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Novo Mini Cooper S

Adoção de novo motor de 192 cv, mas cobra caro pelo tempero 

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Se a tradicional cozinha inglesa parece insossa ao nosso paladar, o mesmo não se pode dizer sobre um dos mais icônicos automóveis produzidos naquele país: o Mini Cooper. A terceira geração do hatch acaba de desembarcar no Brasil dotada de ingredientes que prometem aperfeiçoar sua fórmula bem-sucedida. Da receita original, o Mini conservou o estilo retrô e o desenho minimalista da carroceria. A esses elementos de design, a marca acrescentou a grade hexagonal, faróis redesenhados e leds integrados ao conjunto ótico.

O modelo também deu uma bela encorpada. Com 3,82 metros, ele está 9,8 cm mais comprido e 4,4 cm mais largo do que seu seu antecessor. O entre-eixos cresceu 2,8 cm, o que não é muito, mas fez diferença para quem viaja no banco de trás. Para fazer o Cooper dar essa espichada, a Mini usou a inédita plataforma UKL1. Feita com uma boa dose de alumínio e aços de alta resistência, a base ajudou a reduzir o peso do carro e aumentar a rigidez da carroceria.

foto-imagem-novo-miniMas o que melhorou a receita original do Cooper foi a adoção da suspensão adaptativa e dos novos motores. O 1.5 tricilíndrico com turbocompressor, injeção direta de gasolina e duplo comando de válvulas é capaz de gerar até 136 cv e 22,4 kgfm, o que significa um ganho de 16 cv em relação ao quatro cilindros da geração anterior. Equipado com câmbio de seis marchas, única opção de caixa no Brasil, o pequeno inglês alcançou os 100 km/h em 7,8 segundos.

Mas ele não foi o único da família a ganhar reforço na cavalaria. Para acentuar o sabor esportivo do Cooper S, o 1.6 de 175 cv deu lugar ao 2.0 de 192 cv e 28,5 kgfm. E é desse tempero que o brasileiro gosta mais, apesar do preço salgado. O Cooper S parte de R$ 107.950 – valor R$ 18 mil acima da tabela do Cooper.

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Por essa quantia, o hatch apimentado traz de série seis airbags, sensor de chuva, controle de tração e estabilidade, ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 17 polegadas, dupla saída de escape cromada e uma tela multimídia de 6,5” no centro do console. Só não conte com GPS. Para incluir a função, é preciso optar pelo Cooper S Exclusive Nav de R$ 113.950, que adiciona controle de cruzeiro e borboletas atrás do volante para a troca de marchas manual. Por R$ 124.950, o Cooper S Top ganha uma tela de 8,8 polegadas, teto solar, head-up display e um conjunto de sistemas de segurança, como controlador adaptativo de velocidade, aviso de colisão frontal e assistente de farol alto.

Segundo a Mini, 70% do mix de vendas deve corresponder à versão S. Ao se acomodar no banco do motorista, é possível notar o acabamento mais caprichado e sem o excesso de plástico rígido que caracterizou o interior de seu antecessor. Os comandos dos vidros elétricos migraram da parte inferior do console para as portas e o velocímetro abandonou o mostrador no meio do painel para se colocar atrás do volante. No console do Cooper S Top, uma central multimídia se torna protagonista do cockpit. O sistema é emoldurado por um tubo de luz de led que muda de cor de acordo com o modo de condução escolhido.

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Para deixar o carro mais econômico, é necessário eleger o modo Green. À medida que a moldura de led se tinge de verde, as respostas ficam mais lentas e o motor gira baixo entre 1.000 rpm e 1.500 rpm. No modo Mid, a rotação sobe e o propulsor passa a emitir um som grave e agradável. Se quiser um comportamento mais dinâmico, basta jogar o seletor para Sport. O acelerador fica mais sensível, o motor fala mais alto e o conta-giros sobe até os 6.000 rpm antes de mudar de marcha. Com a função overboost o torque salta para 30,59 kgfm. Em nossos testes, o Cooper S foi de 0 a 100 km/h em 6,9 s – quase 1 s à frente do Cooper. Para botar mais uma pimenta na condução, vale a pena tentar assumir as trocas de marcha por meio das borboletas atrás do volante, item que não está  disponível no Cooper de entrada.

A direção elétrica é afiada, direta e firme na medida certa. Mas o grande destaque fica por conta da suspensão adaptativa, capaz de se ajustar ao estado de espírito do carro. No modo esportivo, ela se torna mais rígida, pronta para atacar em curvas.  Já no modo normal, o curso dos amortecedores é alongado e ela se torna mais eficiente na absorção das imperfeições do solo. Uma evolução e tanto em relação ao modelo anterior.

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Batizado de Paceman Adventure, modelo tem a estrutura externa reforçada e traz pneus off-roads

foto-imagem-mini-paceman-adventureA Mini fabrica modelos de quase todas categorias: são cupês, hatchs, crossovers e até conversíveis. Mas, apesar de todo esse portfólio, a montadora nunca fez uma picape. Então, um grupo de estagiários do Grupo BMW resolveram o problema e transformaram um Mini Paceman, originalmente cupê, em uma picape Adventure.Batizado de Mini Paceman Adventure, o modelo tem a estrutura externa reforçada e traz pneus off-roads. O estepe fica posicionado na parte de cima do carro, onde também foram instalados faróis de milha.Sob o capô, o aventureiro traz o motor 1.6 turbo de 184 cv. Apresentado oficialmente pela fabricante neste fim de semana, o Paceman Adventure deve, sim, ganhar espaço nas ruas futuramente. Po ora, no entanto, a fabricante adota o tradicional discurso de que não tem planos de produzi-lo em série.foto-imagem-mini-paceman

Fotos do Mini Paceman

Modelo conceitual será uma das atrações da marca no Salão de Detroit, no mês que vem

A Mini mostra o protótipo Paceman, que corresponde à versão de duas portas do modelo Countryman. O crossover conceitual será uma das principais atrações do Salão de Detroit (EUA), entre 15 e 23 de janeiro. Será uma oportunidade da marca inglesa controlada pela BMW medir a aceitação do carro antes de decidir se irá fabricá-lo em série ou não.

A ideia é agradar aos jovens modernos e urbanos, que curtem modelos personalizados com apelo esportivo. Com isso, o desempenho é um dos pontos fortes da novidade, que conta com motor 1.6 turbo de 211 cavalos, o mesmo do Cooper JCW, o mais potente da linha.

Fonte: Revista AutoEsporte