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Motor 2.5 de cinco cilindros foi remapeado para chegar aos 400 cv – e vai de 0 a 100 km/h em 3,7 s

Fãs de esportivos alemães ganharam mais uma alternativa para rechear a garagem. A Audi lançou nesta quinta (01) no Brasil o novo TT RS. O cupê superesportivo adota a plataforma modular e o trem de força do novo RS 3, mas custa quase R$ 100 mil a mais.

O TT RS tem preço sugerido de R$ 424.990, em versão única. Seu 2.5 de cinco cilindros gera 400 cv, moderados por um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas, com tração integral quattro.

Nas versões com cores escuras, os apliques normalmente em prata fosco são pintados em preto brilhante

O conjunto leva o TT RS, segundo a fábrica, de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos – somente 0,2 segundo mais lento que a nova Ferrari Portofino V8, que deve chegar ao Brasil este ano custando R$ 2 milhões.

A velocidade máxima do cupê alemão é de 250 km/h, limitada eletronicamente.

O conceito de motor cinco-cilindros em linha é usado na Audi desde o icônico Ur quattro 

As rodas exclusivas de 19? ajudam a refrigerar os enormes freios a disco ventilados e perfurados 

O visual do mais forte dos TT tem como maior diferença o aerofólio traseiro fixo, além dos para-choques e rodas únicos. Os apliques em prata fosco (ou preto brilhante, dependendo da cor) característicos da linha RS ficam nas saias, retrovisores e suporte do spoiler traseiro.

Maior diferença no interior do RS está no volante exclusivo similar ao do R8

Na cabine chama a atenção o volante similar ao usado no novo R8, com botão de partida e acionamento dos modos de condução embutidos no aro.

Costuras vermelhas, peças em plástico reforçado com fibra de carbono e couro Alcantara completam o pacote de acabamento.

NOVO VOLKSWAGEN UP! TSI 2018

Quando o Volkswagen up! TSI foi lançado, nós da Autoesporte apelidamos o modelo de “carro da crise”. Por um bom preço, o hatch era capaz de entregar desempenho de carro 1.6 e consumo de combustível de um 1.0. O motor flex rende até 105 cv de potência e excelentes 16,8 kgfm de torque entregues a partir de 1.500 rpm. Mas um dos principais problemas do carro ainda estava lá: o interior modesto. Comparado a outros veículos, com o Hyundai HB20, o consumidor ficava com a impressão de estar pagando por algo muito simples.

O que mudou?

Sedã será uma das atrações da marca para o Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas no dia 10 de novembro

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Olha só quem apareceu! Flagramos a nova geração do Hyundai Elantra, uma das atrações da marca para o Salão do Automóvel de São Paulo. O modelo começou a chegar ontem às concessionárias da capital paulista, mais ainda não tem previsão para começar a ser vendido – nem mesmo o treinamento para vendedores foi aplicado.

O visual segue as linhas da versão norte-americana, mas o motor 2.0 flex do modelo atual continuará como única opção por aqui – atualmente. O propulsor rende 178 cv no sedã, mas devido às normas de emissões, passou a entregar 167 cv no ix35. O câmbio automático continuará de seis velocidades, mas não haverá opções de trocas manuais por meio de borboletas atrás do volante.

Serão três versões, mas não foram confirmadas listas de equipamentos de cada uma delas. Até agora, já sabemos que a opção de entrada terá bancos de tecido e será vendida por R$ 84.990. A intermediária, de R$ 103.900, terá ar-condicionado de duas zonas, seis airbags, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, bancos de couro, rodas de liga leve aro 16, luzes diurnas e lanternas traseiras de LEDs, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, alerta de ponto cego, sistema multimídia com GPS e comandos no volante.

Haverá também uma topo de linha, por R$ 114.990, que acrescentará teto solar elétrico e airbag de joelho para o motorista – o modelo que vimos nesta configuração trazia revestimento de couro azul escuro nos bancos e nas portas. Controles de tração e de estabilidade também estarão disponíveis, mas não foi confirmado se estará apenas no modelo mais caro.

