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Carro blindado – Vendas aumentam – O número de carros blindados no país bateu recorde pelo quarto ano consecutivo

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Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) revela que o número de carros blindados no país bateu recorde pelo quarto ano consecutivo. Em 2013, 10.156 veículos receberam a proteção. O número é 21,13% maior que em 2012, quando 8.384 carros foram blindados. Em 2011 e em 2010 foram blindados, respectivamente, 8.106 e 7.332 carros. A pesquisa contou com a participação de 31 blindadoras associadas à entidade e que representam 70% da produção total de veículos blindados no país.Para o presidente da Abrablin, Laudenir Bracciali, “a sensação de insegurança cada vez maior em todo o país é o fator principal que explica o aumento da procura pelo serviço. Com medo diante da violência urbana, muitos cidadãos, inclusive, substituem o investimento em um modelo de carro mais luxuoso por um modelo um pouco mais simples, mas com a segurança da blindagem”, afirma.Empresários do setor concordam e ressaltam a necessidade de o cidadão buscar alternativas de proteção. “A blindagem automotiva cresceu consideravelmente no país porque tem ocupado o buraco na segurança deixado pela falta de ações efetivas de combate à criminalidade por parte do setor público”, afirma Fábio Rovêdo de Mello, diretor da Concept Blindagens, sediada em São Paulo. “A estabilidade no preço do serviço ao longo dos últimos dez anos também foi mais um fator que impulsionou o setor”, diz o executivo da empresa que blindou cerca de 750 carros em 2013.No ranking divulgado pelo levantamento com os estados que mais blindaram veículos em 2013, São Paulo lidera, com pouco mais de 63,04%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 12,18%. Os outros três estados que compõem o “Top 5” são do Nordeste: Pernambuco (6,37%), Ceará (5,94%) e Bahia (2,84%).

Os quase 10% restantes do universo blindado estão distribuídos por estados de todas as regiões brasileiras: Amazonas, Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

“Essa distribuição ilustra que a insegurança é um sentimento geral, não mais regionalizado, como acontecia há alguns anos”, diz Bracciali.

Perfil de quem blinda

A pesquisa da Abrablin, que também traz o perfil do usuário de blindagem, mostra que cresce a participação das mulheres no setor. O sexo masculino predomina com 57% do total de usuários, mas as mulheres aumentaram sua participação. Em 2013, elas representaram 43%. Em 2012, somavam 42,5% do setor e em 2011, 35%.

“Elas estão assumindo cada vez mais o seu papel de destaque no ambiente profissional e corporativo, o que lhes garante condição financeira para investir em segurança por meio da blindagem ou até receber o blindado como benefício pelo cargo que ocupa”, explica o diretor da Concept. No ano passado, 38% dos carros blindados na empresa foram para o público feminino.

Por faixa etária, os homens que mais recorreram à blindagem automotiva (23%) foram os que tinham de 30 a 39 anos, mesma faixa e porcentagem percebida no público feminino. Em 2012, a faixa etária masculina foi a mesma, mas, entre as mulheres, a blindagem se concentrava mais na faixa entre 40 e 49 anos.

Do universo total dos usuários, 70% é formado por executivos/empresários; 15% artistas/cantores; 8% juízes; e 7% políticos.

Carro básico pode ter um grande aumento de R$ 6.000

Nos últimos anos, muitos carros de entrada não podem mais ser considerados “pé-de-boi”, sem qualquer item de conforto. Se, antigamente, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas eram considerados luxo, hoje, os mesmos itens são essenciais e alguns deles saem de fábrica, mesmo em versões básicas.

O Chevrolet Onix, lançado em meados de 2012, por exemplo, traz de série, direção hidráulica, assim como o Volkswagen Gol, em sua versão mais simples. Já o Hyundai HB20, que chegou também em 2012, tem, desde as versões mais baratas, ar-condicionado e direção hidráulica.

Para o consultor automotivo Paulo Garbossa, da ADK Automotive, os consumidores passaram a exigir mais dos modelos de entrada. “Até as opções básicas estão mais sofisticadas. Isso porque, se o cliente não encontra os itens que deseja no veículo de uma marca, ele vai pesquisar em outra, o que acaba estimulando as fábricas a equiparem melhor os carros, desde as versões mais em conta”, afirma.

Outra explicação, segundo Garbossa, é que equipar um carro com ar-condicionado ou direção hidráulica, ficou mais barato. “A produção em escala facilitou na popularização dos itens. O mesmo deve acontecer com outros equipamentos, como sensor de ré e multimídia, daqui em diante”, diz.

