Arquivo da tag: combustível

Especialista explica as consequências de dirigir o carro na famosa “banguela”, no consumo de combustível do carro

O carro economiza combustível andando em ponto morto, a famosa “banguela”

Se você está acostumado a desengatar a marcha em descidas, achando que vai economizar combustível, você está redondamente enganado. Segundo o engenheiro Rubens Venosa, consultor, diferentemente do que muitos pensam, descer com o carro em ponto morto gera um maior consumo de combustível do que descer engatado. “Isso acontece devido ao sistema de injeção eletrônica entender que o carro está em marcha-lenta, o que resulta num pedido de combustível maior por parte do sistema “, explica.

Assim, em quinta marcha, por exemplo, a rotação sobe para cerca de 1.500 a 2.000 rpm e o sistema cut-off (de corte) da injeção eletrônica entra em ação. É esse recurso que entende que o motor está funcionando no embalo e, como não há aceleração, corta a passagem de combustível.

Ruído pode indicar combustível de má qualidade ou carbonização na câmara de combustão

Por que os motores flex fazem um ruído similar ao de um grilo quando usam gasolina? – Vanderlei Inácio de Faria, por email.

Esse “grilo” indica a ocorrência da pré-ignição, que é provocada pelo excesso de carbonização na câmara de combustão, resultado de combustível de má qualidade ou do retardo no ponto de ignição do motor.

Este último problema é mais comum nos automóveis equipados com injeção eletrônica e com motor bicombustível e pode indicar que o sistema injetor não reconheceu a troca de um combustível para o outro e manteve suas regulagens para a utilização do etanol.

Isso pode ocorrer devido ao fato de a taxa de etanol na gasolina ser variável no Brasil, podendo chegar a até 27% na gasolina comum – mas diminuindo em períodos de entressafra de cana de açúcar. Motores flex com taxa de compressão elevada, mais propícia para o uso do etanol, tendem a sentir mais o problema – aproveite para ler aqui sobre um novo motor com taxa de compressão variável que poderia resolver a questão.

Quando ocorre apenas nos primeiros instantes ao rodar e depois cessa, o grilo da pré-ignição (ou ignição espontânea) geralmente não traz maiores consequências, pois indica apenas uma demora no sistema em identificar o combustível. O fenômeno, porém, pode indicar excesso de carbonização e causar danos nos pistões e bielas caso se torne severo e/ou constante.

Especialistas comentam sobre os benefícios e os malefícios do combustível, que pode voltar a ser liberado no país

foto-imagem-benefícios

O diesel voltou à ser assunto após um projeto de decreto legislativo tentar liberar o combustível para carros de passeio no Brasil. Desde 1976, apenas modelos de carga, de transporte coletivo ou fora de estrada com mais de uma tonelada de capacidade de carga podem usar o combustível. O Brasil é o único país do mundo a ter a proibição. Não é a primeira vez que se tenta liberar o diesel no país: de tempos em tempos, o assunto volta a aparecer – o último projeto que passou pela câmara foi derrubado no ano passado.

A proibição surgiu durante a crise do petróleo, quando o Brasil decidiu investir no etanol para diminuir a importação do produto e equilibrar a balança comercial. Mas será que agora os consumidores irão voltar a ter modelos com motor a diesel no Brasil? “Não dá pra saber se será aprovado”, afirmou o engenheiro Luso Ventura, diretor da Comissão Técnica de Tecnologia Diesel da SAE BRASIL. “As condições estão disponíveis e todos os argumentos que surgiram no passado para não implementar o combustível, como a questão do meio-ambiente, não são mais válidos hoje. Para que aconteça, depende de alguns arranjos políticos e econômicos, mas certamente não tecnológicos”, afirmou.

Para Luso, caso a liberação aconteça, não são todos os tipos de perfis de consumidores que devem comprar um modelo a diesel. “Quem trabalha com o carro, como taxistas, se beneficiará. O carro a diesel é mais caro, mas dura mais. O gasto com combustível reduz 30%. Agora, se você roda pouco e portanto gasta pouco combustível, não vale a pena pagar mais pelo carro”, afirma.

Conversamos com Mário Massagardi, diretor da SAE Brasil, para esclarecer as vantagens e desvantagens do diesel.

