Arquivo da tag: óleo

As 9 economias para não fazer no seu carro – Manter o automóvel em boas condições não é barato, mas tentar economizar alguns itens pode ter um grande prejuízo

Fique atento ao escolher o óleo certo para o seu carro

Você já deve ter lido e ouvido muito isso na vida: ter um automóvel não é só por gasolina e andar. Carro demanda não só manutenção regular, como também cuidados até na hora de abastecer e trocar o óleo. Por isso, querer poupar a carteira depois de comprar um veículo pode trazer problemas que farão você coçar o bolso muito mais a médio prazo.

1. Revisões fora das concessionárias
Essa vale principalmente para carros 0 km. É preciso fazer as manutenções obrigatórias nas concessionárias para não perder a garantia de fábrica do veículo. As revisões geralmente são a cada 10.000 km e a maioria das marcas adota política de preço fixo.

Ou seja, os valores podem ser consultados nos sites das montadoras antes mesmo de você comprar o automóvel. Para modelos seminovos e usados que já passaram da garantia, manter as revisões nas revendas valoriza o carro na hora de trocá-lo lá na frente.

2. Manutenção apenas corretiva
Se você tem carro com mais de três anos de uso e já passou da garantia, nada de esperar aparecer problema para levar o carro na oficina. Geralmente, quando o veículo dá sinais, é que o estrago já é grande e a conta para o reparo será maior.

Faça uma revisão no seu seminovo a cada 10.000 km, mesmo que em oficinas independentes. Cheque freios, óleo, velas, fluidos, mangueiras, parte elétrica, pneus e suspensão. Procure mecânicos de confiança e estabelecimentos com equipamentos modernos, para fazer a diagnose correta de eventuais problemas. Se o carro tiver mais de oito anos, aconselha-se fazer manutenção a cada 5.000 km.

3. Óleo fora das especificações
O lubrificante recomendado pelo fabricante do seu carro é sintético e caro? Pois não caia na tentação de trocar por um óleo mais barato e fora das especificações. Um exemplo: usar produto de viscosidade diferente vai comprometer a lubrificação e o bom desempenho do motor.

Isso vai aumentar o atrito entre as peças metálicas, diminuir a vida útil dos componentes do conjunto, afetar o rendimento do motor e aumentar o consumo de combustível. Além disso, contribui para a formação da temida borra do motor que, em casos extremos, pode exigir uma retífica lá na frente.

E nada de só completar, mesmo que com lubrificante com a mesma especificação. Essa mistura de óleo novo e velho acaba por diminuir a capacidade de o produto manter o motor limpo.

4. Acessórios não originais
Quer aquela central multimídia com aquele som de trio elétrico do carnaval baiano em seu carango 0 km que acabou de sair da loja? Faça isso na própria concessionária. Colocar itens não originais ou não homologados pela fábrica faz, de cara, você perder a garantia do carro 0 km.

Além disso, acessórios não originais podem comprometer o próprio funcionamento do veículo. O som mais potente ou o farol de neblina mais irado demandam bateria com outra amperagem, ou podem comprometer toda a parte elétrica do carro. Um spoiler na traseira vai aumentar o consumo de combustível e afetar a dinâmica veicular. Até mesmo aquele “ar instalado”, que é mais barato, não só pode roubar potência a mais do motor, como vai desvalorizar seu automóvel na hora da revenda.

5. Peças recondicionadas
Isso é outra bomba que sai barata na hora de fazer, e depois explode como uma granada de custos. Deve haver muito critério no uso de peças reaproveitadas, recondicionadas ou usadas. Em sistemas de freios, suspensão e direção, é melhor descartar esse tipo de equipamento, assim como nos pneus.

Primeiro, muitas vezes é difícil saber a procedência. Segundo, não se sabe ao certo por quanto tempo aquele item foi usado e de que forma. A durabilidade da peça será mais curta e ela ainda pode comprometer o funcionamento de outros equipamentos do carro.

6. Pneus reaproveitados
Muitos motoristas recorrem à recauchutagem e à remoldagem de pneus para poderem economizar. Mas isso põe em risco não só o pleno funcionamento do carro, como a segurança do proprietário e de seus passageiros.

