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Quarta geração da station wagon aparece com design afiado, muita tecnologia e V8 de Lamborghini com 600 cv

Se eu fosse a Mercedes-AMG E63 S Estate ou a Porsche Panamera Sport Turismo, eu estaria preocupado. Isso porque a Audi acaba de apresentar a nova geração da RS 6 Avant.

Com cara de mau, 600 cv e muita tecnologia embarcada, o modelo surge com muitas credenciais: para mexer com o coração dos apaixonados por wagons, mas também se tornar referência no segmento. E o melhor: a RS 6 Avant vem ao Brasil. Só vai demorar um pouquinho. A estreia vai acontecer apenas no último trimestre do ano que vem.

A renovação de estilo da perua começa com generosa grade hexagonal com duas tomadas de ar gigantes nas extremidades. O capô é longo, cheio de vincos e converge aos faróis emprestados do A7, de Matrix LED com tecnologia laser.

De perfil, chamam atenção as rodas de 21 polegadas calçadas em pneus 275/35. Opcionalmente, a perua pode vir equipada com rodas aro 22 e compostos 285/30. Os freios trazem discos ventilados de 420 mm na dianteira e 370 mm na traseira, com as pinças pintadas de preto.

Com os freios opcionais de carbono-cerâmica (de 440 mm na dianteira e 370 mm na traseira), as pinças podem ter o tom cinza, azul ou vermelho. Segundo a Audi, este componente economiza 34 kg. Atrás, as lanternas são novas e acompanhadas de um para-choque robusto com as tradicionais saídas de escape ovaladas.

O motor é o V8 4.0 biturbo que foi trabalhado para produzir 600 cv e 81,6 kgfm de torque entre 2.100 rpm e 4.500 rpm na versão padrão – antes os 560 cv e 76,5 kgfm da geração anterior. A transmissão é automática de oito marchas e a tração, claro, integral.

Normalmente a distribuição segue 40% para a frente e 60% para trás. Mas com um m diferencial autoblocante, a transferência de força atinge até 70% para o eixo dianteiro  ou 85% para o eixo traseiro –  a variação depende da aderência ou não do piso.

E assim como outros modelos da gama, como o recém-lançado Q8, a RS 6 tem o sistema elétrico primário de 48V. Entre 55 km/h e 160 km/h, e com velocidade constante, o carro é capaz de rodar sem o motor ligado por 40 segundos, somente com a energia armazenada nas baterias de íons de lítio.

O sistema também atua no start/stop em velocidade abaixo de 22 km/h. De acordo com a marca, 0,8 litros de combustível são salvos a cada 100 quilômetros percorridos. A RS 6 Avant ainda pode desativar quatro dos oito cilindros (2-3-5-8) para economizar combustível em velocidades de cruzeiro.

Com este conjunto, a perua vai de zero a 100 km/h em 3,6 segundos – 0,3 s a menos que antes. Outro número impressionante: zero a 200 km/h em 12 s. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h, mas quem adquirir o pacote opcional Dynamic Plus pode levar a station aos 305 km/h. Imagine a versão Performance…

Outro item que pode ser adquirido à parte é o eixo traseiro esterçante. Em baixas velocidades, as rodas traseiras inclinam até 5º em direção oposta às dianteiras para ajudar nas manobras. Em médias e altas velocidades, são 2º no mesmo sentido para melhorar o contorno de curvas.

A suspensão a ar adaptativa é de série. A RS 6 Avant é 20 mm mais perto do chão que o A6, por exemplo. Porém, ela pode reduzir a altura da perua automaticamente em mais de 10 mm a partir de 120 km/h para dar mais estabilidade.

No caso oposto, pode aumentar em mais 20 mm para transpor rampas ou lombadas mais robustas. A perua ainda pode vir equipada com o Dynamic Ride Control, que tem molas e amortecedores que se ajustam em três estágios para reduzir ao máximo a rolagem da carroceria.

