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Qualidade da gasolina no Brasil – Nova resolução da ANP promete melhorar para atender novos motores e desempenho

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última quinta-feira (16), nova resolução que visa a elevar a qualidade da gasolina vendida no Brasil.

A nova deliberação é focada principalmente na fixação de faixa de valores de massa específica da gasolina, o que resultaria em um menor consumo e maior rendimento do produto.

O documento ainda versa sobre os parâmetros de destilação do combustível, que afetam questões como dirigibilidade, desempenho e aquecimento do motor.

O último ponto abordado é a fixação de limites para a octanagem RON.

Isso porque existem dois parâmetros de octanagem, MON e RON. Anteriormente o Brasil só especificava a octanagem MON e o chamado índice de octanagem (IAD), que é a média entre MON e RON.

Agora, de acordo com a ANP, a limitação se faz necessária para atender às novas tecnologias de motores e resultará num melhor desempenho dos novos veículos.

A nova resolução passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União e substitui a Resolução ANP nº 40, de 2013.

DPVAT – Seguro deverá ser extinto a partir de 2020

Seguro obrigatório era cobrado todo ano dos proprietários de veículos. Acidentes ocorridos até 31 de dezembro de 2019 ainda serão cobertos, diz o governo.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira (11) a extinção do seguro obrigatório DPVAT a partir de 2020. A medida provisória nº 904 foi publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União. Veja perguntas e respostas sobre a medida.

O que é o Seguro DPVAT?
Também conhecido como “seguro obrigatório”, o Seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

Ele foi instituído por lei em 1974. Até agora, o pagamento era anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos e era feito junto com o IPVA. O seguro era um requisito para o motorista conseguir renovar o licenciamento do veículo.

Em 2007, com a proposta de centralização de gestão envolvendo o atendimento ao usuário, além de representações nas esferas administrativa e jurídica, foi criada a Seguradora Líder, que administra o DPVAT até então.

Assim como as demais seguradoras particulares, a Líder é fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia.

Quem pode pedir o DPVAT e quanto recebe?
Qualquer pessoa que sofreu um acidente de trânsito, seja pedestre, motorista ou passageiro. O seguro cobre despesas médico-hospitalares e dá indenização por morte ou invalidez permanente (veja os valores abaixo). A vítima ou familiares dela podem pedir o seguro até três anos depois da data do acidente ou da ciência da invalidez ou da morte.

(1) Estes valores não são divididos entre as vítimas do mesmo acidente. São pagos individualmente.

(2) O valor da indenização de invalidez permanente varia conforme a gravidade da lesão.

(3) O valor do reembolso médico-hospitalar varia conforme o total de despesas comprovadas.

Mais informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelos telefones 4020-1596 (regiões metropolitanas) ou 0800-0221204 (outras regiões).

Quantos benefícios já foram pagos?
De 2009 a 2018, o DPVAT pagou mais de 4,5 milhões de sinistros, segundo a Seguradora Líder. Nesse período, foram mais de 485 mil indenizações por morte, 3,2 milhões por invalidez e 818 mil pagamentos de despesas médicas.

Só em 2018, o segurou pagou 328.142 indenizações para vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários. Foram 38 mil por morte, 228 mil por invalidez permanente e 61 mil por despesas médicas.

Quando o Seguro DPVAT vai acabar?
A partir de 2020, de acordo com a medida provisória editada nesta segunda-feira. Porém, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso em até 6 meses, a partir da publicação no “Diário Oficial da União”, ou então perderá a validade.

Por que ele vai acabar?
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal que fiscaliza o mercado de seguros, disse ter sido questionada pelo Ministério da Economia sobre fraudes, problemas com órgãos de controle e alto índice de reclamações em relação ao seguro, e apresentou dados que apontam a baixa eficiência do DPVAT. O órgão não divulgou esses dados.

