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Lei dos faróis: Farol apagado de dia continuará rendendo multa na maior parte das rodovias

Projeto de lei, que entra em vigor nos próximos meses, obriga uso dos faróis em rodovias de pista simples, que são 85% das vias brasileiras

Conhecida como lei dos faróis, a determinação 13.290 causou polêmica quando foi publicada, em julho de 2016. A religião obriga obriga o uso de faróis baixos em rodovias e seu descumprimento é passível de multa de gravidade média (quatro pontos no CNH) e valor de R $ 130,00.

Porém, o projeto de lei 3.267 / 2019 , que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pode flexibilizar essa determinação.

No projeto, já aprovado pelo Senado, o uso do farol baixo durante o dia só será obrigatório em rodovias de pista simples. Apenas nelas o motorista pode ser multado por estar com faróis apagados.

Portanto, em estradas com alguma separação física entre as faixas de direção contrárias, o que será necessário não obter acender os faróis.

Mais de 85% das estradas brasileiras ainda são formadas por pista simples de mão dupla, de acordo com o estudo da Confederação Nacional de Transporte (CNT) que avaliou 107.161 milhas de rodovias federais e estaduais em 2018.

Agora o projeto depende da aprovação pela Câmara dos Deputados e da sanção presidencial.

QUATRO RODAS promoveu um teste de visibilidade que comprovou que dirigir com acesos durante o dia melhora em até 500% a visibilidade dos veículos.

O texto da lei também cita que as luzes de rodagem diurna (DRL) serão obrigatórias em novos modelos e, portanto, a obrigatoriedade do acendimento dos faróis perderá a obtenção em termos de segurança conforme a frota de veículos para atualização.

A resolução 667 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) tornou-se obrigatório, a partir de 2021, que todos os novos modelos saiam de fábrica com luzes de rodagem diurna (DRL) a partir de 2023 todos os veículos fabricados no país passarão a ser obrigados a ter equipamento.

As DRL são, geralmente, luzes de leds com intensidade forte que ligam automaticamente junto com o carro, independente da condição de luminosidade.

Segundo o diretor técnico da Anfavea (Associação dos fabricantes de automóveis), Henry Joseph Junior, uma indústria está preparada para atender a legislação e pode haver algum incremento no preço final de modelos que exijam uma modificação maior para introdução do DRL.

“Como modificações em veículos pesados ??é que serão mais complexos, mas consideramos que uma obrigação do DRL privilegia a segurança e é realmente o caminho mais adequado”, diz Junior.

Segundo o diretor, as DRL trazem a vantagem de não afetar tanto o consumo de energia dos modelos. “Principalmente as luzes diurnas em LED representam um consumo muito inferior ao gasto pelos faróis acesos”, afirma.

Fonte: Quatro Rodas

Através de aplicativo, Detran-SP, será permitido a transferência de multa entre condutores por meio de selfie.


Após baixar o aplicativo e fazer o cadastro, o condutor precisa conferir os dados da infração e do veículo, fazer uma selfie e assinar na tela do celular

O Detran-SP anunciou nesta terça-feira um recurso que permite a transferência de multa entre condutores por meio de selfie. A ferramenta poderá ser usada quando o condutor que comete a infração de trânsito não é o dono do veículo.

Para usar o recurso, é preciso fazer download do aplicativo do Detran-SP – disponível para os sistemas operacionais Android e iOS. Ao realizar o cadastro, o motorista deve acessar a opção “Indicação de Condutor”. Assim que conferir os dados da infração e do veículo, o proprietário identifica-se com uma selfie e assina na tela do celular.

Se o motorista não for registrado em São Paulo ou não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ele pode incluir uma fotografia de um documento de identificação, como o RG.

Também é necessário identificar o condutor que deve receber a autuação. Para isso, é preciso incluir o CPF, número da CNH, selfie e assinatura – ambas as assinaturas devem ser idênticas às do documento de habilitação.

A indicação de condutor permite que a pontuação seja atribuída à CNH correta – desde junho de 2016, o órgão paulista possibilita o procedimento pelo site, mas com o novo recurso, o processo torna-se mais rápido e simples.

