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Sucessor do atual modelo March da Nissan será bem parecido com o conceito Sway, apresentado no início deste ano na Suíça

foto-imagem-nissan-marchA próxima geração do Nissan Micra, conhecido no Brasil como March, ganhará mais qualidade no interior do carro e promete reconquistar os clientes, segundo o vice-presidente executivo da empresa japonesa, Trevor Mann.O sucessor do atual modelo será fortemente baseado no conceito Sway, que foi apresentado este ano no Salão de Genebra, na Suíça. Mann disse que esse será mais digno ao nome “Micra” e, embora a produção possa ser feita no Reino Unido, ele defendeu sua base atual na Índia.

Como visto no conceito Sway da Nissan, espera-se mais modernidade na lanterna traseira de led e nas curvas laterais, que o deixa também mais parecido com modelos esportivos. Além disso, teto solar panorâmico e escapamentos traseiros em formato trapezoidal fazem parte das novidades.

A expectativa para uma grande diferença na próxima versão do carro é grande, principalmente para a marca, que também afirma ser possível abrir espaço para um Nissan novo e ainda menor, já que, nesse segmento, não há grandes volumes na Europa. Por enquanto, eles estudam as possibilidades e preparam o novo March para ganhar a atenção do público.

Equipada com motor 2.0 turbo de 238 cv, versão topo de linha do novo SUV japonês custa R$ 236.900 e mescla bem dotes de desempenho e conforto

image002Os surfistas sabem bem. Quando uma onda “da série” (a maior e melhor de uma sequência) se anuncia no oceano, a rapaziada rema, rema muito em busca do melhor posicionamento para entrar nela com prioridade. É com esse espírito a Lexus está trazendo para o Brasil seu mais novo utilitário-esportivo, que desfilou por aqui no último Salão do Automóvel de São Paulo, oLexus NX200t F-Sport.O modelo chega equipado com motor 2.0 turbo de 238 cv e 35,7 kgfm (diferente dos habituais seis cilindros que equipam outros modelos da marca), gerenciado por um câmbio automático de seis marchas e tração integral, para tentar surfar nessa proeminente onda de crossovers de luxo, que despertam cada vez mais a atenção e o desejo dos consumidores.

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A aposta da montadora japonesa debuta em duas versões: a de entrada, com preço de R$ 216.300, e a topo de linha (F-Sport), avaliada por Autoesporte, tabelada em R$ 236.900. As duas configurações não contam com opcionais.

Segundo o vice-presidente da Lexus no Brasil, Luís Carlos Andrade Jr., a expectativa é que com a chegada do NX200t a marca supere as vendas realizadas em 2014. “Queremos passar de 70 para 100 unidades negociadas ao mês, e totalizar 1.200 vendas no ano”, disse Andrade. Autoesporte foi então à pista de testes conferir se o pequeno/grande samurai tem competência para encarar rivais como o Land Rover Evoque, com preço inicial de R$ 193.500, e Audi Q5, tabelado com um valor de partida de R$ 221.990, ambos com motores 2.0 turbo.

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Impressões ao volante

As primeiras impressões ao volante do NX200t foram muito boas. O motor turbo de injeção direta de gasolina enche rápido até os seis mil giros, quando vem o corte. Segundo a montadora, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos.

A transmissão trabalha com suavidade, rapidez e oferece a opção de trocas de marchas por aletas no volante. Um seletor permite configurar entre os modos Eco, Normal e Sport de condução. A versão F-Sport conda ainda com o modo Sport+, que deixa a calibragem da suspensão mais enrijecida.

Aproveitamos o tempo chuvoso para avaliar melhor no travado circuito da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, a tração integral, que aplica proporcionalmente o torque nas rodas de acordo com a necessidade. Além dos controles de estabilidade e de tração, os pneus 235/55 R18 na ajudava a manter o carro no prumo mesmo quando se entrava com mais vigor nas curvas molhadas do percurso.

Custo benefício

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A linha NX vem de série com itens de segurança como dez airbags (dois frontais, quatro laterais, dois de cortina e dois de joelhos), freios ABS, controles de tração e de estabilidade, câmera de ré, sensor de chuva e monitor de ponto cego. No quesito conforto, a gama conta com ar-condicionado de duas zonas, DVD, MP3 e TV Digital, tela de sete polegadas, aquecimento e resfriamento dos bancos e teto solar elétrico. A topo de linha acresce Head-up display no para-brisa, medidor de aceleração da força G, e da pressão do turbo, forração das portas e painel central com acabamento em aço escovado e bancos esportivos de couro nas cores preto e vermelho.

