciou cortes enormes de empregos e um plano para fechar uma fábrica perto de Paris.

Mas, ao anunciar seus resultados anuais, o grupo afirmou que havia construído os alicerces para a recuperação, depois de realizar a limpeza de seu balanço e implementar um difícil plano de reestruturação.

A Peugeot atribuiu os resultados a uma já anunciada baixa contábil de ativos de 4,7 bilhões de euros no ano passado e a uma crise no mercado automobilístico europeu.

“Os resultados do grupo em 2012 refletem o ambiente deteriorado do setor automotivo na Europa”, afirmou o presidente da Peugeot, Philippe Varin, em um comunicado.

Mas acrescentou: “As bases para a nossa recuperação foram estabelecidas”.

Os resultados foram piores do que o previsto por analistas e cobriram a perda recorde anterior de 1,2 bilhão em 2009.

O péssimo estado das finanças do grupo suscitou a possibilidade de uma nacionalização, a fim de resgatar uma das empresas mais emblemáticas da França da catástrofe.

Mas o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, firmemente descartou a possibilidade, dizendo que não era “absolutamente” relevante e que cabia à Peugeot implementar seu plano de recuperação.

Lista das montadoras livres do aumento do IPI – Governo divulga 18 empresas que cumprem as regras necessárias para ter o benefício

Para ter menos imposto, 65% das peças devem ser
nacionais

Ao todo, 18 empresas cumprem as regras necessárias para ter benefício.
Marcas fora dos requisitos exigidos terão alíquotas entre 37% e 55%.

O governo divulgou nesta terça-feira (31) a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos no país até dezembro deste ano. Conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), elas cumprem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo.

A lista é a definitiva e foi publicada no “Diário Oficial da União” (veja aqui a nota oficial) — a lista anterior que vigora desde dezembro era provisória e só garantia o benefício fiscal até esta quarta-feira (1º). As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz do Brasil (caminhões), MMC Automotores (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo (caminhões) e International Indústria Automotiva da América do Sul.

Só carros ‘nacionais’

O benefício dessas montadoras engloba apenas os modelos fabricados no país ou importados de regiões com acordos comerciais, como Mercosul, México e Uruguai. De acordo com a portaria, as montadoras habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva. As empresas fora da lista, a maioria sul-coreanas, chinesas e marcas de luxo, pagam IPI reajustado em 30 pontos porcentuais. O aumento começou a valer em dezembro passado.

‘Brasil maior’

Para pagar imposto menor, além 65% de índice de nacionalização de peças (inclui gastos com ações de marketing), as montadoras são obrigadas a realizar ao menos 6 de 11 etapas da fabricação de veículos em território brasileiro e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Assim, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo da cilindrada do veículo e do segmento.

Já para as montadoras que estão fora dos requisitos exigidos, o imposto vai variar de 37% a 55%. De acordo com a portaria, o aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria “Brasil Maior”. No entanto, empresas importadoras ligadas a Associação Brasileira de Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), temem que a mudança torne algo permanente.

Barreira à tecnologia

A Abeiva — formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo — reiterou nesta segunda-feira (30) o pedido já formalizado ao MDIC para o governo rever o Decreto 7.567.

A postura da entidade foi tomada a após o Banco Central divulgar, na semana passada, que a indústria automobilística no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, superando bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

“Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes”, argumenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. A Abeiva protocolou no início de dezembro – em 3 ministérios – carta com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente.

“Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012”, afirma Gandini. “Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando a pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia em nota o presidente da Abeiva.

No início deste mês, Gandini anunciou que os preços dos carros importados vão subir entre 15% e 28% por causa do aumento do imposto. A Abeiva acredita que, neste ano, a demanda por importados que estão fora dos acordos do Mercosul e do México deva cair 20%. “Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012”, afirma o presidente da Abeiva e da Kia Motors do Brasil.

Outro argumento das associadas é que esta postura em relação aos importados somente inibe a entrada de novas tecnologias no país, normalmente presentes em carros considerados “premium”.

