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Sistema é sensível à altas temperaturas e exige cuidado em cenários específicos

É verdade que não se pode usar o freio de mão após o carro andar em um trackday? Roberto Dias – São Paulo (SP)

Sim, e isso também vale após o carro ter passado por uma situação de uso intenso do freio, como em uma descida de serra. Mas o problema é mais crítico em carros que usam discos ao invés de tambor.

Quando o freio é acionado, pastilhas e lonas são pressionadas contra o disco/tambor, transformando a energia cinética do carro em calor enquanto reduz a velocidade do veículo.

Como esses componentes são feitos para dissipar a energia térmica por igual, quando o freio de estacionamento é acionado, as pastilhas impedem que a área onde estão encostadas esfrie rapidamente, criando uma diferença térmica que pode fazer com que o disco entorte.

Além disso, a contração do material conforme esfria pode fazer com que o disco se afaste da pastilha, soltando o carro.

No caso do tambor é o contrário: acionar o freio de estacionamento com ele muito quente pode fazer com que as lonas “colem” no interior do conjunto e travem o veículo mesmo com o freio aliviado.

Em alguns destes casos é possível destravar o veículo andando de ré com ele, mas em situações extremas somente um mecânico poderá descolar as lonas do tambor.

Exceção

Uma solução atualmente em desuso na indústria inibe o freio de estacionamento de ter problemas com altas temperaturas.

Esse conceito envolve a adoção combinada de sapatas na parte interna do disco, que passa a ser também um tambor. Essas lonas são acionadas somente pelo freio de estacionamento.

Por ser muito pesado, esse dispositivo foi substituído pelo acionamento do freio de estacionamento na própria pinça. Alguns superesportivos inclusive possuem uma segunda pinça extra, exclusiva para paradas.

 

Recall Dodge Journey vendidos no Brasil

Problema nos freios afeta modelos fabricados em 2009 e 2010 importados do México

A Chrysler do Brasil anuncia o recall do crossover Dodge Journey fabricados em 2009 e 2010 para a substituição gratuita dos discos e pastilhas de freios dianteiros e traseiros.

Segundo a montadora, os freios podem apresentar pulsação ou vibração excessiva que, em casos extremos, prejudicariam a eficiência do sistema – expondo o carro a risco de acidentes.

A medida envolve 1.626 veículos vendidos no Brasil. A convocação dos proprietários será feita por meio de correspondência direta, além de informes publicitários.

A Chrysler estima que o tempo de serviço é de três horas. O reparo deve ser agendado pelo telefone (0800 703 7140) ou pelo site www.dodge.com.br.

Fonte: R7

O pesadelo do carro zero quilômetro

A maioria dos brasileiros tem o sonho de comprar um carro novo. No entanto, com a infinidade de recalls que estamos tendo ultimamente, não é difícil que o sonho se torne um pesadelo.

O recall nada mais é do que a confissão por parte das montadoras de que inseriram no mercado carros com problemas que colocam em risco a segurança dos consumidores. Os exemplos mais comuns são falhas nos pneus, nos freios, na direção, no câmbio, nas partes elétricas, dentre outras. Os vícios que ensejam o recall podem provocar acidentes graves que comprometem a segurança não só daqueles que estão dentro dos carros mas também de todas as pessoas que estão próximas.

O Denatran vai fazer constar na documentação dos veículos convocados, e não submetidos ao recall das montadoras, uma anotação que, além de prevenir o consumidor de riscos, acabará incentivando seu comparecimento às concessionárias, pois dificultará a venda dos veículos que tiverem problemas.

Os números de convocações de proprietários de veículos com problemas em 2010 praticamente dobraram em relação aos anos anteriores e neste ano também já foram vários os chamamentos, o que demonstra, a nosso ver, uma banalização dessa providência.

Cabe às montadoras dotar seu processo produtivo de segurança e realizar todos os testes de campo, que permitam a colocação de veículos seguros no mercado. A concorrência entre elas e a pressa no lançamento de novos modelos tem provocado tantos chamamentos. O que deveria ser a exceção acabou virando regra.

Além do recall, utilizado para falhas mais graves, existem inúmeros outros vícios em veículos que aborrecem os consumidores. Não é incomum o carro sair da fábrica com um barulho que dificilmente as concessionárias têm boa vontade para resolver. Problemas menos graves também levam os consumidores inúmeras vezes às concessionárias, fazem com que eles fiquem dias a pé, e causam diversos aborrecimentos.

Cumpre às montadoras inserir veículos novos em perfeitas condições no mercado. Se isso não acontecer, elas respondem objetivamente pelos danos que acarretarem.

Todos os gastos com locomoção que o consumidor tiver enquanto o veículo estiver submetido ao conserto deverão ser arcados pelas montadoras. Da mesma forma, se as concessionárias não conseguem por várias vezes resolver o problema, podem os consumidores buscar no Judiciário uma ordem para que a montadora solucione a falha sob pena de multa, caso isso não aconteça no prazo assinalado.

De acordo com o artigo 18 do CDC, se o problema apresentado não for solucionado dentro do prazo máximo de trinta dias, o consumidor poderá optar pelo desfazimento do negócio, pelo abatimento do preço do veículo ou pela sua substituição por outro em perfeito estado.

É bom ter em mente que os problemas apresentados pelos veículos novos, ressalvado o mau uso por parte do consumidor, são da exclusiva responsabilidade das montadoras. Todos os gastos e transtornos experimentados pelos consumidores poderão ser ressarcidos, sem prejuízo do desfazimento do negócio nos casos de problemas graves que não tenham solução e que impliquem na desvalorização do bem adquirido.

Arthur Rollo é advogado e doutor em direito pela PUC/SP.

Fonte: Repórter Diário

Carros sem segurança – Software CarShark permite hackear, controlar e inutilizar qualquer carro

CarShark é um software que permite invadir o sistema de computador em carros, possibilitando inutilizar os freios, desligar o motor, tocar música e causar um belo estrago eletrônico. É ao mesmo tempo genial e absolutamente assustador. Veja como funciona.

Uma equipe de pesquisadores liderados por professores da Universidade de Washington e a USCD invadiram o sistema CAN (Controller Area Network, rede de controle), instalado em todos os carros novos construídos nos EUA, para mostrar o quão potencialmente vulnerável é o sistema. O CAN possibilita que os sistemas instalados no carro se comuniquem, facilitando o diagnóstico de problemas, mas nas mãos de hackers se torna uma porta aberta para desativar um carro.

Os pesquisadores se conectaram ao carro por meio de uma simples porta OBD-II e, usando o programa CarShark, identificaram os pacotes de dados enviados pelo CAN. Para alguns truques eles usaram um processo chamado de “fuzzing” e enviaram pedaços de código aleatórios para confundir o sistema. Isso fez a buzina disparar, abrir o porta-malas e até impedir o funcionamento dos freios. Deveria haver um sistema antifalhas para os freios, mas manipulando os solenoides do ABS é possível bloquear o seu uso.

O ataque mais assustador é chamado “autodestruição” e basicamente faz uma contagem regressiva de 60 segundos e então desliga o motor e trava as portas.

Não é preciso se assustar tanto. Não é uma tarefa fácil para alguém sem experiência com programação acessar o CAN e reescrever o código em um carro moderno, mas só o fato de haver essa possibilidade é algo que os cientistas acreditam que os fabricantes deveriam considerar ao proteger esses sistemas.