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Disponível para todas as versões do modelo, kit Pack Cross já pode ser configurado e traz decalques na carroceria, além de rodas escurecidas

Seu Fiat Mobi pode ficar mais aventureiro por R$ 950. Como? Graças aos “superadesivos” no capô e nas laterais, além de calotas escurecidas e teto preto – todos incluídos no kit Pack Cross.

O novo acessório está disponível para todas as versões do hatch. Ah, mas pode esquecer das proteções nas molduras de rodas ou rack no teto presentes na imagem: estes continuam sendo itens exclusivos do Mobi Way, versão de R$ 41.990.

Já a central multimídia com tela sensível ao toque de 6,2 polegadas, GPS integrado e leitor de DVD Mopar – e mostrada nas fotos de divulgação – sequer consta no configurador do carro.

Não há nenhuma mudança nas motorizações disponíveis (três cilindros com 77 cv de potência ou quatro cilindros com 75 cv). A configuração de entrada Easy manual parte de R$ 32.990.

Quem seguiu uma estratégia semelhante à da Fiat foi a Renault, que levou o Kwid Outsider ao último Salão do Automóvel de São Paulo, em 2018, e deverá lançar a versão ainda neste ano.

No banho de loja, o subcompacto de São José dos Pinhais (PR) recebeu rack de teto e apliques plásticos nos para-choques. No interior, há detalhes na cor laranja e emblemas nos bancos.

Por enquanto, a versão “aventureira” do Kwid não tem preços oficiais ou data de lançamento confirmada no Brasil. Vale lembrar que o modelo parte dos R$ 32.590 e chega a R$ 40.990.

Quinta geração do hatch renasce sobre plataforma modular, tem design moderno e, segundo a marca, terá o maior porta-malas da categoria

Ícone da Renault, o Clio acaba de renascer. A montadora divulgou nesta terça-feira (29) as primeiras imagens externas da quinta geração do hatch, que será apresentada em março no Salão de Genebra. Parecido com o SUV cupê Arkana, o novo Clio tem o visual mais recente da marca francesa e conta com recursos de última geração que prometem mexer com o segmento de hatches compactos — Ford Fiesta e VW Polo que se cuidem!

Inteiro reformulado face o modelo de quarta geração, o novo Renault Clio usa a plataforma modular CMF-B, versão ligeiramente maior que a CMF-A utilizada pelo subcompacto Kwid. A arquitetura é maleável e permite um melhor aproveitamento de espaço na cabine, quesito em que o hatch mais deve surpreender. Segundo a Renault, o compacto terá o maior porta-malas da categoria, com até 391 litros — são 26 litros a mais que antes.

Apesar disso, o novo Clio é 3 centímetros mais baixo e tem 1,4 centímetro a menos no comprimento. Estes são os únicos números divulgados até o momento. Nem mesmo os motores foram detalhados. Há cerca de 24 horas, a montadora liberou imagens do painel, para mostrar como o modelo foi modernizado. Segundo a Renault, o Clio terá a maior tela multimídia da categoria, com 9,3 polegadas. A tela é vertical e curvada.

Já o quadro de instrumentos será em tela digital que poderá ter diferentes tamanhos — os visores terão de 7 a 10 polegadas. Nas versões mais caras, as telas serão capazes de reproduzir mapas do GPS, tal como o cluster digital do Volkswagen Polo, um de seus principais concorrentes. Haverá ainda recursos sofisticados como carregador de celular por indução (sem fio) e iluminação ambiente com leds que oferecem até oito opções de cor.

Outro aspecto do novo Clio que promete impressionar é o acabamento. Algumas peças do painel e do forro das portas possuem superfícies macias ao toque, algo pouco visto na classe. Tal como o VW Polo e outros rivais, o hatch da marca francesa também apostará na customização. Também está confirmado que o modelo terá recursos semi-autônomos, como frenagem automática de emergência, além de uma inédita versão híbrida.

Novo Clio no Brasil?