G1 listou o modelo mais vendido das seis marcas que mais emplacaram carros no Brasil em 2013, Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Ford, Renault e Hyundai. A partir daí, configurou o veículo com os itens ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricas. O preço dos pacotes variou entre R$ 2.105 e R$ 6.150.

Volkswagen Gol
Versão básica: Trendline 1.0 2 portas – R$ 31.710
Preço com equipamentos: R$ 34.940

O veículo mais vendido do Brasil em 2013, vem, desde a versão básica, com direção hidráulica de série. Os demais opcionais são oferecidos separadamente, prática usual em modelos da Volkswagen. Assim, é possível adicionar apenas os itens de conforto, travas e vidros elétricos e ar-condicionado, por um valor total de R$ 3.230, sendo R$ 2.650 cobrados pelo ar e R$ 580 pelo pacote chamado acesso completo para versões 2 portas.

Fiat Uno
foto-imagem-fiat-vivaceVersão básica: Vivace Evo 2 portas – R$ 25.620
Preço com equipamentos: R$ 30.673

O Uno é um dos veículos mais baratos do país. Em sua versão básica, não conta com nenhum dos itens pesquisados. Para tê-los, é necessário adquirir o pacote Kit Celebration 5, de R$ 5.053. Além de vidros e travas elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado, ele inclui, entre outros itens, faróis de neblina e preparação para som. Com isso, o valor do carro chega a R$ 30.673.

Chevrolet Onix
foto-imagem-onixVersão básica: LS – R$ 33.190
Preço com equipamentos: R$ 38.290 (versão LT + pacote R7H)

A versão básica do Onix, LS, já conta com direção hidráulica de série. Porém, para adicionar os demais itens de conforto, o interessado deve mudar para a versão LT, a mais completa com motor 1.0. Ela custa a partir de R$ 35.090, e conta, de série, com banco do motorista e coluna de direção com regulagem de altura, maçanetas e espelho retrovisor na cor do veículo, alarme e chave canivete, mas ainda sem ar-condicionado, vidros e travas elétricos. Para ter os itens, é preciso aderir ao pacote R7H. Ele custa R$ 3.200, elevando o valor final do Onix para R$ 38.290, ou R$ 5.100 a mais do que a versão básica.

Ford Fiesta RoCam
foto-imagem-ford-fiestaVersão básica: 1.0 SE Plus – R$ 31.740
Preço com equipamentos: R$ 31.740

Prestes a dar lugar ao novo Ka, o Fiesta RoCam vive seus últimos meses na linha da Ford. Assim, a marca só comercializa o modelo nas versões mais completas. A 1.0, é equipada com ar, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos elétricos, faróis de neblina, alarme, abertura elétrica do porta-malas e rodas de liga neve, e custa R$ 31.740.

 

Renault Sandero
foto-imagem-sanderoVersão básica: Authentique – R$ 30.500
Preço com equipamentos: R$ 36.660 (versão Expression)

A versão mais em conta do Sandero é a Authentique, de R$ 30.500. Entre os opcionais, apenas ar-condicionado e direção hidráulica, oferecidos por R$ 3.960. Para ter também vidros e travas elétricas, é preciso subir para a versão Expression, de R$ 36.660. O valor R$ 6.160 acima da Authentique, também inclui outros equipamentos, além do conjunto elétrico, como travamento automático das portas com o veículo em movimento, alarme, computador de bordo, volante com regulagem de altura e maçanetas da cor do veículo. O valor solicitado para os opcionais pela Renault para o Sandero “completo” é o mais alto entre os modelos comparados.

Hyundai HB20
foto-imagem-hb20Versão básica: Comfort – R$ 35.395
Versão com equipamentos: R$ 37.500 (vesão Comfort Plus)

A versão básica é a Comfort, de R$ 35.395. Ela já conta com ar-condicionado e direção hidráulica. Para ter também vidros e travas elétricos, é preciso subir para a versão Comfort Plus, de R$ 37.500. Além dos equipamentos de conforto, os R$ 2.105 pacote também adicionam à lista de equipamentos, alarme perimétrico, travamento automático central das portas a 15 km/h, maçanetas na cor do veículo, chave canivete e detalhes cromados no interior. Considerando apenas modelos em que foi necessário acrescentar equipamentos ao conteúdo básico, o pacote do HB20 é o mais barato, além de um dos mais completos.

