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Com mesma plataforma do futuro Corolla, SUV aposta em tecnologias semiautônomas e mecânica híbrida. Versão mais cara custa R$ 179.990

Pouco mais de um ano depois de surgir no Salão de Nova York, nos Estados Unidos, a quinta encarnação do Toyota RAV4 já tem data para estrear no Brasil. Em meados de junho, o SUV chega importado do Japão em duas configurações repletas de itens de série, motorização exclusivamente híbrida e com o design afiado.

O preço? A S Hybrid custará R$ 165.990 e SX Hybrid, R$ 179.990. Os valores bem mais competitivos do que os do compatriota e arquirrival Honda CR-V, que é importado dos EUA e vendido em versão única no Brasil por salgados R$ 194.900.

Mas a nova geração do RAV4 chama atenção, inicialmente, pelo desenho. A marca deixa o conservadorismo de lado e aposta em linhas mais geométricas e cheias de vinco. O design final ficou bastante fiel ao do conceito FT-AC. O objetivo foi dar mais robustez ao RAV4, cuja frente ficou mais incisiva e imponente.

A traseira conta com para-lamas ressaltados, enquanto o recorte da coluna traseira apela ao efeito tridimensional para dar uma sensação de largura maior. Repleta de superfícies côncavas, a porção de trás é mais tradicional e ostenta lanternas horizontais de LED. As rodas de 18 polegadas colaboram para dar uma pose mais agressiva.

O RAV4 tem a primazia de usar a nova arquitetura global da Toyota, a TNGA. A plataforma é a mesma do Camry e futuramente estará no Corolla nacional — que terá o primeiro motor híbrido flex do mundo. A plataforma é versátil e dá dimensões mais avantajadas ao SUV. O entre-eixos, por exemplo, pulou de 2,66 metros para 2,69 m, e o comprimento tem 1 cm a mais — são 4,60 metros. Já o porta-malas passa de 547 litros para 580 l.

A TNGA ainda possibilita a instalação da mecânica híbrida. Pela primeira vez no Brasil, o RAV4 será oferecido exclusivamente nesta opção. A marca promove a volta do veterano motor quatro cilindros 2.5 16V a gasolina de 178 cv e 22,5 kgfm de torque, que já foi oferecido outrora por aqui.

A Toyota instalou um sistema de injeção direta e indireta de combustível para ter potência quando necessário e baixo consumo ao mesmo tempo. Só que agora esse motor trabalha em conjunto com outras três unidades elétricas — duas na dianteira e uma na traseira que, juntas, somam 120 cv e 20,6 kgfm. O motor elétrico traseiro é exclusivamente responsável pela tração AWD.

Combinados, o motor a combustão e os elétricos fornecem 222 cv ao SUV. Tudo é comandado pela transmissão automática CVT. A tração é 4X4 sob demanda, porém os motores traseiros eliminam a necessidade do eixo cardã, o que ajuda no espaço.

De acordo com a Toyota, as médias de consumo são de 14,3 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Por não ser híbrido do tipo Plug-in, a bateria que alimenta os motores elétricos é recarregada durante as desacelerações e frenagens — funciona como no Prius.

Em equipamentos, o modelo de “entrada” é bem fornido. Destaque para a central multimídia de 7 polegadas (que inexplicavelmente não oferece as interfaces Android Auto e CarPlay), botão de partida, bancos dianteiros ventilados e com ajustes elétricos para o motorista, freio de estacionamento eletrônico e ar-condicionado de duas zonas com saídas para trás.

O painel de instrumentos em tela TFT de 7 polegadas é outro destaque. No quesito segurança, há sete airbags, controles eletrônicos de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa e sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, com câmera de ré.

Os R$ 14 mil a mais pedidos pela SX Hybrid se justificam pelos extras: este traz teto solar panorâmico, carregador de smartphone sem fio (por indução), porta-malas com abertura elétrica e borboletas no volante para trocas de marcha manuais.

