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Fim da linha para os carros da Volkswagen: Gol, Up, Fox, Voyage e Saveiro – Ausência de equipamentos de segurança é o motivo

Encosto de cabeça e cinto de segurança de três pontos são itens tão comuns que muitos até desconhecem a existência de modelos que não possuem o equipamento em todas as posições. Mas esses carros existem, e têm data para acabar: 28 de janeiro de 2020.

É nesse dia que serão completados cinco anos da publicação da portaria 518/2015 do Contran. Ela obriga que a maioria dos veículos vendidos no Brasil tenham encosto de cabeça e cinto de três pontos retrátil para todos os ocupantes, além de ao menos um assento com pontos de fixação para cadeirinhas do tipo Isofix e Latch.

FIXAÇÃO ISOFIX/LATCH GARANTE A ANCORAGEM CORRETA DA CADEIRINHA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

As exceções ficam para modelos do tipo 2+2 (como o Civic Si e Porsche 911), conversíveis e modelos com só uma fileira de bancos, como picapes e vans comerciais.

Quase todas as marcas generalistas terão que atualizar ao menos um modelo, mas a mais afetada é a Volkswagen: Up!, Gol, Voyage, Saveiro e Fox não se enquadram em um ou mais quesitos da legislação.

FIXAÇÃO ISOFIX/LATCH GARANTE A ANCORAGEM CORRETA DA CADEIRINHA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Faltam a Up!, Gol e Voyage o cinto de segurança de três pontos, enquanto no Fox não há encosto de cabeça central. Do quarteto, só o Up! já tem Isofix/Latch nos bancos traseiros.

A Volkswagen do Brasil não respondeu ainda se os modelos serão adaptados ou irão sair de linha.

FIXAÇÃO ISOFIX/LATCH GARANTE A ANCORAGEM CORRETA DA CADEIRINHA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Do ponto de vista técnico a adição de cinto e encosto não é tão complexa. Isso porque a Saveiro cabine dupla já tem os itens para todos os ocupantes, e a migração dos equipamentos para Gol e Voyage, que derivam do mesmo projeto, seria mais fácil.

O grande problema é a colocação do Isofix/Latch. Esses pontos de ancoragem são responsáveis por manter a cadeirinha estável em acidentes, e por isso são realizadas soldagens diretamente ao monobloco do carro.

O UP! NACIONAL TEM ISOFIX E ENCOSTO CENTRAL, MAS FALTA O CINTO DE TRÊS PONTOS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Por conta disso, e também pela exigência legal, essas mudanças requerem novos ensaios de crash-test. E isso não é barato: cada batida custa R$ 400 mil para a Volkswagen.

O Up! tem o mesmo problema, mas há uma solução menos cara — e ousada — que a marca poderia tomar. Bastaria à Volkswagen homologar o compacto como um veículo de quatro lugares, como já ocorre na Europa.

NA EUROPA O UP! SÓ LEVA DUAS PESSOAS NO BANCO TRASEIRO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Mas isso, além de gerar novos custos, poderia sacrificar as vendas do Up!. A decisão de preparar o carro para cinco pessoas na América do Sul, inclusive, foi para ampliar o mercado do modelo, evitando repetir o que houve com a primeira geração do Ford Ka, que só podia levar quatro pessoas.

A lógica garante a sobrevida do quarteto, mas é possível que o Fox não sobreviva à mudança na legislação. Com projeto antigo e sem ter uma nova geração no horizonte, o hatch que já vinha perdendo versões pode sair de linha na virada do ano.

Copia dos irmãos

AS VERSÕES MAIS CARAS DO UNO JÁ OFERECEM ENCOSTO CENTRAL E CINTO DE TRÊS PONTOS PARA TODOS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Modelos de outras marcas também precisarão se adequar. Entre os afetados estão Fiat Mobi, Uno e Doblò, Citroën C3 e Aircross, Renault Duster, Oroch e Kwid e Nissan March e Versa.

