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A EXPERIÊNCIA DO ELÉTRICO BMW I3

foto-imagem-BMW-i3

 

“O futuro já começou!”. O refrão daquele antigo jingle de fim de ano da TV Globo não saía da minha cabeça enquanto eu dirigia o silencioso BMW i3 pelos arredores da capital holandesa. Barulho, só o zunido abafado nas aceleradas mais fortes, semelhante ao dos carrinhos de autorama da minha infância. Em 23 anos escrevendo sobre carros (com o perdão pelo excesso de nostalgia), via a promessa do futuro elétrico como uma mera e distante promessa. Mas quando uma marca do segmento premium (associada à esportividade) mergulha de corpo e alma num projeto de carros elétricos, é porque a coisa está ficando mesmo séria.

O logo no capô do carro é da BMW, mas o i3 é fruto da divisão “i.”, criada pela marca alemã para abrigar essa nova família de veículos 100% elétricos. Ao contrário da maioria dos fabricantes, que vêm usando carros conhecidos para adaptar propulsão elétrica ou híbrida, a BMW partiu do zero, na expectativa de quebrar paradigmas, pensar “fora da caixa”. Se o hatch i3 e o sedã i8 (a ser lançado ano que vem na Europa) serão sucessos de venda, é cedo pra dizer, mas pelo que senti do carrinho, a lição de casa foi muito bem feita na Bavária.

Colocar a bateria de íon de lítio no assoalho, isolada numa estrutura de alumínio, foi a primeira grande sacada. Economizou espaço e jogou muito peso próximo ao solo. Isso permitiu criar um carro bem alto sem comprometer o centro de gravidade. Prova disso foi o ótimo desempenho do carro numa prova de slalon que fizemos no fim do primeiro dos dois dias de test-drive. A estabilidade impressiona, e para isso contribui a distribuição de peso 50-50 entre os eixos (marca registrada dos carros da BMW, diga-se).

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Apesar do porte compacto, o i3 tem ótimo espaço para quatro adultos, sobretudo na altura do teto. A carcaça é toda de fibra de carbono, leve e resistente. E toda a parte visível externa do carro é de termoplástico. Com isso, obteve-sem o baixo peso de 1.195 kg. Outro dogma da BMW que foi respeitado é a tração traseira. O motor elétrico fica na parte de trás, abaixo do assoalho do porta-malas (pequeno, um dos pontos fracos do carro), agindo diretamente sobre o eixo traseiro. Na frente, sob o capô, ficam outros componentes mecânicos e eletrônicos, todos ocultos por capas plásticas. O único reservatório visível é o de água para o borrifador do vidro dianteiro. Também sob o capô fica um grande guarda-volumes, onde é alocado o cabo para recarga de energia.

O interior do i3 é simples, se comparado aos outros modelos da marca. Não há tantos mimos de conforto, para economizar peso e energia. Há muitos itens de plástico, fibras naturais e até revestimentos com garrafas pet recicladas. Tudo em nome da sustentabilidade. Por mais simples que seja, o interior é aconchegante e descolado. E não abre mão da central iDrive no console, que comanda quase todas as funções (clima, som, GPS, telefone e aplicativos do sistema elétrico). A diminuta alavanca de câmbio fica na coluna de direção, e só tem as posições D (drive), R (ré) e P (estacionamento). O volante é ajustável em altura e profundidade, mas o banco só tem alavancas mecânicas.

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Por fora, ele parece um carro-conceito. A dianteira traz os tradicionais “pulmões” ao lado do logo, mas aqui ele não serve para refrigerar nada. É um plástico não vazado, só para manter a linguagem visual da BMW. As belas e grandes rodas de liga aro 20 com pneus 155/60 de baixa resistência à rolagem se destacam nas laterais, assim como as portas traseiras “suicidas”, que se abrem no sentido contrário. Elas só podem ser abertas quando as dianteiras estiverem abertas (como na nova Fiat Strada). As janelas de trás não abrem, nem basculam. Descolado, o exótico hatch chamou a atenção nas ruas da descolada capital holandesa.

