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Atitudes simples podem reduzir o consumo em mais de 40%. Saiba como ser o maior agente de economia para seu carro

Data: setembro 3, 2015
Opiniões
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foto-imagem-consumoEntre as despesas que um carro dá, a que mais permite poupar dinheiro é o consumo de combustível.
Sabendo guiar de modo econômico, é possível reduzir o gasto a quase pela metade. Bastam algumas atitudes simples ao volante, mas que a maior parte dos motoristas ou esquece ou nem sabe que são possíveis.

ANTECIPE-SE
Mantenha uma boa distância dos veículos à sua frente e não fixe seu olhar no carro imediatamente adiante, mas sim em dois ou três depois dele. Veja como está o trânsito a 50 metros do seu carro. Tudo isso lhe dará uma visão mais ampla do trânsito e uma ideia de qual faixa anda mais. Há uma obra à esquerda? Pegue à direita e siga sem interrupções. O ônibus está chegando ao ponto? Mude de pista bem antes, para não ter de frear atrás dele e ficar pedindo passagem.

Com uma visão do que existe à frente, você tem tempo de se antecipar e evita pisar no freio e voltar a
acelerar diversas vezes. Imagine um carrinho de supermercado lotado de sacos de arroz. É mais fácil tirá-lo da imobilidade ou continuar a empurrar um que já esteja em movimento? O princípio com o automóvel é o mesmo. Nada gasta mais combustível do que o para e anda – por isso o consumo rodoviário é menor que o urbano. Uma reportagem da QUATRO RODAS mostrou a importância de se dirigir com calma e antecipação. Três motoristas fizeram o mesmo percurso duas vezes: a primeira usando seu próprio estilo e a segunda com as técnicas de antecipação e trocas de marcha no tempo certo: a redução no consumo foi de até 44%.

DEVAGAR E SEMPRE
Quando o semáforo abrir, ganhe velocidade lentamente, sem acelerações bruscas. Quando ele fechar,
vá reduzindo a velocidade para ficar parado o menor tempo possível, algo que também ajuda na segurança contra assaltos. A receita para um consumo baixo é estar sempre em movimento, ainda que devagar. Acelerar e frear bruscamente são atitudes que só aumentam o consumo.

PNEUS CALIBRADOS
O fato de os fabricantes terem criado pneus de baixa resistência ao rolamento dá bem a medida da importância deles no consumo. Além de diminuírem a estabilidade, pneus comuns descalibrados aumentam o gasto de combustível em mais de 5%, sem falar que vão precisar ser substituídos muito antes do normal. Procure calibrar os pneus toda semana. Se rodar pouco, o intervalo pode ser um pouco maior: a cada 15 dias.

ESQUENTE A CABEÇA
Ar-condicionado é ótimo, mas seu uso rouba energia do motor e, consequentemente, o gasto com
combustível. Para medir esse efeito fizemos um teste em um Palio: o consumo com o climatizador ligado a 100 km/h foi 5,3% pior. Vidros abertos, na mesma velocidade, representaram uma piora de consumo de apenas 0,7%.Para quem quer poupar ao máximo, é melhor rodar com os vidros fechados e apenas com a ventilação forçada ligada. Caso o dia esteja quente, ou esteja chovendo, pode-se ligar o ar-condicionado apenas quando o motor já estiver aquecido. E desligue-o pouco antes de chegar em casa, o que, além de economizar, ainda ajuda a secar os dutos de ventilação e evita o mal cheiro por proliferação de bactérias.

MANUTENÇÃO EM DIA
Sabia que trocando peças baratas e simples já é possível cortar o desperdício em até 25%? É o caso das velas de ignição, que custam menos de R$ 70 o jogo, mas que podem piorar o consumo em um quarto se estiverem gastas. Filtros de ar, de combustível ou de óleo entupidos podem fazê-lo gastar, cada um deles, até 20% mais. Já alinhamento e balanceamento fora de ordem podem ser responsáveis por 10%, enquanto o catalisador desgastado varia entre 5% e 10%.

CONHEÇA O TERRENO
Se você estiver descendo uma ladeira, aproveite a gravidade. Deixe o carro engrenado e tire o pé do freio. Se precisar diminuir a velocidade, reduza as marchas. Ficar pisando no freio só consome mais combustível. E nunca deixe o carro em ponto morto: isso gasta mais. A injeção eletrônica sabe quando há pouca exigência no acelerador e corta o envio de combustível ao motor – o movimento das rodas é suficiente para fazer o motor girar. Se uma subida se aproximar, ganhe velocidade lentamente na parte plana, para que seja preciso acelerar menos para chegar lá em cima. No plano, sinta-se à vontade para pular da primeira para a terceira marcha, mantendo o motor sempre dentro da faixa ideal de rotação. Falando nela, descubra qual é a faixa de torque máximo do motor e, guiando-se pelo conta-giros, mantenha-se lá, especialmente nas ladeiras. Com o tempo, você aprenderá que não é preciso acelerar até o limite de giros para fazer uma boa troca de marcha.

REDUZA A VELOCIDADE
Um teste feito em fevereiro de 2014 mostrou o quanto a velocidade afeta o consumo. Um Ford Fusion 2.0 a 80 km/h fez 21,6 km/l e gastou 150 minutos para uma viagem de 200 km. A 120 km/h, o consumo aumentou para 10,1 km/l e o tempo caiu a 100 minutos. Para uma redução de 33% no tempo gasto, o consumo mais do que dobra: é 103% superior. Na cidade, apesar de as velocidades serem menores, a lógica é igual. Uma boa ideia é sair de casa alguns minutos mais cedo e habituar-se a andar 10 km/h a menos que sua média. E isso ainda pode ajudá-lo a poupar com multas de radares de velocidade.

TROQUE DE CARRO
Esta é a dica mais drástica de todas para cortar o desperdício. Mas, dependendo de quanto você roda, ela merece ser considerada. Hoje um dos grandes vilões do consumo são os SUVs: eles são mais pesados e têm pneus mais largos e aerodinâmica pior do que sedãs de mesma base mecânica. Honda City e HR-V compartilham a mesma plataforma. Mas o primeiro obteve nos nossos testes de consumo urbano e rodoviário 12,5 e 16,7 km/l, enquanto o SUV fez 10,4 e 13,1 km/l. Para quem roda 7 000 km por ano na cidade, pode representar uma economia de R$ 351 por ano (com o litro de gasolina a R$ 3,10). A escolha entre dois carros da mesma categoria também pode fazer uma grande diferença: enquanto o VW Up! registra 14,1 e 17,8 km/l em ciclo urbano e rodoviário, seu rival Chevrolet Onix faz 10,5 e 15,4 kml. Usando o caso anterior, a economia seria de R$ 528 por ano.

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