Em setembro último, ela afirmou que, em 2018, 11.898 fraudes ao DPVAT foram descobertas. E que, nos 7 primeiros meses de 2019, conseguiu identificar mais de 4 mil, evitando um prejuízo de R$ 29,6 milhões.

De acordo com a Susep, o volume de reclamações do DPVAT é um dos maiores do mercado, “sendo a Seguradora Líder, a 2ª colocada no ranking de reclamações da Susep”. E, ainda conforme a superintendência, atualmente, o DPVAT é alvo de processos movidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e de milhares de ações judiciais.

A Susep também destacou que o DPVAT consome 19% dos recursos de fiscalização da superintendência, enquanto a operação representa apenas 1,9% do volume de receitas.

Ainda segundo a Susep, “espera-se que o próprio mercado ofereça coberturas adequadas para proteção dos proprietários de veículos, passageiros e pedestres”.

Hoje, de acordo com o órgão, cerca de 30% da frota circulante de veículos no Brasil já contam com essas e outras coberturas.

De acordo com o governo, a extinção do DPVAT não vai desamparar os cidadãos em caso de acidentes, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) presta atendimento gratuito e universal na rede pública.

Até quando serão pagas indenizações por acidentes pelo DPVAT?
Sinistros ocorridos até 31 de dezembro de 2019 serão cobertos pelo seguro. Assim, a atual gestora, Seguradora Líder, continuará responsável pelos procedimentos de cobertura até 31 de dezembro de 2025.

Depois disso, a União sucederá a Seguradora Líder nos direitos e obrigações envolvendo o DPVAT.

“Para os segurados do INSS, também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte. E, mesmo para aqueles que não são segurados do INSS, o Governo Federal também já oferece o Benefício de Prestação Continuada – BPC, que garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua família, nos termos da legislação respectiva”, afirma o governo.

Qual o valor do Seguro DPVAT?
Ele era reavaliado a cada ano e era mais caro para motos, que são o tipo de veículo que mais demanda indenizações por acidentes.

O valor do seguro vinha caindo nos últimos anos. Em 2019, essa queda chegou a 71% para automóveis, que pagaram R$ 12, e a 56% para motos, para as quais foram cobrados R$ 180,65 (veja os valores para todos os tipos veículos).

Segundo o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que definiu os preços em 2019, o valor do seguro baixou porque o volume de recursos acumulado em reservas era maior do que as necessidades de atuação do Seguro DPVAT, como o pagamento de indenizações.

De acordo com o governo, o Consórcio do DPVAT contabiliza atualmente um total de R$ 8,9 bilhões; sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do seguro até o fim de 2025 é de aproximadamente R$ 4,2 bilhões.

Quanto o governo arrecada com o Seguro DPVAT? Para onde vai o dinheiro?
No ano passado, foram R$ 4,669 bilhões, distribuídos da seguinte forma:

45% (R$ 2,101 bilhões) foram usados para o financiamento do SUS;
5% (R$ 233,5 milhões) foram destinados ao Denatran para financiamento de programas de educação no trânsito;
50% (R$ 2,334 bilhões) foram usados para pagamentos de indenizações do DPVAT.
Com a extinção, quem fica com o valor acumulado pelo DPVAT?
De acordo com o governo, o Consórcio do DPVAT contabiliza atualmente um total de R$ 8,9 bilhões; sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do seguro até o fim de 2025 é de aproximadamente R$ 4,2 bilhões.

O valor restante, cerca de R$ 4,7 bilhões, será destinado, em um primeiro momento, à Conta Única do Tesouro Nacional, sob a supervisão da Superintendência de Seguros Privados (Susep), em 3 parcelas anuais de 2020 a 2022.

Essas parcelas, segundo o governo, são suficientes para compensar as estimativas de repasse ao SUS e ao Denatran.

O que é DPEM, que também será extinto?
O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM) é para vítimas de danos causados por embarcações. De acordo com o governo, ele está inoperante desde 2016 porque não há seguradora que o oferte.