Mais esportivo e mais econômico

As principais vantagens de um motor diesel são o baixo consumo de combustível e a capacidade para acelerações mais fortes. Em carros, isso significa mais esportividade com baixo consumo de combustível. Alguns carros médios em produção na Europa alcançam consumo de 25 a 30 quilômetros com um litro de diesel. Carros pequenos podem fazer até 100 quilômetros com menos de três litros de combustível. Um carro médio, com tanque de 50 litros, pode rodar mais que 1000 quilômetros sem abastecer. O diesel também tem emissões menores de gases de efeito estufa, se comparados com os motores a gasolina.

Carros a diesel são mais caros

Para o uso em carros, a maior desvantagem é o preço: são veículos mais robustos e com maior conteúdo tecnológico e, por isso, custam mais caro. Existem vários exemplos destes no Brasil. Basta ver as picapes à venda: as versões a diesel são as mais caras, porém mais econômicas. São também as mais vendidas e as que têm o maior valor de revenda.

Motores a diesel não usam velas

Motor flex é um motor com ignição por centelha (usa uma vela de ignição), que pode utilizar tanto etanol como gasolina como combustível. É uma solução brasileira que adaptou motores originais a gasolina para ter flexibilidade. Já o motor a diesel é um motor com ignição por compressão, ou seja, não precisa de vela de ignição. Atualmente, estes motores são bem avançados, têm taxa de compressão mais alta que os motores a gasolina, são turbinados e têm injeção direta de combustível.

Motores a diesel duram mais

O motor é bem mais robusto e deve durar mais do que os movidos a gasolina. Sua manutenção pode, entretanto, ser mais cara, pois seus componentes têm maior conteúdo tecnológico embarcado.

Carros a diesel vibram mais

A vibração é uma característica comum dos veículos a diesel. Ms existem medidas para contornar isso, tanto no motor, por meio de calibragens especiais, quanto no corpo do carro, por meio da aplicação de materiais abafadores e isolantes. Porém, ruído e vibração não são fatores preocupantes.

Carros a diesel poluem menos

Carros a diesel modernos têm catalisadores e filtros e, por isso, suas emissões de poluentes são praticamente zero. Motores de ignição por centelha modernos também têm níveis quase zero de poluentes. Por isso, qualquer comparação dizendo que uma tecnologia é mais limpa ou mais suja é atualmente pouco relevante.

Atualmente, os maiores vilões da poluição automotiva são os carros mais velhos tanto a diesel como a gasolina ou álcool que não têm catalisadores ou filtros e que são mal conservados. Um carro velho polui mais do que 20 carros modernos. O mesmo vale para caminhões e ônibus.

Tecnologia a diesel é mais moderna

A maior pressão para a liberação vem do setor de autopeças, que tem interesse em aumentar o conteúdo tecnológico dos seus produtos. Montadoras de carros maiores também têm interesse, pois possuem produtos no exterior e o seu uso aqui pode contribuir para que elas atinjam as metas de consumo do Inovar-Auto. Já as montadoras de carros pequenos não demonstram muito interesse.

Do lado dos usuários, os maiores beneficiados pela liberação seriam os que rodam muito: taxis e outros profissionais que dependem do uso intensivo do carro.

Lei garante milhares de empregos no país, mas aumenta encargos e pode dificultar redução no preço do combustível

foto-imagem-posto-combustivel

Quem viaja para os Estados Unidos ou Europa e aluga um carro geralmente não sabe muito o que fazer ao parar para reabastecer pela primeira vez. Sem a figura dos frentistas, o próprio motorista manuseia a bomba e realiza o pagamento pelo cartão. Algo completamente diferente do Brasil, onde a profissão de frentista é protegida por lei.

Isso mesmo: em 2000, o então presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei nº 9.956, de autoria do deputado Aldo Rebelo, hoje Ministro da Ciência, Comunicação e Tecnologia. A lei proíbe o funcionamento de bombas de auto-serviço em todo território nacional e aplica multas – e até fechamento do posto – caso seja descumprida.

Na época, a principal justificativa para tal medida foi a proteção aos empregos dos frentistas – hoje estimados em nada menos que 500 mil pela Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados do Petróleo (Fenepospetro). A questão ganha profundidade ao analisarmos a situação do emprego no Brasil. Em outubro de 2015, a taxa de desemprego nas seis principais capitais do país foi de 7,9%, segundo o IBGE. O número, apesar de ser quase o dobro do registrado em 2014, ainda é muito inferior ao de países da zona do Euro como Espanha e Grécia (ambas acima de 20%).