A versão topo de linha também oferece o Safety Sense, um pacote de tecnologias semiautônomas que reúne frenagem de emergência, sistema pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistente manutenção de faixa de rodagem (que faz pequenas correções no volante) e faróis altos adaptativos.

Testado pelo Latin NCAP, o novo RAV4 obteve as cinco estrelas máximas nas provas de impacto tanto para adultos quanto para crianças.

A empresa anunciou recurso que utiliza diversos sensores do aparelho celular para detectar movimentos incomuns durante corridas

Exatamente um ano depois de Dara Khosrowshahi assumir o controle da Uber, a empresa de compartilhamento de caronas anunciou que, em breve, introduzirá em seu sistema uma série de melhorias no que diz respeito à segurança de motoristas e passageiros. Para isso, serão utilizados mais recursos dos smartphones dos próprios passageiros.

Depois de enfrentar escândalos envolvendo acidentes com seus carros autônomos e com o vazamento de dados dos usuários cadastrados, a empresa anunciou a criação do recurso “Ride Check” (ou “checagem de corrida”, em tradução literal). De acordo com o site The Verge, ele usa as funções de GPS, acelerômetro, giroscópio e outros sensores já inclusos nos aparelhos para identificar se o motorista está passou por um acidente ou por apuros.

O sistema detectará, por exemplo, quando o celular do condutor desacelerar repentinamente durante uma corrida. Ou, então, se seu celular está girando bruscamente, por algum motivo. Caso as falhas sejam detectadas, o aplicativo enviará uma mensagem automática ao telefone do piloto com uma série de perguntas. Se for constatado um acidente, o telefone do motorista acionará o 911, responsável por atender emergências nos Estados Unidos. A equipe da própria Uber também entrará em contato com o motorista para esclarecer o que houve.

O recurso não requer novas permissões do aparelho pois é acionado pelos sensores no smartphone do motorista, e não pelo dono do celular. A função estará disponível para os motoristas por eles utilizarem o aplicativo aberto em seu smartphone com maior frequência do que os passageiros, que normalmente o deixam em segundo plano durante as viagens.

O Ride Check também é acionado se o veículo parar por um período de tempo prolongado ou incomum durante uma corrida ativa. Os passageiros receberão uma notificação perguntando se tudo está certo e, com base na resposta deles, o sistema apresentará uma série de opções, incluindo a possibilidade de ligar para a emergência americana.

“Quero que o Uber seja a plataforma de transporte mais segura do planeta”, disse Khosrowshahi em um evento em Manhattan (EUA), nesta quarta-feira (5).

Outra novidade é que a partir de agora o aplicativo começará a esconder os endereços de início e fim de cada trajeto, terminada a viagem, para preservar a segurança dos passageiros. A ideia é que quando o motorista acessar seu histórico de corridas, verá apenas a região aproximada em que cada percurso começou e terminou, mas não mais o endereço exato.

E como ficará no Brasil?

As novidades anunciadas pela Uver ainda não têm previsão de chegar aos aplicativos instalados nos celulares dos brasileiros. Apesar disso, a empresa anunciou que irá investir R$ 250 milhões nos próximos cinco anos para inaugurar no Brasil o primeiro centro de desenvolvimento tecnológico da empresa na América Latina.

O local será aberto em São Paulo até o final de 2018 e promete reunir cerca de 150 especialistas em tecnologia, segurança e mobilidade para desenvolver novos recursos para o aplicativo da empresa. Essas novidades poderão ser usadas também por usuários em outros países.

 

Sedã reestilizado estreia nos EUA no último semestre com tecnologias semiautônomas e versão esportiva com mais de 200 cv

A próxima atualização do Hyundai HB20 só deve chegar ao Brasil no ano que vem, mas o novo Elantra, recém-revelado pela marca nos Estados Unidos, dá uma ideia do que esperar para o hatch compacto.

A principal novidade do sedã está na dianteira consideravelmente mais conservadora, com grandes faróis triangulares que invadem a grade do radiador. Nas versões mais caras eles serão de leds, como já ocorre com os rivais Toyota Corolla e Honda Civic.