Segundo apuramos, a novidade será vendida nas cores branca, prata e preta e a garantia permanecerá sendo de cinco anos.

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Equipado com motor de 13,0 litros e quatro turbos, o The Iron Knight deverá “rachar o asfalto” no dia 24 de agosto com seus 611,8 mkgf de torque

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Recordes de velocidades geralmente são feitos com superesportivos ou com protótipos feitos especificamente para tal façanha. Mas a Volvo quis quebrar essa lógica e construiu um caminhão de 2.433 cv para andar rápido, muito rápido. A marca tentará bater o recorde mundial de velocidade com seu supercaminhão e mostrará o resultado no seu canal do youtube no próximo dia 24 de agosto.

Batizado de The Iron Knight (O Cavaleiro de Ferro), o caminhão feito para bater recorde de velocidade foi produzido do zero (com exceção do motor e transmissão) numa parceria que envolveu técnicos, engenheiros e designers da Volvo Trucks.

Volvo The Iron Knight

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As imagens não revelam com detalhes as linhas do modelo, mas é possível ver que ele tem inspiração no desenho dos modelos FH, com a frente contando com aberturas para entrada de ar para arrefecimento do motor e dos freios, além de ter a cabine projetada para ter menor resistência ao ar possível. Semelhante aos Fórmula Truck, o Iron Knight tem suspensão rebaixada, cabine de fibra de vidro, santantônio e até lanternas de led.

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O caminhão é equipado com o motor D13, um seis cilindros de 13,0 litros que originalmente produz até 540 cv nos caminhões da série FH. No Iron Knight ele recebeu modificações como intercooler refrigerado a água, quatro turbocompressores, sistemas elétricos e eletrônicos remanejados para baixo e software reprogramado. O resultado disso são os insanos 2.433 cv de potência e 611,8 mkgf de torque.

O conjunto motriz é atrelado a uma transmissão i-Shift de dupla embreagem reforçada para suportar o elevado torque. Pesando cerca de 4,5 toneladas, o caminhão tem uma relação peso/potência de apenas 1,84 kg para cada cavalo (só um pouquinho a mais que os 1,8 kg/cv do Porsche 918 Sypder, o recordista de aceleração nos testes da QUATRO RODAS).

O piloto Boije Ovebrink será o responsável por tentar bater o recorde mundial de velocidade a bordo do Volvo The Iron Knight. Confira abaixo a prévia do ronco descomunal do supercaminhão:

Saiba se vale a pena pagar a mais para trocar o 1.0 aspirado pelo 1.0 turbo

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O Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores) tem sido um grande motivador no desenvolvimento de motorizações mais econômicas e menos poluentes ao oferecer abatimentos de impostos para as fabricantes. A Hyundai, por exemplo, lançou o HB20 1.0 com motor tricilíndrico de 80 cv e 10,2 kgfm no ano passado. Neste ano, foi a vez da esperada variante 1.0 turbo aparecer com 105 cv e 15 kgfm. A dupla faz parte da família de hatches que conta ainda com as versões equipadas com motor 1.6 de 128 cv e 16,5 kgfm. Mas, com tantas opções de motores na mesma família,vale a pena investir em um carro equipado com um motor 1.0 turbo?

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Vantagens do turbo no desempenho

A supremacia do HB20 Turbo perante o carro que lhe deu origem não se justifica apenas por sua potência de 105 cv contra os 80 cv do seu primórdio. Mas, principalmente pelo torque de 15 kgfm, bem mais do que os 10,2 kgfm do popular aspirado. Uma força quase igual aos 16,5 kgfm do “Gamma” 1.6. As versões 1.0 abrigam modernos motores “Kappa” de três cilindros 12V, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas e injeção multiponto de combustível. Essa força que faz o carro sair da inércia e vencer rampas sem pedir muitas trocas de marchas é o que chamamos de torque.

Agora que você já conhece a característica de cada motor da família HB20, veja como cada um deles se saiu em nossa pista de testes. A unidade equipada com o 1.0 aspirado levou 14,5 segundos para ir de 0 a 100 km/h, contra 10,9 segundos do exemplar com Turbo. Tempo muito próximo, inclusive, dos 10,1 segundos que o 1.6 precisou para completar a prova.