A recauchutagem é um reparo que reaproveita a carcaça de um pneu danificado, com aplicação de borracha e um processo químico chamado vulcanização ao longo de toda a superfície de contato da peça. Já o pneu remoldad é um processo de troca da borracha da banda de rodagem, ombros e laterais.

Esses pneus reformados têm vida útil menor. Se pneu novo aguenta 60 mil km, os remoldados vão rodar, no máximo, 40 mil km – perda de mais de 30%. Com os recauchutados, é pior: duram a metade que um pneu novo. Além disso, tais pneus não seguem os testes e especificações do fabricante, podendo comprometer o consumo do carro e a dirigibilidade do veículo.

7. Roda desamassada
Não é recomendado consertar rodas de aço se estas estiverem amassadas e a indicação de especialistas é comprar uma peça nova. O desamasso e desempeno não vale para rodas de liga leve. E se houver trincas ou quebra nos aros – dos dois tipos -, o melhor é descartá-los. Isso porque o conserto vai maquiar a parte danificada, mas o defeito pode causar danos na suspensão e nos freios no dia dia. Além disso, a roda pode se quebrar em alta velocidade e causa um acidente fatal!

8. Gasolina barata demais
Vale ficar atento a postos que cobram bem menos pelo litro da gasolina do que a média da vizinhança. Combustível batizado compromete o funcionamento do motor, acelera o desgaste das peças do conjunto e aumenta o consumo de lubrificante e de… combustível.

9. Mentir para o seguro
Não tente fazer um perfil diferente do seu para tentar baratear a apólice. Muita gente omite que o filho vai usar o carro ou que tem garagem no prédio para gastar menos. As companhias de seguro têm mecanismos para avaliar o uso do automóvel e podem negar o pagamento do sinistro.

Proprietários de modelos Renault equipados com os motores 1.0 e 1.6 SCe reclamam que o lubrificante some misteriosamente

Checar o nível do lubrificante deveria ser uma tarefa simples e corriqueira, mas não é assim para alguns proprietários de modelos da Renault, equipados com motor SCe, 1.0 e 1.6.

O taxista Edielton Pichum, de São Paulo (SP), conta que o lubrificante de seu Duster 1.6 SCe 2017 simplesmente sumia do motor. “Não era queima e nem vazamento, mas o óleo desaparecia”, afirma.

“O carro gastava um litro de óleo a cada 3.000 quilômetros rodados”, recorda. Antes de o problema ser resolvido, Pichum teve de levar o Duster seis vezes à concessionária.

“Na última, pediram que eu deixasse o carro por 18 dias para eles analisarem o caso, mas, como sou taxista, acabaram trocando o motor antes do fim do prazo, cinco dias depois,” lembra. Mas nem todos têm a mesma sorte, como relata a motorista Meri Jane Melo, do Rio de Janeiro (RJ), dona de um Captur 1.6 2017 automático.

“Descobri que não havia lubrificante e levei o carro à concessionária,” conta. “Lá, trocaram o óleo, lacraram a vareta e pediram que eu rodasse mais 3.000 quilômetros e voltasse para observarem. Ao retornar, não me deixaram sair com o Captur. Me forneceram um carro reserva manual. E estou sem o meu carro desde de março”, afirma.

O problema é conhecido, como demonstra o comunicado CGR 012/2017, que a Renault emitiu em maio de 2017, reconhecendo a falha e orientando como fazer o reparo em garantia. E na rede autorizada ainda existem as circulares Tech Line 006 e 007 de abril de 2018, padronizando as tratativas para resolver a falha.

Quando ocorre a troca do motor, os problemas não terminam, porém, porque é necessário regularizar os documentos do veículo, como diz o vendedor Guilherme Marino, de São Bernardo do Campo (SP), dono de um Sandero 1.6 2017. “Troquei o motor em agosto de 2017 e só agora, em maio, recebi os documentos.”

Procurada, a Renault informou que: dos sete casos levantados e enviados por nós, ela atendeu três proprietários individualmente.

O POVO RECLAMA

“Meu carro estava com menos de 8.000 km quando o frentista me disse que não havia óleo. Na concessionária, lacraram a vareta, mas o lubrificante continuou a sumir. Então, lacraram o bujão e pediram que eu observasse.” – Cláudio Boanerges, advogado (MG), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2016.