É cedo para cravar a chegada do novo Clio no mercado brasileiro, até porque a Renault trabalha no momento na atualização da dupla Sandero e Logan. Sem mudanças de estilo há alguns anos, os compactos receberão um derradeiro facelift neste ano para seguir firme na disputa até a troca de geração, por volta de 2021. É aí que o Clio pode ressurgir.

Em meados de 2017, Sylvain Coursimault, gerente global de marketing da Renault, afirmou ao jornal Le Figaro que a francesa não faria mais carros derivados de modelos da Dacia. O último remanescente será o novo Duster, que ganhará um facelift nos próximos meses. Se o reposicionamento acontecer, o Clio pode voltar como sucessor o Sandero e encerrar um hiato de duas gerações — a terceira e a quarta nunca vieram. Já pensou?

SEGUNDA GERAÇÃO DO CLIO FOI VENDIDA NO BRASIL ATÉ 2017

Proprietários de modelos Renault equipados com os motores 1.0 e 1.6 SCe reclamam que o lubrificante some misteriosamente

Checar o nível do lubrificante deveria ser uma tarefa simples e corriqueira, mas não é assim para alguns proprietários de modelos da Renault, equipados com motor SCe, 1.0 e 1.6.

O taxista Edielton Pichum, de São Paulo (SP), conta que o lubrificante de seu Duster 1.6 SCe 2017 simplesmente sumia do motor. “Não era queima e nem vazamento, mas o óleo desaparecia”, afirma.

“O carro gastava um litro de óleo a cada 3.000 quilômetros rodados”, recorda. Antes de o problema ser resolvido, Pichum teve de levar o Duster seis vezes à concessionária.

“Na última, pediram que eu deixasse o carro por 18 dias para eles analisarem o caso, mas, como sou taxista, acabaram trocando o motor antes do fim do prazo, cinco dias depois,” lembra. Mas nem todos têm a mesma sorte, como relata a motorista Meri Jane Melo, do Rio de Janeiro (RJ), dona de um Captur 1.6 2017 automático.

“Descobri que não havia lubrificante e levei o carro à concessionária,” conta. “Lá, trocaram o óleo, lacraram a vareta e pediram que eu rodasse mais 3.000 quilômetros e voltasse para observarem. Ao retornar, não me deixaram sair com o Captur. Me forneceram um carro reserva manual. E estou sem o meu carro desde de março”, afirma.

O problema é conhecido, como demonstra o comunicado CGR 012/2017, que a Renault emitiu em maio de 2017, reconhecendo a falha e orientando como fazer o reparo em garantia. E na rede autorizada ainda existem as circulares Tech Line 006 e 007 de abril de 2018, padronizando as tratativas para resolver a falha.

Quando ocorre a troca do motor, os problemas não terminam, porém, porque é necessário regularizar os documentos do veículo, como diz o vendedor Guilherme Marino, de São Bernardo do Campo (SP), dono de um Sandero 1.6 2017. “Troquei o motor em agosto de 2017 e só agora, em maio, recebi os documentos.”

Procurada, a Renault informou que: dos sete casos levantados e enviados por nós, ela atendeu três proprietários individualmente.

O POVO RECLAMA

“Meu carro estava com menos de 8.000 km quando o frentista me disse que não havia óleo. Na concessionária, lacraram a vareta, mas o lubrificante continuou a sumir. Então, lacraram o bujão e pediram que eu observasse.” – Cláudio Boanerges, advogado (MG), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2016.

“Trocaram o motor do meu carro depois que eu abandonei o veículo na frente da loja, após a oitava visita. Depois, devolveram o carro sem sequer me dizerem o que fizeram para solucionar o problema.” – Luciano Marsário, gerente comercial, Campinas (SP), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2017.

Renault Sandero R.S. Racing Spirit:Com visual mais agressivo, novos pneus e limitada a 1.500 unidades, série especial vai custar R$ 66.400

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Desenvolvido pela divisão Sport da Renault, o Sandero R.S é um dos raros esportivos legítimos no segmento de compactos – a maioria recorre a truques de fachada. Mesmo assim, a marca francesa decidiu lançar mão dessa moda e realçou os dotes de esportividade do modelo com a série Racing Spirit.