E o IPVA?
O Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) é estadual e não está incluído na medida provisória que extingue o DPVAT. Seu pagamento continua sendo obrigatório para a maioria dos veículos.

Versão mais forte na gama da família de médios ganhou uma versão em Lego feita com mais de 320 mil peças

Mais um carro ganha versão em bloquinhos de Lego: agora é a vez do hatchback Honda Civic Type R. A versão tem tamanho real, pesa aproximadamente 1.300 kg e foi feita especialmente para o programa australiano Lego Masters.

A montagem foi feita por uma equipe de nove pessoas e teve duração de mais de 1300 horas de trabalho.

O conjunto de 320 mil peças que formam o modelo tem como um dos principais destaques o controle tecnológico feito pelo Ipad. O tablet regula o funcionamento dos faróis, DRLs, luzes de neblina, setas, freios e luzes de ré.

“Das luzes funcionais e indicadores, passando pelos complexos logos Honda feitos de Lego, construir os detalhes do modelo foi uma diversão para nós”, afirmou Ryan McNaught, responsável pela criação e direção do projeto.

A estrutura contém uma base de ferro e peças regulares que foram coladas camada a camada, de cima a baixo.

De acordo com a marca, os itens que apresentaram maior dificuldade para serem construídos foram: limpadores de para-brisa e asa traseira, pela fragilidade e necessidade de sustentação, respectivamente.

A partir do dia 28 de abril, o brinquedo poderá ser visto no programa televisivo do canal Channel Nine, na Austrália.

Sedã de luxo passa a usar o propulsor turbinado derivado do Civic Type R

Mais de um ano após ter sido lançado nos Estados Unidos, o novo Honda Accord estreia no Brasil em pacote único de equipamentos, por R$ 198.500. O modelo foi apresentado durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

Por aqui a décima geração do sedã virá com o mesmo motor 2.0 turbo do Civic Type R, mas recalibrado para 256 cv e 37,7 mkgf. O antigo V6 3.6 aspirado, que foi aposentado no modelo, gerava 280 cv e 34,6 mkgf, respectivamente.

O câmbio é o novo automático de dez marchas desenvolvido pela Honda que havia estreado na minivan Odyssey.

A novidade fica por conta do pacote de equipamentos, que conta pela primeira vez com controlador de velocidade adaptativo com frenagem de emergência e assistente de permanência na faixa.

O aumento do entre-eixos melhorou o espaço para quem vai atrás

Os bancos de couro têm ajuste elétrico para o motorista. A versão manual (foto), no entanto, não será oferecida no Brasil

O carregador de celular por indução está entre os itens de série no país

O porta-malas tem 472 litros de volume

Os airbags exigem alguns cuidados – A bolsa de ar sai do painel do carro a quase 300 km/h

Aparentemente, segurança veicular no Brasil fica em último lugar na preocupação das autoridades de trânsito. Tanto que, apesar de o Congresso e o Contran terem tornado obrigatórios (por pressão de fabricantes) os dispositivos ABS e airbags, não houve rigorosamente nenhuma preocupação do governo em esclarecer os motoristas sobre estes dois equipamentos eletrônicos de segurança. Como eles atuam e os cuidados a serem tomados. Por isso, os airbags exigem alguns cuidados.

Não adianta, por exemplo, saber que os airbags frontais, obrigatórios no Brasil desde janeiro de 2015, fazem as bolsas se inflarem para proteger motorista e passageiro no caso de um impacto frontal. É importante também saber os cuidados a se tomar no automóvel equipado com este dispositivo.

No caso do motorista, o airbag fica dentro da parte central do volante e exige vários cuidados. O primeiro é manter uma distância mínima de 20 centímetros para não receber um impacto muito forte no rosto quando a bolsa se infla. O segundo é evitar de colocar objetos metálicos defronte ao tórax (caneta no bolso da camisa, por exemplo) que pode ferir o motorista se pressionado pela bolsa.

