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Extintores de incêndio – Equipamento não é mais obrigatório em carros de passeio

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Acabou a obrigatoriedade de portar extintor de incêndio nos carros de passeio no país.

A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (17) pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e revoga resolução anterior que obrigaria os automóveis a circularem com extintores do tipo ABC a partir de 1° de outubro.

Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a mudança foi motivada por avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos, incluindo representantes dos fabricantes de extintores, corpo de bombeiros e da indústria automobilística.

O equipamento continuará obrigatório para todos os veículos utilizados comercialmente para transporte de passageiros e de carga, como caminhões, caminhões-trator, micro-ônibus, ônibus e destinados ao transporte de produtos perigosos.

Entre esses veículos que continuam seguindo a obrigatoriedade do uso de extintores, a resolução do Contran determina que eles sejam do tipo ABC, destinado a combater incêndios de materiais sólidos, líquidos ou gasosos combustíveis ou em equipamentos elétricos energizados.

Nos casos em que é obrigatório, a punição para quem não estiver com extintor ou estiver com validade vencida é multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação.

TESTES

Em nota, o Denatran justificou que “na maioria das nações europeias não existe a obrigatoriedade, pois as autoridades consideram a falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio”.

O presidente do Contran, Alberto Angerami, acrescenta que “nos ‘test crash’ realizados na Europa e acompanhados por técnicos do Denatran, ficou comprovado que tanto o extintor como o seu suporte provocam fraturas”. O Contran é o conselho responsável por estabelecer as normas do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito.

Segundo a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, de 800 incêndios em veículos cobertos por seguros, apenas 24 (ou 3%) informaram que usaram o extintor.

POLÊMICA E CORRERIA

A decisão do Contran ocorre após quase um ano de polêmica e correria dos motoristas para comprar os equipamentos do tipo ABC, que seriam exigidos pelo conselho.

A exigência foi adiada pelo menos três vezes ao longo de 2015. O primeiro prazo estabelecido foi 1º de janeiro, depois houve adiamentos em abril e julho e o novo limite para trocar os equipamentos seria 1º de outubro.

Os adiamentos foram justificados em razão da dificuldade de motoristas encontrarem o novo modelo de extintor. Os carros fabricados a partir de 2010 já são equipados com esse tipo de extintor, com carga à base de bicarbonato de sódio e validade de cinco anos.

Vendas de vidros elétrico sem antiesmagamento continua nos carros da Hyundai, Fiat e Honda

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

Obrigatório nos veículos novos com vidros elétricos desde 1992, o sistema antiesmagamento ainda não está disponível em todos os carros vendidos no Brasil. A falta do equipamento coloca em risco os ocupantes e pode resultar em acidentes graves. Autoesporte apurou que vários modelos estão sendo vendidos no país sem o sistema, embora a lei preveja punições penais para a prática.

O sistema antiesmagamento garante que o vidro do carro pare de subir ao detectar a presença de algo que impeça o fechamento completo, e volta a abrir a janela automaticamente. Segundo o engenheiro mecânico membro da SAE Brasil, Ricardo Takeo, a função é importante para evitar os riscos oferecidos pelo módulo de fechamento automático dos vidros. “O motor do dispositivo tem torque muito alto e atua com velocidade e força relativamente altas. No caso de uma criança, poderia machucar um dedo, o pescoço ou a cabeça”, alerta. O especialista ainda ressalta que o dispositivo deveria ser oferecido pelas montadoras por questões éticas. “O antiesmagamento deve funcionar em conjunto com módulo de fechamento automático”.

Risco

Quando o eletricista Ricardo Vaz, de 33 anos, comprou sua perua Hyundai i30 CW em uma concessionária de São Bernardo do Campo (SP), o vendedor ofereceu “como cortesia” a instalação de um módulo de fechamento dos vidros pela chave, mas não o alertou que isso faria com que o sistema que evita esmagamentos fosse desativado. “Já tirei o carro da concessionária com o módulo instalado e ninguém me informou sobre a ausência do sistema antiesmagamento”, afirma Vaz.