O interior segue o padrão dos modelos mais recentes da marca alemã. O tradicional Virtual Cockpit, o painel de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas. No entanto, as versões RS tem interface próprias com mostradores especiais de pressão do turbo, força G e, claro, potência e torque.

Na parte central, há a tela de 10,1 polegadas da central multimídia e logo abaixo mais um display, de 8,6”, para controles, entre outras funções, o ar-condicionado.

Basta estacionar na área VIP do aeroporto de Congonhas para que a marca faça serviços que vão da revisão até a hidratação do couro

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A Audi quer deixar a sua vida mais fácil. A montadora começou a oferecer este mês um serviço apelidado de Airport Service, que cuida do seu carro enquanto você viaja. Os benefícios vão desde não ter problemas com bateria arriada no final da viagem a reencontrar seu Audi limpo e com revisão em dia.

Para adquirir o mimo, basta agendá-lo pelo telefone 0800 077 7000. Depois, é só estacionar na área VIP do aeroporto de Congonhas para seu Audi receber serviços de manutenção e limpeza, como revisão, polimento e cristalização, hidratação de couro e lavagem ecológica a seco. O preço da revisão é o mesmo cobrado pela concessionária.

O pacote já é oferecido em outros aeroportos pelo mundo, como o de Munique, na Alemanha. Por lá, a área fica aberta 24h por dia, o que facilita caso a sua volta aconteça pela madrugada.

Dupla esportiva Audi RS6 e RS7 tem motor V8 com 560 cv

foto-imagem-audiA Audi do Brasil realizou nesta quarta-feira, 29 de abril, o lançamento oficial dos novos RS6 Avant e RS7 no país. A dupla é movida pelo motor 4.0 V8 TFSI de 560 cv, fazendo ambos acelerarem de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos. A velocidade máxima também é a mesma nos dois modelos: 305 km/h.

Visualmente, tanto o RS6 Avant quanto o RS7 se diferenciam logo de cara em relação a A6 Avant e A7. Para-choques com tomadas de ar mais agressivas, novas rodas de liga leve, saias laterais e saída dupla de escapamento são itens exclusivos dos modelos RS. A exemplo do que aconteceu no restante da linha, faróis e lanternas foram levemente redesenhados. O interior tem bancos esportivos do tipo concha revestidos em couro e apliques em fibra de carbono.

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A extensa lista de itens de série inclui controle dinâmico de rolagem, desativação de cilindros (que pode desligar quatro cilindros em situações de cruzeiro para economizar combustível), sistema multimídia MMI Touch com DVD e TV digital, som Bang & Olufsen, tração integral quattro, discos de freio em cerâmica, entre outros equipamentos. Os dois modelos chegam em maio, mas já podem ser encomendados nas revendas Audi – embora a marca ainda não tenha definido os preços sugeridos.

Novo Audi TTS Quattro

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Quando o Audi TT surgiu, em 1998, ele virou um ícone instantâneo da marca. Os fãs de seu design cativante, porém, nunca enxergaram na segunda geração, de 2006, o mesmo magnetismo visual. Com a estreia da nova versão, a marca alemã quer mudar essa história e resgatar o charme do original. Por isso, os designers receberam a missão de criar essa ponte com o passado. Daí vieram recursos estilísticos como as ponteiras de escape mais centralizadas e a coluna traseira que termina um pouco antes, dando à cabine uma separação maior do resto da carroceria. Mas não estranhe se você achar que a identificação do TT 3 com o TT 1 não é tão clara assim. De fato, ao vivo, essa identificação entre as gerações não é tão óbvia, o que vai obrigar que a equipe de publicidade trabalhe duro. A tarefa, pelo menos, será facilitada pela pegada esportiva, reforçada principalmente no interior mais focado na pilotagem, onde se destaca o inovador quadro de instrumentos totalmente digital e configurável.

