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VW Saveiro e Fox com problemas em consumo

Já imaginou descobrir que o nível do óleo do seu automóvel baixa constantemente depois de rodar 2.000 km ou menos?

Esse é o drama vivido por proprietários de modelos da Volkswagem com o motor MSI 1.6 16V, lançado em agosto de 2015 e que equipa Gol, Fox, Saveiro e o novo Polo.

Entre os motores “beberrões” está o Fox Highline 2016 do empresário Thiago Resende, do Rio de Janeiro (RJ). “O óleo do meu carro vive sumindo e a concessionária diz que é normal.

Faço as revisões, rodo menos de 2.500 km e o nível já está abaixo do mínimo”, conta Thiago.

“A autorizada agora recomendou verificar o óleo a cada abastecimento. Tive vários carros e isso nunca aconteceu comigo.”

O caso é tão conhecido que a própria Volks emitiu para sua rede um boletim chamado Informação Técnica do Produto, número 2026880/4, em 31 de março de 2017.

O documento diz que o consumo excessivo de lubrificante pode ocorrer por montagem incorreta ou desgaste prematuro dos anéis ou de outro componente interno do motor ou mesmo por falha nos vedadores das hastes das válvulas.

Não é raro que o problema acabe afetando a durabilidade de peças do motor, como ocorreu com o empresário Wanderley de Oliveira Reis, de Guarulhos (SP).

“Com dois meses de uso e menos de 4.000 km rodados, o o motor estava ‘grilando’. Por isso a autorizada trocou biela, pistão, juntas e outras partes”, diz Wanderley, que tem uma Saveiro Cross 2014.

Em casos extremos, a avaria pode obrigar a substituição do motor e, por consequência, dor de cabeça com a documentação.

“Após reclamar várias vezes, agora terei de trocar o motor, que tem só 8.000 km de uso. A concessionária ofereceu a troca e a extensão da garantia, mas como fica meu prejuízo na hora da revenda? O prontuário do veículo ficará com essa mudança de motor registrada”, preocupa-se Renato Guerino de Souza, de São Paulo (SP), dono de um Fox 2015.

Consultada, a Volkswagen do Brasil não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.

O POVO RECLAMA

“Existem diversos relatos na internet sobre esse problema. Fiz várias indagações à concessionária, que não resolveu nada. Ela sempre diz que está aguardando uma resposta da fábrica, que já sabe desses casos.” José Nelson de Lima, técnico em ar-condicionado, Jaboatão dos Guararapes (PE), dono de um Fox Highline 2015

“Meu carro com menos de 4.000 km rodados estava com o motor ‘grilando’. Agora preciso trocar algumas peças. Até hoje, só tive decepções.” Wanderley de Oliveira Reis, empresário, Guarulhos (SP), dono de uma Saveiro Cross 2014

Proprietários do modelo Mitsubishi L200 Triton reclamam de trepidação excessiva ao passar de 50 km/h

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Não é tão raro assim encontrar um veículo bem rodado que começa a trepidar ou vibrar em velocidades acima dos 100 ou 120 km/h. Mas causa muita surpresa quando o mesmo acontece num modelo novo e que esteja trafegando a míseros 50 km/h. É a situação de alguns proprietários da Mitsubishi L200 e L200 Triton até a linha 2012.

Dono de uma L200 Triton 2011, o empresário Basílio Monteverde Netto, de Linhares (ES), diz que logo na primeira semana foi viajar por uma estrada de terra. “Eu não podia passar de 40 ou 60 km/h, pois o carro trepidava tanto que ficava incontrolável. Chegava a jogar a traseira para os lados. Se aumentasse a velocidade, a picape rodava na pista”, diz. Ele conta que a concessionária afirmou ser normal esse comportamento, até que instalou dois amortecedores traseiros da linha 2013 (kit número CAPA0563). “Aí o problema foi resolvido.”

Por causa dessa trepidação, alguns donos acabam deixando a picape de lado e enfrentam as estradas de terra em automóveis de passeio, como relata o produtor rural Paulo Roberto Bobbio de Castro, de Sooretama (ES). “Se eu passar dos 50 km/h por hora na estrada de terra, não consigo dirigir, mesmo com a tração ligada. Já tentei tudo, mas nada resolve. Para evitar isso, viajo com um Toyota Corolla ou Mercedes C 180”, diz o dono de uma Triton HPE 2011.

Às vezes, até no asfalto lisinho a picape tem problema para se manter na linha. “Meu carro não tem estabilidade nenhuma, nem na rodovia”, diz o empresário Carlos Alberto de Souza, de Maricá (RJ). “Já fui mais de 20 vezes à autorizada. Minha L200 fica de dez a 20 dias na oficina e o defeito volta.”

O técnico Geovani Neves, do Centro Automotivo Varga, em Linhares (ES), já atendeu dois modelos com o mesmo problema e diz que a falha estaria nos amortecedores. “Eles são subdimensionados. Por isso, a linha 2013 ganhou uma nova suspensão e amortecedores de curso mais longo.”


O POVO RECLAMA

“O defeito aparece principalmente no asfalto, quando todo o carro trepida. Levei mais de dez vezes à concessionária e até agora nada.” – Marcos Vinícius Jurca, São Joaquim da Barra (SP), autônomo, dono de L200 Triton 2011

“Se eu passar dos 60 km/h, o carro fica impossível de dirigir, ainda mais em estradas de terra e no asfalto irregular.” – Clemir Prestes, Linhares (ES), empresário, dono de L200 Triton 2010

RESPOSTA

Mitsubishi, dos casos analisados pela empresa, dois foram resolvidos, um aguardava o agendamento
numa autorizada e um proprietário desistiu de fazer a reclamação.