E, finalmente, posicionar as mãos opostas horizontalmente no volante (15 para as três, no relógio) para evitar que os braços recebam um golpe quando o airbag inflar. Os airbags exigem, ainda, alguns outros cuidados.

No caso do passageiro, ele tem que estar a uma distância maior do painel de onde vem a bolsa, pois ela é bem maior que a do motorista: manter um mínimo de 40 centímetros. Além disso, não colocar jamais os pés sobre o painel, pois no caso de um acidente frontal, quando a bolsa se inflar, ela vai atingi-lo e machucá-lo ao invés de protegê-lo.

Ninguém imagina o tamanho da pancada provocada por uma bolsa inflável: ela é arremetida para fora de seu compartimento a uma velocidade de quase 300 quilômetros por hora. Inclusive, o airbag já matou pessoas. Já teve velhinha baixinha norte-americana que dirigia “pertinho” do volante e que morreu quando a bolsa de ar se abriu!

Através de aplicativo, Detran-SP, será permitido a transferência de multa entre condutores por meio de selfie.


Após baixar o aplicativo e fazer o cadastro, o condutor precisa conferir os dados da infração e do veículo, fazer uma selfie e assinar na tela do celular

O Detran-SP anunciou nesta terça-feira um recurso que permite a transferência de multa entre condutores por meio de selfie. A ferramenta poderá ser usada quando o condutor que comete a infração de trânsito não é o dono do veículo.

Para usar o recurso, é preciso fazer download do aplicativo do Detran-SP – disponível para os sistemas operacionais Android e iOS. Ao realizar o cadastro, o motorista deve acessar a opção “Indicação de Condutor”. Assim que conferir os dados da infração e do veículo, o proprietário identifica-se com uma selfie e assina na tela do celular.

Se o motorista não for registrado em São Paulo ou não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ele pode incluir uma fotografia de um documento de identificação, como o RG.

Também é necessário identificar o condutor que deve receber a autuação. Para isso, é preciso incluir o CPF, número da CNH, selfie e assinatura – ambas as assinaturas devem ser idênticas às do documento de habilitação.

A indicação de condutor permite que a pontuação seja atribuída à CNH correta – desde junho de 2016, o órgão paulista possibilita o procedimento pelo site, mas com o novo recurso, o processo torna-se mais rápido e simples.

Ao finalizar o cadastro de informações, o condutor é avisado de que as informações serão analisadas. É possível acompanhar o status da solicitação no aplicativo ou portal do Detran-SP.

Em média, 5.500 pedidos de indicação são enviados ao Detran por mês, mas 3.500 são recusados.

Apesar do gasto contábil, grupo obteve lucro

A General Motors fechou o quarto trimestre no vermelho, devido a US$ 7,3 bilhões de gastos ligados à recente reforma tributária dos Estados Unidos, que forçou uma revisão de sua contabilidade. O prejuízo líquido atingiu US$ 5,2 bilhões, contra um lucro líquido de US$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2016.

Excluindo esse gasto contábil, a maior fabricante de automóveis americana teve um lucro de US$ 1,9 bilhão – de acordo com a empresa, seu melhor desempenho na história para este período do ano.

Recall Peugeot 3008 – Já? Pouco tempo que foi lançando e já com problema no motor?

A Peugeot acaba de anunciar no Brasil a realização de um recall envolvendo o recém-lançado 3008. Importado da França e vendido por aqui há apenas 4 meses, o modelo está sendo chamado de volta às concessionárias para reparar uma falha identificada no chicote elétrico do motor de arranque. Conforme explica a marca, o referido item pode se degradar e não funcionar de maneira adequada, gerando aquecimento e consequente deslocamento involuntário do veículo ou incêndio no compartimento do motor.