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

O carro é utilizado para levar as filhas à escola, e Vaz só percebeu que algo estava errado quando a família levou um grande susto. Sua esposa, Shyla, acionou acidentalmente o botão que fechava os vidros remotamente enquanto uma de suas filhas gêmeas de oito anos estava com parte do corpo para fora do carro. O vidro não parou ao encostar na criança e ela ficou com o pescoço preso. Felizmente, nada de grave aconteceu. “Foi a partir daí que comecei a levar o assunto em frente”, conta.

Quando solicitou que a loja ativasse novamente o mecanismo antiesmagamento, teve uma surpresa ainda maior. “O concessionário se propôs a tentar resolver o problema mediante assinatura de um termo de cancelamento dos quatro anos restantes da garantia”, diz Vaz. A revenda alegava que o procedimento era necessário, já que as características originais do veículo seriam modificadas.

Legislação

O caso fica mais complexo se levarmos em conta que, desde 1992, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê sistema antiesmagamento instalado em todos os vidros elétricos, visando “tornar os veículos automotores compatíveis com a evolução tecnológica de nível internacional”. Segundo o Ministério das Cidades, uma concessionária que desabilite o sistema antiesmagamento estaria atuando contra a lei, assim como um motorista que realize o mesmo procedimento. Além disso, no caso da i30 CW de Ricardo, consta no manual do proprietário uma explicação de como esse sensor funciona, dando a entender que há realmente essa função instalada.

O que diz a Resolução 762/92

4.1 Os acionadores energizados ativados por dispositivos constantes (…) devem estar dotados de mecanismos que causem o
retrocesso do vidro de no mínimo 25 mm, quando este for submetido a uma força de compressão de 100 N no máximo, na região cujo vão de abertura estiver compreendido entre 200 mm e 4 mm da posição do vidro totalmente fechado. A medida da força de compressão deve ser realizada com uma relação força-deslocamento não superior a 10 N/mm.

4.2 Os controles para acionamento de vidros que estejam fora do alcance manual do condutor devem ser concebidos de forma que o condutor possa dispor de meios para que os tornem inoperantes para efeito de fechamento do vidro assim como de meios que lhe permitam abrir estes vidros quando desejar. Esta última condição pressupõe que o controle que esteja fora do alcance manual do condutor não esteja sendo acionando simultaneamente.

Já se passaram mais de dois meses desde que Ricardo fez as primeiras reclamações solicitando a instalação do sistema antiesmagamento novamente, mas a Hyundai ainda não ofereceu alternativa: para instalá-lo, o cliente teria de abrir mão do restante da garantia. Procurada pela reportagem de Autoesporte, a assessoria de imprensa da montadora não enviou uma resposta oficial sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Em nota, a assessoria de imprensa da Hyundai CAOA afirma que os modelos vendidos pelo grupo possuem o sistema instalado. “O sistema de inversão automática (antiesmagamento) está presente nas versões dos veículos Hyundai i30, i30 CW, Veloster, Elantra, Sonata, Novo Azera, Genesis, Equus, ix35, Santa Fé e Veracruz. Ressaltamos que o funcionamento deste sistema só se dará quando o acionamento do vidro elétrico for feito com a utilização do recurso de fechamento automático, conforme descrito nas instruções do manual do proprietário”, afirma o comunicado. Segundo a assessoria de imprensa da Hyundai Brasil, os modelos HB20 e HB20X contam com o dispositivo apenas na versão Premium.

A equipe de Autoesporte testou os modelos HB20 Comfort Plus (de produção nacional) e i30 (importado pela CAOA) e nenhum deles possui o sensor antiesmagamento. Além disso, vendedores de acessórios de concessionárias do grupo garantem que nenhum modelo vendido atualmente é equipado com o sistema, apesar da resolução do Contran. O módulo de subida dos vidros é oferecido para a i30 CW na loja consultada por R$ 450, porém a revenda não possui nenhum sensor antiesmagamento para ser instalado.

