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Governo havia aumentado o imposto sobre os combustíveis na semana passada

O preço do combustível no Brasil pode ter mais uma reviravolta nesta semana. Uma liminar do juiz substituto Renato Borelli, de Brasília (DF), emitido nesta terça (25) determina a suspensão imediata do reajuste da gasolina, etanol e diesel por todo o país.

Apesar de a decisão só passar a valer após o governo ser notificado, a AGU (Advocacia Geral da União) já afirmou que irá recorrer da decisão.

Na última sexta (21) passaram a valer as novas alíquotas de PIS/Confins para os combustíveis no Brasil. O valor mais que dobrou no caso da gasolina, passando de R$ 0,38 para R$ 0,79 – em alguns postos o litro chegou a R$ 4,39.

Caso a alta seja repassada integralmente ao consumidor, o litro do combustível vai subir em média R$ 0,41. Para encher um tanque de 45 litros, por exemplo, o gasto pode aumentar em até R$ 18,45. O etanol, que tinha a tributação zerada, passou a ser taxado em R$ 0,20 por litro.

No caso do diesel, os impostos passaram de R$ 0,25 para R$ 0,46/litro. Vale ressaltar que essa alta tem impacto direto no custo do frete e transporte público, o que deve provocar um aumento em cascata de diversos bens e serviços.

Além de citar os prejuízos à população, Borelli argumenta que o aumento dos impostos por decreto é inconstitucional, pois deveria ter sido feito por uma lei, e não um decreto. O juiz também destaca em sua decisão que não foi respeitada a “noventena”, que é um prazo de 90 dias entre a publicação da norma e o início de seu vigor.

Fábricas de carros no Brasil – Montadora Land Rover mantém plano de construção de fábrica no país

A Land Rover lança na próxima semana os novos Discovery 4 e Range Rover Sport 2012 3.0 Diesel SDV6, que trazem como principal novidade o novo câmbio automático de 8 velocidades. De acordo com o presidente da montadora do Brasil, Flávio Padovan, a meta é aumentar cada vez mais a presença da marca no mercado brasileiro, que deve receber dois modelos totalmente novos até o fim do ano. A consolidação no mercado brasileiro das atividades da marca britânica, sob administração da indiana Tata, vai culminar na construção de uma fábrica no país.

“O plano da construção da fábrica no Brasil continua, nós estamos em constante negociação com o governo”, afirma Padovan, que ressalta a necessidade de estabilização da situação no país após as impactantes mudanças do mercado com o novo regime automotivo.

“Sob o chapéu da Land Rover, negocio a fábrica com o governo. Sob o chapéu da Abeiva, negocio uma medida que alivie o peso do IPI”, afirma Padovan, que também é presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores. Segundo Padovan, a promessa do governo é de que até o fim do mês seja anunciado um pacote de ajuda para os importados. De acordo com o presidente da Land Rover, nenhuma empresa está repassando ao consumidor o reajuste total do IPI.

Por causa das dificuldades em reajustar os preços de acordo com o IPI atual, especialmente pelo impacto negativo na percepção do consumidor, a Land Rover afirma que só divulgará os preços do Discovery 4 e do Range Rover Sport 2012 na semana que vem.

BMW também conversa, Mazda adia

Outra montadora que precisou adiar os planos de instalação de fábrica no país por causa das incertezas geradas pelo novo regime automotivo foi a BMW. O CEO da BMW, Norbert Reithofer, afirmou no início deste mês, no entanto, que a planta deverá ser construída, mas não arrisca uma data.
A unidade fabril ficará em Curitiba, no Paraná. Pelo novo regime automotivo, a partir de 2013 apenas os veículos produzidos no Brasil terão descontos no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A fábrica brasileira da BMW faz parte da meta global de vendas de 2 milhões de veículos por ano a partir de 2016. No ano passado, o grupo conseguiu vender 1,67 milhão de unidades.

A japonesa Mazda também adiou os planos de comercialização de veículos no país. Mas não foi somente o novo regime automotivo brasileiro e a mudança do acordo com o México que influenciaram a decisão: a crise na Europa e os desastres naturais que aconteceram no ano passado – terremoto e tsunami no Japão e enchentes na Tailândia — também influenciaram. No caso da Mazda, a fábrica será instalada no México para fornecer veículos para toda a América do Sul.

Mesmo sem ter iniciado as operações no país, há mais de um ano a Mazda já faz parte da Abeiva. A estreia do primeiro carro no Brasil estava prevista para o início de 2013, como havia afirmado ao G1, durante o Salão de Tóquio do ano passado, Kotaro Minagawa, do departamento de planejamento global da montadora japonesa.

Sem fábrica, Porsche defende cotas

Por atender a um nicho de mercado e, assim, ter baixo volume de vendas, a Porsche não pretende construir fábrica no país. No entanto, a empresa é fortemente afetada pela alta do IPI, de acordo com Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, importadora oficial da Porsche. Segundo ele, o ritmo de vendas vai diminuir neste ano.

“No ano passado tivemos um recorde histórico de vendas, de 1.134 unidades. Esperamos queda para este ano”, diz Visconde. Segundo ele, a solução para o problema, já que não compensa a instalação de uma fábrica no Brasil, seria a criação de cotas para as marcas de nicho. “Hoje, o nome do jogo é fazer fábrica aqui”, lamenta o empresário.

Redução do IPI em 2009 – Licenciamento de carros bate recorde no Brasil

No ano passado, foram licenciados 3,14 milhões,11,4% a mais do que em 2008.

O Brasil registrou no ano passado o licenciamento de 3,14 milhões de veículos, o que significa um aumento de 11,4% sobre 2008, maior volume da história do país. Um dos fatores que impulsionou a venda de carros em 2009 foi o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para veículos zero quilômetro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Anfavea – associação que representa as montadoras.

Os carros flex – que podem utilizar álcool ou gasolina – tiveram participação de 88,2% no total de licenciamentos no ano passado, seguidos por gasolina (7,4%) e diesel (4,5%). Os importados, no geral, representaram 15,6% dos licenciamentos.

Já a produção de veículos montados e desmontados somou 3,18 milhões de unidades em 2009, uma queda de 15% em relação a 2008 – quando foram produzidos 3,22 milhões de carros de passeio.

As exportações brasileiras de veículos também apresentaram queda em 2009, com recuo de 35,3% em relação a 2008, passando de 734,6 mil para 475 mil. Esse recuo foi puxado, principalmente, pela queda de 58,7% nas vendas externas de máquina agrícolas e recuo de 35,6% na comercialização de carros de passeio. Em valores, as exportações caíram quase que pela metade no período comprado, de US$ 13,9 milhões para US$ 8,2 milhoes.

Emprego

Apesar da redução do IPI, que tinha como objetivo também manter os empregos no setor, as montadoras, no geral, cortaram 2.400 vagas em 2009. Com isso, o nível de emprego no setor automobilístico caiu 1,9% em relação a 2008 – de 126,8 mi para 124,4 mil.

A queda foi mais acentuada na indústria de máquinas agrícolas automotrizes, que reduziu o total de vagas em 9,6% no ano passado. Nas montadoras de carros de passeios, a queda foi bem menor, de 0,7%.

Fonte R7