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Peugeot – Será que os carros da marca francesa desvalorizam mesmo?

Atualmente ela vende os modelos 208, 2008, 408, 3008 e 5008, além dos comerciais leves Partner, Jumpy e em breve novamente o Jumper. Mas, há alguns anos atrás, a marca vendia por aqui diversos modelos, que iam do 106 ao 807. Primeira fabricante de carros a desembarcar no Brasil com um automóvel, isso em 1891, a Peugeot chegou de forma oficial ao mercado brasileiro nos anos 90.

Como uma das “newcomers”, ela ajudou a moldar o mercado automotivo brasileiro, que antes era centrado em quatro marcas que sobreviveram ao fechamento das fronteiras para produtos estrangeiros. Com chegada oficial em 1992, a Peugeot começou a vender seus carros importados da França num momento em que o consumidor começava a experimentar veículos com tecnologias mais modernas. Obviamente, nem todo mundo estava preparado para tanta sofisticação.

O problema, no início, não estava exatamente no produto, mas nos consumidores. Ainda cercados pela cultura dos carros das duas décadas anteriores, que estavam muitos anos atrás de seus semelhantes no mercado exterior, fez com que muita gente acreditasse que poderia manter um carro importado como se fazia com um nacional. Por conta disso, muito gente deixou de fazer as manutenções necessárias em seus carros, buscando oficinas no mercado que não tinham a experiência nas tecnologias envolvidas, logo ficou evidente que os problemas começariam.

Além disso, de forma geral, os carros importados não estavam exatamente adaptados ao clima e condições de rodagem no Brasil. Assim, duas coisas básicas começaram a falhar com o tempo (refrigeração e suspensão). Logicamente nem todo mundo enfrentou isso, mas mesmo aqueles que recorreram aos revendedores, parte teve problemas, pois os depoimentos na internet revelam que as peças eram caras e o serviço ruim.

As queixas contras as revendas se tornaram comuns e ainda hoje, fala-se muito mal de algumas marcas nesse quesito e a Peugeot não é exceção. Em 2001, a marca francesa abriu sua fábrica no Brasil, em Porto Real-RJ, junto com a irmã Citroën. A produção do 206 veio com algo inusitado, seu motor era de origem Renault. Com esta e a parisiense, elas formavam um trio de marcas francesas com a Peugeot.

Em depoimentos na internet, clientes começaram a reclamar do atendimento nas revendas e dos problemas nos carros. Como toda a reclamação coletiva ganha força, com ou sem fundamento, imediatamente a preocupação com pós-venda e com a manutenção dos veículos foram repassados ao mercado. A ideia de que o Peugeot 206 feito em Porto Real era um importado se espalhou, assim como a fama de ruim nos serviços de revisão e em defeitos do produto.

Com isso, o preço do Peugeot usado começou a despencar e a desvalorização acentuada se tornou uma característica infeliz da marca, que assim teve sua imagem arranhada profundamente no Brasil. Peças caras, problemas não resolvidos, clientes insatisfeitos, tudo somou para que a fabricante francesa entrasse em declínio diante do consumidor brasileiro, algo bem diferente da imagem vista na vizinha Argentina, onde hoje ela vende o dobro daqui.

Dessa forma, os carros da Peugeot passaram a ser revendidos com preços abaixo do mercado, indicando alta desvalorização. Em termos de produto, o veículo da marca sempre teve diferenciais enormes de conceito para os carros vendidos pelas montadoras mais antigas e pelas japonesas ou coreanas, por exemplo. Mas, tratava-se de um produto feito para a Europa e que aqui não aceitava as condições que clima, pavimento e proprietários impunham.

Haviam reclamações quanto ao funcionamento com gasolina e excesso de alertas, algo bem diferente das marcas mais populares, que omitiam boa parte do que estava acontecendo com o veículo. Esse excesso de zelo em informar tudo ao condutor, irritou muita gente. Além disso, os carros não toleravam a má conduta de muitos clientes, que se retiraram da rede autorizada para fazer a própria manutenção. Fugindo de preços altos e mal atendimento, caíram na inexperiência de muitos profissionais independentes, que acabaram prejudicando ainda os carros, os clientes e a Peugeot.

