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Novo Chevrolet Camaro

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O Camaro é um ícone da indústria americana. Desde o seu lançamento, nos anos 60, até hoje, seis gerações depois, ele tem uma grande legião de fãs nos Estados Unidos. Agora, a GM quer usar essa fama para reforçar a imagem da Chevrolet nos mercados internacionais. Dentro de sua estratégia de marketing, a GM elegeu a Chevrolet como marca mundial do grupo, enquanto Opel (Alemanha), Vauxhall (Reino Unido), e Buick (EUA e China), entre outras, ficam com os mercados regionais. E o Camaro tem a missão de associar esportividade à marca da gravatinha.

Para atingir o objetivo, o Camaro precisou mudar sua receita de sucesso, no entanto. Ele teve de abrir mão de algumas das características que agradavam aos consumidores americanos para se adequar a um gosto mais global. Em poucas palavras, ele passou a permitir maior interatividade entre o motorista e a via, coisa que ficava em segundo plano nos projetos anteriores, onde o desempenho era tão importante quanto o conforto.

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Nós não precisamos de muito tempo para notar as diferentes calibragens do novo Camaro em relação às de seu antecessor. Já nos primeiros quilômetros, sentimos a direção mais direta e a suspensão mais sensível. Em alguns momentos, o Camaro fez lembrar o Corvette, esportivo que também se tornou mais bravo e agressivo nas duas últimas gerações.

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Visualmente, o Camaro manteve sua essência. Mas até aí houve mudanças. Por fora, as linhas de cintura e de teto são as mesmas. Os vincos do capô, porém, foram acentuados para deixar o carro mais musculoso. Na dianteira, grade, faróis e para-choques são novos. E no lugar dos faróis de neblina entraram luzes diurnas com leds. Na traseira, lanternas, para- choque e aerofólio foram alterados. O berço da placa, que era retangular, agora é trapezoidal. Por dentro, os designers se desobrigaram de encaixar mostradores redondos em molduras quadradas, como mandava a tradição. Os instrumentos ficaram todos reunidos em uma tela digital e no console inferior, onde antes havia quatro mostradores (pressão do óleo, temperatura do óleo, voltagem da bateria e temperatura do óleo da transmissão), surgiram duas saídas de ar redondas. Fazer muitas referências ao passado foi mais importante na geração anterior que relançou o Camaro (a quarta geração saiu de linha em 2002 e a quinta só chegou em 2010).

CÂMBIO MANUAL

Indo mais fundo nas mudanças, descobre-se que o Camaro tem nova arquitetura. Sai de cena a plataforma Z, que estreou no sedã australiano Holden Commodore em 2006, entra a Alpha, que chegou a bordo do Cadillac ATS, em 2013. Essa troca trouxe como benefício a redução de peso em 60 kg, considerando a estrutura, ou em até 90 kg com o carro inteiramente montado, dependendo da versão. Além disso, a rigidez torcional da carroceria aumentou em 28%, segundo a fábrica. Na prática, isso melhorou a segurança, o rendimento e a dirigibilidade do modelo.

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A nova arquitetura é menor que a antiga, em todas as dimensões. O comprimento foi a medida que mais encolheu: 5,2 cm. Na distância entre-eixos a redução foi de 4,1 cm. Mas o espaço interno não diminuiu, aparentemente. Talvez, no banco de trás, tenha ficado mais apertado. Como o Camaro é um cupê 2+2, no entanto, esse é um lugar onde nunca houve muito espaço.

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Nos Estados Unidos, o Camaro tem três opções de motor: 2.0, de 279 cv; 3.6 V6, de 340 cv; e 6.2 V8, de 460 cv, com a possibilidade de virem com câmbio manual de seis marchas ou automático de oito. Outro sinal dos tempos: motor 2.0 de quatro cilindros e câmbio manual é um conjunto mecânico típico de carro europeu. Em nossa avaliação dirigimos as versões V6, embora o carro das fotos seja o V8. Além do motor, e de alguns recursos exclusivos da versão top de linha, como a opção de amortecedores magneto-reológicos e de um sistema eletrônico Drive Mode Selector, que ajusta as respostas do acelerador, da transmissão e da suspensão, aparentemente não há diferença de acabamento e conteúdo entre as versões V8 (SS) e V6 (RT).

