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Com mesma plataforma do futuro Corolla, SUV aposta em tecnologias semiautônomas e mecânica híbrida. Versão mais cara custa R$ 179.990

Pouco mais de um ano depois de surgir no Salão de Nova York, nos Estados Unidos, a quinta encarnação do Toyota RAV4 já tem data para estrear no Brasil. Em meados de junho, o SUV chega importado do Japão em duas configurações repletas de itens de série, motorização exclusivamente híbrida e com o design afiado.

O preço? A S Hybrid custará R$ 165.990 e SX Hybrid, R$ 179.990. Os valores bem mais competitivos do que os do compatriota e arquirrival Honda CR-V, que é importado dos EUA e vendido em versão única no Brasil por salgados R$ 194.900.

Mas a nova geração do RAV4 chama atenção, inicialmente, pelo desenho. A marca deixa o conservadorismo de lado e aposta em linhas mais geométricas e cheias de vinco. O design final ficou bastante fiel ao do conceito FT-AC. O objetivo foi dar mais robustez ao RAV4, cuja frente ficou mais incisiva e imponente.

A traseira conta com para-lamas ressaltados, enquanto o recorte da coluna traseira apela ao efeito tridimensional para dar uma sensação de largura maior. Repleta de superfícies côncavas, a porção de trás é mais tradicional e ostenta lanternas horizontais de LED. As rodas de 18 polegadas colaboram para dar uma pose mais agressiva.

O RAV4 tem a primazia de usar a nova arquitetura global da Toyota, a TNGA. A plataforma é a mesma do Camry e futuramente estará no Corolla nacional — que terá o primeiro motor híbrido flex do mundo. A plataforma é versátil e dá dimensões mais avantajadas ao SUV. O entre-eixos, por exemplo, pulou de 2,66 metros para 2,69 m, e o comprimento tem 1 cm a mais — são 4,60 metros. Já o porta-malas passa de 547 litros para 580 l.

A TNGA ainda possibilita a instalação da mecânica híbrida. Pela primeira vez no Brasil, o RAV4 será oferecido exclusivamente nesta opção. A marca promove a volta do veterano motor quatro cilindros 2.5 16V a gasolina de 178 cv e 22,5 kgfm de torque, que já foi oferecido outrora por aqui.

A Toyota instalou um sistema de injeção direta e indireta de combustível para ter potência quando necessário e baixo consumo ao mesmo tempo. Só que agora esse motor trabalha em conjunto com outras três unidades elétricas — duas na dianteira e uma na traseira que, juntas, somam 120 cv e 20,6 kgfm. O motor elétrico traseiro é exclusivamente responsável pela tração AWD.

Combinados, o motor a combustão e os elétricos fornecem 222 cv ao SUV. Tudo é comandado pela transmissão automática CVT. A tração é 4X4 sob demanda, porém os motores traseiros eliminam a necessidade do eixo cardã, o que ajuda no espaço.

De acordo com a Toyota, as médias de consumo são de 14,3 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Por não ser híbrido do tipo Plug-in, a bateria que alimenta os motores elétricos é recarregada durante as desacelerações e frenagens — funciona como no Prius.

Em equipamentos, o modelo de “entrada” é bem fornido. Destaque para a central multimídia de 7 polegadas (que inexplicavelmente não oferece as interfaces Android Auto e CarPlay), botão de partida, bancos dianteiros ventilados e com ajustes elétricos para o motorista, freio de estacionamento eletrônico e ar-condicionado de duas zonas com saídas para trás.

O painel de instrumentos em tela TFT de 7 polegadas é outro destaque. No quesito segurança, há sete airbags, controles eletrônicos de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa e sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, com câmera de ré.

Os R$ 14 mil a mais pedidos pela SX Hybrid se justificam pelos extras: este traz teto solar panorâmico, carregador de smartphone sem fio (por indução), porta-malas com abertura elétrica e borboletas no volante para trocas de marcha manuais.

A versão topo de linha também oferece o Safety Sense, um pacote de tecnologias semiautônomas que reúne frenagem de emergência, sistema pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistente manutenção de faixa de rodagem (que faz pequenas correções no volante) e faróis altos adaptativos.

