Arquivo da tag: gasolina

As 9 economias para não fazer no seu carro – Manter o automóvel em boas condições não é barato, mas tentar economizar alguns itens pode ter um grande prejuízo

Fique atento ao escolher o óleo certo para o seu carro

Você já deve ter lido e ouvido muito isso na vida: ter um automóvel não é só por gasolina e andar. Carro demanda não só manutenção regular, como também cuidados até na hora de abastecer e trocar o óleo. Por isso, querer poupar a carteira depois de comprar um veículo pode trazer problemas que farão você coçar o bolso muito mais a médio prazo.

1. Revisões fora das concessionárias
Essa vale principalmente para carros 0 km. É preciso fazer as manutenções obrigatórias nas concessionárias para não perder a garantia de fábrica do veículo. As revisões geralmente são a cada 10.000 km e a maioria das marcas adota política de preço fixo.

Ou seja, os valores podem ser consultados nos sites das montadoras antes mesmo de você comprar o automóvel. Para modelos seminovos e usados que já passaram da garantia, manter as revisões nas revendas valoriza o carro na hora de trocá-lo lá na frente.

2. Manutenção apenas corretiva
Se você tem carro com mais de três anos de uso e já passou da garantia, nada de esperar aparecer problema para levar o carro na oficina. Geralmente, quando o veículo dá sinais, é que o estrago já é grande e a conta para o reparo será maior.

Faça uma revisão no seu seminovo a cada 10.000 km, mesmo que em oficinas independentes. Cheque freios, óleo, velas, fluidos, mangueiras, parte elétrica, pneus e suspensão. Procure mecânicos de confiança e estabelecimentos com equipamentos modernos, para fazer a diagnose correta de eventuais problemas. Se o carro tiver mais de oito anos, aconselha-se fazer manutenção a cada 5.000 km.

3. Óleo fora das especificações
O lubrificante recomendado pelo fabricante do seu carro é sintético e caro? Pois não caia na tentação de trocar por um óleo mais barato e fora das especificações. Um exemplo: usar produto de viscosidade diferente vai comprometer a lubrificação e o bom desempenho do motor.

Isso vai aumentar o atrito entre as peças metálicas, diminuir a vida útil dos componentes do conjunto, afetar o rendimento do motor e aumentar o consumo de combustível. Além disso, contribui para a formação da temida borra do motor que, em casos extremos, pode exigir uma retífica lá na frente.

E nada de só completar, mesmo que com lubrificante com a mesma especificação. Essa mistura de óleo novo e velho acaba por diminuir a capacidade de o produto manter o motor limpo.

4. Acessórios não originais
Quer aquela central multimídia com aquele som de trio elétrico do carnaval baiano em seu carango 0 km que acabou de sair da loja? Faça isso na própria concessionária. Colocar itens não originais ou não homologados pela fábrica faz, de cara, você perder a garantia do carro 0 km.

Além disso, acessórios não originais podem comprometer o próprio funcionamento do veículo. O som mais potente ou o farol de neblina mais irado demandam bateria com outra amperagem, ou podem comprometer toda a parte elétrica do carro. Um spoiler na traseira vai aumentar o consumo de combustível e afetar a dinâmica veicular. Até mesmo aquele “ar instalado”, que é mais barato, não só pode roubar potência a mais do motor, como vai desvalorizar seu automóvel na hora da revenda.

5. Peças recondicionadas
Isso é outra bomba que sai barata na hora de fazer, e depois explode como uma granada de custos. Deve haver muito critério no uso de peças reaproveitadas, recondicionadas ou usadas. Em sistemas de freios, suspensão e direção, é melhor descartar esse tipo de equipamento, assim como nos pneus.

Primeiro, muitas vezes é difícil saber a procedência. Segundo, não se sabe ao certo por quanto tempo aquele item foi usado e de que forma. A durabilidade da peça será mais curta e ela ainda pode comprometer o funcionamento de outros equipamentos do carro.

6. Pneus reaproveitados
Muitos motoristas recorrem à recauchutagem e à remoldagem de pneus para poderem economizar. Mas isso põe em risco não só o pleno funcionamento do carro, como a segurança do proprietário e de seus passageiros.