Após mais de 10 anos, a Peugeot decidiu virar a mesa e criou diversas formas de mudar a imagem da marca, começando pelo descredenciamento de boa parte da rede autorizada. Os que restaram, passaram por uma reformulação, que unificou o pós-venda com a Citroën e obrigatoriamente as lojas.

Nacionalizou 208 e 2008, bem como criou um programa chamado Total Care, onde a marca descreve 10 compromissos com o cliente. Além disso, o Renova Peugeot promete pagar 85% da Fipe em carros usados da marca e estendeu o reboque gratuito para todos os donos de Peugeot com até oito anos de uso, estando ou não na garantia.

Mas e o consumidor? Em opiniões publicadas na internet, a maioria dos clientes atualmente se mostra confortável com o produto Peugeot e até com a nova rede autorizada, mas o estigma continua em muitos compradores. As alterações surtiram efeito e no ano passado a Peugeot vendeu 26.855 unidades, sendo a 11ª no ranking e à frente da Citroën e Mitsubishi. Até abril de 2018, a marca se mantém na mesma posição.

Será que desvalorizam mesmo?
Cerca de um ano e meio atrás, fizemos um Top 10 sobre os 20 carros que mais se desvalorizavam no mercado nacional. Desse total, três modelos eram da Citroën e não havia nenhum Peugeot, o que surpreendeu alguns leitores. Na mesma época, outra pesquisa de mercado – Prêmio Maior Valor de Revenda, da agência Auto Informe – apontou apenas o 408 numa lista de 38 carros com maior desvalorização.

O sedã perdia 16,90% de seu valor em um ano. O 208 se posicionou em 14º entre os que menos perdem com 9,4%. Na mesma pesquisa, realizada no ano seguinte, em 2017, o 208 perdia 10,8% em 12 meses, mas o Gol perdia 10,9%! Ou seja, no ranking dos 20 mais, o Peugeot ficou em 17º e o VW em 18º lugar. No caso dos SUVs, o 2008 ficou em sétimo lugar com 12,4% de depreciação, mas o Renegade ficou em nono com 12,7%.

No Top 10 dos carros com maior desvalorização, publicado em abril, não havia nenhum modelo da marca. Então, atualmente, os carros da Peugeot não estão mais tão desvalorizados assim, embora seja possível encontrar modelos a venda abaixo do preço de tabela Fipe.

Peugeot lança série especial 307 Millesim 200 – Recall 207 HB

Edição com 1.500 unidades comemora os 200 anos da marca.
Carro será vendido a partir desta quarta-feira (29), por R$ 54.500

A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (27) a edição especial do 307 HB (hatchback) chamada de Millesim 200. A série é limitada a 1,5 mil unidades e festeja os 200 anos da marca francesa. O Millesim vem com GPS integrado ao painel e ao sistema de som, com entrada auxiliar para conexão com iPod, MP3 e Bluetooth, bancos esportivos em couro e aerofólio traseiro. O preço sugerido é de R$ 54.500. As vendas começam na próxima quarta-feira (29).

A denominação Millesim, explica a Peugeot, remete à expressão francesa “millésime”, que representa safras excepcionais de vinhos. O modelo será vendido nas cores preto e prata, com a inscrição “Millesim 200” nas portas dianteiras. O carro contará ainda com rodas de liga leve de 15 polegadas. O motor é o mesmo do 307 tradicional: 1.6 Flex 16V, que produz até 113 cv de potência com álcool.

Nesta segunda-feira, a Peugeot anunciou também o recall de 2.238 unidades do 207 HB fabricadas em 2009 e 2010, por um problema no fechamento do capô.

Fonte: AutoEsporte

Recalls no Brasil – Mais de 1 milhão de veículos: carros, motocicletas, caminhões – Dados são do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor(DPDC)

Montadoras fizeram 38 convocações de janeiro a agosto.
Departamento do MP Federal levantou dados a pedido do G1.