A diferença é que a maioria deles já ofereceu os itens obrigatórios em mercados mais exigentes, sobretudo a Europa. Assim, basta às fabricantes adotar os equipamentos e apresentar os ensaios de segurança que já haviam sido feitos nas versões europeias — desde que a estrutura de ambos seja igual.

COLOCAR ISOFIX NO MOBI NÃO SERÁ DIFÍCIL: A VERSÃO PARA A ARGENTINA JÁ VEM COM ELE DESDE O LANÇAMENTO 

O caso do Uno é ainda mais simples: ele já tem os equipamentos, mas como opcionais. O que muda é que agora passam a ser de série.

A Renault deve adotar uma postura mais drástica com o Duster. Sem cinto de três pontos e Isofix, o SUV pode simplesmente deixar de ser produzido na virada do ano.

Menos radical seria adotar o banco da Oroch — que também não tem Isofix —, mas às vésperas de mudar de geração, é mais fácil aguardar a estreia do novo Duster. A picape também será reestilizada, mas deve ganhar os pontos de fixação antes disso.

Por fim, é certo que o recém-lançado Kwid também será atualizado, e a mudança irá ocorrer antes mesmo de sua primeira reestilização, prevista para 2021.

TUDO SOBRE O NOVO VOLKSWAGEN GOL AUTOMÁTICO

É a primeira vez que o Volkswagen Gol ganha câmbio automático de verdade. Esqueça o automatizado I-motion. Descubra tudo sobre o hatch compacto com motor 1.6 de 120 cv e câmbio automático de seis marchas.

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.6, 16V, comando duplo, injeção eletrônica, flex
Cilindrada: 1.598 cm³
Potências(s): 110/120 cv a 5.750 rpm
Torque(s): 15,8/16,8 kgfm a 4.000 rpm
Velocidade máxima (fabricante): 185 km/h
Câmbio: Automático sequencial de seis marchas
Direção: Hidráulica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus e rodas: 195/55 R15
Tração: Dianteira
Carroceria: Hatch, 4 portas, 5 lugares
Comprimento: 3,89 m
Largura: 1,65 m
Altura: 1,47 m
Entre-eixos: 2,47 m
Tanque de combustível: 55 litros
Peso (ordem de marcha): 1.040 kg
Porta-malas (fabricante/Autoesporte): 285/294 litros

Cesta de peças: R$ 3.665,02
Revisões até 30 mil km: R$ 1.249,65
Garantia: 3 anos
Consumo cidade/estrada: 8,0 / 12,1 km/l

Aceleração

0-100 km/h: 11 segundos
0-400 metros: 17,6 segundos
0-1.000 metros: 32,2 segundos
Velocidade a 1.000 metros: 164,1 km/h
Velocidade real a 100 km/h: 96 km/h

Retomada de velocidade

40-80 km/h: 5 segundos
60-100 km/h: 6,2 segundos
80-120 km/h: 7,5 segundos

Frenagens

100-0 km/h: 40,4 metros
80-0 km/h: 25,6 metros
60-0 km/h: 14,7 metros

Veja como fica os preços de Gol e Voyage:

Gol Track 1.0 Manual de 5 velocidades: R$ 44.990
Gol 1.6 Manual de 5 velocidades: R$ 50.780
Gol 1.6 Automático de 6 velocidades: R$ 54.580

Voyage Trendline 1.0 Manual de 5 velocidades: R$ 52.640
Voyage Trendline 1.6 Manual de 5 velocidades: R$ 56.640
Voyage 1.6 Automático de 6 velocidades: R$ 59.990

Hatch terá interior renovado e foco na conectividade, mas design externo muda pouco

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A Volkswagen do Brasil divulgou nesta quinta-feira, 11 de fevereiro, um vídeo antecipando as novidades do Gol 2017. Campeão de vendas por 27 anos consecutivos, o modelo perdeu a liderança de vendas há dois anos, e não conseguiu retomar a ponta desde então.

