Arquivo da categoria: Tecnologia

Presidente afirmou que “se gasta muito” com esses equipamentos de fiscalização e reconheceu que existe um “péssimo trabalho” de manutenção de rodovias

Durante uma transmissão ao vivo feita na noite desta quinta-feira (07), o presidente Jair Bolsonaro decretou guerra às lombadas eletrônicas no país. Sem informar números precisos sobre multas e fiscalização por esse tipo de equipamento, ele afirmou: “Não teremos nenhuma nova lombada eletrônica no Brasil. As lombadas que por ventura existam ainda (sic), são muitas, quando for (sic) perdendo a sua validade, não serão renovadas”.

Bolsonaro afirmou que a decisão partiu de conversas com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Dias. “Eu conversei com o Ministro Tarcísio que é uma quantidade enorme de lombadas eletrônicas no Brasil. É quase impossível você viajar sem receber uma multa”, disse. Durante os três minutos da transmissão dedicados ao tema, nem o presidente, nem o porta-voz do governo federal, General Otávio Santana do Rêgo Barros, nem o ministro do gabinete de segurança institucional, General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, citaram dados a respeito da quantidade de multas, gastos ou arrecadação do governo federal com estes radares.

Segundo Bolsonaro, “a gente sabe que no fundo — ou desconfia — que o objetivo não é diminuir acidentes. Hoje se está muito mais preocupado em olhar pro lado e ver se tem uma lombada eletrônica do que para ver a sinuosidade das pistas”. O presidente afirmou que “se gasta muito dinheiro com lombada eletrônica, arrecadado por pedágio — que, no fundo, vai dar mais lucro para quem está explorando aquela lombada eletrônica —, e você fica com um péssimo trabalho no tocante à manutenção das rodovias”.

O Ministério da Infraestrutura e com o DNIT, órgãos citados pelo presidente durante a explicação sobre a decisão de não investir mais em lombadas eletrônicas. Atualizaremos esta nota com as informações assim que os órgãos se manifestarem.

Testamos a nova tecnologia que a FCA usa na fábrica da Fiat no Brasil para reduzir a fadiga dos funcionários

No começo a sensação é de insegurança. Afinal, sentar-se “no ar” é algo que nosso instinto não está acostumado, e o medo de cair acaba atrapalhando.

Mas bastam alguns minutos para se habituar com o exoesqueleto de apoio aos membros inferiores, que estreou no fim de 2017 na linha de montagem da FCA, em Betim (MG), onde são produzidos os carros da marca Fiat.

O exoesqueleto é um dos dez usados para reduzir a fadiga dos trabalhadores em tarefas repetitivas e com ergonomia desfavorável. Cada área exige um modelo específico.

O equipamento testado por QUATRO RODAS, por exemplo, atende os funcionários que fazem a colocação de peças na parte frontal do carro. Ele é usado como se fosse uma mochila.

Molas e amortecedores atrás das coxas e panturrilhas permitem que você possa descansar as pernas ao se agachar, como se houvesse uma cadeira invisível.

“O exoesqueleto não aumenta a força do funcionário, mas reduz a fadiga muscular e o risco de lesões”, explica Cristiano Felix, gerente de saúde e segurança do trabalho da FCA.

Para quem precisa abaixar até 550 vezes em um único turno de trabalho, essa ajuda vem a calhar e elimina a necessidade de grandes adaptações na linha de montagem.

O equipamento de US$ 10.000 também dá um status diferenciado aos aspirantes a Tony Stark brasileiros.

“Ele chama a atenção na linha, e diversos funcionários já pediram para usar o exoesqueleto em suas estações de trabalho”, conta Felix.

Videogame para funcionários

Antes de iniciar a produção de um carro, a FCA testa a linha de montagem do futuro veículo em uma sala de realidade virtual.

Usando óculos especiais e um controle de Nintendo Wii adaptado, é possível identificar antes possíveis dificuldades na colocação de peças e até qual região do corpo do funcionário irá ficar sobrecarregada.