Limitada a 1.500 unidades, a versão adotou a fórmula tradicional do raio esportivador das marcas: pinça de freio vermelha, bancos com detalhes no mesmo tom, incluindo a costura dos tecidos e volante. Até o aro dos difusores de ar e do velocímetro ganharam a aparência rúbea.

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O interior continua simples, apesar das costuras e inserções de vermelho. No R.S Racing Spirit, o teto agora conta com forração de tecido preto. Mas o detalhe que merece destaque é a placa numerada instalada sob a alavanca do freio de estacionamento. Cada unidade vem com o número correspondente até o limite de 1.500.

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Por fora, a parte inferior dos para-choques recebeu um aplique (adivinhe a cor?) e laterais da carroceria foram decoradas com um adesivo que traz o nome “Racing Spirit”.

De resto, não há modificações mecânicas. O único atributo que pode ter influência no desempenho é a adoção de pneus Michelin Pilot Sport 4 – calçados em rodas de 17 polegadas. Em relação aos Continental Sport Contact do R.S. normal, ele oferece frenagens reduzidas em até 2 metros, sobretudo no molhado.

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Assim como ocorreu com o Sandero R.S, a edição “esportivada” desse esportivo legítimo foi desenvolvida pela Renault Sport Cars, em parceria com o estúdio de design brasileiro da marca.

Por R$ 66.400, o modelo custa R$ 3.000 a mais que o R.S tradicional, e preserva a lista de equipamentos de série, que inclui controle de estabilidade (ESP), ar-condicionado, direção hidráulica, seletor de modo de condução, sensor de estacionamento traseiro, controle de velocidade de cruzeiro, sistema multimídia com tela touch de 7 pol e GPS.

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Sob o capô, um motor 2.0 16V flex de concepção antiga mas bem adequado aos parcos 1.161 kg do carro (além de um belo ronco), com 150/145 cv (etanol/gasolina) a 5.750 rpm e torque de 20,9/20,2 mkgf a 4.000 giros. A Renault afirma que o modelo vai de 0 a 100 km/h em 8 segundos, com etanol – em nossos testes, com gasolina, a marca foi de 10 s.

No painel, o botão “Sport” controla os modos de condução e modifica o mapa de aceleração. A sensação é que o hatch fica mais arisco, já que as respostas do pedal tornam-se mais imediatas e o giro do motor é mantido em regime elevado.

Já o modo Sport+ desliga as assistências eletrônicas – ou seja, o controle de estabilidade deixa de atuar. A suspensão trabalhada pela Renault Sport é firme sem ser desconfortável, os bancos e volante também agradam e os freios a disco nas quatro rodas trabalham com eficiência.

Todo esse conjunto combinado a transmissão manual de seis velocidades fazem do Sandero R.S. um dos esportivos nacionais mais divertidos do mercado. E agora com detalhes mais chamativos do que nunca. Afinal, pinça de freio vermelha sempre cai bem, aparentemente. É o que dizem…

Picape média é baseada no Duster, mas traz uma série de modificações e aperfeiçoamentos

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A Renault acaba de divulgar os preços da Duster Oroch, sua picape intermediária derivada do SUV Duster. Os valores começam em R$ 62 290 (Expression 1.6) e chegam a R$ 72 490 (Dynamique 2.0). Ao todo, serão três versões: Expression 1.6 16V e Dynamique 1.6 16V e 2.0 16V. Com motor 1.6, o câmbio será manual de cinco marchas e no 2.0 terá o manual de seis marchas. Por enquanto, não haverá câmbio automático, e a tração será sempre dianteira.

A Dynamique vem equipada com rodas aro 16, piloto automático, sensor de estacionamento e a central multimídia Media NAV. Entre os itens opcionais, há apenas bancos de couro. Mas existem ainda acessórios que serão vendidos na rede de concessionárias, como o kit visual Outsider, que inclui protetor frontal com faróis adicionais, alargador de para-lamas, capota marítima e grade de proteção no vidro traseiro.