Para tentar reverter esta situação, a marca apostará na conectividade. O vídeo indica que o Gol contará com uma central multimídia praticamente idêntica a de Fox e Golf. A função App-Connect permite sincronizar seu smartphone com a central do veículo e oferece aplicativos exclusivos, como o MyGuide (que indica pontos de interesse segundo a localização do carro) e o Drive & Track, que reconhece a forma de condução do motorista e dá dicas para melhorar o consumo.

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O interior, aliás, foi completamente renovado, com linhas mais horizontais – seguindo o estilo de modelos como Fox, Golf e Passat. A última cena do vídeo revela que as mudanças externas serão bastante sutis: o formato dos faróis parece o mesmo do Gol atual, possivelmente apenas com mudanças nos refletores de luz.

Descontos em carros – Modelos Gol, Golf e Ka têm descontos de até R$ 4 mil

Modelos como Fiat Mille, Ford Ka, Volkswagen Gol G4 (geração antiga), Golf (geração antiga) e Kombi tiveram a produção encerrada em dezembro passado, mas ainda podem ser encontrados nas concessionárias. O G1 consultou, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, 76 concessionárias que respondem pelo estoque de 125 distribuidores, em sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Manaus) e encontrou descontos que podem chegar a R$ 4 mil. Veja abaixo.

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Fiat Mille
Preços iniciais sugeridos:
Economy 2 portas: R$ 22.540
Economy 4 portas: R$ 24.320

As últimas unidades do Mille saíram da fábrica da Fiat em Betim (MG) em dezembro. Como não atendia à obrigatoriedade de airbags e freios ABS, válida a partir deste ano, o Mille deixou o mercado após quase 30 anos.

Mesmo com o encerramento da produção, ainda há estoque em 22 das 28 concessionárias da marcas pesquisadas. Em todas elas, é possível encontrar a série especial de despedida Grazie Mille, mais cara. A maioria das lojas informou cobrar o preço de tabela, R$ 31.200. Mas havia descontos em concessionárias de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Manaus, chegando a R$ 29.800. Uma loja paulista, no entanto, vendia a série por R$ 32 mil, com sobrepreço de R$ 800.

A versão básica, Economy 2 portas, que no site da marca aparece com preço de R$ 22.540, foi encontrada apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O menor valor pedido foi de R$ 20 mil, na capital paulista. A mesma versão, mas com 4 portas, só estava disponível em Manaus, Belo Horizonte e Curitiba. E, na maioria das vezes, com sobrepreço.

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Ford Ka
Preços sugeridos:
Básica: R$ 24.200
Intermediária: R$ 26.700
Completa: R$ 28.600

Com a proximidade do lançamento do Novo Ka, que deve chegar ainda no primeiro semestre deste ano, e a ausência de airbag e freios ABS, a atual geração do compacto deixou de ser produzida em dezembro passado. Nas 24 revendas da Ford pesquisadas, o Ka foi encontrado apenas em metade delas.

Cinco concessionárias tinham a versão mais simples, sendo que três delas ofereciam descontos de, no máximo, R$ 1.300. Por outro lado, uma distribuidora do Rio de Janeiro informou um sobrepreço de R$ 1.800.

Os maiores descontos estão nas unidades mais completas. Em São Paulo, o Ka com todos os opcionais pode ser encontrado por R$ 27.400, já com pintura metálica. O valor está R$ 1.900 abaixo da tabela.

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Volkswagen Gol G4
Preços sugeridos:
2 portas: R$ 26.050
4 portas: R$ 28.130

O Gol G4, além de não atender às novas normas de segurança, também dá adeus ao mercado porque foi substituto pelo Up!, que chega no final do mês.