Novo modo de dirigindo pelo banco de trás

foto-imagem-Nissan-PatrolVocê com certeza já passou por uma situação semelhante enquanto ocupava o banco do passageiro, quando o motorista em questão não proporcionava segurança e confiança no trânsito, deixando os outros ocupantes do veículo em posição desconfortável por causa de sua habilidade (ou falta dela) ao conduzir. Certo?Pois bem. Uma oficina de customização de Dubai resolveu acabar com isso, modificando um Nissan Patrol de uma antiga geração. “Como assim?”, você deve estar se perguntando.

A King of Custom, dos Emirados Árabes Unidos, literalmente passou o motorista para o banco traseiro do veículo da Nissan, com todos os controles localizados na parte de trás do veículo, como volante, alavanca de câmbio, pedais.

foto-imagem-Nissan-Patrol

Lembre-se, não é um trabalho bonito de se ver, mas é completamente funcional, levando em conta o objetivo principalda proposta. Não deve ser muito confortável de se dirigir (para não dizer estranho), mas convenhanos, é no mínimo curioso.

Carros inteligentes – Uma nova era quando se trata de automação em automóveis

Carro-inteligente-painel-imagem

O mundo automotivo é sempre usado como exemplo por especialistas de automação residencial para explicar porque os sistemas inteligentes estão se tornando tão importantes para os usuários. E, de fato, algumas automações já são tão comuns nos carros que nem as consideramos mais como diferenciais. O vidro elétrico é um claro exemplo disso.

Estamos, no entanto, às vésperas de testemunhar uma nova era quando se trata de automação em automóveis, em que os sistemas deixarão de se basear apenas na parte mecânica e eletrônica e serão muito mais integrados ao mundo exterior, pela internet. As últimas grandes feiras de automóveis pelo mundo mostraram exatamente isso, embora em protótipos que, mesmo quando lançados comercialmente, serão extremamente inacessíveis a quase todos no planeta.

Os preços, no entanto, devem abaixar gradualmente na medida em que empresas invistam em sistemas para carros mais simples e em que as próprias tecnologias de automação se tornem mais populares. Na semana passada, por exemplo, a GM anunciou que já vai integrar aplicativos a determinados carros, ainda neste ano. Um executivo da empresa disse que os automóveis virão de fábrica com alguns apps e, melhor ainda, com a capacidade de baixar, pelo carro, novos softwares para diferentes funções: áudio, vídeo, navegação, GPS, redes sociais, games, integração com smartphones e muito mais.

A empresa está tão interessada nessa fatia de mercado que em janeiro passou a dedicar uma parte da empresa apenas para o desenvolvimento de software e programação de interfaces para usuários. Desde então, atraiu quase 2 mil desenvolvedores independentes, que trabalham para fornecer à montadora norte-americana os mais variados tipos de apps para carros.

Embora os preços não serão exatamente baixos, os carros com essas aplicações já representarão um avanço, em termos de acessibilidade, em relação aos caríssimos modelos apresentados em feiras neste ano.

BMW 528i adota motor menor, mas mantém reputação intacta

BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)

Assim como a China e as mulheres, os motores de 2 litros turbinados vão dominar o mundo. Quase todas as fabricantes têm um. Volkswagen e Audi animam donos de hatches médios, sedãs, peruas e até SUVs com seu 2.0 TFSI, de 211 cavalos – a Volvo faz o mesmo, mas com um propulsor de 240 cv. O Land Rover Evoque, atual queridinho dos endinheirados descolados, encanta ingleses, alemães e brasileiros graças, além do design, a um 2.0 sobrealimentado (240 cv). Já a Mercedes-Benz escolheu para o CLA, principal lançamento da marca nos últimos anos, justamente um 2 litros turbo, de 211 cv.

Por ora, tal combinação é a que tem se revelado como mais certeira na sonhada (e agora mais realista) tarefa de aliar desempenho a economia de combustível – o já bem conhecido downsizing.

A BMW também tem o seu, e usa e abusa do bloco de 1.997 cm³. O versátil motor, apoiado na tecnologia Twin Scroll (com turbina única de geometria variável e saída dupla) e gerador de 184 a 245 cv, presta seus serviços ao compacto Série 1, aos SUVs X1 e X3 e ao sedã Série 3. Supunha-se que este último fosse o limite: um sedã médio, de 4,62 m, é o máximo que um motor de 4 cilindros pode empurrar satisfatoriamente.