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As duas têm central multimídia, rodas de liga, seis airbags e ESP, entre outros equipamentos. Os bancos são de couro, em duas cores, e o painel tem material emborrachado e detalhes em plástico cromado. Todos materiais têm boa qualidade percebida, com exceção do plástico liso usado nas soleiras das portas e também nas laterais da traseira da cabine. Sem textura, essas peças parecem componentes usados em protótipos como moldes.

Oficialmente o Camaro ainda não tem data para chegar ao Brasil. Mas o mais provável é que o desembarque seja no final de 2016. Ele deve ser um dos destaques da Chevrolet no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá em outubro.

VEREDICTO

Com mudanças milimetricamente calculadas no design, o novo Camaro manteve o carisma de sempre, ao mesmo tempo que evoluiu muito, principalmente no comportamento dinâmico.

 FICHA TÉCNICA

Motor: bloco de alumínio, dianteiro, VVT, injeção direta. 2.0 Turbo (279 cv, 41 mkgf), V6 3.6 (340 cv, 39 mkgf) e V8 6.2 (460 cv, 63 mkgf)
Potência: Potência:
Câmbio: automático, 8 marchas/ manual, seis marchas/ traseira
Dimensões: comprimento, 478,4 cm; altura, 134,8 cm; largura, 189,7 cm; entreeixos, 281,1 cm
Tanque: 70 litros
Suspensão dianteira: McPherson
Suspensão traseira: multilink
Freios: discos vent. nas 4 rodas
Direção: elétrica
Pneus: 275/45 R21
Equipamentos: airbags, ESP, central multimídia, GPS, OnStar, luzes de posição led, rodas de liga-leve e volante multifuncional.

Modelo Chevrolet Camaro 2016 conversível chega às lojas, nos Estados Unidos, no início do ano que vem

foto-imagem-camaro-2016A Chevrolet revelou nesta quarta-feira (24) a versão conversível do seu Camaro 2016. O modelo, que é 100 kg mais leve do que o seu antecessor, usa um sistema eletro-hidráulico para abrir e fechar a sua capota, que pode ser acionada com o carro em movimento até 48 km/h, e deve chegar às concessionárias da marca norte-americana no início do ano que vem.foto-imagem-camaro-2016Segundo a Chevrolet, o carro mantém perfil esportivo e muito parecido ao cupê mesmo com a capota, que conta ainda com isolamento acústico e térmico para garantir o conforto dos seus ocupantes nos locais mais frios, como o norte do país. O teto pode ser acionado direto da chave do veículo e, quando guardado, é protegido por uma capa rígida.Os motores são os mesmos da versão cupê, ou seja, um bloco 2.0 turbo de 278 cv e 40,79 mkgf de torque de entrada e, como opção intermediária, um 3.6 V6 com desempenho de 339 cv e 39,26 mkgf de torque. No topo, a versão SS vem com um V8 6.2 litros de 461 cv e 62,92 mkgf de torque. O preço do modelo não foi anunciado.

Camaro ganha versão conversível

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Motivada pelo bom desempenho de vendas da versão cupê no Brasil, a Chevrolet passa a vender por aqui a inédita versão conversível do Camaro por R$ 239.900. O motor, no entanto, continua o mesmo da versão cupê, que segue sendo vendida por R$ 222.096.

O Camaro conversível passou por poucas modificações visuais, sendo a capota retrátil a principal delas. Feita de lona, a estrutura tem acionamento elétrico que leva cerca de 20 segundos para concluir o movimento. A peça é revestida com espuma acústica e tem um vidro térmico acoplado. Segundo representantes da montadora, o nível interno de ruídos é o mesmo em ambas as versões.