A recauchutagem é um reparo que reaproveita a carcaça de um pneu danificado, com aplicação de borracha e um processo químico chamado vulcanização ao longo de toda a superfície de contato da peça. Já o pneu remoldad é um processo de troca da borracha da banda de rodagem, ombros e laterais.

Esses pneus reformados têm vida útil menor. Se pneu novo aguenta 60 mil km, os remoldados vão rodar, no máximo, 40 mil km – perda de mais de 30%. Com os recauchutados, é pior: duram a metade que um pneu novo. Além disso, tais pneus não seguem os testes e especificações do fabricante, podendo comprometer o consumo do carro e a dirigibilidade do veículo.

7. Roda desamassada
Não é recomendado consertar rodas de aço se estas estiverem amassadas e a indicação de especialistas é comprar uma peça nova. O desamasso e desempeno não vale para rodas de liga leve. E se houver trincas ou quebra nos aros – dos dois tipos -, o melhor é descartá-los. Isso porque o conserto vai maquiar a parte danificada, mas o defeito pode causar danos na suspensão e nos freios no dia dia. Além disso, a roda pode se quebrar em alta velocidade e causa um acidente fatal!

8. Gasolina barata demais
Vale ficar atento a postos que cobram bem menos pelo litro da gasolina do que a média da vizinhança. Combustível batizado compromete o funcionamento do motor, acelera o desgaste das peças do conjunto e aumenta o consumo de lubrificante e de… combustível.

9. Mentir para o seguro
Não tente fazer um perfil diferente do seu para tentar baratear a apólice. Muita gente omite que o filho vai usar o carro ou que tem garagem no prédio para gastar menos. As companhias de seguro têm mecanismos para avaliar o uso do automóvel e podem negar o pagamento do sinistro.

Qualidade da gasolina no Brasil – Nova resolução da ANP promete melhorar para atender novos motores e desempenho

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última quinta-feira (16), nova resolução que visa a elevar a qualidade da gasolina vendida no Brasil.

A nova deliberação é focada principalmente na fixação de faixa de valores de massa específica da gasolina, o que resultaria em um menor consumo e maior rendimento do produto.

O documento ainda versa sobre os parâmetros de destilação do combustível, que afetam questões como dirigibilidade, desempenho e aquecimento do motor.

O último ponto abordado é a fixação de limites para a octanagem RON.

Isso porque existem dois parâmetros de octanagem, MON e RON. Anteriormente o Brasil só especificava a octanagem MON e o chamado índice de octanagem (IAD), que é a média entre MON e RON.

Agora, de acordo com a ANP, a limitação se faz necessária para atender às novas tecnologias de motores e resultará num melhor desempenho dos novos veículos.

A nova resolução passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União e substitui a Resolução ANP nº 40, de 2013.

Governo havia aumentado o imposto sobre os combustíveis na semana passada

O preço do combustível no Brasil pode ter mais uma reviravolta nesta semana. Uma liminar do juiz substituto Renato Borelli, de Brasília (DF), emitido nesta terça (25) determina a suspensão imediata do reajuste da gasolina, etanol e diesel por todo o país.

Apesar de a decisão só passar a valer após o governo ser notificado, a AGU (Advocacia Geral da União) já afirmou que irá recorrer da decisão.

Na última sexta (21) passaram a valer as novas alíquotas de PIS/Confins para os combustíveis no Brasil. O valor mais que dobrou no caso da gasolina, passando de R$ 0,38 para R$ 0,79 – em alguns postos o litro chegou a R$ 4,39.

Caso a alta seja repassada integralmente ao consumidor, o litro do combustível vai subir em média R$ 0,41. Para encher um tanque de 45 litros, por exemplo, o gasto pode aumentar em até R$ 18,45. O etanol, que tinha a tributação zerada, passou a ser taxado em R$ 0,20 por litro.

No caso do diesel, os impostos passaram de R$ 0,25 para R$ 0,46/litro. Vale ressaltar que essa alta tem impacto direto no custo do frete e transporte público, o que deve provocar um aumento em cascata de diversos bens e serviços.

