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Vendas de carros em época de COVID19 – Carro seminovo fica até 27% mais caro

 

A pandemia do novo coronavírus afetou toda a cadeia automotiva durante os últimos meses. A venda de carros, por exemplo, caiu 67,03% em abril, comparado a março.

No entanto, esta não foi a única mudança que atingiu o mercado de veículos. Veja o que aconteceu através dos estudo feito pela parceira KBB Brasil, consultoria especializada em precificação de carros, durante a crise da Covid-19.

De acordo com o levantamento, os veículos seminovos (com até dois anos de uso) estão se valorizando durante a quarentena.

Além disso, os zero-quilômetro, que embora tenham valores maiores no papel devido ao dólar estar quase R$ 6, na prática, com adição de todos os bônus e descontos, apresentam leve desvalorização.

A análise feita abrangeu a variação diária de preços no período de 14 de março a 30 de abril – ou seja, da última quinzena antes das medidas restritivas até o fim do primeiro mês de isolamento.

Foram coletadas informações de 22.440 versões de veículos zero-quilômetro e com até dois anos de uso, separados em dez categorias: Coupe, Furgão, Minibus, Hatchback, Minivan, Roadster, Sedan, SUV e Station Wagon.

Analisando o saldo total dos quatro segmentos mais emplacados do Brasil, pode-se observar uma tendência média de alta entre os modelos seminovos.

A categoria picapes registrou a maior variação frente as outras três, com 1,43% de alta no saldo total do período. O crescimento dos hatches, segmento que lidera o ranking de vendas nacional, foi o segundo maior com elevação de 0,76%.

Os SUVs registraram um crescimento mais tímido com 0,03% no final do período, enquanto o segmento de sedãs teve queda de 1,13% em seus valores. Ainda assim, na média, a precificação das categorias destes veículos indicou alta de 1,09%.

De acordo com a KBB Brasil, a “tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos”

Um dos exemplos de alta durante o período é o Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que registrou um aumento de 10% em seu valor durante o último mês.

Além do modelo da Ford, o Chevrolet Onix Plus seminovo também registrou crescimento em seu valor durante o período, ficando impressionantes 27% mais caro na versão intermediária LTZ 1.0 Turbo com câmbio automático.

A KBB Brasil ainda afirma que os veículos com quatro anos ou mais de uso sofreram forte depreciação no período. Segundo eles, esses veículos “acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa.”

O destaque foi do segmento hatchback, que registrou crescimento de 5,39% no saldo total do período. A categoria picape veio logo em seguida, com valorização de 0,9%. Os SUVs registraram elevação mais contida, 0,09%, enquanto os sedãs, novamente, apresentaram queda de 1,13%.

O principal motivo para o aumento é o repasse da elevação de custos de produção durante a pandemia, segundo a KBB Brasil.

“Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6. Observações preliminares já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final”, analisou a KBB.

No entanto, pode-se observar também que três das quatro principais categorias vendidas no Brasil registraram desvalorização em seu valores especificamente no mês de abril.

De acordo com a KBB, tal desvalorização se deu nesse período porque “algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoques adquiridos pré-crise, numa tentativa de manter as vendas aquecidas”.

Cross Up – Fotos do novo carro da Volkswagen no Salão de Genebra

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Uma das novidades da Volkswagen no Salão de Genebra é o Cross Up!, baseado na versão hatchback de quatro portas. O motor do modelo é 1.0 litro de três cilindros que desenvolve 75 cavalos de potência. O carro tem transmissão manual com cinco velocidades.

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O Cross UP! conta com detalhes na cor prata, tampa do porta malas na cor preta e rodas de liga leve de 16 polegadas. Na parte interior, há poucas mudanças em relação ao modelo padrão. Os destaques são para os novos estofados e a nova pintura.

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Outros destaques do Cross Up! são vidros e travas elétricos, divisão do banco traseiro e um display multifuncional.

