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Carro com Airbags laterais tipo cortina

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Não há contraindicação. De acordo com Oliver Schulze, da comissão técnica de segurança veicular da SAE BRASIL, o airbag tipo cortina é projetado para inflar para baixo até conseguir proteger a cabeça dos ocupantes contra choques laterais. Desse modo, não há nenhum problema em instalar a cadeirinha nas laterais do banco traseiro, devendo-se apenas observar a correta instalação. Mas recomenda-se, sempre que possível, colocar o assento infantil na parte central do banco traseiro, pois assim a criança estaria mais protegida na eventualidade de uma colisão na lateral do automóvel.

Airbag e abs – Lei torna os itens obrigatórios

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Durante seu balanço anual de atividades, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) também se mostrou surpresa com a declaração do ministro da Fazenda Guido Mantega, que anunciou nesta semana que o Governo cogita seriamente adiar a entrada em vigor da lei que obriga a inclusão de air bags e freios ABS em 100% dos veículos produzidos no Brasil. A medida que passaria a valer a partir de 1º de janeiro de 2014 pode ter vigência apenas em 2016.

Antonio Megale, presidente da entidade, entende que a questão está relacionada ao aumento do custo dos veículos, entre R$ 1.000 e R$ 1.600, por conta da adição dos novos itens. “A decisão, creio, deve ter levado em conta a manutenção dos empregos no setor. É possível que os sindicatos tenham pressionado o Governo por temerem demissões. De qualquer forma, entendemos que o avanço tecnológico dos veículos é o ideal”, afirmou o executivo, que fez questão de reforçar que o posicionamento da associação leva em conta apenas os aspectos técnicos.

“É preciso esperar para ver o que vai acontecer de agora em diante. O ministro anunciou a decisão praticamente no meio do mês de dezembro. As montadoras já haviam se programado para atender a legislação prevista para 2014.” Por conta dessa lei, VW Kombi e Fiat Mille ganharam séries de despedida – por não se adequarem à colocação desses itens de segurança. Se o anúncio do governo tivesse sido feito meses atrás, a dupla de veteranos poderia continuar a ser oferecida nas concessionárias. No fim das contas, o brasileiro terá de esperar mais tempo para ter acesso a veículos que saiam de fábrica com nível melhor de segurança.

Inovar-Auto

Fora a estranha surpresa, a entidade lembrou que o Inovar-Auto foi a base de suas atividades ao longo de 2013. A AEA priorizou todos os temas relacionados ao programa, dando especial atenção a tópicos como segurança e qualidade veicular e emissões veiculares. “Promovemos discussões sobre os impactos do novo regime automotivo e trabalhamos na elaboração de um manual técnico sobre o tema. Com esse programa, o Brasil dará um grande salto qualitativo”, explica Megale.

O tema também foi o destaque do Simea, evento mais importante realizado pela AEA. A edição de 2013 foi, segundo o presidente, “a melhor de todos os tempos em termos de audiência”. Para o ano que vem, o Simea terá como tema “Inovar-Auto e a Evolução Tecnológica no Brasil”, mostrando o quanto o assunto é importante para o setor.

Outro destaque de 2013 na agenda da associação foi a correlação de laboratórios de emissões, considerada a maior do mundo, que uniformizou os procedimentos em 94% dos laboratórios existentes no país (de montadoras, sistemistas e privados) e a elaboração de procedimentos de testes de emissões para veículos híbridos “sem plug in” e “plug in”, que foram concluídos e entregues para o Ibama e o Inmetro. “Também fizemos, a pedido do Ibama, uma revisão do procedimento de testes de ruído para as inspeções veiculares”, comenta Megale.

Para 2014, a entidade continuará dedicando atenção ao Inovar-Auto e a tantas outras questões técnicas, sem se esquecer de comemorar seus 30 anos de existência.

Volkswagem Kombi Last Edition – Donos consideram devolver a “versão limitada” se a empresa seguir em linha

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Até a tarde desta quarta-feira (11) felizes e orgulhosos por terem uma Kombi Last Edition estacionada na garagem, alguns dos colecionadores que desembolsaram R$ 85 mil pela versão de despedida do modelo hoje estão angustiados: a série comemorativa limitada a 1.200 unidades pode não ser de fato a “última edição”, como sugere o nome. Isso porque o governo federal estuda a possibilidade de adiar a obrigatoriedade de 100% dos carros nacionais saírem de fábrica com freios ABS e airbag, equipamentos de segurança incompatíveis com o projeto de 65 anos da Kombi – e que haviam motivado a aposentadoria do veículo após 56 anos de produção nacional.