Ao finalizar o cadastro de informações, o condutor é avisado de que as informações serão analisadas. É possível acompanhar o status da solicitação no aplicativo ou portal do Detran-SP.

Em média, 5.500 pedidos de indicação são enviados ao Detran por mês, mas 3.500 são recusados.

Após a prorrogação de 90 dias, os condutores que não cumprirem a determinação podem ter de pagar R$ 127,69 de multa e ainda perder 5 pontos na carteira de habilitação

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O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), decidiu adiar por 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio veicular com carga ABC. O adiamento só passa a valer depois que uma nova resolução for publicada, mas o mas o órgão já informou que não multará quem dirigir sem o novo equipamento.

A medida, que surgiu de forma pouco esclarecedora para o público, visa atender os motoristas que reclamavam da dificuldade de encontrar o extintor. Agora eles terão mais tempo para trocar o aparelho. Após os 90 dias de prorrogação, os condutores que não cumprirem a determinação podem ter de pagar R$ 127,69 de multa e ainda perder 5 pontos na carteira de habilitação.

A nova lei fez com que a maioria dos motoristas fosse checar os seus extintores. Após muitos deles perceberem que não tinham o produto novo ou na validade, os extintores sumiram do mercado. O que não havia ficado claro é que a recomendação valia para carros que tivessem dez anos ou mais. O novo extintor, na verdade, não é tão novo assim – ele equipa os carros vendidos no Brasil desde 2005.

Multa de R$ 5 mil que usar apps de carona

motorista-usando-celular-dirigindo-fotoExistem vários aplicativos e comunidades que se propõem a ajudar pessoas que dão e recebem carona a se encontrarem, a fim de facilitar as viagens de cada uma. De um lado, quem oferece a corrida em geral recebe algum dinheiro (mesmo que só para bancar o combustível), enquanto quem pega a carona deixa o carro em casa ou evita o transporte público.Só que isso é ilegal, de acordo com o advogado Raphael Junqueira. Servidor da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ele publicou um artigo no Congresso em Foco explicando que esse tipo de atividade pode render até multa, “atualmente acima de R$ 5 mil”.

Junqueira pontua que compete ao Estado autorizar qualquer tipo de transporte remunerado. Mesmo que esses serviços tenham a intenção de melhorar o tráfego (tirando carros das ruas e pessoas do transporte público) e a qualidade do ar (afinal, há menos carros nas ruas), sua exploração não é permitida.

“A sociedade deve compreender que o conceito da denominada carona solidária difere da atividade predatória que vem sendo realizada diariamente por diversos motoristas que retiram passageiros do transporte público mediante remuneração ou qualquer outra vantagem”, diz ele, que continua:

“Na realização da denominada carona solidária não poderá haver qualquer cobrança ou recebimento de vantagem. Ou seja, carona solidária é o ato de transportar pessoa sem auferir qualquer vantagem. Uma mera divisão nos custos de combustível já extingue a solidariedade da carona.”

O advogado ainda diz ser “muito cômodo para um motorista auferir vantagem em seu veículo particular ao se deslocar para o trabalho, escola ou viagem sem recolher os devidos tributos ou se submeter aos rigorosos testes e exames periódicos”, enquanto o prestador regular é obrigado a seguir uma regulamentação.

Multando quase mil motoristas – Lei seca mais rígida multa no Rio e em São Paulo

 

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Os primeiros dias da lei seca mais rígida registrou quase mil motoristas multados e 13 presos por embriaguez somente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Segundo a polícia, em São Paulo, a quantidade de motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro é muito pequena. De sexta-feira (21) até a madrugada do Natal, 883 pessoas fizeram o teste e só duas recusaram.

Em São Paulo, 62 motoristas foram multados porque estavam embriagados, e oito acabaram presos.
No Rio de Janeiro, o fim de semana do Natal também teve blitz da lei seca. Dos 5,7mil motoristas parados, 832 foram multados, e cinco, presos.

A lei seca mais rígida só não valeu para quem foi prevenido. “O meu marido bebeu e aí eu resolvi não beber para trazer o carro”, disse a advogada Viviane Lima Mendes.