Fotos Chevrolet Agile,Spark e Cruze no Salão de Detroit

Modelo é equipado com rodas de 16 polegadas.
GM quer aumentar produção do carro em fábrica na Argentina.

O hatchback Agile, modelo desenvolvido no Brasil pelo Centro Tecnológico da General Motors do Brasil, foi apresentado pela Chevrolet no Salão Internacional do Automóvel de Detroit, inaugurado oficialmente nesta segunda-feira (11) e que será aberto ao público a partir do próximo sábado (16).

Tim Lee, presidente das Operações Internacionais da General Motors Company, participou da exposição dos modelos, e destacou que a Chevrolet tem registrado um crescimento expressivo nas vendas de veículos no mundo. Em 2009, as vendas totais da Chevrolet totalizaram 1,34 milhão de unidades, das quais o Brasil e a China responderam por participação de 27%.

O Agile exibido é um veículo na cor amarelo Carman, equipado com rodas de 16 polegadas, na versão LTZ, tendo sido 100% desenvolvido pelo Centro Tecnológico da General Motors do Brasil.

A GM programa aumentar a produção do Agile na fábrica de Rosario, na Argentina, para atender a demanda do mercado. O objetivo é ampliar o mais rápido possível a produção de 6 mil para 8 mil unidades mensais neste ano.

Fonte: G1

Chevrolet Cruze: caça aos líderes

Sedã pode ser a última esperança da GM de vencer Civic, Corolla e companhia

2011 Chevrolet Cruze

O Chevrolet Cruze tem diferentes missões onde quer que seja vendido. Nos Estados Unidos, onde começará a ser comercializado em meados de 2010, ele será um rival feito localmente para o Honda Civic e o Toyota Corolla. Mas na Europa, onde acabamos de dirigi-lo, ele é a opção feita na Coreia da marca econômica da General Motors e fica abaixo do Opel Astra na hierarquia de preços e marcas da GM. E no Brasil, em 2011, entrará na briga acirrada com os sedãs médios.

A GM vem prometendo aos americanos um carro pequeno “anti-importados” há anos – e tem seguidamente nos deixado na mão, seja com produtos domésticos como o Cobalt ou com Opels rebatizados como o Astra. Então aqui está a pergunta principal: se o Cruze está posicionado como um carro popular na Europa, ele tem mesmo a qualidade e estilo, a funcionalidade e o valor para seriamente desafiar a Honda e a Toyota nos Estados Unidos?

Na Estrada, o Cruze se sai bem. A postura é forte com as rodas parecendo saltar dos para-lamas. Há uma linha média bem definida, uma frente com entrada dupla simples, mas firme, e uma aparência traseira que tem um surpreendente toque do BMW Série 5. É um formato mais interessante que o do Corolla, certamente.

Por dentro, os mostradores divididos em três grupos ficam sob uma viseira do painel, o console central é bem organizado e elegante, e uma faixa de um moderno tecido tipo lona passa pelo painel e portas. Ele é razoavelmente novo e finamente executado. Com o pôr-do-sol, os mostradores se iluminam de azul claro e ponteiros vermelhos da Chevrolet.
O espaço foi cuidadosamente trabalhado: no banco de trás, há espaço de sobra para cabeça e pernas. Na frente, os assentos dão bom apoio e podem ser ajustados de muitas formas. Ele parece um carro compacto feito para americanos.

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A Opel alemã é responsável pela plataforma básica, a nova geração da arquitetura Delta da GM. Características notáveis incluem um corpo de alta rigidez e a geometria relativamente sofisticada da suspensão dianteira equipada com buchas hidráulicas e braços inferiores de alumínio. Você consegue claramente sentir a solidez do chassi enquanto passa por superfícies irregulares praticamente sem trepidação e menos ruído do que a maioria dos rivais japoneses, isso apesar da configuração consideravelmente firme das molas na versão europeia.

As molas mais firmes tornam o passeio mais movimentado em estradas irregulares, mas o amortecimento é satisfatório desde que você limite sua velocidade. Que é o que você provavelmente fará.