Ocorre, porém, que boa parte da oferta de empregos no Brasil é concentrada em atividades que só existem por culpa da ineficiência e da desigualdade existentes por aqui. Os exemplos são vários: domésticas, motoboys, garis, empacotadores de supermercado, despachantes, ascensoristas, cobradores de ônibus, todos empregos que, em sociedades mais eficientes e evoluídas, praticamente já não existem mais. Esse tipo de mão de obra tem enorme importância para a geração de empregos e para a dinâmica de uma economia baseada em consumo, mas também ajuda a alimentar o chamado “custo Brasil” – o fato de que quase tudo no país custa mais caro justamente por envolver um círculo vicioso de burocracia, impostos e ineficiência.

“Pensando só em números, o preço do combustível poderia sim baixar com a automação, mas não é possível avaliar quanto”, diz o tributarista João Paulo Muntada, que afirma que a mão de obra e os encargos relacionados representam o segundo custo que mais onera a operação de empreendimentos em geral no país, atrás apenas do produto em si e dos impostos que incidem sobre ele.

Sem levar em conta a idoneidade dos postos e distribuidores na hora de repassar ao consumidor a diminuição de seus custos, e considerando que os altíssimos impostos sobre o combustível (como o ICMS) são o principal fator para que a gasolina seja tão cara no Brasil, o fato é que qualquer redução de preço nas bombas certamente teria impacto direto em todos os setores da economia, já que quase todo tipo de atividade industrial e comercial hoje depende do modal rodoviário – em outubro, o aumento de 6,09% no preço dos combustíveis foi considerado o principal responsável pela inflação de 0,82% registrada no país, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Atitudes simples podem reduzir o consumo em mais de 40%. Saiba como ser o maior agente de economia para seu carro

foto-imagem-consumoEntre as despesas que um carro dá, a que mais permite poupar dinheiro é o consumo de combustível.
Sabendo guiar de modo econômico, é possível reduzir o gasto a quase pela metade. Bastam algumas atitudes simples ao volante, mas que a maior parte dos motoristas ou esquece ou nem sabe que são possíveis.

ANTECIPE-SE
Mantenha uma boa distância dos veículos à sua frente e não fixe seu olhar no carro imediatamente adiante, mas sim em dois ou três depois dele. Veja como está o trânsito a 50 metros do seu carro. Tudo isso lhe dará uma visão mais ampla do trânsito e uma ideia de qual faixa anda mais. Há uma obra à esquerda? Pegue à direita e siga sem interrupções. O ônibus está chegando ao ponto? Mude de pista bem antes, para não ter de frear atrás dele e ficar pedindo passagem.

Com uma visão do que existe à frente, você tem tempo de se antecipar e evita pisar no freio e voltar a
acelerar diversas vezes. Imagine um carrinho de supermercado lotado de sacos de arroz. É mais fácil tirá-lo da imobilidade ou continuar a empurrar um que já esteja em movimento? O princípio com o automóvel é o mesmo. Nada gasta mais combustível do que o para e anda – por isso o consumo rodoviário é menor que o urbano. Uma reportagem da QUATRO RODAS mostrou a importância de se dirigir com calma e antecipação. Três motoristas fizeram o mesmo percurso duas vezes: a primeira usando seu próprio estilo e a segunda com as técnicas de antecipação e trocas de marcha no tempo certo: a redução no consumo foi de até 44%.

DEVAGAR E SEMPRE
Quando o semáforo abrir, ganhe velocidade lentamente, sem acelerações bruscas. Quando ele fechar,
vá reduzindo a velocidade para ficar parado o menor tempo possível, algo que também ajuda na segurança contra assaltos. A receita para um consumo baixo é estar sempre em movimento, ainda que devagar. Acelerar e frear bruscamente são atitudes que só aumentam o consumo.

PNEUS CALIBRADOS
O fato de os fabricantes terem criado pneus de baixa resistência ao rolamento dá bem a medida da importância deles no consumo. Além de diminuírem a estabilidade, pneus comuns descalibrados aumentam o gasto de combustível em mais de 5%, sem falar que vão precisar ser substituídos muito antes do normal. Procure calibrar os pneus toda semana. Se rodar pouco, o intervalo pode ser um pouco maior: a cada 15 dias.