De acordo com as lojas consultadas, há poucas unidades ainda à venda, sendo que os estoques já se esgotaram em concessionárias de Fortaleza e Belo Horizonte.

O hatch foi encontrado em apenas oito das 24 autorizadas Volkswagen pesquisadas, sempre com desconto. Na maioria dos casos, a única opção disponível para o cliente era a de duas portas. O menor desconto informado foi de R$ 2.550, e o maior, de R$ 3.060. Na tabela da Volks, o Gol G4 custa a partir de R$ 26.050, com duas portas, e R$ 28.130, com quatro portas.

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Volkswagen Golf
Preços sugeridos:
Sportline 1.6: R$ 58.900
Sportline 1.6 Limited Edition 1: R$ 61.715
Sportline 1.6 Limited Edition 2: R$ 62.661
Sportline 2.0 Tiptronic: R$ 64.370
Sportline 2.0 Tiptronic Limited Edition 2: R$ 68.131

O Golf vendido no Brasil antes da chegada da sétima geração estava em linha desde 2007, praticamente sem mudanças desde então. Agora, com um hatch mais moderno, a marca confirmou que encerrou a produção do antigo Golf em dezembro. Mas ele ainda consta no site da marca, em quatro versões.

Na prática, há descontos, quase sempre generosos. A versão mais fácil de ser encontrada é equipada com algum dos pacotes Limited Edition, que inclui teto solar, bancos esportivos de couro e, no caso da mais completa, rodas de liga leve aro 17.

O preço mais baixo verificado foi de uma concessionária em Curitiba, onde uma unidade com o pacote Limited Edition 1 era oferecida com R$ 3.661 de desconto, por R$ 59 mil, valor praticamente idêntico ao da versão Sportline básica.

O Golf equipado com câmbio automático só foi encontrado em duas concessionárias, sempre na versão Sportline. Em Curitiba, o desconto foi de R$ 3.170, enquanto, em São Paulo, o abatimento era de apenas R$ 131.

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Volkswagen Kombi
Preços sugeridos:
Furgão: R$ 48.120
Standard: R$ 52.070
Last Edition: R$ 85.000

A Kombi deixou o mercado como o veículo que mais tempo ficou em produção no país. A veterana era fabricada desde 1953.

Para celebrar o fim da Kombi, a Volkswagen criou a série especial Last Edition, limitada a 1.200 unidades. Ela vem com pintura em dois tons, bancos em vinil, cortinas em tear azul, pneus com faixa branca e placas de identificação numeradas. O preço? Salgados R$ 85 mil.

Das 24 lojas pesquisadas, a Last Edition era vendida pelo preço de tabela em oito, com desconto em três e sobrepreço em outras três. O maior desconto foi de R$ 4 mil, e o maior acréscimo, de R$ 4.900, chegando a R$ 89.900.

Versões “comuns” da veterana também foram encontradas. Na Furgão, todas as revendas informaram que dão descontos, que chegaram a R$ 3.120. Uma loja de Brasília se aproveitou do fato de ser a única do Distrito Federal onde havia o modelo Standard, para passageiros, e o vendia com sobretaxa de R$ 3.430.

Top 10 – O ranking dos carros mais vendidos em 2013

1º VOLKSWAGEN GOL: 253.915 UNIDADES

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2º FIAT UNO: 183.877 UNIDADES

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3º FIAT PALIO: 176.392 UNIDADES

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4º FORD FIESTA E NEW FIESTA: 136.131 UNIDADES

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5º VOLKSWAGEN FOX E CROSSFOX: 129.120 UNIDADES

 

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6º FIAT GRAND SIENA E SIENA: 129.120 UNIDADES

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7º FIAT STRADA: 122.496 UNIDADES

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8º CHEVROLET ONIX: 121.929 UNIDADES

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9º HYUNDAI HB20: 121.868 UNIDADES

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10º RENAULT SANDERO:102.046 UNIDADES

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Novo Volkswagen Gol 2013

COM ROUPA NOVA, A DUPLA DE MAIOR SUCESSO DA VW SE ALINHA AO DNA MUNDIAL DA MARCA

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Em 2008, Gol e Voyage revolucionaram o estilo da linha Volkswagen no Brasil. Com estilo nitidamente inspirado no Tiguan, a dupla rapidamente foi alçada ao topo do ranking de vendas. Entretanto, o lançamento do novo DNA mundial de design, incorporado posteriormente por Fox, Jetta e Passat, fez os best sellers ficarem defasados.

