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Coronavírus – O pneu do carro pode deformar na quarentena?

NORMALMENTE OS PNEUS LEVAM MESES PARA SE ESVAZIAREM POR COMPLETO (FOTO: FABIO ARO)

Algumas práticas simples garantem a durabilidade do composto durante o período que o veículo não é usado

A quarentena para ajudar a conter o novo coronavírus fez com que milhões de carros ficassem parados na garagem.

Isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.

Coronavírus – Quais as leis de trânsito estão suspensas durante a quarentena?


Saiba quais regras foram alteradas e quais continuam em vigor durante o isolamento social

O período de quarentena provocou suspensões das atividades de diferentes setores, como fábricas de carro, o fechamento de estabelecimentos e outras medidas para evitar contaminações.

Como o fluxo de pessoas foi reduzido, o Cotran divulgou algumas mudanças na atuação dos órgãos e entidades do SNT (Sistema Nacional de Trânsito) e de entidades públicas e privadas que prestam serviço no trânsito.

O governo permitiu a condução de veículos com a CNH vencida. A isenção é para todas as carteiras de motorista que deixaram de ser válidas no dia 19 de fevereiro deste ano. A medida visa evitar aglomerações em locais públicos, como Detrans, durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Normalmente quem está com a CNH vencida só pode circular até 30 dias após a validade do documento. A alteração está em vigor desde o dia 20 de março.

Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas anunciou a suspensão do rodízio municipal de automóveis, a fim de incentivar o uso do carro e diminuir a circulação em transportes públicos.

Além disso, desde o dia 23 de março, foram liberadas as zonas azuis em torno de 300 metros das unidades de saúde, hospitais, ambulatórios, UBS, UPA, AMA, pronto-socorro e estabelecimentos que prestem atendimentos de emergência. Para o resto dos locais, a medida continua em vigor.

O teste do bafômetro será restringido, utilizado apenas em casos de acidentes ou em situações claras de embriaguez por parte do motorista.

PEDÁGIO (FOTO: WIKIPÉDIA)

Sobre a cobrança de pedágios, a CNT se declarou contrária à suspensão. Ela defende que o valor arrecadado é utilizado para construção e manutenção de rodovias, e que a quebra desse processo seria um descumprimento de contratos já estabelecidos.

Dessa forma, os pedágios continuarão com a cobrança normal. Corredores e faixas de ônibus em São Paulo também mantêm as regras já estabelecidas.

Carros por assinatura – Locadoras ‘turbinam’ vendas de veículos, viram rivais de concessionárias e mudam jeito de ter carro

Além de revender usados, empresas conquistam espaço com aluguéis de longo prazo de veículos zero. Veja o que pensa quem aderiu ao carro por assinatura e como saber se vale a pena.

Começar todo ano com carro novo é um desejo que “cabe” em poucos bolsos. Mas novos jeitos de se ter carro, que não a tradicional compra na concessionária, estão tornando isso mais possível.

São aluguéis por prazos mais longos de veículos zero quilômetro comprados direto — e com desconto — das montadoras pelas locadoras. É o chamado carro por assinatura.

Com mais esse serviço, além de terem se tornado rivais das revendedoras de usados, abrindo lojas para negociar carros que saem da frota, as locadoras agora disputam clientes com as concessionárias.

A força é tão grande que as vendas feitas pelas montadoras direto para empresas, entre elas as locadoras, representam quase metade do total de emplacamentos de carros no ano passado no Brasil, o maior percentual histórico.

Como saber se vale a pena

Se você está pensando em aderir ao carro por assinatura, é importante deixar claro que cada caso exige um cálculo: o quanto você tem para investir em um veículo e a sua necessidade de uso, por exemplo, são itens que devem ser levados em conta.

O primeiro passo é calcular o custo de propriedade, isto é, tudo o que envolve ter um carro em seu nome, para depois comparar com os planos oferecidos pelas locadoras.

Tenha em mãos:

  1. valor do veículo (à vista ou financiado), considerando a versão desejada — para saber, consulte as seções “monte seu carro” nos sites das marcas;
  2. custos com documentação (primeiro licenciamento) e emplacamento, que podem ser obtido nos sites dos Detrans;
  3. valor do IPVA, que pode ser consultado no site das secretarias estaduais da Fazenda;
  4. valor do seguro (peça uma cotação de acordo com seu perfil);
  5. valor das manutenções do veículo, que pode ser conferido no site das fabricantes;
  6. depreciação média do veículo usado.