Além de citar os prejuízos à população, Borelli argumenta que o aumento dos impostos por decreto é inconstitucional, pois deveria ter sido feito por uma lei, e não um decreto. O juiz também destaca em sua decisão que não foi respeitada a “noventena”, que é um prazo de 90 dias entre a publicação da norma e o início de seu vigor.

Saiba se abastecer o carro apenas com etanol pode afetar o funcionamento do seu carro

foto-imagem-oficina-combustivel

 

Abastecer o carro com gasolina ocasionamente garante maior durabilidade da bomba de combustível, segundo o engenheiro Rubens Venosa da oficina Motor Max. “Quando o motorista utiliza só álcool por um longo período, forma-se uma espécie de geléia no tanque. Isso entope as tubulações e o pescador de combustível, que é responsável por levar o líquido para o motor”, orienta. Por isso, o ideal é abastecer com gasolina pelo menos a cada três meses, para evitar este efeito. “Não precisa ser muito, apenas meio tanque já ajuda”.

As montadoras afirmam que não é necessário fazer este abastecimento periódico, mas Venosa reforça que sua dica vem da experiência ao lidar com carros de clientes. “Uma bomba de um carro a gasolina dura, em média, 60 mil quilômetros. Já em um carro abastecido apenas com álcool, que já tem uma durabilidade menor por conta da corrosão, isso pode cair para apenas 20 mil quilômetros”, declara.

Vale a pena lembrar, também, que no inverno é importante manter o tanque reserva de gasolina sempre abastecido, para garantir que a partida a frio do carro funcione. E Venosa reforça, “troque gasolina do reservatório a cada seis meses, no máximo, para ela não ficar muito velha”.

Preço do etanol caiu em 12 estados na semana passada, diz ANP

Maior queda, de 2,9%, foi em postos de São Paulo.
Gasolina ainda é mais vantajosa em todos os estados.

O preço do etanol nos postos do país caiu em 12 estados e subiu em outros 12, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana passada e divulgados nesta terça-feira (10). Na média, o valor foi de R$ 2,325 para R$ 2,304 por litro no período analisado, uma redução em média de R$ 0,02. No entanto, a gasolina segue mais vantajosa em relação ao etanol em todos os estados brasileiros.

Os preços nos postos caíram no Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo na semana encerrada em 7 de maio.

Em São Paulo, a queda foi de 2,9%  No período de um mês, o preço recuou 5,9% nos postos paulistas. Em Roraima, Sergipe e no Distrito Federal o preço do álcool ficou estável.

A maior alta do etanol na semana passada foi registrada em Rondônia, de 3,11%, seguida do Pará, com 1,12%. A maior queda foi verificada em São Paulo, seguida do Rio Grande do Sul, com recuo de 2,44%, e do Paraná, com baixa de 2,11%. O preço médio do etanol nos postos em São Paulo ficou em R$ 2,075 por litro, ante R$ 2,137 na semana anterior. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 2,226 (R$ 2,274 na semana anterior).

Álcool X gasolina
Considerando a média do preço da gasolina no país, que foi de R$ 2,914 por litro, ela segue mais vantajosa porque o preço do etanol é competitivo até R$ 2,04 por litro. No país, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,749 por litro, em São Paulo. O preço máximo foi de R$ 3,06 por litro, no Rio Grande do Sul. Na média de preços, o menor preço médio do etanol foi de R$ 2,075 por litro, registrado em São Paulo, e o maior preço médio foi registrado no Rio Grande do Sul, a R$ 2,791 por litro.

Fonte: G1

Álcool no seu carro – Abastecer o motor com etanol é vantajoso em apenas sete estados: GO, MT, MS, PR, PE e Tocantins

Etanol é mais competitivo em GO, MT, MS, PR, PE, SP e Tocantins.
Na semana passada, o álcool combustível era vantajoso em oito estados

Abastecer com etanol em vez de gasolina é vantagem em apenas sete estados, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana passada, era vantagem em oito estados.

Hoje, o etanol está competitivo nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Tocantins. Nos estados da Bahia, Ceará, Rondônia e Rio de Janeiro é indiferente a utilização de álcool ou gasolina no tanque. Em 15 estados e no Distrito Federal, o consumidor que opta pela gasolina leva vantagem.