Na retomada de velocidade, outra boa notícia para o turbinado que foi de 60 a 100 km/h em 7,7 segundos. Muito menos do que os 14,5 segundos que o aspirado precisa para recuperar entre as mesmas velocidades, e melhor até mesmo do que o 1.6 que completou o mesmo teste em 10,1 segundos.

A “mágica” acontece porque no HB20 Turbo o torque (além de maior) é entregue mais cedo, logo aos 1.550 rpm. Isso significa que o carro enche o motor mais rapidamente, embora sofra com o efeito turbo-lag – ausência de força com rotações baixas. Na estrada, o HB20 Turbo viaja a 120 km/h com o ponteiro mirando para os 3.800 rpm, enquanto no aspirado a agulha sobe até os 4.100 rpm. Isso também significa menor consumo.

Consumo de combustível

De acordo com as nossas aferições, sempre efetuadas com etanol, o HB20 Comfort Plus 1.0 tem médias de 9,2 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada. Apesar de serem bons números, não são suficientes para bater o ótimo rendimento do HB20 Turbo, que faz 10,3 km/l em trecho urbano e 12,7 km/l em perímetro rodoviário. De acordo com medição do Inmetro, as médias de consumo do HB20 1.6 com câmbio manual são de 7,6 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Ponto para o turbo.

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Seguro, revisões e peças

O pacote com as três primeiras revisões até os 30 mil quilômetros do HB20 1.0 Comfort Plus custa R$ 1.111. Um pouquinho mais do que os R$ 1.180 para revisar o HB20 Turbo Comfort Plus.O mesmo serviço custa R$ 1.231 para o HB20 1.6 Comfort Plus.

Como não muda visualmente, a cesta de peças do HB20 tem um custo médio de R$ 2.882 para todas as versões. O cesto inclui retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (apenas o elemento), filtro de ar do motor, jogo com quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível.

Já o seguro do HB20 Turbo fica em média R$ 1.950. Menos do que os R$ 2.196 cobrados pela apólice do irmão aspirado e menos também do que o valor médio de seguro do 1.6, orçado em R$ 2.155.

Equipamentos

Apesar de abrigarem motores distintos, os três carros são da versão Comfort Plus e, com isso, suas configurações são praticamente as mesmas. A exceção está nas funções de destravamento automático das portas em casos de acidente e nas maçanetas externas na cor da carroceria, exclusivos do 1.6. Bem como as travas elétricas nas portas e porta-malas com comandos na chave, somente vistos no Turbo (no 1.6 a função não tem comando na chave). No mais, as versões Comfort Plus da tríade HB20 entregam ao consumidor: ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, faróis máscara negra, Sistema Isofix, grade frontal com borda cromada, luz de repetição de seta nos retrovisores, rádio c/ Bluetooth, streaming de áudio e MP3 com comandos de áudio no volante. Sem falar dos obrigatórios freios ABS e duplo airbags.

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Nas lojas

Na média, o HB20 Comfort Plus é vendido nas lojas por R$ 42.800 (na cor sólida) e o melhor preço que encontramos, na cidade de São Paulo, foi o de R$ 42.700. Com a opção de cor “Cinza Titânio”, metálica perolizada o valor sobe para R$ 43.900. Valores que podem ser pagos da seguinte maneira:

– 30% de entrada e mais 24 parcelas com 0.99% de taxa ao mês.
– 60% de entrada e mais 24 parcelas sem juros.
– 80% de entrada e mais 36 parcelas sem juros.

O recém-chegado HB20 Turbo tem preço médio nas lojas de R$ 47.672 (na cor sólida) e o melhor preço encontrado foi o de R$ 47.445 (mesmo valor do site). Caso a opção seja por uma cor metálica ou perolizada o preço fica em R$ 47.950. Confira as condições:

– 30% de entrada e mais 12 parcelas com 0.99% de taxa ao mês.
– 40% de entrada e mais 24 parcelas com 1.26% de taxa ao mês.
– 50% de entrada e mais 24 parcelas com 1.19% de taxa ao mês.
– 80% de entrada e mais 12 parcelas sem juros.