O G1 calculou o custo de compra, propriedade e depreciação de 3 veículos de categorias diferentes disponíveis nas principais locadoras do país.

Foram considerados valores de tributos do Estado de São Paulo, seguros para um morador da capital paulista, cotados pela Minuto Seguros, manutenções de acordo com os valores divulgados pela fabricantes, depreciação segundo os dados da Agência AutoInforme e financiamento pelo banco Bradesco, com simulações com 30% de entrada, ou sem entrada, e pagamento em 24 meses.

Nos casos em que o valor da entrada pode ser aplicado, foi considerado o rendimento igual à taxa Selic, 4,25% ao ano.

Como a Localiza não possui planos de 2 anos, ela ficou de fora da simulação.

Segundo a professora dos MBA’s da Fundação Getúlio Vargas, Myrian Lund, nos casos em que o pagamento é feito à vista, ou com entrada, é preciso também considerar o retorno que o comprador teria, caso investisse o dinheiro.

Ela também ressalta que, quanto mais longo o financiamento, mais caro fica o veículo ao final do contrato. “Um carro locado pode ser mais próximo de ser vantajoso, principalmente para quem utiliza financiamento”, disse.

Outra questão alertada por Lund é o valor de revenda dos seminovos. “Pode haver variação. Quando se vende na concessionária, o valor é menor do que para particulares”, completou.

Também é preciso considerar questões que não podem ser monetizadas, caso do tempo gasto com as burocracias de emplacamento de um veículo, ou todos os trâmites na hora anunciar e vender o carro.

Como funciona

As principais locadoras do Brasil oferecem carros por assinatura; uma seguradora também tem o serviço (veja mais detalhes ao final da reportagem).

Funciona assim: ao fechar um contrato de pelo menos 30 dias, o cliente paga uma mensalidade e tem direito a um veículo zero quilômetro com seguro, manutenção e documentação inclusos. Há contratos de até 3 anos e meio.

Além de se livrar dos gastos com seguro, manutenção, documentação, emplacamento e tributos, não é preciso se preocupar com depreciação e ter trabalho para vender o veículo depois: basta devolver para a empresa.

O gerente financeiro Thiago Ferreira começou a usar o serviço quando se tornou motorista de aplicativo, outro nicho importante de clientes das locadoras. Mesmo quando parou, continuou alugando.

“Financeiramente, parece ser mais caro, mas, a longo prazo, é mais barato”, afirma Ferreira.

Ele escolheu um Jetta e está com o veículo há cerca de 10 meses, também pagando uma mensalidade de R$ 2,2 mil. Pretende trocar por um outro em breve. “O contrato permite que eu troque por um outro, novo”.

Por outro lado, é preciso levar em consideração que alguns serviços são pagos à parte. É o caso de incluir condutores adicionais.

O que diz quem aderiu

Esqueça a imagem de carro branco e popular: nos aluguéis a longo prazo, as locadoras contam até com modelos luxuosos, variedade de versões e de cores, assim como as concessionárias.

Quem abriu mão de ter um carro em seu nome diz que a vantagem está em deixar de arcar com gastos extras, como IPVA e seguro, além da possibilidade de trocar por um novo em um prazo determinado. Ou seja, ter sempre um carro zero nas mãos.

A principal desvantagem, citada por alguns dos entrevistados pelo G1, está no fato de que, desse modo, o automóvel deixa de ser um patrimônio que pode ser vendido em caso de necessidade.

O empresário Thales Cruz, de 26 anos, também optou alugar um Volkswagen Jetta por R$ 2,2 mil mensais depois de ficar descontente com o valor de revenda de seu último carro próprio, um Kia Cerato.

Para saber o que valia mais a pena, ele comparou o valor mensal do aluguel contra o das parcelas, caso comprasse um modelo idêntico financiado, sem dar entrada.

“Acho que estou economizando cerca de 20% com o carro por assinatura. Além disso, não teria como pagar um carro como esse”, diz Cruz.

Ele também considerou a desvalorização sofrida pelo veículo no período de 1 ano e o seguro, que, se fosse feito em um carro particular, ficaria caro para sua faixa de idade.