Por se tratar de uma reestilização sobre o modelo atual, a lateral não teve grandes alterações além das novas rodas, que vão de 15 a 17 polegadas.

A traseira manteve as lanternas bipartidas, que receberam um novo formato, assim como o para-choque e a tampa do porta-malas. Um detalhe curioso ficou por conta do reposicionamento da câmera de ré, localizada no ressalto superior da tampa.

Já o interior teve mudanças bem mais discretas, como alterações nos elementos internos dos difusores do ar-condicionado, volante e controles do ar-condicionado.

Assim como aconteceu com o novo Honda Civic, o Elantra também passou a adotar uma série de itens para condução semi-autônoma, com possibilidade até para frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestre.

O catálogo de motores nos Estados Unidos não foi alterado e continua com três opções. O 2.0 16V aspirado é o mesmo do Creta, mas com menos potência: 149 cv. Além dele há duas opções turbo: um 1.4 de 130 cv e um 1.6 16V.

Este último é o mesmo motor do Tucson e novo Veloster, mas recalibrado para gerar 204 cv e exclusivo da versão Sport.

O câmbio é automático convencional para as versões de entrada e automatizado de dupla embreagem e sete marchas na variante esportiva.

O novo Elantra será lançado nos Estados Unidos no último trimestre deste ano. Não há previsão de quando o sedã chegará ao Brasil, mas considerando que a marca registrou até o Veloster no país, é possível que o Elantra seja lançado por aqui no primeiro semestre de 2019.

NOVO CHEVROLET CRUZE

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O novo Chevrolet Cruze quer deixar para trás a fama de beberrão. Já à venda nos EUA por a patir de US$ 17.495 (o equivalente a R$ 62 mil na cotação atual), a segunda geração do sedã teve seus dados de consumo divulgados pela montadora. Segundo as estimativas da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o modelo equipado com câmbio automático de seis marchas pode fazer até 12,7 km/l no ciclo urbano e 17,8 km/l no ciclo rodoviário, com gasolina no tanque.

Para alcançar esse resultado, o três volumes não só perdeu peso, como também ganhou um conjunto mecânico bem mais eficiente. A segunda geração do Cruze ficou quase 113 kg mais leve e adotou sistema start-stop e o novo motor 1.4 turbo Ecotec. Com injeção direta e turbocompressor, o novo quatro cilindros entrega 154 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, sem penalizar o consumo de combustível ou abrir mão da performance. Mesmo equipado com câmbio automático, a montadora garante o consumo contido e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos.

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Com previsão de chegar ao mercado brasileiro no final de 2016 importado da Argentina, o novo Cruze não terá o mesmo desempenho que o modelo americano, uma vez que para atender a demanda do nosso mercado o 1.4 turbinado será convertido em flex para aceitar o etanol. Mesmo que não alcance os mesmo números de consumo do modelo americano, é certo que a segunda geração do modelo terá bem menos “sede” que o modelo atual. Em nossos testes de consumo, o sedã com motor 1.8 flex aferiu médias bem ruins para o segmento: 6,5 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada.

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Empresa Volkswagen pode ter instalado detectores de emissões adulterados. Multa pode chegar a centenas de milhões de dólares

foto-imagem-VolkswagenO governo federal dos EUA acusou hoje a Volkswagen de adulterar intencionalmente a análise de emissões de poluentes de quase meio milhão de veículos a diesel no país – entre eles as versões TDI do Golf, Jetta, Beetle e Audi A3 produzidas entre 2009 e 2015, além de Passats feitos entre 2014 e 2015.

A fraude foi descoberta primeiro por uma análise independente feita por pesquisadores da universidade de West Virginia. Segundo investigações da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) e o Conselho de Recursos do Ar californiano, o grupo  VW instalou softwares que podem ter liberado a emissão de alguns poluentes até 40 vezes mais do que a lei permite.

Um sofisticado algoritmo seria capaz de perceber quando uma inspeção técnica está sendo feita, regulando adequadamente o controle de emissões. Já ao identificar uma situação normal de condução, ele reduziria a efetividade do controle, provavelmente para permitir melhores marcas de consumo. O conselho da Califória diz inclusive que executivos da marca já admitiram a instalação do sistema defeituoso.