Carros mais caros em 2014 – 40% dos veículos nacionais podem aumentar de valor – Airbags e freios ABS encarecem os modelos de entrada

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Em 2014, pelo menos 40% dos carros nacionais poderão sofrer aumento de preços. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), esse é o percentual de carros produzidos no Brasil hoje que ainda não vêm com freios ABS de fábrica, item que passará a ser obrigatório como item de série nos modelos fabricados a partir do ano que vem. A inclusão do item nesses veículos pode encarecer seus preços.

Além dos freios ABS, o airbag frontal duplo de fábrica também passará a ser obrigatório. O item já estava presente em 100% dos modelos fabricados no Brasil lançados em 2013, e em 60% do total de carros zero quilômetro nacionais deste ano. Contudo, 40% dos modelos nacionais ano 2013 não vieram com este item de fábrica, e também podem encarecer com a nova obrigatoriedade a partir de 2014.

“O custo para o conjunto ABS e airbag é de aproximadamente 1.100 reais para as montadoras, podendo ser reduzido com o aumento dos ganhos de escala de produção”, afirma Milad Kalume Neto, especialista em mercado automotivo e gerente de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics.

Os modelos de entrada devem ser os principais afetados, uma vez que em categorias superiores a maior parte dos carros já costuma trazer os itens de segurança de fábrica.

Dos carros da Volkswagen, por exemplo, atualmente não trazem os itens de série o Gol G4, o Novo Gol 1.0, o Novo Voyage 1.0 e a Nova Saveiro, que traz os itens de série só a partir da versão Trooper.

De acordo com informações passadas pela assessoria de imprensa da Fiat, apenas os modelos Siena EL e Doblò Cargo ainda não são comercializados com ABS e airbag. Segundo a montadora, o preço médio praticado para inclusão dos itens varia de acordo com o modelo, mas costuma custar entre 700 e 1.000 reais.

A obrigatoriedade dos freios ABS, sistema antitravamento dos freios nas quatro rodas, e do airbag duplo frontal foi determinada pelas resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Ainda que os aumentos de preços possam ser uma má notícia para os consumidores, a exigência dos airbags e dos freios ABS é uma medida bastante benéfica do ponto de vista da segurança.

Os freios ABS são considerados mais seguros do que os convencionais pois evitam o travamento das rodas. O sistema impede que o carro perca o atrito com o solo, permitindo aos condutores ter um controle maior sobre o veículo quando os freios são acionados, tanto em pistas secas como molhadas.

Já o airbag é uma bolsa inflável que é acionada quando ocorre uma colisão. Ela amortece o impacto da batida, amenizando as consequências do acidente para os passageiros do carro.

Para o gerente da Jato Dynamics, a adoção do ABS e do airbag é extremamente positiva para o mercado. “As montadoras justificavam a não utilização desses equipamentos de série pois os custos dos veículos aumentariam e perderiam a competitividade no segmento. Estávamos qualificando-os em um nível baixo de equipamentos e, principalmente, segurança. As resoluções do Contran foram, neste sentido extremamente positivas”, avalia Kalume

Aumento de preço da gasolina – Governo deverá anunciar alta na sexta-feira

gasolina-aumentoO governo deve anunciar na sexta-feira aumento de cerca de 5% no preço da gasolina a partir de dezembro, publicou nesta segunda-feira (18) coluna online da revista Veja.

Segundo a coluna Radar, “o reajuste da gasolina será em dezembro –-em torno dos 5%”, com uma nova fórmula para reajuste dos preços proposta pela Petrobras (PETR4) entrando em vigor em 2014.

Ambas decisões, ainda segundo a coluna, deverão ser anunciadas na próxima sexta-feira, durante reunião do conselho de administração da estatal.

Representantes da Petrobras não puderam comentar o assunto de imediato fora do horário comercial.

No final de outubro, a diretoria da Petrobras aprovou e submeteu ao Conselho da companhia uma nova política de preços que prevê reajustes automáticos e periódicos de combustíveis.

A Petrobras anunciou parâmetros da metodologia, como câmbio e preços internacionais do petróleo, mas não detalhou como ela vai funcionar.

A metodologia deve ainda impedir o repasse da volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico, disse a companhia na semana passada, dias depois de anunciar estudos para a aplicação da fórmula.

A introdução de uma nova fórmula de precificação do diesel e da gasolina busca dar maior previsibilidade à geração de caixa e também reduzir os índices de alavancagem da Petrobras, que atingiu níveis acima dos desejáveis no terceiro trimestre.