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Feito sobre a plataforma modular MQB, usada nos novos modelos de tração dianteira do Grupo VW, o TT renovado ficou 2,1 cm menor, mas com entre-eixos esticado em 3,7 cm. Também ganhou 23% de rigidez torcional e ficou 50 kg mais leve (1 230 kg, no caso do TTS avaliado), apesar de usar menos alumínio e mais aço do que antes – mérito da moderna base MQB. Impressiona ainda a qualidade de materiais e de construção neste Audi, mesmo se comparado aos BMW ou Mercedes-Benz. A cabine pode receber quatro pessoas, mas os assentos traseiros são recomendados para crianças até 1,45 metro de altura. Já na frente não há problemas de espaço mesmo para quem tenha 1,90 metro – em parte porque os bancos estão em posição mais baixa, o que também contribui para reforçar seu caráter esportivo.

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Um dos seus aspectos mais interessantes é o revolucionário Virtual Cockpit, quadro de instrumentos numa tela digital de 12,1 polegadas com desenho 3D e totalmente configurável – no TTS, o conta-giros é maior e está ao centro, mas pode ser ajustado para o navegador ocupar toda a tela ou apenas metade. É aqui que se concentram todos os dados do veículo e da central multimídia, que nos outros carros costumam ficar num monitor instalado no meio do painel. O volante multifuncional deixa espaço livre para novas teclas de controle, publicidade tindo ainda o MMI (Multi Media Interface), composto por um comando giratório no console central e seis botões ao lado. Tudo isso deixa o painel quase sem botões – tanto que a temperatura e a intensidade da ventilação são ajustadas diretamente nas saídas de ar centrais. À primeira vista, parece que há muita informação concentrada numa única região da cabine, mas após duas horas ao volante do novo TT já nos tínhamos acostumado a esse sistema inovador. Quem estranhará mais é o passageiro, pois ele terá problemas para programar o sistema de navegação ou procurar uma emissora de rádio, já que só há uma tela, atrás do volante, e só para o motorista.

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A suspensão, McPherson na frente e multilink atrás, recebeu amortecedores de dureza variável (de série no TTS e opcional nas outras versões). O novo sistema de tração Quattro, também de série no TTS, divide de maneira mais rápida e por igual o torque entre os dois eixos em condições normais, mas pode enviar 100% da força do motor para um deles. Agora ele também varia a entrega de potência entre as rodas do mesmo eixo. E não falta o conhecido sistema Drive Select (com seus programas Comfort, Auto, Dynamic, Efficiency e individual), que altera a resposta do acelerador, da direção, do câmbio automático e da suspensão magnética adaptativa.

Bom de curva
Entre os motores, o destaque é o 2.0 TFSI, turbo, que pode ter 230 ou 310 cv (no TTS), este substituindo o antigo 2.5 de 340 cv. Tratando- se de um cupê de motor dianteiro e com maior peso na dianteira (58%/42%), seria normal a tendência a sair de frente, o que não ocorreu no TTS Quattro avaliado no circuito de Ascari, região de Málaga (Espanha), devido à precisa e comunicativa direção elétrica e à função de distribuição de torque entre as rodas. A ótima estabilidade é o padrão dominante, em especial nos ajustes mais firmes da suspensão. Ainda bem que o TTS é bom de curva, pois não lhe falta ímpeto quando se pisa fundo. Ele tem acelerações vertiginosas (4,6 segundos no 0 a 100 km/h) e retomadas muito fortes, ambas favorecidas pela disponibilidade total do torque de 38,7 mkgf numa ampla faixa de rotações (entre 1 800 e 5 700 rpm) e pelo excelente câmbio automatizado S-tronic de dupla embreagem e seis marchas.

No fim das contas, se os designers da Audi foram mais discretos ao tentar resgatar o visual do TT original, os engenheiros cumpriram sua missão de reforçar a esportividade de um dos cupês mais cativantes da marca. Ele deve chegar às lojas no Brasil no início do ano que vem, mas já estreia no Salão do Automóvel, ainda sem preços confirmados – hoje seu antecessor começa em R$ 216 230.

VEREDICTO

Apesar de no design a conexão com a primeira geração ser mais discreta, no espírito o novo TT é seu legítimo herdeiro: rápido, divertido ao volante e com um interior que faz qualquer um se sentir no comando da máquina.

