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Donos de versões do hatch reclamam que sistema de 9 polegadas oferecido como opcional não funciona com aplicativos de mapas, como promete anúncio

As centrais multimídia são um dos maiores argumentos de venda de automóveis novos atualmente, pois entre vários benefícios está o uso de aplicativos como Waze ou Google Maps espelhados na tela do equipamento.

Mas proprietários de Fiat Argo 1.0 e 1.3 dizem que não têm esse benefício depois de comprar o opcional da marca que possui a tela de 9 polegadas.

“O kit que equipa o meu Argo 1.3 Drive 2018 não possui a plataforma Uconnect, presente em outras centrais utilizadas pela Fiat. Por isso, não consigo acessar o Waze ou o Google Maps com o carro em movimento”, explica o engenheiro civil Diogo Bechler, de Belo Horizonte (MG).

Assim como Diogo, vários donos alegam que escolheram essa central porque viram anúncios da Fiat que falavam dessas vantagens.

“Quando comprei o equipamento, uma das coisas que eu mais queria era usar o Waze na tela sem mexer no celular. O pior é que eu soube que o funcionamento da central de 7 polegadas é diferente”, conta o empresário Eduardo Roberto Fama, de Registro (SP), dono de um Argo 1.0 Drive 2018.

Reclamações como essa começaram em meados de 2018, quando a Fiat deixou de oferecer para o Argo 1.0 e 1.3 a central multimídia Uconnect de 7 polegadas – que era compatível com Android Auto e Apple CarPlay – e passou a disponibilizar pelo preço de R$ 1.990 como opcional só o equipamento de 9 polegadas, que não dispõe dos dois sistemas operacionais.

Pesquisando no site Reclame Aqui, encontramos cerca de 50 relatos só da central de 9 polegadas.

Para os proprietários que reclamavam, a marca confirmava que se tratava de uma característica do projeto e respondia a todos com o mesmo comunicado:

“O bloqueio das interatividades do smartphone só estão disponíveis com o veículo parado e freio de mão puxado, bem como alguns aplicativos podem estar bloqueados para utilização durante condução do veículo”.

Consultada sobre o caso, a Fiat divulgou a seguinte nota:

“Ressaltamos que as publicidades relacionadas ao Fiat Argo 2019 representam a multimídia de acordo com a que equipa os veículos. Há, no entanto, um acessório multimídia de 9 polegadas que, apesar de guardar similaridade, não é o mesmo componente disponível como opcional de fábrica.”

O povo reclama

“Após a compra, eu percebi como a central de 9 polegadas é cheia de limitações. A pior é não poder usar o Waze, pois não tem o recurso Uconnect.”- Josué Formiga, Pelotas (RS), dono de Argo 1.3 Drive 2018

“A autorizada disse que o aplicativo de navegação funcionaria com o carro em movimento, mas nunca funcionou.”- Carlos A. Grosara Lima, Ceilândia (DF), tem um Argo 1.0 Drive 2018

“Na prática, a central multimídia funciona só como um rádio de 9 polegadas.”  – Eduardo R. Fama, Registro (SP), tem um Argo 1.0 2018

Boletins emitidos pela Land Rover só amenizam os problemas

Uma falha recorrente no câmbio do Evoque e do Discovery Sport tem tirado o sono dos proprietários de modelos da Land Rover. E não é pouca gente: uma busca rápida no site Reclame Aqui revelou 16 donos de Evoque e 14 de Discovery Sport, que reclamam de marchas que travam e perda de potência.

Entre eles, está o médico George Rocha Ferreira, de Recife (PE), que durante uma viagem viu o painel mostrar uma mensagem de avaria seguida pela falta de potência.

“Logo após o aviso, o carro perdeu velocidade e retomou, mas dessa vez o câmbio parecia travado em terceira ou quarta marcha”, diz o proprietário de um Discovery Sport HSE 2015. Na concessionária, soube que aquele já era o terceiro caso que ela recebia e que deveria trocar o câmbio. “Fiquei mais de 20 dias aguardando a nova caixa.”

Ficar com o veículo parado quando a caixa deixa de funcionar é normal, como relata o procurador Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA).

“Um dia surgiu o alerta de avaria e o câmbio parou de responder, como se estivesse no Neutro, e o carro parou no meio da pista”, conta Jorge, que levou seu Evoque 2015 à concessionária cinco vezes, sem resolver o defeito.

Tivemos acesso aos boletins LTB 00986/2016 e LTB 0101610/2017 e à ação de serviço Q655, que alertam para falhas de funcionamento no câmbio usado no Evoque modelos 2015 e 2016 e Discovery Sport 2016.

César Sanches, proprietário da Automatik, oficina paulistana especialista em transmissões automáticas, explica que realmente existem falhas na parte elétrica desses câmbios, especialmente em chicote e conectores.

“A montadora deveria fazer uma atualização do software para que, caso a falha apareça, o sistema seja protegido. Dessa forma, a transmissão ficaria em uma marcha intermediária e não em Neutro, como vem ocorrendo em muitos casos. Assim, o proprietário poderia utilizar o veículo mesmo com alguma limitação.”

Consultada sobre o caso, a Land Rover do Brasil disse que a ação de serviço Q655 é a resposta da montadora ao boletim técnico LTB00986 e que o boletim LTB 01016 é uma simples atualização de software.

O povo reclama

“Em uma viagem, o carro apresentou a mensagem de avaria no câmbio e perdeu potência. A autorizada disse que era o terceiro caso que atendia.” George Ferreira, Recife (PE), dono de um Discovery Sport HSE 2015.