O reparo consiste na verificação e, se necessário, substituição do componente – serviço que leva cerca de 2 horas para ser concluído. O atendimento aos clientes começa segunda na próxima segunda-feira (16), mediante agendamento prévio e sem custos adicionais. Todos os exemplares afetados foram fabricados entre 9 de setembro de 2016 e 24 de julho deste ano, com chassis de HS003128 a JS007249. Informações adicionais estão disponíveis pelo telefone 0800 703-2424 ou pelo site www.peugeot.com.br. O atendimento acontece de segunda a sexta, das 9h às 17h.

 

A PEUGEOT do Brasil convoca os proprietários dos veículos Peugeot 3008, identificados abaixo, de forma gratuita, a atender o seguinte recall com chassis não sequenciais:

 

MODELO DATA DE FABRICAÇÃO CHASSI
3008 09/09/2016 a 24/07/2017 HS003128 a JS007249



Componente envolvido: Chicote elétrico do motor de arranque.

Razões técnicas: Mau posicionamento do chicote elétrico do motor de arranque.

Solução: Verificar o posicionamento do chicote elétrico do motor de arranque e adicionar proteção. Se necessário, efetuar a substituição do chicote.

Risco: Possível degradação do chicote elétrico, podendo ocasionar o não funcionamento do motor e/ou aquecimento do motor de arranque. Em casos raros, poderá ocorrer deslocamento involuntário do veículo e incêndio no compartimento do motor, gerando risco de acidente com possibilidade de danos físicos e/ou materiais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros.

Data do Início do atendimento: 16/10/2017, com prazo de duração indeterminado.

Horário de atendimento: segunda a sexta-feira das 9h00 às 17h00

Duração do atendimento: 02 horas

Local de agendamento e atendimento do serviço: REDE DE CONCESSIONÁRIAS PEUGEOT em todo o País.


Para informações adicionais consulte:

Rede de concessionárias Peugeot

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE PEUGEOT – SAC
TEL: 0800 703 24 24

Carros autônomos – Intel promove carro sem motorista com LeBron James, jogador de basquete da NBA

A estrela da NBA aparece num anúncio criado pela Intel com o objetivo de afastar o medo que alguns utilizadores possam ter dos carros autônomos.

Entre os receios de quem teme os carros autónomos estão a perda de controlo, a disrupção das novas tecnologias ou os ciberataques. Para promover este como um meio mais seguro de transporte, a Intel pagou por um vídeo com LeBron James onde a estrela dos Cavaliers mostra-se, primeiro, reticente em sequer entrar e depois a fazer uma viagem a bordo de um carro sem condutor.

Kathy Winter, vice-presidente da Intel para a condução autónoma, diz que a aceitação social, junto com a tecnologia usada e a regulação são os três pilares que irão determinar a rapidez com que o mercado irá aceitar os carros que “andam sozinhos”. «Dado que os acidentes automóveis que podem ser imputados a erro humano causam mais de um milhão de mortos por ano, é dos carros conduzidos por pessoas que a população deve ter medo. No entanto, todos nós sentamo-nos atrás do volatne todos os dias e confiamos que os carros que vêm na nossa direção, noutra faixa, vão ficar onde é suposto. Da minha perspetiva, a não ser que sejam carros autônomos, devíamos estar aterrorizados», disse Winter, citada pelo The Verge.

Recorde-se que a Intel quer uma fatia de um mercado que irá valer mais de sete biliões de dólares num futuro próximo e que já comprou a Mobileye em março por 15,3 mil milhões de dólares. Uma das próximas fases do plano da Intel é a construção de uma frota de veículos autônomos que irão cruzar as estradas dos EUA, Israel e Europa.

Veja o vídeo onde figura LeBron James.
https://youtu.be/8VzoqU5IQT4

O estilo frontal é a principal diferença entre o WR-V e o Fit

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Crossover é um veículo que mistura a estrutura de um carro ao jeito de um utilitário. É exatamente o perfil do Honda WR-V, o primeiro automóvel criado pelo fabricante de olho no mercado brasileiro. Conforme Autoesporte antecipou, o aventureiro virá apenas nas versões mais caras EX e EXL, vendidas entre R$ 79.400 e R$ 83.400, justamente o espacinho entre o Fit EXL mais caro e o HR-V LX CVT.