Vale a compra?

Sim. A Lexus já cativava com sua luxuosa linha de veículos premium e não deve ser diferente desta vez, entre os utilitários médios, que essa escrita irá se quebrar. Entre as qualidades do NX200t, destacam-se a ótima dirigibilidade, a ergonomia e o conjunto mecânico que garantem agilidade para quem quer desempenho sem perder o conforto para carregar toda a família. Mas ainda é cedo para dizer se o NX200t vai ter fôlego de remar com seus oponentes em mares revoltos, ou em marolinhas como as que vivemos hoje na venda de carros zero-km.

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Ficha técnica
Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, turbo, injeção direta de gasolina
Cilindrada: 1.998 cm³
Potência: 238 cv a 5.600 rpm
Torque: 35,7 kgfm a 1.650 rpm
Transmissão: Automática de seis marchas, tração integral
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e Multilink na traseira
Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira
Pneus: 235/55 R18
Dimensões: Comprimento 4,630 m, largura 1,845 m, altura 1,645 m, entre-eixos 2,660 m
Capacidades: Tanque  60 l; Porta-malas 580 l
Peso: 1.850 kg

Modelo DS5 será apresentado no Salão de Genebra

16812982741287026795O Salão de Genebra, na Suíça, está se aproximando e assim as marcas vão divulgando quais modelos e com quais novidades estarão representadas no evento. Desta vez, quem mostrou alguma coisa foi a DS, marca premium do grupo PSA Peugeot Citroën, revelando oficialmente o seu hatch DS5 com novo visual.As mudanças não são profundas, mas por fora vemos a grade maior com o logo da DS centralizado, em conjunto completado com os dois faróis com luzes de xênon e LED e indicadoras de direção sequenciais, algo que é proveniente do DS3. Nas laterais novos detalhes cromados e, atrás, lanterna com visual redesenhado e ponteiras duplas do escapamento completam a lista de alterações.

Por dentro, um novo painel com tela sensível ao toque que eliminou cerca de 12 botões do carro e o sistema de entretenimento e informação pode reproduzir a tela do smartphone conectado a ele. Os bancos dianteiros possuem modo de massagem e função de memória para os ocupantes, os retrovisores são aquecidos, o áudio é da Denon e o ar-condicionado de duas zonas.

10079577511989867618Entre os sistemas de segurança o DS5 oferece monitoramento dos pontos cegos, alerta de mudança involuntária de faixa, faróis altos automáticos, controle de tração inteligente, head-up display, câmera de ré, assistente de partida de ladeiras e controle de estabilidade, entre outros.

Sob o capô as possibilidades começam com um bloco THP de 165 cavalos com transmissão automática de seis marchas, o BlueHDi de 120 cavalos com câmbio manual de seis velocidades ou, como opcional, a mesma caixa automática já citada para o THP, ou uma edição mais potente do mesmo motor com 180 cavalos e, a topo de linha, com conjunto híbrido com bloco 2.0 litros turbodiesel de 163 cavalos e um motor elétrico de 37 cavalos para garantir tração integral.

O novo DS5 será apresentado oficialmente no próximo dia três de março durante o primeiro dia para a imprensa no Salão de Genebra, na Suíça.

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Novo Volkswagen Passat

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Quando um carro muda de geração, seus engenheiros ficam felizes quando conseguem aumentar o entre-eixos em 3 ou 4 cm sem crescer por fora. Dá para imaginar o orgulho dos alemães da Volks quando atingiram 7,9 cm no novo Passat? Esse feito só foi possível graças à plataforma modular MQB, espécie de base multiuso para veículos de tração dianteira ou integral e motor dianteiro transversal da marca. No restante, as proporções mudam pouco: mesmo comprimento, mais 1,2 cm de largura e menos 1,4 cm de altura. As rodas foram aproximadas dos para-choques, contribuindo para o aumento da habitabilidade, atributo no qual o Passat já era um dos mais elogiados do segmento.

