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Crossover compacto é parente do Jeep Renegade e já conta com o novo motor 1.3 turbo da FCA

Data: dezembro 25, 2018
Opiniões
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A vinda do Fiat 500X para o Brasil é condicionada ao dólar: ele será importado somente se a cotação chegar ao patamar de R$ 3,30. Caso isso ocorra, o crossover tem boas chances de ser bem-sucedido no mercado brasileiro, principalmente pela reestilização, feita recentemente na Europa, e pelas motorizações, com os novos Firefly turbo da Fiat.

Exibido junto com a Toro no Salão do Automóvel e não muito longe do Jeep Renegade e do Compass, o 500X compartilha sua plataforma com a trinca fabricada em Goiana, Pernambuco. Tal fato poderia, a princípio, encorajar sua nacionalização, mas a Fiat tem planos de fazer ali um SUV de cinco lugares com base na Toro.

Inspirado visualmente no simpático Cinqüecento, o 500X ostenta medidas bem mais imponentes: são 4,25 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,57 m de entre-eixos.

Externamente, os novos faróis full LED, disponíveis como opcionais, chamam a atenção. O conjunto de lanternas traseiras também foi redesenhado e agora se parece muito com o do novo Cinqüecento.

No interior, o volante é novo e mais ergonômico, e o painel gráfico foi atualizado. A central Uconnect tem tela de 7 polegadas e passa a oferecer suporte para as plataformas Google Android Auto e Apple CarPlay.

Paralelamente ao facelift, foram adotados dois novos motores turbo a gasolina da família Firefly — que usam o mesmo bloco do motor fabricado no Brasil com um novo cabeçote para proporcionar o trabalho com turbo. O propulsor 1.0 de três cilindros alcança 120 cv e 19,4 kgfm de torque, enquanto o de quatro cilindros, 1.3, vai a 150 cv e 27,5 kgfm de torque. No mercado europeu, o preço do 500X parte de 19.250 euros (R$ 74.700) e chega a 22.750 euros (R$ 109.600).

Se o 500X ainda é dúvida, os motores Firefly turbo estão confirmados para o Brasil. As versões aspiradas já são fabricadas em Betim (MG); porém, a adaptação ao turbo deve ser um pouco diferente da realizada na Europa. Por aqui, o cabeçote MultiAir (com controle elétrico das válvulas de admissão) pode dar lugar a um convencional, mas o turbo e a injeção direta serão mantidos. A estreia nacional das motorizações é esperada somente para 2020 e pode fazer a sua estreia no Renegade.

Sob o capô, o 500X tem uma boa lista de opções de motorização. No caso de propulsores a gasolina, além dos Firefly há o 1.6 eTorq de 110 cv acoplado a uma caixa de cinco velocidades. Já para o diesel, as opções são o 1.3 de 93 cv e o 1.6 de 120 cv, ambos da família MultiJet. Dependendo da versão, é possível acoplar uma transmissão de dupla embreagem e seis velocidades. Toda a gama já atende aos padrões de emissões do programa europeu Euro 6.

A segurança também foi melhorada na linha 2019, que agora inclui monitoramento da pista, função Speed Advisor — que ajusta a velocidade com base na leitura que a câmera faz da pista —, frenagem de emergência, alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e detector de tráfego transversal. Configurações mais completas podem contar ainda com abertura das portas e partida do motor sem chave, bancos e volante com aquecimento, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão dianteira e de mudança de faixa, entre outros mimos.

À venda em mais de cem países, o 500X poderia se chocar com a comercialização do Renegade no Brasil. Os dois compartilham a plataforma, mas o 500X tem foco na utilização urbana, enquanto o Renegade é um modelo de uso misto, na lama ou no asfalto, e que exalta suas características off-road. O Fiat até pega uma trilha leve e tem opção de tração 4×4 adaptativa, com gerenciamento de modos, mas sem aquele gosto pela lama do Renegade diesel.

Como a maioria dos proprietários vai utilizar o 500X na cidade, a melhor pedida é o 1.0 turbo, que tem potência mais do que suficiente e torque para ir de zero a 100 km/h em 10,9 segundos. Inclusive, é imerso no trânsito que o novo Fiat 500X mostra sua agilidade. O motorzinho de três cilindros é esperto e o câmbio manual ajuda com os engates precisos.Para aqueles que precisam de força extra, o 1.3 quatro cilindros é mais ágil. O torque supera o do 1.4 TSI da Volkswagen em 2 kgfm, já a potência é a mesma. A arrancada de zero a 100 km/h é feita em 9,1 s.

Ambas as versões, no entanto, são silenciosas e elásticas o suficiente para ultrapassar qualquer tráfego. Além disso, a Fiat espera que os novos motores consumam pelo menos até 20% a menos do que os da geração anterior.

O modelo turbo faz um bom trabalho nas ultrapassagens e tem fluência para viagens mais longas. Na estrada, o comportamento foi aprimorado pelos inúmeros sistemas de segurança ativa, que tornam a condução mais relaxante e proporcionam redução do consumo e das emissões por rodar em baixas rotações.

A caixa automática de dupla embreagem se mostra interessante. A direção é sempre precisa e a frenagem passa sensação de segurança. A bordo, o Fiat 500X agrada e é bem superior às expectativas — principalmente em função da boa habitabilidade e da capacidade de carga. Seria uma ótima opção para os órfãos de peruas compactas.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 1.3, quatro cilindros em linha, comando simples, turbo e injeção direta de gasolina

Potência
150 cv a 5.250 rpm

Torque
27,5 kgfm a 1.850 rpm

Câmbio
Automático de dupla embreagem e seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.)
e sólidos (tras.)

Pneus
225/45 R18

Dimensões
Compr.: 4,26 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,69 m
Entre-eixos: 2,57 m

Tanque
48 litros

Porta-malas
350 litros (fabricante)

Peso
1.320 kg

Central multimídia
7 pol., sensível ao toque

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