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Modelo Audi S3 Sedan conta com motor 2.0 turbo de 280 cv

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A Audi revelou nesta quinta-feira (14) a chegada do S3 Sedan ao mercado brasileiro. A versão esportiva será vendida no País por R$ 207.980 e se destaca pela utilização do motor 2.0 TFSI turbo, com sistema de dupla injeção, o que permite a entrega de 280 cavalos de potência e 38,75 kgfm de torque.

Dotado de transmissão S tronic de seis velocidades e tração integral quattro, o S3 Sedan pode acelerar de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, alcançando a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente). Também está disponível o sistema Audi Drive Select, com cinco possibilidades de ajuste do perfil de condução.

Na comparação com o A3 Sedan, o S3 está 25 milímetros mais próximo ao solo, graças ao acerto esportivo da suspensão. Quanto à parte estética, são utilizadas rodas de liga-leve de 18 polegadas, bancos dianteiros esportivos, revestimento interno em couro Nappa e volante esportivo.

Outros itens de série que são oferecidos no modelo são: ar-condicionado automático de duas zonas, sistema MMI de navegação, teto solar elétrico panorâmico, faróis de xenônio, alarme antifurto e sistema de áudio Bang & Olufsen de 705 watts de potência.

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Preparados pela divisão esportiva da marca alemã, RS Q3 e RS7 terão preço inicial de R$ 260 mil e R$ 600 mil, respectivamente

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Dois arrojados modelos da divisão esportiva da Audi começam a ser vendidos no início do ano que vem no Brasil. Em janeiro, chega às lojas o invocado cupê RS7. No mês seguinte, é a vez do apimentado utilitário-esportivo RS Q3.

Tão impressionantes quanto o desempenho dessa dupla serão os preços. De acordo com a fabricante, o RS7 terá tabela inicial de R$ 600 mil, enquanto o RS Q3, disponível em versão única e completa, custará R$ 260 mil.

Apesar das cifras salgadas, a Audi tem planos ambiciosos com as novidades. A estimativa é de emplacar entre 70 e 100 unidades do RS Q3 no ano e até dez modelos do RS7.

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Bonitos e “envenenados”, os carros da divisão RS seduzem os fãs (endinheirados) de velocidade. O SUV, por exemplo, é equipado com motor 2.5 turbo de cinco cilindros e injeção direta de gasolina, capaz de entregar 310 cv e 42,8 kgfm. Segundo a Audi, o utilitário vai de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos. O câmbio é automatizado de sete marchas e dupla embreagem.

O RS7 é ainda mais “estúpido”. Seu motor 4.0 V8 biturbo gera 560 cv e torque máximo de 71,4 kgfm a partir das 1.750 rpm. A velocidade máxima é de 305 km/h e o cupê de quatro portas faz o percurso de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos, conforme a montadora. Tal como a perua RS6 Avant, já à venda no país, o câmbio do RS7 é automático de oito velocidades.

Além de dez opções de cores para a carroceria, a Audi oferecerá pacotes de personalização para o RS7, que incluem detalhes como retrovisores cobertos de fibra de carbono, faróis de LEDs, tonalidades diferentes para os bancos de couro, entre outros.

 

Para CEO, Audi precisa de clareza sobre as leis antes de decidir sobre fábrica no Brasil

Rupert Stadler fez declarações durante celebração em Puebla, no México

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“Estamos estudando agora alguns detalhes, mas mesmo que o governo não seja muito claro quando se trata de localização, que tipo de partes que elas significam?”, disse Rupert Stadler aos repórteres na cidade de Puebla, no México, depois que a Audi comemorou o início da operação de uma fábrica que vai abrir em meados de 2016, com um investimento de US$ 1,3 bilhões.

“O quadro geral das leis e regulamentos não são transparentes”, acrescentou o CEO da Audi. “Então você não pode dizer agora: ‘Eu vou para o Brasil’, porque você não sabe os detalhes”, afirmou Stadler.