O que muda em relação ao Fit

O WR-V segue os crossovers da casa em vários elementos, a começar pela sigla, que significa Winsome Runabout Vehicle, ou veículo alegre e recreacional em uma tradução livre. O significado é o de menos. Ter uma sigla parecida com o HR-V, CR-V e família ajuda a reforçar o parentesco desejado pela Honda.

O principal objetivo era descolar o WR-V do modelo que lhe deu origem. Para começar, o crossover tem um perfil com o volume frontal bem destacado, enquanto o Fit manteve o jeito meio monovolume que o acompanha desde a primeira geração. O ângulo bem plano do capô e os vincos na peça ajudaram a dar um ar de CR-V. A grade segue a asa metálica aplicada no Civic. Falando em parecer mais caro, os faróis são delineados por uma fileiras de leds.

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De perfil, as molduras nas caixas de rodas e soleira se somam à altura de rodagem de 20,7 centímetros. Enquanto isso, a traseira traz lanternas espichadas até a tampa como no CR-V. As peças horizontais ajudam a alargar visualmente o carro que, de outra forma, poderia parecer desproporcional em sua relação de altura e largura. Para marcar a personalidade, os extensores de lanternas nas colunas C do Fit foram pintados de preto.

Os ângulos fora de estrada foram beneficiados pelos pequenos balanços (distância entre as rodas e as extremidades da carroceria), são 21 graus na dianteira e 33 graus na traseira. Não há bloqueio eletrônico do diferencial ou outro artifício para aumentar a tração sobre pisos de baixa aderência, algo usado pela Fiat nos Adventure e Volkswagen na linha Cross. Da mesma maneira, os pneus verdes Pirelli Cinturato P1 195/60 aro 16 são de baixa resistência à rolagem e não foram pensados para o uso-misto.

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Junto com a altura extra, as alterações técnicas foram suficientes para atender aos requisitos do Inmetro para considerar o WR-V um utilitário esportivo, ao lado de modelos como o Fiat Uno Way e o Kia Soul, este último devotado integralmente ao asfalto.

Impressões ao dirigir

Ao contrário de outros aventureiros inscritos na categoria, o WR-V foi além da receita básica de elevar a suspensão e inserir uns apliques de plástico nos para-lamas. O volume dianteiro destacado ajuda a dar um ponto de referência para o motorista. Agora, você enxerga a frente do carro, a não ser que a regulagem de altura do banco esteja muito baixa. A altura de rodagem subiu o já elevado ponto H (a base do assento do motorista), uma das características que deve ser apreciada pelos fãs dos jipinhos. A visibilidade é beneficiada pela ampla área envidraçada e pelo capô rebaixado ao centro.

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Em nome da comunalidade, o motor é o mesmo 1.5 16V do hatch, com  116/115 cv e 15,3/15,2 kgfm a 4.800 rpm. O crossover pesa 1.130 kg (29 kg a mais que o Fit EXL), então o desempenho não deveria ser muito afetado. Entretanto, a impressão é que ele é um pouco mais lento que o hatch. Nisso colaboram os pneus mais largos, com maior atrito do que o jogo 185/55 R15 do Fit. Por outro lado, o conjunto mais borrachudo ajuda nas frenagens.

As mudanças também influenciaram a sede por combustível. Segundo o Inmetro, o consumo de etanol é de 8,2 km/l na cidade e 8,7 km/l na estrada e 11,7 km/l e 12,4 km/l com gasolina, respectivamente. São números piores do que os divulgados pelo Inmetro para o Fit EXL, que obteve 8,3 km/l de etanol no consumo urbano e 9,9 km/l no rodoviário, médias que sobem para 12,3 km/l e 14,1 km/l com gasolina nas mesmas provas.