A primeira medida reparativa do processo deve ser o recall de todas as unidades envolvidas.Se for condenada pela atitude deliberada, a multa aplicada ao grupo alemão pode chegar a centenas de milhões de dólares – aGeneral Motors acaba de ser condenada em 900 milhões de dólares por defeitos na ignição que causaram acidentes fatais, enquanto o grupo Hyundai- Kia teve de pagar 300 milhões de dólares por divulgar em suas propagandas dados incorretos sobre o consumo de combustível.

Marshall Cogan, fundador de uma das maiores redes de lojas de carros dos EUA, planeja comprar concessionárias no Brasil de luxo por R$ 1 bilhão

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Marshall Cogan, o fundador de uma das maiores redes de lojas de carros dos EUA, planeja comprar até seis concessionárias brasileiras de luxo por R$ 1 bilhão (US$ 430 milhões) em busca de uma oportunidade para dobrar os lucros e as vendas em estabelecimentos administrados de forma particular.

“Essa é a maior área de varejo em todo o Brasil que não foi consolidada e na qual não foram introduzidas as melhores práticas”, disse Cogan, 76, em uma entrevista, nesta semana. “Ela ainda é administrada por famílias que vivem da empresa”.

Cogan está entrando no mercado brasileiro em um momento em que fabricantes de modelos de luxo como a Audi AG e a Bayerische Motoren Werke AG, a BMW, se preparam para construir veículos no quarto maior mercado de carros do mundo.

As vendas cresceram a um ritmo anual de cerca de 10 por cento ao ano entre 2002 e 2012 e deverão atingir um recorde de 4,3 milhões neste ano, segundo a Anfavea, a associação nacional dos fabricantes de veículos.

Embora a economia do Brasil tenha encolhido no terceiro trimestre, a demanda por itens de luxo no país aumentou nos últimos anos porque o número de indivíduos com alto patrimônio líquido subiu 26 por cento entre 2008 e 2012, segundo o Relatório Mundial de Riqueza, compilado pelas empresas Capgemini Financial Services e RBC Wealth Management.

O Brasil é o terceiro país melhor classificado em riquezas líquidas individuais, atrás dos EUA e do Japão, segundo a Capgemini. O fato está ajudando a impulsionar as vendas de carros de luxo no país a um ritmo de 45 por cento ao ano, segundo um relatório de 2012 da McKinsey Co.

Melhores práticas

“Você compra quando há sangue nas ruas — e há sangue nas ruas agora”, disse Cogan. “O país saltou de uma economia agrária para uma sociedade industrializada, mas em algum lugar no meio ele esqueceu as melhores práticas, como atender o cliente e a falta de foco no cliente”.

Cogan fundou o United Automotive Group e o vendeu para Roger Penske em 1999 por US$ 1,2 bilhão. A empresa agora é conhecida como Penske Automotive Group Inc., uma das três maiores redes varejistas de carros novos dos EUA.

Cogan acredita que pode dobrar a receita com serviços e peças nas concessionárias brasileiras e, portanto, dobrar os lucros. Ele disse que planeja comprar seis lojas até março, embora não tenha dito onde.

“Considerando zero crescimento nos carros, nem uma única unidade a mais, ao elevar o serviço em 8 por cento, para 16 por cento, eu posso literalmente dobrar o lucro de cada concessionária que nós comprarmos”, disse Cogan, que no futuro planeja tornar pública sua empresa local, a Autogroup do Brasil, em Londres, Nova York e São Paulo.

Cogan disse que pode tornar as concessionárias de luxo mais lucrativas porque elas não estão sendo administradas de forma profissional e porque os empregados são mal preparados para lidar com Ferraris, Lamborghinis e Rolls-Royces, com tecnologia avançada. As lojas estão pagando despesas pessoais, como barcos e escolas privadas, disse Cogan.

Uma vez que essas despesas forem eliminadas da demonstração de resultados e os empregados estiverem treinados de forma apropriada, os lucros aumentarão, disse ele.