Para a economista Tijana Jankovi?, o que fez diferença foi a flexibilidade. Ela só usava o transporte por aplicativos, mas quis ter um carro depois de se tornar mãe, em julho. Entre financiar e alugar, ficou com a segunda opção e paga R$ 2,3 mil mensais por um Jeep Renegade.

“Praticamente temos um carro próprio, mas sem a dor de cabeça dos gastos relacionados. Também é conveniente, já que dois meses por ano passamos fora do Brasil. Aí devolvemos o carro, e, quando voltamos, alugamos outra vez”, diz Tijana.

Veja como operam as empresas de aluguel de longo prazo:

Localiza Mensal Flex

  • Onde? 598 lojas em mais de 390 cidades de 6 países.
  • Quanto custa? Os valores variam de região para região, já que o sistema de precificação da Localiza conta com um grande número de variáveis em sua composição. Preços mais baixos têm média de R$ 1.538 por mês, no contrato de 12 meses para um veículo econômico com ar-condicionado.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além de carro reserva, se a manutenção levar mais do que 4 horas.
  • Quais carros? Segundo a Localiza, são mais de 300 mil carros de 50 modelos diferentes.
    Quanto pode rodar por mês? 3.000, 4.000 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 365 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 21 anos de idade, 2 anos de habilitação e cartão de crédito com limite suficiente para pagamento antecipado.

Porto Seguro Carro Fácil

  • Onde? Estado de São Paulo e Grande Rio.
  • Quanto custa? A partir de R$ 999, no Plano Controle (válido por 12 meses com franquia de 500 km por mês). E a partir de R$ 1.189 no plano Convencional (de 12 a 24 meses).
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além do serviço de leva e traz para revisões do veículo.
  • Quais carros? Mais de 30 modelos, entre eles: HB20, Ka, Kwid, Polo, Virtus, Yaris, Kicks, T-Cross, Hilux, S10, C180 e XC40.
  • Quanto pode rodar por mês? 500 km por mês no controle e 1.000, 1.500, 2.000 ou 2.500 km por mês no convencional.
  • Por quanto tempo? 12, 18 ou 24 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 25 anos de idade, 2 anos de habilitação e uma garagem para guardar o veículo.

Unidas Livre

  • Onde? Todas as capitais do Brasil, São Paulo e outras cidades.
  • Quanto custa? A partir de R$ 889.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA. Opcionalmente, tem serviço de leva e traz para revisões do veículo e carros blindados.
  • Quais carros? Mais de 70 modelos diferentes.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? 12, 18, 24, 30, 36 ou 42 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, CPF válido, carteira de motorista, enviar comprovante de residência e ter o crédito aprovado.

Movida Mensal Flex

  • Onde? Em 188 lojas em todos os estados do país.
  • Quanto custa? A partir de R$ 1.300, sem variação de local.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA.
  • Quais carros? Mais de 120 modelos, considerando versões com motorizações e câmbios. Entre eles: Mobi, Onix, HB20, Argo, Prisma, Renegade, Compass, Strada, Corolla, Passat e Mercedes C 180.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 720 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, habilitação e cartão de crédito com limite de R$ 700.

Fonte: G1

 

Recall Chevrolet Onix Plus – GM suspende vendas do carro por causa de incêndios

Fabricante admite pela primeira vez que casos de fogo já registrados no país têm a ver com falha no software de gerenciamento do motor

A GM decidiu suspender, a partir da noite da última terça-feira (5), as entregas do Chevrolet Onix Plus. A medida foi tomada depois que QUATRO RODAS divulgou, na segunda (4), o registro de dois casos de incêndio do sedã no país.

Em comunicado interno emitido a concessionários e obtido por nossa reportagem, a fabricante anunciou internamente a suspensão e admitiu pela primeira vez que o fogo pode ser provocado por uma falha no projeto.

Ainda, informou ter tomado a “iniciativa de anunciar um recall”. Confira o texto na íntegra:

O comunicado não especifica quais seriam as condições “muito específicas” de pressão, temperatura, umidade e composição do combustível, e também não estabeleceu um prazo para oficializar o recall.

mas o fato é que dois incêndios foram registrados em regiões do país com climas bem diferentes: um no pátio da fábrica de Gravataí (RS) e outro no Piauí.

QUATRO RODAS já contatou concessionárias do estado de São Paulo (SP). Algumas afirmam que ainda têm o carro normalmente para entrega, enquanto outras já confirmaram a suspensão.