ESQUENTE A CABEÇA
Ar-condicionado é ótimo, mas seu uso rouba energia do motor e, consequentemente, o gasto com
combustível. Para medir esse efeito fizemos um teste em um Palio: o consumo com o climatizador ligado a 100 km/h foi 5,3% pior. Vidros abertos, na mesma velocidade, representaram uma piora de consumo de apenas 0,7%.Para quem quer poupar ao máximo, é melhor rodar com os vidros fechados e apenas com a ventilação forçada ligada. Caso o dia esteja quente, ou esteja chovendo, pode-se ligar o ar-condicionado apenas quando o motor já estiver aquecido. E desligue-o pouco antes de chegar em casa, o que, além de economizar, ainda ajuda a secar os dutos de ventilação e evita o mal cheiro por proliferação de bactérias.

MANUTENÇÃO EM DIA
Sabia que trocando peças baratas e simples já é possível cortar o desperdício em até 25%? É o caso das velas de ignição, que custam menos de R$ 70 o jogo, mas que podem piorar o consumo em um quarto se estiverem gastas. Filtros de ar, de combustível ou de óleo entupidos podem fazê-lo gastar, cada um deles, até 20% mais. Já alinhamento e balanceamento fora de ordem podem ser responsáveis por 10%, enquanto o catalisador desgastado varia entre 5% e 10%.

CONHEÇA O TERRENO
Se você estiver descendo uma ladeira, aproveite a gravidade. Deixe o carro engrenado e tire o pé do freio. Se precisar diminuir a velocidade, reduza as marchas. Ficar pisando no freio só consome mais combustível. E nunca deixe o carro em ponto morto: isso gasta mais. A injeção eletrônica sabe quando há pouca exigência no acelerador e corta o envio de combustível ao motor – o movimento das rodas é suficiente para fazer o motor girar. Se uma subida se aproximar, ganhe velocidade lentamente na parte plana, para que seja preciso acelerar menos para chegar lá em cima. No plano, sinta-se à vontade para pular da primeira para a terceira marcha, mantendo o motor sempre dentro da faixa ideal de rotação. Falando nela, descubra qual é a faixa de torque máximo do motor e, guiando-se pelo conta-giros, mantenha-se lá, especialmente nas ladeiras. Com o tempo, você aprenderá que não é preciso acelerar até o limite de giros para fazer uma boa troca de marcha.

REDUZA A VELOCIDADE
Um teste feito em fevereiro de 2014 mostrou o quanto a velocidade afeta o consumo. Um Ford Fusion 2.0 a 80 km/h fez 21,6 km/l e gastou 150 minutos para uma viagem de 200 km. A 120 km/h, o consumo aumentou para 10,1 km/l e o tempo caiu a 100 minutos. Para uma redução de 33% no tempo gasto, o consumo mais do que dobra: é 103% superior. Na cidade, apesar de as velocidades serem menores, a lógica é igual. Uma boa ideia é sair de casa alguns minutos mais cedo e habituar-se a andar 10 km/h a menos que sua média. E isso ainda pode ajudá-lo a poupar com multas de radares de velocidade.

TROQUE DE CARRO
Esta é a dica mais drástica de todas para cortar o desperdício. Mas, dependendo de quanto você roda, ela merece ser considerada. Hoje um dos grandes vilões do consumo são os SUVs: eles são mais pesados e têm pneus mais largos e aerodinâmica pior do que sedãs de mesma base mecânica. Honda City e HR-V compartilham a mesma plataforma. Mas o primeiro obteve nos nossos testes de consumo urbano e rodoviário 12,5 e 16,7 km/l, enquanto o SUV fez 10,4 e 13,1 km/l. Para quem roda 7 000 km por ano na cidade, pode representar uma economia de R$ 351 por ano (com o litro de gasolina a R$ 3,10). A escolha entre dois carros da mesma categoria também pode fazer uma grande diferença: enquanto o VW Up! registra 14,1 e 17,8 km/l em ciclo urbano e rodoviário, seu rival Chevrolet Onix faz 10,5 e 15,4 kml. Usando o caso anterior, a economia seria de R$ 528 por ano.

Tório (Th) – Novo combustível pode manter carro funcionando por 100 anos

torio-torita-foto-imagemE se você pudesse comprar um carro que não precisaria ser reabastecido com combustível nunca? Isso pode se tornar realidade se as pesquisas com um elemento químico chamado tório (Th) forem para frente.

Apenas um grama de Th equivale à energia produzida por 28 mil litros de gasolina, então seria possível manter um carro rodando por cem anos com oito gramas de Th – muito mais que a vida útil de um carro convencional.

