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Exeed: Novo carro de luxo que a Caoa Chery trará ao Brasil – Detalhes do SUV

A Caoa Chery pretende ampliar seu portfólio de produtos no mercado brasileiro. O grupo deve iniciar a produção de carros da Exeed, marca de luxo da Chery, a partir de 2021.

A informação foi confirmada pelo CEO da empresa, Marcio Alfonso, em entrevista ao “Estado de Minas”

Veja as informações sobre a nova marca Exeed e seus planos para o Brasil e outros mercados importantes pelo mundo.

Divisão de luxo.

Exeed foi revelada ao mundo no Salão de Frankfurt de 2017 Imagem: Divulgação

A Exeed é uma marca de luxo criada pela Chery em 2017 para rivalizar com as prestigiadas montadoras alemãs. A ideia é seguir o modelo das japonesas, que hoje possuem Lexus, Infiniti e Acura, controladas por Toyota, Nissan e Honda, respectivamente.

A estreia internacional da Exeed aconteceu no Salão de Frankfurt daquele ano, quando o TX foi um dos modelos mostrados no evento.

SUV deve ser o primeiro.

O LX é um forte candidato a ser o primeiro modelo da Exeed fabricado no Brasil. Além de já estar registrado no país, o SUV compartilha plataforma com o Tiggo 5X e Tiggo 7, o que facilitaria sua produção na fábrica da Anápolis (GO). O TX, modelo mais requintado e com tecnologia híbrida, também tem boas chances de virar nacional.

Tecnologia de ponta.

Mesmo sendo um SUV compacto premium, o LX tem tecnologias de modelos mais caros. O painel de instrumentos é holográfico e o veículo conta com uma tecnologia de reconhecimento facial. O motor deve ser um 1.6 turbo de 200 cv, o mesmo que equipa o Tiggo 8 – que será lançado no Brasil até o fim do ano.

Sonho antigo.

Não é de hoje que a Caoa Chery sonha em produzir os carros da Exeed no país. Há dois anos, a empresa fez uma peça publicitária com imagens de um modelo da divisão de luxo. Conta-se, inclusive, que a marca foi um dos motivos pelo qual o grupo CAOA adquiriu a Chery no Brasil.

Naquele mesmo ano, em entrevista ao jornalista Silvio Menezes, do canal “Carro Arretado”, o presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade revelou que lançaria “outra marca que fica sob o chapéu da Chery, que é a Exeed”. Na ocasião, o executivo disse que “vai ser uma marca de altíssimo luxo, de altíssima qualidade, para brigar na linha da Mercedes e BMW”.

Metas ambiciosas.

Além do Brasil, a Chery pretende lançar a Exeed em mercados mais competitivos como Estados Unidos e Europa. Se tudo der certo, o TX será lançado nos EUA em 2021 como Vantas TXL. Os carros serão montados por lá no regime de CKD (Completely Knocked Down, ou Completamente Desmontado, em tradução livre), com 50% das peças vindas da China e os 50% restantes de fornecedores locais.

Nada de Chery.

Até agora, poucos chineses se aventuraram no Velho Continente e nenhuma marca se arriscou na América do Norte. O nome Vantas, inclusive, foi escolhido porque a General Motors vetou o uso da marca Chery por conta da semelhança com “Chevy”, apelido dado aos carros vendidos pela Chevrolet nos EUA.

CHERY TIGGO 5X SERÁ FEITO EM ANÁPOLIS (GO), ONDE A CAOA PRODUZ OS HYUNDAI

Depois do Tiggo 2, os planos da Caoa Chery para o Brasil já estão bem definidos: os modelos Arrizo 5, Tiggo 4 (batizado 5x em alguns países) e o Tiggo 7 chegam às lojas ainda neste ano. Enquanto a fábrica de Jacareí (SP) ficará responsável pelo sedã Arrizo 5, os dois novos Tiggos sairão das linhas de montagem de Anápolis (GO), onde a Caoa já faz os Hyundai ix35, Tucson e New Tucson.

Se o fabricante ainda faz mistério para as motorizações das novidades, ao menos já adiantou quais são as opções para o Arrizo 5: motor turbo com câmbio CVT e motor aspirado com câmbio CVT ou manual. A confirmação só virá no Salão de São Paulo, em novembro, onde também será mostrado um carro elétrico do grupo.

Fim da linha para o Celer 

Segundo Alfonso, tanto Celer como Celer Sedan já deixaram de ser feitos para darem espaço ao Tiggo 2, que começou a receber novos componentes produzidos aqui para adiantar o processo de nacionalização. Como efeito das novas investidas, a Caoa Chery espera elevar a produção da fábrica paulista das atuais 35 unidades diárias para 120 unidades diárias até o fim deste ano.