Testado pelo Latin NCAP, o novo RAV4 obteve as cinco estrelas máximas nas provas de impacto tanto para adultos quanto para crianças.

Crossover compacto é parente do Jeep Renegade e já conta com o novo motor 1.3 turbo da FCA

A vinda do Fiat 500X para o Brasil é condicionada ao dólar: ele será importado somente se a cotação chegar ao patamar de R$ 3,30. Caso isso ocorra, o crossover tem boas chances de ser bem-sucedido no mercado brasileiro, principalmente pela reestilização, feita recentemente na Europa, e pelas motorizações, com os novos Firefly turbo da Fiat.

Exibido junto com a Toro no Salão do Automóvel e não muito longe do Jeep Renegade e do Compass, o 500X compartilha sua plataforma com a trinca fabricada em Goiana, Pernambuco. Tal fato poderia, a princípio, encorajar sua nacionalização, mas a Fiat tem planos de fazer ali um SUV de cinco lugares com base na Toro.

Inspirado visualmente no simpático Cinqüecento, o 500X ostenta medidas bem mais imponentes: são 4,25 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,57 m de entre-eixos.

Externamente, os novos faróis full LED, disponíveis como opcionais, chamam a atenção. O conjunto de lanternas traseiras também foi redesenhado e agora se parece muito com o do novo Cinqüecento.

No interior, o volante é novo e mais ergonômico, e o painel gráfico foi atualizado. A central Uconnect tem tela de 7 polegadas e passa a oferecer suporte para as plataformas Google Android Auto e Apple CarPlay.

Paralelamente ao facelift, foram adotados dois novos motores turbo a gasolina da família Firefly — que usam o mesmo bloco do motor fabricado no Brasil com um novo cabeçote para proporcionar o trabalho com turbo. O propulsor 1.0 de três cilindros alcança 120 cv e 19,4 kgfm de torque, enquanto o de quatro cilindros, 1.3, vai a 150 cv e 27,5 kgfm de torque. No mercado europeu, o preço do 500X parte de 19.250 euros (R$ 74.700) e chega a 22.750 euros (R$ 109.600).

Se o 500X ainda é dúvida, os motores Firefly turbo estão confirmados para o Brasil. As versões aspiradas já são fabricadas em Betim (MG); porém, a adaptação ao turbo deve ser um pouco diferente da realizada na Europa. Por aqui, o cabeçote MultiAir (com controle elétrico das válvulas de admissão) pode dar lugar a um convencional, mas o turbo e a injeção direta serão mantidos. A estreia nacional das motorizações é esperada somente para 2020 e pode fazer a sua estreia no Renegade.

Sob o capô, o 500X tem uma boa lista de opções de motorização. No caso de propulsores a gasolina, além dos Firefly há o 1.6 eTorq de 110 cv acoplado a uma caixa de cinco velocidades. Já para o diesel, as opções são o 1.3 de 93 cv e o 1.6 de 120 cv, ambos da família MultiJet. Dependendo da versão, é possível acoplar uma transmissão de dupla embreagem e seis velocidades. Toda a gama já atende aos padrões de emissões do programa europeu Euro 6.

A segurança também foi melhorada na linha 2019, que agora inclui monitoramento da pista, função Speed Advisor — que ajusta a velocidade com base na leitura que a câmera faz da pista —, frenagem de emergência, alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e detector de tráfego transversal. Configurações mais completas podem contar ainda com abertura das portas e partida do motor sem chave, bancos e volante com aquecimento, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão dianteira e de mudança de faixa, entre outros mimos.

À venda em mais de cem países, o 500X poderia se chocar com a comercialização do Renegade no Brasil. Os dois compartilham a plataforma, mas o 500X tem foco na utilização urbana, enquanto o Renegade é um modelo de uso misto, na lama ou no asfalto, e que exalta suas características off-road. O Fiat até pega uma trilha leve e tem opção de tração 4×4 adaptativa, com gerenciamento de modos, mas sem aquele gosto pela lama do Renegade diesel.