“Trocaram o motor do meu carro depois que eu abandonei o veículo na frente da loja, após a oitava visita. Depois, devolveram o carro sem sequer me dizerem o que fizeram para solucionar o problema.” – Luciano Marsário, gerente comercial, Campinas (SP), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2017.

Não deixei seu carro muito tempo parado, evite futuros problemas

pneu-carro

Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostra que a porcentagem de motoristas que têm carros e os usam todos os dias, ou quase todos os dias, caiu de 56% em 2014 para 45% em 2015. Mas, se por um lado as pessoas respiram um pouco mais aliviadas e o trânsito flui com mais facilidade, por outro o condutor precisa ficar atento, pois deixar de rodar com o veículo por um longo período pode causar alguns problemas.

O que acontece é que a demora para gastar o combustível ou atingir a quilometragem prevista para a próxima troca de óleo, por exemplo, faz com que os líquidos envelheçam e acabem afetando o mecanismo do automóvel. Com isso, certamente o modelo terá de passar por manutenções com mais frequência.

De acordo com Roberto Bortolussi, professor de engenharia mecânica no Centro Universitário FEI, são duas as maneiras de danificar o carro quando o assunto é falta de uso. “A primeira é fazer trajetos curtos – menores do que 10 km por percurso –, o que não deixa o motor atingir a temperatura ideal de trabalho. Isso faz com que ocorra a contaminação do óleo. Já no caso de o veículo rodar poucos dias por semana ou mês, pode ter o sistema de arrefecimento prejudicado”, explica.

Fluídos, bateria e pneus

Ao deixar o carro parado na garagem também é provável que os fluídos como de óleo e freio estraguem, já que, segundo o professor, eles oxidam e perdem propriedades. Outro elemento que será afetado pela falta de uso é a bateria – ela pode descarregar. E vale salientar que, mesmo desligado, o veículo a utiliza. Os modernos mais ainda, já que contam com muitos dispositivos eletrônicos.

No caso dos pneus, se o automóvel ‘hibernar’ por períodos maiores do que seis meses, eles certamente irã deformar e perder pressão. A gasolina, por sua vez, perde as características depois de cerca de um mês no tanque, causando, assim, o entupimento dos bicos injetores.

Longe de problemas

Quem deixa o carro parado, seja por motivos de economia ou viagem, precisa ter alguns cuidados. Nestas situações, o ideal é deixá-lo com pouquíssimo combustível no tanque e, de preferência, aditivado. Segundo Bortolussi, este tipo de gasolina recebe um pacote de aditivos detergentes que mantém limpo todo o sistema de alimentação.

Também é recomendável ligar o automóvel – se não estiver em casa, deve pedir para quem alguém o faça -, pelo menos, no fim de semana e por aproximadamente 20 minutos.

Outra dica que o professor da FEI dá é não deixar a água do radiador sem aditivo, para evitar ferrugem e acúmulo de sedimentos na bomba de água e no próprio radiador.

As principais dúvidas sobre lubrificantes automotivos

foto-imagem-lubrificantes-automotivosAs dúvidas sobre lubrificantes automotivos são bem comuns, normalmente deixamos tudo na mão do mecânico e está resolvido. Mas você já parou para pensar que pode não ser tão complicado? Você sabe a diferença entre óleo mineral e sintético? O que faz a diferença na hora de escolher o óleo? Listamos essas e outras das principais dúvidas sobre o assunto, para Otávio Campos, Supervisor Técnico da Shell Lubrificantes responder para você.

Confira: Vale a pena trocar o lubrificante durante sua vida útil?
Otávio Campos – De maneira geral, não. A maior parte dos fabricantes já especificam diferentes intervalos de troca em função da severidade das situações de uso. Esses períodos são determinados após muitos estudos.  Há exceção quando, por exemplo, ocorre vazamento de óleo ou alguma outra anormalidade no motor.