O HB20 1.6 está sendo comercializado por um preço médio de R$ 49.500 (na cor sólida). O valor mais barato que encontramos foi o de R$ 47.990 e se a opção for a de cor metálica ou perolizada o valor sobe para R$ 48.990. Veja como o modelo 1.6 pode ser pago:

– 60% de entrada e mais 12 parcelas sem juros.
– 60% de entrada e mais 18 parcelas sem juros.
– 60% de entrada e mais 24 parcelas com 0.69% de taxa ao mês.

Resultado: Vale a pena

No desempenho, na ponta do lápis ou na hora de tirar o dinheiro do bolso, o HB20 1.0 Turbo é a melhor opção da linha. Além do consumo consumo baixo e do torque muito superior ao 1.0 aspirado, o hatch turbinado atende bem às necessidades do uso urbano e rodoviário sem custar o mesmo que o 1.6. O único porém está no efeito turbo-lag, que deixa o carro um pouco enfraquecido nas rotações baixas, mas nada que prejudique seus pontos positivos.

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HYUNDAI APRESENTA HB20 COM MOTOR 1.0 TURBO

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A Hyundai revelou hoje (12) seu novo motor 1.0 turbo para a linha HB20 e HB20S. As novas versões chegam às lojas ainda em abril e os preços ainda não foram divulgados, masAutoesporte está acompanhando a apresentação e trará novidades. O novo motor 1.0 turbo de 12 válvulas entrega 105 cavalos de potência quando abastecido com etanol e 98 cv com gasolina. O torque é de 15 kgfm com etanol e de 13,8 kgfm com gasolina, disponível a partir das 4.500 rpm. O câmbio é manual de seis marchas.

O principal foco do novo motor é o desempenho, mas o consumo também foi priorizado pela marca. Segundo os dados divulgados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, tanto HB20 quanto HB20S receberam nota A. O hatch tem consumo de etanol de 8,2 km/l na cidade e 10,1 km/l na rodovia. Já com gasolina, os números são de 11,6 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada.

A versão Comfort Style, apresentada no evento, traz de série rodas de liga leve 15″, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, abertura e fechamento dos vidros pela chave, retrovisores elétricos com repetidores de seta, combutador de bordo e faróis de neblina, entre outros itens. O modelo também traz o novo rádio BlueAudio, apresentado na linha 2016 do hatch.

Novo 1.0 turbo

O novo 1.0 Kappa turbo é o primeiro turbo flex da Hyundai no mundo. Desenvolvido na Coreia do Sul e capaz de render  até 105 cv de potência  e 15 kgfm de torque com etanol, o novo três cilindros oferece até 47% a mais de torque e 31% a mais de potência em relação ao aspirado. Segundo o Hyundai, o novo motor 1.0 turbo preenche uma lacuna de 48 cv existente entre os motores 1.0 e o 1.6 aspirados. Isso quer dizer, que, na linha HB20, o novo 1.0 não substituirá no momento o atual motor 1.6 de 128 cv.

O motor três cilindros Kappa recebeu uma série de alterações. A turbina fornecida pela Honeywell é de baixa inércia e fica diretamente no cabeçote do motor. Isso reduz o tempo de enchimento da turbina, segunda a Hyundai. O intercooler, por sua vez, foi instalado ao lado do radiador principal, para tornar a manutenção mais simples e propicia uma troca de calor mais eficiente.

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Porsche Cayman S recebeu acabamento exclusivo por dentro e por fora

foto-imagem-porsche-exclusive-cayman-A Porsche Exclusive, divisão de personalização mantida pela Porsche, apresentou uma versão especial (e única) do Cayman S. O cupê ganhou detalhes em preto nas portas, capas dos espelhos retrovisores e tomadas de ar, além de spoiler traseiro na cor da carroceria. O carro também traz faróis e lanternas escurecidas, saída de escapamento dupla e rodas de liga leve de 20 polegadas em dois tons.O interior tem acabamento em couro com detalhes brancos no console central, painel e portas. Várias partes da cabine receberam revestimento em couro feito à mão, da coluna de direção até os tapetes. O toque final fica por conta do nome “Porsche” grafado nos encostos de cabeça dos bancos esportivos.

