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Modificação no carro requer autorização do Detran

Alteração de cor e mudança na suspensão, rodas e pneus precisam de aval.
Multa prevista para quem infringe regra é de R$ 127,69.Deixar o veículo arrojado como os do filme ‘Velozes & furiosos’, cuja nova sequencia acaba de estrear no Brasil, e bancar Toretto (personagem de Vin Diesel) ou Brian O’Connor (Paul Walker) requer cuidados com a lei. Antes de rebaixar ou “turbinar” o automóvel, é preciso seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o que pode e o que não pode ser modificado. Segundo o Código Nacional de Trânsito, rodar em veículos alterados sem a documentação necessária acarreta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Mauro da Silva Júnior, de São Bernardo do Campo (SP), mudou bastante o seu Volkswagen Gol 1991. “Rebaixei, coloquei turbo no motor e até alarguei os para-lamas para colocar rodas maiores”, admite Júnior, que gastou cerca de R$ 30 mil para modificar o veículo, mas não pediu autorização prévia ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “Levei umas seis ou sete multas por causa das alterações ilegais.”

Agora ele promete fazer tudo conforme a lei. “Estou transformando um Gol 1984. Desta vez vou seguir as normas para não sofrer mais”, diz o administrador de 29 anos, que pretende modificar a suspensão, adotar bancos esportivos e acoplar um motor 2.0 de Golf . “Turbinado, claro!”

‘Locomotion’ legalizado
O empresário Denyson Barone, de 51 anos, modificou quase tudo no Volkswagen Fusca 1976 que ele chama de Locomotion. Do original, sobrou apenas o chassi central.

Ele diz que seguiu à risca todas as normas estabelecidas para não sofrer com a fiscalização -mesmo assim, é parado pela polícia. “Sou parado direto por policiais, principalmente nas estradas. Como estou com os documentos ok, não sou multado. Mas os policiais então acabam perguntando sobre o carro”, conta o morador de Santo André, também no ABC paulista.

O Fusca de Denyson teve alterados os pneus, para-lamas e carenagem, trocada por uma de fibra de carbono. Já o motor é o de uma de Kombi, ligeiramente revigorado para gerar mais potência. “É um carro extremamente seguro. Todos os reforços são tubulares, inclusive com ‘santantônio’ (estrutura que protege os passageiros em caso de capotagem)”, revela o empresário.

Primeiro passo é pedir autorização
Antes de levar o veículo à mecânica e fazer qualquer modificação, o proprietário deve seguir um cronograma. O primeiro passo é ir até o Detran local e solicitar uma espécie de autorização para as alterações a serem feitas. Todos os documentos do carro e do proprietário serão exigidos.

“Por falta de informação, muitos têm o carro reprovado no Detran por terem feito as modificações antes de fazer essa solicitação”, explica o advogado Marcelo José Araújo, presidente da comissão de direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná.

Recentemente, em Santa Catarina, um Fusca 1978 transformado em “baja” teve negado o licenciamento por falta de prévia autorização para que as mudanças fossem feitas. O caso foi parar na Justiça, que manteve a decisão do órgão de trânsito de não licenciar o veículo. De acordo com o advogado do proprietário, Adilson Bauer, os recursos cabíveis se esgotaram e agora eles em buscam uma outra solução para o caso.

Quando a modificação é autorizada, o passo seguinte é escolher um mecânico de confiança para fazer a modificação, pois, dependendo da forma com que for feito o serviço, o veículo pode ficar perigoso de se dirigir.

“Já vi cada coisa por ai. Tem gente que para rebaixar a suspensão simplesmente corta as molas. Ou elevam a potência do motor a faixas altíssimas com a utilização incorreta de turbos”, alerta Ricardo Boch, professor do curso de engenharia mecânica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Pe Sabóia de Medeiros (FEI).

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE MUDAR
Todas as alterações permitidas no veículo devem ter autorização prévia do Detran e inspeção do Inmetro
Apliques
A utilização de spoilers e aerofólios não é especificada no código. Consulte o Detran do seu estado
Chassis/Monobloco
Proibida a substituição
Combustível
É permitido trocar o sistema de combustão (gasolina,
etanol ou bicombustível) por gás natural veicular (GNV), mas o kit deve seguir as regulamentações do Inmetro
Cor
Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou adesivamento em área superior a 50% do veículo .
Faróis
Instalação de faróis de xenônio é proibida; só é permitido o farol desse tipo se o carro já vem como ele de fábrica
Freios
Proibida alteração no sistema
Motor
Pode ser alterado com ganho de até 10% da potência
Pneus / rodas
Proibida a utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos do para-lama
Suspensão
É permitida a troca do sistema
mas são proibidas as suspensões com regulagem de altura, como as de rosca ou de ar
Fonte: Conatran

Mudança consta no documento
Após a realização das modificações, o proprietário deve seguir para uma das oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), onde o veículo passará por um processo de validação. A lista das oficinas está no site do instituto.

Se aprovado, a última etapa é voltar ao Detran para a obtenção do número do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é registrado no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV).

 

Fonte: G1

Inmetro ranking de consumo de veículos 2010

Dos 35 modelos avaliados, apenas sete foram nota máxima do Inmetro.
Fiat Uno Mille Economy lidera a lista com a média de 8,8 km/l de álcool.

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O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) divulgou o ranking 2010 que indica o consumo de combustível e eficiência energética de veículos, assim como já é feito com geladeiras e fogões.

A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, um selo com o carimbo do Inmetro, mostra informações sobre o desempenho do automóvel em relação ao gasto médio na cidade e na estrada (em km/l ou km/m3, no caso dos motores a gás natural) e classifica o modelo de acordo com seu nível de consumo.

