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Estepe fino provisório pode ser proibido no Brasil

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Na teoria, a função de um pneu sobressalente (ou estepe) é de substituir um pneu que tenha passado por algum problema sem comprometer qualquer característica comum do veículo. Na prática, porém, essa função vem sendo alterada em nome da economia, tornando cada vez mais comuns os chamados “estepes temporários”, que dão suporte até a chegada ao borracheiro mais próximo. No entanto, isto pode acabar em breve – pelo menos no Brasil. Tramita, na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), um projeto de lei que obriga as fabricantes a equiparem seus modelos nacionais e importados com estepes de dimensões idênticas às dos demais pneus do veículo.

Com a restrição, não seriam permitidos os atuais estepes temporários, mais finos e que rodam em velocidade limitada. Não é citado, porém, o que poderá ocorrer com os veículos cuja tecnologia substitui o uso de estepe por um compressor ou selador que permite vedar possíveis furos – sistema presente em modelos mais caros, como o Audi R8.

Os fabricantes que descumprirem a legislação (caso aprovada), deverão indenizar os proprietários dos veículos em 30 dias com 10% do valor do veículo. Proposta pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), a lei tramita em caráter conclusivo e deverá passar por análise das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Viação e Transportes; de Constituição e Justiça; de Cidadania e de Defesa do Consumidor.

Itens mais roubados no carro

Som, bolsa e estepe são os preferidos. Aprenda a se proteger.

Um estudo realizado pela Carglass Brasil na semana de 17 a 21 de outubro mostrou que o sistema de som é o objeto mais roubado dos carros. Mesmo com as melhorias em relação à segurança, como a remoção da frente do rádio e a integração do aparelho no painel do carro – o que dificulta o roubo – o sistema de som continua sendo o mais surrupiado. Ele representa 36% das razões das quebras de vidros laterais atendidas pela empresa no período.

A pesquisa considerou os clientes que solicitaram abertura de sinistro para vidros laterais das portas (foram 187 relatos, ou 19% do total de atendimentos em 60 cidades de 17 estados) e informaram o motivo da quebra sendo furto ou roubo de objetos do interior do veículo. Em segundo lugar na preferência dos ladrões está a bolsa, razão de 24% dos roubos e furtos.

A empresa considerou surpreendente o número de ocorrências de roubo do estepe: nada menos do que 14% do total. Aparecem ainda com altos índices de roubo com quebra de vidros laterais o GPS (9,6%) e o aparelho celular, com 6%.

Segundo a Carglass, o roubo do estepe tem surpreendido cada vez mais vítimas, que, na grande maioria dos casos, só dá conta da falta do equipamento ao precisar utilizar o pneu. Pelos relatos de clientes, os criminosos quebram o vidro lateral, desbravam o porta-malas e retiram o estepe.

Dez itens mais roubados após a quebra do vidro lateral

1) Aparelho de som 36,0%
2) Bolsa 24,0%
3) Estepe 14,0%
4) GPS 9,6%
5) Celular 6,0%
6) Notebook 4,0%
7) Roupas 4,0%
8) Óculos 1,0%
9) Cadeira de bebê 0,5%
10) Tênis 0,5%

Dicas de prevenção para evitar a quebra de vidro lateral

• Não deixe nenhum pertence à mostra. Isso serve tanto para o veículo em movimento quanto parado.

• Jamais permaneça dentro de um carro estacionado, nem quando estiver esperando alguém. A distração aumenta a posição de vítima para os crimes de oportunidade.

• Mantenha os vidros fechados em qualquer circunstância para aumentar sua segurança. Lembre sempre de que ladrões agem em semáforos disfarçados de ambulantes, pedintes, limpadores de vidros, acrobatas etc. Também se passam por guardadores de carros, os flanelinhas.

• A existência de película de controle solar nos vidros diminui sensivelmente a aproximação de estranhos. Como alternativa, a película de controle solar antivandalismo pode afastar o interesse de seu carro como alvo, ou dificultar o acesso ao seu interior.

• Se precisar estacionar em uma via pública procure um local que não tenha guardadores de carro, ou a presença de estranhos.

• Ao comprar um talão de zona azul preencha todas as folhas com a placa de seu carro.

• Ao deixar seu carro no estacionamento, ou com o manobrista, evite deixar pertences no interior. E ao retirar o veículo certifique-se que os vidros estejam inteiros e o estepe e seus pertences estejam no lugar.

Fonte: Webmotors e Carglass Brasil.

Dicas para comprar carro usado – Checar motor, lataria e documentos pode ajudar o comprador a fazer um bom negócio

Comprar um carro usado exige cuidados e atenção, principalmente nos conhecidos Feirões realizados em estacionamentos de supermercados. O professor de engenharia do Mackenzie Giancarlo Pereira, especialista em automóveis, dá algumas dicas para que o negócio não se transforme em prejuízo.

A primeira dica para o futuro comprador é ter um mecânico de confiança para verificar as condições gerais do automóvel, diz Pereira.

– A parte mecânica pode ser muito maquiada, existem varias maneiras de você ser enganado. Por isso a importância de um mecânico de confiança. O que está marcado no hodômetro [aparelho que mede a quilometragem], por exemplo, muitas vezes não condiz com a realidade. A facilidade para adulterar esse equipamento é muito grande.

Segundo o especialista, o consumidor pode perceber que o hodômetro está adulterado ao observar o desgaste de alguns itens no automóvel, como os pneus e o estepe. A verificação dos pneus deve ser mininciosa, pois o desgaste irregular deles pode indicar problemas na suspensão ou falta de alinhamento e balanceamento. Dentro do carro, é aconselhavél verificar o estado do volante, dos pedais e dos bancos.

– Coisas que passam despercebidas vão dizer que idade o carro tem.

Os amortecedores têm que ser testados antes da compra. Para isso, deve-se empurrar o carro para baixo. Se balançar mais de duas vezes quando for solto, é bom ficar atento, pois os armotecedores estão com defeito ou desgastados.

A lataria do veículo é outra coisa que deve ser observada com bastante atenção. Diferenças de tonalidade, ondulações, desnível no fechamento das portas e capô podem indicar que o carro já foi batido. Bolhas na casca do carro são sinais de ferrugem.

O automóvel tem que ser examinado de dia, de preferência com iluminação natural. Segundo o especialista, pouca luz, gotas de água e cera disfarçam possíveis imperfeições. O chassi é outro item que merece atenção. O ideal é o comprador contar com a ajuda de seu mecânico de confiança para verificar se a numeração não foi raspada. Sinais de solda, por exemplo, dão indícios de adulteração.

A checagem dos documentos do veículo é outra etapa que não pode ser negligenciada. Com o código de Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), é possível levantar o histórico do veículo e verificar se ele não tem algum tipo de impedimento judicial.

– O comprador pode procurar um despachante para verificar se o carro tem multas, algum tipo de busca e apreensão ou uma espécie de impedimento legal. Além disso, tudo que for relacionado ao Detran pode ser checado na internet.

Muitas vezes, a justiça pode pedir para apreender o carro por irregularidades na documentação, ou ainda, o veículo pode ter sido roubado ou clonado.