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Sistema eletrônico conta com proteções para marotagens, mas pode ser usado em emergências

Como funciona o freio de estacionamento elétrico? É possível dar cavalo de pau? – Rogério Magalhães da Silva, São Bernardo do campo (SP)

Não é possível. Os freios de estacionamento eletrônicos usam um atuador elétrico para bloquear as rodas ao toque de um botão.

Nos sistemas mais simples, um motor puxa o cabo de aço que freia o eixo traseiro, eliminando a necessidade da alavanca e da regulagem conforme as pastilhas (ou lonas) se desgastam.

Para evitar acidentes, uma proteção impede que o freio seja acionado totalmente caso alguém aperte o botão com o veículo em movimento.

No entanto, se o comando for mantido acionado, o veículo entende que se trata de uma situação de emergência e ativa gradualmente o freio de estacionamento, enquanto o ABS impede o travamento das rodas.

Por isso, sem chance de dar um cavalo de pau nesse tipo de veículo. QUATRO RODAS, inclusive, testou essa possibilidade:

Vale ainda a lembrança, de acordo com o artigo 175 do Código de Trânsito Brasileiro:

“Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus: Infração – gravíssima; penalidade – multa (R$ 2.934,70), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo.”

Método recomendável em veículos antigos ou preparados foi substituído por proteções eletrônicas em modelos modernos

Tenho uma Amarok e queria saber se é necessário manter o motor funcionando por alguns segundos para resfriar as turbinas antes de desligar – Carlos Ichimura, por e-mail

Esse processo não é mais necessário em veículos a diesel ou gasolina modernos.

Segundo a Volkswagen, seus motores sobrealimentados possuem tecnologia para garantir a refrigeração do turbocompressor mesmo com o conjunto desligado, independentemente do combustível usado.

Esses recursos, comuns também a outras marcas, incluem uma bomba elétrica de fluido de arrefecimento, que fica ativa para resfriar o óleo parado ao redor da árvore do turbocompressor, evitando seu superaquecimento.

Como motores antigos não tinham esse sistema, esse fluido lubrificante “cozinhava”, literalmente, dentro do turbo, perdendo sua eficácia e podendo até travar o rotor.

Boletins emitidos pela Land Rover só amenizam os problemas

Uma falha recorrente no câmbio do Evoque e do Discovery Sport tem tirado o sono dos proprietários de modelos da Land Rover. E não é pouca gente: uma busca rápida no site Reclame Aqui revelou 16 donos de Evoque e 14 de Discovery Sport, que reclamam de marchas que travam e perda de potência.

Entre eles, está o médico George Rocha Ferreira, de Recife (PE), que durante uma viagem viu o painel mostrar uma mensagem de avaria seguida pela falta de potência.

“Logo após o aviso, o carro perdeu velocidade e retomou, mas dessa vez o câmbio parecia travado em terceira ou quarta marcha”, diz o proprietário de um Discovery Sport HSE 2015. Na concessionária, soube que aquele já era o terceiro caso que ela recebia e que deveria trocar o câmbio. “Fiquei mais de 20 dias aguardando a nova caixa.”

Ficar com o veículo parado quando a caixa deixa de funcionar é normal, como relata o procurador Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA).

“Um dia surgiu o alerta de avaria e o câmbio parou de responder, como se estivesse no Neutro, e o carro parou no meio da pista”, conta Jorge, que levou seu Evoque 2015 à concessionária cinco vezes, sem resolver o defeito.

Tivemos acesso aos boletins LTB 00986/2016 e LTB 0101610/2017 e à ação de serviço Q655, que alertam para falhas de funcionamento no câmbio usado no Evoque modelos 2015 e 2016 e Discovery Sport 2016.

César Sanches, proprietário da Automatik, oficina paulistana especialista em transmissões automáticas, explica que realmente existem falhas na parte elétrica desses câmbios, especialmente em chicote e conectores.

“A montadora deveria fazer uma atualização do software para que, caso a falha apareça, o sistema seja protegido. Dessa forma, a transmissão ficaria em uma marcha intermediária e não em Neutro, como vem ocorrendo em muitos casos. Assim, o proprietário poderia utilizar o veículo mesmo com alguma limitação.”

Consultada sobre o caso, a Land Rover do Brasil disse que a ação de serviço Q655 é a resposta da montadora ao boletim técnico LTB00986 e que o boletim LTB 01016 é uma simples atualização de software.

O povo reclama

“Em uma viagem, o carro apresentou a mensagem de avaria no câmbio e perdeu potência. A autorizada disse que era o terceiro caso que atendia.” George Ferreira, Recife (PE), dono de um Discovery Sport HSE 2015.

“Meu carro deixou de responder às acelerações em uma avenida movimentada, como se estivesse no Neutro. Eu tentava selecionar o D, mas o câmbio não respondia, embora o motor estivesse funcionando.” Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA), proprietário de um Range Rover Evoque 2015

VW Saveiro e Fox com problemas em consumo

Já imaginou descobrir que o nível do óleo do seu automóvel baixa constantemente depois de rodar 2.000 km ou menos?

Esse é o drama vivido por proprietários de modelos da Volkswagem com o motor MSI 1.6 16V, lançado em agosto de 2015 e que equipa Gol, Fox, Saveiro e o novo Polo.

Entre os motores “beberrões” está o Fox Highline 2016 do empresário Thiago Resende, do Rio de Janeiro (RJ). “O óleo do meu carro vive sumindo e a concessionária diz que é normal.

Faço as revisões, rodo menos de 2.500 km e o nível já está abaixo do mínimo”, conta Thiago.

“A autorizada agora recomendou verificar o óleo a cada abastecimento. Tive vários carros e isso nunca aconteceu comigo.”

O caso é tão conhecido que a própria Volks emitiu para sua rede um boletim chamado Informação Técnica do Produto, número 2026880/4, em 31 de março de 2017.

O documento diz que o consumo excessivo de lubrificante pode ocorrer por montagem incorreta ou desgaste prematuro dos anéis ou de outro componente interno do motor ou mesmo por falha nos vedadores das hastes das válvulas.

Não é raro que o problema acabe afetando a durabilidade de peças do motor, como ocorreu com o empresário Wanderley de Oliveira Reis, de Guarulhos (SP).

“Com dois meses de uso e menos de 4.000 km rodados, o o motor estava ‘grilando’. Por isso a autorizada trocou biela, pistão, juntas e outras partes”, diz Wanderley, que tem uma Saveiro Cross 2014.

Em casos extremos, a avaria pode obrigar a substituição do motor e, por consequência, dor de cabeça com a documentação.

“Após reclamar várias vezes, agora terei de trocar o motor, que tem só 8.000 km de uso. A concessionária ofereceu a troca e a extensão da garantia, mas como fica meu prejuízo na hora da revenda? O prontuário do veículo ficará com essa mudança de motor registrada”, preocupa-se Renato Guerino de Souza, de São Paulo (SP), dono de um Fox 2015.

Consultada, a Volkswagen do Brasil não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.

O POVO RECLAMA

“Existem diversos relatos na internet sobre esse problema. Fiz várias indagações à concessionária, que não resolveu nada. Ela sempre diz que está aguardando uma resposta da fábrica, que já sabe desses casos.” José Nelson de Lima, técnico em ar-condicionado, Jaboatão dos Guararapes (PE), dono de um Fox Highline 2015

“Meu carro com menos de 4.000 km rodados estava com o motor ‘grilando’. Agora preciso trocar algumas peças. Até hoje, só tive decepções.” Wanderley de Oliveira Reis, empresário, Guarulhos (SP), dono de uma Saveiro Cross 2014