O Brasil é o quarto maior mercado automotivo do mundo e muitas montadoras estão abrindo fábricas por aqui para evitar as tarifas sobre veículos importados. Funcionários da Audi já disseram no passado que a empresa pode adicionar uma fábrica no Brasil.

Segundo a Reuters, funcionários da VW afirmaram em março que eles viram as vendas da indústria automotiva brasileira em 2013, e que o ritmo dos investimentos em fábricas locais depende da demanda. A BMW, “rival” da Audi, anunciou que planeja abrir uma fábrica no Brasil no final de 2014.

Enquanto a Audi tem as aprovações governamentais necessárias para proceder, se quiser, Stadler disse que não vai investir sem mais clareza. “Tem que ficar claro”, disse ele. “Quais são as condições? Qual é o requisito para a localização? Isso é muito complicado, por isso precisa de algum tempo.”

Stadler disse também que a abertura da fábrica de montagem mexicana em três anos não fecha a porta para a fabricação de veículos da marca nos Estados Unidos.”Isso está absolutamente aberto, no futuro, porque sempre depende do que carro que você quer discutir, onde está o principal mercado e se é a estrutura certa”, disse ele.

A VW fabrica carros da marca em sua fábrica em Chattanooga, no Tennessee, mas não monta veículos da Audi nos Estados Unidos.

Carros conectados – Previsão é que 60 milhões de veículos estarão conectados nas ruas até 2018

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Daqui a cinco anos, haverá 59,86 milhões de carros conectados circulando por estradas do mundo todo, segundo previsão da consultoria MarketsandMarkets (M&M).

Dados divulgados nesta quinta-feira, 14, estimam que a indústria passará por um crescimento anual de 41,2% entre 2013 e 2018. O que deve gerar US$ 98,42 bilhões ao setor.

Segundo a M&M, essa alta ocorrerá graças ao desenvolvimento de tecnologias móveis como LTE, Wi-Fi, entre outras.

Mercados maduros já introduziram recursos de conectividade aos veículos. Nos Estados Unidos é onde mais existem carros conectados, seguidos pela Ásia, enquanto Brasil, Alemanha e Rússia apresentam potencial para crescimento.

Dentre as companhias que mais investem nisso atualmente estão General Motors, BMW, Ford, Audi, TomTom, Apple, AT&T, Alcatel Lucent, Verizon, China Mobile, Microsoft e Intel.

Audi RS4 – Nova geração da perua esportiva no Brasil início de 2013 – Desempenho e conforto são pontos altos – Preço do carro R$ 400 mil


Audi RS 4 chega em 2013 por aproximadamente R$ 400 mil

Guiar um Audi RS 5 é um prazer que poucos carros oferecem. Mas quem não pode se dar o luxo de desfrutar as qualidades do cupê sem abrir mão de praticidade – que só as quatro portas podem oferecer –, a solução é partir para a RS 4, perua cuja 3ª geração estreou mundialmente durante o Salão de Genebra (março) e que chega por aqui no início de 2013, com preço estimado em R$ 400 mil.

A perua toma emprestado o mesmo conjunto mecânico do cupê: bloco V8 de 4.2 litros, de respeitáveis 450 cv e 46 kgfm de torque, câmbio S-Tronic (automatizado de dupla embreagem) de 7 marchas e tração integral – que pode receber, como opcional, um diferencial vetorial de torque que, traduzindo, significa que a força pode ser distribuída entre os eixos dianteiro e traseiro, saindo do padrão 40% (frente) 60% (trás) convencional. Má notícia para os puristas: o câmbio manual foi extinto.

Dados da fábrica apontam velocidade máxima de 250 km/h (opcionalmente 280 km/h), 0 a 100 km/h em 4,7 segundos e consumo médio de razoáveis 9km/l.