Para rebater a capota, é necessário que o câmbio automático esteja na posição “P” e os passageiros precisam destravar a peça por uma alavanca no teto antes de começar a operação. O acionamento elétrico é feito por um botão posicionado próximo ao espelho retrovisor central. O procedimento é semelhante para fechar a capota novamente, mas a alavanca que trava a peça no lugar correto tem acionamento duro.

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Fabricada no Canadá, a versão conversível é feita a partir da última reestilização do cupê, com novo desenho da dianteira e dos faróis, além de rodas de 20 polegadas e pneus traseiros mais largos. O único diferencial exclusivo da versão conversível é a antena tipo tubarão posicionada na tampa do porta-malas. Porém, foram feitas mudanças estruturais no veículo por conta da diminuição na estrutura.

Debaixo do motor, a nova versão segue equipada com o motor Small Block V8 6.2 de 406 cavalos de potência a 5.900 rpm, 56,7 kgfm de torque a 4.600 giros e tração traseira. No entanto, segue sendo oferecida no Brasil somente a opção de câmbio automático de seis velocidades, com sistema de troca de marchas por aletas atrás do volante. Segundo a Chevrolet, o Camaro conversível tem velocidade máxima limitada em 250 km/h e acelera a 100 km/h em 4,8 segundos.

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Assim como no cupê, o motorista conta com tecnologia de projeção de informações de desempenho do carro no para-brisas (head up display), sistema multimídia MyLink, com tela sensível ao toque e reconhecimento de voz, Bluetooth, câmera de ré e sistema de som com alto-falantes de alta definição e subwoofer no centro do banco traseiro. Os bancos são revestidos em couro, contam com ajuste elétrico de posição e sistema de aquecimento para os passageiros dianteiros.

A princípio, o Camaro conversível será vendido somente nas cores preto, branco, cinza e amarelo, mas a própria Chevrolet garante que “há total possibilidade de aumentar a oferta de cores”.

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Em 37 anos, o Golf GTi dobrou a cavalaria e trocou o câmbio manual pelo de dupla embreagem. Já o charme continua o mesmo

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Em 1976, a Volkswagen lançou na Europa a versão apimentada do Golf, que até então era um hatch com apenas dois anos de história. Digamos que o modelo não estreou na Alemanha, mas na Alemanha Ocidental. Eram tempos de Guerra Fria e uma fronteira de 1.382 km dividia o lado capitalista (ocidental) do socialista (oriental).

O primeiro Golf GTI levaria 7,5 horas para percorrer a divisa de ponta a ponta, em sua velocidade máxima. O atual, demoraria 5,6 horas para cumprir o feito nas mesmas condições. Aceleramos ambas as versões no circuito alemão de Ehra-Lessien, criado na época do conflito geopolítico, e pudemos constatar que não são apenas essas duas horas que separam as gerações do hatch nervoso. Em um intervalo de 37 anos, o modelo ganhou 110 cv de potência, 396 cm³ de cilindrada e 21,5 kgfm de torque. Assim, nos anos 1970, o primeiro Golf GTI ia de 0 a 100 km/h em 10 segundos. Hoje, a sétima geração leva apenas 6,5 s para chegar à marca.

Golf GTI 1 Golf GTI 7
1976 Data de lançamento 2012
1.6, quatro cilindros Motor 2.0, quatro cilindros
110 cv a 6.100 rotações Potência 220 cv de 4.500 a 6.200 rotações
14,2 kgfm a 5 mim rotações Torque 35,7 kgfm de 1.500 a 4.400 rotações
Manual de quatro marchas, tração dianteira Câmbio Manual de seis marchas, tração dianteira
182 km/h Velocidade máxima 250 km/h
Equivalente a R$ 21.609 em valores não corrigidos Preço Equivalente a R$ 87.510

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Qundo assunto é segurança, a distância parece de séculos. Evidente que sistemas como controle eletrônico de estabilidade, airbags e freios ABS não estão presentes na primeira versão do hot hatch alemão. Mas espere uma situação mais austera. Nos bancos de trás, não há cintos de segurança. Hoje, soa absurdo.

