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Qual o melhor BMW X6 M e LAND ROVER RANGE ROVER SPORT

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Um alemão e um inglês marcaram encontro pela internet para fazer barulho. Mas nada de arruaça, simplesmente agito sonoro com seus motores com mais de 500 cv e força acima dos 60 kgfm, além de exibicionismo de uma letra e uma palavra que, incorporadas em seus nomes, fizeram toda a diferença no rolezinho.

A sigla M, de Motorsport, muda tudo no X6. Na versão normal, o “ve-oitão” entrega 412 cv. Com o M na história, surge o X6 M com expressivos 562 cv. No caso do Range Rover Sport, a palavrinha Dynamic faz o jipão britânico deixar de lado o bloco V6 de 340 cv e assumir o V8 de 510 cv.

Estilosos e com pinta de malvados, esses brutamontes “envenenados” se assemelham também no preço. É preciso desembolsar centenas de milhares de reais para tê-los na garagem. O BMW tem tabela inicial mais cara, R$ 524.950. São R$ 28.450 a mais que o cobrado pelo Land Rover, que parte de R$ 496.500. Completinho, na versão Autobiography, com direito a interior nas cores rubronegras, o Range Rover sai por R$ 539.900.

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Não foi pela diferença de cifras, contudo, queo SUV inglês venceu o rolezinho. O Range Rover Sport triunfou por questões como o projeto mais atual, maior espaço interno, lista de  componentes de comodidade superior e suspensão mais acertada entre conforto e esportividade.

O porte avantajado e imponente do Land Rover também merece destaque por fazer o parrudo BMW parecer pequeno ao ficar lado a lado com o oponente. Uma sensação que deve mudar até a metade do ano, com a chegada da segunda geração do utilitário alemão. Mas, por enquanto, é o inglês que mais desperta olhares curiosos.

Ao pisar forte no pedal do acelerador, tanto o motor 4.4 V8 do X6 M quanto o 5.0 V8 do Range Rover Sport arrancam sorrisos de quem curte velocidade. O ronco emitido pelas saídas de escapamento é metalizado, estridente e invade a cabine com facilidade, mesmo com o ótimo isolamento acústico. Um detalhe que dá para compreender quão forte é o berro.

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Em termos de força, quem dá as cartas é o BMW. Seu propulsor entrega 562 cv e 69,3 kgfm de torque a partir das 1.500 rpm, em curva plana. O arrojo impressiona mesmo com a transmissão automática de seis marchas (a próxima geração terá caixa de oito velocidades), que efetua trocas eficientes e compreende com rapidez as necessidades do motorista. Não que o Land Rover fique muito atrás, mas os números de seu “proletário” V8, de origem Ford, são inferiores: 510 cv às 6.000 rpm (mesma faixa de giro do rival) e 63,7 kgfm com 2.500 rotações. Nos testes de aceleração de 0 a 100 km/h, a vantagem do jipão germânico foi de 0,6 segundo. O X6 M, que fica ainda mais monstruoso ao pressionar o botão M no volante, registrou 4,9 segundos, enquanto o Range Rover Sport cravou 5,5 s. Marcas muito expressivas para modelos
de mais de duas toneladas.

As retomadas de velocidade também foram marcantes. De 40 a 80 km/h, por exemplo, o BMW gastou 2,5 segundos. Já o Land Rover precisou de 2,7 s. O desempenho mais próximo ao do adversário alemão se justifica por dois motivos: pe-sar 70 kg a menos e dispor de transmissão automática de oito marchas de respostas mais ágeis.

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Toda essa aptidão esportiva dos utilitários, porém, reflete no consumo de combustível. Acelerando na rua de maneira moderada (com algumas pisadas vigorosas em certos momentos, pois não somos de ferro), o computador de bordo do X6M e do Range Rover registraram 3,2 e 3,3 km/l, respectivamente. Na estrada, o câmbio do Land Rover o ajudou a ser mais econômico, com média de 9,1 km/l ante os 7,8 km/l do oponente.

Mas se você, endinheirado de plantão, não se importa com o gasto de gasolina, certamente dá valor para o quesito conforto. Nesse aspecto, o jipão britânico se sobressai com uma cabine mais espaçosa e aconchegante. A distância entre-eixos de ambos é praticamente a mesma, mas o espaço interno é mais bem aproveitado no Land Rover. Quem viaja no banco de trás, além de contar com telas multimídia integradas no encosto de cabeça do banco dianteiro, dispõe de melhor área livre para a cabeça. NoBMW, o perfil mais baixo do teto prejudica os mais altos.

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No porta-malas, novo triunfo do Range Rover, que oferece 784 litros para acomodar a bagagem de toda a família. No X6 M, o volume é de 570 l. Em comum, os dois disponibilizam um botão para fechar eletricamente a tampa traseira; um mimo muito bem-vindo em veículos de meio milhão de reais. Outros recursos de comodidade em comum nesses SUVs são os ajustes elétricos dos bancos dianteiros, sistema de aquecimento dos assentos, tela multimídia com TV integrada e tocador de DVD, som de alta qualidade, dispositivo que corrige o fechamento da porta quando não é efetuado 100% e até geladeira no caso do Range Rover Sport – localizada no console central.