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Baseada na plataforma do Duster, a Oroch é quase completamente nova da coluna central para trás. A suspensão traseira agora é multilink, para suportar melhor o peso carregado na caçamba sem prejuízo da dirigibilidade. Com chassis alongados e reforços nas colunas e travessas, o monobloco ganhou robustez e, melhor, ficou 15,5 cm maior na distância entre-eixos. Na nova traseira, há mais espaço para pernas, ombros e cabeça.

Atrás, no lugar do porta-malas, há a caçamba com maior capacidade volumétrica: são 683 contra 475 litros. Com um extensor de caçamba, que permite esticar o espaço útil até o limite da tampa aberta, esse volume sobre para 989 litros.

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Em relação ao acabamento, a Oroch segue o padrão Duster. Há detalhes menos vistosos, como o plástico duro (na parte superior do painel), que revela a localização dos airbags, e o acabamento preto fosco dos raios do volante, que se desgasta com o tempo (e se torna preto polido). Por fim, ela herda ainda falhas do projeto do Duster, como a posição ruim dos botões do ar-condicionado e o puxador interno das portas traseiras, que não dão apoio suficiente.

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Desenvolvido pela divisão de competições da Renault, a nova versão é esportiva não só no visual, mas também no comportamento e desempenho

foto-imagem-sandero-rsAntigamente, quando queriam lançar uma versão esportiva, as fábricas se inspiravam nas pistas de corrida. Modelos como Gol GTi, Kadett GSi e Escort XR3 fizeram sucesso entre os entusiastas. Depois, vieram os aventureiros urbanos e a referência de esportividade migrou do asfalto para a terra. As exceções eram versões que remetiam às competições apenas no visual. Agora a Renault está resgatando aqueles (bons) tempos ao lançar a versão RS do Sandero, esportiva na forma e no conteúdo. A sigla RS vem de Renault Sport, a divisão de competições da marca, que foi a responsável pelo desenvolvimento do carro.

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Começando pelo motor, o RS é o único Sandero 2.0. Esse motor (o mesmo do Duster) não é a última palavra em tecnologia. Não tem recursos como comandos de válvulas variáveis, injeção direta e turbo, mas rende 150 cv com etanol, 44 cv a mais que o 1.6 das outras versões do Sandero. Ele garante ao RS uma relação peso/potência de 7,74 kg/cv, contra 10,14 kg/cv da versão 1.6 GT Line (que traz apenas o acabamento esportivo). Comparando o desempenho desses modelos com números de fábrica (uma vez que não pudemos testar o novo carro), o RS vai de 0 a 100 km/h em 8 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade, enquanto o 1.6 GT Line gasta 11 segundos e atinge 179 km/h.

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Tão ou mais interessantes que o motor, porém, o Sandero RS tem outras características que o tornam uma verdadeira versão esportiva. A suspensão ganhou conjuntos de molas, amortecedores, batentes e barras estabilizadoras recalibrados. Os freios agora contam com discos nas quatro rodas. E a direção hidráulica cedeu lugar a um sistema com assistência eletro-hidráulica. O câmbio é manual de seis marchas.

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Nosso test-drive incluiu trechos de rua e estrada e terminou na pista do Autódromo Internacional de Curitiba, no Paraná. Na primeira parte, o que mais chamou atenção foi o comportamento da suspensão, que ficou firme sem ser desconfortável. Além disso, o volante se destacou pela boa empunhadura, apesar de ser ajustável apenas em altura. Seu diâmetro de 37 cm é 1 cm menor que o padrão da linha Sandero. Os bancos também agradaram por oferecer bom apoio lateral. No autódromo, foi possível conferir que, além de ser rápido nas arrancadas e retomadas, o Sandero RS freia bem e roda de forma equilibrada e obediente. O único ponto que poderia ser melhorado, para quem gosta de dirigir esportivamente, é a alavanca de câmbio, de seis marchas. Seu curso é longo, o que dificulta localizar as marchas. Seus engates são precisos e bem-escalonados (com as quatro primeiras marchas curtas e as duas últimas longas), mas o motorista precisa se acostumar com a alavanca.