O primeiro Golf GTI não tem a empunhadura robusta do atual, mas sim aquele volante que lembra o clássico Gol dos anos 1980. Derivado da plataforma MK I de 1974, ele trabalha em rotações elevadas. Sua potência máxima, por exemplo, chega aos 6.100 rpm. Na última geração, a fúria do hatch aparece a partir das 4.500 rotações, e com o dobro de potência. Vale lembrar que aceleramos a versão equipada com câmbio manual de seis marchas, que não é oferecida no mercado nacional, onde o modelo foi lançado em setembro de 2013. Em tempo, dá para dizer que, na dinâmica, eles são quase irreconhecíveis.

A não ser pela carroceria duas portas, o Golf GTI não nega sua identidade. O clássico e charmoso estofado xadrez Clark, a manopla em forma de bolinha de Golf, os detalhes vermelhos nos para-choques, e a coluna C proeminente criada pelo italiano Giorgio Giugiaro continuam lá. Quem te viu, e quem te vê.

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Sedãzinho esportivo chega ao país por R$ 289.900 e mostra que seus 360 cv dão conta de fazer barulho e empolgar

foto-imagem-carro-mercedesCertos carros mexem demais com a gente, seja pelo estilo, temperamento ou qualidades peculiares. No caso do Mercedes CLA 45 AMG, recém-chegado às lojas pela bagatela de R$ 289.900, seu poder de sedução mescla esses três tópicos: o design é do tipo arrebatador, o desempenho empolga demais nas ruas (e numa pista como a de Interlagos, onde o avaliamos) e o rugido do motor 2.0 turbo de 360 cv merece um capítulo à parte. Seus ouvidos certamente já captaram um som estrondoso como o dele, mas até seu cérebro compreender que se trata de um propulsor de quatro cilindros em linha compondo a orquestra, você já estará com uma feição espantada e alegre.foto-imagem-motorA competência de conquista do modelo desenvolvido pela divisão esportiva da marca alemã é tamanha que a fabricante traça metas ambiciosas de vendas. Até o fim do ano, o objetivo é emplacar 100 unidades no país. A confiança se explica também pela boa aceitação do hatch A 45 AMG por aqui, que custa R$ 25 mil a menos. De janeiro a abril, foram emplacados 91 exemplares.Independentemente dos resultados nas concessionárias, o CLA apimentado já está cumprindo parte de suas missões. Uma delas é se posicionar como o sedã AMG mais acessível da atualidade. A outra é cativar com seus atributos, em especial a velocidade. No autódromo José Carlos Pace, foi possível atestá-la do “jeito que Deus manda”, acelerando muito, sem ter dificuldades de controlar o carro e com direito a comparações.foto-imagem-mercedes-cla

A Mercedes levou a versão de corrida do modelo (CLA 45 AMG Racing) para o campeão da Stock Car Ricardo Maurício compará-las. Autoesporte cronometrou as voltas e o resultado foi uma diferença de oito segundos em favor, claro, do sedã de competição. Um bom número, especialmente ao se constatar que, na atualidade, a vantagem de um Fórmula 1 para um GP2 é de cerca de 6 s.

No CLA 45 AMG, os 360 cv do motor com injeção direta de gasolina são entregues só aos 6 mil giros, mas logo com 2.250 rpm o motorista dispõe de todo o torque. São 45,8 kgfm bem gerenciados pelo câmbio de dupla embreagem e sete velocidades, especialmente ao pressionar a tecla Sport, ao lado da pequena manopla de câmbio – por sorte, ao contrário das demais versões do CLA, a alavanca fica no console e não na coluna de direção.