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Novo golf 1.0 TSI

foto-imagem-volkswagen-golf-bluemotionA Volkswagen apresentou uma nova versão do Golf para o mercado europeu: a TSI Bluemotion. Orientado para a eficiência no consumo de combustível, o modelo vem equipado com motor 1.0 turbo de três cilindros.O bloco, movido a gasolina, oferece 115 cavalos de potência e 20,4 mkgf de torque. Duas opções de transmissão estão disponíveis: manual de seis marchas e DSG de sete marchas. Em ambos os casos, a médio de consumo de combustível do Golf Bluemotion fica em 23,25 km/l.

Em termos de performance, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, alcançando a velocidade máxima de 204 km/h. Além disso, o nível de emissão de dióxido de carbono (CO2) é de 99 g/km, o que, de acordo com a Volkswagen, faz dele o menos poluente da categoria.

Por 20.450 euros iniciais, o Golf Bluemotion traz os seguintes itens de série: ar-condicionado, sistema start-stop, bloqueio eletrônico do diferencial, sistema de frenagem pós-colisão, spoiler traseiro integrado e na mesma cor da carroceria e rodas de liga-leve de 15 polegadas.

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Edição especial do Citroën DS3 está em testes no Brasil

foto-imagem-Citroën-DS3Exclusividade. É isso que a Citroën estuda trazer ao país com o DS3 Faubourg Addict, uma edição limitada que oferece mais requinte em comparação à versão Sport Chic, vendida atualmente por R$ 82.490. Mas, se você bateu os olhos nas fotos desta página e gostou do carro que viu, se acalme. Ele está só sendo testado no Brasil e suas vendas ainda não foram confirmadas. Mesmo assim, já avaliamos o modelo – com exclusividade, como não poderia deixar de ser.

As diferenças entre ela e as customizações padrão do hot hatch começam pela carroceria. O Faubourg Addict é sempre pintado em roxo, combinado com o exclusivo teto em cinza. Nele, há ainda um adesivo que remete ao símbolo da linha DS. A marca de luxo da Citroën também aparece estampada nos retrovisores. Mas, não se trata de outro adesivo. A empresa usa uma técnica que imprime a laser para dar o acabamento final à capa dos espelhos. Notou alguma diferença nas rodas? Apesar de terem as mesmas 17 polegadas, a cor cinza é exclusiva. “É impossível encomendar um DS3 normal com essa roda, ela é reservada para esta versão”, explica Jeremie Martinez, responsável pela linha DS no Brasil.

É dentro da cabine que o modelo quer mimar os passageiros. Lá, destaque para os bancos de couro. Eles são pintados com outra tecnologia especial, que garante um efeito degradê. A tinta é aplicada diretamente no couro, abaixo da camada que finaliza o acabamento. Há, ainda, costuras que remetem à pulseira de um relógio. O bom estofamento das versões padrão da linha DS foi mantido na Faubourg Addict. O resultado é conforto garantido para os passageiros, especialmente os dianteiros, que são abraçados pelo molde esportivo.

Mas a cabine também abriga os pontos negativos do Faubourg Addict: é no painel central que a exclusividade ficou de lado. Baseada na atual versão topo de linha vendida no Brasil (Sport Chic com pacotes Conforto e Tecnologia – R$ 92.870), a edição especial conta com exatamente os mesmos equipamentos do carro comum. A central multimídia tem GPS e boa funcionalidade, é verdade. Mas, os comandos do ar-condicionado digital e especialmente do rádio, tem design muito simples para um carro que ficaria na faixa dos R$ 100 mil, segundo nossas estimativas. Outra derrapada é a ausência de mais itens de série, como ajustes elétricos para os bancos. A versão avaliada contava com aquecimento dos assentos, mas todos são manuais.