O X6 M tem como diferencial um botão que faz massagem na “poupança” do motorista e o prático head-up display, que projeta no pára-brisas informações como velocidade do carro e de navegação GPS. No Land Rover há extras como o Park Assist, que estaciona o modelo sozinho, e um botão para aquecimento do volante – que dificilmente será usado no Brasil.

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Ao volante, o prazer de dirigir é aguçado nos dois utilitários. Há amplo campo de visão,  retrovisores laterais enormes para observar tudo e a todos e sensação de que os carros ao redor são minúsculos. No BMW, a única crítica vai para o pequeno retrovisor central, que dificulta a visualização do campo traseiro.

Em curvas, a estabilidade é fora de série. Parecem karts de tão colados no chão. Para ratificar ainda mais sua vitória, o Land Rover ataca com suspensões a ar adaptativas e a oferta de controle pneumático para o condutor, por meio de um botão no console, aumentar ou diminuir a altura em relação ao solo. Nas imperfeições das ruas brasileiras, os impactos são bem absorvidos, mas o X6 M, com suspensão a ar só na traseira transmite um certo desconforto em buracos do tipo “cratera”, mesmo tendo pneus calçados em rodas menores que as do Range Rover Sport (20” ante 22”).

Infelizmente, não tivemos tempo de levá-los para o fora de estrada. Mas por toda a tradição da marca inglesa, que tem lama em seu DNA, e recursos disponíveis por meio de um seletor no console, é de se imaginar que o Land Rover também se saia melhor no rolezinho off-road.

GPS para o seu carro – Transforme o seu painel em um GPS


Se você usa GPS sabe como é complicado prestar atenção naquela tela minúscula e já pensou alguma vez, se seria possível que ela fosse maior. Pois a Volkswagen e o MIT levaram a idéia um pouco adiante e aumentaram a tela de forma que o painel do carro foi transformado e tornou-se um GPS gigante.

Isso é apenas um conceito ainda em desenvolvimento pela Volkswagen, mas o objetivo é tentar facilitar ao máximo a vida dos usuários do GPS. Além do mapa em si, todas as demais funções do GPS comum estão presentes neste conceito, como localização de restaurantes, atrações turísticas e pontos de interesse. Tudo isso aparentemente será controlado ou por sensores infravermelhos ou por sensor de toque. De qualquer forma, torna-se muito mais intuitivo e de fácil acesso a qualquer um que esteja dirigindo o veículo.

O conceito, batizado de AIDA 2.0, tem seu início no desenvolvimento do primeiro AIDA – Affective Intelligent Driving Agent (Agente de Direção Inteligente e Afetivo) – em que os desenvolvedores do MIT e da Volkswagen tentaram inovar a tecnologia do GPS ao colocar um robô que interage com o motorista, como um co-piloto, além de memorizar rotas e pontos favoritos, possibilitando assim, uma humanização maior do processo até então repetitivo do GPS.

Ainda é incerto se esse tipo de tecnologia será aprovada pelas leis de trânsito (especialmente no caso do Brasil). Além disso, é preciso saber se esse modelo facilitará ou dificultará a direção, devido à quantidade de informações que são mostradas ao mesmo tempo para o motorista. Mas como vivemos na era da informação, é possível que até isso se tornar real, já estejamos suficientemente adaptados para essa inovação.

Vídeo mostrar o conceito de GPS que estar sendo desenvolvido pela Volkswagen e MIT

Carros tunados – “Tunar” carro – mexer no motor, na carroceria, no painel é uma febre no RS

Tunarcarros – mexer no motor, na carroceria, no painel – é uma febre que leva muitos dos apaixonados por carros modificados a conflitos com a lei.

Pintura exclusiva, suspensão rebaixada, porta que abre num ‘clic’ do controle remoto. Um estilo que virou moda. A febre dos tunados foi parar nas oficinas. O custo de tudo isso? Imprevisível.

O barulho do motor é o que os apaixonados por tunados sonham ouvir. Modificações do motor são muito comuns nesses veículos, mas será que os freios estão preparados para segurar tanta potência?

“Eu posso ter riscos para frear o veículo que teve uma potência bastante alterada, para mais. A pessoa muda o sistema de iluminação do veículo, dependendo do que ela fizer, pode fazer com que haja risco para quem vem no sentido oposto”, afirma o chefe de registro de veículos Detran-RS, Leandro Magni.

Quem não segue as regras que estão nas resoluções do código, fica no prejuízo. “Diversas vezes, não só multado como o carro rebocado três vezes no verão”, conta o empresário, Paulo Reichert.

A conformidade entre modificações e segurança é fundamental para regularizar o carro tunado. O carro do mecânico, Zeno Jéferson, só ganhou as ruas com as mudanças na mecânica, devidamente legalizadas.

“O laudo, com a foto do carro, tem as modificações todas, assinatura do avaliador. Aí depois a numeração do laudo vai no documento. Assim não tem como te guincharem”.

Com 20 vitórias em competições de carros tunados, esse Stratus já foi branco e dourado, ganhou um investimento de cerca de R$ 100 mil. Mas com mais de 30 multas no currículo, e mudanças que não podem ser regularizadas, o destino dele: virar uma espécie de peça de museu.

“Quase sempre parado, quase sempre na garagem”, afirma o programador de software, Douglas Souza.

Fonte G1