Por quê? Para começar, as opções de motorização desencorajam uma direção agressiva (mais sobre isso mais tarde), mas a direção também não colabora. Ela é razoavelmente precisa, mas tem curso longo e possui um sistema de autoendireitamento artificialmente forte. Isso pode ajudar a manter motoristas sonolentos na pista, mas mascara completamente a resposta da direção ou o envolvimento do motorista em curvas que seriam interessantes. Nós forçamos um pouco os limites do Cruze – exclusivamente sob o interesse da descoberta jornalística, você entende – e descobrimos que o carro torce pouco e se comporta bem em curvas antes de finalmente sair de frente. Os motores do Cruze são todos de quatro cilindros, com câmbio manual de cinco velocidades ou automática de seis.

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De longe, a melhor unidade europeia é o 2.0 a diesel, como costuma ser o caso em carros vendidos no Velho Mundo. Ele é razoavelmente pacífico e cheio de torque. No entanto, a Chevrolet está cobrando um preço substancialmente alto para esse motor (cerca de dois mil dólares a mais que o motor a gasolina equivalente), e isso é pedir muito em um carro popular.
Os motores a gasolina são naturalmente aspirados e vêm em variantes de 1.6 e 1.8 litro com comando duplo no cabeçote. Uma amostra do 1.8 era inaceitavelmente áspera – muito mais que o 1.6 – e nós pedimos um substituto, que se equiparou em termos de refinamento ao 1.6. Não que isso seja lá grande coisa. Ambos os motores, ainda que razoavelmente suaves, têm um zumbido sem graça e engasgam em alguns momentos, além de se darem trabalho até mesmo para chegar a seu modesto limite de rotações.

E eles não têm muito desempenho de fato nem passam tal sensação. Se você carregar o 1.6 com cinco passageiros mais bagagem, qualquer ultrapassagem em subida será um duro teste de nervos e paciência. O que falta é um motor com o torque do diesel mais o refinamento elástico da gasolina. E, com alguma sorte, ele virá: no Cruze americano, o motor será reduzido para um 1.4 turbo a gasolina com injeção direta e 142 cv previstos. Nós o aguardamos ansiosamente, especialmente já que a GM está prometendo um consumo urbano de 12,75 km/l.

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A plataforma Delta, é claro, foi projetada para uma ampla gama de tecnologias de motores. Nós ouvimos que uma versão Voltec híbrida está a caminho. Comparado com o próprio Volt, o Voltec Cruze sofreria no quesito aerodinâmica e os números de consumo seriam piores, mas o preço final deve ser menor e as acomodações, melhores.

Quanto aos estilos de carroceria, o time europeu incluirá um modelo hatchback. Não há informações sobre a ida desse modelo para os EUA junto com o sedã. Também está sendo preparada uma minivan compacta de sete lugares da mesma linha.

Por agora, muitas coisas podem acontecer entre essa primeira impressão de um Cruze feito na Coreia para o mercado europeu e o modelo feito nos Estados Unidos para o mercado americano. Mas nós sabemos agora de muitas coisas positivas. O desenho é sólido, o interior é habitável e tem bom acabamento. A carroceria é rígida e segura em caso de acidentes. A suspensão e direção serão recalibradas para o gosto americano (que provavelmente não vai se encaixar no padrão europeu).

O Cruze é bom o bastante para encarar de frente a Honda e a Toyota nos Estados Unidos? Nesse exato momento, a General Motors mal pode enxergar além da próxima semana, que dirá o ano que vem, mas, supondo que a empresa sobreviva, a solidez básica do Cruze está acima de qualquer suspeita. O desempenho, o refinamento e a economia de combustível do motor 1.4 turbo são fundamentais para as credenciais de “anti-importados” do Cruze. Se esse motor não tiver substancialmente mais energia e resposta do que as versões 1.6 e 1.8 a gasolina do Cruze europeu, a GM vai ter nos deixado na mão. De novo.

Fonte: G1