“Meu carro deixou de responder às acelerações em uma avenida movimentada, como se estivesse no Neutro. Eu tentava selecionar o D, mas o câmbio não respondia, embora o motor estivesse funcionando.” Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA), proprietário de um Range Rover Evoque 2015

Proprietários de modelos Renault equipados com os motores 1.0 e 1.6 SCe reclamam que o lubrificante some misteriosamente

Checar o nível do lubrificante deveria ser uma tarefa simples e corriqueira, mas não é assim para alguns proprietários de modelos da Renault, equipados com motor SCe, 1.0 e 1.6.

O taxista Edielton Pichum, de São Paulo (SP), conta que o lubrificante de seu Duster 1.6 SCe 2017 simplesmente sumia do motor. “Não era queima e nem vazamento, mas o óleo desaparecia”, afirma.

“O carro gastava um litro de óleo a cada 3.000 quilômetros rodados”, recorda. Antes de o problema ser resolvido, Pichum teve de levar o Duster seis vezes à concessionária.

“Na última, pediram que eu deixasse o carro por 18 dias para eles analisarem o caso, mas, como sou taxista, acabaram trocando o motor antes do fim do prazo, cinco dias depois,” lembra. Mas nem todos têm a mesma sorte, como relata a motorista Meri Jane Melo, do Rio de Janeiro (RJ), dona de um Captur 1.6 2017 automático.

“Descobri que não havia lubrificante e levei o carro à concessionária,” conta. “Lá, trocaram o óleo, lacraram a vareta e pediram que eu rodasse mais 3.000 quilômetros e voltasse para observarem. Ao retornar, não me deixaram sair com o Captur. Me forneceram um carro reserva manual. E estou sem o meu carro desde de março”, afirma.

O problema é conhecido, como demonstra o comunicado CGR 012/2017, que a Renault emitiu em maio de 2017, reconhecendo a falha e orientando como fazer o reparo em garantia. E na rede autorizada ainda existem as circulares Tech Line 006 e 007 de abril de 2018, padronizando as tratativas para resolver a falha.

Quando ocorre a troca do motor, os problemas não terminam, porém, porque é necessário regularizar os documentos do veículo, como diz o vendedor Guilherme Marino, de São Bernardo do Campo (SP), dono de um Sandero 1.6 2017. “Troquei o motor em agosto de 2017 e só agora, em maio, recebi os documentos.”

Procurada, a Renault informou que: dos sete casos levantados e enviados por nós, ela atendeu três proprietários individualmente.

O POVO RECLAMA

“Meu carro estava com menos de 8.000 km quando o frentista me disse que não havia óleo. Na concessionária, lacraram a vareta, mas o lubrificante continuou a sumir. Então, lacraram o bujão e pediram que eu observasse.” – Cláudio Boanerges, advogado (MG), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2016.

“Trocaram o motor do meu carro depois que eu abandonei o veículo na frente da loja, após a oitava visita. Depois, devolveram o carro sem sequer me dizerem o que fizeram para solucionar o problema.” – Luciano Marsário, gerente comercial, Campinas (SP), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2017.

VW Saveiro e Fox com problemas em consumo

Já imaginou descobrir que o nível do óleo do seu automóvel baixa constantemente depois de rodar 2.000 km ou menos?

Esse é o drama vivido por proprietários de modelos da Volkswagem com o motor MSI 1.6 16V, lançado em agosto de 2015 e que equipa Gol, Fox, Saveiro e o novo Polo.

Entre os motores “beberrões” está o Fox Highline 2016 do empresário Thiago Resende, do Rio de Janeiro (RJ). “O óleo do meu carro vive sumindo e a concessionária diz que é normal.

Faço as revisões, rodo menos de 2.500 km e o nível já está abaixo do mínimo”, conta Thiago.

“A autorizada agora recomendou verificar o óleo a cada abastecimento. Tive vários carros e isso nunca aconteceu comigo.”

O caso é tão conhecido que a própria Volks emitiu para sua rede um boletim chamado Informação Técnica do Produto, número 2026880/4, em 31 de março de 2017.

O documento diz que o consumo excessivo de lubrificante pode ocorrer por montagem incorreta ou desgaste prematuro dos anéis ou de outro componente interno do motor ou mesmo por falha nos vedadores das hastes das válvulas.

Não é raro que o problema acabe afetando a durabilidade de peças do motor, como ocorreu com o empresário Wanderley de Oliveira Reis, de Guarulhos (SP).

“Com dois meses de uso e menos de 4.000 km rodados, o o motor estava ‘grilando’. Por isso a autorizada trocou biela, pistão, juntas e outras partes”, diz Wanderley, que tem uma Saveiro Cross 2014.

Em casos extremos, a avaria pode obrigar a substituição do motor e, por consequência, dor de cabeça com a documentação.

“Após reclamar várias vezes, agora terei de trocar o motor, que tem só 8.000 km de uso. A concessionária ofereceu a troca e a extensão da garantia, mas como fica meu prejuízo na hora da revenda? O prontuário do veículo ficará com essa mudança de motor registrada”, preocupa-se Renato Guerino de Souza, de São Paulo (SP), dono de um Fox 2015.

Consultada, a Volkswagen do Brasil não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.

O POVO RECLAMA

“Existem diversos relatos na internet sobre esse problema. Fiz várias indagações à concessionária, que não resolveu nada. Ela sempre diz que está aguardando uma resposta da fábrica, que já sabe desses casos.” José Nelson de Lima, técnico em ar-condicionado, Jaboatão dos Guararapes (PE), dono de um Fox Highline 2015

“Meu carro com menos de 4.000 km rodados estava com o motor ‘grilando’. Agora preciso trocar algumas peças. Até hoje, só tive decepções.” Wanderley de Oliveira Reis, empresário, Guarulhos (SP), dono de uma Saveiro Cross 2014