Qual o lubrificante ideal para motores muito rodados?
Veículos com muitos quilômetros rodados tendem a ter um desgaste muito maior no motor, o que causa folgas (espaços entre os componentes). No entanto, isso não está relacionado necessariamente à idade do veículo. O histórico de manutenção faz toda a diferença. Mas claro, existem os lubrificantes recomendados para veículos que apresentem ruídos, por exemplo, que pode ser um sinal desse desgaste. Nesse caso o lubrificante deve ser mais espesso, de maior viscosidade, pra que ele preencha essas folgas.
Mineral, semisintético ou sintético: o que muda além da recomendação?
O que muda é a base do lubrificante. Apesar da base ser mineral para os três, a diferença é que o mineral é obtido diretamente através do refino do petróleo. O sintético passa por um processo industrial, e as moléculas que compõe os óleos são mais uniformes, o que promove benefícios como resistência à oxidação, melhor viscosidade, maior poder de limpeza, muda a qualidade. O semi é a mistura dos dois. Todas essas características fazem com que eles preservem mais o equipamento, conferindo maior durabilidade. A recomendação é sempre seguir o manual do carro, alguns restringem o uso do óleo sintético, mas se não houver nenhuma restrição, o sintético tende a ser melhor opção.
Além da viscosidade, o que mais o proprietário deve prestar atenção?
A viscosidade é, definitivamente, a propriedade mais importante a ser observada. Ela é definida pelo fabricante do veículo de acordo com o acabamento do motor, são eles que conhecem o material usado, os níveis de folga, etc. Outro ponto importante é o desempenho. Essa característica é aferida pela tabela API, eles agrupam os óleos por classificações, e atualmente tem como nível mais avançado o tipo SN. Com a evolução de motores e lubrificantes, as exigências também aumentam, e cada nível de qualidade que surge cobre o anterior.
Dá para levar a sério o método “digital” de verificação do óleo, quando o frentista ou mecânico afere com os dedos se o lubrificante ainda está bom?
Sabemos que acontece, mas não é seguro. Avaliamos o desempenho em diversas esferas, e muitas propriedades devem ser consideradas, como alcalinidade, durabilidade, viscosidade, entre outros. Equipamentos específicos aferem a qualidade do produto. No dedo, por experiência, a pessoa pode até perceber algumas características, mas isso não significa que é confiável. A coloração também é um fator que as mecânicas entendem como motivo para troca, mas o óleo fica escuro com o tempo, e é apenas um sinal de que ele está fazendo seu trabalho de forma correta.e o motorista roda apenas na cidade, o prazo de troca tem que ser menor que o indicado?
A resposta é seguir o manual. As pessoas têm muitas dúvidas a respeito do que pode ser considerado um regime severo ou não. Rodar na cidade é abrangente, mas normalmente se associa ao “anda e para” no trânsito intenso e trechos curtos. Ambas são condições severas. Na primeira o veiculo também trabalha a uma temperatura muito elevada, o que força o motor e o lubrificante. Na segunda, o carro não atinge uma temperatura ideal de trabalho, o que também pode prejudicar o motor.

Há algum lubrificante específico para motores flex?
Sim. As classificações mais atuais já preveem a utilização dos óleos em carros flex. Mas existem alguns que são desenhados especificamente para esses veículos. São óleos que protegem o motor da água que se forma com o uso do etanol. Essa água pode corroer o metal, portanto o lubrificante deve se misturar a ela para proteger o motor.

E os carros antigos cujos motores foram projetados para óleos de outra era, eles tem óleo específico?
Os motores mais antigos não tinham acabamento tão bom como os atuais, as folgas eram maiores, por exemplo. Ao longo dos anos, a viscosidade dos lubrificantes foi diminuindo para atender a evolução dos motores, e normalmente, motores mais antigos pedem tipos de óleo mais espesso. Fora a viscosidade, do ponto de vista tecnológico, a especificação mais moderna do produto atende todas as anteriores.

Os lubrificantes que ajudam a remover a borra são seguros? Será que os resíduos soltos não podem fazer mal ao sistema de injeção?
Todo lubrificante tem poder de limpeza. No entanto, existem alguns tipos, como Premium e sintéticos, que tem uma capacidade de limpeza bem maior. Se o histórico de manutenção do carro é bom, teoricamente, a limpeza constantemente que ele proporciona é positiva, porque a formação de borra será menor. Caso a manutenção do carro não seja adequada, a formação de borra vai ocorrer, e a limpeza que o lubrificante proporciona pode fazer com quem alguma via do motor seja entupida. Se comprar um carro usado, e suspeitar que a manutenção não foi bem feita pelo outro dono, por exemplo, a recomendação é que se faça um intervalo reduzido de troca do óleo lubrificante na primeira vez, para que ele faça a limpeza. Após esse período, já pode seguir o intervalo de troca normal.