Uma delas admitiu que a fabricante não apenas suspendeu a entrega de unidades já presentes em estoque, como também o abastecimento de novas unidades à rede.

Segundo um dos lojistas consultados, a fabricante está promovendo “uma atualização de software de gerenciamento do motor” nos exemplares já produzidos e ainda não entregues.

Com o comunicado, nossa reportagem pode afirmar que este é a quarta falha envolvendo o Onix Plus relatada aos concessionários.

Outras três já haviam sido divulgadas exclusivamente por QUATRO RODAS na terça-feira: uma na porca do aterramento, outra no chicote do painel de instrumentos e uma terceira relacionada a conflitos no número de série do motor.

Procuramos especialistas em engenharia automotiva para esclarecer de vez essa questão que tanto aflige alguns motoristas

“A geladeira da sua casa é da cor da porta do meu carro?”. Se você é passageiro e já usou mais força do que o necessário para fechar a porta de um carro, talvez já tenha ouvido essa frase irônica de um motorista ofendido. Da mesma forma, se você é um condutor zeloso, talvez já tenha dito isso para alguém que foi violento com a porta do seu carro.

Mas será que bater a porta do carro com força danifica o veículo de alguma forma? Ou isso é apenas mais um mito do universo automotivo?

De acordo com Marcio Azuma, diretor de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o processo de desenvolvimento de carros prevê ocorrências de pancadas nas portas e, portanto, toma medidas para que elas não causem grandes danos nos veículos. “O projeto tem uma garantia de que a porta não vai quebrar com uma batida mais forte”, resume Azuma.

Ele detalha que todas as peças que compõem as portas de um carro passam por extensos testes de durabilidade. Mais especificamente, o plástico da porta deve suportar várias coisas durante o que Azuma definiu como sua “vida útil”: abrasão, temperaturas mais altas e também as pancadas. “Nenhuma parte da porta vai quebrar de uma hora para a outra por causa de uma batida mais forte”, garante.

A posição de Azuma é corroborada pelo departamento de engenharia da Toyota do Brasil. “As portas dos veículos têm batentes de borracha que garantem a absorção do impacto quando são fechadas, independente da força aplicada”. Ainda segundo a montadora, além dos batentes de borracha, o desenvolvimento da estrutura do carro como um todo já considera a absorção ideal, para evitar que o veículo acabe danificado de alguma forma por esses impactos.

Contudo, ainda que uma eventual batida de porta mais brusca não vá fazer nenhum mal ao carro, impactos constantes nas portas podem gerar algum problema a longo prazo. “Se você bate a porta do carro a vida inteira, em um determinado momento você pode começar a ouvir um ruído mais alto, mais incômodo, principalmente se as portas do veículo tiverem porta-objetos sempre cheios”, destaca Azuma.

Porém, mesmo neste cenário, há solução: o diretor de segurança afirma que uma manutençãosimples, como trocar as presilhas das portas que sofreram pancadas frequentes, já deve resolver o problema do ruído.

Condições específicas

Esclarecido que bater a porta do carro com mais força do que o necessário vez ou outra não vai causar danos permanentes ao veículo, ainda fica a dúvida se, em alguma condição específica, essas pancadas podem estragar o carro. Por exemplo, caso as janelas estejam abertas, há probabilidade de dano maior?

A engenharia da Toyota afirma que não. “Um barulho maior é percebido quando as portas são fechadas com vidros abertos — o que pode dar a percepção de algum tipo de estrago em relação a quando os vidros estão fechados”, explica a montadora.

Quanto a esse “barulho maior”, Marcio Azuma comenta que, quando o vidro do carro está aberto, a sustentação é apenas lateral, enquanto se está totalmente fechado, a sustentação é maior, além de existir a pressão, que garante que o vidro fique no lugar. “Um carro em condições normais já foi feito para aguentar esse tipo de situação, então não deve acontecer nada”, reafirma.

Mas e se as condições não forem normais? Azuma destaca apenas um cenário em que bater a porta com força pode causar um dano maior — e imediato — ao carro: quando os vidros do veículo em questão são blindados. “É uma condição crítica, porque nesse caso o carro está fora das especificações de fábrica”, diz.