Só que o Série 5, com seus 4,90 m, 2,97m de entre eixos e uma carreira consolidada sobre blocos de 6 e 8 cilindros, mostra que sedãs executivos não serão penalizados ou esquecidos por conta da era do downsizing – irreversível, certamente –, mas sim beneficiados por ela. Uma amostra disso está nos números: o 528i atual, com o 2.0 16V de 245 cv e 35,7 kgfm de torque, substitui o antigo, dotado de um 3.0 de 6 cilindros de 230 cv e 27,6 kgfm, com mais potência e menor consumo.

Não que seja a primeira vez que o Série 5 leva sob o capô um bloco de 4 cilindros. Desde a 1ª geração, de 1972, a marca oferece uma opção mais comedida do sedã, que invariavelmente sempre exerceu o papel de coadjuvante. Dessa vez, no entanto, a chance de assumir o papel de protagonista é grande.

Consumo x status
A aposta num motor menor, universalmente, tem como propósito a redução do consumo de combustível. No segmento premium do mercado brasileiro, porém, consumir menos gasolina não é um objetivo, e sim uma consequência de pouca relevância. Donos de Série 5, que desembolsam R$ 224.950 pela versão 528i, não se importam com a conta alta do posto. Se importam, sim, com o status de ter um sedã executivo que esbofeteia a cara de admiradores, deixando claro que aqui tem dinheiro, classe e poder.

Nisso, o intermediário Série 5 (há ainda o presidenciável Série 7), seja com motor de um, dois, três ou quatro litros, com ou sem turbo, continua mestre. Desde o trânsito até à porta do restaurante, o respeito e admiração por quem está dentro do carro são notórios.

E a adoção de um motor menor não significa que o luxo interno também diminui. Dos tapetes de veludo, passando pelo banco do motorista com ajustes elétricos e memória até o sistema de som de alta definição, tudo remete a altos níveis de requinte. Alguém que apelide o 528i de “Série 5 de pobre” estará provando que não entende de automóveis e, logicamente, que nunca entrou no carro.

A BMW pode não ser a mais brilhante na hora de elaborar um interior impactante, onde seu maior lampejo de criatividade é a alavanca de câmbio; ou ter adotado uma alternativa previsível e conservadora ao oferecer praticamente a mesma cabine para todos os modelos. Mas é uma das marcas mais competentes em conceber uma posição de guiar perfeita, com a relação entre volante, pedais e banco incorrigível.

Atrás, conforto e espaço em grau condizente com os anseios dos executivos que optarem por ter motorista e lá fizerem a maioria dos seus trajetos. Quanto ao visual, praticamente não há prejuízo em relação às versões mais caras. As rodas, de 18 polegadas, poderiam bem servir ao 535i, este montado num conjunto de 19 polegadas. Há quem diga que a atual geração tem estilo menos ousado que a anterior.

Como anda
245 cavalos de potência com média de 11,8 km/l sempre pareceu uma combinação quase utópica – sobretudo num carro desse porte. Pois unir números teoricamente antagônicos acaba sendo rotineiro para o 528i. A média combinada (estrada e cidade) alcançada pelo G1está longe dos otimistas 14,7 km/l divulgados pela BMW, mas ainda assim satisfaz quem espera um consumo mais comedido.

Têm responsabilidade nesse número o Start/Stop e o sistema Eco Pro, que muda os parâmetros de condução do veículo. Mas se este último recurso funciona de forma suave – embora o condutor sinta que perdeu o tempero do modo Sport tanto no volante quanto na suspensão e no acelerador –, o primeiro vibra expressivamente a cada vez que desliga e religa o motor no anda e para do insano trânsito urbano (paulistano, no caso). Basta uma hora ao volante para que o motorista desligue o sistema e se sinta aliviado (muito mais do que culpado por abrir mão de uma economia extra que, no fim das contas, representa pouco no cômputo total).

Bom moço na hora de beber gasolina, o 528i não se esquece de andar forte, mesmo com dois cilindros a menos. A oferta total dos 35,7 kgfm de torque aparece cedo, em 1.250 rpm. Há uma leve perda de força em altos giros na comparação com o 6 cilindros, mas o primoroso câmbio de oito marchas faz trocas rápidas e devolve o motor à rotação mais vigorosa.

