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CyberClean – Como limpar aqueles cantinhos do carro mais apertados, onde o bico do aspirador ou a escova não alcançam?

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Quem nunca teve trabalho para limpar aqueles cantinhos do carro mais apertados, onde o bico do aspirador ou a escova não alcançam? Os mais cuidadosos recorrem até a cotonetes para remover a poeira infiltrada nas frestas do painel ou quadro de instrumentos. Para dar um fim a essa tortura, há um produto chamado Cyber Clean. Vendido pela internet em embalagens de 75 ou 145 gramas, ele é uma espécie de geleia que deve ser pressionada em áreas onde a sujeira é de difícil remoção. É aí que entraria o Cyber Clean, que teria ainda a vantagem de ser reutilizado diversas vezes.

Para o teste, compramos a embalagem de 75 g (por R$ 25) e levamos até a Cristal Auto Care, empresa especializada em limpeza especial automotiva, que tem na sua clientela superesportivos como Porsche e Ferrari. Como cobaia, usamos cinco veículos: Hyundai Santa Fe, Land Rover Discovery, Nissan Livina, Honda Civic e VW Jetta, com três tons de acabamento interno (bege, cinza e preto).

A primeira falha foi notada logo ao se verificar a embalagem: não há nenhum tipo de instrução de uso em português, apenas em inglês. Depois chegou a hora de entrar em ação. O produto foi aplicado nos locais em que havia mais sujeira ou pó acumulados, como botões, saídas de ventilação, telas de alto-falante, canaletas de vidros, volante, fechos de cinto de segurança e alavanca do câmbio.

As instruções diziam que era só encostar a geleia na área a ser limpa e depois puxá-la. Só que aí veio outra surpresa: o resultado ficou baixo do esperado. “Nas saídas de ventilação, ele não removeu toda a sujeira.Além disso, é necessário pressionar muito a geleia contra a superfície suja para limpá-la”, explica Zenilto Santos de Oliveira, proprietário da Cristal Auto Care. “Tive que forçar a geleia na grade do duto de ar a ponto de ficar com medo de quebrá-la.”

Nos testes, percebemos também que, ao contrário da promessa, o Cyber Clean deixou resíduos em alguns locais. Quando o puxou das telas dos alto-falantes, por exemplo, o técnico teve de recorrer a um palito de dente para retirar os vestígios que ficaram. Para piorar, o produto levou mais tempo para limpar os carros do que se fosse usado o método tradicional, com cotonetes ou pincéis.