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MULHER DE CÉSAR

Como à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta, o visual não foi esquecido. Por fora, o Sandero RS conta com kit aerodinâmico, que inclui spoiler dianteiro, saias laterais e aerofólio traseiro, rodas de liga leve pretas e faixas decorativas. Por dentro, os instrumentos ganharam novo grafismo, o volante traz a sigla RS no raio inferior e há detalhes vermelhos nas saídas de ar e na costura do couro do volante e da alavanca do câmbio. Os bancos têm duas faixas longitudinais: uma vermelha e a outra cinza. Entre os equipamentos, o Sandero traz como itens de série luzes de posição com leds, central multimídia, ESP (com três modos de uso: Standard, Sport e desligado), assistência de partida em rampas e ar-condicionado digital. O único item opcional são as rodas de aro 17 (com pneus 205/45 R17) que aparecem nas fotos. As de série também são de liga,mas aro 16 (com pneus 195/55 R16).

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Como toda versão esportiva, o RS é mais caro que seus pares, mas nada assustador. Ele custa R$ 58 880 básico e R$ 59 880 com rodas aro 17, enquanto a versão aventureira Stepway sai por R$ 52 300. O Sandero é o primeiro carro de rua desenvolvido pela Renault Sport fabricado fora da Europa. E pode não ser o único. Segundo a Renault, há outros projetos da RS em estudo para o Brasil.

Hatch apimentado feito no Brasil tem motor de 150 cv, câmbio manual de seis marchas e controles de tração e estabilidade

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O Renault Sandero RS começará a ser vendido no Brasil em setembro com preço inicial de R$ 58.880. O hatch apimentado é equipado com um motor 2.0 de 150 cv e câmbio manual de seis velocidades e relações curtas. Segundo a Renault, com essa configuração o hot hatch de 1.162 kg acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e tem velocidade máxima de 202 km/h. Fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, este é o primeiro modelo da linha de esportivos da Renault fabricado fora da Europa.

Além das novidades mecânicas, a versão ganhou diferenciais visuais para reforçar o apelo esportivo. Por fora, há para-choque esportivo com luzes diurnas de LED, saída de escapamento dupla com detalhes cromados e imitação de extrator de ar. A cabine ganha pedaleiras cromadas, bancos com desenho exclusivo desta versão e volante de base achatada. Outro diferencial é que o Sandero RS ganhou central multimídia com comandos de voz, uma tecnologia até então inédita nos modelos da marca francesa no Brasil.

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Conforme Autoesporte havia adiantado, o modelo terá um seletor de modo de condução. O motorista poderá alternar entre Normal, Sport e Race, que mudam parâmetros de direção, acelerador e salvaguardas eletrônicas. Em relação ao Sandero padrão, além do novo motor e do visual esportivo, a linha RS é 2,5 cm mais próximo do solo.

O Sandero RS também conta com freios a disco nas quatro rodas, escapamento duplo e novo ajuste de suspensão, além de barra estabilizadora e eixo traseiro mais rígidos do que a versão tradicional. Outro detalhe importante é que esse passa a ser o primeiro Sandero vendido no Brasil com controles de tração e estabilidade. Além de evitar a perda de controle do carro, o sistema também oferecerá um ajuste esportivo para esses controles. A lista de opcionais é enxuta e oferece somente com rodas de 17 polegadas por R$ 1 mil a mais (as originais têm 16 polegadas). Os pneus são sempre 205/45.

Tabelado abaixo dos R$ 60 mil, o Sandero RS quer apimentar, também, a disputa contra o Fiat Punto T-Jet. O hatch é tabelado em R$ 67.010 e conta com motor 1.4 turbo de 152 cv, além de câmbio manual de cinco velocidades.