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A cada mudança de marcha em modo sequencial por grandes aletas atrás do volante, a explosão emitida pelas saídas de escapamento encorajam a acelerar mais. Ao se aproximar das curvas, como a da Descida do Lago, os freios a disco com pinças vermelhas dão conta de controlar a máquina. São, inclusive, um dos detalhes que mais impressionam no CLA 45 AMG, por não exigir uma pressão exagerada no pedal e domar o sedãzinho com competência.

Ao beliscar as zebras do circuito, é possível constatar que as molas e amortecedores da versão esportiva são realmente mais rígidos que os da configuração “normal” do modelo. Nas ruas esburacadas, portanto, isso deve implicar em certo desconforto para os ocupantes. As barras estabilizadoras das suspensões independentes são maiores e conferem alta estabilidade e praticamente nenhuma rolagem da carroceria em trechos como a Curva da Junção – méritos também da tração integral.

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Na aparência e no nível de acabamento, o CLA 45 AMG obviamente tem alterações em relação ao CLA convencional. No exterior, as rodas pretas, a grade com frisos menores e as entradas de ar dos para-choques são alguns dos detalhes que chamam atenção. No interior, os bancos de couro perfurados, as costuras vermelhas por toda a parte da cabine e as laterais do volante de base reta revestido de alcântara dão o devido teor de esportividade.

A lista de equipamentos também traz itens exclusivos, como sensores de estacionamento dianteiros, faróis adaptativos cujo feixe de luz acompanha a movimentação do volante, controle de largada e park assist para entrar e sair de vagas.

foto-imagem-mgcla-45-amgEm termos de ergonomia, o CLA 45 AMG é competente. O motorista encontra fácil a posição ideal de dirigir. Um senão vai para os comandos de seta e do limpador do para-brisa, confusos por estarem concentrados em uma única haste. Atrás, dois adultos viajam de maneira satisfatória, embora fiquem com a cabeça rente ao teto se forem muito altos. Mas se alguém reclamar, acelere forte. E você terá certeza de que todos vão sorrir e pedir mais.

Ford lança edição especial de 50 anos do mustang

foto-imagem-mustangNo dia 17 de abril de 1964, o Ford Mustang teve sua primeira aparição ao mundo no Salão de Nova York e, desde então, nunca perdeu sua reputação. Esta semana, o clássico vai comemorar seu 50º aniversário e este meio século de vida será marcado pelo lançamento da edição limitada, “50th Anniversary” .Disponível em apenas duas cores, Wimbledon branco ou Kona azul, o Mustang 50th Anniversary vem equipado com um motor invocado 5.0 V8 de 420 cv, com a opção de transmissão manual ou automática. A versão especial é montada a partir do Mustang GT, e contará com 1.964 de carros fabricados, em referência ao ano de lançamento.Ainda, para comemorar os últimos 49 anos de mais de 9,2 milhões de Mustangs produzidos e vendidos, a Ford lançou a iniciativa ‘Mustang Countdown’, uma contagem regressiva para a data esperada com uma série de vídeos das versões do carro e histórias de seus donos.

Mustang no Brasil

Para os brasileiros, resta aguardar o início da importação oficial no país. A montadora já confirmou o modelo para o ano que vem, seguindo com a estratégia da marca em transformar o Mustang em um produto mundial a exemplo dos novos Focus e Fiesta. Para a Ford brasileira, havia um impedimento, já que o mercado dos Estados Unidos tem particularidades de legislação (piscas e outros detalhes) que teriam que mudar no Brasil.

 

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Como o novo Mustang será adaptado à legislação europeia (semelhante ao aplicado no nosso país), ficará menos caro adaptá-lo ao Brasil. O modelo será vendido por aqui e chegará em 2015, com o motor 2.3 EcoBoost. Uma aparição no Salão do Automóvel, em outubro, é provável.