E-mail sobre carteira de habilitação(CNH) vencida que circula na internet é golpe – Veja quais são as reais regras para renovar o documento.

Um e-mail que circula na internet de tempos em tempos traz informações falsas sobre o risco de ter a carteira de habilitação cancelada automaticamente, alerta o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A mensagem afirma que foram criadas novas regras e, se a CNH não for renovada após 30 dias de vencimento, ela será “cancelada automaticamente e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira”.

O Denatran informa que a CNH vencida pode ser renovada a qualquer momento e não é cancelada automaticamente. Mas o motorista que for pego dirigindo com o documento vencido há mais de 30 dias está sujeito a multa de R$ 191,54, sete pontos na carteira e apreensão da CNH, porque se trata de infração gravíssima.

O Denatran esclarece ainda que, para renovar a carteira de habilitação, não é necessário refazer todos os procedimentos exigidos para obtenção da primeira carteira. Para renovação da CNH comum, os exames necessários são médico e oftalmológico. Para renovar a CNH para fins de exercer atividade profissional remunerada é preciso passar pelos exames médico, oftalmológico e psicológico.

Quem tirou a CNH antes de 21 de janeiro de 1998 precisa fazer uma atualização sobre direção defensiva e primeiros socorros na primeira vez que for renovar a carteira após essa data. Os departamentos estaduais (Detrans) orientam os condutores sobre como essa atualização deve ser feita. No Rio de Janeiro, por exemplo, não há exigência que o condutor frequente aulas, mas é aplicada uma prova sobre conhecimentos desses temas. O Detran esclarece ainda que não é necessário repetir a atualização nas renovações seguintes.

A mensagem diz ainda que, para tirar novamente a carteira, o custo chega a R$ 1.200,00. Mas, o site do Detran-SP, por exemplo, informa que os valores atuais renovação da CNH são R$ 28,79 de taxa de emissão mais R$ 57,59, que é o custo do exame médico/oftalmológico.

Carga horária dos cursos

O e-mail diz ainda que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aumentou em 2009 as cargas horárias do curso teórico e das aulas práticas para obtenção da CNH. Segundo o Denatran, continuam valendo as determinações de 2004 (clique aqui para ler a resolução completa no site do Denatran), que são de 45 horas para curso teórico e um mínimo de 20 horas de aulas práticas.

Extintor de incêndio

Por fim, a mensagem alerta para “providenciar com urgência a retirada do plástico do extintor. Mais uma regulamentação sem a devida divulgação”. Segundo o e-mail, o extintor de incêndio obrigatório do carro tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem, caso contrário o motorista poderá ser penalizado com cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,50. O Denatran responde que essa determinação não existe. “A resolução 157, que estabelece padrões para o uso de extintores, exige o pleno funcionamento desses dispositivos”

Fonte: Auto Esporte

Película Automotiva (Fumê) O Certo e o Errado na Aplicação

Filme é procurado para aumentar a segurança e a privacidade, mas há quem extrapole na dose

A película automotiva ficou mais famosa com o nome de “filme”. Surgiu no início dos anos 80 e foi ganhando público, mas muita gente abusou. Com vidros cada vez mais escuros, a privacidade pode aumentar, mas a visibilidade noturna fica seriamente prejudicada. O Contran teve de interferir e estipulou a resolução 254, de 2007, que passou a delimitar a porcentagem de luminosidade mínima para cada vidro do carro.

Pela lei, vidros frontais devem manter no mínimo 75% da entrada de luz, vidros laterais dianteiros, 70%, vidros laterais traseiros, 28%, e vidros dianteiros, 28%. Todos devem ter chancela indicativa no vidro. Quem apelar para o estilo e decidir escurecer mais que o permitido, pode levar cinco pontos na carteira e pagar multa, que varia para cada estado do país. E tem de remover a película.

O principal fator que leva à colocação do filme é a segurança, seguida da privacidade. Há no mercado películas com especificações diferentes que ajudam a proteger a pele do sol, manter a temperatura do ambiente, reduzir ruídos ou até criar uma barreira antivandalismo. Algumas películas chegam a reforçar o vidro em 18 vezes, e protegem o motorista e os passageiros de estilhaços em caso de impacto, além de barrar 99% os raios UV.