Se para projetar o carro a BMW se despiu de vários preconceitos, para dirigir também é preciso se reeducar. Principalmente para lidar com o acelerador. Lembra quando falei do autorama no começo deste texto? Pois pense no acelerador do seu velho autorama. Aperte para acelerar, alivie para frear. Quer dizer que o i3 não tem pedal de freio? Tem, mas só para freadas mais bruscas. A direção elétrica é bem leve e precisa. Sem marchas, o rodar é bem suave, e a suspensão é ao mesmo tempo macia e esperta em curvas.

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Tire totalmente o pé do acelerador, e o i3 começa a reduzir fortemente a velocidade. Nos primeiros minutos, minha carona estava ficando enjoada com tantas freadas involuntárias. Em poucos minutos aprendi que não é para tirar o pé do acelerador, apenas modulá-lo como num autorama. Isso vale até para aclives e declives. Tirar o pé significa desacelerar pra valer (atá a luz traseira de freio se acende sem que você pise no pedal de freio, por medida de segurança). Tirar o pé também significa gerar energia para alimentar a bateria, como o sistema KERS dos carros de F1.

Aliás, todo o expertise para a propulsão elétrica do i3 surgiu da experiência da BMW com a F1. “Usamos o que aprendemos com o KERS e com as estruturas de fibra de carbono como ponto de partida para om projeto do i3 e do i8”, conta Florian Preuss, responsável pela integração eletrônica do Grupo BMW. Chega a ser irônico a F1, com seu foco no altíssimo desempenho, servir como laboratório para carros de emissão zero.

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E esse carro de autorama em escala real acelera bem? Muito! O motor elétrico de 170 cv rende 25,5 kgfm de torque e faz o i3 ir a 100 km/h em 7,2 segundos. Sim, o dogma da esportividade da BMW foi mantido até em seu elétrico. O problema é se empolgar com isso e gastar a carga da bateria de forma muito acelerada. A autonomia declarada vai de 130 a 160 km, mas pode ir a 180 km no modo Eco Pro, acionado por um seletor no console. Esse modo deixa o acelerador menos sensível aos seus impulsos de piloto de autorama, e economiza energia no ar-condicionado e outros itens.

Mas como já falei aqui, é preciso dirigir um carro como esse com outra consciência. Com a mesma cabeça que você tem com a carga de seu celular ou de seu tablet. A central multimídia do i3 mostra sua autonomia, alerta quando ela está baixa, sugere postos mais próximos para recarga pelo GPS, ou seja, faz de tudo para você não ficar na mão.

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Além de desenvolver um carro diferente, a BMW pesquisou muito e pensou em soluções futuristas para o problema da autonomia, o único item que ainda atormenta os donos de carros elétricos. A ideia mais bacana é o aplicativo de celular que permite monitorar à distância o seu carro, quando ele estiver sendo carregado. Se você deixa o carro carregando e vai fazer alguma coisa, pode checar no celular quanto a bateria já carregou, quanto tem de autonomia, quanto falta para carregar totalmente, etc. O aplicativo também permite que você climatize o carro antes de chegar até ele, mostra o balanço de eficiência da última viagem, e ainda o coloca no ranking de eficiência (anônimo) em relação a todos os outros donos de i3. Como um joguinho de economia (tá aí o lado lúdico desse autorama moderno).

Além de carregar em tomadas comuns (mais lentas, em cerca de 8 horas), a bateria do i3 pode usar postos de carregamento, ou ainda no iWallbox, tomada especial que o dono do carro pode alugar ou comprar para sua casa Pode ainda comprar um painel solar para sua garagem, que acumula energia para carregar a bateria sem custo. Se mesmo assim ficar com medo de ficar na mão, pode opcionalmente colocar um motorzinho bicilíndricoo a gasolina ao lado do elétrico, na parte traseira.

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O preço do i3 na Europa depende do incentivo de cada país. No Reino Unido, por exemplo, custa 25 mil libras, o dobro de um compacto comum, como o Renault Clio, e o mesmo de um BMW Série 1 quase completo. Caro, é verdade, mas a montadora alega que esse custo pode ser amortizado rapidamente. Usando preços de gasolina e energia elétrica no Brasil, a BMW calcula que seu custo por quilômetro rodado é quase 50% inferior. E ainda é 20% mais barato de manter e 15% mais barato de consertar, sempre segundo a marca alemã. Também há leasing facilitado para os interessados, além de carro reserva da BMW para viagens longas, com locações a custos reduzidos.