A Volkswagen, por sua vez, não deixa claro se a possível mudança de regras pode dar mais tempo de vida à Kombi: “A Volkswagen do Brasil atende plenamente a legislação vigente. A empresa seguirá toda e qualquer nova regra a ser aplicada para o setor automotivo”, afirma em comunicado oficial.

Por ora, a medida entrará em vigor no dia 1º de janeiro e encerrará a fabricação também dos populares Fiat Mille e Volkswagen Gol G4. O governo promete uma decisão até a próxima terça-feira (17), e caso opte por adiar o cumprimento da lei Fiat e Volkswagen terão a opção de mantê-los em linha ou aposentá-los – destino que a Volkswagen já havia sentenciado para a Kombi. A Fiat diz que aguardará um posicionamento oficial do governo.

“Estou em dúvida sobre o que vai acontecer”, diz Leonardo Pierucci, comerciante dono da Last Edition número 403. “Vou exigir algum tipo de indenização, já que toda a campanha de venda da Last Edition esteve embasada em ser a última edição da Kombi”, avalia Pierucci.

Já Daílton Prado, colecionador de Cuiabá (MT), garante que cancelará a compra: “Depois de uma luta gigantesca, consegui uma Kombi Last Edition, que já está faturada e vai chegar à minha cidade no dia 16. Mas fui à concessionária onde comprei o carro e avisei que o negócio não será concretizado se a Kombi permanecer em linha por mais dois anos”.

Solução similar tentará o engenheiro civil Otávio Costa, que não comprou apenas uma Last Edition, mas duas. “Fiz a reserva de duas unidades para não correr o risco de ficar sem nenhuma, e não por investimento. Ia repassar a algum amigo que não conseguisse comprar, por exemplo. Mas, se a decisão for mantê-la em produção, quero devolver (as unidades), alegando propaganda enganosa”, promete Costa, afirmando que se sentirá “traído” caso a Volkswagen reverta a aposentadoria do utilitário.

Há, no entanto, quem descarte a possibilidade de vender a Kombi, como o colecionador Alexandre Arruda Pires, dono também de um New Beetle Final Edition. “Para mim, não faz diferença, porque o carro me dá muita alegria. E uma edição especial sempre será valorizada. Mas acho sacanagem se continuarem”, afirma o advogado.

Empresário habilidoso, o presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, também promete manter a sua na coleção: “Agora é que não é hora de vender mesmo, com a Last Edition valendo o mesmo que uma Standard”, brinca o dono do exemplar 004.

Amor incondicional

A possível manutenção de produção da Kombi pode causar certo desgosto aos colecionadores: “Hoje há um sentimento estranho de ter algo na garagem que pode ser a maior furada da história”, lamenta Pierucci. Mas a paixão pelo veículo seguirá intensa no colecionador, dono também de uma Kombi 1964: “Não posso dizer que meu sentimento pela Last Edition mudará”.

Embora afirme que, caso a Kombi continue em linha, tentará devolver uma das duas unidades da Last Edition que comprou, Costa já tenta trocar uma delas por outro modelo: uma Kombi alemã ano 1976, que se juntará às outras 11 que ele tem em sua coleção.

100 mil carros no recall – Cadillac CTS da General Motors está com problemas no airbag


Ação envolve modelo Cadillac CTS fabricado entre 2005 e 2007.
Sensores responsáveis pela ativação do sistema serão trocados.

A fabricante norte-americana de veículos General Motors (GM) retirou cerca de 100 mil veículos nos Estados Unidos, principalmente por problemas com o airbag de sua marca de luxo Cadillac, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira (23) no site da Agência de Segurança Rodoviária (NHTSA).

A GM fez o recall de 95.927 sedãs Cadillac CTS de 2005 à 2007 para corrigir o mau funcionamento dos sensores responsáveis pela ativação do airbag em caso de colisão, “que aumentavam os riscos de lesões e de gravidade dos acidentes”, explicou a nota.

Os proprietários dos veículos foram convidados a se dirigir a uma concessionária que substituirá, se necessário, o sistema de sensores.

A GM também retirou das ruas 1.262 modelos 2011 dos 4X4 Cadillac Escalade, pick-up Chevrolet Avalanche e Chevrolet Silverado por problemas de suspensão.

O modelo não é vendido no mercado brasileiro.

Fonte Auto Esporte