Assim, o que pode acontecer a um vidro blindado imediatamente após uma pancada muito forte é o surgimento de uma trinca ou quebra — algo que não ocorreria em um carro sem blindagem.

Eles são mais eficientes, mas como custam mais caro, muitas montadoras não os adotam em seus carros

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É verdade que os faróis do tipo projetor têm um facho de luz mais preciso e, por isso, não oferecem risco de ofuscamento? – Jair Paiva, por email.

Sim. Os faróis do tipo projetor com bloco elíptico (também chamados de “canhão”) são mais precisos e, por isso, o risco de ofuscamento é reduzido, sejam eles equipados com luzes halógenas ou de xenônio.

Eles são formados por um refletor em forma de elipse (e não de uma parábola, como nos faróis comuns), uma lente plano-convexa (a parte de dentro da lente é plana, a externa é convexa) e, aí está o truque, um bloqueador de luz com uma missão bem específica: ele não deixa passar luz para a parte superior da lente, evitando assim um facho alto desnecessário, que poderia ofuscar o motorista no sentido contrário.

Quando esse bloqueador é retirado eletricamente, forma-se o facho alto. Também é possível obter o mesmo resultado utilizando-se dois blocos lado a lado, um com barreira fixa para o facho baixo e outro, sem barreira, para o facho alto.

Os faróis com bloco elíptico também são mais compactos, ocupando menos espaço no conjunto ótico. Porém, são mais caros que os do tipo parábola. Por questões de custo, muitas montadoras ainda não equipam seus carros com esse tipo de iluminação – caso de modelos não exatamente baratos, como Honda HR-V e Nissan Kicks.

Outras até já cometeram involuções. O Fiat Palio de segunda geração, lançado em 2011, perdeu os faróis de bloco elíptico que vinham no último facelift da primeira geração, ocorrido em 2008.

Siga o que o manual indica, mas fique atento ao tipo de uso que o automóvel sofreu

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As velas do motor têm prazo de troca por tempo ou só pela quilometragem que está no manual do proprietário? – Franco S. Vieira, Belo Horizonte (MG)

Elas devem ser trocadas seguindo apenas o manual, que estipula em geral uma quilometragem determinada, que varia de um carro para o outro. Mas há outra condição comum que define a troca das velas: na maioria dos manuais há a recomendação para reduzir o plano pela metade caso o veículo seja submetido a condições severas de uso, como trânsito intenso diário. Assim, se a fabricante recomendar a troca das velas a cada 20.000?km, elas devem ser substituídas aos 10.000 km. Afinal, quando o veículo fica parado no congestionamento, o motor está funcionando, mas não há aumento de quilometragem.

É importante ressaltar que velas desgastadas podem comprometer o catalisador e seu sensor de oxigênio. Por isso, recomenda-se a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente.

Outra dúvida recorrente dos leitores: é possível trocar as velas do motor em casa? Sim, é possível e até fácil, mas pode não valer a pena. Retirar e colocar as velas são operações simples, que devem ser feitas com o motor frio, e nas quais se deve ter apenas cuidado para não danificar as roscas no bloco do motor. Se você pretende substituir as velas, basta instalar as novas. Mas, como nem sempre é necessário trocá-las, o ideal é procurar um mecânico ou auto-elétrico de confiança. Ele saberá dizer se as velas podem ser usadas por mais algum tempo e poderá até regular a golda dos eletrodos para que continuem funcionando sem problemas.

Na tentativa de não raspar a parte inferior do carro, você pode causar danos à carroceria

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Muitos motoristas preferem passar por uma lombada ou valeta com as rodas do carro viradas, a fim de evitar que a parte inferior raspe ou até mesmo para que a suspensão não pule tanto. Mas a prática é ruim para a estrutura do veículo. Segundo Alberto Trivelato, da oficina Suspentécnica, o ideal é sempre manter o carro alinhado nessas situações. “Você deve passar nas lombadas e valetas de frente. Caso não estejam no padrão regulamentado por lei, você deverá passar da forma que menos danifique seu carro”, esclarece Alberto, reforçando que a prática não deve ser frequente.

Os danos causados por não passar de frente nas lombadas até afetam a suspensão, mas os maiores riscos são estruturais. “Existem vários aspectos negativos de se passar de lado nas lombadas e valetas como, por exemplo, a excessiva torção do monobloco ou carroceria do carro”, esclarece Alberto.