Outra perda em relação ao “6 em linha” é o ronco, de muito mais personalidade e sedução no propulsor maior.

Apesar do tamanho, o 528i também sabe fazer curvas. Mas desligar seus controles é assumir que haverá “braço” o bastante para domar uma traseira que não se intimidará em sair do trilho. A direção de respostas afiadas também dá o tom numa tocada mais esportiva.

Portanto, há, além de economia, prazer ao volante. Ainda que vergonhosamente o 528i não ofereça paddle shifts atrás do volante. Se tal equipamento já faz falta no 118i, a ausência num automóvel de R$ 224.950 é ainda mais decepcionante.

Família democrática
A estreia do novo 528i levou a família a um rearranjo por aqui. O 550i, que começava em R$ 464,5 mil, sai de cena. Para os puristas que ainda preferirem um motor de 6 cilindros, o 535i, de 306 cv, 40,8 kgfm de torque e custando R$ 284.950, foi mantido. E o M5 segue como topo de gama, com seu V8 de 560 cv e etiqueta de R$ 529.950.

E assim fica a oferta do Série 5: do mais comedido ao mais brutal sem manchas na reputação.

BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)

Tecnologia embarcada – Novo Ford EcoSport usa conectividade com o sistema SYNC( patenteado pela Microsoft)

A Ford lançou oficialmente, neste fim de semana, o novo modelo do carro Ford EcoSport. A nova versão, 100% automatizada, demorou 3 anos para ser concluída e deve chegar ao mercado custando a partir de R$ 55.000,00, de acordo com o site Interpress Motor. Apesar de ser vendido em cerca de 100 países e fabricado também na China e Índia, grande parte do projeto foi desenvolvido em solo brasileiro.

A tecnologia é fator presente em vários aspectos do carro. A conectividade com o sistema SYNC (patenteado pela Microsoft) é uma delas. Com essa função, tanto o motorista quanto os passageiros podem atender ligações telefônicas sem o uso das mãos, além de controlar o rádio e outros acessórios com comandos de voz. O carro também possui compatibilidade com Bluetooth, MP3 e iPod. A tela de LCD possui 3,5 polegadas e já é oferecida, de fábrica, com computador de bordo. Sensores de chuva, acendimento automático de faróis, partida sem a utilização de chave e assistência de partida em aclives também foram adicionados à nova versão.

Para quem mora em cidades muito montanhosas, o assistente de partida em aclives é uma boa ajuda. “Com essa tecnologia priorizamos e matemos a estabilidade, um quesito essencial na segurança”, completou o engenheiro chefe do EcoSport, Alexandre Machado, durante a coletiva de imprensa nesta manhã de segunda-feira (23/04) na fábrica de Camaçari (BA). O executivo acrescentou também que o novo sistema de airbags é bem mais econômico do que o das versões anteriores. “Pensamos em todos os detalhes que mais tiveram retorno dos nossos clientes na hora de optarem por este modelo”.

Investimentos

Se antes era associado a um jipe, hoje a robustez e inovação tecnológica prevalecem no novo modelo que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012. De acordo com o diretor de engenharia da Ford, Marcio Alfonso, o carro foi projetado para 10 anos de uso intenso. Além disso, toda a operação da Ford para o modelo EcoSport gera atualmente 8.500 empregos diretos e 90 mil indiretos. “Exportamos 20% do nosso volume. Outra grande vantagem: temos o único porto privativo”, ressalta o executivo. A Ford está investindo cerca de 2,8 bilhões de reais entre os anos de 2011 e 2015 e pretende aumentar sua capacidade de produção para 300mil veículos por ano com este lançamento.

Carros conectados – Veículos da Mercedes ganham aplicativo para Facebook

Mercedes Benz (Foto: Reprodução/Engadget)

Sistema de entretenimento dos carros terá aplicativo da rede social, que alertará quando amigos ou restaurantes favoritos estiverem próximos.

Depois dos smartphones e tablets, os carros. A maior rede social do mundo, o Facebook, chega aos veículos, e os primeiros a recebê-la são os da Mercedes-Benz. A empresa mostrou nesta terça-feira (10/02) durante a CES 2012 – a maior feira de tecnologia do mundo – como funcionará a sincronia.