O filtro precisa ser substituído a cada troca de óleo?
É recomendável. Como o lubrificante tem, entre outras funções, a capacidade de limpeza, acaba por acumular sujeira. O filtro retém essas impurezas e tende a saturar durante o período de utilização do óleo.

Posso completar o óleo com algum de outra marca?
Sempre que se faz uma mistura de dois produtos, você forma um terceiro produto que é desconhecido. Dessa forma, não é possível precisar o desempenho e o período de troca. A recomendação é utilizar sempre a mesma marca. Outra dica importante: completar o óleo também não é recomendável. Salvo exceções como vazamento e outras anormalidades, pois a quantidade colocada no momento da troca deve ser suficiente, sempre.

O que fazer quando o carro a álcool não liga em dias frio

O que fazer no caso de o carro a álcool não querer ligar nos dias frios? O óleo do câmbio pode ser trocado? Antes de ligar o ar-condicionado é preciso esperar o motor aquecer?

O que fazer no caso de o carro a álcool não querer ligar nos dias frios? É verdade que se coloca um pouco de gasolina ajuda?
– Paulo Soares

Quando um carro a álcool demora a pegar em dias frios é sinal de que existe algum problema com o injetor de gasolina. A primeira verificação a fazer é conferir se tem gasolina no reservatório, pois o motorista pode se esquecer de completar ou então, o que é pior, pode ter um vazamento. Sem o auxílio da gasolina, o carro vai demorar a dar partida, mas vai funcionar. A mistura de álcool e gasolina em um carro movido apenas a álcool não é recomendada, mas é verdade sim que um pouco de gasolina adicionada ao tanque favorece a partida. De forma geral, o mais recomendado é manter o sistema de partida a frio em ordem.

Com o ar-condicionado ligado o consumo de combustível aumenta? Quanto?
– Casé
O condicionador de ar instalado nos automóveis aumenta o consumo de combustível sim. Isso porque o compressor do ar-condicionado é movimentado por uma correia acoplada ao motor. Ao ligar o aparelho o motor passa a executar um esforço maior e isso tem como conseqüência uma perda de potência que pode variar entre 4% e 7%, a depender do tipo de motor. Ou seja, na prática um carro com o ar-condicionado ligado tem um aumento do consumo de combustível em torno de 5%.

Ligar o carro com o ar-condicionado ativado tem algum problema?
– Sérgio Benevides
Não há problema algum. Antigamente, na época dos primeiros automóveis equipados com ar-condicionado, isso poderia causar algum transtorno. Atualmente, não tem problema dar partida no carro com o aparelho ligado, já que os veículos modernos possuem sensores que ativam e desativam o sistema em diversas condições. Porém, o motorista precavido sempre liga o motor com todos os componentes elétricos desligados.

Antes de ligar o ar, é verdade que devo esperar o motor aquecer um pouco?
– Betinho Torres
Essa informação não procede. Para ligar o ar-condicionado basta o motor estar em funcionamento. Quanto ao ar quente, este sim precisa que o motor esteja aquecido, uma vez que o calor gerado pelo motor é que vai fornecer o ar quente a ser enviado para dentro do carro.

Com quantos quilômetros deve-se trocar o óleo do motor?
– Lucimário
O óleo do motor deve ser trocado conforme sua especificação. Os modelos mais comuns, com base mineral, têm como recomendação a troca a cada 5 mil quilômetros. Outros, com fórmula semi-sintética a cada 10 mil e os sintéticos a cada 20 mil km. O importante é saber que uma vez adicionado ao motor, o óleo, independente de sua composição, deverá ser trocado ao atingir o limite de quilometragem estipulado pelo fabricante ou a cada seis meses. Isso mesmo, o motorista também deve considerar o tempo para fazer a troca e lembre-se de utilizar apenas o óleo recomendado pelo fabricante. Essa especificação consta no manual do proprietário.