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Desempenho

Sem alterações mecânicas, o desempenho continua o mesmo da versão vendida atualmente. O conjunto de motor 1.6 turbo de 165 cv e 24,5 kgfm com o câmbio manual de seis velocidades levam o hatch a 100 km/h em 7,7 segundos. As retomadas são ligeiras, ajudadas pelo efeito overboost do turbo. Automático, o recurso eleva o torque a 26,5 kgfm aos mesmos1.400 giros, porém só funciona da terceira marcha para cima. É que se o reforço viesse logo em primeira ou segunda marcha, seria um festival de destracionamento das rodas dianteiras. De 40 a 80 km/h, o DS3 precisa de apenas 5,2 s.

Além disso, a entrega de torque em baixas rotações deixa o modelo esperto mesmo na cidade, não precisava dessa força extra em todas situações. Os engates justos e precisos do câmbio contribuem com a pegada esportiva do modelo, além do seu conforto. Já as suspensões são ligeiramente duras, como se espera de um carro com essa pegada. Na hora de desacelerar para um ritmo mais tranquilo, o conjunto de discos ventilados na frente e sólidos atrás estanca com força o DS3, de 80 a 0 km/h são apenas 24,5 m.

Por enquanto o DS3 de luxo ainda não está confirmado no Brasil. Além dele, a Citroën estuda a vinda do DS4 também na versão Faubourg Addict, em um segundo momento. Caso as vindas se confirmem, o carro seria vendido como edição limitada, sob encomenda. Atrair os olhares por onde passa é garantia com qualquer carro da linha, ainda mais com o pacote de customização do Faubourg Addict. Mas não espere reforço tecnológico dentro da cabine…

Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, comando duplo, turbo, injeção direta de gasolina
Cilindrada: 1.598 cm³
Potência: 165 cv a 6.000 rpm
Torque: 24,5/26,5 kgfm a 1.400 rpm
Transmissão: manual de seis marchas, tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira
Pneus: 205/45 R17
Dimensões: compr.: 3,948 m, largura: 1,715 m, altura: 1,483 m, entre-eixos: 2,464 m Capacidades: tanque: 50 l, porta-malas: (aferição AE) 283 l
Peso: 1.165 kg

Números de teste

Aceleração: 0-100 km/h: 7,7 s; 0-400 m: 15,7 s
Retomada: 40-80 km/h (3ª marcha): 5,2 s; 60-80 km/h (4ª): 6,5 s; 80-120 km/h (5ª): 8,3 s
Frenagem: 100 km/h: 38,4 m; 80 km/h: 24,6 m; 60 km/h: 13,6 m
Consumo: 10,9 km/l (urb.); 15,2 km/l (rod.)

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Aceleramos a versão topo de linha do sedã médio, de R$ 96.900, para conferir se vale levá-lo mesmo com a reestilização prestes a chegar ao país

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Quando chegou ao mercado nacional, no segundo semestre de 2013, a atual geração do Ford Focus Sedan topo de linha custava R$ 89.990. Hoje, o mesmo modelo é tabelado em R$ 96.900. Em maio, a reestilização (já) será apresentada e deixará o design sedã médio finalmente alinhado com o portfólio global da montadora. Após o reajuste de 7,2 % no preço e com o novo visual batendo à porta, será que o Focus vale a compra hoje? Confira em nossa avaliação da versão Titanium Plus 2.0 PowerShift.

Impressões gerais

Ao volante, o Focus se garante como um dos sedãs médios com melhor desempenho na categoria, mas preza mais o conforto do que a diversão. Na pista de testes, ele foi de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos, melhor do que os rivaisToyota Corolla (10,4 s) e Honda Civic (9,9 s). Nesse aspecto, o Volkswagen Jetta Highline ainda leva a briga, com 7 segundos no currículo. Apesar da boa cifra, o Focus peca por dispensar as aletas atrás do volante – segundo da marca, uma imposição da matriz. Há opção de trocas sequenciais por um botão na alavanca do câmbio, mas não é o suficiente para aproveitar os 178 cv que o modelo tem a oferecer, disponíveis a 6.500 rpm. Hoje até alguns veículos de entrada, como o novo Fiat Uno, oferecem esse tipo de dispositivo.

