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Novo EcoSport : do Brasil para o mundo

Ford prepara nova geração do utilitário para 2012

O sucesso do EcoSport na América do Sul foi reconhecido: a próxima geração do modelo será global. E a ousadia da filial brasileira ao conceber o pioneiro jipinho rendeu mais que o esperado. Agora cabe à Ford do Brasil a missão de desenvolver o Eco 2012 para diversos mercados. Além da produção em Camaçari (BA), ele será feito na China, na Tailândia e em outros locais a serem revelados, de onde irá até para o mercado europeu. Por conta disso, o projeto tem sido tocado com atenção especial da engenharia brasileira.

Uma fonte ligada à montadora revela que a grande mudança do carro está na arquitetura. A carroceria será bem mais rígida que a de hoje, para atender às exigentes normas de impacto europeias. A suspensão também está recebendo reforços e ajustes para atingir o (elevado) nível de dirigibilidade dos Ford europeus atuais. Outro ponto-chave do projeto foca na qualidade de construção, item que mais gerou reclamações na primeira fase do modelo. “Há quem diga que está ficando melhor que o Focus”, revela a mesma fonte.

A plataforma é a B2E 1 do New Fiesta, com extensas modificações na suspensão para aumentar a resistência sem perder o conforto de rodagem. Haverá versões com tração dianteira e integral, sendo que nas 4×4 a suspensão traseira será independente multibraços, como ocorre hoje. Protótipos rodam em pistas fechadas em Camaçari (BA) e no Campo de Provas de Tatuí (SP), além de darem suas saídas pelas ruas. É o que revelam as imagens de uma “mula” flagrada pelo nosso leitor Anderson Silva em Teresina (PI). A distância, parece apenas um New Fiesta hatch camuflado. Mas basta aproximar as imagens para notar que, sob a carroceria do hatch, está a base do futuro Eco. Repare na elevada altura do solo, na suspensão traseira diferente, nas bitolas mais largas (que chegam a sair da carroceria) e nos pneus 205/65 de uso misto, além das rodas aro 15 do EcoSport atual. Ao que tudo indica, o Eco global manterá os 2,49 m de entre-eixos, mas será um pouco maior em comprimento e largura.

Ainda na parte mecânica, o EcoSport usará os já conhecidos motores 1.6 Sigma e 2.0 Duratec. A novidade ficará por conta da transmissão automatizada de dupla embreagem e seis marchas, chamada de Powershift. “Esse é o futuro de nossos modelos automáticos”, antecipa um executivo da marca. Com estreia no Brasil prevista para 2011 no New Fiesta Sedan, o câmbio Powershift deverá ser opcional tanto na versão 1.6 quanto na 2.0 do novo Eco. Do New Fiesta também virá a direção com assistência elétrica. Além dos airbags frontais e freios ABS de série (serão lei na época do lançamento), o jipinho ainda receberá controle de estabilidade ESP nos modelos que serão fabricados no exterior.

Mesmo com todas essas melhorias técnicas, o EcoSport continuará com forte apelo visual. Na edição de fevereiro antecipamos as linhas da traseira, com a obtenção de um desenho em 3D do projeto. Agora, conseguimos mais detalhes. O estepe na tampa, que chegou a ser questionado, fica. “É uma marca registrada do carro”, diz um informante. Com isso, o porta-malas vai manter a abertura lateral. As lanternas espichadas para as laterais lembram as do novo Focus Sedan europeu, enquanto a dianteira vai herdar elementos do New Fiesta, como o “bocão” na parte inferior do para-choque e os faróis de formato irregular que avançam em direção aos para-lamas. A grade seguirá a nova ordem dos utilitários da marca: três barras cromadas, com o nome do carro na primeira delas (no Eco atual fica um pouco acima, no capô). O resultado você confere nas projeções exclusivas destas páginas. Quem já teve acesso ao carro garante que nossas imagens estão próximas do modelo final.
Por conta do porte compacto, a venda do novo Eco nos EUA (que chegou a ser cogitada) não vai sair do papel. Os norte-americanos terão um modelo maior, que irá substituir de uma só vez o Escape e o Kuga.

Fonte: Revista AutoEsporte

Escapamento furado ? O que fazer ?