Renn Sport
“RS” são as iniciais de Renn Sport, que significa Racing Sport em alemão e coroa os carros mais performáticos da Audi. Começou em 1994, com a lendária RS 2 (primeiro fruto da união Audi/Porsche), e seguiu com o primeiro RS 4 em 2000, dotado de motor V6 biturbo, de 380 cv. A segunda geração foi lançada em 2005 e trazia um 4.2 V8 de 420 cv – talvez a geração mais polêmica do esportivo, por existir também como sedã e conversível. Mais potente da história, o RS 4 atual retoma a tradição e chega apenas na forma de station wagon.

Terceira geração da perua estreou mundialmente durante o Salão de Genebra, em março (Foto: Divulgação)

Pois a sigla “RS” faz total sentido nessa perua familiar. O G1 teve contato com o modelo em duas situações: no autódromo de Zeltweg (chamado também de Red Bull Ring) e por rodovias e trechos urbanos – ambas no interior da Áustria.

No circuito, não é preciso completar sequer a primeira volta para confirmar a essência esportiva do RS 4: os 200 km/h são alcançados com a facilidade e rapidez de quem troca a caminhada por um cooper, o câmbio obedece instantaneamente as reduções de marcha, os freios (de cerâmica, opcionais) mantêm o vigor mesmo após fortes golpes e o contorno das curvas é exemplar – mesmo que o motorista entre muito atrasado na curva, “espalhando” o carro, logo consegue corrigir a manobra com um leve contra-esterço.

Painel de instrumentos é o mais atraente entres as alemãs
(Foto: Kati Ebne / Divulgação)

Saindo do autódromo, a perua deixa mais evidente sua versatilidade. É possível andar tranquilamente, no modo automático, e esquecer que se trata de um autêntico esportivo – ainda mais com o modo “Comfort” selecionado (há o Normal e o Dynamic) e porque as rodas de 19 polegadas (20 como opcionais) são bem tratadas pelo asfalto perfeito na maioria das vias europeias. E esse é um dos maiores trunfos do RS 4: embora seja um carro voltado para o desempenho e não seja a melhor indicação para iniciantes, ele não obriga o condutor a bancar o “piloto” a todo instante. Provoca, mas não obriga.

Até porque mesmo quem gosta de guiar esportivamente, às vezes, precisa de descanso. E quando conseguir esquecer um pouco a direção de respostas diretas e precisas e o acelerador afiado, vai querer curtir todos os gadgets do carro. Os mais legais são o sistema de navegação, com inúmeras opções de visualização, e o som premium. É preciso certa paciência nos primeiros minutos de manuseio, mas a qualidade sonora compensa.

Os bancos são confortáveis e agarram bem o corpo dos ocupantes da frente, mas quem quiser ainda mais esportividade pode escolher os do tipo semi-concha, que além de mais estilosos são mais leves. O acabamento é impecável, o painel de instrumentos continua o mais atraente entre os carros alemães e a ergonomia é elogiável. Mas o paddle shifts decepcionam: além de serem os mesmos de qualquer Gol I-Motion, deveriam ser tamanho G, e não P.

Concorrentes e vendas no Brasil

Não há concorrentes no Brasil, já que o Mercedes-Benz C63 AMG Touring, seu rival direto, não é vendido no país. As vendas anuais não devem passar das 20 unidades.

Carros importados mais vendidos em julho 2012 – Kia Sportage lidera a lista pelo segundo mês seguido

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) divulgou nesta terça-feira (14) o resultado de vendas de veículos importados em julho, reunindo as marcas que não possuem fábrica no Brasil. No mês, os emplacamentos chegaram a 10.739 unidades, queda de 4,1% frente a junho, quando 11.202 veículos foram comercializados. Na comparação com igual período do ano passado, a queda é de 41,5%. Desde dezembro passado, os carros vindos de fora do Mercosul e do México tiveram o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentado em 30 pontos percentuais.

A Abeiva é formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mazda, Mini, Porsche, Rolls Royce, SsangYong, Suzuki e Volvo.

VEÍCULOS IMPORTADOS MAIS VENDIDOS EM JULHO PELA ABEIVA