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Novidades da Renault devem estrear ainda em 2015

foto-imagem-sandero A Renault colocou em seu site oficial as páginas de Sandero R.S. e Duster Oroch. Atrações da marca no Salão de Buenos Aires, os modelos serão lançados no mercado brasileiro nos próximos meses. O Sandero R.S será movido por um motor 2.0 16V (o mesmo do Duster, mas recalibrado para entregar 150 cv) acoplado ao câmbio manual de seis marchas. Vários componentes foram preparados pela Renault Sport francesa, incluindo sistema de freios a disco nas quatro rodas, suspensão com molas mais rígidas e escapamento duplo com maior capacidade de exaustão de gases. O hatch fabricado em São José dos Pinhais (PR) virá também com o R.S. Drive, sistema de modo de direção com três opções de condução: Normal, Sport e Race. Externamente, o Sandero R.S. se diferencia pelas rodas de liga leve aro 17 e pelo kit aerodinâmico assinado pela Renault Sport, incluindo spoiler dianteiro, saias laterais e novos para-choques. O interior tem bancos com revestimento exclusivo, volante esportivo e saídas de ar-condicionado com detalhes na cor vermelha. foto-imagem-sandero A Duster Oroch também será feita no Brasil, com lançamento previsto para o fim deste ano. Baseado no Duster, a picape terá as mesmas opções de motorização do SUV (1.6 16V e 2.0 16V), mas ainda não se sabe se a Oroch contará com a opção de transmissão automática de quatro marchas – o diretor de marketing da Renault, Bruno Hohmann, afirmou que a marca ainda estuda esta possibilidade. Uma novidade exibida no site oficial é o extensor de caçamba, ampliando a área útil a ponto de permitir o transporte de uma moto.

Picape Oroch Duster, modelo terá tração 4×4 e motor flex

foto-imagem-renault-duster-orochEm 2014, a Renault anunciou o desenvolvimento de dois novos modelos. E, de lá para cá, muito se especulou sobre quais seriam esses veículos. Agora já se sabe que os eleitos foram uma picape média e um novo compacto.

A picape foi mostrada em forma de conceito no Salão do Automóvel de São Paulo, batizada de Oroch. O compacto ainda não foi revelado, mas já está rodando no país. O lançamento das novidades só acontece no segundo semestre. No Salão, a picape parecia pronta. Mas, por baixo dos exageros típicos dos show cars, havia um Duster 4×4.

A capacidade de carga do Duster é de 493 kg e, segundo fontes, a da picape deve chegar a 800 kg (isso indica que não haverá opção diesel, porque, pela legislação do Brasil, veículos diesel devem ter capacidade de 1 tonelada). O compacto é um projeto inédito, que usa a plataforma do Datsun Go e motor 1.0 de três cilindros, o mesmo que debuta no Nissan March, este ano.


Carro básico pode ter um grande aumento de R$ 6.000

Nos últimos anos, muitos carros de entrada não podem mais ser considerados “pé-de-boi”, sem qualquer item de conforto. Se, antigamente, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas eram considerados luxo, hoje, os mesmos itens são essenciais e alguns deles saem de fábrica, mesmo em versões básicas.

O Chevrolet Onix, lançado em meados de 2012, por exemplo, traz de série, direção hidráulica, assim como o Volkswagen Gol, em sua versão mais simples. Já o Hyundai HB20, que chegou também em 2012, tem, desde as versões mais baratas, ar-condicionado e direção hidráulica.

Para o consultor automotivo Paulo Garbossa, da ADK Automotive, os consumidores passaram a exigir mais dos modelos de entrada. “Até as opções básicas estão mais sofisticadas. Isso porque, se o cliente não encontra os itens que deseja no veículo de uma marca, ele vai pesquisar em outra, o que acaba estimulando as fábricas a equiparem melhor os carros, desde as versões mais em conta”, afirma.

Outra explicação, segundo Garbossa, é que equipar um carro com ar-condicionado ou direção hidráulica, ficou mais barato. “A produção em escala facilitou na popularização dos itens. O mesmo deve acontecer com outros equipamentos, como sensor de ré e multimídia, daqui em diante”, diz.

G1 listou o modelo mais vendido das seis marcas que mais emplacaram carros no Brasil em 2013, Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Ford, Renault e Hyundai. A partir daí, configurou o veículo com os itens ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricas. O preço dos pacotes variou entre R$ 2.105 e R$ 6.150.