No Brasil, o i3 chega no segundo semestre de 2014 por preços um pouco abaixo de R$ 150 mil – isso se não houver alguma mudança no Inovar-Auto que finalmente incentive as vendas de elétricos. Em 2015 será a vez do sedã esportivo i8 chegar ao Brasil. As primeiras autorizadas a vender o carro serão de São Paulo e Rio de Janeiro. O futuro já começou, mas ainda está caro…

Carro elétrico – Toyota terá veículo no Brasil em 2013


A montadora japonesa Toyota anunciou nesta segunda-feira, durante a coletiva de imprensa no salão de São Paulo, a chegada do híbrido Prius em janeiro de 2013.

De acordo com fontes da montadora, o sedã “verde” deve custar R$ 119.900. Um concorrente no mesmo nicho seria o Ford Fusion Hybrid. O Prius já vendeu 2,8 milhões de unidades em todo o mundo desde o seu lançamento, em 1997.

Carro elétrico – Veículo da Toyota reconhece o dono

Você pode nunca ter pensado em dirigir um carro-inseto, mas a montadora japonesa Toyota resolveu, mesmo assim, criar um quatro-rodas que se aproxime ao máximo disso: o carro verde Smart Insect.

Com portas que abrem para o alto, tamanho compacto pensado só para um ocupante e os faróis redondinhos, que lembram um olho, o visual desse carango remete rapidamente a um bichinho. Para fazer jus à vocação ecológica, o modelo é totalmente movido a eletricidade, tendo zero emissão de poluentes. Não para aí.

Você pode nunca ter pensado em dirigir um carro-inseto, mas a montadora japonesa Toyota resolveu, mesmo assim, criar um quatro-rodas que se aproxime ao máximo disso: o carro verde Smart Insect.

Com portas que abrem para o alto, tamanho compacto pensado só para um ocupante e os faróis redondinhos, que lembram um olho, o visual desse carango remete rapidamente a um bichinho. Para fazer jus à vocação ecológica, o modelo é totalmente movido a eletricidade, tendo zero emissão de poluentes. Não para aí.

Vídeo do Carro elétrico da Toyota

Carro sensível ao toque – Toyota apresenta automóvel Fun Vii

Modelo tem conexão à internet, navegador GPS e diversos aplicativos. Usuário poderá mudar até as cores do veículo com apenas um toque

Nos últimos anos, acompanhamos os lançamentos de vários conceitos automobilísticos criados por americanos, europeus e japoneses – todos com uma ideia futurística, e muitas vezes inspirada em histórias da ficção, como os filmes da série “De Volta Para o Futuro”, por exemplo.

Mas a partir de desenhos baseados no clássico Bat-Móvel (veículo do Homem-Morcego) e nos carros tecnológicos de Tron, o futuro parece ser melhor do que podemos imaginar. A Toyota acaba de apresentar o Fun-Vii, um modelo que parece ter vindo do futuro, direto para a realidade.

O carro foi inspirado no cotidiano das pessoas, em especial na “relação” que elas têm com seus smartphones touchscreen. Pensando nisso, o veículo terá uma plataforma open-source de dispositivos, com possibilidade de conectar-se à internet, baixar e atualizar aplicativos ou navegar pelo GPS. E mais: o usuário poderá mudar até mesmo a cor do automóvel quando quiser através de uma palheta de tonalidades, criando um belíssimo efeito aliado à carroceria espelhada.

Já no interior do veículo, que possui três lugares, o motorista terá acesso a painéis touchscreen de tempo, saúde, e-mail e uma assistente pessoal holográfica. Após a checagem de alguns itens, o volante sai de um pequeno compartimento na frente do indivíduo. E vale lembrar: toda a superfície do produto é interativa. Se você quiser projetar um vídeo ou foto, por exemplo, basta mover os dedos por um periférico controlador.