No Estado de São Paulo, que concentra quase 60% do consumo de etanol, o combustível tem a segunda maior vantagem do Brasil e perde apenas para Goiás. Considerando o preço médio da gasolina de R$ 2,469 por litro em São Paulo, o etanol hidratado é competitivo na região até R$ 1,7283 e, na média da ANP, o preço em São Paulo ficou em R$ 1,616 por litro nesta semana. O preço do etanol subiu 1,2% no estado de São Paulo na semana.

A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. Segundo o levantamento, em São Paulo, o preço do etanol corresponde a 65,45% do preço da gasolina (até 70% o etanol é competitivo). Em Goiás, a relação é de 62,57%, em Mato Grosso de 65,77%, no Paraná de 66,89% e em Mato Grosso do Sul de 67,64%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima (o preço do etanol é 82,18% do valor da gasolina) e no Amazonas (+ 81,61%).

Fonte Auto Esporte

Etanol perde vantagem para a gasolina na maioria dos estados

Álcool é mais competitivo em 10 estados e gasolina compensa em 14.
Os dados são referentes a semana encerrada no último sábado (4).

Os preços do etanol seguem menos competitivos que os da gasolina na maioria dos estados brasileiros, de acordo com dados da dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana encerrada no sábado, dia 4, e compilados pelo AE Taxas, da Agência Estado. O álcool é competitivo nos postos de combustíveis de 10 estados brasileiros e em 14 o uso da gasolina é mais vantajoso.

No Distrito Federal, em Minas Gerais e em Pernambuco é economicamente indiferente o uso de um ou outro. A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina, ou seja, o motorista tem vantagem econômica com o preço do combustível de cana até esse porcentual do valor cobrado nos postos pelo derivado de petróleo.

O etanol está competitivo nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Goiás apresenta a maior competitividade do Brasil, de acordo com os preços levantados pela ANP, com o preço médio do etanol em 57,02% do cobrado pela gasolina. No Estado de São Paulo, que concentra quase 60% do consumo de etanol, a proporção está em 57,28%.

Segundo o levantamento, além de Goiás e São Paulo, o preço médio do etanol em Mato Grosso está em 58,33% do da gasolina, no Paraná em 60,66% e em Mato Grosso do Sul de 62,94%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima (preço do etanol é 82,55% do valor da gasolina) e no Acre (81,27%). No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal.

Fonte: G1

Toyota comemora 10 anos de vendas do Prius nos Estados Unidos

Modelo foi o responsável pela ascensão da marca japonesa no país.
Cerca de 900 mil unidades já foram vendidas no mercado americano.

A Toyota comemora, nesta terça-feira (27), 10 anos de lançamento do híbrido Prius nos EUA. O carro foi responsável pela popularização da tecnologia híbrida – que utiliza motores elétrico e a combustão — e pela ascensão da marca japonesa nos Estados Unidos. Mais de 1,8 milhão de unidades foram vendidas em todo o mundo até hoje, com quase 900 mil somente no mercado americano.

“A Toyota reconhece na década de 1990 que o transporte sustentável seria um grande desafio nas próximas décadas”, diz o presidente e COO da Toyota Motor Sales, nos EUA, Jim Lentz. O carro chegou ao mercado japonês em 1997 e hoje é o mais vendido no país.

O modelo está previsto para ser vendido no mercado brasileiro, mas ainda passa por ajustes para a adaptação ao combustível vendido no país, que é misturada com álcool anidro. Justamente por causa do combustível, o Prius estreou antes, em novembro de 2009, na Argentina.

O Prius chegou à América do Norte em julho de 2000. Naquele ano, o sucesso do Salão de Detroit foi o Hummer H2, e os preços da gasolina nacional eram, em média, de US$ 1,50 por galão. Com o cenário desfavorável, as metas da Toyota para a venda do Prius foram de 12 mil unidades por ano.

As vendas do modelo só foram impulsionadas com o aumento dos custos com combustível. Hoje, o modelo tornou-se um veículo convencional. É o carro mais vendido na linha Toyota e um ícone para a empresa.

Gerações

Quando o Prius da primeira geração foi lançado em 2000, ele tinha 97 cavalos de potência combinado com o consumo de 17,4 km/l. Dez anos depois, o Prius tem 134 cavalos de potência e proporciona consumo de 21,2 km/l.