A resposta da VW levou quase três anos, mas chegou. Projetados por designers brasileiros em Wolfsburg, os modelos ganharam faróis com traços mais retangulares, nova grade frontal e para-choque redesenhado. É inevitável a associação com o Fox. Na traseira, as semelhanças são com o Polo europeu: as lanternas e a tampa do porta-malas apresentam novo formato e o para-choque também é novo. No Voyage, as mudanças foram mais expressivas: agora o sedã tem lanternas que invadem a tampa do porta-malas, deixando-o parecido com o Jetta.

Foram realizadas mudanças também no interior. As saídas de ar redondas ganharam uma nova cobertura, decorada com um aro cromado central perceptível apenas quando estão fechadas. O novo rádio e a iluminação de LEDs brancos no painel deram um aspecto mais elegante à cabine, forrada com tecido composto por garrafas PET recicladas.

Debaixo do capô, ambos trazem o novo motor 1.0 TEC. Equipado com uma nova ECU (Unidade Eletrônica de Controle), novo coletor de admissão e novos bicos injetores, o conjunto 76 cv com etanol e 72 cv se abastecido com gasolina. Segundo a montadora, as mudanças resultaram em uma economia de combustível de até 4% em relação ao motor 1.0 VHT. Há também a oferta do pacote BlueMotion Technology, composto por pneus com baixa resistência ao rolamento, informe de consumo instantâneo de combustível e indicador de marcha ideal a ser utilizada, tecnologia esta que orienta o motorista a conduzir de maneira mais econômica. Com a inclusão deste pacote, a economia de combustível pode chegar a 8%. Além do motor de 999 cm3, Gol e Voyage continuam sendo vendidos com o motor 1.6 VHT, que pode ser combinada à transmissão ASG, chamada pela VW de I-Motion.

Entre os itens de série, o Gol nas versões 1.0 e 1.6 oferecem vidros dianteiros elétricos, travamento central das portas, abertura interna da tampa do porta-malas, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura e tomada de 12 volts. Na configuração Power, adiciona airbag duplo frontal, coluna de direção ajustável em altura e em distância, direção hidráulica, freios ABS, faróis de neblina e luzes de seta nos retrovisores. A lista de opcionais inclui ar-condicionado, volante multifuncional, rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada USB, rodas de liga leve de 15 ou 16 polegadas, chave do tipo canivete e vidros elétricos nas portas traseiras.

Os preços do Gol 2013 começam em R$ 27.990, enquanto a tabela de preços do Voyage renovado parte de R$ 29.990.

Veja a tabela de preços dos novos Gol e Voyage:

Gol 1.0 – R$ 27.990
Gol 1.6 – R$ 31.890
Gol 1.6 I-Motion – R$ 34.490
Gol1.6 Power – R$ 38.290
Gol 1.6 Power I-Motion – R$ 40.890

Voyage 1.6 – R$ 34.590
Voyage 1.6 I-Motion – R$ 37.190
Voyage 1.6 Comfortline – R$ 40.890
Voyage 1.6 Power I-Motion – R$ 43.490

Teste – Onix x Gol : Hatch da Chevrolet quer desbancar o campeão de vendas da VW

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ESSE CONFRONTO TEM TUDO PARA VIRAR CLÁSSICO. DESCUBRA SE VENCE O FAVORITO OU SE DÁ ZEBRA (FOTO: FABIO ARO)

O Onix está na cara do Gol. Deu um chapéu no Etios, driblou o HB20 e agora é o lançamento de 2012 que mais se aproximou do hatch da VW. Em janeiro, alcançou a quinta colocação no ranking de vendas, com 10.724 unidades comercializadas. Ainda falta muito para chegar no líder, que tem um saldo positivo de 22.338 emplacamentos. Mas isso não significa que Gol esteja confortável na tabela. O Onix pode incomodar e muito, como mostra esse comparativo.

