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Volkswagem Kombi Last Edition – Donos consideram devolver a “versão limitada” se a empresa seguir em linha

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Até a tarde desta quarta-feira (11) felizes e orgulhosos por terem uma Kombi Last Edition estacionada na garagem, alguns dos colecionadores que desembolsaram R$ 85 mil pela versão de despedida do modelo hoje estão angustiados: a série comemorativa limitada a 1.200 unidades pode não ser de fato a “última edição”, como sugere o nome. Isso porque o governo federal estuda a possibilidade de adiar a obrigatoriedade de 100% dos carros nacionais saírem de fábrica com freios ABS e airbag, equipamentos de segurança incompatíveis com o projeto de 65 anos da Kombi – e que haviam motivado a aposentadoria do veículo após 56 anos de produção nacional.

A Volkswagen, por sua vez, não deixa claro se a possível mudança de regras pode dar mais tempo de vida à Kombi: “A Volkswagen do Brasil atende plenamente a legislação vigente. A empresa seguirá toda e qualquer nova regra a ser aplicada para o setor automotivo”, afirma em comunicado oficial.

Por ora, a medida entrará em vigor no dia 1º de janeiro e encerrará a fabricação também dos populares Fiat Mille e Volkswagen Gol G4. O governo promete uma decisão até a próxima terça-feira (17), e caso opte por adiar o cumprimento da lei Fiat e Volkswagen terão a opção de mantê-los em linha ou aposentá-los – destino que a Volkswagen já havia sentenciado para a Kombi. A Fiat diz que aguardará um posicionamento oficial do governo.

“Estou em dúvida sobre o que vai acontecer”, diz Leonardo Pierucci, comerciante dono da Last Edition número 403. “Vou exigir algum tipo de indenização, já que toda a campanha de venda da Last Edition esteve embasada em ser a última edição da Kombi”, avalia Pierucci.

Já Daílton Prado, colecionador de Cuiabá (MT), garante que cancelará a compra: “Depois de uma luta gigantesca, consegui uma Kombi Last Edition, que já está faturada e vai chegar à minha cidade no dia 16. Mas fui à concessionária onde comprei o carro e avisei que o negócio não será concretizado se a Kombi permanecer em linha por mais dois anos”.

Solução similar tentará o engenheiro civil Otávio Costa, que não comprou apenas uma Last Edition, mas duas. “Fiz a reserva de duas unidades para não correr o risco de ficar sem nenhuma, e não por investimento. Ia repassar a algum amigo que não conseguisse comprar, por exemplo. Mas, se a decisão for mantê-la em produção, quero devolver (as unidades), alegando propaganda enganosa”, promete Costa, afirmando que se sentirá “traído” caso a Volkswagen reverta a aposentadoria do utilitário.

Há, no entanto, quem descarte a possibilidade de vender a Kombi, como o colecionador Alexandre Arruda Pires, dono também de um New Beetle Final Edition. “Para mim, não faz diferença, porque o carro me dá muita alegria. E uma edição especial sempre será valorizada. Mas acho sacanagem se continuarem”, afirma o advogado.

Empresário habilidoso, o presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, também promete manter a sua na coleção: “Agora é que não é hora de vender mesmo, com a Last Edition valendo o mesmo que uma Standard”, brinca o dono do exemplar 004.

Amor incondicional

A possível manutenção de produção da Kombi pode causar certo desgosto aos colecionadores: “Hoje há um sentimento estranho de ter algo na garagem que pode ser a maior furada da história”, lamenta Pierucci. Mas a paixão pelo veículo seguirá intensa no colecionador, dono também de uma Kombi 1964: “Não posso dizer que meu sentimento pela Last Edition mudará”.

Embora afirme que, caso a Kombi continue em linha, tentará devolver uma das duas unidades da Last Edition que comprou, Costa já tenta trocar uma delas por outro modelo: uma Kombi alemã ano 1976, que se juntará às outras 11 que ele tem em sua coleção.

A última Kombi, o utilitário da Volkswagen, será montada no Brasil no dia 20

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A última Kombi, o mítico utilitário da Volkswagen, será montada no Brasil no próximo dia 20, quando será encerrada a fabricação de um dos símbolos da marca, que deixará de ser vendido após mudanças legislativas no país.