Kia fica em 10° lugar no ranking nacional de emplacamentos

Em março, marca coreana ultrapassa vendas de Peugeot, Nissan e Mitsubishi

Não é surpresa que Fiat, VW, GM e Ford ocupem as primeiras posições do ranking nacional de emplacamentos divulgado hoje. O que surpreende é que a Kia Motors já aparece em décimo lugar, à frente de Peugeot, Nissan e Mitsubishi , montadoras com fábricas no Brasil, conforme ranking divulgado pela Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos). De março a janeiro deste ano, a marca coreana vendeu 17.330 veículos, o que significa uma alta de 59,5% no acumulado do ano em relação ao mesmo período em 2011.

Já o aumento em relação ao mês de fevereiro foi de 13,1%, totalizando 6.764 veículos emplacados. Em março, o modelo mais vendido da marca foi o sedã Kia Cerato, que só em março chegou a 1.928 unidades emplacadas, seguido do Soul, com 1.515, e Picanto, com 1.174. No entanto, no acumulado do ano, a marca corena está em 11º lugar, com 17.491 unidades vendidas atrás da Peugeot (19.742) e na frente da Nissan (13.397).

Fonte: G1

Peugeot lança série especial 307 Millesim 200 – Recall 207 HB

Edição com 1.500 unidades comemora os 200 anos da marca.
Carro será vendido a partir desta quarta-feira (29), por R$ 54.500

A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (27) a edição especial do 307 HB (hatchback) chamada de Millesim 200. A série é limitada a 1,5 mil unidades e festeja os 200 anos da marca francesa. O Millesim vem com GPS integrado ao painel e ao sistema de som, com entrada auxiliar para conexão com iPod, MP3 e Bluetooth, bancos esportivos em couro e aerofólio traseiro. O preço sugerido é de R$ 54.500. As vendas começam na próxima quarta-feira (29).

A denominação Millesim, explica a Peugeot, remete à expressão francesa “millésime”, que representa safras excepcionais de vinhos. O modelo será vendido nas cores preto e prata, com a inscrição “Millesim 200” nas portas dianteiras. O carro contará ainda com rodas de liga leve de 15 polegadas. O motor é o mesmo do 307 tradicional: 1.6 Flex 16V, que produz até 113 cv de potência com álcool.

Nesta segunda-feira, a Peugeot anunciou também o recall de 2.238 unidades do 207 HB fabricadas em 2009 e 2010, por um problema no fechamento do capô.

Fonte: AutoEsporte

Peugeot 308 é flagrado em testes na Argentina

Sedã 408 está pronto. Agora a prioridade da engenharia é o hatch

Engenheiros de desenvolvimento da Peugeot Argentina não têm descanso. Depois de terem passado os últimos anos testando o sedã 408, chegou ao fim o ciclo de ensaios e o carro será lançado oficialmente no mercado argentino no mês que vem. Depois da divulgação das primeiras imagens oficiais, o 408 passou a ser visto com mais freqüência quase sem disfarces pelas ruas argentinas.

Agora o novo objetivo do pessoal de engenharia que fica em El Palomar (Argentina) é o 308 hatch, modelo que começará a ser produzido no ano que vem para começar a ser vendido no segundo semestre. Assim a marca francesa repetirá a estratégia da irmã Citroën com o C4 : primeiro lança o sedã e um ano depois o hatch, similar à versão europeia.

O leitor Martin F. flagrou na semana passada o 308 hatch, como pode ser visto na foto acima. Viajava junto com uma perua 308 SW, a versão familiar que também chegará ao mercado argentino em 2011, mas importada da França.

A versão de cinco portas terá os mesmos motores do sedã (os mesmos do 307, com a possibilidade de haver um 1.6 turbo) e é provável que sua distância entreeixos seja um pouco maior a do 308 europeu, para poder incorporar mais componentes do 408.

Fonte: Revista AutoEsporte