A convocação era para um confronto entre os modelos de entrada: de um lado, o Gol 1.0 básico (R$ 29.390), do outro, o Onix LS (R$ 30.790). Mas antes de colocar os times em campo, as montadoras adaptaram as escalações à disponibilidade de carros na frota. Então, o camisa 10 da VW veio com os opcionais iTrend (+ R$ 2.788), airbag duplo e ABS (+ R$ 1.612), ar-condicionado (+ R$ 2.455), sensor de estacionamento (+ R$ 513), tecnologia BlueMotion (+ R$ 339) e um pacote que inclui retrovisores e vidros com comandos elétricos, entre outros, (+ R$ 728). Os equipamentos valorizam o passe do hatch para R$ 36.225.

Já o titular da Chevrolet foi o Onix LT, com airbags e freios ABS como parte do uniforme oficial, bem como direção hidráulica (inserida no opcional iTrend, no caso do Gol). Em contrapartida, ele só tem vidros elétricos nas portas dianteiras e os retrovisores só podem ser regulados manualmente. Nessa configuração, custa R$ 32.590 e a lista de opcionais se limita a dois itens: o sistema multimídia My Link (+ R$ 1.300) e o ar-condicionado (+ R$ R$ 2.200). Com ambos o hatch vale R$ 36.090. O sensor de estacionamento é vendido como acessório, com preço que varia de loja para loja. Em média, ele é encontrado por R$ 550.

Na ponta do lápis, os modelos são quase equivalentes. Mas antes de declarar o empate, considere o preço do seguro. E aí, o Gol leva um chapéu. Em média, a cobertura não sai por menos de R$ 2.000. Enquanto a do Onix é encontrada por até R$ 1.200.

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UNIFORMIZADOS: ONIX TRAZ BOA LEITURA PARA A IDENTIDADE VISUAL DA CHEVROLET, ENQUANTO GOL FICA, LITERALMENTE, A CARA DOS IRMÃOS (FOTO: FABIO ARO)

Primeiro tempo

Frente a frente, os dois mostram que vestem a camisa de seus clubes. No ano passado, o VW ganhou “a cara” dos irmãos. O estilo não é unanime. Mas ajuda a assegurar a primeira colocação no mercado. Já o Onix traz uma das melhores soluções para a atual identidade visual da Chevrolet: é mais proporcional, como um todo. Algo em seu desenho externo tem um quê de Gol. Contudo, a semelhança para aí.

O esquema tático da Chevrolet tem foco na contemporaneidade. O quadro de instrumentos com display digital e o sistema My Link são as maiores provas disso. A tecnologia multimídia, inédita até então nessa categoria, permite que os ocupantes vejam fotos e vídeos, operem o celular e acessem podcasts e aplicativos de smartphones a partir da tela sensível ao toque. O manuseio é simples, embora o monitor de sete polegadas perca a sensibilidade por vezes e não execute as funções corretamente. E já que é para ser moderno, nada de cd-player. O My Link do Onix só bate-bola com as entradas USB e auxiliar e com o Bluetooth.

O contra-ataque do Gol não oferece perigo na área da modernidade. O sistema de som, por exemplo, é mais simples. Contudo pode ser controlado a partir de comandos localizados no volante. A principal jogada tecnológica do Gol está voltada para questões mais práticas. Ele oferece o pacote BlueMotion, que inclui computador de bordo com indicadores de consumo (indisponível no rival) e do momento “ideal”para as trocas de marchas. Esse segundo “bobeia” de vez em quando, especialmente nas reduções. Mas considerando que quem compra um modelo 1.0 prioriza economia de combustível, pode ser um recurso interessante.