O Facebook será só um dos aplicativos adicionados ao sistema de entretenimento Mbrace 2, que equipará os carros da linha SL, a serem lançados nos próximos meses nos Estados Unidos.

Segundo a agência de notícias Reuters, as funcionalidades do programa não serão as mesmas que as das versões para Android e iOS, por exemplo. Elas serão limitadas, mas voltadas às necessidades que motoristas podem ter, como a localização de residências de amigos ou locais de trabalho.

Para Dan Rose, vice-presidente de parceria e marketing da Mercedes, a chegada do Facebook aos veículos é um caminho lógico. Ele diz que, se as pessoas utilizam dispositivos GPS em seus percursos, gostarão de localizar seus amigos com a mesma facilidade.

Como a preocupação em relação a motoristas que utilizam smartphones enquanto dirigem tem crescido, a empresa acredita que, ao incorporar alguns dos recursos aos seus veículos, acidentes serão evitados. O aplicativo da rede social desenvolvido não suporta atividades que requerem a digitação de texto, justamente para não distrair o usuário.

É possível, porém, postar mensagens pré-escritas em seu perfil ou configurar a publicação automática de algumas, quando, por exemplo, você estiver a caminho de um lugar o próximo do destino. Haverá avisos quando o usuário estiver próximo a algum amigo ou a algum restaurante que tenha curtido na rede social.

No entanto, esqueça jogos como Farmville ou Mafia Wars. Aplicativos de terceiros não são compatíveis com a plataforma criada para os carros da Mercedes.

(John P. Mello Jr.)
Fonte: IDG Now 

Carro da Ford modelo Edge 2012 – Nova tecnologia e comandos de voz em português

Em evento promovido nesta terça-feira (06/12), a Ford apresentou à imprensa a nova versão de seu crossover, o Ford EDGE, previsto para chegar às concessionárias do país em janeiro de 2012.

Dentre os novos recursos tecnológicos, anunciados pela equipe de engenharia da Ford, o robusto automóvel agora conta com comandos de voz em português do Brasil em praticamente todas as funções do carro: você poderá fazer coisas já existentes, como ligar/desligar o rádio, mas o controle também se extende a realizar chamadas do seu smartphone, “pedir” ao sistema que leia SMSs em voz alta e controlar o ar-condicionado. A isso, a Ford deu o nome de “Sync“, algo já presente em versões anteriores do EDGE e alguns outros veículos da montadora, mas aprimorado para a versão 2012 deste SUV.

O novo Sync, que integra o controle de voz em português ao carro, também traz o acionamento do motor por acesso remoto ou toque. No primeiro caso, três mini-antenas detectam a presença da chave de ignição (por exemplo, no seu bolso) e o EDGE automaticamente dá a partida. Já no segundo, um botão no painel liga o automóvel. Esses mesmos sensores de proximidade também permitem abrir e fechar as portas e, uma vez dentro do carro, essas antenas farão o monitoramento de todos os ângulos do EDGE, alertando o motorista de qualquer aproximação externa não vista.

As janelas laterais e o pára-brisa possuem uma camada de policarbonato, a mesma usada na blindagem de veículos, que, de acordo com a equipe de engenharia da Ford, isola completamente sons exteriores. No exemplo dado durante a apresentação, “uma moto pode passar ao seu lado, em um corredor, no engarrafamento, que você não vai ouví-la”.

O EDGE também conta com o que a Ford chama de “análise completa de ambiente e perfil”. Basicamente, esse sistema calcula a severidade de um eventual acidente, determinando o nível da pré-tensão do cinto de segurança, o acionamento de air bags (aqui, levando em conta também o peso de quem está sentado). Ainda em caso de acidente, o carro tem “garantia de abertura das portas” – mesmo diante do dano à trava, consequência de uma batida lateral, por exemplo.

Sistema multimídia agora é em português (Foto: Divulgação)

O mais interessante, porém, é a questão de segurança, enfatizada pelo recurso que a Ford chamou de “My Key”: usando o exemplo dado pela empresa, vamos supor que você tenha um filho de 19 anos e queira emprestar o seu EDGE para ele. É possível, através de um recurso embarcado na própria chave de ignição, que você determine a velocidade máxima a que o carro vai percorrer as ruas, além de “obrigar” seu filho a usar os sensores sonoros de proximidade traseira/dianteira, evitando possíveis acidentes.