A próxima geração será a do Prius híbrido plug-in (PHV), já em fim de projeto. As vendas comerciais do modelo estão previstas para 2012. A evolução seguinte deverá ser o Prius Hybrid Synergy Drive.

Assim, o modelo fez história e outras fabricantes tiveram de correr atrás do atraso tecnológico. Hoje, existem quase 30 modelos híbridos de 12 marcas, fora os que ainda estão em desenvolvimento.

Fonte: G1

Carros Elétricos – Brasil se prapara para chegada da nova tecnologia


As garagens dos imóveis já estão se adaptando a nova tecnologia

Governo anunciará nesta terça-feira (25) plano de estímulo à tecnologia.

Em poucos anos, o consumidor brasileiro – acostumado com motores movidos a etanol, gasolina e GNV – terá mais uma opção: carros elétricos. A novidade movimenta o mercado. Não apenas o automobilístico, mas também os setores que serão beneficiados por esses novos veículos. Embora eles devam começar a chegar em 2015, um empreendimento de alto luxo em Alphaville, na Grande São Paulo, já tem previsto no projeto uma garagem adaptada para receber modelos elétricos.

A construtora do imóvel, a BKO, afirma que esse diferencial é pioneiro no mercado da construção, o que confirma duas realidades. Primeiro, que o setor energético do país viverá uma autêntica revolução muito em breve. Segundo, que a menos de cinco anos de começar a vender automóveis elétricos, as grandes capitais brasileiras estão atrasadas em relação à infraestrutura para receber a tecnologia.

A questão das garagens apropriadas é um mero detalhe perto do que falta em relação a políticas de desenvolvimento. O governo sabe disso. Sob a pressão do setor privado, o governo brasileiro decidiu abrir caminho paralelo ao do etanol. Na próxima terça-feira (25), o Ministério da Fazenda anunciará um plano embrionário de estímulo ao desenvolvimento dessa tecnologia.

De acordo com o diretor de relações institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero, há três meses foi criado um grupo de trabalho com governo e setor privado para estudar os estímulos à produção de modelos elétricos. O resultado do que foi levantado durante esse período será o que o Ministério da Fazenda irá apresentar. “Não terá nada específico, mas sim linhas gerais de políticas para a viabilidade da implantação do veículo elétrico no país”, diz o diretor da Anfavea.

Cantero adianta que tais políticas envolvem desenvolvimento de produtos e de tecnologias de motorização, políticas de abastecimento, suprimento e rede de distribuição. “O importante é que isso discuta uma nova fonte de energia veicular, para ver se vai funcionar ou não no país”, diz.
No Brasil, as montadoras que mais investem em veículos elétricos são Fiat, que desenvolve o Palio elétrico em parceria com a Itaipu Binacional — e a Mitsubishi, cujo modelo i-MiEV já roda em São Paulo para testes.

De acordo com o supervisor de engenharia e planejamento da Mitsubishi Motors, Fabio Maggion, a busca da companhia é pela homologação do produto. “O problema é que o assunto é novo, no mundo inteiro, e precisa ter uma adequação na tributação e de homologação desse tipo de carro”, diz Maggion, que também é membro da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
A Mitsubishi espera poder trabalhar com o modelo em parcerias com empresas a partir de 2013, como já acontece no Japão. A partir desse ponto e em um cenário positivo, a meta é passar a vender para o público comum em 2015, o que não está nada longe ao considerar os gargalos de infraestrutura.

“Por se tratar de um prédio de luxo, a probabilidade de um proprietário ter um carro elétrico é grande”

Tomadas e postos

No projeto imobiliário da BKO, cinco vagas terão estrutura para fiação e relógios de medição de consumo. Segundo o diretor superintendente da construtora e incorporadora de imóveis BKO, Mário Giangrande, a simples medida além de proporcionar a tomada para o carro ser plugado, evitará as intermináveis brigas de condôminos sobre quem irá arcar com o gasto energético.
“Pensamos em como estaria o cotidiano das pessoas em 2017. Por se tratar de um prédio de luxo, a probabilidade de um proprietário ter um carro elétrico é grande”, afirma Giangrande.
Novidade aqui, no Brasil. Segundo o vice-diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar Napoleão, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, já está na legislação que as construções novas devem ter adaptações para veículos elétricos, inclusive de shoppings.