O óleo do câmbio pode ser trocado?
– Diego, Rio de Janeiro
Antigamente era necessário fazer a troca a cada 10 mil quilômetros. Hoje, a composição dos lubrificantes evoluiu bastante, mas ainda assim o câmbio manual deve ser verificado a cada 10 mil quilômetros e se necessário completar. Alguns fabricantes recomendam trocá-lo aos 30 mil, outros, aos 50 mil. O certo então é fazer o que o fabricante do seu carro pede e seguir a recomendação.

Quero comprar um celta VHC, mas não sei o que significa esta sigla.
– Carlinhos
Essa sigla é utilizada pela Chevrolet em alguns de seus modelos, dentre eles o Celta. A sigla vem da expressão em inglês, Very High Compression, ou seja, motor de alta compressão, o que na prática quer indicar um modelo mais potente do que a versão normal.

Vejo comentários que falam de giros, mas o que é isso?
– Maria Tonete
O motor é composto por algumas partes móveis no seu interior. Essas peças fazem um movimento interno para o motor entrar em funcionamento e esse movimento é chamado por giros do motor. Dessa forma, os giros do motor são representador por rotações por minuto (rpm), que quer dizer quantos giros essas peças internas fazem a cada minuto. Então, quando se ouve falar que a rotação do motor está em 5 mil giros, significa que o funcionamento do motor naquele momento está em um regime de 5 mil rotações a cada minuto. Para se ter uma ideia disso na prática, em marcha lenta, ou seja, o motor funcionando, mas o carro parado, a rotação estará entre 1 mil e 1,5 mil giros.

Fonte: G1

Saiba o que é mito sobre o uso do carro e o que não é

‘Lendas’ vão da lavagem do motor até a cor do veículo.

Quando o assunto é a mecânica dos automóveis o que não falta é mito. Tudo começa quando ouvimos de um amigo, que ouviu de outra pessoa e por aí vai. Por isso, é importante estar atento ao que é realmente verdade e o que não passa de “lenda”.

Andar na banguela

Deixar o carro em ponto morto, a famosa banguela , durante uma descida é uma assunto falado e comentado muitas vezes, mas sempre surge algum motorista com essa dúvida. Saiba que essa não é uma prática segura. Totalmente equivocada, essa prática não é nada recomendável. Apesar de economizar combustível em veículos sem injeção eletrônica, a segurança de motorista e passageiro é comprometida. O carro desengatado não conta com auxílio do freio motor, que contribuiu para uma melhor dirigibilidade e também não exige demais dos freios, que podem superaquecer e vir a apresentar falhas.

Álcool X gasolina

Sobre economia de combustível, o comentário geral aponta que o carro a álcool consome mais do que o mesmo modelo a gasolina. É uma verdade. Primeiro porque a gasolina produz mais energia e, para compensar, o álcool é injetado em maior proporção, além das características da combustão, que requerem mais compressão na versão a álcool. Porém, o motor movido a álcool torna-se mais potente.

Consumo do óleo é menor na cidade

De uma forma geral, a maioria dos motoristas acredita que o consumo do óleo do motor ou mesmo o período de troca do lubrificante na cidade é menor em relação ao uso na estrada. Trata-se de um grande equivoco. Nas rodovias a velocidade é constante, com períodos prolongados de funcionamento, o que proporciona o correto aquecimento e resfriamento do motor, ou seja, nada mais é do que o uso em condições normais. Já na cidade, o veículo faz inúmeras paradas e o motor não funciona como deveria, assim o uso é mais severo.

Outro detalhe é em relação ao nível, tanto do óleo quanto da água do motor. Não é preciso deixar sempre no máximo, mas situado entre a marca de nível mínimo e máximo. Portanto, se o seu carro está com os níveis abaixo do máximo, relaxe, pois está dentro da normalidade.

Lavagem do Motor

Quanto à lavagem de motor, o mito diz que pode trazer problemas. Essa informação é verdadeira. Com a invasão da eletrônica nos motores dos automóveis vieram também algumas restrições, sendo uma delas a lavagem do motor. Não que seja proibido, mas uma lavagem no motor deve ser feita com extremo cuidado e por pessoas habilitadas a esse serviço. A água pode danificar e, em alguns casos, até inutilizar diversos componentes eletrônicos instalados. Já ocorreram diversas panes em decorrência da lavagem do motor sem os devidos cuidados, tanto é que certos postos nem oferecem mais esse tipo de serviço.