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O substituto do M3 Cambrio será apresentado no Salão de Nova York

M4 CABRIO

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O sucessor do M3 Cabrio foi revelado antes mesmo do seu lançamento oficial, que será no Salão de Nova York. Equipado com o mesmo motor 3.0 de seis cilindros biturbo, o BMW M4 Cabrio é a versão conversível do M4 Cupê.  O modelo é 60 kg mais leve que o Série 4 convencional e traz um estilo mais arrojado e agressivo. O esportivo conta com um teto retrátil elétrico, que pode ser dobrado em apenas 20 segundos em velocidades de até 18 km/h.

Entregando 431 cavalos de potência e torque de 56,08 kgfm, o M4 Cabrio tem câmbio manual de seis velocidades ou o automático de sete marchas e dupla embreagem – com borboletas no volante. Para ir de zero a 100 km/h com o câmbio automático, o cupê leva 4,4 segundos (4,6 com o manual) e pode atingir a velocidade máxima de 250 km/h com qualquer um dos câmbios.

Além de contar com pára-choque dianteiro mais estruturado – com entradas de ar maiores, partes feitas em alumínio e novos acabamentos da grade -, a capacidade de bagagem aumentou em relação ao M3 Cabrio, para um máximo de 370 litros e 220 litros quando o teto retrátil estiver aberto. Por dentro,o acabamento é típico da gama M, com volante esportivo, frisos cromados e bancos em couro com o logotipo nos encostos de cabeça.

A marca ainda disponibiliza um pacote de personalização, com uma extensa lista de opcionais. No Reino Unido, o C4 Cambrio começará a ser vendido no segundo semestre a partir de 60.730 libras, o equivalente à R$ 229,7 mil.

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Citroën revela C4 Aventure concept

citroen-c4-cactus-aventure-1Pouco tempo depois de exibir a versão de produção do C4 Cactus, a Citroën se prepara para apresentar outra novidade relativa ao crossover: uma versão conceitual Aventure, que poderá ser vista pelo público no Salão de Genebra. citroen-c4-cactus-aventure-2Como pode ser visto nas imagens, o modelo ganha tratamento aventureiro, com pneus off-road BF Goodrich Mud Terrain, suspensão reforçada, para-lamas alargados e bagageiro de teto com luzes auxiliares. A carroceria tem cor branca, com adesivos amarelos e os já conhecidos Airbumps (bolsas de ar) nas laterais. citroen-c4-cactus-aventure-3

Ford lança novo Mustang mundial

Carro esportivo da Ford está prestes a completar 50 anos.
Este será o primeiro Mustang a ser vendido na Europa e na Ásia.

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Quase 50 anos após lançar seu carro esportivo acessível, a Ford revelou nesta quinta-feira (5) a nova geração do Mustang, para tentar polir a imagem da montadora americana e impulsionar as vendas de seus modelos mais caros.

Importantes executivos da Ford, incluindo o presidente-executivo Alan Mulally, “se espalham” por seis cidades para fazer o lançamento do Mustang modelo 2015 nesta quinta-feira. O carro será exibido em Dearborn, Michigan; Xangai, Sydney, Barcelona, Nova York e Los Angeles. Isso porque agora o carro é um modelo global.

Esse será o primeiro Mustang a ser vendido na Europa e na Ásia. A segunda maior montadora dos Estados Unidos espera que a maioria das vendas aconteça na América do Norte, mas a atmosfera de mistério do carro deve fazer com que novos consumidores visitem os showrooms da Ford em outros mercados. Há expectativa de que o carro também venha a ser importado oficialmente para o Brasil.

A nova geração do Mustang incorpora elementos da identidade atual da Ford, como a grade em trapézio. E um impulso de compradores pode ajudar a montadora a aumentar as vendas de seus outros modelos de alto de desempenho, como o Focus ST, alavancando as margens de lucro e a imagem da marca, acreditam analistas.

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Preço de carro popular nacional vale o mesmo que carro esportivo nos EUA

Confira o que é possível comprar no exterior com o valor que se paga pelos dez modelos mais baratos do Brasil

Carro no Brasil não é caro, é caríssimo. E embora tenha havido uma certa estagnação nos preços mesmo após o fim do desconto do IPI, os valores ainda estão muito acima dos praticados em outros mercados, inclusive nos mais desenvolvidos. A culpa desse abuso varia. As montadoras apontam a carga tributária, que varia entre 27% a mais de 40% do preço total do veículo. Mas tem quem pague sem reclamar, o que representa mais um problema.