O elemento foi descoberto em 1828 pelo químico sueco Jons Jakob Berzelius, que o batizou como tório em referência ao deus nórdico Thor. Trata-se de um metal radioativo que está entre os elementos mais densos existentes e hoje é usado na fabricação de filamentos para lâmpadas incandescentes e vidros especiais.

Em 2009 a Loren Kulesus já havia pensado em usar o Th em carros, quando desenvolveu o World Thorium Fuel Concept Car. Atualmente quem toca projeto semelhante é a empresa norte-americana Laser Power System e seus protótipos são motores com 250 kg que podem ser postos em automóveis.

Mas o Th também pode ser adotado em casas, ambientes de trabalho, outros tipos de transporte, equipamentos militares e até naves espaciais, conforme a empresa.

Carro que roda mais de 1000 quilômetros com 1 litro de combustível.

foto-estudantes-constroem-carro-que-pode-rodar-100-quilometros-com-01-litro-de-combustivel

Uma equipe de estudantes da Universidade Laval, do Canadá, construiu um carro que pode rodar mais de 1000 quilômetros com 1 litro de combustível. O feito foi atingido para vencer uma competição organizada pela Shell, que movimenta colégios da América do Norte em torno do desafio de construir carros com alta autonomia.

Normalmente, carros com esse nível de autonomia são movidos por diesel, que por ser um óleo explosivo (a gasolina é um líquido inflamável) acaba debitando mais torque e apresentando valores de consumo mais atraentes. No caso dos estudantes canadenses, o que surpreende no protótipo é que o motor adotado usa gasolina comum.

Para atingir o resultado espetacular, os estudantes da equipe Alerion Supermileage criaram um carro extremamente compacto. Ele só tem lugar para a piloto, uma estudante de baixa estatura e pouco peso. O motor que empurra o protótipo é uma compacta unidade a gasolina de um único cilindro, que entrega esquálidos 3,5 cavalos de potência e que foi completamente modificada pelos estudantes para reduzir o apetite por gasolina e o peso.

O resultado de 1347 km/l só pode ser obtido a partir de um projeto complexo, desenvolvido para desembocar em um carro cujo objetivo é a economia. Por isso o Alerion Supermileage é compacto, leve e tem um motor tão pequeno. O feito traz novamente o título do torneio para a instituição canadense, que ao longo dos últimos quatro anos vem colecionando triunfos na criação de protótipos de alta eficiência energética. Além disso, a vitória na competição rendeu US$ 5 mil à equipe como forma de premiação.

N-One da Honda compacto econômico – Carro gasta 1 litro de combustível a cada 27 km

Honda N-One (Foto: Divulgação)

A Honda anunciou que começa a vender, a partir desta sexta-feira (2), no Japão, o compacto N-One. Com pequenas medidas, o modelo tem quatro portas e é impulsionado por motor 3 cilindros de 660 cilindradas capaz de gerar 64 cavalos de potência e 10,6 kgfm de torque. Em conjunto com câmbio automático do tipo CVT, o veículo possui consumo médio de 27 km/l de combustível. Segundo a fabricante, seu desempenho é semelhante ao de um motor 1.3. O N-One custa a partir de 1.150.000 ienes, equivalente a US$ 14.358,85.

 

Interior do Honda N-One (Foto: Divulgação)

Com opções de tração dianteira ou integral, o modelo possui uma série de sistemas eletrônicos, como assistente para subidas (hill climb), assistente de estabilidade, airbag do tipo cortina e sistema de absorção para impactos de pedestres.

A marca disponibiliza onze cores para o N-One, que pode levar até quatro passageiros.

Painel do Honda N-One (Foto: Divulgação)

Desconto no IPI – Carro que gastar menos combustível terá imposto reduzido

Anúncio foi feito durante a apresentação do novo regime automotivo.
Meta é atingir consumo de 17,26 km por litro de gasolina em 2016, diz.

O governo vai reduzir em até dois pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre os carros que atingirem metas de redução de gastos de combustível. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (4) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. As montadoras que investirem em inovação, engenharia de produção e componentes industriais também terão desconto de outros dois pontos percentuais do IPI.