Preço de carro popular nacional vale o mesmo que carro esportivo nos EUA

Confira o que é possível comprar no exterior com o valor que se paga pelos dez modelos mais baratos do Brasil

Carro no Brasil não é caro, é caríssimo. E embora tenha havido uma certa estagnação nos preços mesmo após o fim do desconto do IPI, os valores ainda estão muito acima dos praticados em outros mercados, inclusive nos mais desenvolvidos. A culpa desse abuso varia. As montadoras apontam a carga tributária, que varia entre 27% a mais de 40% do preço total do veículo. Mas tem quem pague sem reclamar, o que representa mais um problema.

Pelo mesmo preço que se paga por um carro “popular” no Brasil é possível comprar um automóvel de qualidade muito superior nos Estados Unidos, mesmo na atual crise que vive. Por lá, os impostos representam cerca de 6% no valor dos veículos, além do que o consumidor sabe exatamente quanto paga pelo produto e quanto vai para o governo, uma transparência que não é nem imaginada em nosso país.

Para termos uma noção dessa diferença, convertemos para dólar os valores dos 10 carros mais baratos à venda no país e saímos em busca de opções pelo mesmo preço nos EUA. O resultado, surpreendente, você confere abaixo:

Mille por preço de Kia Cerato

O veterano Mille, disponível por aqui desde 1984, tem preço tabelado em R$ 24.020 (cerca de US$ 14.360). Com tal valor, o compacto da Fiat ostenta o título de carro mais barato do Brasil. Mas se fosse nos EUA… Por lá, com US$ 13.695, você sai de uma concessionária Kia com um sedã Cerato LX tinindo de novo. E estamos falando de um carro com motor 2.0 e que traz de série itens que fariam o preço no modelo feito em Betim (MG) subir até o espaço, como ar-condicionado, freios ABS e nada menos que 5 airbags. E ainda sobraria US$ 665, cerca de R$ 1.100. Ainda acha o Mille barato?

Ford Ka por preço de New Fiesta hatch

A segunda geração do Ford Ka com motor 1.0 no Brasil parte de R$ 25.420, equivalente a US$ 15.200. Por US$ 15.158 compra-se nos EUA a versão hatchback do New Fiesta. Quer saber o que traz de fábrica? Motor 1.6 Duratec de última geração, 4 airbags, controle eletrônico de tração e estabilidade, freios ABS e pasme, 5 anos de garantia. O que o Ka traz de série? Ventilador, vidros manuais e preparação para som, pois o aparelho é vendido à parte.

Chevrolet Celta por preço de Volkswagen Jetta

Essa comparação é de doer, já vamos avisando. O Celta custa no Brasil “acessíveis” R$ 25.865, aproximadamente US$ 15.460. Com US$ 15.000 na carteira você pode andar na geração mais atual do Volkswagen Jetta zero km nos EUA. Tudo bem que o motor 2.0 de 115 cv não é nenhuma maravilha, mas o sedã da VW tem muita classe, porta-malas para mais de 500 litros de volume de bagagem e uma extensa lista de itens de série. O pacote inclui 4 bolsas infláveis de segurança, controles eletrônicos de estabilidade e tração, aparelho de som, entre outros equipamentos triviais nos EUA, como direção ar-condicionado e trio elétrico. O compacto da Chevrolet, por sua vez, não possui nem direção hidráulica e conta-giros no painel é um luxo recentemente incorporado.

Motors M100 por preço de Toyota Corolla

O polêmico M100, compacto fabricado e vendido na China a preço de banana, custa R$ 25.980 por aqui, sendo o quarto carro mais barato do mercado. Seu valor convertido para a moeda norte-americana fica na casa dos US$ 15.529. Um Toyota Corolla com câmbio manual nos EUA sai da loja por US$ 15.450. O modelo chinês, ao menos, vem bem equipado, mas qualidade definitivamente não é o seu forte. Sua suspensão traseira, por exemplo, é similar a de um antigo Fiat 147. Já o Corolla é um dos carros símbolo da montadora japonesa, que ficou famosa justamente pela confiabilidade de seus veículos, apesar da série de recalls que manchou sua reputação nos últimos anos.