Pelo mesmo preço que se paga por um carro “popular” no Brasil é possível comprar um automóvel de qualidade muito superior nos Estados Unidos, mesmo na atual crise que vive. Por lá, os impostos representam cerca de 6% no valor dos veículos, além do que o consumidor sabe exatamente quanto paga pelo produto e quanto vai para o governo, uma transparência que não é nem imaginada em nosso país.

Para termos uma noção dessa diferença, convertemos para dólar os valores dos 10 carros mais baratos à venda no país e saímos em busca de opções pelo mesmo preço nos EUA. O resultado, surpreendente, você confere abaixo:

Mille por preço de Kia Cerato

O veterano Mille, disponível por aqui desde 1984, tem preço tabelado em R$ 24.020 (cerca de US$ 14.360). Com tal valor, o compacto da Fiat ostenta o título de carro mais barato do Brasil. Mas se fosse nos EUA… Por lá, com US$ 13.695, você sai de uma concessionária Kia com um sedã Cerato LX tinindo de novo. E estamos falando de um carro com motor 2.0 e que traz de série itens que fariam o preço no modelo feito em Betim (MG) subir até o espaço, como ar-condicionado, freios ABS e nada menos que 5 airbags. E ainda sobraria US$ 665, cerca de R$ 1.100. Ainda acha o Mille barato?

Ford Ka por preço de New Fiesta hatch

A segunda geração do Ford Ka com motor 1.0 no Brasil parte de R$ 25.420, equivalente a US$ 15.200. Por US$ 15.158 compra-se nos EUA a versão hatchback do New Fiesta. Quer saber o que traz de fábrica? Motor 1.6 Duratec de última geração, 4 airbags, controle eletrônico de tração e estabilidade, freios ABS e pasme, 5 anos de garantia. O que o Ka traz de série? Ventilador, vidros manuais e preparação para som, pois o aparelho é vendido à parte.

Chevrolet Celta por preço de Volkswagen Jetta

Essa comparação é de doer, já vamos avisando. O Celta custa no Brasil “acessíveis” R$ 25.865, aproximadamente US$ 15.460. Com US$ 15.000 na carteira você pode andar na geração mais atual do Volkswagen Jetta zero km nos EUA. Tudo bem que o motor 2.0 de 115 cv não é nenhuma maravilha, mas o sedã da VW tem muita classe, porta-malas para mais de 500 litros de volume de bagagem e uma extensa lista de itens de série. O pacote inclui 4 bolsas infláveis de segurança, controles eletrônicos de estabilidade e tração, aparelho de som, entre outros equipamentos triviais nos EUA, como direção ar-condicionado e trio elétrico. O compacto da Chevrolet, por sua vez, não possui nem direção hidráulica e conta-giros no painel é um luxo recentemente incorporado.

Motors M100 por preço de Toyota Corolla

O polêmico M100, compacto fabricado e vendido na China a preço de banana, custa R$ 25.980 por aqui, sendo o quarto carro mais barato do mercado. Seu valor convertido para a moeda norte-americana fica na casa dos US$ 15.529. Um Toyota Corolla com câmbio manual nos EUA sai da loja por US$ 15.450. O modelo chinês, ao menos, vem bem equipado, mas qualidade definitivamente não é o seu forte. Sua suspensão traseira, por exemplo, é similar a de um antigo Fiat 147. Já o Corolla é um dos carros símbolo da montadora japonesa, que ficou famosa justamente pela confiabilidade de seus veículos, apesar da série de recalls que manchou sua reputação nos últimos anos.