E já que entramos no assunto, vale destacar que o Gol leva a melhor no consumo. Suas marcas são de 9,0 km/l, na cidade, e de 13,2 km/l na estrada (medições com etanol). Os pneus 175/70 R14 com baixa resistência à rolagem contribuem com o desempenho. Já o Onix é mais gastão, especialmente na cidade. Suas médias são de 6,6 km/l e 14 km/l, respectivamente. Quando lançou o motor 1.0 de nova geração do Gol, que recebeu a sigla TEC, a VW afirmou que ele era 4% mais econômico que o VHT. Ao menos quando associado ao pacote BlueMotion, ele cumpre seu papel.

teste-onix-golSegundo tempo

A etapa começa com um cartão amarelo para cada lado! E o motivo é uma falta comum aos jogadores do segmento: cadê o cintos de segurança de três pontos e apoio de cabeça no assento central traseiro? Esquecido por Chevrolet e VW, o quinto passageiro encontra um pouco mais de conforto no Onix, que entrega mais espaço para as pernas dos ocupantes graças à boa distância entre-eixos (2,53 m x 2,46 m). Os mais altos, porém, vão dar algumas “cabeçadas” no teto.

Motorista e carona também encontram melhor acomodação no Chevrolet, em bancos com suporte lateral que apoia o corpo nas manobras. Também é mais fácil encontrar boa posição ao volante. O banco afundado no assoalho é passado no Gol. Mas há um pênalti remanescente do G4: só é possível mexer na inclinação do assento.

Em termos de acabamento, ambos trazem bastante plástico rígido. Mas o do Onix tem aspecto e textura um pouco melhores. Além disso, há porta-trecos em abundância e alguns até com revestimento emborrachado, que reduz o ruído no interior. As duas unidades avaliadas tinham pequenas falhas. O Onix tinha algumas rebarbas e a tampa do porta-luvas não ficava alinhada quando fechada. Já o Gol apresentou uma pequena infiltração ao transitar na chuva – aparentemente, um problema na borracha da porta do motorista.

O Onix ainda tem dois deslizes ergonômicos: o puxador da porta e os comandos do vidro elétrico ficam muito recuados. Não é incomum que o motorista apoie a mão no porta-treco da porta para fechá-la. No Gol, é curioso notar que apenas os botões para a abertura elétrica das janelas dianteiras estão na porta. Os que acionam os vidros das portas traseiras ficam próximos ao rádio.

O espaço para carga de ambos é equivalente. Medições de Autoesporte indicam espaço para 285 litros de carga no Gol e 287 l, no Onix. O rack transversal é um dos únicos itens ultrapassados do carro – a tendência são modelos longitudinais, mais favoráveis à aerodinâmica – e não vem de série. Como acessório, é oferecido por até R$ 800 nas autorizadas de São Paulo.

teste-gol-onixApito final

Antes de o juiz pedir a bola e apontar o meio do campo, é hora de dar uma movimentada na disputa. Para partir da imobilidade e chegar aos 100 km/h, quem sai na frente é Onix, que cumpre a prova em 15 segundos – o Gol precisa de 1,3 s a mais. Porém, no dia a dia, responde melhor. Ele retoma a velocidade em menor tempo que o rival, independentemente da situação. Além disso, o Onix sente mais quando está cheio ou com o ar-condicionado ligado. Nessas condições o rendimento em baixa rotação cai significativamente.