Aplicação
A aplicação deve ser feita em oficinas credenciadas. Mais do que a mão-de-obra, a qualidade do filme deve ser boa para evitar o surgimento de bolhas ou o descascamento. “As bolhas podem ser formadas a partir da má colocação ou má qualidade do produto. Um filme tem de durar no mínimo cinco anos”, afirma Enrique Mozen, instalador da H3 Customs. Os fabricantes chegam a oferecer até 5 anos de garantia em alguns tipos de película.

A instalação começa com a limpeza do vidro, antes da colocação do filme com ajuda de água ou sabão. Após a aplicação é preciso esperar “curar”, como diz Jonatas, consultor da Insulfilm. “É preciso deixar o carro parado por três dias, depois ficar cinco dias sem usar o desembaçador. Filmes como o de antivandalismo demoram cerca de 20 dias para secar totalmente”.

O preço do serviço custa em média R$ 100 para carros populares de duas portas e R$ 120 para carros populares com quatro portas. “Se o carro for mais alto, o preço varia de R$ 140 e R$ 160. O valor depende de quantos vidros o carro tem e a dificuldade da aplicação e modelagem”, afirma Enrique.

Cuidados
Depois que o filme foi colocado e “curado”, os cuidados com a limpeza e a lavagem são iguais aos de um vidro comum – podem ser lavados com água e sabão. “Se o vidro ainda não estiver seco, deve ser limpo com um pano bem de leve, para não tirar o filme do lugar”, ensina o instalador da H3 Customs.

Camaleão
Os filmes podem ser comprados em diversas tonalidades. Estão disponíveis no mercado tons de azul, verde e preto, entre outros. Além das cores, existe o filme fotocromático, que escurece de acordo com a necessidade e a incidência de luz. “A película consegue escurecer 70% quando há muita luz, sem exceder os limites da lei”, diz Jonatas.

Fonte: Revista AutoEsporte

Farol Xenon proibido em todo o País

A instalação dos faróis de xenon (xenônio) está proibida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O equipamento ganhou as ruas nesses últimos anos por conseguir iluminar até três vezes mais que os faróis comuns. São apenas 330 veículos regularizados com esse item no Ceará.

O problema é que o farol de xenon, quando tem amperagem elevada, ofusca a visão do motorista que segue em direção oposta e facilita os acidentes nas estradas. O Departamento de Trânsito do Ceará (Detran) vai intensificar a fiscalização.

De acordo com a resolução 384, publicada na última terça-feira no Diário Oficial da União, existem exceções nesta proibição.

Para quem adquiriu o carro novo, com o item de fábrica, ou fez a instalação em empresa credenciada e possui o Certificado de Segurança Veicular (CSV) até o dia 7 de junho está liberado. Nesta última situação, são apenas 330 veículos no Estado.

A nova resolução não especificou nenhum grau de amperagem permitido. Por isso, a instalação de qualquer tipo de farol de xenon a partir de agora é considerada irregular e resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O coordenador de blitz do Detran, Ribamar Diniz, explica que a norma será cumprida através das vistorias nas blitze. “Essa foi uma resposta do Contran aos abusos que estavam sendo cometido”, disse.

O Detran não soube precisar dados sobre a incidência de colisões provocadas pelo equipamento luminoso. “Fica difícil contabilizar porque essa especificação do carro não entra no registro do acidente”, justifica.

A nova resolução pegou de surpresa muitos motoristas e donos de lojas de equipamentos veiculares. A gerente Giovania da Silva conhecia a polêmica no uso do farol de xenon, mas não sabia da proibição. “Pensei que ainda estava valendo a anterior, que restringia as luzes azuis e violetas, por serem mais prejudiciais aos motoristas”.

Na loja onde trabalha, o serviço era ofertado há três anos. “Antes, a procura era maior, com uma média de 10 carros por semana. Nesses últimos meses, caiu para dois”. O kit de instalação dos faróis de xenon custa R$ 400.