Como a maioria dos proprietários vai utilizar o 500X na cidade, a melhor pedida é o 1.0 turbo, que tem potência mais do que suficiente e torque para ir de zero a 100 km/h em 10,9 segundos. Inclusive, é imerso no trânsito que o novo Fiat 500X mostra sua agilidade. O motorzinho de três cilindros é esperto e o câmbio manual ajuda com os engates precisos.Para aqueles que precisam de força extra, o 1.3 quatro cilindros é mais ágil. O torque supera o do 1.4 TSI da Volkswagen em 2 kgfm, já a potência é a mesma. A arrancada de zero a 100 km/h é feita em 9,1 s.

Ambas as versões, no entanto, são silenciosas e elásticas o suficiente para ultrapassar qualquer tráfego. Além disso, a Fiat espera que os novos motores consumam pelo menos até 20% a menos do que os da geração anterior.

O modelo turbo faz um bom trabalho nas ultrapassagens e tem fluência para viagens mais longas. Na estrada, o comportamento foi aprimorado pelos inúmeros sistemas de segurança ativa, que tornam a condução mais relaxante e proporcionam redução do consumo e das emissões por rodar em baixas rotações.

A caixa automática de dupla embreagem se mostra interessante. A direção é sempre precisa e a frenagem passa sensação de segurança. A bordo, o Fiat 500X agrada e é bem superior às expectativas — principalmente em função da boa habitabilidade e da capacidade de carga. Seria uma ótima opção para os órfãos de peruas compactas.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 1.3, quatro cilindros em linha, comando simples, turbo e injeção direta de gasolina

Potência
150 cv a 5.250 rpm

Torque
27,5 kgfm a 1.850 rpm

Câmbio
Automático de dupla embreagem e seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.)
e sólidos (tras.)

Pneus
225/45 R18

Dimensões
Compr.: 4,26 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,69 m
Entre-eixos: 2,57 m

Tanque
48 litros

Porta-malas
350 litros (fabricante)

Peso
1.320 kg

Central multimídia
7 pol., sensível ao toque

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GM apresenta sedã Malibu

Lançamento faz parte dos investimentos de R$ 5 bilhões no país.
Na próxima semana, GM anunciará destino de últimos R$ 630 milhões.

Há mais de um ano, a General Motors fala em investir no segmento de luxo. Nesta terça-feira (18), o primeiro modelo na categoria é lançado no mercado brasileiro, o Chevrolet Malibu.

O volume importado dos Estados Unidos, por enquanto, é conservador, 200 unidades por mês. No entanto, mais do que números, a GM do Brasil quer investir na imagem da marca. O sedã chega por preços a partir de R$ 89,9 mil. O carro ficará posicionado entre o Vectra e o Omega – que volta para o Brasil.

“O brasileiro está ficando cada vez mais exigente, então resolvemos oferecer um sedã prêmio, de alta qualidade. Além disso, o Malibu traz a cara nova da Chevrolet”, afirma o presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila.

O lançamento faz parte dos investimentos de R$ 5 bilhões no país. De acordo com o vice-presidente da companhia, José Carlos Pinheiro Neto, restam R$ 630 milhões. Segundo ele, na próxima semana a GM anunciará qual será o último passo desse plano.

O Chevrolet Malibu será comercializado no mercado brasileiro na versão LTZ, equipado com motor 2.4 litros, da família Ecotec. O propulsor desenvolve 171 cavalos de potência a 6.400 rpm

Resultados financeiros

“Tivemos crescimento positivo na receita da empresa, de 40%. Embora comparado com um momento muito fraco, o primeiro trimestre de 2009, foi um desempenho muito bom. É a primeira vez nos últimos três anos tivemos um lucro positivo nos EUA ( US$ 900 milhões, lucro líquido). Conseguimos o resultado antes do que esperávamos”, comemora Ardila.

De acordo com Artdila, até o fim do ano a GM vai emitir ações para compra (IPO), o que pode significar a venda das ações que pertencem aos governos dos Estados Unidos e Canadá. “É importante dizer que operamos com lucro em um mercado que ainda não se recuperou”, ressalta Ardila sobre a situação dos EUA.

Fonte: AutoEsporte