O motor 1.0 TEC do Gol rende 72/ 76 cv e 9,7/ 10,6 kgfm de torque. O 1.0 da Chevrolet, uma evolução do VHCE de Celta e Classic, entrega mais em termos de potência (78/ 80 cv), mas perde no torque (9,5/ 9,8 kgfm) – o que explica um pouco seu desempenho na comparação com o rival. Além disso, o Onix é um pouco mais pesado. Na versão avaliada tem 1.019 kg ante 947 kg do Gol.

Os técnicos imprimem posturas diferentes aos times. Enquanto a VW aposta na suspensão firme. A Chevrolet opta por um acerto mais macio. Na prática, o Gol apresenta comportamento mais equilibrado em campo. Mas o ajuste do Onix não implica em falta de estabilidade. O líder de vendas ainda oferece câmbio e direção mais justos e afinados. Mas isso não lhe garante a vitória nesse embate. Ele segue como referência em dirigibilidade e tem bom consumo. Mas perde no trato aos ocupantes, em tecnologia, acabamento e no pacote de equipamentos de série. O Onix vem embalado para brigar pelo campeonato.

Gol modelo 2013 – Fotos do carro da Volkswagen

Carro mais vendido do Brasil passa por atualização na linha 2013.
Volkswagen apresenta o hatch e o Voyage na noite desta terça, 17, em SC.

No dia em que a linha 2013 será revelada em Florianópolis, o Volkswagen Gol é visto embarcando em carretas em São José dos Campos, SP, ainda cercado de mistério. Segundo a Agência Estado, os carros estavam no pátio de uma empresa de logística (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/AE)

O carro mais vendido do Brasil será reestilizado para a linha 2013, assim como sua versão sedã, o Voyage (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/AE)

Gol – Veja os carros mais roubados do Brasil

Gol, o campeão nacional. 35.636 unidades roubadas ou furtadas entre janeiro e setembro de 2011, segundo a central de erviços da CNSEG

O Gol, da Volkswagen é o carro mais roubado ou furtado do Brasil. Somente entre janeiro e outubro de 2011 foram registrados 35.636 casos. O número é quase o dobro do segundo veículo mais visado, o Fiat Uno, que teve 16.978 unidades furtadas ou roubadas nos primeiros 10 meses do ano. Os dados são da CNSEG (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e foram obtidos por Época NEGÓCIOS.

A preferência pelo Gol se explica pela enorme quantidade de carros desse modelo em circulação nas ruas brasileiras. “O carro é o que está há mais tempo à venda e criou-se um mercado de peças roubadas atraente para os ladrões”, diz Neival Rodrigues Freitas, diretor executivo da Fenseg (Federação de Seguros Gerais).

Também aparecem na lista dos dez carros mais roubados, o Fusca, da Volkswagen, e o Monza, da Chevrolet. Mais uma vez a causa é o enorme apetite dos bandidos pelas peças desses veículos. São carros que têm uma frota representativa, mas não dispõem de um bom mercado de peças, o que abre brechas para o mercado negro.

Com base em dados do Denatran, a lista leva em conta não apenas os carros com seguro, mas toda a frota em circulação que paga o DPVAT, o seguro obrigatório de veículos. Segundo a CNSeg nos dez primeiros meses deste ano foram registrados 215.040 casos de roubo ou furto. Veja a galeria abaixo com os dez modelos “preferidos” do bandidos.

Fiat Uno – 16.978 casos de furto/roubo nos 10 primeiros meses do ano

Fiat Palio – 13.906 registro de roubo

Corsa da Chevrolet, 9.144 casos

Celta da GM, 7.382 CASOS – Quinta colocação

Fiesta da Ford, 5.353 – Sexta colocação

Parati da Volkswagen, 4.695 – Sétima colocação

Fusca, ainda entre os preferidos do ladrão, o carro teve 4.608 registros de roubo ou furto este ano – Oitava colocação

 Monza, outro “vintage” visado pelos ladrões – 4.483 furtos/roubos nos primeiros dez meses deste ano – Nona colocação

Siena da Fiat – 3.870 – Décima colocação