Volkswagen Gol
Versão básica: Trendline 1.0 2 portas – R$ 31.710
Preço com equipamentos: R$ 34.940

O veículo mais vendido do Brasil em 2013, vem, desde a versão básica, com direção hidráulica de série. Os demais opcionais são oferecidos separadamente, prática usual em modelos da Volkswagen. Assim, é possível adicionar apenas os itens de conforto, travas e vidros elétricos e ar-condicionado, por um valor total de R$ 3.230, sendo R$ 2.650 cobrados pelo ar e R$ 580 pelo pacote chamado acesso completo para versões 2 portas.

Fiat Uno
foto-imagem-fiat-vivaceVersão básica: Vivace Evo 2 portas – R$ 25.620
Preço com equipamentos: R$ 30.673

O Uno é um dos veículos mais baratos do país. Em sua versão básica, não conta com nenhum dos itens pesquisados. Para tê-los, é necessário adquirir o pacote Kit Celebration 5, de R$ 5.053. Além de vidros e travas elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado, ele inclui, entre outros itens, faróis de neblina e preparação para som. Com isso, o valor do carro chega a R$ 30.673.

Chevrolet Onix
foto-imagem-onixVersão básica: LS – R$ 33.190
Preço com equipamentos: R$ 38.290 (versão LT + pacote R7H)

A versão básica do Onix, LS, já conta com direção hidráulica de série. Porém, para adicionar os demais itens de conforto, o interessado deve mudar para a versão LT, a mais completa com motor 1.0. Ela custa a partir de R$ 35.090, e conta, de série, com banco do motorista e coluna de direção com regulagem de altura, maçanetas e espelho retrovisor na cor do veículo, alarme e chave canivete, mas ainda sem ar-condicionado, vidros e travas elétricos. Para ter os itens, é preciso aderir ao pacote R7H. Ele custa R$ 3.200, elevando o valor final do Onix para R$ 38.290, ou R$ 5.100 a mais do que a versão básica.

Ford Fiesta RoCam
foto-imagem-ford-fiestaVersão básica: 1.0 SE Plus – R$ 31.740
Preço com equipamentos: R$ 31.740

Prestes a dar lugar ao novo Ka, o Fiesta RoCam vive seus últimos meses na linha da Ford. Assim, a marca só comercializa o modelo nas versões mais completas. A 1.0, é equipada com ar, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos elétricos, faróis de neblina, alarme, abertura elétrica do porta-malas e rodas de liga neve, e custa R$ 31.740.

 

Renault Sandero
foto-imagem-sanderoVersão básica: Authentique – R$ 30.500
Preço com equipamentos: R$ 36.660 (versão Expression)

A versão mais em conta do Sandero é a Authentique, de R$ 30.500. Entre os opcionais, apenas ar-condicionado e direção hidráulica, oferecidos por R$ 3.960. Para ter também vidros e travas elétricas, é preciso subir para a versão Expression, de R$ 36.660. O valor R$ 6.160 acima da Authentique, também inclui outros equipamentos, além do conjunto elétrico, como travamento automático das portas com o veículo em movimento, alarme, computador de bordo, volante com regulagem de altura e maçanetas da cor do veículo. O valor solicitado para os opcionais pela Renault para o Sandero “completo” é o mais alto entre os modelos comparados.

Hyundai HB20
foto-imagem-hb20Versão básica: Comfort – R$ 35.395
Versão com equipamentos: R$ 37.500 (vesão Comfort Plus)

A versão básica é a Comfort, de R$ 35.395. Ela já conta com ar-condicionado e direção hidráulica. Para ter também vidros e travas elétricos, é preciso subir para a versão Comfort Plus, de R$ 37.500. Além dos equipamentos de conforto, os R$ 2.105 pacote também adicionam à lista de equipamentos, alarme perimétrico, travamento automático central das portas a 15 km/h, maçanetas na cor do veículo, chave canivete e detalhes cromados no interior. Considerando apenas modelos em que foi necessário acrescentar equipamentos ao conteúdo básico, o pacote do HB20 é o mais barato, além de um dos mais completos.