“Estamos dando um incentivo de 4%. É o que o governo pode fazer no momento”, disse o secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, explicando que o benefício é para os fabricantes. Como o mercado é livre no Brasil, isso não significa que a redução do IPI, concedida apenas se as condições do governo forem cumpridas, será necessariamente repassada para o consumidor final.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, é possível reduzir o preços dos carros “ao longo do tempo, na medida em que tiver maior escala de produção”. Ele não soube dizer, porém, em quanto o preço dos automóveis poderia recuar no futuro.

Novo regime automotivo

Essas medidas de incentivo foram apresentadas junto com o novo regime automotivo, o Inovar Auto, que vai vigorar de 2013 a 2017. Pelo novo regime, os veículos que atenderem a uma série de requisitos ficarão isentos da alta de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) anunciado no ano passado. A medida de 2011 exigia das montadoras um nível mínimo de peças e partes fabricadas no Brasil para ficarem livres da tributação extra.

O novo regime tem por objetivo ter carros melhores, mais eficientes, modernos, com menos emissão de carbono, e a preços mais baixos, informou o governo.

Pelo decreto presidencial que regulamenta o novo regime automotivo, a média dos veículos dos beneficiários do regime comercializados a partir de 2017 terá de consumir 12,08% menos combustível do que atualmente. Carros que consumam 15,46% menos, em 2017, terão direito ao abatimento de um ponto percentual no IPI e, caso consigam implementar uma economia de 18,84% naquele ano, o abatimento do IPI sobe para dois pontos percentuais.

“Estamos indo além disso. Vamos oferecer incentivo para as empresas que alcançarem metas de eficiência energética, acordadas com o setor produtivo. Elas poderão ter redução do IPI além dos 30 pontos percentuais. Serão até 2 pontos percentuais a mais, além dos 30 pontos percentuais. O IPI médio é em torno de 10%, 11% atualmente, para as fábricas que estão aqui. Ele pode cai para 8%”, declarou Pimentel.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, a meta do governo é que os fabricantes cheguem, em 2016, o que será medido em 2017, com o consumo de 17,26 quilômetros por litro de gasolina (atualmente, de acordo com o ministro, a média está em 14 quilômetros por litro).

No caso do álcool (etanol), a meta é chegar a 2016 com um consumo de 11,96 quilômetros por litro, contra 9,7 quilômetros atualmente.

“Essa é a meta da Europa em 2015. Vamos exigir a mesma coisa com um ano de diferença. É bastante compatível com o esforço que a indústria está fazendo para se adequar ao padrão internacional. O carro, com esta meta, vai significar uma economia de combustível anual de R$ 1.150. Com etanol, a economia é um pouco menor. É uma economia significativa, de cerca de três quartos (3/4) do IPVA pago na média do país”, afirmou ele.

Segundo avaliação dos fabricantes de veículos, os benefícios do novo regime aos consumidores começam justamente pela eficiência energética, ou seja, pela redução no consumo de combustível – gerando economia para a população.

Mantega

“Estamos lançando o novo regime automotivo, cujo objetivo é dar um impulso forte para a indústria automobilística brasileira. Já temos uma das mais importantes do mundo. Com esse regime, esperamos ocupar um espaço ainda maior nos proximos cinco anos. É um programa que estimula os investimentos da indústria. É uma das que mais investem no Brasil e queremos que continue aumentando investimentos”, declarou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o anúncio.

Gasolina Comum ou Aditivada ?

Colocar combustível aditivado em um carro ‘desacostumado’ é ruim.
Gasolina comum em carro de alta performance desperdiça a potência.

A poucos metros do posto de gasolina, a dúvida: em que bomba eu vou? E é aí que, muitas vezes, a escolha errada pode acarretar em um menor aproveitamento da potência do motor ou mesmo em problemas mecânicos. Isso mesmo. Abastecer subitamente com gasolina aditivada um carro que há anos recebe apenas a comum pode causar o entupimento dos bicos injetores e dos carburadores.

Na relação custo-benefício, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirma que, em grandes centros urbanos, onde é comum a situação “anda e pára”, vale à pena abastecer o carro com gasolina aditivada. Entretanto, as vantagens são reduzidas consideravelmente quando as velocidades médias são altas, como nas viagens em auto-estradas. Neste caso, recomenda-se o uso da gasolina comum.

Já a BR, distribuidora da Petrobras, garante que a gasolina com maior octanagem é mais econômica quando recomendada. Não utilizá-la causa aumento do consumo, redução da potência e possíveis danos ao motor do veículo.