Todas as lombadas, valetas e quebra-molas precisam atender às normas da legislação federal, então se você sabe de alguma que esteja fora do padrão e possa danificar seu carro, entre em contato com o órgão fiscalizador de trânsito da sua cidade.

 

 

G 310 R será montada em Manaus. Apresentação oficial deve ocorrer em novembro e o preço, ficar na faixa dos R$ 20 mil. Entre os carros, Série 7 e M2 chegam em breve ao país

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A BMW planeja para meados de novembro o lançamento da G 310 R no Brasil. A motocicleta de baixa cilindrada, tida como uma das principais novidades do segmento no ano, será montada em Manaus (AM).

O preço inicial da moto, que chega para brigar com nomes como Kawasaki Z300, KTM 390 Duke e Yamaha MT-03, tende a partir de R$ 20 mil. As vendas no país, porém, só devem começar no início de 2017.

Revelada no Salão de Milão do ano passado, a BMW G 310 R será empurrada por um inédito motor monocilíndrico de 313 cm³. Com refrigeração líquida, duplo comando de válvulas e injeção eletrônica, rende 34,4 cv e 2,85 kgfm.

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Série 7 e M2 a caminho

Na linha dos carros, a BMW se prepara para dois lançamentos quase que simultâneos no Brasil: Série 7 e M2. Recheada de mimos tecnológicos, como controle do áudio por gestos, a sexta geração do sedã de luxo será apresentada no fim de maio. O preço ainda não está definido, mas deve ficar em torno dos R$ 600 mil. Sob o capô, o modelo trará um motor 4.4 V8 biturbo de 450 cv e expressivos 66,3 kgfm.

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Sucessor do 1M, o cupê M2 estreará em junho com propulsor 3.0 de 365 cv. Veloz, atinge 100 km/h em 4,2 segundos, de acordo com o fabricante. Sua tabela está estimada em R$ 220 mil.

Atitudes simples podem reduzir o consumo em mais de 40%. Saiba como ser o maior agente de economia para seu carro

foto-imagem-consumoEntre as despesas que um carro dá, a que mais permite poupar dinheiro é o consumo de combustível.
Sabendo guiar de modo econômico, é possível reduzir o gasto a quase pela metade. Bastam algumas atitudes simples ao volante, mas que a maior parte dos motoristas ou esquece ou nem sabe que são possíveis.

ANTECIPE-SE
Mantenha uma boa distância dos veículos à sua frente e não fixe seu olhar no carro imediatamente adiante, mas sim em dois ou três depois dele. Veja como está o trânsito a 50 metros do seu carro. Tudo isso lhe dará uma visão mais ampla do trânsito e uma ideia de qual faixa anda mais. Há uma obra à esquerda? Pegue à direita e siga sem interrupções. O ônibus está chegando ao ponto? Mude de pista bem antes, para não ter de frear atrás dele e ficar pedindo passagem.

Com uma visão do que existe à frente, você tem tempo de se antecipar e evita pisar no freio e voltar a
acelerar diversas vezes. Imagine um carrinho de supermercado lotado de sacos de arroz. É mais fácil tirá-lo da imobilidade ou continuar a empurrar um que já esteja em movimento? O princípio com o automóvel é o mesmo. Nada gasta mais combustível do que o para e anda – por isso o consumo rodoviário é menor que o urbano. Uma reportagem da QUATRO RODAS mostrou a importância de se dirigir com calma e antecipação. Três motoristas fizeram o mesmo percurso duas vezes: a primeira usando seu próprio estilo e a segunda com as técnicas de antecipação e trocas de marcha no tempo certo: a redução no consumo foi de até 44%.

DEVAGAR E SEMPRE
Quando o semáforo abrir, ganhe velocidade lentamente, sem acelerações bruscas. Quando ele fechar,
vá reduzindo a velocidade para ficar parado o menor tempo possível, algo que também ajuda na segurança contra assaltos. A receita para um consumo baixo é estar sempre em movimento, ainda que devagar. Acelerar e frear bruscamente são atitudes que só aumentam o consumo.

PNEUS CALIBRADOS
O fato de os fabricantes terem criado pneus de baixa resistência ao rolamento dá bem a medida da importância deles no consumo. Além de diminuírem a estabilidade, pneus comuns descalibrados aumentam o gasto de combustível em mais de 5%, sem falar que vão precisar ser substituídos muito antes do normal. Procure calibrar os pneus toda semana. Se rodar pouco, o intervalo pode ser um pouco maior: a cada 15 dias.