Fiat também não oferece sistema

Também testamos o Fiat Uno e constatamos o que a assessoria da marca havia adiantado: alguns modelos do catálogo, especialmente os mais simples, têm vidros elétricos sem o sistema de proteção automática, contrariando a lei.

Avaliamos os vidros elétricos de um Honda Fit ano 2007 e constatamos a ausência do sistema de proteção. O site da montadora afirma que o modelo atual possui o sensor apenas no vidro do motorista, porém a assessoria de imprensa não retornou nosso contato para explicar a ausência no modelo anterior.

A Volkswagen afirma que todos os modelos produzidos com sistema de subida automática possuem a proteção antiesmagamento. Em testes, constatamos que os vidros do modelo Fox recuaram ao encostar em um objeto.

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

Em nota, o supervisor de serviços da Ford, Reinaldo Nascimbeni, garante que todos os modelos da montadora equipados com vidros elétricos já contam com sistema antiesmagamento original. Os modelos Ka e Fiesta testados pela reportagem tinham o sistema funcionando normalmente.

Apesar de os representantes da Chevrolet não terem informado sobre a presença do sistema nos modelos da montadora, constatamos que o recém-lançado Onix funcionu dentro das regras estabelecidas pelo Contran

Denúncia

O Ministério das Cidades alerta que a obrigatoriedade da presença do sensor antiesmagamento deve ser cumprida por todas as montadores e revendas. “Caso alguma fabricante descumpra a regulamentação, deverá ser protocolada denúncia formal ao diretor do Denatran, que abrirá um processo de investigação para eventuais punições administrativas e penais, se for o caso”. (colaborou Renata Viana de Carvalho)

Caixa-preta em carros – Projeto do deputado preve obrigatoriedade de instalação de caixa-preta em automóveis novos a partir de 2014


Projeto prevê que veículos tenham caixa preta a partir de 2014

A Câmara dos Deputados analisa Projeto de Lei que prevê a obrigatoriedade de instalação de caixa-preta em automóveis novos fabricados a partir de 2014. A proposta é do deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS). Segundo o projeto, o equipamento de registro de dados e voz, como ocorre em aviões, vai permitir a ‘análise detalhada da performance do carro no exato momento do acidente’.

De acordo com o projeto, em situação normal apenas os proprietários poderão ter acesso aos dados. Ainda segundo o projeto, a caixa-preta deverá conter um botão que permitirá apagar os dados somente após estacionado o veículo. Esse seria um dispositivo de segurança para evitar a quebra de sigilo.

O projeto de lei remete ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a padronização do sistema e como as informações podem ser armazenadas e acessadas, ficando também ao Conselho a atribuição de normatizar o uso dos dados pelas autoridades de trânsito. “O Contran baixará as normas de sigilo, padronização, especificação, localização gravação, degravação, resistência, instalação, culpabilidade do fabricante em casos de defeitos causadores de sinistro grave e demais características do dispositivo previsto nesta lei, de maneira a torná-lo padrão e obrigatório”, diz o Projeto.

Justificativa

Segundo a exposição de motivos apresentada pelo deputado Geraldo Resende para justificar a proposta, nos aviões, a caixa-preta permitiu melhoria da segurança, já que foi possível detectar falhas que davam origem a acidentes graves cuja causa não era possível ou muito difícil de determinar.

“Quando um acidente de automóvel acontece, muitas vezes é difícil descrever o que aconteceu ou mesmo provar para a seguradora o que causou a colisão. Hoje já existe tecnologia acessível para resolver mais esse problema”.

Para o deputado, a medida não prevê a instalação do equipamento em carros usados, mas é natural que se ofereça um desconto no seguro aos proprietários que optarem em instalar o dispositivo. Mas o maior benefício é a determinação de causas de acidentes para adoção de medidas preventivas.