Há outras alterações que são difíceis de serem notadas, mas que fizeram diferença na dinâmica. As bitolas são quatro centímetros mais largas. Os braços de controle inferiores foram ampliados, tal como buchas e amortecedores. O eixo de torção traseiro mais rígido também atenua a rolagem nas curvas, no que ajuda a barra estabilizadora dianteira de maior espessura (2,7 cm).  Por sua vez, o entre-eixos foi ampliado em 2,5 centímetros. O eixo dianteiro foi deslocado 1 centímetro à frente e o traseiro foi recuado 1,5 cm.

A coluna de direção é a mesma do HR-V, porém, a relação de direção é um pouco mais lenta. O objetivo é dar reações menos abruptas. “O HR-V é um carro mais assentado no chão, então, ele permite uma direção mais direta”, explica Ronaldo Ernesto, gerente de pesquisa e desenvolvimento responsável pela engenharia de chassis. Altinho, o WR-V não combinaria com uma direção cortante estilo “faca quente na manteiga”. A coluna mais robusta é feita no Brasil e será aplicada na próxima mudança do Fit – prevista ainda para 2017.

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Naturalmente chuvoso, o litoral de São Paulo foi o lugar escolhido para colocarmos à prova o WR-V. Na hora do teste, a chuva deu uma trégua passageira na região de Bertioga. O piso úmido salientou a ausência de controles de estabilidade e de tração, algo ainda mais necessário em qualquer utilitário esportivo. Em relação ao Fit, o WR-V testado era equivalente ao EXL e trazia leds diurnos e airbags do tipo cortina – as bolsas infláveis que cobrem os vidros laterais são novidade também na linha 2017 do Fit.

Claro que aproveitamos para rodar um pouco com o crossover por vias de terra batida, com trechos alagados. Pequenos alagamentos estão na agenda de desafios previstos pelo fabricante, contudo, os pneus de uso normal não convidam a aventuras na lama, eles foram pensados para enfrentar os obstáculos que a Honda listou na apresentação. Nada de trilhas e ralis, estamos falando de buracos e valetas urbanas. Os amortecedores com batentes hidráulicos não chegam ao final de curso diante dessas imperfeições e não é necessário frear tanto quanto em um Fit ao enfrentá-los. É um ajuste pensado para trafegar em velocidades maiores sobre pisos detonados e não reduzir tanto em lombadas.

Era o que o consumidor desejava no dia a dia, segundo apontaram as pesquisas da Honda em cidades como São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Campinas e Belo Horizonte. Daí vieram os requisitos. “O desenho foi feito no Centro de Estilo de Wako, perto de Tóquio, mas toda a orientação do projeto saiu daqui. Temos uma equipe que deu os inputs e fui várias vezes para validar esse WR-V no Japão”, diz Luís Marcelo Kuramoto, o primeiro líder geral brasileiro de um projeto na Honda.

Bastou rodar um pouco para se ter a sensação de maior isolamento acústico. A ergonomia agradece pelo ajuste de altura e distância da coluna de direção. Apenas o volante deveria ser mais espesso. Por sua vez, a central de 7 polegadas sensível ao toque agrada pela câmera, GPS embutido e entradas auxiliares, SD e USB, mas deve ícones atraentes. O sistema de som aposta em quatro alto-falantes e dois tweeters, sem desapontar na qualidade de reprodução.

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Há seis tons de cores: três perolizados (vermelho, branco e preto), dois metálicos (cinza e prata) e apenas um sólido (branco), mas apenas o WR-V vermelho vem com interior revestido em preto e laranja, combinação aplicada também em aventureiros como Chevrolet Onix Activ e Renault Sandero Stepway. As demais cores contam com revestimento em tecido preto e prata nos bancos e painéis das portas.