ESQUENTE A CABEÇA
Ar-condicionado é ótimo, mas seu uso rouba energia do motor e, consequentemente, o gasto com
combustível. Para medir esse efeito fizemos um teste em um Palio: o consumo com o climatizador ligado a 100 km/h foi 5,3% pior. Vidros abertos, na mesma velocidade, representaram uma piora de consumo de apenas 0,7%.Para quem quer poupar ao máximo, é melhor rodar com os vidros fechados e apenas com a ventilação forçada ligada. Caso o dia esteja quente, ou esteja chovendo, pode-se ligar o ar-condicionado apenas quando o motor já estiver aquecido. E desligue-o pouco antes de chegar em casa, o que, além de economizar, ainda ajuda a secar os dutos de ventilação e evita o mal cheiro por proliferação de bactérias.

MANUTENÇÃO EM DIA
Sabia que trocando peças baratas e simples já é possível cortar o desperdício em até 25%? É o caso das velas de ignição, que custam menos de R$ 70 o jogo, mas que podem piorar o consumo em um quarto se estiverem gastas. Filtros de ar, de combustível ou de óleo entupidos podem fazê-lo gastar, cada um deles, até 20% mais. Já alinhamento e balanceamento fora de ordem podem ser responsáveis por 10%, enquanto o catalisador desgastado varia entre 5% e 10%.

CONHEÇA O TERRENO
Se você estiver descendo uma ladeira, aproveite a gravidade. Deixe o carro engrenado e tire o pé do freio. Se precisar diminuir a velocidade, reduza as marchas. Ficar pisando no freio só consome mais combustível. E nunca deixe o carro em ponto morto: isso gasta mais. A injeção eletrônica sabe quando há pouca exigência no acelerador e corta o envio de combustível ao motor – o movimento das rodas é suficiente para fazer o motor girar. Se uma subida se aproximar, ganhe velocidade lentamente na parte plana, para que seja preciso acelerar menos para chegar lá em cima. No plano, sinta-se à vontade para pular da primeira para a terceira marcha, mantendo o motor sempre dentro da faixa ideal de rotação. Falando nela, descubra qual é a faixa de torque máximo do motor e, guiando-se pelo conta-giros, mantenha-se lá, especialmente nas ladeiras. Com o tempo, você aprenderá que não é preciso acelerar até o limite de giros para fazer uma boa troca de marcha.

REDUZA A VELOCIDADE
Um teste feito em fevereiro de 2014 mostrou o quanto a velocidade afeta o consumo. Um Ford Fusion 2.0 a 80 km/h fez 21,6 km/l e gastou 150 minutos para uma viagem de 200 km. A 120 km/h, o consumo aumentou para 10,1 km/l e o tempo caiu a 100 minutos. Para uma redução de 33% no tempo gasto, o consumo mais do que dobra: é 103% superior. Na cidade, apesar de as velocidades serem menores, a lógica é igual. Uma boa ideia é sair de casa alguns minutos mais cedo e habituar-se a andar 10 km/h a menos que sua média. E isso ainda pode ajudá-lo a poupar com multas de radares de velocidade.

TROQUE DE CARRO
Esta é a dica mais drástica de todas para cortar o desperdício. Mas, dependendo de quanto você roda, ela merece ser considerada. Hoje um dos grandes vilões do consumo são os SUVs: eles são mais pesados e têm pneus mais largos e aerodinâmica pior do que sedãs de mesma base mecânica. Honda City e HR-V compartilham a mesma plataforma. Mas o primeiro obteve nos nossos testes de consumo urbano e rodoviário 12,5 e 16,7 km/l, enquanto o SUV fez 10,4 e 13,1 km/l. Para quem roda 7 000 km por ano na cidade, pode representar uma economia de R$ 351 por ano (com o litro de gasolina a R$ 3,10). A escolha entre dois carros da mesma categoria também pode fazer uma grande diferença: enquanto o VW Up! registra 14,1 e 17,8 km/l em ciclo urbano e rodoviário, seu rival Chevrolet Onix faz 10,5 e 15,4 kml. Usando o caso anterior, a economia seria de R$ 528 por ano.