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Lei dos faróis: Farol apagado de dia continuará rendendo multa na maior parte das rodovias

Projeto de lei, que entra em vigor nos próximos meses, obriga uso dos faróis em rodovias de pista simples, que são 85% das vias brasileiras

Conhecida como lei dos faróis, a determinação 13.290 causou polêmica quando foi publicada, em julho de 2016. A religião obriga obriga o uso de faróis baixos em rodovias e seu descumprimento é passível de multa de gravidade média (quatro pontos no CNH) e valor de R $ 130,00.

Porém, o projeto de lei 3.267 / 2019 , que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pode flexibilizar essa determinação.

No projeto, já aprovado pelo Senado, o uso do farol baixo durante o dia só será obrigatório em rodovias de pista simples. Apenas nelas o motorista pode ser multado por estar com faróis apagados.

Portanto, em estradas com alguma separação física entre as faixas de direção contrárias, o que será necessário não obter acender os faróis.

Mais de 85% das estradas brasileiras ainda são formadas por pista simples de mão dupla, de acordo com o estudo da Confederação Nacional de Transporte (CNT) que avaliou 107.161 milhas de rodovias federais e estaduais em 2018.

Agora o projeto depende da aprovação pela Câmara dos Deputados e da sanção presidencial.

QUATRO RODAS promoveu um teste de visibilidade que comprovou que dirigir com acesos durante o dia melhora em até 500% a visibilidade dos veículos.

O texto da lei também cita que as luzes de rodagem diurna (DRL) serão obrigatórias em novos modelos e, portanto, a obrigatoriedade do acendimento dos faróis perderá a obtenção em termos de segurança conforme a frota de veículos para atualização.

A resolução 667 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) tornou-se obrigatório, a partir de 2021, que todos os novos modelos saiam de fábrica com luzes de rodagem diurna (DRL) a partir de 2023 todos os veículos fabricados no país passarão a ser obrigados a ter equipamento.

As DRL são, geralmente, luzes de leds com intensidade forte que ligam automaticamente junto com o carro, independente da condição de luminosidade.

Segundo o diretor técnico da Anfavea (Associação dos fabricantes de automóveis), Henry Joseph Junior, uma indústria está preparada para atender a legislação e pode haver algum incremento no preço final de modelos que exijam uma modificação maior para introdução do DRL.

“Como modificações em veículos pesados ??é que serão mais complexos, mas consideramos que uma obrigação do DRL privilegia a segurança e é realmente o caminho mais adequado”, diz Junior.

Segundo o diretor, as DRL trazem a vantagem de não afetar tanto o consumo de energia dos modelos. “Principalmente as luzes diurnas em LED representam um consumo muito inferior ao gasto pelos faróis acesos”, afirma.

Fonte: Quatro Rodas

Eles são mais eficientes, mas como custam mais caro, muitas montadoras não os adotam em seus carros

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É verdade que os faróis do tipo projetor têm um facho de luz mais preciso e, por isso, não oferecem risco de ofuscamento? – Jair Paiva, por email.

Sim. Os faróis do tipo projetor com bloco elíptico (também chamados de “canhão”) são mais precisos e, por isso, o risco de ofuscamento é reduzido, sejam eles equipados com luzes halógenas ou de xenônio.

Eles são formados por um refletor em forma de elipse (e não de uma parábola, como nos faróis comuns), uma lente plano-convexa (a parte de dentro da lente é plana, a externa é convexa) e, aí está o truque, um bloqueador de luz com uma missão bem específica: ele não deixa passar luz para a parte superior da lente, evitando assim um facho alto desnecessário, que poderia ofuscar o motorista no sentido contrário.

Quando esse bloqueador é retirado eletricamente, forma-se o facho alto. Também é possível obter o mesmo resultado utilizando-se dois blocos lado a lado, um com barreira fixa para o facho baixo e outro, sem barreira, para o facho alto.

Os faróis com bloco elíptico também são mais compactos, ocupando menos espaço no conjunto ótico. Porém, são mais caros que os do tipo parábola. Por questões de custo, muitas montadoras ainda não equipam seus carros com esse tipo de iluminação – caso de modelos não exatamente baratos, como Honda HR-V e Nissan Kicks.

Outras até já cometeram involuções. O Fiat Palio de segunda geração, lançado em 2011, perdeu os faróis de bloco elíptico que vinham no último facelift da primeira geração, ocorrido em 2008.