Além do relógio para separar o consumo de cada proprietário, a própria tomada é um assunto importante dentro do mundo dos elétricos. O Mitsubishi i-MiEV, por exemplo, pode ser conectado em uma tomada comum. Entretanto, há modelos em desenvolvimento que têm sistema diferenciado. Por esse motivo, o governo em parceria com órgãos de normas técnicas terá de estabelecer um padrão.
“Essas tomadas diferentes vão passar por um tipo de normatização, como acontece no Japão, para haver um padrão convencional. O mesmo acontece com o plug para cargas rápidas, para não se repetir o que aconteceu com os carregadores de celular, em que cada marca tem um tipo diferente”, diz Maggion.

No que se refere à recarga, as fabricantes desenvolveram dois sistemas, um que carrega 100% da bateria durante sete horas, se plugado em uma tomada de 220 v e, outro, que em 30 minutos abastece 80% da capacidade total do veículo. É nesta segunda opção que devem se concentrar os postos de abastecimento. Para Jomar Napoleão, da SAE, estacionamentos de shoppings e de supermercados devem fornecer este tipo de auxílio. “Enquanto você faz uma compra, seu carro recarrega”, ilustra.

“Enquanto você faz uma compra, seu carro recarrega”

O representante da SAE também destaca que outro o setor de recarga de veículos elétricos poderá oferecer também postos de troca de bateria. “Você chega com sua bateria descarregada e troca por uma carregada em poucos minutos, como se fosse trocar o pneu”, explica Napoleão para os casos que o modelo não possua sistema de recarga rápida. Como a bateria corresponde a 40% do valor do veículo elétrico, essa alternativa ainda é estudada para se tornar economicamente vantajosa.
Outro novo conceito de negócio que surgirá com os modelos elétricos é a venda de energia não utilizada, já em estudo na Califórnia. É a chamada rede de energia inteligente ou smart grid. O smart grid é um conceito que permite maior autonomia ao consumidor, que poderá gerar energia e comercializar os excedentes como faz hoje um grande produtor de eletricidade. “Isso será uma revolução na mobilidade”, diz Jomar Napoleão.
Carro X chuveiro

O receio de um novo apagão por conta do aumento do consumo de energia com veículos elétricos é mito, de acordo com empresas ligadas ao setor. O que o brasileiro terá de se acostumar é fazer a recarga total do veículo apenas em casa e de madrugada.
O Brasil é o país do chuveiro elétrico e tem a distribuição superdimensionada para agüentar este consumo. De acordo com Maggion, da Mitsubishi, a corrente do chuveiro é bem parecida com a do carro elétrico, em relação à potência momentânea.

Brasileiro terá de se acostumar a fazer a recarga total do veículo apenas em casa e de madrugada.

De acordo com a Itaipu Binacional, a hidrelétrica tem energia sobrando no período da noite e, por isso, os vertedores ficam abertos. Como não se pode armazenar energia, o reabastecimento do carro elétrico neste período seria a solução para o desperdício.

Quanto à distribuição, empresas como a CPFL – que atende o interior de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais — afirma em seminários sobre o assunto que o investimento será paulatino, já que a aceitação dos modelos elétricos no mercado brasileiro deverá ser lenta. Assim, se em 2020 cerca de 5% da frota nacional for elétrica, haverá energia suficiente para todos.

Fonte Auto Esporte

O que fazer quando o carro a álcool não liga em dias frio

O que fazer no caso de o carro a álcool não querer ligar nos dias frios? O óleo do câmbio pode ser trocado? Antes de ligar o ar-condicionado é preciso esperar o motor aquecer?