Entre 19 e 20 de dezembro será produzida em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, a caminhonete número 1.200 de uma edição especial da geração 2, vendida no Brasil desde 1957. Contudo, ela não será posta à venda e ficará na fábrica.

A marca não alegou problemas de vendas e disse que esta saída do mercado automobilístico se deve a modificações na legislação brasileira que, entre outras coisas, exige que todos os veículos contenham sistema de airbag, algo que transformaria a estrutura da Kombi.

Em uma visita realizada hoje pela imprensa à fábrica, a última do mundo a manter a montagem do modelo, os trabalhadores aproveitaram a oportunidade para dizer adeus ao lendário carro que há décadas os vinculou à empresa alemã. Agora, esses funcionários passarão a atuar na linha de produção de outros modelos.

“É um sentimento muito forte, temos muito carinho pelo veículo. É um vínculo de amor”, confessou à Agência Efe Ayrton de Souza, trabalhador da fábrica há 28 anos e que fez Kombis por mais de 20.

Conforme revelou Souza, todos os funcionários da fábrica “ficarão com saudade” de montar o veículo alemão. Para ele, a Kombi “transportou o Brasil”.

Antes de aposentar a caminhonete, a Volkswagen anunciou o lançamento de uma edição especial. Em um primeiro momento, estava limitada a 600 unidades, mas a companhia lançará finalmente a de número 1.200 devido à grande demanda.

Carro da Volkswagen se renova – A Volks lança novo conceito de Kombi – Veja fotos e imagens

A Volkswagen vai apresentar no Salão Internacional de Genebra (3 a 13 de março), além do novo Golf Cabriolet e o novo Tiguan, o Bulli, uma reinterpretação da lendária Kombi.

O carro é o resultado de um projeto que começou 10 anos atrás, que se propôs a renovar o conceito deste clássico, até hoje produzido no Brasil.

A nova Kombi é movida por um motor elétrico, equipada com seis assentos e com um sistema controlado por iPad. “Graças a tecnologias de propulsão altamente avançadas, a Kombi em exposição em Genebra é o que se chama de “veículo sem emissões”, movida apenas por eletricidade. Não há emissões nem cano de descarga. O motor elétrico do novo Bulli fornece 85 kW de potência e impressionantes 270 Nm de torque. Como ocorre com esse tipo de motor, sua força máxima é gerada desde a imobilidade. Silencioso, ele recebe energia de uma bateria de íon-lítio com capacidade máxima de armazenamento de 40 kWh”, informa a assessoria de imprensa da marca.

A autonomia do carro pode chegar a até 300 quilômetros e poderá ser recarregado em “postos de abastecimento elétrico”. O problema é o tempo. Menos de uma hora! Mas a assessoria salienta que o modelo poderá incorporar motores a diesel e gasolina. Sua velocidade máxima é de 140 km/hora.

Volkswagen convoca cerca de 49 mil unidades da Kombi para recall

Fabricante constatou possibilidade de trincas no sistema de escapamento.
Chamado atinge veículos de 2009 a 2011. Atendimento começa terça (23).

A Volkswagen do Brasil anunciou nesta segunda-feira (22) o recall do modelo Kombi, identificados abaixo de 2009 a 2011 (veja abaixo a numeração do chassis), para agendar, a partir desta terça-feira (23), a inspeção e instalação de suporte no sistema de escapamento. De acordo com a fabricante, a campanha atinge 49 mil unidades.

Confira os números dos chassis:
2009 9P 019 162 a 9P 999 999
2010 AP 000 001 a AP 999 999
2011 BP 000 001 a BP 013 884

Em comunicado, a fabricante afirma que constatou em algumas unidades a possibilidade do surgimento de trincas no sistema de escapamento. A utilização nessa condição pode causar a quebra do componente, provocando forte ruído. A insistência do uso nessa situação, em casos extremos, pode causar incêndio no compartimento do motor, diz a montadora.

Os proprietários envolvidos no recall também receberão cartas informando sobre o procedimento de recall. Para dúvidas e outras informações a marca disponibiliza o telefone 0800 019 8866 e o site www.vw.com.br.

Fonte: G1