Nos oito primeiros meses do ano, já foram convocados no Brasil 1,052 milhão de carros, motocicletas, caminhões e comerciais leves em recalls, de acordo com o levantamento feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério Público Federal, a pedido do G1.

A marca foi atingida após o anúncio de recall de 59.714 Chevrolet Agile, na última sexta-feira (27). Apenas para efeito de comparação, o número de veículos envolvidos em convocações neste ano equivale a um terço das 3,18 milhões de unidades produzidas no país em todo o ano passado.

O volume de convocados até agosto é o maior desde 2008, quando foram chamados de volta às concessionárias 1,26 milhão de veículos, e é 44% superior a 2009, que teve 728.525 unidades em recall. Em número de chamados, este ano contabiliza 38 até agosto, sendo que alguns recalls envolvem mais de um modelo. Em todo o ano passado, foram 43 convocações, pelos dados do DPDC, número considerado recorde.

Confira a lista dos veículos que foram convocados para recall até agosto de 2010


Fonte G1

Peugeot volta firme à briga

Depois de pular a geração do 207 francês, marca prepara o 208 nacional igual ao modelo europeu

Quando o bem-sucedido 206 evoluiu para 207 na França, a Peugeot brasileira fez as contas e concluiu que seria inviável produzir o mesmo carro na fábrica de Porto Real (RJ). Na época, o mercado brasileiro ainda não tinha crescido tanto, e a plataforma do modelo europeu parecia demasiada cara e sofisticada para os padrões do mercado nacional. Daí a solução de usar a base do velho 206 para fazer um 207 mais baratinho, com mudanças meramente visuais (na França ele cresceu e se sofisticou).

Se por um lado a Peugeot economizou em investimentos, por outro o 207 nacional não emplacou grande sucesso nas vendas. O consumidor não enxergou nele um avanço em relação ao 206. Agora, com o mercado batendo recordes, a Peugeot percebeu que vale a pena investir num compacto mais moderno. Em 2012 nascerá o 208 nacional, bem semelhante ao que haverá na Europa. Quem garante que isso é verdade? Fornecedores de peças. Eles já foram contatados pela marca francesa e começam a trabalhar nos componentes do 208. Graças a eles, e a informações vindas da França, chegamos à projeção que você vê nesta página (acredite!), muito fiel ao carro que estará no Salão do Automóvel, não deste ano, mas de 2012. A motorização será a mesma atual (1.4 e 1.6), com melhorias até lá.

Além de o Brasil ganhar relevância na estratégia global do grupo PSA (que inclui a Citroën), o que pesou a favor da decisão de fazer o 208 no Brasil foi o fato de ele ter a mesma base do novo Citroën C3, que também será produzido aqui no fim de 2011. Aliás, a base é a mesma do Citroën Air Cross, misto de minivan e jipinho que chega este ano. Da mesma plataforma sairão o C3 Picasso e um sedã derivado do 208. Não haverá mais a perua. E o 207? Continuará sendo vendido com preços mais acessíveis, pelo menos até a chegada de um novo popular (o futuro 107) em 2013.

Fonte: G1

Recall nos carros da Peugeot – Modelo 207 hatchback pode apresentar defeito na alimentação de combustível


Carro pode apresentar defeito na alimentação de combustível.
Problema provoca dificuldade na partida a frio.

A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (5) o recall do modelo hatchback 207 1.4l 8X Flex ano modelo 2009/2010 por causa de possíveis problemas na tubulação de alimentação de combustível do sistema de partida a frio.

De acordo com a montadora, existe a possibilidade de algumas unidades apresentarem uma má conexão da tubulação de alimentação de combustível ao reservatório. Isto pode provocar dificuldades da partida do veículo quando frio e possibilidade de vazamento de combustível, com risco de incêndio.

A empresa convoca os proprietários dos veículos com chassis no intervalo: 8AD2MKFWXAG020711 a 8AD2MKFWAG023337.

Eles devem agendar o comparecimento a uma concessionária da marca para a verificação da tubulação de alimentação de combustível ao reservatório e, se necessário, será feita a correta conexão da peça.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 703 2424 ou pelo site www.peugeot.com.br

Fonte G1