Durante a lavagem, alguns postos de combustíveis, principalmente aqueles que ficam em cidades do interior, ainda adotam a pulverização de chassi. Essa pulverização é feita com óleo e a intenção é contribuir para a conservação, mas esse banho de óleo por baixo do carro não é recomendado porque colabora para a aderência de sujeira e, em alguns casos, pode corroer as borrachas de vedação.

Carro amarelo é mais seguro

Ainda sobre segurança no trânsito, existe o comentário sobre as cores dos veículos, sendo que umas são mais seguras e outras não. Será verdade? Pois saiba que se trata de uma informação verdadeira sim. Embora os tons como o amarelo e o laranja muitas vezes não sejam as cores preferidas dos motoristas, elas se destacam tanto durante o dia quanto à noite. Além disso, nos momentos mais críticos, como os dias de chuva e com neblina, essas cores também se destacam. Contudo, se você não faz a mínima questão de ter um carro nessas cores, também não tem problema. O importante é utilizar corretamente os instrumentos de sinalização.

Cinto de segurança e sinal vermelho

Algumas informações deixam as pessoas na dúvida pelo desuso, como por exemplo, o cinto de segurança para os passageiros do banco traseiro. Ainda são poucas as pessoas que usam e aqueles que não utilizam falam que não é preciso. Pois aí está uma grande mentira. O uso do cinto de segurança é obrigatório sim e para todos os ocupantes do veículo, tanto na cidade quanto na estrada. Consta do Código de Trânsito Brasileiro e sujeita o dono do automóvel a pagar multa e a levar pontos na carteira de habilitação.

O mesmo pode ser atribuído a história de passar semáforo fechado durante a madrugada. Apesar de o risco de assaltos ser elevado, principalmente nas grandes cidades, não existe lei que impeça a autuação por passar em farol vermelho em horário específico. Entretanto, alguns motoristas ainda preferem arriscar a vida e passar o sinal fechado sem tomar conhecimento. Nesse caso, o mais correto é diminuir a velocidade e aproximar-se vagarosamente do cruzamento até que o semáforo fique verde. Além de evitar a multa e os pontos na carteira, você escapa do risco de um acidente.

Fonte: G1

Defeito de fábrica – Carros da Volkswagen estão com problemas nos motores 1.0: motores VHT utilizados desde abril 2008 – Gol, Voyage e Fox

Fotos-Gol 1.0-foi-o-modelo-mais-atingido-pelo-defeito-de-fabricacao
A Volkswagen divulgou nota com o intuito de esclarecer as falhas identificadas nos motores VHT, utilizados desde abril de 2008. Mas a história aparenta estar pela metade. De acordo com a empresa, os defeitos são ocasionados por uma deficiência na lubrificação interna.

Para melhorar o rendimento dos carros novos equipados com o propulsor VHT, a montadora diz ter solicitado ao fabricante dos lubrificantes que alterasse a especificação do óleo utilizado no primeiro abastecimento. Segundo a Volks, a ação do álcool combustível provocou a perda das propriedades de lubrificação do óleo. A nota informa que a empresa voltará a utilizar o lubrificante utilizado anteriormente.

A empresa divulgou que irá estender a garantia dos motores VHT 1.0 produzidos após abril de 2008 de três para quatro anos para compensar a falha identificada.

Foto-modelos-carros-Motor-EA-111-utilizado-na-linha-Gol-Voyage-e-Fox

A maioria das queixas recebidas pela VW são referentes a motores 1.0 do Gol. Os primeiros sintomas são barulhos anormais vindo da peça. Ao verificar o problema, tem-se notado a redução excessiva no nível de óleo e, como conseqüência, problemas em componentes periféricos.

De acordo com a Volks, a estimativa de falhas é de uma para cada mil blocos VHT 1.0 fabricados. Os proprietários que notarem irregularidades de funcionamento devem procurar os concessionários da marca para verificação. Não há custo para o reparo.

Fonte ZAP