Vendas de carros novos – As vendas de veículos zero-quilômetro bateu recorde em agosto

As vendas de veículos zero-quilômetro atingiram recorde em agosto. Levando em conta a soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o setor comercializou 420 mil unidades no mês, melhor resultado mensal da história no País.

O número expressivo de vendas, 15% maior do que o total vendido em julho e 28% acima do resultado de agosto de 2011, reflete o impulso dado pela medida do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros, que terminaria no dia 31 de agosto.

Com o benefício, que isentou do tributo automóveis 1.0, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no crédito para pessoa física para 1,5% e as promoções de montadoras e lojistas, as parcelas dos financiamentos diminuíram em torno de 14%, cita o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti.

Como muita gente correu para aproveitar o que seriam os últimos momentos de preços menores gerados pelo incentivo do governo, faltou até carro (modelos mais populares, por exemplo) para atender a demanda, segundo os representantes dos concessionários. E, com a forte procura, os estoques no segmento, que estavam em 43 dias (tempo necessário para a comercialização desses volumes) no começo do ano, caíram para 15 dias em agosto, afirma o dirigente. “Neste mês, deve voltar para 20 a 23 dias, que é o ideal para se trabalhar”, prevê.

O forte desempenho no mês e também a prorrogação do IPI reduzido para os carros até 31 de outubro levaram a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) a revisar suas projeções para o ano todo.

No mês passado, a entidade projetava retração de 0,5% no volume comercializado em 2012 frente a 2011, agora já estima alta de 4,9% (incluindo os quatro segmentos de veículos) – o que daria 3,84 milhões de unidades vendidas – e, para automóveis e comerciais leves, que ficariam estáveis, agora calcula expansão de 8%.

MOEDA DE TROCA – Os preços mais atrativos dos carros novos, a partir do fim de maio, quando o IPI reduzido entrou em vigor, geraram forte desvalorização dos usados e colaboraram para a quebra de cerca de 7.000 revendas independentes no País.

Meneghetti cita que as concessionárias também foram afetadas, embora em menor medida. Isso porque o usado serve como “moeda de troca” para o consumidor que quer ter um zero-quilômetro. “Existe estoque (de usados) nas concessionárias que é prejuízo a realizar”, observa.

Segmento de caminhões tem reação

As vendas de caminhões deram uma reagida em agosto, com alta de 5,9% frente a julho, mas ainda estão bem aquém dos volumes comercializados no ano passado. O resultado (11.360 unidades) é 30,9% menor que o oitavo mês de 2011 e, no acumulado dos primeiros oito meses, há queda de 20%. O presidente executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirma que a melhora da safra de soja e o reaquecimento do transporte de carros colaboraram para a recuperação do segmento.

Ele tem otimismo em relação às novas medidas para a atividade, entre elas, a redução da taxa de juros (de 5,5% para 2,5% ao ano) da linha PSI-Finame do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). No entanto, essa nova taxa ainda não está valendo. Isso porque falta a regulamentação do banco para que os agentes financeiros (as instituições que operam as linhas do BNDES) comecem a trabalhar com esses juros menores, o que deve levar, pelo menos, 30 dias para ocorrer.

A Fenabrave discute ainda com o governo fórmula para que o transportador que tem caminhão muito antigo – por exemplo, de 20 anos – consiga trocar seu veículo por outro mais novo, para a renovação da frota. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC também tem proposta com esse objetivo, que incluiria um bônus ao caminhoneiro, em parte subsidiado pelo governo, para possibilitar a compra.

Lista das montadoras livres do aumento do IPI – Governo divulga 18 empresas que cumprem as regras necessárias para ter o benefício

Para ter menos imposto, 65% das peças devem ser
nacionais

Ao todo, 18 empresas cumprem as regras necessárias para ter benefício.
Marcas fora dos requisitos exigidos terão alíquotas entre 37% e 55%.

O governo divulgou nesta terça-feira (31) a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos no país até dezembro deste ano. Conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), elas cumprem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo.

A lista é a definitiva e foi publicada no “Diário Oficial da União” (veja aqui a nota oficial) — a lista anterior que vigora desde dezembro era provisória e só garantia o benefício fiscal até esta quarta-feira (1º). As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz do Brasil (caminhões), MMC Automotores (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo (caminhões) e International Indústria Automotiva da América do Sul.