Outro aspecto que chamou atenção é o “Valet Mode”, onde você consegue determinar qual o nível de controle que um manobrista terá ao estacionar seu veículo: ele não poderá, caso você não queira, mexer no rádio ou então fazer alterações mínimas na regulagem dos assentos.

O Ford EDGE tem GPS integrado, assentos de couro vindos de fábrica e está previsto para lançamento na segunda quinzena de janeiro. O preço varia de R$ 119.900 a R$ 133.000, dependendo dos acessórios.

Internet nos carros – Modelos de carros mais baratos agora vem com kit wi-fi

Antes privilégio de proprietários de carros “premium”, a conectividade com a internet começa a ser oferecida em modelos mais acessíveis.

A Chevrolet inicia nesta semana a distribuição às revendas do Agile Wi-Fi. A série especial do hatch compacto inclui todos os equipamentos da versão topo de linha LTZ e conexão 3G ilimitada por um ano, parceria da montadora com a operadora Tim.

O Agile Wi-Fi tem preço sugerido de R$ 43.635 — R$ 200 a mais que um LTZ normal. A diferença é inferior ao custo de um plano de internet por um ano. Após o período, o contrato precisa ser renegociado com a operadora.

Se há sinal de celular, um roteador com chip faz o acesso e gera uma rede dentro do carro. O equipamento é entregue em até dez dias úteis após a compra, com a senha de acesso, um carregador veicular e um cabo USB.

Em teste realizado pela Folha, até três dispositivos usaram a rede do carro simultaneamente com boa resposta. A velocidade pode ser reduzida de acordo com a quantidade de dados trafegados ou a qualidade do sinal.

A captação pode oscilar dentro de um túnel, por exemplo, como no GPS. O kit é fácil de usar, mas é preciso conectá-lo a cada viagem.

Já no Mercedes-Benz C250 (R$ 200 mil), navega-se diretamente na tela do painel.

“A evolução natural é integrar o recurso ao veículo, como aconteceu com o GPS. Antes, a GM oferecia um aparelho navegador para o Vectra GT. Hoje, os mapas já estão no painel do Cruze”, afirma Rodrigo Fioco, gerente de marketing de produto da GM.

Apesar de mais sofisticado, o sistema do Mercedes não tem um plano independente.

“Para por o carro em modo on-line, o usuário precisa de um celular Bluetooth com um plano de dados [3G]”, explica Evandro Bastos, gerente de marketing da Mercedes.

A vantagem do kit do Agile é que a conexão pode ser usada por todos os passageiros e em diferentes aparelhos, como computadores ou tablets. Portátil, o roteador também funciona bem em casa ou em outros carros.

“Ainda não conseguimos bloquear para carros da concorrência”, brinca Fioco.

Inicialmente, o Agile Wi-Fi é limitado a mil unidades.

Tecnologia que evita batida nas portas

Peças de borracha protegem contra amassados em garagens e estacionamentos

Nada mais de se preocupar com vagas apertadas no supermercado, com colunas na garagem ou com seus filhos abrindo com força a porta do carro. Isso porque a Ford desenvolveu uma tecnologia muito útil para seus modelos europeus. Trata-se de um Protetor de Portas Ativo, que protege as bordas das portas autimaticamente todas as vezes em que elas são abertas. Isso evita danos não só à própria porta, mas também aos carros que possam estar ao lado.

As pequenas peças de borracha ficam ocultas nas laterais da porta, e se posicionam automaticamente nas laterais assim que elas são abertas para absorver qualquer impacto, retornando à posição original quando elas são fechadas. O processo leva apenas 60 milissegundos e é praticamente imperceptível para os passageiros.

Se algo der errado na mecânica e a peça não se recolher, não há risco. Como ela é feita de borracha, não causa nenhum dano à porta ou à pintura, e ainda pode ser trocada com frequência por um custo baixo, para garantir que não se deforme com o tempo e deixe de funcionar adequadamente.

O sistema será visto pela primeira vez no novo Focus, que começa a ser vendido em janeiro. A intenção da Ford Europa é estender o uso da tecnologia para os demais lançamentos da marca. É torcer para que a ideia se espalhe para o resto do mundo.

Fonte: AutoEsporte