Renault Clio por preço de Nissan Sentra

O Clio, modelo de entrada da Renault no Brasil disponível por R$ 26.150 ou US$ 15.630, é mais caro que o sedã Nissan Sentra nos EUA, onde parte de US$ 15.520. Mesmo sendo o modelo “pé de boi” da linha, o carro da marca japonesa vem com o básico exigido pelo consumidor norte-americano: ar-condicionado, airbags, controles de estabilidade e tração, além do bom espaço interior, que comporta até 5 ocupantes e 440 litros de volume de bagagem no porta-malas. O compacto francês tem como destaque itens como ar-quente, desembaçador do vidro traseiro e brake light. Conta-giros e direção hidráulica são opcionais.

Wolkswagen Gol G4 por preço de Honda Civic

O Gol G4, um modelo que ainda carrega muito do primeiro Gol de 1980, tem preço inicial tabelado em R$ 26.160, que em dólar representa algo em torno de US$ 15.640. Aumente em 15 dólares o valor do cheque e você leva para casa um Honda Civic DX nos EUA, modelo com motor 1.8 i-VTEC e câmbio manual de 6 marchas, além da conhecida lista de equipamentos de série presente na maioria dos carros no país à venda por essa faixa de preço. O Gol, por outro lado, tem visual ultrapassado, além de defeitos crônicos, como o volante desalinhado e o motor longitudinal, de concepção antiga.

Palio Fire por preço de Hyundai i30 CW

À venda por aqui por R$ 26.290 (US$ 15.714), o Palio Fire, versão mais simples da série, custa quase o mesmo que a station wagon Elantra Touring, carro que no Brasil leva o nome i30 CW. O modelo sul-coreano custa US$ 15.641 e figura como uma das opções mais acessíveis nos EUA para quem busca um carro familiar. Como é de praxe por lá, o carro vem repleto de equipamentos de série que não acrescentam um único “cent” no final da conta. O modelo da Fiat tem como grande destaque o Econometro, um indicador (sem precisão numérica) que indica o nível de consumo de combustível.

Peugeot 207 por preço de Jeep Patriot

O 207 pode até ser um carro compacto bonito, mas seu preço faria um norte-americano gargalhar. É vendido por R$ 27.990, o equivalente a US$ 16.730, quantia suficiente para comprar um SUV nos EUA com direito a troco. Um desses carros é o Jeep Patriot, que custa US$ 16.000 na versão 4×2. Além do tamanho, o carro tem quase 5 metros de comprimento, o veículo conta com suspensão traseira independente, equipamento considerado o mais avançado do gênero, que entrega mais segurança na condução além do conforto muito superior aos sistemas mais comuns com barra de torção.

Chevrolet Classic por preço de Cruze

Antes de tudo vale lembrar que o Classic é um derivado três volumes da segunda geração do Opel Corsa, lançado na Europa em 1992 e no Brasil em 1994. Pois bem. Atualmente, a Chevrolet pede por seu sedã compacto a quantia de R$ 28.044, cerca de US$ 16.763. Tal valor é ligeiramente superior ao do novíssimo Chevrolet Cruze, uma espécie de Classic do século XXI para o primeiro mundo. À venda nos EUA por US$ 16.440, o modelo conta com uma plataforma significativamente mais moderna, além de uma série de equipamentos de segurança de ponta. E que no Brasil será vendido como sucessor do Vectra este ano.

Novo Fiat Uno por preço de Kia Koup

Considerado um carro barato no Brasil, o novo Uno é mais caro que um elegante cupê esportivo nos EUA, no caso o Kia Koup. O carro da Fiat na versão de entrada Vivace começa em R$ 28.140, algo em torno de US$ 16.820. O modelo coreano é até mais barato na comparação. Parte de US$ 16.440e vem com tudo que se imagina. Alguns de seus luxos são o controle eletrônico de velocidade de cruzeiro e sistema de monitoramento da pressão dos pneus, que alerta o motorista quando os compostos começam a murchar. Já o novo Uno traz…, bem nada além do essencial.

*Dólar cotado a R$ 1,765. Imagens ilustrativas