Fonte: DireitoCE

Modificação no carro requer autorização do Detran

Alteração de cor e mudança na suspensão, rodas e pneus precisam de aval.
Multa prevista para quem infringe regra é de R$ 127,69.Deixar o veículo arrojado como os do filme ‘Velozes & furiosos’, cuja nova sequencia acaba de estrear no Brasil, e bancar Toretto (personagem de Vin Diesel) ou Brian O’Connor (Paul Walker) requer cuidados com a lei. Antes de rebaixar ou “turbinar” o automóvel, é preciso seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o que pode e o que não pode ser modificado. Segundo o Código Nacional de Trânsito, rodar em veículos alterados sem a documentação necessária acarreta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Mauro da Silva Júnior, de São Bernardo do Campo (SP), mudou bastante o seu Volkswagen Gol 1991. “Rebaixei, coloquei turbo no motor e até alarguei os para-lamas para colocar rodas maiores”, admite Júnior, que gastou cerca de R$ 30 mil para modificar o veículo, mas não pediu autorização prévia ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “Levei umas seis ou sete multas por causa das alterações ilegais.”

Agora ele promete fazer tudo conforme a lei. “Estou transformando um Gol 1984. Desta vez vou seguir as normas para não sofrer mais”, diz o administrador de 29 anos, que pretende modificar a suspensão, adotar bancos esportivos e acoplar um motor 2.0 de Golf . “Turbinado, claro!”

‘Locomotion’ legalizado
O empresário Denyson Barone, de 51 anos, modificou quase tudo no Volkswagen Fusca 1976 que ele chama de Locomotion. Do original, sobrou apenas o chassi central.

Ele diz que seguiu à risca todas as normas estabelecidas para não sofrer com a fiscalização -mesmo assim, é parado pela polícia. “Sou parado direto por policiais, principalmente nas estradas. Como estou com os documentos ok, não sou multado. Mas os policiais então acabam perguntando sobre o carro”, conta o morador de Santo André, também no ABC paulista.

O Fusca de Denyson teve alterados os pneus, para-lamas e carenagem, trocada por uma de fibra de carbono. Já o motor é o de uma de Kombi, ligeiramente revigorado para gerar mais potência. “É um carro extremamente seguro. Todos os reforços são tubulares, inclusive com ‘santantônio’ (estrutura que protege os passageiros em caso de capotagem)”, revela o empresário.

Primeiro passo é pedir autorização
Antes de levar o veículo à mecânica e fazer qualquer modificação, o proprietário deve seguir um cronograma. O primeiro passo é ir até o Detran local e solicitar uma espécie de autorização para as alterações a serem feitas. Todos os documentos do carro e do proprietário serão exigidos.

“Por falta de informação, muitos têm o carro reprovado no Detran por terem feito as modificações antes de fazer essa solicitação”, explica o advogado Marcelo José Araújo, presidente da comissão de direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná.

Recentemente, em Santa Catarina, um Fusca 1978 transformado em “baja” teve negado o licenciamento por falta de prévia autorização para que as mudanças fossem feitas. O caso foi parar na Justiça, que manteve a decisão do órgão de trânsito de não licenciar o veículo. De acordo com o advogado do proprietário, Adilson Bauer, os recursos cabíveis se esgotaram e agora eles em buscam uma outra solução para o caso.

Quando a modificação é autorizada, o passo seguinte é escolher um mecânico de confiança para fazer a modificação, pois, dependendo da forma com que for feito o serviço, o veículo pode ficar perigoso de se dirigir.

“Já vi cada coisa por ai. Tem gente que para rebaixar a suspensão simplesmente corta as molas. Ou elevam a potência do motor a faixas altíssimas com a utilização incorreta de turbos”, alerta Ricardo Boch, professor do curso de engenharia mecânica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Pe Sabóia de Medeiros (FEI).