De resto, a cabine manteve as boas sacadas já presentes no Fit. O porta-copo do motorista fica à frente da saída de ar esqueda, uma maneira simples de refrescar as bebidas. Na hora de encarar obstáculos como vagas apertadas de shopping e trânsito, o tamanho de apenas 4 metros ajuda a encaixá-lo em qualquer espaço. Você só sentirá falta da câmera traseira. Embora o incremento no entre-eixos de 2,55 metros não tenha sido repassado para os passageiros, há um bom espaço para cinco adultos e os bancos traseiros podem ser rebatidos ou ter a base escamoteada. O porta-malas leva 363 litros, segundo a Honda, e pode ser ampliado facilmente graças ao banco traseiro bipartido. O estepe mais fino (135/80 R15) ajuda a economiar espaço.

Custo-benefício

O WR-V EX vem equipado com ar-condicionado manual, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, central multimídia de cinco polegadas (sem tela sensível ao toque), volante revestido de couro, controle de cruzeiro, rodas aro 16, apliques em black piano e faróis com luzes de rodagem diurna, além de isofix e airbags dianteiros e laterais dianteiros. O mais caro EX-L acrescenta airbags de cortina e central de sete polegadas. Nenhum deles tem opção de bancos revestidos de couro – lembrando que os sidebags instalados nas laterais do encosto desestimulam a aplicação desse revestimento depois.

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A ausência de controles eletrônicos de estabilidade e de tração é mais sentida em um modelo utilitário, ainda mais sendo mais caro do que o Fit. Nem mesmo o hatch deve receber o ESP no facelift, segundo fonte ligada ao fabricante, o dispositivo ainda está em fase de testes para a linha compacta, que inclui o City. O WR-V também não precisava repetir outras economias do Fit, exemplos da falta de ar-condicionado digital, comando um-toque para todos os vidros elétricos, sensor de estacionamento traseiro e da entrada/partida sem chave.

Próximo do WR-V nas versões básicas, o HR-V agrada mais em desempenho em razão do motor 1.8, sem falar na dinâmica mais acertada proporcionada pelo entre-eixos maior e bitolas mais largas. Somente o HR-V tem requintes como painel macio ao toque e freio de estacionamento eletrônico com Brake Hold (capaz de manter o freio acionado automaticamente em paradas).

Em preços, o WR-V poderia ficar mais entre os hatches aventureiros e os crossovers, exemplos do Chevrolet Onix Active 1.4 automático (R$ 63.590), Hyundai HB20X 1.6 Premium automático (R$ 70.735 com o BlueMedia) e Renault Sandero Stepway Easy-R 1.6 (R$ 64.150). Entretanto, o seu valor completo o deixa próximo até de lançamentos como o Hyundai Creta Pulse 1.6 automático (R$ 85.240).

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Vale a compra?

Não. O WR-V vai agradar aqueles que já eram fãs da modularidade do interior do Fit e que desejam gastar menos do que o HR-V. O status da marca é elevado e você perderá muito pouco em desempenho em comparação ao Fit, com a vantagem da qualidade de rodagem superior e posição de direção elevada. O problema está na faixa de preço da versão EXL. É possível encontrar crossovers maiores negociados por valores próximos dos cobrados pelo lançamento da Honda, incluindo o Nissan Kicks, com a vantagem de oferecerem controle eletrônico de estabilidade e de tração. Caso você queira a novidade da Honda, fique com a versão EX.

Ponto positivo – O acerto de suspensão prima pelo conforto e torna o WR-V um crossover capaz de passar por valetas e buracos sem sacudir

Ponto negativo – O WR-V deveria vir melhor equipado pelo preço, o próprio ESP poderia ser um diferencial para um veículo mais alto

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16V, comando simples, injeção eletrônica, flex
Cilindrada: 1.497 cm³
Potência: 116/115 cv a 6.000 rpm
Torque: 15,3/15,2 kgfm a 4.800 rpm
Câmbio: Automático do tipo CVT, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus: 195/60 R16

Comprimento: 4,00 m
Largura: 1,73 m
Altura: 1,60 m
Entre-eixos: 2,55 m

Tanque: 45,7 litros

Porta-malas: 363 litros (fabricante)

Peso: 1.130 kg