Renault Clio por preço de Nissan Sentra

O Clio, modelo de entrada da Renault no Brasil disponível por R$ 26.150 ou US$ 15.630, é mais caro que o sedã Nissan Sentra nos EUA, onde parte de US$ 15.520. Mesmo sendo o modelo “pé de boi” da linha, o carro da marca japonesa vem com o básico exigido pelo consumidor norte-americano: ar-condicionado, airbags, controles de estabilidade e tração, além do bom espaço interior, que comporta até 5 ocupantes e 440 litros de volume de bagagem no porta-malas. O compacto francês tem como destaque itens como ar-quente, desembaçador do vidro traseiro e brake light. Conta-giros e direção hidráulica são opcionais.

Wolkswagen Gol G4 por preço de Honda Civic

O Gol G4, um modelo que ainda carrega muito do primeiro Gol de 1980, tem preço inicial tabelado em R$ 26.160, que em dólar representa algo em torno de US$ 15.640. Aumente em 15 dólares o valor do cheque e você leva para casa um Honda Civic DX nos EUA, modelo com motor 1.8 i-VTEC e câmbio manual de 6 marchas, além da conhecida lista de equipamentos de série presente na maioria dos carros no país à venda por essa faixa de preço. O Gol, por outro lado, tem visual ultrapassado, além de defeitos crônicos, como o volante desalinhado e o motor longitudinal, de concepção antiga.

Palio Fire por preço de Hyundai i30 CW

À venda por aqui por R$ 26.290 (US$ 15.714), o Palio Fire, versão mais simples da série, custa quase o mesmo que a station wagon Elantra Touring, carro que no Brasil leva o nome i30 CW. O modelo sul-coreano custa US$ 15.641 e figura como uma das opções mais acessíveis nos EUA para quem busca um carro familiar. Como é de praxe por lá, o carro vem repleto de equipamentos de série que não acrescentam um único “cent” no final da conta. O modelo da Fiat tem como grande destaque o Econometro, um indicador (sem precisão numérica) que indica o nível de consumo de combustível.

Peugeot 207 por preço de Jeep Patriot

O 207 pode até ser um carro compacto bonito, mas seu preço faria um norte-americano gargalhar. É vendido por R$ 27.990, o equivalente a US$ 16.730, quantia suficiente para comprar um SUV nos EUA com direito a troco. Um desses carros é o Jeep Patriot, que custa US$ 16.000 na versão 4×2. Além do tamanho, o carro tem quase 5 metros de comprimento, o veículo conta com suspensão traseira independente, equipamento considerado o mais avançado do gênero, que entrega mais segurança na condução além do conforto muito superior aos sistemas mais comuns com barra de torção.

Chevrolet Classic por preço de Cruze

Antes de tudo vale lembrar que o Classic é um derivado três volumes da segunda geração do Opel Corsa, lançado na Europa em 1992 e no Brasil em 1994. Pois bem. Atualmente, a Chevrolet pede por seu sedã compacto a quantia de R$ 28.044, cerca de US$ 16.763. Tal valor é ligeiramente superior ao do novíssimo Chevrolet Cruze, uma espécie de Classic do século XXI para o primeiro mundo. À venda nos EUA por US$ 16.440, o modelo conta com uma plataforma significativamente mais moderna, além de uma série de equipamentos de segurança de ponta. E que no Brasil será vendido como sucessor do Vectra este ano.

Novo Fiat Uno por preço de Kia Koup

Considerado um carro barato no Brasil, o novo Uno é mais caro que um elegante cupê esportivo nos EUA, no caso o Kia Koup. O carro da Fiat na versão de entrada Vivace começa em R$ 28.140, algo em torno de US$ 16.820. O modelo coreano é até mais barato na comparação. Parte de US$ 16.440e vem com tudo que se imagina. Alguns de seus luxos são o controle eletrônico de velocidade de cruzeiro e sistema de monitoramento da pressão dos pneus, que alerta o motorista quando os compostos começam a murchar. Já o novo Uno traz…, bem nada além do essencial.