foto-imagem-novo-passatÉ sem surpresa que percebemos que o habitáculo está mais espaçoso. Impressiona em especial a área livre deixada para as pernas dos passageiros traseiros. A largura é suficiente para cinco pessoas e, em altura, não existe qualquer restrição, a não ser para jogadores de basquete da NBA (e mesmo assim…). Sobrou até para o porta-malas, que cresceu 21 litros. Agora ele comporta generosos 586 litros – ganha inclusive dos 514 litros do enorme Ford Fusion, que é 10 cm mais comprido. Quanto ao design, saltam aos olhos os faróis e lanternas mais afilados e horizontais, o capô mais baixo, a grade frontal maior e o aumento da quantidade de cromados, sobretudo nas versões mais completas. O estilo da cabine conserva a mesma distribuição dos elementos que já conhecemos bem desde as duas últimas das sete gerações anteriores. As mudanças estão em detalhes sutis, como as saídas de ventilação que agora se prolongam por todo o painel. O elemento mais arrojado é o quadro de instrumentos todo digital, na verdade uma enorme tela – de layout multiconfigurável – à frente do motorista.

foto-imagem-novo-passatA direção com assistência elétrica de série pode ter um sistema de desmultiplicação variável (opcional) que deixa as respostas do volante mais diretas e facilita o contorno de curvas. No Brasil, esse desmultiplicador estreou no Golf GTI – nele e no Passat, são apenas 2,1 voltas do volante. Outra novidade é o seletor de perfis de motorista, que, em conjunto com o controle dinâmico de chassi (DCC), permite escolher entre cinco modos de condução: Eco, Sport, Normal, Individual e Comfort. O sistema ajusta parâmetros como a resposta do acelerador, o peso da direção, as relações de marchas, a ação dos amortecedores e até o funcionamento do ar-condicionado.

No Brasil em 2015

foto-imagem-novo-passatNosso encontro com o novo Passat aconteceu nas sinuosas estradas da Sardenha (Itália). Infelizmente, entre as versões disponíveis, não havia nenhuma com a motorização 2.0 turbo a gasolina, justamente a mais cotada para marcar a estreia da oitava geração no Brasil – o que, segundo uma fonte ligada à marca, acontecerá no segundo semestre de 2015. Então, focamos nosso test-drive no único motor a gasolina disponível, um 1.4 TSI de 150 cv.

Todos os modelos do evento estavam equipados com DCC e direção progressiva, o que se refletiu numa impressão mais positiva sobre o comportamento em estrada. A sensação de conforto é muito forte, especialmente pela capacidade da suspensão de engolir irregularidades no asfalto. Equilibrado, o Passat não se mostra oscilante no modo Comfort nem duro no Sport. Por outro lado, não se nota uma diferença clara de comportamento entre os diferentes níveis. E isso não é algo irrelevante. Em pouco tempo, a atuação limitada do sistema desestimula seu uso e, no lugar, fica a sensação de um investimento malfeito.

A resposta do motor de 150 cv é sentida com intensidade a partir de 1 600 rpm, prolongando-se até acima de 3 500 rpm. A alavanca do câmbio manual de seis marchas é rápida, silenciosa e suficientemente precisa. Fica claro que a sexta marcha, de escalonamento longo, visa à redução do consumo rodoviário. Com a caixa DSG, automatizada de dupla embreagem, há mais diversão ao volante no modo manual (seja trocando as marchas pela alavanca no console central, seja brincando com as borboletas atrás do volante), além de se ganhar em conforto quando o motorista resolve utilizar o modo automático.

Este motor tem sistema de gestão ativa dos cilindros (ACT), que desliga temporariamente os cilindros 2 e 3 quando o motorista levanta o pé do acelerador. Assim, ele consegue reduzir o consumo de combustível em até meio litro a cada 100 km. Aqui também ajudou a redução de peso de 85 kg do sedã, graças à aplicação de alumínio em carroceria, estrutura e motor. O ACT opera entre 1 400 e 4 000 rpm e a até 130 km/h. Mas, assim que o motorista acelera forte, os cilindros “adormecidos” despertam suavemente. Aliás, toda essa transição é quase imperceptível.

O fato é que a oitava geração do Passat está mais atraente, mesmo sem fazer palpitar o coração pelas formas que exibe – é a estratégia antienvelhecimento da Volkswagen. Mais espaçoso, seguro e completo, oferece melhor desempenho e baixo consumo. Aproxima-se claramente dos rivais, que passaram a ser os dominadores do segmento premium (Mercedes, BMW e Audi), compensando com espaço adicional e preços mais baixos o status que não ainda consegue dar ao dono.

VEREDICTO

Maior, mais bem equipado e tão discreto quanto as gerações anteriores, o Passat novo segue como uma das melhores alternativas aos conterrâneos premium de Audi, Mercedes e BMW.