Algo interessante é o “combustível” do Fun-Vii, que é elétrico: ao deixá-lo em uma vaga no estacionamento, por exemplo, é possível ver o símbolo de uma bateria no chão, o que indica que a própria vaga recarregará o automóvel.

No entanto, esses carros inteligentes só serão realidade quando a infraestrutura das rodovias for alterada – tanto que no vídeo podemos ver o texto “A mobilidade da vida futura em 20XX”, sem especificar o ano do lançamento. O veículo faz uso de tecnologias de navegação incorporadas diretamente às estradas, justamente para manter a segurança dos condutores e evitar colisões.

Especula-se que o produto não chegue ao mercado em menos de cinco, talvez dez anos. Basta esperarmos para ver se os automóveis do futuro vão suportar o sistema apresentado pela Toyota, que ainda não existe.

Toyota Fun Vii

Honda e Volkswagen investem na corrida pelos carros elétricos

Japonesa planeja lançar um modelo elétrico e um híbrido plug-in em 2012. Já a alemã anunciou os modelos E-Up, o E-Golf e o E-Jetta para 2013.

O mercado elétrico de veículos deverá ganhar novos fortes concorrentes nos próximos anos. Dois anúncios feitos nesta semana confirmam, mais uma vez, que a tecnologia é a grande aposta das fabricantes de veículos em médio prazo. A Honda planeja lançar um modelo elétrico e um híbrido plug-in nos EUA e Japão em 2012. Já a Volkswagen aposta no lançamento dos modelos E-Up, o E-Golf e o E-Jetta em 2013.

A japonesa Honda também renovará seus motores e transmissões para alternativas com maior eficiência de combustível. Em entrevista à imprensa no Japão, nesta terça-feira (20), o CEO da Honda, Takanobu Ito, afirmou que para 2012 está previsto para o mercado europeu a chegada de um pequeno motor a diesel.

No caso da Volkswagen, as apostas estão concentradas nas tecnologias híbrida e elétrica. Também durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, o CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, anunciou o lançamento do modelo Jetta e sua versão híbrida nos Estados Unidos. Além disso, Winterkorn ressaltou que a fabricante alemã pretende que, até 2018, 3% das suas vendas globais sejam de modelos elétricos.

Fonte: GazetaWeb

Fotos carro elétrico – Protótipo dobrável é apresentado na Alemanha


Veículo foi criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A partir de 2012, carro será testado em cinco cidades do mundo.

Um protótipo do carro elétrico Hiriko Citycar foi apresentado nesta quinta-feira (27) na Alemanha. Criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e produzido na região basca, na Espanha, o veículo oferece lugar para duas pessoas e é voltado para o uso urbano.

O Hiriko Citycar é dobrável, ocupando menos espaço ao ser estacionado. A produção do carro está programada para 2012. Depois, o carro será testado em cinco cidades do mundo.

Fonte Auto Esporte

Carro-conceito da Peugeot BB1 virá ao Brasil

Carrinho elétrico tem 2,5 metros, leva até 4 ocupantes e chega a 90 km/h.
Inspirado em moto, volante parece um guidão e não há pedais no assoalho.

O carro-conceito da Peugeot, BB1, apresentado no Salão de Frankfurt em 2009, virá para o  Brasil durante o Challenge Bibendum, evento promovido pela Michelin, que acontecerá entre os dias 30 de maio e 2 de junho.

O carrinho elétrico da Peugeot é uma nova proposta para a mobilidade urbana e com apenas 2,50 metros de comprimento, é capaz de acomodar até quatro pessoas.

Por dentro o carro de apenas 600 kg lembra o modo de condução de uma motocicleta, com posição de condução mais vertical, possível pela ausência do conjunto de pedais no piso e o volante em formato de guidão. Ele foi concebido em parceria com um departamento da montadora responsável por produtos ligados ao motociclismo.

A entrada dos passageiros é facilitada pela abertura invertida das portas. O interior do porta-malas se adapta para oferecer um volume de carga em acordo com a necessidade: 160 litros com quatro ocupantes a 855 litros com apenas uma pessoa a bordo.

Apesar de pequeno, o carro anda bem. De acordo com a montadora, o protótipo pode atingir a velocidade máxima de 90 km/h.

Fonte: G1