O que fazer no caso de o carro a álcool não querer ligar nos dias frios? É verdade que se coloca um pouco de gasolina ajuda?
– Paulo Soares

Quando um carro a álcool demora a pegar em dias frios é sinal de que existe algum problema com o injetor de gasolina. A primeira verificação a fazer é conferir se tem gasolina no reservatório, pois o motorista pode se esquecer de completar ou então, o que é pior, pode ter um vazamento. Sem o auxílio da gasolina, o carro vai demorar a dar partida, mas vai funcionar. A mistura de álcool e gasolina em um carro movido apenas a álcool não é recomendada, mas é verdade sim que um pouco de gasolina adicionada ao tanque favorece a partida. De forma geral, o mais recomendado é manter o sistema de partida a frio em ordem.

Com o ar-condicionado ligado o consumo de combustível aumenta? Quanto?
– Casé
O condicionador de ar instalado nos automóveis aumenta o consumo de combustível sim. Isso porque o compressor do ar-condicionado é movimentado por uma correia acoplada ao motor. Ao ligar o aparelho o motor passa a executar um esforço maior e isso tem como conseqüência uma perda de potência que pode variar entre 4% e 7%, a depender do tipo de motor. Ou seja, na prática um carro com o ar-condicionado ligado tem um aumento do consumo de combustível em torno de 5%.

Ligar o carro com o ar-condicionado ativado tem algum problema?
– Sérgio Benevides
Não há problema algum. Antigamente, na época dos primeiros automóveis equipados com ar-condicionado, isso poderia causar algum transtorno. Atualmente, não tem problema dar partida no carro com o aparelho ligado, já que os veículos modernos possuem sensores que ativam e desativam o sistema em diversas condições. Porém, o motorista precavido sempre liga o motor com todos os componentes elétricos desligados.

Antes de ligar o ar, é verdade que devo esperar o motor aquecer um pouco?
– Betinho Torres
Essa informação não procede. Para ligar o ar-condicionado basta o motor estar em funcionamento. Quanto ao ar quente, este sim precisa que o motor esteja aquecido, uma vez que o calor gerado pelo motor é que vai fornecer o ar quente a ser enviado para dentro do carro.

Com quantos quilômetros deve-se trocar o óleo do motor?
– Lucimário
O óleo do motor deve ser trocado conforme sua especificação. Os modelos mais comuns, com base mineral, têm como recomendação a troca a cada 5 mil quilômetros. Outros, com fórmula semi-sintética a cada 10 mil e os sintéticos a cada 20 mil km. O importante é saber que uma vez adicionado ao motor, o óleo, independente de sua composição, deverá ser trocado ao atingir o limite de quilometragem estipulado pelo fabricante ou a cada seis meses. Isso mesmo, o motorista também deve considerar o tempo para fazer a troca e lembre-se de utilizar apenas o óleo recomendado pelo fabricante. Essa especificação consta no manual do proprietário.

O óleo do câmbio pode ser trocado?
– Diego, Rio de Janeiro
Antigamente era necessário fazer a troca a cada 10 mil quilômetros. Hoje, a composição dos lubrificantes evoluiu bastante, mas ainda assim o câmbio manual deve ser verificado a cada 10 mil quilômetros e se necessário completar. Alguns fabricantes recomendam trocá-lo aos 30 mil, outros, aos 50 mil. O certo então é fazer o que o fabricante do seu carro pede e seguir a recomendação.

Quero comprar um celta VHC, mas não sei o que significa esta sigla.
– Carlinhos
Essa sigla é utilizada pela Chevrolet em alguns de seus modelos, dentre eles o Celta. A sigla vem da expressão em inglês, Very High Compression, ou seja, motor de alta compressão, o que na prática quer indicar um modelo mais potente do que a versão normal.

Vejo comentários que falam de giros, mas o que é isso?
– Maria Tonete
O motor é composto por algumas partes móveis no seu interior. Essas peças fazem um movimento interno para o motor entrar em funcionamento e esse movimento é chamado por giros do motor. Dessa forma, os giros do motor são representador por rotações por minuto (rpm), que quer dizer quantos giros essas peças internas fazem a cada minuto. Então, quando se ouve falar que a rotação do motor está em 5 mil giros, significa que o funcionamento do motor naquele momento está em um regime de 5 mil rotações a cada minuto. Para se ter uma ideia disso na prática, em marcha lenta, ou seja, o motor funcionando, mas o carro parado, a rotação estará entre 1 mil e 1,5 mil giros.

Fonte: G1