Por estas e outras, a escolha não é tão simples. No Brasil, existem três tipos de gasolina: a comum, a comum aditivada e a premium. Diferente do que acontece nos Estados Unidos e na Europa, por força de uma lei federal, ela recebe a adição de álcool anidro, cujo percentual, hoje, é de 25%.

Mas, afinal, um carro acostumado a ‘beber’ gasolina comum, poderá um dia se dar ao luxo de experimentar uma aditivada? Há algum mal em andar com o carro quase na reserva? Para responder a estas e outras perguntas, consultamos Izabel Tereza Lacerda Dutra, gerente de Marketing de Produtos da BR, distribuidora da Petrobras. Confira:

1) Qual a diferença entre gasolina comum, aditivada e premium?

A gasolina aditivada é a gasolina comum que recebe um pacote de aditivos detergente/dispersante, que mantém limpo todo o sistema de alimentação do combustível, incluindo bicos injetores e válvulas de admissão. A octanagem da comum e da aditivada é a mesma: 87, no mínimo. Já a gasolina premium possui octanagem superior quando comparada à comum: 91, no mínimo.

2) Como saber qual o melhor combustível para o meu carro?
A potência de um carro já foi definida no projeto do motor. Portanto, o desempenho dele vai depender da gasolina. Para saber qual o tipo de combustível mais indicado, deve-se consultar o manual do proprietário, que visa o total aproveitamento da potência do motor. Alguns fabricantes, principalmente de veículos importados, informam o valor da octanagem, cabendo ao usuário a escolha do tipo da gasolina dentre as opções disponíveis no país.

3) Um carro de alta performance pode receber gasolina comum?
Se veículos que exigem gasolinas de alta octanagem forem abastecidos com
gasolina comum não terão um total aproveitamento da potência do motor.

4) A gasolina premium pode ser usada em qualquer carro?
Sim. A gasolina Podium, nome dado à premium da BR, por exemplo, traz benefícios ao motor pelo baixo nível de depósito, maior desempenho, menor impacto ambiental e pela baixa emissão de poluentes. O melhor desempenho nas retomadas de velocidade, porém, só será percebido pelos veículos que requerem uma gasolina de alta octanagem.

5) Um carro acostumado com gasolina comum pode experimentar a aditivada?
Sim, no entanto, recomendamos usar inicialmente uma mistura gradativa de ambas. Portanto, não encha o tanque do veículo com 100% de gasolina aditivada, pois agindo assim poderá provocar uma limpeza súbita, deslocando eventuais depósitos para pontos críticos, o que pode acarretar entupimentos e mau funcionamento. Comece colocando uma mistura de, aproximadamente, 10% de gasolina aditivada e, a cada abastecimento, eleve este percentual, até atingir 100%. Uma outra alternativa é efetuar uma limpeza no sistema de combustão (tanque, tubulações e bicos injetores) antes de utilizá-la.

6) Por que o reservatório de partida a frio deve receber gasolina aditivada?
Porque a gasolina aditivada evita o acúmulo no reservatório de goma, conhecida também como verniz, fruto de um processo natural de oxidação da gasolina.

7) Sempre abasteço com gasolina aditivada. Preciso usar aditivos?
Não. A gasolina aditivada já possui aditivos na medida certa.

8 ) Posso misturar álcool e gasolina em iguais proporções nos carros flex?
Sim. A tecnologia de motores flex permite qualquer combinação de álcool e
gasolina.

9) Se eu misturar a gasolina ao álcool, qual o tipo mais recomendado?
Não há nenhuma recomendação. No entanto, teoricamente, seriam mais indicadas as gasolinas aditivadas e de alta octanagem pelos benefícios já apresentados.

10) Posso misturar gasolina comum à aditivada?
As gasolinas comum e aditivada podem ser misturadas. O único problema nessa mistura é que haverá uma diluição dos aditivos, causando uma redução do poder de limpeza do sistema de alimentação do veículo. Dependendo da quantidade de gasolina comum adicionada, o pacote de aditivos pode até perder o efeito.

11) Posso andar com o carro quase na reserva?
Não é recomendado andar com o combustível na reserva, tendo em vista que o usuário corre o risco de vir a ficar sem combustível. Caso isso aconteça, os seguintes transtornos e prejuízos podem ocorrer: queima da bomba de combustível, ficar parado em local não apropriado e aplicação de multa.

12) Por que não existe álcool aditivado?
Provavelmente porque não existe ainda nenhum aditivo que possa agregar algum benefício aos motores a álcool.

Fonte: G1