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE MUDAR
Todas as alterações permitidas no veículo devem ter autorização prévia do Detran e inspeção do Inmetro
Apliques
A utilização de spoilers e aerofólios não é especificada no código. Consulte o Detran do seu estado
Chassis/Monobloco
Proibida a substituição
Combustível
É permitido trocar o sistema de combustão (gasolina,
etanol ou bicombustível) por gás natural veicular (GNV), mas o kit deve seguir as regulamentações do Inmetro
Cor
Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou adesivamento em área superior a 50% do veículo .
Faróis
Instalação de faróis de xenônio é proibida; só é permitido o farol desse tipo se o carro já vem como ele de fábrica
Freios
Proibida alteração no sistema
Motor
Pode ser alterado com ganho de até 10% da potência
Pneus / rodas
Proibida a utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos do para-lama
Suspensão
É permitida a troca do sistema
mas são proibidas as suspensões com regulagem de altura, como as de rosca ou de ar
Fonte: Conatran

Mudança consta no documento
Após a realização das modificações, o proprietário deve seguir para uma das oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), onde o veículo passará por um processo de validação. A lista das oficinas está no site do instituto.

Se aprovado, a última etapa é voltar ao Detran para a obtenção do número do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é registrado no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV).

 

Fonte: G1

Inspeção veicular em SP reprova mais de 100 mil veículos até agosto

Até o mês passado foram inspecionadas 1,6 milhão de unidades.
Veículos movidos a diesel têm o maior índice de reprovação.

 

A Secretária do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo divulgou nesta sexta-feira (10) o balanço dos veículos inspecionados até agosto deste ano na capital. De acordo com a secretária, até o mês passado 1.594.076 unidades de automóveis, motocicleta, ônibus, caminhões e comerciais leves foram vistoriados. Do total, 6,48% ou 103,3 mil ainda não foram aprovados.

Agosto foi o último mês de inspeção veicular para os veículos com placa final 5 e 6. De fevereiro até o mês passado, os percentuais dos automóveis que passaram pela inspeção variaram de 62,4%, para os carros de final de placa 1, até 43,5%, para os carros de final de placa 6. Já os índices de reprovação na primeira inspeção variaram de 22,6%, para os carros de final de placa 1, até 15,9% para os carros de final de placa 6.

No caso das motos, 43,9% da frota esperada para placa de final 1 passou pela inspeção, enquanto para modelos com a placa final 6 o comparecimento foi de 25,3%. A reprovação na primeira inspeção variou de 27,2% até 25,5 % para as motos de final de placa 1 e 6, respectivamente.

Entre os veículos leves movidos a diesel a variação dos percentuais foi de 63,3%, para os de placa final 1, até 42,4% da frota dos veículos final de placa 6. Na primeira vistoria, os índices de reprovação variaram de 38,2% para veículos final de placa 1 até 38,6% para os de final de placa 6.

Até o final de agosto, a secretaria registrou a variação dos ônibus no atendimento a inspeção: de 69,8% dos ônibus de final de placa 1 até 52,8% da frota de ônibus de final de placa 6. A variação dos índices de reprovação na primeira vistoria foi de 22,4%, para os ônibus de final de placa 1, até 27,6%, para os de final de placa 6.

Já os caminhões com finais de placa 1 e 2 tiveram 26,4% e 24,3% de percentuais de comparecimento, respectivamente. Desses, 46,7% com final de placa 1 e 47,1% caminhões com final de placa 2 foram reprovados na primeira inspeção. Os caminhões com finais de placa 3, 4 e 5 começaram a realizar a inspeção no mês de agosto e têm até o dia 31 de outubro para atender o calendário.

Prazo e multa
Todos os veículos com finais de placa 7, 8, 9 e 0 estão com o agendamento liberado para realizar a inspeção, sendo que os de final de placa 7 têm até o dia 30 de setembro para passar pela vistoria. Já os veículos com final de placas 8 e 9 têm até o dia 31 de outubro e 30 de novembro, respectivamente, para serem inspecionados. O agendamento para a inspeção de veículos com final de placa 0 começou no dia 1º de setembro e segue até dia 31 de dezembro.

Neste ano, a tarifa cobrada para a realização da inspeção veicular é de R$ 56,44 e, diferentemente do que ocorreu no ano passado, o valor não será reembolsado ao proprietário. Os veículos que não realizaram a inspeção veicular dentro do prazo estão sujeitos à multa de R$ 550 se forem parados em blitze, além de terem o licenciamento bloqueado. Para regularizar a situação, basta pagar novamente a tarifa de R$ 56,44 e agendar a inspeção no site www.controlar.com.br

Fonte: G1