Para a certificação, o Inmetro dividiu os modelos em 8 categorias: subcompacto, compacto, médio, grande, esportivo, fora-de-estrada, comercial leve e comercial derivado de carro de passeio.

A avaliação atribui nota de A a E, do menor para o maior consumo, respectivamente. Ou seja, A é o veículo mais econômico e E o mais ‘gastão’. Ao todo, foram testadas seis marcas, 35 modelos e 67 versões diferentes.

Em nota, o Inmetro informou que  a adesão dos fabricantes e importadores de automóveis ao programa é voluntária e renovável a cada ano. Para participar,a montadora deve informar os valores de consumo energético de, no mínimo, 50% de todos os seus modelos previstos para comercialização. Uma fábrica pode participar um ano com determinados modelos e não renovar a inscrição para o ano seguinte, por exemplo.

Os carros flex com nota máxima no ranking são o Fiat Mille Fire Economy 1.0, com 8,8 km/l de álcool (no ciclo urbano), o Honda Fit 1.4 manual com 7,6 km/l, Volkswagen Gol 1.0 e Polo BlueMotion, ambos com 7,4 km/l, e o Honda Civic 1.8 manual com 7,2 km/l. Já os modelos a gasolina mais bem posicionados são o Kia Picanto com a média de 12,4 km/l de gasolina e o Cerato, com 10,1 km/l.

Apesar de ter o veículo mais econômico do ranking, a Fiat é, entre as marcas avaliadas, a que possui o maior número de veículos entre os piores colocados. Palio (1.0 e 1.4), Idea (1.4 e 1.8), Siena (1.4 e 1.8), Stilo (1.8) e 500 ganharam nota E do Inmetro.

A Kia, que teve destaque com o Picanto e Cerato, recebeu nota mínima com o Carens. A Volkswagen também aparece entre os mais poluentes com o Jetta e o Passat.

De acordo com o Inmetro, estes valores são uma referência obtida com testes feitos em laboratórios, em condições comuns de uso, com ar condicionado e direção hidráulica ou elétrica.

Durante os testes, os carros ficam sobre uma espécie de esteira, na qual são simuladas diferentes condições de tráfego. Desta forma, os computadores registram os gastos de combustível. No entanto, o instituto alerta que o consumo percebido pelo motorista poderá variar para mais ou para menos, dependendo da forma como o motorista conduz o veículo.

Fonte: G1

Governo divulga ranking dos carros mais poluente fabricados em 2009

Confira a nova classificação de emissão de poluentes por estrelas.
De 402 modelos avaliados, dez tiveram nota máxima e dez, nota mínima.

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Dez modelos de carros de passeio fabricados em 2009 receberam nota máxima no ranking de emissões de poluentes, divulgado nesta terça-feira (1) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ibama.

Os carros com cinco estrelas são os que menos poluem, segundo a lista. Os veículos classificados com uma estrela são os mais poluentes, de acordo com o ministério.

No ranking 2009, que reúne 402 veículos de passeio, inclusive alguns importados, os dez modelos que receberam cinco estrelas, ou seja, são menos poluentes, são Fiat Idea, Palio, Siena, Stilo, Ford KA, GM Prisma Celta, Citröen C3, Volkswagen Fox e SpaceFox.

Os classificados como mais poluentes, com apenas uma estrela, são modelos a gasolina e com motores mais potentes, acima de 2 litros: Mitsubishi Outlander, Pajero e L200 Triton, Citroën Berlingo, C4, Xsara Picasso, Picasso, Peugeot 407 e Volkswagen Jetta e Jetta Variant.

A medição de poluentes da nova classificação leva em consideração os níveis de emissões dos gases poluentes – monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (NMHC) e óxidos de nitrogênio (NOX) – e dos gases relacionados ao efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

No critério adotado para classificar os veículos, 3 estrelas são relativas aos poluentes CO, NMHC e NOx, e 2 relativas ao CO2. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, os carros que utilizam álcool já ganham automaticamente uma estrela, porque o CO2 liberado é absorvido no processo de cultivo da cana.

De acordo com MMA, a nova forma de classificação dos veículos foi debatida entre o orgão, o Ibama, Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) e Petrobras. “O ranking atual obteve mais consenso que o primeiro e está mais claro para o consumidor”, afirma Minc.

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Em setembro, o governo anunciou pela primeira vez uma lista dos veículos mais poluidores baseada em modelos fabricados em 2008, que não atendiam os novos limites de emissões em vigor desde janeiro deste ano. A primeira versão também atribuiu notas numéricas, de 0 a 10, aos modelos.

Nos sites do órgão federal e do Ibama, além da nova classificação, é possível também comparar marca, modelo e ano de alguns carros. O consumidor poderá, ainda, ter acesso aos dados de desempenho de consumo por litro de combustível dos veículos, por um link, na página do Ibama, que remete ao Inmetro.

Várias marcas e modelos podem ser encontrados, porém, como o envio dos dados pelas montadores é voluntário, nem todos os veículos foram relacionados.

Novos limites em 2013

A partir de janeiro de 2013 carros a diesel, como utilitários esportivos e picapes, terão que sair das linhas de montagem poluindo, em média, 33% a menos. A regra para os carros novos de passeio e de passageiros, movidos a gasolina e álcool, começa a valer em janeiro de 2014.

A redução nas emissões do monóxido de carbono, no caso dos veículos que pesam até 1.700 kg, será de 35% (passará de 2 g/km para 1,3 g/km). Já os modelos mais pesados passarão de 2,7 g/km para 2 g/km, uma queda de 26%.

Os novos limites de emissões do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) foram aprovados em setembro deste ano pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Fonte: G1