Parece até que a Ford tentou compensar a falta de aletas com o acerto da suspensão independente. Somada à estrutura feita de aço alta resistência, ela é garantia de boa estabilidade. Vale lembrar que o controle de tração e estabilidade são de série no veículo e, segundo a montadora, o pacote será melhorado na reestilização, tornando-se capaz de prever uma derrapagem por meio de sensores.

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Apesar de a suspensão ser um pouco durinha demais para enfrentar a buraqueira, o Focus ainda entrega muita comodidade graças à direção elétrica, que facilita manobras em baixas velocidades, mas enrijece conforme a aceleração aumenta. Com 1.414 kg, o Focus Sedan é mais pesado, por exemplo, do que o Civic, que tem 1.298 kg. Mas é importante ressaltar que o Ford tem mais 28 cv para puxar esses 116 kg de diferença. Falando em peso, o motor 2.0 do modelo tem 22,5 kgfm de torque, o que o faz um carro espertinho, embora as trocas do bom câmbio Powershift de seis velocidades possam ser sentidas.

Custo-benefício

Mercado
Seguro: 4,2%
Cesta de peças: R$ 4.793
Revisões até 30 mil km: R$ 1.128
Garantia: 3 anos
Desvalorização: 8,3% ao ano

Nessa versão, que é a topo de linha, o Focus Sedan esbanja itens de segurança. Há seis airbags, controle de tração e estabilidade, assistente de frenagem, assistente de partida em rampa, fixação Isofix para cadeirinhas infantis, freios ABS com EBD, assistente de emergência, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

Os equipamentos de comodidade também não são poucos. Entre eles, há ar-condicionado digital duas zonas, saídas de ar traseiras, ajuste elétrico para o banco do motorista com seis opções de memorização, volante multifuncional, teto solar, acendimento automático dos faróis, sistema multimídia com tela touchscreen de 8 polegadas e GPS, câmera de ré, piloto automático, sensor de chuva e park assist, que estaciona o carro sozinho (recurso fácil de operar). Todos os apetrechos fazem com que o excesso de comandos na cabine o deixem pouco intuitivo no primeiro contato.

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Em termos de consumo, o três volumes deixa a desejar. Na cidade, cumpriu 6,8 km/l, e na estrada, 11,8 km/l. A média ainda é melhor que a do Civic 2.0, que faz 5,9/ 11,9 km/l nos circuitos urbanos e rodoviários, respectivamente. No espaço, o Focus também não é dos melhores. Com 436 litros (aferidos por AE), seu porta-malas é menor do que os do C4 Lounge e do Corolla. Além disso, a traseira caída deixa quem vai nos bancos de trás um pouco apertado.

Vale a compra?

O novo Focus, que chega ao mercado em meados deste ano, promete inovações interessantes, como o novo Sync e controle eletrônico de estabilidade capaz de prever derrapagens. Por isso, quem puder deve esperar por essa compra. Embora a desvalorização possa aumentar com a renovação do modelo, o Focus Sedan atual vale a compra. O design, tecnologia e segurança embarcados não são o suficiente para deixá-lo defasado. Além disso seus números de manutenção são bons, à parte da cesta de peças salgada.

Ficha Técnica

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, comando duplo, flex
Cilindrada: 1.999 cm³
Potência: 170/178 cv a 6.500 rpm
Torque: 21,7/22,5 kgfm a 4.500 rpm
Transmissão/tração: Automatizada de seis marchas, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e independente Multilink na traseira
Freios: Discos ventilados na dianteira na traseira
Pneus: 215/50 R17
Dimensões: Comprimento 4,534 m; Largura 1,823 m; Altura 1,484 m; Entre-eixos 2,648 m
Capacidades: Tanque 55 l
Peso: 1.414 kg
Porta-malas: 436 litros (aferido por Autoesporte)