*Dólar cotado a R$ 1,765. Imagens ilustrativas

Carros sem segurança – Software CarShark permite hackear, controlar e inutilizar qualquer carro

CarShark é um software que permite invadir o sistema de computador em carros, possibilitando inutilizar os freios, desligar o motor, tocar música e causar um belo estrago eletrônico. É ao mesmo tempo genial e absolutamente assustador. Veja como funciona.

Uma equipe de pesquisadores liderados por professores da Universidade de Washington e a USCD invadiram o sistema CAN (Controller Area Network, rede de controle), instalado em todos os carros novos construídos nos EUA, para mostrar o quão potencialmente vulnerável é o sistema. O CAN possibilita que os sistemas instalados no carro se comuniquem, facilitando o diagnóstico de problemas, mas nas mãos de hackers se torna uma porta aberta para desativar um carro.

Os pesquisadores se conectaram ao carro por meio de uma simples porta OBD-II e, usando o programa CarShark, identificaram os pacotes de dados enviados pelo CAN. Para alguns truques eles usaram um processo chamado de “fuzzing” e enviaram pedaços de código aleatórios para confundir o sistema. Isso fez a buzina disparar, abrir o porta-malas e até impedir o funcionamento dos freios. Deveria haver um sistema antifalhas para os freios, mas manipulando os solenoides do ABS é possível bloquear o seu uso.

O ataque mais assustador é chamado “autodestruição” e basicamente faz uma contagem regressiva de 60 segundos e então desliga o motor e trava as portas.

Não é preciso se assustar tanto. Não é uma tarefa fácil para alguém sem experiência com programação acessar o CAN e reescrever o código em um carro moderno, mas só o fato de haver essa possibilidade é algo que os cientistas acreditam que os fabricantes deveriam considerar ao proteger esses sistemas.

Recall nos carros do Toyota Corolla – Empresa investiga problema na direção

Agência americana de segurança viária também estuda o caso.
Fabricante passa pelo maior recall da história do setor.

A Toyota está investigando um possível defeito na direção assistida de seu modelo Corolla, e retirará veículos se forem constatadas tais falhas, disse nesta quarta-feira (17) o vice-presidente do fabricante automotor nipônico, Shinichi Sasaki.

“Se houver um defeito, começaremos a fazer o recall dos veículos. Estamos investigando, mas o número de denúncias é inferior a cem” unidades, disse.

Segundo o presidente da companhia, Akio Toyoda, a Toyota nunca encobriu problemas de segurança.

A Toyota estuda a possibilidade de fazer recall do Corolla, um de seus carros mais vendidos, depois de receber queixas de problemas no sistema de direção. Trata-se de mais um golpe para a maior montadora mundial, já abalada por uma série de recalls por questões de segurança.

Apesar das pressões de alguns parlamentares, o presidente Akio Toyoda disse que não atenderá à convocação do Congresso dos Estados Unidos para uma audiência na qual deveria explicar as falhas da qualidade da montadora, confiando a missão a executivos da Toyota nos EUA – mas disse que poderá comparecer se o comitê o exigir. E acrescentou que pretende concentrar-se na melhoria da qualidade dos seus produtos em todo o mundo.

“Confio em que os nossos funcionários nos EUA responderão amplamente às perguntas que serão feitas”, afirmou Toyoda, em sua terceira coletiva à imprensa em duas semanas. “Estamos enviando para a audiência os nossos melhores representantes e espero respaldar todos os esforços em nossa sede.”

Investigação

Na semana passada, a agência americana de segurança viária, a NHTSA, informou que estava estudando queixas sobre o sistema de direção dos modelos Corolla.

“Estamos estudando as queixas relacionadas ao sistema de direção do ‘Corolla’ para determinar se uma investigação (formal) sobre segurança é necessária, como indica o procedimento normal para todas as reclamações”, destacou o porta-voz.

Fonte G1