As respostas sobre o custo do reparo e sobre a durabilidade desse componente

De repente, o carro começa a roncar mais forte, ou parece ter perdido um pouco da força. É bem provável que o escapamento esteja com alguma avaria. Como tudo que faz parte de um veículo, esse circuito de tubos que se estende do cofre do motor até o fim do assoalho também sofre desgaste ao longo do tempo.

Claro que aqueles cuidados básicos, como passar devagar por lombadas e valetas, ajudam muito a evitar que os canos sofram pancadas ou mesmo raspões. Mas é preciso estar atento a outros detalhes danosos. “Combustível de má qualidade é um veneno para o sistema. A quantidade de água, solvente e sabe lá mais o quê que colocam no álcool e na gasolina corrói rapidamente as paredes internas do tubo. A parte mais afetada é o silencioso, que esquenta menos e acumula mais líquidos não queimados pelo motor”, explica Carlos Guedes, gerente da Pneus Linhares.

Como o número de postos que vendem combustível adulterado cresceu assustadoramente, a durabilidade do sistema de escape, na média, caiu absurdamente. “Há mais ou menos uma década, os canos de um carro zero quilômetro chegavam a durar cinco anos. De lá para cá, não passam de dois anos e meio. Já o escape de reposição, que chegava a completar três anos de uso, sem ser galvanizado, chega a dois, mesmo com o processo de galvanização atual”, explica Cícero Joaquim Neto, proprietário da Borracharia Lins Car. Eis aí mais um motivo para fugir dos combustíveis baratos demais.

Mas a culpa pela vida encurtada do escapamento não é apenas do solvente e da água. O motorista pode acabar “gastando” bastante a peça, muitas vezes sem saber disso. “Quanto mais se usa o carro, mais o escape dura. No caso dos taxistas, que rodam o tempo todo, o sistema acaba ficando mais limpo. Já quem faz vários percursos curtos por dia mantém os canos constantemente úmidos. Nesse caso, o sistema pode durar de um ano e meio a dois, não passa disso”, afirma Neto.

Além dessas preciosas dicas, Guedes lembra de uma outra bem elementar: “é importante escolher peças de reposição de qualidade, senão nem adianta reclamar sobre durabilidade.”

Reparos

Até é possível fazer alguns tipos de reparo no sistema, para adiar o gasto com peças novas, mas não é tudo que vale a pena. O silencioso, por exemplo, é uma parte do escapamento que não tem muito como ser reparada. “Dá trabalho e é caro demais, é melhor comprar um novo. Antigamente nós abríamos a peça, trocávamos a manta de isolamento acústico e soldávamos o que era preciso, mas como o preço da peça caiu bastante há anos ninguém mais faz esse tipo de serviço”, explica o proprietário da Borracharia Lins Car, que lembra que para o catalisador também não existe conserto – o certo é trocar a peça.

Em alguns pontos, é possível recorrer a soldas. É o caso das emendas entre os canos, que podem se soltar depois de uma pancada. Esse tipo de problema pode ser resolvido com o maçarico, desde que seja uma peça de qualidade e que não apresente ferrugem, segundo Neto. “Quando uma parte do tubo amassa muito, é mais fácil cortar a parte danificada e fazer um enxerto. Desamassar dá muito trabalho, nem sempre fica bom e também acaba custando demais.”

Pondo a mão no bolso

Falando em custo, Guedes nos passou alguns valores médios para as peças trocadas com maior freqüência. “O silencioso, que estraga mais rápido, custa de R$ 130 a R$160 para modelos 1.0 de gerações anteriores. Para alguns modelos 1.0 atuais, como o Chevrolet Corsa, e também para alguns 1.6, fica entre R$ 220 e R$ 260.” No caso de veículos sofisticados, como VW Golf e Ford Focus, o valor parte de R$ 220, podendo atingir os R$ 280. Já para modelos Audi, BMW e Mercedes-Benz, o custo vai de R$ 380 a R$ 600.

O tubo intermediário segue essa progressão de valores:

– de R$100 a R$ 140 para 1.0 antigos
– de R$ 140 a R$ 190 para 1.0 recentes e 1.6
– de R$ 180 a R$ 230 para médios sofisticados
– de R$ 280 a R$ 400 para modelos top de linha

Fonte: AutoEsporte