Só carros ‘nacionais’

O benefício dessas montadoras engloba apenas os modelos fabricados no país ou importados de regiões com acordos comerciais, como Mercosul, México e Uruguai. De acordo com a portaria, as montadoras habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva. As empresas fora da lista, a maioria sul-coreanas, chinesas e marcas de luxo, pagam IPI reajustado em 30 pontos porcentuais. O aumento começou a valer em dezembro passado.

‘Brasil maior’

Para pagar imposto menor, além 65% de índice de nacionalização de peças (inclui gastos com ações de marketing), as montadoras são obrigadas a realizar ao menos 6 de 11 etapas da fabricação de veículos em território brasileiro e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Assim, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo da cilindrada do veículo e do segmento.

Já para as montadoras que estão fora dos requisitos exigidos, o imposto vai variar de 37% a 55%. De acordo com a portaria, o aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria “Brasil Maior”. No entanto, empresas importadoras ligadas a Associação Brasileira de Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), temem que a mudança torne algo permanente.

Barreira à tecnologia

A Abeiva — formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo — reiterou nesta segunda-feira (30) o pedido já formalizado ao MDIC para o governo rever o Decreto 7.567.

A postura da entidade foi tomada a após o Banco Central divulgar, na semana passada, que a indústria automobilística no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, superando bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

“Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes”, argumenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. A Abeiva protocolou no início de dezembro – em 3 ministérios – carta com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente.

“Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012”, afirma Gandini. “Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando a pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia em nota o presidente da Abeiva.

No início deste mês, Gandini anunciou que os preços dos carros importados vão subir entre 15% e 28% por causa do aumento do imposto. A Abeiva acredita que, neste ano, a demanda por importados que estão fora dos acordos do Mercosul e do México deva cair 20%. “Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012”, afirma o presidente da Abeiva e da Kia Motors do Brasil.

Outro argumento das associadas é que esta postura em relação aos importados somente inibe a entrada de novas tecnologias no país, normalmente presentes em carros considerados “premium”.

Prestações de carros mais cara em 2011 – Com elevação do IOF, prestação de veículos pode subir 5%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na quinta-feira (7) o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito à pessoa física. A alíquota passou de 1,5% ao ano para 3% ao ano. Com a medida, o crédito ao consumidor pode ficar mais caro e a parcela de um financiamento de veículo pode ficar quase 5% maior.

De acordo com o ministro, a elevação do imposto tem o objetivo de conter o consumo e fazer com que as pressões inflacionárias sejam menores. Para os analistas da consultoria LCA, essas devem ser, de fato, as primeiras consequências da medida.

A consultoria analisou o impacto que a elevação do imposto terá nos financiamentos de veículos – um dos fortes filões de crédito ao consumidor das instituições financeiras. Segundo a consultoria, um veículo de R$ 30 mil financiado por 40 meses a juros de 27,3% ao ano custaria, por mês, ao consumidor R$ 926, com IOF de 1,5% ao ano.

Considerando as mesmas condições de prazo e juros, que foram as médias do mercado para fevereiro, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a prestação ficaria em R$ 970 ao mês, com IOF a 3% ao ano.

Diferenças de impacto

Pelas análises da consultoria, o impacto da nova medida do Governo para conter o consumo e barrar a inflação, no caso dos financiamentos de veículos, deve ser menor que o impacto que as medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro pelo Banco Central gerou.

Isso porque, considerando as condições de mercado em novembro do ano passado, com prazo médio de financiamento a 44 meses, juros a 22,8% ao ano e IOF a 1,5% ao ano, as prestações de um veículo de R$ 30 mil estavam em R$ 826.

Após as medidas, o mercado se ajustou: em fevereiro, os juros subiram para 27,3% ao ano e o prazo médio de financiamento caiu para 40 meses. Com o IOF a 1,5% ao ano, o valor da prestação ficou em R$ 926. A diferença no valor das prestações foi de 12%.

Efeitos não desprezíveis

Apesar da comparação, uma elevação de quase 5% no valor da prestação de veículos não pode ser desconsiderada. Na avaliação dos analistas da consultoria, os primeiros impactos da medida de fato se darão no consumo das famílias.

“Com efeito, o impacto sobre a demanda agregada dessa nova medida não é desprezível e ainda pode gerar um incremento relevante da arrecadação de tributos neste ano, elevando a chance de obtenção de um superávit primário superior à meta estabelecida pela LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]”, consideraram os analistas da consultoria.